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	<title>ficção científica Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>ficção científica Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Scorned Prince &#124; Brady Hunsaker</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jan 2024 11:54:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brady Hunsaker]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse livro de aventura, fantasia e uma pitada de ficção científica, dois jovens se unem contra tudo para conseguir paz após 400 anos de conflito entre seus povos. Migo Rikaydian é o príncipe herdeiro, criado por sua mãe para ser a arma perfeita e eliminar todos os shamans da face do planeta. Katsi Danan é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse livro de aventura, fantasia e uma pitada de ficção científica, dois jovens se unem contra tudo para conseguir paz após 400 anos de conflito entre seus povos.</p>
<p>Migo Rikaydian é o príncipe herdeiro, criado por sua mãe para ser a arma perfeita e eliminar todos os shamans da face do planeta. Katsi Danan é uma garota órfã após seus pais shamans terem sido executados na sua frente pela rainha Rikaydian, mãe de Migo.</p>
<p>Katsi gosta muito de Damani, um fazendeiro gentil que a ajudou quando estava tentando sobreviver. Ela compartilha da visão dos seus pais, de que a paz era o melhor caminho. Por isso, ela se recusa a viver com sua tribo de <em>shamanfolk</em> porque eles também estão completamente obcecados com a ideia de guerra.</p>
<p>Tudo isso ocorre numa ambientação fascinante de um planeta que não gira. Está sempre com a mesma face voltada para o sol, fazendo com que metade do mundo seja uma geleira e a outra metade um deserto. As pessoas vivem num &#8216;anel&#8217; de poucos quilômetros de largura onde a temperatura é mais amena e é possível o plantio de comida. Ainda assim, há constantes tempestades terríveis de areia e gelo.</p>
<p>Katsi aos poucos vai aprendendo a controlar sua magia, e precisa justamente da ajuda dos shamans para isso. Enquanto isso, Migo precisa sobreviver não só às batalhas terríveis com os shamans mas também sua própria rainha, que tem um plano de mandar assassinos atrás dele.</p>
<h3>Jovem Adulto</h3>
<p>O livro acompanha a saga desses dois jovens que ainda não têm vinte anos, carregando o peso da paz nos ombros, e tendo que lidar com seus próprios preconceitos. Katsi é de longe a mais madura, não só pela vida que teve mas também pela capacidade de ver os dois lados do problema. Migo, por outro lado, é um garoto ao mesmo tempo mimado e destruído pelo ódio da mãe.</p>
<p>Aliás essa mãe achei o único problema da trama. Ela é tão maléfica e terrível que fiquei até na dúvida se no final ela teria um outro papel, mas no fim das contas ela era só má mesmo. Talvez eu esteja esperando demais ao querer uma vilã menos clichê, justamente num livro juvenil. De qualquer forma, ela continua sendo previsivelmente maléfica. Isso não chega a atrapalhar o livro, foi só algo que me desapontou um tico.</p>
<p>O livro tem partes bem violentas, e as cenas de ação são muito bem descritas. Migo é um excelente combatente.</p>
<p>Achei a ambientação maravilhosa e quero voltar pra esse mundo. Gostei dos personagens, adorei o relacionamento dos dois. Não é um livro muito complexo nem muito cheio de nuances, e tudo o que eu achava que ia acontecer aconteceu. No entanto, foi uma leitura rápida, agradável e divertida, que prendeu minha atenção e que me fez querer saber mais. Grandes chances de eu achar o segundo volume.</p>
<p>Scorned Prince (2023) Ringdweller Series Book 1</p>
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		<title>Perdido em Marte &#124; Andy Weir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 23:22:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andy Weir]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2025, uma tripulação da NASA em Marte para uma estada de um mês. Depois de apenas seis sols, uma enorme tempestade de poeira causa uma evacuação apressada, mas uma antena se solta e empala o astronauta, botânico e engenheiro Mark Watney, danificando o seu rádio pessoal. Ele é jogado para fora de vista pelo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2025, uma tripulação da NASA em Marte para uma estada de um mês. Depois de apenas seis sols, uma enorme tempestade de poeira causa uma evacuação apressada, mas uma antena se solta e empala o astronauta, botânico e engenheiro Mark Watney, danificando o seu rádio pessoal. Ele é jogado para fora de vista pelo vento e considerado morto. A comandante da missão, Melissa Lewis, não tem outra alternativa senão decolar sem completar uma busca por Watney.</p>
<p>No entanto, Watney não está morto. Seus ferimentos são leves, mas sem rádio de longo alcance, ele não consegue se comunicar com ninguém. Ele deve se fiar de seus próprios recursos para sobreviver.</p>
<p>Quando Watney consegue se comunicar com a NASA avisando que está vivo, começa um projeto multi-países para tentar trazê-lo de volta.</p>
<p>O livro segue o ponto de vista de Watney e suas ideias mirabolantes para que ele consiga comer, respirar e tentar contato para ser resgatado. Ao mesmo tempo em que ele é um cientista e usa diversos termos que eu não fazia ideia do que significavam, Watney tem uma voz sarcástica, que não se leva a sério, e deixa a leitura leve apesar da situação terrível em que ele se encontra.</p>
<p>É impossível largar o livro, uma leitura diferente e muito agradável.</p>
<p>The Martian (2011)</p>
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		<title>Gideon a Nona &#124; Tamsyn Muir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 13:38:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tamsyn Muir]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gideon é uma exímia guerreira que quer escapar do planeta em que vive. O planeta em questão, lar da Nona Casa, é um aglomerado de idosos doentes servidos por centenas de esqueletos animados. Harrow é uma necromante da Nona Casa, herdeira dos líderes e capaz de feitos absurdos com apenas uma falange nas mãos. Ela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Gideon é uma exímia guerreira que quer escapar do planeta em que vive. O planeta em questão, lar da Nona Casa, é um aglomerado de idosos doentes servidos por centenas de esqueletos animados.</p>
<p>Harrow é uma necromante da Nona Casa, herdeira dos líderes e capaz de feitos absurdos com apenas uma falange nas mãos. Ela intercepta Gideon em sua tentativa de fuga com uma proposta irrecusável. O Imperador Deus, primeiro necromante e imortal dentre seus anjos, convocou os herdeiros das oito casas: oito necromantes acompanhados por oito cavaleiros.</p>
<p>Considerando que o cavaleiro disponível na Nona Casa é um decrépito inútil, Harrow chantageia Gideon para que ela seja sua cavaleira. Quando o serviço for terminado, Gideon será liberada dos seus votos e poderá ser livre.</p>
<p>Gideon concorda, passa por um treinamento rápido, e começa sua missão. Harrow e Gideon vão de nave espacial até o Primeiro Planeta, onde a primeira casa, Canaan, recebe todas as outras duplas.</p>
<p>Elas conhecem uma dupla de gêmeas necromantes acompanhados de seu hábil cavaleiro, como também uma moça fraca claramente doente, necromante da Sétima Casa, e seu cavaleiro estóico.  Além disso chegam dois adolescentes, com cerca de quinze anos, representando a Quinta Casa. E assim por diante, até chegarem todos os oito necromantes (nove com as gêmeas) acompanhados de seus oito cavaleiros.</p>
