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	<title>A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Mrs. Covington&#8217;s &#124; K.R.R. Lockhaven</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:06:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[KRR Lockhaven]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mrs. Covington&#8217;s é o nome de um pub velho e cansado que é comprado por um jovem que quer tentar um novo modelo de negócios. Jacob é um jovem de vinte e poucos anos que é filho de um homem rico. Jacob não concorda com o jeito mercenário do pai, e quer ter a chance [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mrs. Covington&#8217;s é o nome de um pub velho e cansado que é comprado por um jovem que quer tentar um novo modelo de negócios. Jacob é um jovem de vinte e poucos anos que é filho de um homem rico. Jacob não concorda com o jeito mercenário do pai, e quer ter a chance de mostrar por pai que é possível viver a vida sendo amável e gentil, em vez de um malvado que só quer saber de lucro.</p>
<p>Jacob chega numa nova ilha, usando um nome novo, pra ver se consegue dar conta de ser adulto. Ele entra no Mrs. Covington&#8217;s e impulsivamente decide comprar o lugar. O dono entrega o pub junto com um papel antigo com uma caça ao tesouro.</p>
<p>Tem esse gênero novo que o povo tem chamado de &#8220;cozy fantasy&#8221;, que é pra ser uma história num mundo de fantasia com uma ideia de &#8220;aconchegante&#8221;. Teoricamente um livro &#8220;cozy&#8221; é pra ser &#8220;low-stakes&#8221; (algo que não é muito perigoso e que não demanda grandes aventuras para resolver), com temas como família escolhida, conflitos pequenos, cenários reconfortantes, e cenas de conversas agradáveis em vez de guerras épicas. Tudo isso em um ambiente de fantasia tradicional com dragões, elfos, orcs, magos, etc.</p>
<p>Mrs. Covington&#8217;s é um exemplar bem claro do que se espera de uma cozy fantasy. Jacob precisa dar um jeito de fazer o pub dar dinheiro. A capivara mascote do lugar está infeliz então eles decidem roubar um namorado pra ela. A caça ao tesouro inclui uma poesia que eles precisam trabalhar juntos para decifrar. A garçonete está de namorico com o entregador e Jacob quer muito que eles fiquem juntos. O maior proprietário da ilha também quer o tesouro, será que eles vão conseguir achar o local sem que o malvadão e seus capangas descubram?</p>
<p>Algumas coisas me incomodaram no livro. Jacob é um mala, com o maior coração do mundo, autoestima inexistente, uma ingenuidade irritante e incapaz de fazer decisões úteis. A única coisa de inteligente que ele faz é colocar os dois funcionários como sócios pros dois poderem resolver o pub. E, vários momentos o livro pára tudo o que está fazendo pra mostrar uns monólogos internos do Jacob que são desinteressantes e inúteis.</p>
<p>Outra coisa sem graça é a fantasia em si. O mundo tem magia, mas Jacob não sabe usar. A garçonete sabe, mas muito pouco porque ela é iniciante. A garçonete e mais alguns personagens são <em>ciguapas</em>, inspirados nos seres do folclore da República Dominicana. No livro, eles tem pele azul e usam tatuagens que dão poderes mágicos básicos de ilusão. Aí tem os orcs, que no livro são muito grandes e fortes. E <em>faunos</em>, que são metade de cima humano, metade de baixo bode, e no livro não parecem ter nada de mágico. Fora a mistureba, que me incomoda por questões pessoais, é tudo meio sem graça. Os conflitos são todos muito realistas (a <em>fauna</em> não tem dinheiro pra pagar o senhorio e pode perder o restaurante dela, Jacob não sabe se vai conseguir fazer o pub dar lucro, o dono da ilha quer expulsar todo mundo que não concorda com ele), e são resolvidos de forma simplista.</p>
<p>A última coisa que vou reclamar é a inserção de coisas modernas em um mundo claramente fantasioso de época &#8220;piratas do Caribe&#8221;. A tecnologia parece do século XVIII, certo? Incluindo lutas de espadas, navios singrando os mares, sociedades insulares. Daí parte do livro é Jacob e seus amigos inventando coisas &#8220;revolucionárias&#8221; que são da nossa realidade. Um pão assado feito de farinha com queijo ralado em cima colocado no forno pra derreter e cortado em pedaços na hora de servir? Revolucionário! Vamos chamar de &#8220;nacia&#8221; porque é o nome da cozinheira. Os frequentadores do bar escrevem o nome da música num papelzinho falando qual música querem cantar e a banda toca enquanto um cliente canta? Que incrível, como ninguém pensou nisso antes? Vamos chamar de &#8220;noite do VOCÊ CANTA&#8221; Eu entendo a ideia do livro, eu só achei sem graça mesmo.</p>
