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	<title>contos de fadas reimaginados Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>contos de fadas reimaginados Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Filme &#124; Cinderela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 01:28:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ella é uma jovem linda de família rica que perde a mãe, aí o pai casa de novo com uma mulher que já tem duas filhas, depois morre e Ella é obrigada pela madrasta a virar empregada da casa. A madrasta e as step sisters são super más e tratam a mocinha muito mal – [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ella é uma jovem linda de família rica que perde a mãe, aí o pai casa de novo com uma mulher que já tem duas filhas, depois morre e Ella é obrigada pela madrasta a virar empregada da casa. A madrasta e as step sisters são super más e tratam a mocinha muito mal – inclusive a chamam de Cinderella porque ela fica toda suja de cinzas por dormir na frente da lareira etc etc.</p>
<p>Um dia, Cinderella está passeando na floresta e conhece um bonitão que também acha ela maravilhosa e rola amor à primeira vista. Quando tem o baile e a Cinderella fica feliz de ir, a madrastas e as irmãs rasgam o vestido dela e tal, e vem a fada madrinha, enfim. Igual no desenho da Disney – que testou a nova moda de homenagear seus clássicos com Malévola, deu super, super certo e agora vai ter mais adaptações homenageantes vindo por aí.</p>
<p>Coisas boas: o filme é visualmente maravilhoso. A história é bem contada. Os personagens são menos pastéis do que no desenho. Passa no teste de Bechdel com honras!</p>
<p>Coisas não tão boas: a história não é nada nova. O duque é mais malvado pouquinha coisa, a madrasta é claramente uma velha invejosa, a fada é chata – tudo igual o desenho. O povo teve a oportunidade de acrescentar, deixar a coisa talvez um pouco menos trouxa, mas preferiram fazer uma versão muito próxima do conto de Perrault com os adendos do desenho de 1950. Vamos repetir? Mil novecentos e cinquenta. A mesma história. Só que mais bonito.</p>
<p>Teve gente falando que o filme é uma boa porque mostra que características ditas femininas – delicadeza, gentileza, passividade, calma perseverança, etc – também são desejáveis numa heroína, já que hoje em dia só as características masculinas de agressividade, impetuosidade e que tais são valorizadas. Então, de acordo com essa galera ae, falar que a Cinderella é uma idiota porque tem essas características seria diminuir a importância da feminilidade e blás. Mas vamos com calma? Vamos. Essas lindas características femininas de docilidade e bobice eram desejadas às moças de 1950 – por mil motivos históricos que não vêm ao caso porque daí ainda mais textão – e o desenho da Disney reforçava o estereótipo. Até aí, ok. A Cinderella é uma das ‘princesas’ mais chatas pra mim especialmente por causa dessa apatia e eterna felicidade diante da adversidade – e a adversidade é importante e quero foco nisso agora. Ela é transformada em escrava. A situação dela é horrorosa nas duas versões da Disney. No filme eles até dão mais motivos para ela não fugir – a casa era dos pais, e ela quer continuar ali porque memórias, amor e tal – mas em ambas as versões ela passa frio, fica sem comida, é abusada verbal e fisicamente. Tudo isso sem perder o rebolado e as esperanças, e tudo isso sem dizer uma palavra descortês às suas algozes. Perceberam a perversidade?</p>
<p>Cinderella não é só uma moça boazinha que trata os animaizinhos bem. Ela é uma moça boazinha que é tratada como lixo e em troca é gentil com suas ‘donas’. E isso é recompensado. É um conselho que ela recebe da mãe – ‘seja sempre gentil’ – e que ela leva pra vida toda, mesmo diante das adversidades. Admirável? Sem dúvida. Um exemplo pas criança? Bem provável. Uma babaca que não consegue desapegar de uma casa e prefere sofrer na mão da madrasta em vez de sair e conseguir ajuda? Certamente. É muito bonito falar que ‘características femininas estão sendo valorizadas’ quando essas mesmas características são marteladas na nossa mente desde criancinha: “mulher de verdade” cuida dos outros, é sempre carinhosa, afável, não ergue a voz nem fala palavrão etc sono. Isso causa desde mulheres em relacionamentos abusivos receberem da sociedade a resposta de que “se você fosse mais de boa ele não seria tão agressivo” até mulheres serem condicionadas a empregos de cuidar, limpar e agradar os outros.</p>
<p>Ser boa e gentil não é necessariamente um conselho ruim. É o “sempre” que é o problema.</p>
<p>Para não me alongar ainda mais, fica o resumo: Um filme visualmente incrível, com boas atuações (especialmente Cate Blanchett, se divertindo bastante), uma fada chata que não deveria ter ficado nas mãos da Helena Boham Carter e um roteiro óbvio.</p>
<p>Bom pra quem gosta de contos de fadas, era apaixonada pelo desenho da Disney ou tem menos de dez anos.</p>
<p>2015 – De Kenneth Branagh. Com Cate Blanchett, Helena Boham Carter, Lily James, Richard Madden, Stellan Skarsgard.</p>
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		<title>Bluebeard and the Outlaw &#124; Tara Grayce</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2024 02:53:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tara Grayce]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nessa releitura de Robin Hood misturado com O Barba Azul, Robin é uma moça, a mais velha entre vários irmãos. Ela é filha de guardas florestais e, junto com seus irmãos mais novos, luta contra o Duke Guy de Gisborne. Ele é um governante cruel que taxa seus súditos até a penúria e além disso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa releitura de Robin Hood misturado com O Barba Azul, Robin é uma moça, a mais velha entre vários irmãos. Ela é filha de guardas florestais e, junto com seus irmãos mais novos, luta contra o Duke Guy de Gisborne. Ele é um governante cruel que taxa seus súditos até a penúria e além disso assassinou três esposas.</p>
<p>De alguma forma ele consegue se livrar de ser acusado de qualquer coisa, já que alega que as esposas se suicidaram. Robin fica sabendo que o duque está procurando uma nova vítima. Decidida a completar seu plano mais audacioso, Robin explica suas intenções para seus irmãos.</p>
<p>Ela vai fingir ser uma nobre da distante província de Locksley, para se casar com o duque, e aí, quando ele eventualmente vier matá-la, ela vai matá-lo em legítima defesa. Dessa forma, estando casada com o duque, Robin vai poder descobrir onde ele guarda suas riquezas, permitindo assim que seus irmãos façam um roubo extraordinário. Além disso, depois de matar o duque, ela vai herdar tudo o que ele tem.</p>
<p>Apesar de toda essa história de assassinatos e mortes, o livro segue uma narrativa leve e divertida. Robin é audaciosa e viciada em adrenalina. O duque rapidamente se mostra um cara sensato que foi pego numa armadilha mágica.</p>
<p>No caso, no mundo do livro, a floresta Greenwood é permeada de portais mágicos para o reino dos <em>fae</em>, de onde saem monstros e criaturas ainda mais perigosas. Os guardas florestais protegiam a região dos monstros mágicos, até que, dez anos antes, logo após a morte misteriosa dos pais da Robin, o duque desfez a sociedade dos guardas florestais.</p>
<h3>No spice.</h3>