<p>Um monge seguido por diversos esqueletos animados logo chega para recepcioná-los e explicar. O objetivo: ascender à santidade da <em>lyctorhood</em> e se tornar um dos anjos que acompanham o Imperador Deus. As regras: não entrem em uma porta trancada sem permissão.</p>
<p>Obcecada e eficiente, Harrow larga Gideon na área designada na mansão para a Nona Casa e sai para investigar. Gideon não tem escolha a não ser começar a andar pelos corredores abandonados da imensa construção. Logo ela conhece melhor os outros participantes e, apesar do voto de silêncio da Nona Casa que ela precisa fingir que mantém, rapidamente cria alianças e inimigos.</p>
<p>Ela e Harrow já se odiavam quando cresceram crianças no planeta da Nona, e agora são obrigadas a conviver fingindo que são dedicadas uma à outra. O fingimento, no entanto, começa a virar verdadeiro quando alguém começa a lentamente matar os outros cavaleiros e necromantes de forma terrível.</p>
<p>No começo da interação com as outras casas vou admitir que fiquei confusa. Era muito nome e muita gente,  fazendo com que, por mais que a autora tenha feito um bom trabalho em caracterizar quase vinte pessoas, eu me perdesse muitas vezes em quem era quem.</p>
<p>Felizmente todo mundo começou a ser assassinado, e os que sobraram foram criando melhor vida na minha imaginação.</p>
<p>Mas minha parte favorita foi a narrativa mesmo: tudo do ponto de vista da Gideon, que é uma moça musculosa, amigável, teimosa e muito atraente. A mistura da descrição da grandiosidade da casa Canaan com os comentários sarcásticos e divertidos de Gideon fizeram a leitura ficar deliciosa.</p>
<p>A ambientação criada pela autora também é muito boa: ao mesmo tempo sinistra e antiga, alta tecnologia misturada com necromancia descrita como ciência e magia tudo junto.</p>
<p>Conforme o relacionamento entre Gideon e Harrow se estreitava, e o mistério transformado em crime-de-quarto-fechado se tornava mais urgente, o livro de mais de 400 páginas ficava cada vez menos largável.</p>
<p>Uma fição científica muito decente, com pitadas de fantasia na medida certa, com a quantidade de personagens que me confundiram mitigada pela história fechadinha.</p>
<p>Gideon the Ninth (2019) | The Locked Tomb livro 1</p>
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		<title>Divergente &#124; Veronica Roth</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2021 03:06:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Veronica Roth]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É um bom livro, mas não achei memorável. Ele tentou pegar carona no momento distopia adolescente criado por Jogos Vorazes e nesse sentido até que deu certo: o romancezinho funciona, é um ALÍVIO não ter triângulo amoroso, os pais EXISTEM e fazem coisas e isso também é legal, e a ambientação tem seus méritos. Até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É um bom livro, mas não achei memorável. Ele tentou pegar carona no momento distopia adolescente criado por Jogos Vorazes e nesse sentido até que deu certo: o romancezinho funciona, é um ALÍVIO não ter triângulo amoroso, os pais EXISTEM e fazem coisas e isso também é legal, e a ambientação tem seus méritos. Até os protagonistas têm personalidade.</p>
<p class="western">Claramente os editores descobriram que depois dos vampiros o novo foco para livros de jovens era distopia: Futuro não-muito distante em que a sociedade é uma droga porque líderes totalitários, falta de liberdade individual, tecnologia à favor dos opressores e tals. Tipo 1984 só que fácil.</p>
<p class="western">Jogos Vorazes meio que inventou o gênero, e aí Divergente supreendeu por ser um dos poucos que chegou a vender uns milhões de unidades.</p>
<p class="western">Eu tive que me esforçar pra ler porque a premissa é ainda menos plausível que a do seu percursor: num futuro muito distante em que a sociedade zzzz guerra nova ordem mundial Chicago dividida em distritos facções zzz cada pessoa passa por um teste aos dezesseis anos pra saber de qual facção vai ser pelo resto da vida.</p>
<p class="western">Essa resenha pode conter spoilers e muito sarcasmo.</p>
<p class="western">Beatrice nasceu na Abnegação, a facção onde todo mundo é generoso e pensa primeiro no outro. Ela não é lá muito abnegada, mas aí chega o dia do seu teste e ela se empolga pensando que talvez sua vida mude.</p>
<p class="western">Mas no teste tudo dá errado e ela é informada – por uma testadora assustada – que o teste dela deu INCONCLUSIVO e ela não faz parte de nenhuma facção: ela tem elementos de TRÊS delas em sua personalidade. Isso faz com que Beatrice seja uma DIVERGENTE (ooooh, mas nem ela nem o leitor sabem muito bem qual o problema disso) e isso é muito sério e Beatrice não pode contar pra ninguém senão o mundo acaba.</p>
<p class="western">Aí eu parei de ler, porque né. O teste é bem idiota. Talvez se a autora tivesse deixado o teste em segredo e nem a Beatrice soubesse direito o que aconteceu, beleza, dava pra colar. Mas do jeito que ficou, é tão inverossímil que a reação da testadora é mais cômica do que assustadora.</p>
<p class="western">Enfim. Aí no dia da ESCOLHA, Beatrice fica em dúvida entre ficar com Abnegação, junto com o resto da sua família, ou ir pro grupo Audácia (onde eles são audaciosos, saca.) No fim ela resolve ser audaciosa e deixar a família pra trás, e seu irmão gemo vai para o grupo dos Eruditos e termina de largar os pais deles abandonados depois de todos os anos que eles gastaram com a criação deles.</p>
<p class="western">Chegando na Audácia, ela resolve mudar o nome dela pra Tris porque Beatrice é muito abnegado e boboca, e ela descobre que as coisas não são tão fáceis: ela vai ter que provar que é audaciosa ou então vai ser expulsa das facções. Se ela for expulsa, vai ficar largada nas ruínas da cidade sem ter onde dormir e nem o que comer, e provavelmente vai viver de esmolas que os abnegados reúnem a muito custo. Então ela meio que tem que passar nos testes.</p>
<p class="western">No teste físico ela é muito ruim, já que é pequena e molenga – isso eu gostei, legal ver uma protagonista que não é mega atlética e ninja – mas é nos testes mentais que fica o problema: todo recruta passa por um teste mental que consiste em tomar um soro maligno que deixa a pessoa num estado meio comatoso enquanto sua mente cria situações aterrorizantes. Os avaliadores assistem a tudo isso como se fosse um filme, e observam a forma como a pessoa vai reagindo aos próprios medos.</p>
<p class="western">O problema é que Tris parece ‘dominar a matrix’ – exatamente igual o Neo porque essa geração nova nunca viu o filme pfv – e isso é provavelmente devido à sua condição de Divergente e isso é ruim e é segredo mesmo que ninguém saiba direito explicar o porquê.</p>
<p class="western">Então: Tris tem que escapar dos bullies tipo Ender’s Game. Tris tem que fingir que não sabe dominar o sistema do medo mas ao mesmo tempo não pode fingir bem <i>demais</i> ou então não consegue ser classificada para fazer parte da facção. Tris começa a gostar do seu instrutor bonitão, Quatro (é apelido, jovens), mas tem que fingir que não porque se não vão achar que ela está recebendo atenção especial. E aí ela descobre que tem um plano maligno de pessoas obscuras das facções Audácia e Erudição para destruir sua facção-natal, Abnegação!</p>
<p class="western">Será que ela vai conseguir: fingir que não é Divergente, fingir que não gosta do Quatro, passar nos testes de admissão e impedir o plano maligno?!</p>
<p class="western">(esquilo dramático)</p>
<p class="western">Gente, não me levem a mal. O livro não é tão ruim assim. Estou me sentindo sarcástica porque, tirando algumas partes surpreendentes pouquinha coisa, a história me pareceu bastante previsível.</p>
<p class="western">O problema principal da ambientação é que, ao contrário do universo de Feios, onde existe uma explicação para o pessoal ser meio sem noção, não existe motivo pras pessoas serem tão… sem personalidade. Eu entendi que a ideia era colocar a Tris como uma personagem com a qual a juventude pudesse se identificar – e quem, com dezesseis anos, não se vê como ‘divergente’, diferente de todo mundo e ao mesmo tempo único e blá. Pode até ser que a explicação venha mais tarde, mas por enquanto a coisa toda fica meio boba.</p>
<p class="western">Tris tem uma voz meio rebeldinha mas também bastante comum e Quatro era pra ser o cara super misterioso e tals também me pareceu meio meh…</p>
<p class="western">Deu bem pra passar o tempo, é uma leitura rápida e depois que passa o ‘wtf?’ inicial da ambientação que não faz muito sentido, dá vontade de ler até o final pra descobrir o que vai acontecer (mesmo que não seja nada de muito surpresa).</p>
<p class="western">Recomendo pra quem tá na pegada de uma leitura rápida, leve e divertida.</p>
<p class="western">Divergent (2011), de Veronica Roth. Série Divergente Livro 1</p>
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		<title>Duna &#124; Frank Herbert</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jun 2021 10:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Frank Herbert]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um clássico da ficção científica com uma história excelente e uma ambientação maravilhosa. No futuro distante, a humanidade voltou ao medievalismo religioso. O Imperador controla a galáxia através de seus soltados extra-malignos Sardaukar, a Guilda controla as viagens interplanetárias e Duques governam os planetas. E tudo isso gira em volta de Arrakis, o planeta deserto, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um clássico da ficção científica com uma história excelente e uma ambientação maravilhosa.</p>
<p>No futuro distante, a humanidade voltou ao medievalismo religioso. O Imperador controla a galáxia através de seus soltados extra-malignos Sardaukar, a Guilda controla as viagens interplanetárias e Duques governam os planetas. E tudo isso gira em volta de Arrakis, o planeta deserto, também chamado de Duna, pois lá é o único planeta onde existe <em>a especiaria</em>, que movimenta toda a economia, comércio e transporte no universo. Nos desertos eternos do planeta, cheios de imensos vermes da areia que são maiores que uma nave espacial, os governantes de Arrakis furam a areia em busca do famoso pó, que depois é vendido com lucros estratosféricos.</p>
<p>Arrakis é onde vai morar o protagonista, Paul Atreides, quando seu pai, o duque Leto, é enviado pelo imperador para governar o planeta. Apesar da certeza de que se trata de uma armadilha de seus inimigos mortais, os Harkonnen, o duque Leto é obrigado a aceitar as ordens do soberano. Junto com seu filho único Paul, o duque leva a mãe do garoto, sua concubina Lady Jéssica, que foi treinada por uma organização que almeja a perfeição genética dos líderes e trabalha cruzando linhagens e utilizando profecias.</p>
<p>Quando o duque Leto é assassinado pelos Harkonnen, conforme todos esperavam, Paul e a mãe conseguem fugir para o deserto e se unem aos <em>freemen</em>, os nativos de Arrakis. É entre os freemen que Paul encontra o destino que o aguarda: líder, profeta e semi-divindade em meio aos desertos infindáveis e os misteriosos e terríveis vermes da areia.</p>
<p>O livro é denso, longo e bastante complexo – Paul tem visões premonitórias desde muito cedo, e o leitor pode se confundir com tanto vai e volta, já que o passado e o presente se misturam na mente do protagonista. Além disso, são diversos personagens, em planetas diferentes, com nomes, religiões, profecias e idiomas diferentes. O autor lida com isso muito bem, no entanto, e apesar das mais de 500 páginas, é um livro que passa rápido porque a história é incrível.</p>
<p>O protagonista Paul é meio cansativo pela característica de super-herói salvador do universo, mas as reflexões dele são válidas: na ânsia de evitar uma guerra interplanetária, ele por um lado morre de medo de perder aqueles que ama e por outro lado precisa ter pulso firme para conseguir salvar sua família e seu planeta. Em um certo ponto da narrativa, ele percebe que está se tornando uma lenda viva e não pode fazer nada para evitar, e decide que o melhor é se aproveitar das histórias que contam a seu respeito.</p>
<p>Se Paul é meio chatinho, os outros personagens não sofrem do mesmo mal: os políticos do imperador, a mãe  Lady Jessica, a irmã doidinha do Paul, os freemen &#8211; são todos personagens memoráveis e interessantes.</p>
<p>Mas o que ganha todos os prêmios é a ambientação: Arrakis é um planeta fascinante. O autor conseguiu dar vida a todo um eco-sistema que faz sentido (pelo menos para o leitor leigo tipo eu) e suas descrições minuciosas me colocaram lá no meio do deserto com os <em>trajestiladores</em>, a falta de água e a cultura complexa e sensata dos freemen.</p>
<p>Pra quem gosta de ficção científica, o livro é um prato cheio! As duas continuações consideradas mais importantes são Messias de Duna e Filhos de Duna (e daí teve God Emperor of Dune, Heretics of Dune, Chapterhouse: Dune e aí o filho do autor continuou a série pra sempre com o Kevin J. Anderson).</p>
<p>A edição que eu li dessa vez (a outra eu li em inglês faz algum tempo) é da Aleph – maravilhosa, com arte de capa lindona, tradução impecável e duas sequências no box.</p>
<p>Certamente um dos melhores livros que eu já li na vida simplesmente pela ambientação impecável que eu não canso de elogiar. Recomendo!</p>
<p><strong>Dune (1965) de Frank Herbert. Série Duna Livro 1.</strong></p>
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		<title>Black Hole Sun &#124; David Macinnis Gill</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2014 03:11:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[David Macinnis Gill]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aventura de ficção científica bastante cinematográfica com uma pegada juvenil que não atrapalha. Um grupo de mercenários é contratado para salvar uma pequena aldeia de mineradores, que está sendo ameaçada por monstros canibais, num futuro distante onde a humanidade se mudou para Marte. Marte está lentamente sendo transformado pelos humanos que foram morar lá, para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aventura de ficção científica bastante cinematográfica com uma pegada juvenil que não atrapalha. Um grupo de mercenários é contratado para salvar uma pequena aldeia de mineradores, que está sendo ameaçada por monstros canibais, num futuro distante onde a humanidade se mudou para Marte.</p>
<p>Marte está lentamente sendo transformado pelos humanos que foram morar lá, para tentar fazer o planeta totalmente habitável após uma epidemia que acabou com quase toda a população da Terra. No entanto, nem todo o planeta é habitável &#8211; e os mais ricos vivem onde a atmosfera é mais existente e o ar mais respirável, lógico.</p>
<p>Enquanto isso, os mineiros, que foram tão importantes para o início do processo, agora foram largados à própria sorte nas minas abandonadas &#8211; e as coisas ficam piores quando os <em>Draeu</em>, monstros humanóides que curtem comer carne humana, resolvem aumentar seus ataques. Desesperados, os mineiros vão até a cidade buscar ajuda, mas os únicos que aceitam são Durango e sua turma pouco convencional de Reguladores (uma espécie de ex-soldado).</p>