<p>Claro que existe ali uma tensão romântica entre Robin e o duque &#8211; esse é o título do livro, afinal &#8211; mas a narrativa é completamente <em>no spice. </em>Ou seja, nenhuma cena picante. Por um lado isso deixou as coisas mais ágeis porque não precisamos perder tempo com tensões sexuais. Mas por outro lado deixou alguns momentos mais inverossímeis, porque simplesmente ignora a consumação do casamento. Não chega a ser uma coisa que atrapalha a narrativa.</p>
<p>Achei tudo muito rápido. Novamente, por um lado é tranquilo e divertido de ler, quase como se fosse um conto. Por outro lado, as decisões e atitudes tomadas parecem um pouco rápido <em>demais</em> e quando você viu, já foi. De qualquer forma prendeu minha atenção e foi uma leitura fofa. Foi o primeiro livro de 2024, achei um início digno.</p>
<p>Bluebeard and the Outlaw (2021), de Tara Grayce</p>
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		<title>Geekerela &#124; Ashley Poston</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 19:56:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ashley Poston]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos romances mais fofos e lindos que eu li recentemente, com uma releitura de Cinderella muito incrível e a ambientação PERFEITA. Super recomendo! Elle Wittimer é muito nerd. Ela adora ler, assiste filmes de super-herói, acompanha quadrinhos e sabe de cor as falas dos seus personagens favoritos. Mas se tem uma coisa pela qual [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos romances mais fofos e lindos que eu li recentemente, com uma releitura de Cinderella muito incrível e a ambientação PERFEITA. Super recomendo!</p>
<p>Elle Wittimer é muito nerd. Ela adora ler, assiste filmes de super-herói, acompanha quadrinhos e sabe de cor as falas dos seus personagens favoritos. Mas se tem uma coisa pela qual ela é obcecada, essa coisa é Starfield. Ela era muito nova para ver a série original na televisão, mas seus pais eram viciados – inclusive se apaixonaram num evento de fãs. A mãe morreu quando Elle era pequena, e o pai dela alguns anos depois, não sem antes deixar seu legado: a <em>ExcelsiCon</em>, uma convenção anual onde fãs de todos os tipos se encontram para ver seus astros favoritos, comprar colecionáveis e ver pré-estréias concorridas. Depois que seu pai morreu, Elle passou a viver com a madrasta megera e suas duas filhas gêmeas super-populares na escola, e Elle se contenta escrevendo no seu blog sobre Starfield e juntando dinheiro com seu trabalho no food-truck Abóbora Mágica para quando fizer 18 anos se mandar dali.</p>
<p>MAS. Aí quando finalmente começam a produzir o aguardado filme de Starfield, depois de anos de espera – quando finalmente vão anunciar o ator que será o Príncipe Carmindor, líder da Federação e capitão da famosa nave da série – o jovem que será responsável por mostrar o mundo de Starfield a toda uma nova geração… esse jovem é Darien Freeman. O bonitão da série para adolescentes mais melosa da TV. O cara que tem um séquito de fãs enlouquecidas atrás dele onde quer que ele vá. Um cara que <em>obviamente</em> não sabe nada de Starfield. E que vai estragar tudo.</p>
<p>Cheia de raiva, Elle escreve um post longo no seu blog, dizendo porque Darien Freeman é totalmente errado para o papel. E de repente, o post viraliza.</p>
<p>Do outro lado da história, temos Darien Freeman. Um jovem de 18 anos que está atuando desde cedo sob pressão do seu agente, que é ninguém menos que seu próprio pai. Darien precisa fazer musculação e regime para ter o físico do seu personagem bonitão da série de TV, mas no fundo é só mais um nerd que adorava ir a convenções até que o assédio das garotas – e um certo ex-amigo – estragaram tudo. Ele aceitou o papel de Carmindor por ser apaixonado por Starfield, e morre de medo de não estar à altura do protagonista da série original. Ele já esperava a reação dos ‘verdadeiros fãs’ da série, mas não imaginava que isso fosse afetá-lo tanto. E aí uma postagem de um blog especializado em Starfield, dizendo que ele era a pior escolha para o papel, viralizou. E ele se sentiu ainda pior.</p>
<p>Entre uma filmagem e outra do filme, com um coadjuvante que o despreza e uma atriz incrível que é seu par romântico – mas que acha Starfield “muito coisa de nerd” e só quer usar o filme como trampolim; com o pai controlador que mal repara nele e um segurança seguindo todos os seus passos; com alguém vazando fotos da produção para a imprensa e gerando ainda mais estresse; Darien se sente cada vez mais sozinho. Até que resolve entrar em contato com os organizadores da ExcelsiCon pra ver se consegue escapar da mesa de autógrafos e acaba mandando mensagem para o número de Elle, que era do pai dela e nunca foi desativado.</p>
<p>Os dois começam uma amizade por mensagens que vai ficando cada vez mais intensa mesmo que um não saiba quem é o outro, e enquanto isso Darien luta para encontrar o Príncipe Carmindor dentro de si e Elle pensa num plano para escapar da vida horrorosa que leva com a madrasta.</p>
<p>Gente, que livro mais fofo. Eu adoro reimaginações de contos de fadas, e sou <em>meio</em> nerd (ha), e ainda por cima fã de Star Trek – e aquele pezinho no cosplay sempre existiu rs – ou seja, parece que o livro foi feito pra mim. Como se não bastasse, temos: uma história coerente e interessante; um príncipe que não é príncipe mas precisa ser príncipe, numa reimaginação irônica que ficou excelente; personagens coadjuvantes incríveis com direito a um romance lésbico muito lindinho; um protagonista negro; uma autora que respeita e faz uma homenagem incrível a todos os nerds desse mundo; a melhor idéia de baile+sapatinho da história das adaptações.</p>
<p>Eu me diverti muito com esse livro, e queria muito ter lido quando eu tinha meus quinze anos. Um romance delicado com uma mensagem incrível de que você pode e deve ser quem você quiser. Achei o livro a melhor forma de agradecer e incentivar quem é fã de qualquer coisa: a autora, uma assumida fangirl que escrevia fanfics, desenvolveu uma história ágil e tocante em vários momentos.</p>
<p>Recomendadíssimo!</p>
<p>Geekerella (2017) de Ashley Poston</p>
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		<title>Cinderella is Dead &#124; Kalynn Bayron</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2022 19:53:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kalynn Bayron]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cinderella encontrou seu príncipe, se casou e viveu feliz para sempre. Duzentos anos depois da sua morte, o reino onde ela viveu a tem como ideal de feminilidade. Quando as garotas fazem 16 anos, são obrigadas a irem para o baile do príncipe, com suas melhores roupas, para serem escolhidas para se casar com os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cinderella encontrou seu príncipe, se casou e viveu feliz para sempre. Duzentos anos depois da sua morte, o reino onde ela viveu a tem como ideal de feminilidade. Quando as garotas fazem 16 anos, são obrigadas a irem para o baile do príncipe, com suas melhores roupas, para serem escolhidas para se casar com os homens do reino. As que tem melhores chances são as mais belas, mais educadas, mais adequadas e com melhores roupas. Todas as casas possuem um retrato da Cinderella aprovado pela coroa pendurado em local proeminente.</p>
<p>Além disso, grande parte da economia do reino gira em torno das roupas e sapatos para o dia do baile das garotas, e existe até uma série de poções teoricamente mágicas que podem fazer a sorte da garota aumentar. As crianças crescem lendo a história autorizada da Cinderella todos os dias, e é proibido falar mal dos governantes ou questionar a história do livro. As garotas que não são escolhidas durante o baile nunca mais são vistas.</p>
<p>Sophia é uma garota negra de dezesseis anos e está no momento de se preparar para o baile; mas ela é apaixonada por sua melhor amiga de infância, Erin, e está decidida a fugir do reino para viver com ela. Na hora da fuga, Erin desiste e diz que prefere &#8220;fazer parte do sistema&#8221;, não quer fugir, tem medo do que pode acontecer com sua família. Desapontada, Sophia decide fugir sozinha.</p>
<p>Ela vai parar no cemitério do palácio, e encontra o mausoléu da própria Cinderella. Lá, ela tromba com Constance, uma moça ruiva vestida com roupas de homem. Constance é uma das últimas descendentes das <em>step-sisters </em>da Cinderella, e ela ajuda Sophia a fugir da cidade. Elas vão até a casa onde Cinderella cresceu, que hoje está em ruínas. Constance mostra a Sophia um livro com a história da Cinderella, mas esse livro é diferente do aprovado pela cora: tem cenas a mais!</p>
<p>Sophia percebe que grande parte do que ela ouve sobre sua sociedade são mentiras, e decide destruir o governo junto com Constance para salvar Erin e todas as outras garotas do baile. Para isso elas decidem entrar na floresta proibida para conseguirem falar com a bruxa que vive lá. Foi essa bruxa quem deu o sapatinho e o vestido encantados para Cinderella, e ela pode decidir ajudar Sophia e Constance &#8211; ou pode fazer alguma magia terrível, já que vive em uma floresta maligna e não é vista há mais de 200 anos.</p>
<p>Esse é um livro que me chamou a atenção imediatamente pelo título, pela capa e pela premissa: uma garota negra e lésbica lutando contra os governantes machistas num país de fantasia onde contos de fadas são realidade não é uma coisa você vê todo dia.</p>
<p>Durante a leitura, eu fiquei muito interessada na história. Queria muito saber onde a protagonista ia parar, gostei bastante da Constance, o mistério do que ocorreu realmente na época da Cinderella, qual é do tal príncipe &#8211; tudo isso foi o suficiente para a leitura ser rápida e divertida. Eu achei a ambientação fora do comum e adorei a ideia de fantasia distópica, onde as moças vão no baile lindas mas o governo autoritário prende qualquer um que fale algo contra o sistema.</p>
<p>Agora as coisas que me incomodaram. Senti que alguns coadjuvantes poderiam ter sido melhor aproveitados, eu queria maior participação do Luke, mais tempo com os pais da Sophia, e a Erin some logo no começo, poxa. Nem é algo que necessariamente estrague o livro, até porque lá pra terceira parte do livro, é tanta correria e tantos cenários de ação diferentes que nem dá pra acompanhar muito bem. Esse monte de reviravolta também incomoda um pouco e a magia não fica muito bem explicada.</p>
<p>Mas o principal problema pra mim é a voz da protagonista. Sophia não fala nem pensa como uma garota que passou a vida toda em um sistema totalitário. Ela fala e pensa como uma garota de dezesseis anos que vive hoje em dia, e que nunca passou dificuldades nem foi contrariada, nem muito menos enfrentou soldados ou viveu fora da cidade. Ela faz decisões burras (como uma garota dessa idade que viveu numa capital do século 21 super faria também) e a história só vai se adaptando a isso para que ela não morra na primeira oportunidade.</p>
<p>Isso por um lado deixou a história menos emocionante, já que logo dá pra saber que nada de muito ruim vai acontecer com a protagonista já que todos os <em>stormtroopers</em> olham pro outro lado quando ela passa, mas também estabelece o livro firmemente no território de literatura juvenil de hoje: não pode gritar muito se não o leitor assusta. É uma pena, acho que os jovens precisam de uma sacudida de vez em quando e de algumas cenas emocionantes que não envolvam &#8220;ele terminou comigo, vou morrer&#8221;.</p>
<p>Certamente que pessoas mais jovens vão se divertir mais que eu. Eu com mais de trinta anos nas costas fiquei menos impressionada com uma distopia tão pouco ameaçadora. Mas eu recomendo o livro de qualquer forma, já que adorei a premissa, gostei muito do estilo da autora e fiquei intrigada durante a leitura.</p>
<p>Vou ler mais livros da moça com certeza.</p>
<p><strong>Cinderella is Dead (2020) de Kalynn Bayron</strong></p>
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		<title>Beauty and the Werewolf &#124; Mercedes Lackey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2015 12:16:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercedes Lackey]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os Quinhentos Reinos são assolados por uma magia muito poderosa que pessoas sábias chamam de Tradição. A Tradição empurra pessoas com currículo tradicional para situações tradicionais: no exemplo da vez, Isabella Beauchamps é a moça bonita cujo pai se casa novamente com uma mulher que por acaso já tem duas filhas &#8211; e a Tradição [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Quinhentos Reinos são assolados por uma magia muito poderosa que pessoas sábias chamam de Tradição. A Tradição empurra pessoas com currículo tradicional para situações tradicionais: no exemplo da vez, Isabella Beauchamps é a moça bonita cujo pai se casa novamente com uma mulher que por acaso já tem duas filhas &#8211; e a Tradição faz com que sua madrasta seja desagradável e que Bella corra o risco de sofrer alguma desgraça do tipo ser transformada em empregada da família.</p>
<p>Mas nem mesmo Bella, que é ciente da Tradição e quer fazer de tudo para escapar dela, consegue fugir do inexorável destino. Então quando ela vai visitar a senhora no meio da floresta &#8211; que todos chamam de Granny (vovózinha) &#8211; a capa que ela pega pra se proteger do frio é&#8230; vermelha. E óh! Que barulho é esse? SERÁ UM LOBO?</p>
<p>Não, é um lobisomem mesmo. Que morde Bella e agora uma comissão de pessoas sábias quer deixar Bella isolada num castelo até a próxima lua cheia, pra ver se ela se contaminou ou sei lá o que pode acontecer com uma moça mordida por um lobisomem. Claro que o castelo não é exatamente deserto: o lobisomem mora lá. Ele é na verdade um jovem duque que gosta de ler, não sabe como se transformou em lobisomem e está mesmo muito chateado de ter mordido Bella. Foi sem querer e tal. E olha a Tradição jogando a linda jovem que se chama BELLA para morar num castelo com servos invisíveis com um nobre que é na verdade um monstro.</p>
<p>Ou seja, já que a Tradição foi &#8220;impedida&#8221; de transformar Bella na Chapeuzinho Vermelho, ela vai tentar transformar ela na Bela e a Fera. A questão é que a Fada Madrinha Elena tá ligada em tudo que rola com a Tradição (pra isso que fadas madrinhas servem nos Quinhentos Reinos: para identificar momentos em que a Tradição pode atrapalhar tudo e achar formas de combatê-la) e o plano esperto dela é usar o lindo amor de Bella e do Duque que chama Sebastian para quebrar a maldição da licantropia dos dois.</p>
<p>O principal problema com esse livro pra mim foi que eu não estava a fim. Eu queria um romance hot com trama interessante e um pouco de aventura e fui fazer o quê lendo uma adaptação de contos de fadas pra pré-adolescentes? Aí fica chato e eu reclamo. Desculpe.</p>