<p>Com um passado complexo, um chip de inteligência artificial em seu cérebro zoando com ele a todo tempo, e um temperamento explosivo, Durango é um líder um pouco relutante e um dos melhores personagens do livro. Durango é acompanhado sua colega séria e profissional Vienne, sua inteligência artificial Mimi, e seus outros colegas Reguladores que se divertem mais explodindo coisas do que propriamente ajudando pessoas. Eles se encontram envolvidos numa trama mais complexa do que imaginavam quando percebem que os Draeu não estão só interessados na carne fresca dos mineiros, mas sim num tesouro que pode mudar o destino de todos os que vivem em Marte.</p>
<p>Com uma ambientação excelente, cenas de ação empolgantes, diálogos impecavelmente engraçados e inteligentes, esse é um dos melhores livros que eu li recentemente. A narrativa rápida e divertida lembra os melhores filmes de ação dos anos 80 (oi, Star Wars), com o bônus dos diálogos memoráveis.</p>
<p>Se tem uma coisa que me deixou meio sem saber o que pensar foi a idade dos protagonistas. Eu estava certa de que era uma galera dos vinte e tantos anos, primeiro por terem passado por tanta coisa já, segundo pelo teor adultoso das conversas &#8211; mas aí no fim a velha fala que eles tem menos de vinte anos. E, tipo, não, gente. Esse povo fala assim, com dezesseis anos? Sério? Nunca imaginei, e depois que fechei o livro fiz questão de continuar imaginando o pessoal com idade pra protagonizar filme de ação e não YAs.</p>
<p>E aí fui olhar e na Amazon tá lá: &#8220;O jovem de dezesseis anos Durango e sua equipe de Reguladores&#8230;&#8221; blá blá e acho que nunca teria pegado o livro se eu soubesse antes a idade da galera. Preconceito, eu sei, mas felizmente não sofri com a criancice do povo: dá sim pra imaginar Durango, e Vienne, com cerca de vinte e cinco anos, e a equipe com gente mais velha. Na verdade, eu muito imaginei tudo como sendo uma mistura de Firefly e Riddick, sabe? E, pra mim, o livro ficou mais legal assim.</p>
<p>Então, pra quem tem preconceito com idade de protagonista que nem eu, o livro NÃO TEM triângulo amoroso bobo, nem personagem com crise existencial dos quinze anos, nem é &#8220;<em>sexy teenagers in space</em>&#8220;. É um excelente livro de aventura e ficção científica que recomendo pra todo mundo!</p>
<p>E parece que tem sequência!</p>
<p><strong>Black Hole Sun (2010) de David Macinnis Gill. Série Hell&#8217;s Cross Livro 1</strong></p>
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		<title>Scarlet &#124; Marissa Meyer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2014 10:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Marissa Meyer]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Scarlet Benoit é uma jovem que vive com a avó Michelle numa fazenda na França. Ela é linda, ruiva e esquentada, e anda muito preocupada porque sua avó desapareceu há duas semanas e ninguém parece se preocupar com isso &#8211; a polícia acha que ela foi embora porque quis ou se suicidou e as pessoas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Scarlet Benoit é uma jovem que vive com a avó Michelle numa fazenda na França. Ela é linda, ruiva e esquentada, e anda muito preocupada porque sua avó desapareceu há duas semanas e ninguém parece se preocupar com isso &#8211; a polícia acha que ela foi embora porque quis ou se suicidou e as pessoas acham a avó de Scarlet completamente louca e não fazem questão de se envolver. Quando ela entra numa briga no restaurante que está entregando mercadoria, é ajudada por um bonitão tímido, silencioso e com hábitos estranhos que diz se chamar Wolf e pede emprego na fazenda. Reparando nos olhos profundos, na tatuagem no braço e nos músculos do cara, Scarlet no entanto é capaz de recusar empregá-lo porque aparentemente algum tipo de bom senso ela tem pra não pegar um completo estranho pra ficar sozinho com ela na fazenda.</p>
<p>Mas quando o pai dela &#8211; que havia sumido há anos &#8211; aparece todo machucado, falando que foi torturado pelos que raptaram a sua avó, Scarlet tem todas as suas piores suspeitas confirmadas. O pai dela está paranoico, dizendo estar sendo seguido, revirando todas as coisas da mãe pra encontrar o que o pessoal queria. E ele descreve  a tatuagem do seus torturadores: um símbolo idêntico ao que Scarlet viu no braço de Wolf. Ela manda o pai embora e vai atrás de Wolf pra exigir que ele a leve até sua avó, e ele fala que pode ajudá-la mas jura que não teve nada a ver com a história &#8211; ele saiu do grupo maligno antes mesmo deles terem pensado em raptar a avó dela &#8211; e ela acredita em tudo e resolve aceitar a ajuda dele.</p>
<p>Enquanto isso, Cinder consegue escapar da prisão onde tinha sido jogada com a ajuda de uma nova mão biônica e da nave de um conveniente ladrão com quem ela tromba durante a fuga. Ela resolve que vai pra Europa dar uma passadinha na casa de Michelle Benoit, que ela acha que a ajudou quando era criança, e aí tromba em vez disso com Scarlet e seu lobo de estimação.</p>
<p>Assim como aconteceu com Feita de Fumaça e Osso, essa série começou bem e teve um segundo volume bem do mais ou menos. É esperar pra ver, já que a autora já publicou um terceiro volume e prometeu um quarto, mas se for continuar desse jeito a coisa desanda fácil.</p>
<p>O meu problema com esse livro pode se resumir em dois pontos. 1 &#8211; protagonista burra. Tá que a história é pra ser uma releitura do conto da Chapeuzinho Vermelho e ela é uma das protagonistas mais burras da história dos contos de fadas, mas isso não justifica a idiotice dessa Scarlet. 2 &#8211; divisão de tramas. Eu gostei da <a title="Cinder" href="https://adevoradoradelivros.com.br/cinder-marissa-meyer/" target="_blank" rel="noopener">Cinder</a>. A história da Cinder é legal. Eu quero saber o que acontece com ela. E aí eu sou obrigada a dividir o meu tempo com a história chata e previsível da Scarlet? Aí não, né. Outro ponto incômodo é a aleatoriedade das decisões dos personagens, o que deixa muito a impressão de que a autora queria que as coisas acontecessem de um certo jeito e não fez o menor esforço pra justificar a trama. A Cinder precisa de uma nave? Beleza, vamos colocar um cara pra ela fugir junto, mesmo que ele não faça absolutamente mais nada na história além de ter a nave. A Cinder e a Scarlet precisam se encontrar? Beleza, a Cinder decide ir pra Europa porque sim, mesmo tendo todo um grupo pra ajudá-la na África.  Para quem gosta de romances melecosos do tipo &#8220;não posso ficar com ele mas não consigo resistir&#8221; , esse livro também é um prato cheio &#8211; e vocês sabem que não tenho a <em>menor</em> paciência pra isso.</p>
<p>Eu ainda li tudo muito rapidamente, ainda fiquei interessada num próximo volume, e ainda acho o mundo da autora muito legal. Mas essa segunda incursão mostrou que a moça ainda precisa de mais treino antes de se aventurar por uma trilogia e que ela não é tão boa assim de personagens.</p>
<p><strong>Scarlet (2013) de Marissa Meyer. Série Crônicas Lunares Livro 2.</strong></p>