<p>Mas além disso tem a complicação da trama e o romance sem noção. Eu saquei que a ideia do livro foi misturar Chapeuzinho Vermelho com Bela e a Fera, com um triângulo amoroso, magia e lobisomens misturados no meio, mas eu achei que a maior parte das coisas foram jogadas e não resolvidas. O romance da Bella com o Sebastian é sempre deixado óbvio &#8211; por causa da Tradição &#8211; mas não existe nenhuma cena em que os dois pareçam estar realmente se gostando ou interagindo de forma real. É sempre a Bella impaciente porque o Sebastian é meio cego pra algumas coisas óbvias, e ela explica pra ele e ele fica &#8220;nossa, aatah&#8221; e é isso. O outro bonitão não chega a ser uma opção de triângulo &#8211; ou não deveria ser, na verdade &#8211; porque tem uma cena em que ele agarra a Bella sem a permissão dela. E aí rola uns pensamentos dela do tipo &#8220;ain mas será que ele não estava só pagando de malvado e na vdd é bonzinho&#8221; e não, gata. Apenas não. Na verdade todas as partes relacionadas ao Eric são muito ruins. Já dá pra ver desde o começo que ele vai ser o mauzão (porque logo nas primeiras páginas ele agarra a menina), então pra quê gastar páginas e páginas da Bella &#8220;tentando entender as motivações dele&#8221;?</p>
<p>E esse Sebastian, jovens. Que cara mais sem graça. Ele é mago, é? Mas mago burro, porque toda cena que ele aparece tá lá a Bella corrigindo alguma coisa que ele fez errado, e tratando ele que nem criança (porque é assim que ele se comporta). E aí rola paixão NAONDE que eu não vi? Eu fiquei o tempo todo revoltada porque ou o Eric tinha uma cena charmosão e NÃO GENTE ESSE CARA QUASE ESTUPROU UMA PERSONAGEM QQ ELE TAFAZENO SENDO CHARMOSO AQUI ou o Sebastian tinha uma cena que eu não sabia se ele tinha vinte anos ou doze. E aí qual a graça de um &#8220;&#8221;&#8221;triângulo amoroso&#8221;&#8221;&#8221; onde nenhum dos participantes é remotamente atraente?</p>
<p>Mas vou parar por aqui porque vocês já pegaram a ideia. Mercedes Lackey é uma autora complicada. Tem livro que beleza, dá pra se divertir, mas tem outros que são muito difíceis <em>mesmo</em>. Mesmo que grande parte do livro tenha se estragado porque não era o que eu estava na pegada pra ler, a outra grande parte que me irritou é porque é chato mesmo, né. Então fica na lista dos não recomendados.</p>
<p><strong>Beauty and the Werewolf (2011) de Mercedes Lackey. Série Five Hundred Kingdoms Livro 6</strong></p>
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		<title>Golden &#124; Cameron Dokey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2015 13:13:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cameron Dokey]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu gosto de contos de fadas e eu gosto de livros que reimaginam contos de fadas. Quem não entende do assunto pode achar que reescrever um conto de fadas não pode ser tão difícil. Afinal, é só pegar a história tradicional e mudar algumas coisas para fazer com que a faixa-etária-objetivo se identifique mais com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto de contos de fadas e eu gosto de livros que reimaginam contos de fadas. Quem não entende do assunto pode achar que reescrever um conto de fadas não pode ser tão difícil. Afinal, é só pegar a história tradicional e mudar algumas coisas para fazer com que a faixa-etária-objetivo se identifique mais com os personagens/trama/ambientação. Ou vai que você é um autor que tem muitas ideias geniais que vão acrescentar nova vida a um conto pouco conhecido. As possibilidades são infinitas. E o material &#8220;original&#8221; também parece ser infinito. Mas claro que a maioria dos autores vai o que? Pois é: adaptar sempre os mesmos contos.</p>
<p>A Cameron Dokey, uma autora americana bastante conhecida, tem lá sua série de contos de fadas e esse é um deles. Ela escolheu o super original Rapunzel. Quem lembra? A Disney fez uma versão e de repente todas as crianças estavam me corrigindo quando eu falava do príncipe que escalava a torre. &#8220;Não é príncipe&#8221;, com aquela voz debochada, &#8220;é um ladrão!&#8221; e dá vontade de sacudir a pirralhada. Melhor parar por aqui.</p>
<h3>A Rapunzel raiz</h3>
<p>Mas a versão mais conhecida &#8211; que, tá, não deve ser considerada muito apropriada pelos pais, &#8211; é a seguinte. Tinha a Rapunzel que tava lá na torre e tal. A bruxa gritava &#8220;Jogue suas tranças!&#8221;. A Rapunzel jogava as tranças douradas que nunca tinham sido cortadas. E o príncipe, que ouve a voz angelical da moça, espiona a bruxa subindo. E, num dia que a bruxa não tá, resolve disfarçar a voz e, quando Rapunzel joga as tranças, oh! Tá lá o novinho.</p>
<p>Tem várias versões de como a bruxa descobre que a Rapuzel a esta &#8220;traindo&#8221;. Mas na maioria delas a bruxa chega de surpresa, joga o príncipe pela janela (ele cai nuns espinhos e fica cego), corta o cabelo da Rapunzel e a larga no mundo.</p>
<p>A Rapunzel tem gêmeos (só caso algum puritano estivesse duvidando do tipo de conversa que ela e o príncipe tinham na torre) e fica vagando pelo mundo cuidando das criança. Aí um dia ela tá num deserto, encontra o príncipe cego, chora na cara dele, e as lágrimas dela curam a cegueira dele e vivem felizes pra sempre fim.</p>
<h3>A versão do livro</h3>
<p>A Cameron Dokey pegou essa história e parece que fez assim: ain, que coisa mais pesada, não posso ter meninas grávidas nem príncipes cegos porque essa é uma história pra JOVENS ADULTOS. Então tira tudo isso. E também uma bruxa má que prende uma criança numa torre: pesado isso. Então sem bruxa má, agora é uma bruxa boa. E também não posso ser ÓBVIA, porque apesar de ser um livro novo, é de se supor que todos os leitores já conheçam a história e não queiram ler tudo de novo, daí preciso INOVAR. Que tal se a Rapunzel, em vez de ter longos cabelos loiros, for CARECA? Genial, vai.</p>
<p>Ok, não vou discutir a tal da calvície. A menina sofre preconceito e tudo, e a bruxa BOA resolve criar a menina, e ela anda por aí com turbante na cabeça e aprende a fazer magia pouquinha coisa e daí até se apaixona pelo aprendiz do caixeiro viajante que de vez em quando visita ela e a bruxa. A aldeia dos plebeus ignorantes vem atrás delas porque queimem as bruxas e elas são forçadas a fugir e super triste e todo o resto.</p>
<p>Tudo isso e já passou da metade do livro e eu: cadê torre? Cadê príncipe? E &#8211; meio importante &#8211; CADÊ TRANÇAS?</p>
<h3>CADÊ TRANÇAS?</h3>
<p>Daí quando elas fogem a bruxa boa resolve fazer uma REVELAÇÃO SURPREENDENTE que primeiro que não é surpreendente (ó, tem uma mina de longos cabelos dourados presa numa torre &#8211; ops era isso que todo mundo estava esperando desde a página um) e segundo que não faz o menor sentido: um mago maligno prendeu a filha da bruxa numa torre por que magos são malignos &#8211; tipo, tem uma explicação que não explica nada, e apesar dos personagens estarem entendendo tanto quanto a gente, toca pra frente porque o livro tá acabando.</p>
<p>Aparentemente, a única forma de salvar Rue, a filha da bruxa presa na torre, é se a Rapunzel for lá, ficar presa na torre ca menina, e salvar a pobre do terrível destino de ficar presa na torre pra sempre. Ir trocar uma idéia com o tal mago: não consta. E explicar porque raios a filha adotiva da bruxa vai conseguir fazer alguma coisa pra salvar a filha verdadeira: também não parece ser prioridade.</p>
<p>Aí primeiro a Rapunzel fica muito chateada porque como sua mãe adotiva tinha uma filha presa numa torre por toda a eternidade e por que que ela nunca falou nada? Daí tem &#8220;será que ela gosta mais dela do que de mim?&#8221; E então muito sono. Depois ela resolve ser uma jovem forte e vai lá se enfiar na torre com Rue, que também está na choradeira de &#8220;minha mãe adotou outra filha, ela não gosta mais de mim&#8221;. Portanto as duas tem que se entender porque precisam descobrir como acabar com a maldição antes que o tempo acabe &#8211; sim, tem um tempo limite; não, não tenho ideia de como nem porquê. Nem nada.</p>
<h3>Mas como faz daí</h3>
<p>Bom, isso faltava tipo vinte páginas pra acabar o livro e eu OK, TEMOS TRANÇAS mas nada de príncipe e nada disso faz o menor sentido e aí TCHANAAAN temos um príncipe. Que começa a conversar com a Rapunzel sem vê-la, e ele a acha muito simpática. Isso faz com que a Rapunzel tenha a idéia genial de fazer a Rue e o príncipe se apaixonarem porque o amor salva.</p>
<p>E apesar de umas ceninhas de ciúmes do aprendiz de caixeiro viajante (que eu decidi que vou chamar de porqueiro assistente porque Prydain); apesar do príncipe só ter conversado com a Rapunzel: ela joga a Rue pra frente do parapeito da torre. O príncipe vê Rue e é amor à primeira vista! Porque todas as moças tem voz igual e falam do mesmo jeito, porque ele nem repara na diferença (ou ele tá é apaixonado pela imagem da bela moça de cabelos longos e dourados, tanto faz nesse ponto).</p>
<p>Então fora a amiga intrometida, a história da moça no alto da torre segue mais ou menos a história que conhecemos nos contos de fadas. Mas o que isso tem a ver com a Rapunzel do livro, que é careca, nunca ficou presa numa torre, quer o porqueiro assistente e não o príncipe?</p>
<h3>SIMPLES</h3>
<p>SIMPLES, no fim a Rapunzel desencana do próprio nome e deixa a Rue ficar com ele (explicação: foi esse o nome que ela deu pro príncipe quando conversou com ele sem ele vê-la, e pra manter a enganação, Rue falou pra ele que se chamava Rapunzel). E a nova Rapunzel (a das tranças) vai morar com o príncipe, e a Rapunzel antiga escolhe um nome bonito pra ela com a ajuda do porqueiro assistente e todas vive feliz pra sempre fim.</p>
<p>E eu me divirto tão mais escrevendo aqui do que lendo essa droga que vocês não tem nem ideia; então pra alguma coisa o livro serve, vai. Só pra deixar claro então: não percam o seu tempo precioso; esse livro não faz o menor sentido; é a história de uma mina aleatória careca que chama Rapunzel durante 80% do livro e nos outros 20% onde de fato acontece algo que lembre a história do conto a coisa é tão rápida e sem graça que não vale a pena mesmo.</p>
<p><strong>Golden (2006) de Cameron Dokey. Once Upon a Time 4.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Before Midnight &#8211; A Retelling of Cinderella &#124; Cameron Dokey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2014 11:03:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cameron Dokey]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adoro, ADORO farytale retellings. Essa autora, Cameron Dokey, escreveu nove livros curtinhos com &#8216;re-imaginações&#8217; de contos de fadas famosos. Já falei aqui da sua adaptação de Mil e Uma Noites &#8211; The Storyteller&#8217;s Daughter, de Belle (A Bela e a Fera) e da Bela Adormecida &#8211; Beauty Sleep.  E agora é a vez da Cinderella! [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Adoro, ADORO <em>farytale retellings</em>. Essa autora, Cameron Dokey, escreveu nove livros curtinhos com &#8216;re-imaginações&#8217; de contos de fadas famosos. Já falei aqui da sua adaptação de Mil e Uma Noites &#8211; <a title="The Storyteller's Daughter" href="http://adevoradoradelivros.com.br/the-storytellers-daughter-cameron-dokey" target="_blank" rel="noopener">The Storyteller&#8217;s Daughter</a>, de <a title="Belle" href="http://adevoradoradelivros.com.br/belle-cameron-dokey" target="_blank" rel="noopener">Belle</a> (A Bela e a Fera) e da Bela Adormecida &#8211; <a title="Beauty Sleep" href="http://adevoradoradelivros.com.br/beauty-sleep-cameron-dokey" target="_blank" rel="noopener">Beauty Sleep</a>.  E agora é a vez da Cinderella!</p>
<p>Bom, eu não sei se eu já falei, mas eu acho a Cinderela uma das princesas mais sem graça. Eu até acho a versão dos Irmãos Grimm melhorzinha pouquinha coisa, mas a versão mais conhecida &#8211; da abóbora, da fada-madrinha, dos ratos virando cavalo &#8211; é bem idiota, vai. E como se não bastasse, a Cinderela é uma tonta.</p>
<p>Aí eu já gostei desse livro porque a menina pelo menos tem personalidade. Ela fica meia chateada porque tudo o que ela planta na cova da mãe apodrece e morre (né, meio mórbida) mas não tem tempo de ficar se arrastando pelos cantos porque vive numa casa no fim do mundo atacada pelas intempéries e precisa ajudar as coisas a funcionarem. Então não é uma jovem obrigada a ser empregada da família: ela é a filha do dono da casa que precisa trabalhar como todo mundo pra fazer a colheita virar. Já gostei.</p>
<p>O pai é uma figura controversa na maioria das versões do conto. Como assim você deixa sua filha virar empregada da nova esposa e não fala nada? Alguns mandam ele viajar (como em <a title="Ella Enfeitiçada" href="http://adevoradoradelivros.com.br/ella-enfeiticada/" target="_blank" rel="noopener">Ella Enfeitiçada</a>), outros matam o cara (<a title="Ever After" href="https://adevoradoradelivros.com.br/filme-para-sempre-cinderella/" target="_blank" rel="noopener">Ever After</a>, por exemplo). Nesse, ele é um sofredor que desistiu da vida depois que a amada esposa morreu durante o parto e por isso não quer mais ver a filha na frente, já que a morte da mãe é &#8216;culpa dela&#8217;. Como ele não estava em casa quando a esposa morreu porque viajava a serviço do rei, ele também ficou contra o rei e participa de um plot maligno contra a coroa.</p>
<p>Já a madrasta é imaginada como uma pessoa bem melhor do que no conto original, enquanto as irmãs são do estilo &#8216;no começo sou má mas tenho profundidade por isso virei boa&#8217; e tem até um órfão amigo da Cinderela pra dar mais animação ao começo da história.</p>
<p>Só que depois que todo mundo decide ir ao baile (todo mundo mesmo: madrasta, irmãs, Cinderela, o órfão amigo que gosta da irmã mais velha, um soldado do reino vizinho que gosta da irmã mais nova, e a &#8216;fada-madrinha&#8217;), as coisas começam a se perder. Tudo acontece muito rápido, as cenas são mal explicadas e principalmente o romance da Cinderela com o príncipe ficou sem espaço. Um plano para desestabilizar o reino, irmãos gêmeos perdidos e a magia do amor (literalmente) entram na história, e até dá pra se importar com alguns personagens &#8211; já que a autora passou dois terços do livro com boas caracterizações &#8211; mas a confusão final é tão corrida que nem dá tempo de entender direito o que está acontecendo. A outra objeção que eu tenho é com o título. As coisas que precisam acontecer &#8216;antes da meia-noite&#8217; não são nem um pouco relevantes para a trama, e aí qual o objetivo sem objetividade do nome do livro?</p>
<p>Eu percebi que a intenção foi de olhar para o conto da Cinderela através da pergunta: &#8216;O que aconteceu com o pai dela?&#8217;; e nesse sentido o livro conseguiu fazer um bom trabalho. Mas os outros elementos da história &#8211; romance com o príncipe, fada-madrinha/árvore da mãe, moça que é obrigada a ser empregada da família, o baile, o sapatinho &#8211; foram distorcidos a ponto de ficarem irreconhecíveis. E aí não fica bem uma adaptação da Cinderela, né?</p>