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		<title>Cinder &#124; Marissa Meyer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Mar 2014 10:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Marissa Meyer]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lihn Cinder é uma ciborgue &#8211; uma humana que sofreu alterações drásticas no seu corpo pela tecnologia: ela tem um pé e uma mão metálicos, com fios dentro do seu cérebro que servem de ligações nervosas. Ela tem uma câmera nos olhos e uma conexão com a internet e um pequeno computador no cérebro. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lihn Cinder é uma ciborgue &#8211; uma humana que sofreu alterações drásticas no seu corpo pela tecnologia: ela tem um pé e uma mão metálicos, com fios dentro do seu cérebro que servem de ligações nervosas. Ela tem uma câmera nos olhos e uma conexão com a internet e um pequeno computador no cérebro. O mais legal de tudo é que seus sensores internos são programados para reconhecer quando alguém está mentindo. Mas na sociedade onde ela vive, após a quarta guerra mundial, ciborgues são considerados menos do que humanos e cidadãos de segunda classe. A Terra está sendo ameaçada de uma invasão iminente pelos inimigos Lunares e também sofre com uma doença misteriosa que mata pessoas em poucos dias.</p>
<p>Cinder foi adotada por um cientista que morreu da peste logo depois, deixando-a para ser criada por sua esposa Adri. Adri detesta ciborgues, culpa Cinder pela morte do marido e faz a garota trabalhar como mecânica para pagar as contas da família. Quando Peony, a irmã mais gente boa de Cinder, contrai a peste, Adri &#8220;voluntaria&#8221; Cinder para os testes de vacinas que os médicos imperiais estão fazendo. Porque, como a peste é uma ameaça problemática e urgente, e o próprio imperador contraiu a doença mortal, os médicos imperiais fazem um esquema de &#8220;sorteio&#8221; de ciborgues para testes tentando achar uma cura.</p>
<p>O charmoso príncipe Kai está com muitas coisas na cabeça. Além da doença do imperador seu pai, e da situação crítica da doença em New Beijing, ele também tem que se preocupar com a constante ameaça Lunar. Mas mesmo assim ele se sente estranhamente atraído pela jovem mecânica que o ajuda a concertar sua andróide e tenta conseguir uma amizade com ela a todo custo. Ela, por outro lado, acha Kai muito legal, mas tem certeza que ele vai querer que ela suma assim que ele descobrir que ela é uma ciborgue.</p>
<p>Quando Cinder é &#8216;voluntariada&#8217; pela madrasta para ser testada com a vacina da peste, ela descobre ainda mais coisas sobre sua origem; coisas que podem colocá-la em perigo ou mesmo salvar o mundo.</p>
<p>Ultimamente tenho lido algumas releituras de contos de fadas e nem sempre foram agradáveis especialmente por causa da tendência à falta de originalidade. Felizmente esse não é o problema desse livro ótimo: original, inteligente e muito, muito divertido, é certamente um dos livros mais empolgantes que li recentemente.</p>
<p>A ideia, como pode ser sacado pelo nome, é ser uma releitura de Cinderela, mas a autora é esperta demais para se ater aos pontos exatos da trama do conto. Então tem sim uma órfã mal tratada pela madrasta e obrigada a trabalhar, tem as <i>step sisters, </i>tem um príncipe charmoso, e tem até o baile &#8211; mas felizmente as semelhanças acabam aí.</p>
<p>Cinderela ciborgue é um conceito legal demais, e isso, juntamente com a história movimentada, deixaram o livro impossível de largar. A autora criou um universo interessante, num futuro tecnológico meio decadente, que inclui controladores de mentes, andróides e ciborgues &#8211; uma mistura de Blade Runner com contos de fadas. E ainda por cima ficou muito bom!</p>
<p>Fora a ambientação genial, o livro também tem personagens interessantes, uma protagonista que não é mimimizenta, uma andróide FOFA que chama Iko e gosta de roupas, e uma história previsível mas que não deixa de ser boa por causa disso. (Ou vocês tinham alguma dúvida sobre quem seria a sobrinha misteriosa que morreu no incêndio mas talvez não?)</p>
<p>O pessoal da reclamação na internet tá dizendo que o livro é cheio de buracos na trama (tipo a mecânica esquecer dos freios e tal) e que a ambientação fica pouco explicada, mas eu não reparei em nenhum deles durante a leitura, só depois, o que é um ponto a favor do livro. Eu não fico muito lendo os comentários dos blogs porque tenho a mania de já chegar querendo não gostar quando o livro é famosete (tenho espírito de hipster), mas não achei nenhum dos problemas MORAIS aqui que achei em Across the Universe, por exemplo, apesar de gostar de ambas as ambientações e perceber problemas de trama em ambos os livros.</p>
<p>Acho que no fim das contas as melhores partes do livro são as que não remetem muito à história da Cinderela (que é bem idiota, vamos combinar) nem fica no romancezenho melequento dos protagonistas &#8211; ou seja, é uma adaptação de contos de fadas que não é muito fiel ao conto e um livro pra adolescentes bobocas que não é (tão) boboca. É uma boa diversão que <span style="font-size: 18px; line-height: 28.8px;">termina de um jeito que me deixou super ansiosa para ler o próximo livro da série. </span>Recomendo muito!</p>
<p><strong>Cinder (2012) de Marissa Meyer. Série Crônicas Lunares Livro 1.</strong></p>
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		<title>O Jogo do Exterminador &#124; Orson Scott Card</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2014 10:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orson Scott Card]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Terra do século XXIII, uma raça alienígena tecnologicamente bem mais avançada ameaça a humanidade. Com corpos semelhantes a insetos, são chamados de abelhudos e estão prestes a lançar um ataque que vai dizimar a Terra.  Em busca do futuro exército que vai defender a Terra contra os abelhudos, um órgão mundial mantém as crianças sob constante [&#8230;]</p>
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<p>Na Terra do século XXIII, uma raça alienígena tecnologicamente bem mais avançada ameaça a humanidade. Com corpos semelhantes a insetos, são chamados de <em>abelhudos</em> e estão prestes a lançar um ataque que vai dizimar a Terra.  Em busca do futuro exército que vai defender a Terra contra os <em>abelhudos</em>, um órgão mundial mantém as crianças sob constante monitoração (com um chip na cabeça delas) para identificar as mais inteligentes e com maior poder de liderança. As escolhidas são enviadas para uma Escola de Combate localizada na órbita da Terra.</p>
<p>As leis contra a superpopulação fazem com que os casais precisem de permissão para terem mais de um filho. Os Wiggin, no entanto, fizeram um trabalho tão bom com seu primeiro filho Peter (que foi considerado agressivo demais) e com sua segunda filha Valentine (que foi considerada agressiva de menos) que o governo do mundo solicitou que eles tentassem novamente para de repente conseguir a mistura genética perfeita.</p>
<p>E então nasce Andrew, que todos chamam de Ender por ser o &#8216;último&#8217; da família, e que é constantemente zoado por ser um <em>terceiro</em>. Ender tem os escrúpulos de preservação e compreensão do outro de Valentine, mas sob pressão acaba sendo violento como Peter. Essa combinação é considerada perfeita pelo pessoal da Escola de Combate, que decidem que Ender será o general do futuro exército.</p>
<p>Para que ele se transforme no líder que eles querem, os professores permitem que Ender seja hostilizado por ser tão pequeno e tão inteligente, o colocam em situações de exposição e humilhação propositadamente e o impedem de fazer amigos &#8211; tudo com o nobre propósito de fazê-lo uma pessoa independente que não pode confiar em ninguém para conseguir sobreviver.</p>
<p>E isso tudo acontece quando Ender não tem mais do que sete anos de idade.</p>