<p>Como um livro independente, por outro lado, os personagens são interessantes (especialmente a madrasta) e a história é divertida, com exceção do final apressado estranho. Então pra quem gosta de livros de fantasia sem compromisso é uma leitura boa para passar o tempo.</p>
<p><strong>Before Midnight: A Retelling of Cinderella (2007) de Cameron Dokey. Série Once Upon a Time.</strong></p>
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		<title>Belle &#124; Cameron Dokey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2014 20:24:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cameron Dokey]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como fazer recontagem de A Bela e a Fera Gente, vamos lá. Não é tão difícil assim. Tem a moça bonita. Daí temos o cara tem forma de fera por causa de alguma maldição. Ela é obrigada a morar com ela num castelo mágico porque pai. E ela se apaixona pelo monstro mesmo ele sendo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>Como fazer recontagem de A Bela e a Fera</h3>
<p>Gente, vamos lá. Não é tão difícil assim.</p>
<p>Tem a moça bonita. Daí temos o cara tem forma de fera por causa de alguma maldição. Ela é obrigada a morar com ela num castelo mágico porque pai. E ela se apaixona pelo monstro mesmo ele sendo feio e peludo e o amor dela faz a maldição dele desfazer e ele vira um príncipe bonito (mas não se for a versão da Disney).</p>
<p>Pra escrever uma adaptação/reinvenção/recontagem de A Bela e a Fera, esses são elementos que precisam estar lá ou ao menos ser justificados. Se ela não tem pai, então por que foi morar com a Fera no castelo? Chamam ela de Belle porque ela é bonita? Ou ela é feia, ou &#8216;não como as outras garotas&#8217;? E daí então por que chamam ela de Bela?</p>
<p>Acima de tudo EXPLIQUEM A MALDIÇÃO. <em>Por que </em>que ele tem forma de bicho e mora num castelo mágico? A versão da Disney pode não ter sido das melhores, mas pelo menos foi explicada: afinal, quebrar a maldição e salvar a Fera de ficar feia pra sempre é meio que <em>toda a história </em>do conto. O romance entre os dois é o que leva à maldição ser quebrada.</p>
<p>No conto original, toda noite a Fera pede pra menina se casar com ele, e toda noite ela recusa. Até que ela pede pra ir embora, e ele deixa, porque se preocupa mais com ela do que com ele mesmo. Isso faz parte do romance.</p>
<h3>Daí tem esse.</h3>
<p>Robin McKinley investiu no romance e fez <a title="Beauty" href="https://adevoradoradelivros.com.br/beauty-robin-mckinley/" target="_blank" rel="noopener">Beauty</a> ficar bom por quase três quartos com isso &#8211; ela só escorregou na hora de explicar a maldição. Mas nessa adaptação Cameron Dokey esqueceu de DOIS elementos importantes: o romance E a maldição. Aí fica difícil, por mais que eu tenha gostado da protagonista e da família dela.</p>
<p>E outra. Que bom que a autora aparentemente cresceu lendo o livro da Robin McKinley (publicado em 1978). Mas teve horas que parecia que eu estava lendo Beauty &#8211; as mesmas coisas acontecendo. Eu fiquei tão confusa que até peguei Beauty pra comparar. Não foi só em detalhes do conto que eles são parecidos. Nos dois livros a Bela tem uma irmã mais velha que se apaixona por um marinheiro e quando ele não volta do mar daí depressão. E tanto em um livro como em outro a família perde tudo e tem que se mudar pra longe da cidade e do luxo.</p>
<p>A autora até tentou dar uma inovada com a história da árvore, mas não me convenceu. A menina passa o livro inteiro e só menciona que gosta de esculpir madeira UMA VEZ, e de repente toda a trama envolve esse detalhe &#8211; e ela não consegue esculpir o tal galho da árvore mágica mas não existe nenhuma explicação pra isso, e depois todo mundo esquece esse problema porque a Bela e a Fera se apaixonaram. O livro substituiu o pedido de casamento diário do conto por um pedido de &#8216;olhe nos meus olhos&#8217; (e me lembrou do Pequeno Nicolau), algo que a Bela não conseguia fazer também sem motivo algum.</p>
<p>A primeira metade do livro é bonitinha, porque a protagonista e sua família são interessantes e têm personalidades distintas. Mas depois que o livro vira cópia de Robin McKinley a coisa perde a graça e nem um romance satisfatório tem pra salvar.</p>
<p>Perda de tempo.</p>
<p><strong>Belle &#8211; A Retelling of Beauty and the Beast (2008) de Cameron Dokey. Série Once Upon a Time</strong></p>
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		<title>The Goose Girl &#124; Shannon Hale</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2014 19:32:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Shannon Hale]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Anidori-Kiladra Talianna Isilee é a herdeira da coroa do pequeno reino de Kildenree. Sua mãe é uma governante influente que consegue comandar seus súditos com apenas uma palavra, mas Ani é desajeitada e tímida. Quando criança, sua tia a ensinou a conversar com os animais, e Ani sempre preferiu a companhia dos pássaros à companhia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Anidori-Kiladra Talianna Isilee é a herdeira da coroa do pequeno reino de Kildenree. Sua mãe é uma governante influente que consegue comandar seus súditos com apenas uma palavra, mas Ani é desajeitada e tímida. Quando criança, sua tia a ensinou a conversar com os animais, e Ani sempre preferiu a companhia dos pássaros à companhia dos cortesãos.</p>
<p>Quando Ani faz dezesseis anos, a rainha revela que fez um acordo político com o reino vizinho. A paz estará assegurada desde que Anidori se case com o príncipe herdeiro do trono vizinho. Ani se sente usada pela mãe, mas mesmo assim aceita cumprir seu dever como princesa. Sua melhor amiga e dama de companhia Selia irá com ela na viagem, e seu cavalo Falada, com que Ani se comunica mentalmente em segredo, será um amigo reconfortante.</p>
<p>Mas durante a viagem de mais de três meses, Selia se mostra menos confiável do que Ani imaginava. Ela faz um complô com vários guardas da comitiva para conseguir assassinar a princesa. Ani escapa no último minuto, e após vagar vários dias pela floresta, perdida e com fome, é acolhida por uma senhora e seu filho. Quando finalmente consegue chegar na cidade, é só para descobrir que Selia se apresentou ao rei como a princesa Anidori. Sem ter como se manter, Ani consegue emprego como guardadora de gansos, para juntar dinheiro e conseguir voltar pra casa. Mas Selia ainda está procurando pela verdadeira princesa e tem um plano para nunca ser desmascarada.</p>
<p>Eu sempre gostei muito do conto de fadas em que esse livro é baseado. Vocês lembram da Pastorinha de Gansos, que tinha um cavalo falante e era na verdade uma princesa? Pois bem, todos os elementos da história estão aqui, mas com uma trama política por trás e personagens muito bem construídos.</p>
<p>Assim como <a title="Princess of the Midnight Ball" href="https://adevoradoradelivros.com.br/princess-of-the-midnight-ball-jessica-day-george/" target="_blank" rel="noopener">Princess of the Midnight Ball</a>, saber por onde a história iria não me fez ficar entediada nem por um momento, muito pelo contrário. O livro me prendeu do início ao fim.</p>