<p>Enquanto Ender tenta superar as provações da Escola de Combate, achar um jeito de derrotar os abelhudos, decidir se quer mesmo sucumbir ao lado violento que herdou de Peter, e  descobrir qual é a do jogo interativo que parece bem mais complexo do que deveria ser, os irmãos de Ender não param de ser geninhos aqui na Terra. Peter prevê que o mundo voltará a entrar em guerra assim que os abelhudos forem derrotados e tem toda a intenção de dominar o mundo através de um plano maléfico que inclui perfis falsos de internet e a ajuda relutante de Valentine.</p>
<p>Esse livro é considerado um clássico da ficção científica juvenil, e é fácil se apaixonar por ele. Com uma história envolvente, personagens incríveis e uma ambientação genial, tem tudo o que um livro futurista deveria ter com o bônus de ter crianças protagonistas que não são ao mesmo tempo gênias e fragilizadas.</p>
<p>A história retornou aos holofotes recentemente, quando finalmente conseguiram tirar a adaptação do papel e o filme foi lançado, e fiquei muito feliz porque o livro merece várias chances de ser lido. O autor é bem babaca e acha que heterossexuais sofrem preconceito na sociedade atual, mas felizmente nada dessas opiniões idiotas transparece no livro &#8211; dá pra ler sem medo. Inclusive achei as opiniões do cara bastante contraditórias: como ele vem falar de xenofobia e medo do que é diferente se depois fica de choro com as lutas da comunidade LGBT?</p>
<p>A discussão sobre separar o autor da obra vai longe, e não vou entrar nela hoje. O livro continua sendo um dos meus favoritos da ficção científica, pela forma como é escrito e pela ambientação inteligente.</p>
<p><strong>Ender&#8217;s Game (1985) de Orson Scott Card. Série Ender&#8217;s Game Livro 1.</strong></p>
</div>
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		<title>Grimspace  &#124; Ann Aguirre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2014 23:48:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ann Aguirre]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sirantha Jax é uma jumper: ela é uma navegadora do grimspace, uma espécie de espaço paralelo onde se viaja mais rápido do que a luz. Por ter essa habilidade rara e útil, ela é tratada como celebridade pela Corp, a organização que controla as viagens espaciais. Mas aí  a nave dela cai num planeta e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sirantha Jax é uma <em>jumper</em>: ela é uma navegadora do <em>grimspace</em>, uma espécie de espaço paralelo onde se viaja mais rápido do que a luz. Por ter essa habilidade rara e útil, ela é tratada como celebridade pela Corp, a organização que controla as viagens espaciais. Mas aí  a nave dela cai num planeta e ela é a única sobrevivente &#8211; de uma nave de passageiros cheia de políticos e representantes planetários. E a Corp a acusa de ter sido a causadora do acidente. Sem ter memória alguma do que ocorreu e em depressão por ter perdido seu amante que era o piloto da nave, ela está conformada com seu destino na unidade psiquiátrica da Corp.</p>
<p>E então o misterioso e bonitão March invade sua cela, oferecendo liberdade em troca da sua mudança de lealdades. Percebendo que essa vai ser sua única chance, Jax aceita a proposta e começa a rever todos os seus conceitos &#8211; e a pensar se a Corp é mesmo a melhor escolha para monopolizar as viagens pelo Grimspace.</p>
<p>Jax é uma protagonista interessante. Sem uma parte da memória, sofrendo pela perda do amado e jogada num ambiente de excluídos com o qual ela não está nem um pouco acostumada, ela é obrigada a fazer decisões importantes, e rápido. O previsível romance com March acontece, sim, mas sem tirar a força de Jax, e com momentos tocantes que humanizam os personagens. Enquanto isso, o pessoal coadjuvante é excelente, com todos bem desenhados e fazendo papéis importantes para a trama.</p>
<p>A história em si segue pontos clichezentos mas nem por isso menos divertidos: a pegada do livro é uma mistura de Guerra nas Estrelas com GURPS Infinite Worlds muito satisfatória que deixou a coisa toda empolgante e fácil de ler. Fiquei interessada e pretendo ler o próximo volume da série, Wanderlust.</p>
<p><strong>Grimspace (2008) de Ann Aguirre. Série Sirantha Jax Livro 1.</strong></p>
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		<title>Através do Universo &#124; Beth Revis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2013 01:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beth Revis]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Daí eu fui lá e li mais um romance adolescente. Eu sei. Eu SEI que eu não devia. Mas eu juro que peguei no aleatório e nem sabia do que se tratava! (ok, eu achei que fosse algo do tipo a versão livro do filme com o tema Beatles, sabe? enfim, eu estava tão errada.) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: left;">Daí eu fui lá e li mais um romance adolescente. Eu sei. Eu SEI que eu não devia. Mas eu juro que peguei no aleatório e nem sabia do que se tratava! (ok, eu achei que fosse algo do tipo a versão livro do filme com o tema Beatles, sabe? enfim, eu estava <em>tão </em>errada.) Ó, o lado bom é que o livro é impossível de largar. Não consegui parar de ler do momento em que peguei na mão. Ok que muitas vezes eu pulava alguns parágrafos (Amy dormindo = eu com sono e também as partes &#8220;&#8221;&#8221;&#8221;românticas&#8221;&#8221;&#8221;&#8221;), mas em geral a ambientação que a autora criou é muito foda. O livro me lembrou muito um Cidade das Sombras piorado &#8211; porque adolescentes com muitos hormônios são receitas pra me deixar blé, mas, como eu falei, peguei o livro sem saber e depois não conseguia mais largar &#8211; com essa pegada claustrofóbica e fim-do-mundo e mistérios que não acabam mais.</div>
<p>Amy é filha de um casal ninja que vai ser congelado para a primeira viagem interplanetária da história. O pai militar e a mãe cientista especialista em genética mexeram os pauzinhos e conseguiram que Amy também pudesse ser congelada para a viagem de 300 anos na nave. Só que o sono criogênico não é uma grande dormida, como Amy estava esperando, mas sim uma sensação bastante perturbadora de estar acordada, cega e sem poder se mexer, por anos e anos e anos. Divertido pacas. Daí conhecemos Elder, um moleque de dezesseis anos que vai ser o novo líder da nave que está &#8220;prestes&#8221; a aterrisar no novo planeta (faltam cerca de trinta anos, pelo que me lembro). Ele está sendo treinado para ser líder pelo líder atual, um velho mandão que chamam de Eldest. A nave é dividida em vários níveis: os Feeders, que são basicamente fazendeiros, os Shippers, da engenharia/mecânica, e os Keepers, que mandam. E aí alguma coisa dá errado e Amy é acordada muito antes do previsto. Elder está lá para impedi-la de se afogar no líquido congelante, e Doc (o médico da nave) garante que ela não pode mais ser congelada porque se não pode morrer porque as células e blá. E é isso! Amy agora tem que viver o resto da vida na nave e isso já seria deprimente o suficiente se não fossem as coisas bizarras que acontecem por lá.</p>
<p>Os Feeders parecem pessoas meio sem cérebro, sem opinião própria, sem iniciativa e sem a menor vontade de questionar as coisas. Aos vinte anos, todos passam por uma espécie de &#8220;cio coletivo&#8221; e trepam pela nave inteira &#8211; menos os &#8220;loucos&#8221; no hospital, que não se sentem muito dispostos a isso e acham que são anormais (Elder é um dos loucos). Quando as pessoas ficam velhas e começam a confundir as coisas, são levadas para o misterioso quarto andar do hospital e de lá nunca mais voltam. As pessoas ou têm quarenta anos de idade, ou têm vinte anos de idade, ou têm sessenta e estão sendo levadas para o quarto andar. As únicas exceções são Eldest, que tem quase setenta, e Elder, que tem dezesseis. O mistério dessas diferenças de idade é aos poucos sendo explicado, assim como o comportamento estranhíssimo dos tripulantes da nave. Isto é, estranho para nós e para Amy, porque todos ali acham tudo muito normal.</p>