<p>Eu gosto de adaptações de contos de fadas que conseguem criar a história sem perder de vista os elementos do conto original (se não, não fica adaptação e sim algo &#8216;levemente baseado&#8217;). Então eu <em>sabia</em> que a princesa tinha um cavalo falante, mas a narrativa consegue explicar esse ponto de forma inteligente que faz parte do mundo criado pela autora, assim como a história do outro pastor de gansos ser obcecado pelo cabelo da princesa.</p>
<p>Uma leitura gostosa, rápida e divertida que eu recomendo bastante. Shannon Hale se entrou pra lista das minhas autoras favoritas.</p>
<p><strong>The Goose Girl (2003) de Shannon Hale. Série Books of Bayern Livro 1</strong></p>
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		<title>Fortune&#8217;s Fool &#124; Mercedes Lackey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Apr 2014 15:42:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercedes Lackey]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Katya é a filha mais nova do Rei do Mar. Num mundo onde a magia da Tradição força o futuro de todos, ela sabe que tem um destino incomum pela frente. Enquanto ele não chega, no entanto, ela se diverte sendo a espiã da família real, em missões em todas as partes do mundo. Inclusive [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Katya é a filha mais nova do Rei do Mar. Num mundo onde a magia da Tradição força o futuro de todos, ela sabe que tem um destino incomum pela frente. Enquanto ele não chega, no entanto, ela se diverte sendo a espiã da família real, em missões em todas as partes do mundo. Inclusive no seu lugar favorito: a superfície.</p>
<p>Sasha é o sétimo filho do rei. Isso faz com que a Tradição o transforme em um &#8220;<em>fortune&#8217;s fool&#8221;</em>, ou seja, no filho bobo que tem o destino de ser humilhado pelos irmãos e pelo pai, ser chutado de casa com apenas um pão velho, e conseguir proezas com sua bobice e seu bom coração. Mas Sasha é um estudioso da Tradição e usa a proverbial sorte dos bobos-da-fortuna para fazer do seu pequeno reino um lugar próspero e sem muitos problemas. Sua família o trata bem nos momentos particulares e mal na frente dos outros, para manter a Tradição &#8220;enganada&#8221;. Um dia, quando ele está fazendo a ronda do reino, ele para na beira do mar para chorar sua solidão e dá de cara com Katya, que foi enviada pelo pai para descobrir porque o reino de Sasha é tão calmo.</p>
<p>Sasha e Katya se sentem imediatamente atraídos um pelo outro e resolvem se casar. Só que a próxima missão de Katya pode não só mantê-los separados por mais tempo do que imaginavam como também destruir uma boa parte do mundo.</p>
<p>O livro começou bem. Tenho um fraco por histórias de sereias, e o reino de Katya no fundo do mar é descrito com muita beleza e graça. E quando a narrativa nos apresenta Sasha, que é um garoto esperto e engraçado, achei que o romance dos dois seria uma boa. Só que aí a coisa toda desandou, porque parece que a autora quis contar todas as histórias do mundo em um lugar só.</p>
<p>Tem um momento lá no fim da história que a Katya vai precisar de um pássaro de origami mágico. Isso faz com que uma boa parte do livro seja gasta em uma aventura longa e sem graça pela qual Katya passa e ganha o tal pássaro como recompensa; Sasha, por sua vez, está salvando o reino de uma assombração pouco ameaçadora. Eu entendi que isso foi pra mostrar a rotina básica de Katya e Sasha, mas achei que foi desnecessário e entediante: eu SABIA que alguma coisa mais séria ia acontecer, então ler as aventuras que eu sabia que iam acabar bem não foi exatamente empolgante.</p>
<p>O romance deles também acontece rápido demais e não sofre nenhum tipo de obstáculo. Eu esperava um pouco mais de conflito nessa parte. Eles formam um casal fofo, e &#8220;salvar a Katya mesmo que ela não precise de ajuda&#8221; parece um bom objetivo para Sasha. E isso nem teria me incomodado tanto se não fosse o resto do livro.</p>
<p>E aí acontece o problema real (lá pela metade do livro): um Jinn veio de algum outro lugar e toma posse do castelo do Katchei (o que quer que seja isso), e está raptando garotas que têm poder mágico para roubar a magia delas e transformar tudo em deserto. Katya é enviada pelo pai para descobrir o que está acontecendo e seu plano ninja é ser raptada também. E aí Sasha decide ir salvá-la.</p>
<p>Bom, conflito estabelecido, agora precisamos resolver, certo? Certo. Então aí o Sasha vai direto ao castelo pra tentar achar uma forma de destruir o Jinn&#8230; não, péra. Ele não faz isso. Ele vai fingir ser um surdo-mudo pra conseguir ser pego por uma bruxa louca. E depois vai ser preso pela Rainha da Montanha de Cobre. Enquanto isso, a Katya está lá, presa com todas as garotas, e fazendo amizade com todo mundo, e tentando descobrir como acabar com o Jinn.</p>
<p>No fim da coisa toda, a mulher colocou todos os personagens dos livros anteriores e mais alguns, deu um destino maior que a vida pra todas as (tipo dez) garotas que o Jinn raptou, e fez o Sasha dar a volta ao mundo pra conseguir chegar no castelo e <em>aí sim</em> tentar derrotar o Jinn. Muito, muito tempo pra ler tudo isso. E tudo na superfície, porque o mundo do mar lindo ficou pra trás lá no primeiro capítulo &#8211; uma pena. E ainda por cima tem o tom infantil da história que briga com as insinuações sexuais: gente, OU você faz um conto de fadas com trama infantil, OU você faz um romance com cenas hot. Uma hora eu achava que estava lendo um &#8220;filme da Disney&#8221; e logo depois era &#8220;<em>o rosto dele corou quando pensou nela. Na verdade, mais do que o rosto, fazendo com que ele pensasse como era possível que o sangue se concentrasse em mais de uma parte do corpo</em>&#8220;. Tipo. Não.</p>
<p>O livro começou tão bem, e depois se perdeu na trama, nos personagens, no tom&#8230; O final é bonitinho, mas quase não terminei de ler de tão entediada. Uma pena.</p>
<p><strong>Fortune&#8217;s Fool (2007) de Mercedes Lackey. Série Five-Hundred Kingdoms Livro 3</strong></p>
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		<title>The Fairy Godmother &#124; Mercedes Lackey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2014 19:39:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercedes Lackey]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Elena é uma garota que vive como empregada da madrasta e das duas meias-irmãs, que a tratam muito mal e a obrigam a passar fome e a vestir trapos. Elena aguenta tudo até seus 21 anos, quando a madrasta finalmente tem tantas dívidas que vai embora da cidade em busca de outro marido rico para poder [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Elena é uma garota que vive como empregada da madrasta e das duas meias-irmãs, que a tratam muito mal e a obrigam a passar fome e a vestir trapos. Elena aguenta tudo até seus 21 anos, quando a madrasta finalmente tem tantas dívidas que vai embora da cidade em busca de outro marido rico para poder manter seu estilo de vida. Elena resolve fugir da casa em busca de emprego.</p>
<p>Quem a chama para trabalhar com ela é Madame Bella, que revela ser a Fada Madrinha do reino de Elena. Madame Bella também revela que Elena teve a vida de uma Cinderella não concluída, pois o príncipe do reino de Elena tinha onze anos e não poderia ser seu salvador. Isso fez com que a magia se concentrasse em volta de Elena, já que naquele mundo a magia se concentra em torno daqueles que tem um destino &#8220;tradicional&#8221; e continua a acumular enquanto ele não é concluído.</p>