<p>E além disso tem algum psicopata descongelando as pessoas da missão e deixando-os para se afogar no líquido do congelamento. E o Eldest está preocupadíssimo com a presença de Amy, que ele considera uma distração para o treinamento de Elder e uma ameaça para a paz da nave. E por fim, Elder cada vez mais repara que as coisas não estão sendo contadas pra ele direito. Ele tem medo de ir contra a autoridade de Eldest, mas se ele não souber o que está acontecendo, como poderá ajudar a tripulação e ser um bom líder?</p>
<p>A ambientação eu achei muito legal. No começo, mal conseguia largar o livro. Os mistérios vão sendo colocados de forma a serem revelados aos pouquinhos, mantendo o leitor preso: quem descongelou Amy? Do que Eldest tem medo? Porque Elder tem que tomar remédios? Porque os Feeders são tão desmiolados? Quem está matando os congelados? O que causou a Peste? etc. A situação claustrofóbica e misteriosa, assim como os pequenos pontos jogados pela autora para deixar tudo ainda mais estranho (a história alterada, a falta de fotografias, os animais bizarros) fazem com que o livro tenha uma atmosfera perfeita.</p>
<p>Os protagonistas são chatos como sempre (com uma cereja no bolo que já comento). Não tenho paciência para adolescentes trágicos &#8211; será MESMO que todos são trágicos? Tenho minhas dúvidas. Mas nos livros parece que todos são. De qualquer forma o desenvolvimento do relacionamento deles vai indo bem, até que chega o final e é merda no ventilador de forma tensa.</p>
<p><span style="color: #333333;">Meus problemas com o final: (os caps é porque estou revoltada, perdoa)</span><br />
<span style="color: #333333;">Se o Orion estava na nave faz ANOS e com essa idéia maligna faz ANOS, porque resolveu matar o pessoal logo agora? Resposta (ruim): porque ele só teve a ideia de descongelar o pessoal por causa do Elder (já falo mais disso), aparentemente devido ao fato de que ele é um imbecil que não teve a mesma capacidade intelectual de um mirim de dezesseis anos. </span><span style="color: #333333;">DAONDE meodeos DAONDE que ele tirou que ele ia ser escravizado pelos congelados? Isso não faz o menor sentido. E se o povo tinha tecnologia para criar uma nave do TAMANHO DE UMA ILHA e congelar um monte de gente, cadê a tecnologia para congelar TODO MUNDO, e o computador acorda o pessoal quando chegar na hora? </span><span style="color: #333333;">SÉRIO que o governo enfiou três mil pessoas numa nave sem antes checar se o combustível era 100% renovável? </span><span style="color: #333333;">&#8220;A nave está em piloto automático&#8221;. Ok, então me explica o motivo de ter TRÊS MIL tripulantes que precisam trabalhar nesse trambolho. </span></p>
<p><span style="color: #333333;">Eu sei que isso parece culpar a vítima. Mas a Amy sempre insiste em fazer o que falam pra ela não fazer, né? &#8220;Não vai andar entre o pessoal porque eles são se dão bem com pessoas diferentes!&#8221; e ela vai lá fora e é quase morta por um dos imbecis. &#8220;Não vai lá fora porque tá todo mundo no cio!&#8221; e ela fala, ai, relaxa, vou ficar bem. E sai lá fora e é quase estuprada. Ela &#8220;precisa&#8221; correr porque era isso que ela fazia na Terra, mas depois de uma vez só já fica de boa e não fala mais nisso. E interrompe pessoas fazendo tarefas para dizer &#8220;nossa, você não pode mexer com hormônios! isso é perigoso!&#8221; &#8211; eu sei que a cena era pra mostrar que os Feeders são incapazes de pensamento individual, mas fala sério. A menina interrompe uma mulher ADULTA fazendo seu trabalho, pra encher o saco e dizer que &#8220;você não sabe o que está fazendo!&#8221;. Pirralha insolente, vai achar alguma coisa pra fazer!</span><br />
<span style="color: #333333;"><br />
E aí, finalmente, para a cereja no bolo + merda no ventilador: </span><span style="color: #333333;">o prêmio de assassino / descongelador de pessoas / punheteiro perturbado do ANO vai para: o par romântico de Amy, o fofucho Elder. </span><span style="color: #333333;">Eu juro que gostaria de saber onde que as autoras enfiam a cabeça na hora de criar romances fofos para a faixa etária que já é naturalmente perturbada sem precisar de mídias externas pra piorar. Vamos revisar? Vamos</span><span style="color: #333333;">. </span><span style="color: #333333;">O Orion tá lá, causando, acabou de matar o velho, e até falou que &#8220;vai pensar&#8221; se vai deixar as pessoas congeladas viverem. E quando a Amy começa a protestar (&#8220;meu pai mimimi&#8221;), o Orion dá risada e diz que teve a ideia de descongelar as pessoas por causa do Elder! &#8220;Quer que eu conte pra ela o que você fez, Elder? Há Há!&#8221;. E o Elder SUPER NORMAL enfia o Orion numa cabine congeladora e mata o cara afogado. Gente tranquila, gente normal, gente ROMÂNTICA. </span><span style="color: #333333;">E como o Elder é narrador, ficamos sabendo que ele até acha que pode ter feito a coisa sensata ao matar o Orion &#8211; ok, eu também acho que a teoria dele de &#8220;seremos todos escravizados&#8221; é meio paranoica, mas não o suficiente pra afogar o cara &#8211; mas que ele (Elder) tem dúvidas se não matou o Orion para que este não revelasse a verdade. </span></p>
<p><span style="color: #333333;">E a verdade é que Elder foi o descongelador de Amy. </span><span style="color: #333333;">Porque ele se apaixonou por ela (se apaixonou por uma garota pelada congelada num esquife de vidro quase igual a Branca de Neve, gente, VEJEM BEM) e queria viver o tal do cio com ela (ROMÂNTICO) e não sabia que ela não poderia ser congelada de volta (tipo, queria te comer e te botar pra dormir de volta né há há) e nossa como ele se sente mal com isso gente. </span><span style="color: #333333;">E o livro termina com ele contando isso pra ela, o que já não faz o menor sentido DE NOVO porque ele total matou o Orion por causa desse segredo &#8211; e mesmo que não fosse. Mesmo que ele tenha matado o Orion pra proteger o pai dela. Sério mesmo que esse é o mocinho? Matando pessoas porque sim? Justo. </span><span style="color: #333333;">E aí ela perdoa ele, porque pelo menos ele contou a verdade, e ela não quer ficar sozinha no espaço.</span><br />
<span style="color: #333333;">Fim.</span><br />
<span style="color: #333333;"><br />
Tem tantas coisas TANTAS COISAS erradas nisso que eu nem sei como, sabe. Gente fala sério ele ficar indo ver a menina congelada e pensando em como seria se ele pudesse ver os peitos dela através do gelo é muita perversão!! E aí ele acorda ela e ela nunca mais vai ver a própria família por causa desse infeliz e ela resolve ficar com ele???</span></p>
<p>Mas ó. A ambientação é muito boa. A história é bem construída. Eu até fiquei com vontade de ler o próximo. Mas o romance, e esse final? Fica difícil demais! Pra quem gosta de romances adolescentes e não se importa nem com erros científicos nem com romances PERTURBADORES tipo Crepúsculo, é uma boa pedida, eu acho.</p>
<p>PS só eu que acho que esse livro foi inspiração para aquele Passageiros lá com a Jennifer Lawrence? Ou tem muitas <em>outras</em> histórias em que o cara descongela a menina e destrói a vida dela pq ela é linda e ele quer <del>transar</del> viver pra sempre com ela?</p>
<p><b>Across the Universe 2011 </b><b>de Beth Revis &#8211; </b><b>Trilogia Across the Universe Livro 1</b></p>