<p>Elena, por ter 21 anos e ter sido maltratada pela madrasta e não ter encontrado seu príncipe, é por isso uma pessoa com uma grande quantidade de magia, e Madame Bella oferece a ela o trabalho de aprendiz de Fada Madrinha e depois finalmente o posto de Fada Madrinha de alguns dos centenas de reinos que existem no mundo.</p>
<p>Elena aceita e aos poucos vai aprendendo o que precisa fazer para ser uma boa Fada Madrinha. Quando chega o momento dela reinar sozinha, no entanto, Elena comete o que pode ser um erro de cálculo de sua parte: um dos príncipes que vai atrás de salvar a princesa no alto da montanha de cristal é tão rude com a velha senhora na encruzilhada (que na verdade é Elena disfarçada) que a senhora o transforma em um burrico. E Elena o leva para trabalhar em sua casa. Por seis dias na semana, o príncipe é um burrico que trabalha carregando lenha para a casa da Fada Madrinha. Mas por um dia, ele volta a ser o príncipe preconceituoso, arrogante, teimoso e burro &#8211; mas tremendamente atraente e aos poucos disposto a remendar seus modos&#8230;</p>
<p>Eu encontrei esse livro por uma reviravolta do destino &#8211; um dos livros dessa série quase foi resenhado mas não foi por um dos blogues que eu sigo, e aí eu me interessei e resolvi começar do primeiro, lógico. A principal graça do livro, pra mim, foi a questão da Tradição, que é ao mesmo tempo a explicação para tudo o que acontece nos reinos e o modelo de como a magia funciona. Como a magia é um ponto crucial em qualquer livro de fantasia, é importante que ela seja bem descrita e suas regras façam sentido para que a ambientação da história seja boa. Felizmente as coisas se encaixam bem aqui, e o livro tem uma ambientação impecável.</p>
<p>Outra coisa que me deixou bem feliz foi o romance. Eu já sabia que ele ia acontecer no momento em que o príncipe Alexander surgiu na trama, mesmo que ele fosse um idiota no começo, mas a forma como o romance foi construído deixou as coisas melhores e os personagens mais complexos. E ainda por cima a cena de sexo teve uma das melhores descrições que eu já li &#8211; mesmo com termos mais populares e vulgares, a autora conseguiu deixar a cena pouco explícita e ao mesmo tempo doce, divertida e bonita.</p>
<p>Apesar de ser um livro longo (mais de 500 páginas), eu o li no Kindle e por isso nem senti &#8211; primeiro porque a narrativa é ágil e me prendeu desde o início, e segundo porque não ter o peso do livro enorme nas mãos me tirou um pouco a idéia das proporções do livro, tanto é que nem acreditei quando descobri que o livro tinha tantas páginas.</p>
<p>Um livro interessante, divertido e diferente. Eu recomendo para aqueles que gostam de novas versões de contos de fadas e romances.</p>
<p><strong>The Fairy Godmother (2004) de Mercedes Lackey. Série Five-Hundred Kingdoms Livro 1</strong></p>
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		<title>Scarlet &#124; Marissa Meyer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2014 10:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Marissa Meyer]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Scarlet Benoit é uma jovem que vive com a avó Michelle numa fazenda na França. Ela é linda, ruiva e esquentada, e anda muito preocupada porque sua avó desapareceu há duas semanas e ninguém parece se preocupar com isso &#8211; a polícia acha que ela foi embora porque quis ou se suicidou e as pessoas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Scarlet Benoit é uma jovem que vive com a avó Michelle numa fazenda na França. Ela é linda, ruiva e esquentada, e anda muito preocupada porque sua avó desapareceu há duas semanas e ninguém parece se preocupar com isso &#8211; a polícia acha que ela foi embora porque quis ou se suicidou e as pessoas acham a avó de Scarlet completamente louca e não fazem questão de se envolver. Quando ela entra numa briga no restaurante que está entregando mercadoria, é ajudada por um bonitão tímido, silencioso e com hábitos estranhos que diz se chamar Wolf e pede emprego na fazenda. Reparando nos olhos profundos, na tatuagem no braço e nos músculos do cara, Scarlet no entanto é capaz de recusar empregá-lo porque aparentemente algum tipo de bom senso ela tem pra não pegar um completo estranho pra ficar sozinho com ela na fazenda.</p>
<p>Mas quando o pai dela &#8211; que havia sumido há anos &#8211; aparece todo machucado, falando que foi torturado pelos que raptaram a sua avó, Scarlet tem todas as suas piores suspeitas confirmadas. O pai dela está paranoico, dizendo estar sendo seguido, revirando todas as coisas da mãe pra encontrar o que o pessoal queria. E ele descreve  a tatuagem do seus torturadores: um símbolo idêntico ao que Scarlet viu no braço de Wolf. Ela manda o pai embora e vai atrás de Wolf pra exigir que ele a leve até sua avó, e ele fala que pode ajudá-la mas jura que não teve nada a ver com a história &#8211; ele saiu do grupo maligno antes mesmo deles terem pensado em raptar a avó dela &#8211; e ela acredita em tudo e resolve aceitar a ajuda dele.</p>
<p>Enquanto isso, Cinder consegue escapar da prisão onde tinha sido jogada com a ajuda de uma nova mão biônica e da nave de um conveniente ladrão com quem ela tromba durante a fuga. Ela resolve que vai pra Europa dar uma passadinha na casa de Michelle Benoit, que ela acha que a ajudou quando era criança, e aí tromba em vez disso com Scarlet e seu lobo de estimação.</p>
<p>Assim como aconteceu com Feita de Fumaça e Osso, essa série começou bem e teve um segundo volume bem do mais ou menos. É esperar pra ver, já que a autora já publicou um terceiro volume e prometeu um quarto, mas se for continuar desse jeito a coisa desanda fácil.</p>
<p>O meu problema com esse livro pode se resumir em dois pontos. 1 &#8211; protagonista burra. Tá que a história é pra ser uma releitura do conto da Chapeuzinho Vermelho e ela é uma das protagonistas mais burras da história dos contos de fadas, mas isso não justifica a idiotice dessa Scarlet. 2 &#8211; divisão de tramas. Eu gostei da <a title="Cinder" href="https://adevoradoradelivros.com.br/cinder-marissa-meyer/" target="_blank" rel="noopener">Cinder</a>. A história da Cinder é legal. Eu quero saber o que acontece com ela. E aí eu sou obrigada a dividir o meu tempo com a história chata e previsível da Scarlet? Aí não, né. Outro ponto incômodo é a aleatoriedade das decisões dos personagens, o que deixa muito a impressão de que a autora queria que as coisas acontecessem de um certo jeito e não fez o menor esforço pra justificar a trama. A Cinder precisa de uma nave? Beleza, vamos colocar um cara pra ela fugir junto, mesmo que ele não faça absolutamente mais nada na história além de ter a nave. A Cinder e a Scarlet precisam se encontrar? Beleza, a Cinder decide ir pra Europa porque sim, mesmo tendo todo um grupo pra ajudá-la na África.  Para quem gosta de romances melecosos do tipo &#8220;não posso ficar com ele mas não consigo resistir&#8221; , esse livro também é um prato cheio &#8211; e vocês sabem que não tenho a <em>menor</em> paciência pra isso.</p>
<p>Eu ainda li tudo muito rapidamente, ainda fiquei interessada num próximo volume, e ainda acho o mundo da autora muito legal. Mas essa segunda incursão mostrou que a moça ainda precisa de mais treino antes de se aventurar por uma trilogia e que ela não é tão boa assim de personagens.</p>
<p><strong>Scarlet (2013) de Marissa Meyer. Série Crônicas Lunares Livro 2.</strong></p>
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