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		<title>Black Sun Rising &#124; C.S. Friedman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2013 21:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[C S Friedman]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Felizmente o site Best Fantasy Books continua a não me decepcionar, e quando dei a louca e peguei um livro aleatório pra ler, acabou que peguei um da lista deles de melhores livros de fantasia do mundo que deu super certo. Ó, gente, pra quem tá na dúvida do que ler e curte fantasia, vai [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: left;">Felizmente o site Best Fantasy Books continua a não me decepcionar, e quando dei a louca e peguei um livro aleatório pra ler, acabou que peguei um da lista deles de melhores livros de fantasia do mundo que deu super certo.</div>
<p>Ó, gente, pra quem tá na dúvida do que ler e curte fantasia, vai nesse site. Porque eles dão umas dicas muito boas! Fora O Senhor dos Anéis e Guerra dos Tronos e Harry Potter, que são os óbvios, eles recomendam livros de fantasias pouco conhecidos que valem muito a pena.</p>
<p>E bem que eu achava que esse livro tinha sido por uma mulher mesmo, porque pode ver que a maior parte dos livros de ficção científica/fantasia que têm as iniciais na capa são de autoras &#8211; porque quem vai querer ler um livro desse gênero escrito por uma mina, né? Mulher só escreve &#8211; e gosta de ler &#8211; livro melecoso romancento. Ha. Mas não foram só as iniciais que me chamaram a atenção, foi o jeito que ela escreve os relacionamentos e as personagens femininas. Só podia ser uma mulher.</p>
<p>Mas chega de conversa fiada e vamos ao livro. Black Sun Rising tem uma pegada bem anos 80 na narrativa, e em muitos aspectos me lembrou muito a premissa de <a href="http://adevoradoradelivros.com.br/dragonflight-anne-mccaffrey">Dragonflight</a>, que mistura fantasia com ficção científica. Minha única crítica negativa é que o livro enlerda bem lá pelo meio e dá uma senhordosanéizada com todo mundo andando pra sempre e chove, faz calor, faz frio, montanha, floresta, planície e todo mundo continua andando. Mas como eu não me importo nem um pouco com isso, essa parte não atrapalhou o livro em nada. Mas aqueles que se entediam com facilidade podem precisar de um pouco de boa vontade pra passar essa parte.</p>
<p>No planeta Erna, a humanidade chegou com naves espaciais há algumas centenas de anos e se deparou com uma realidade bem diferente da Terra: apesar de ter atmosfera e vegetação e até mesmo animais semelhantes aos da Terra, Erna tem uma série de padrões energéticos que são manipuláveis tanto por humanos quanto pela própria natureza, tornando não só a evolução uma coisa muito mais rápida do que na Terra, como também dando aos humanos um poder semelhante ao da magia.</p>
<p>Essas correntes energéticas são chamadas de <i>fae</i>, e os humanos logo aprendem a adquirir poder através delas. Só que os <i>fae</i> são tão poderosos justamente porque respondem aos padrões de pensamento dos humanos &#8211; o que faz com que eles também respondam a padrões inconscientes da mente humana, e aí você vê monstros físicos, feitos de <i>fae</i>, que se manifestam diante do medo humano.</p>
<p>Nesse cenário, o medo dos humanos gera monstros de verdade. E a fé humana gera magia de verdade. E quando conhecemos o Reverendo Damien Vryce, vemos que a fé dele no Deus Único e nos escritos do Profeta faz com que ele seja capaz de curar uma pessoa apenas com um pouco de concentração e poder da mente.</p>
<p>Damien é enviado a Jaggonath, uma metrópole cheia de contradições: ao mesmo tempo em que abriga um enorme número de utilizadores de <i>fae</i>, e o maior número de sub-religiões com deuses pagãos, também possui a maior catedral dedicada ao Deus Único do mundo.<br />
A missão de Damien é iniciar um grupo de jovens clérigos às artes &#8220;mágicas&#8221;, pois, apesar da magia ser proibida pela igreja, há aqueles que acreditam que ela possa ser importante. Mas se no início o livro parece que vai ser cheio de discussões sobre religião, moral e fé, a história logo toma um rumo diferente.</p>
<p>Monstros devoram parte da alma de Ciani, uma poderosa feiticeira/maga/adepta (<i>faeborn</i>, ou seja, que usa &#8220;magia&#8221; de forma inata, em vez de ter que aprendê-la como humanos normais) com quem Damien estava começando a ter um relacionamento. Ele e Zen, aprendiz de Ciani, descobrem que a única maneira de salvar Ciani é matar o monstro que a atacou. E para isso eles precisam cruzar um continente, o oceano do planeta, e entrar numa terra desconhecida onde os inimigos dos humanos vivem (e é essa viagem que pode ficar um pouco chatenha pros leitores de menor paciência).</p>
<p>Mas o que importa é que, quando Damien, Ciani e Zen saem pela estrada afora para perseguir demônios, eles trombam com adepto chamado Tarrant. E tudo fica maravilhoso a partir daí. Ciani é apagada &#8211; afinal, ela teve a alma e a personalidade roubadas e o que se pode esperar de um personagem assim. Zen é o típico aprendiz: meio infantil, meio bobo, mas sempre corajoso e sempre querendo ser útil.<br />
O Reverendo é um personagem muito legal. A idéia de um padre/lutador/viajante (vulgo clérigo/guerreiro/ranger multi-class, para os nerds) é muito da hora e ainda por cima o cara é sarcástico, irritadiço e grosso. Meu tipo de personagem. Mas o mimimi dele com a Ciani deixam o cara meio sem graça, e ele logo se tornaria um líder-nato-vamos-por-ali-que-eu-protejo-vocês, se não fosse por Tarrant.</p>
<p>Tarrant, a princípio, parece um feiticeiro/adepto mega poderoso, aristocrático, bonito e bem vestido, em quem eles não confiam mas de quem eles precisam muito se forem tentar salvar a Ciani. Só que aos poucos Damien, e o leitor, vai descobrindo que ele é muito &#8211; MUITO &#8211; mais do que isso, e não é num sentido bom. Damien é obrigado a fazer escolhas bastante cinzentas para um cara acostumado a ver o mundo mais no preto-e-branco. Como ele pode confiar em alguém que causou tanto mal apenas para conseguir ter o poder que tem? E assim por diante. E ao mesmo tempo o próprio Tarrant é obrigado a não só aturar Damien e sua turma, como também ajudá-los e até mesmo colocar sua &#8220;vida&#8221; em risco por eles&#8230;</p>
<p>O livro decola a partir do momento em que Damien e Tarrant são colocados frente a frente, porque a reação deles um ao outro empresta um humor impagável à trama e deixa qualquer viagem chata divertidamente emocionante. O narrador até tenta um triângulo mixuruco dos dois com Ciani, mas isso felizmente ocupa pouco espaço na trama: entre Damien e Tarrant ficarem sem se matar, e derrotarem os demônios devoradores de almas, e escaparem dos alienígenas <i>rakh</i>, que odeiam os humanos com todas as forças, e descobrirem porque a nave dos colonizadores humanos decidiu ficar naquele planeta tão inóspito, e ainda por cima lidar com <i>fae</i> sombrias nas horas da noite em que o planeta fica totalmente às escuras, os aventureiros, e o leitor, têm bastante com o que se preocupar.</p>
<p>É bom, é bom quando você encontra um livro legal no meio de tanta besteira que tem por aí. E tenho mais um personagem ambíguo, sexy, malvado e perfeitamente adorável para minha lista dos favoritos, mesmo que Damien venha num segundo lugar bem próximo.<br />
Se puderem, experimentem. Mal posso esperar para ler o próximo da série!</p>
<p><b>Black Sun Rising (1991) </b><b>De C.S. Friedman (EUA) | </b><b>Trilogia Coldfire Livro 1 </b></p>
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