<p>A caça ao tesouro é divertida, e as capivaras são fofas. Mas junta o protagonista insosso, a resolução simplista, a falta de magia, e a vida real se intrometendo, ficou um livro que não foi pra mim.</p>
<p><strong>Mrs. Covington&#8217;s (2023) de K.R.R. Lockhaven</strong></p>
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		<title>O Segredo do Licorne &#124; Hergé</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 13:57:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hergé]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tintim está passeando numa feirinha de rua quando vê uma miniatura de navio. Pensando no seu amigo Capitão Haddock, ele decide comprar o barco para presenteá-lo. Dois outros homens chegam e tentam agressivamente comprar o barco, primeiro do vendedor original, depois do próprio Tintim, com lances cada vez mais altos. Tintim se recusa e leva [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tintim está passeando numa feirinha de rua quando vê uma miniatura de navio. Pensando no seu amigo Capitão Haddock, ele decide comprar o barco para presenteá-lo. Dois outros homens chegam e tentam agressivamente comprar o barco, primeiro do vendedor original, depois do próprio Tintim, com lances cada vez mais altos. Tintim se recusa e leva o barco pra casa, ligando para o Capitão Haddock logo após.</p>
<p>Claro que o cachorrinho Milu prontamente derruba o barco no chão e quebra o mastro principal, mas Tintim consegue consertar. Quando o Capitão Haddock chega, fica maravilhado com a miniatura. É uma réplica exata do <em>Licorne</em>, barco do seu ancestral Cavaleiro de Hadoque, que navegou os mares no século XVII.</p>
<p>Enquanto o Capitão Haddock procura mais informações sobre o Cavaleiro de Hadoque, Tintim tem seu barco roubado e sua casa revistada. Os ladrões não levaram nada além do barco, e Tintim logo descobre o que eles estavam procurando: um pequeno papel enrolado, que estava dentro do mastro da miniatura.</p>
<p>No papel, há uma mensagem antiga e vários números.</p>
<blockquote><p>Três irmãos unidos, três Licornes navegando juntos ao sol do meio-dia falarão. Pois é da luz que há de vir a luz. E resplandecerá.</p></blockquote>
<p>Quando vai contar ao capitão o que descobriu, encontra-o num momento de lembranças, pois ele encontrou um antigo diário do Cavaleiro de Hadoque. Essa é a minha parte favorita da história, com o capitão Haddock contando a história da última viagem do navio Licorne, atacado pelos piradas de Rackham, o Terrível. A alternância entre o passado e o presente é maravilhosa.</p>
<p>O Segredo do Licorne é um dos melhores álbuns do Tintim, com a exata união entre aventura, investigação e humor que são característicos da história. Além disso, é claro que piratas no Caribe sempre foram fascinantes pra mim. Quem não ama um belo mapa do tesouro?</p>
<p><strong>Le Secret de la Licorne (1943) de Hergé | As Aventuras de Tintim #11</strong></p>
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		<title>Assassins Anonymous &#124; Rob Hart</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 12:02:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rob Hart]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mark era o maior assassino da face da terra. Ele viajou o mundo matando pessoas a mando da Agência, mas também fazia uns trabalhos extras que achava online. No início do livro, ele está na sua reunião semanal dos AA &#8211; Assassinos Anônimos, onde pessoas falam &#8220;oi meu nome é fulano eu sou um assassino [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mark era o maior assassino da face da terra. Ele viajou o mundo matando pessoas a mando da <em>Agência</em>, mas também fazia uns trabalhos extras que achava online. No início do livro, ele está na sua reunião semanal dos AA &#8211; Assassinos Anônimos, onde pessoas falam &#8220;<em>oi meu nome é fulano eu sou um assassino e não mato ninguém faz dois anos</em>&#8220;. Mark está animado por estar quase completando um ano &#8220;sóbrio&#8221;, mas ao mesmo tempo temeroso em iniciar seu nono passo do processo. O oitavo passo foi fazer uma lista de todas as pessoas que ele matou. E o nono passo é se redimir para cada uma das pessoas que machucou.</p>
<p>E aí um russo mal-encarado ataca Mark, que está em desvantagem por não poder matar seu oponente. O russo enfia uma faca em Mark, rouba seu caderninho de vítimas, e vai embora. Mark consegue se arrastar até Astrid, uma enfermeira que costumava ajudá-lo nos velhos tempos. Astrid dá os pontos na barriga de Mark. Mark vai pra casa pegar o dinheiro para pagar Astrid, e seu apartamento está pegando fogo.</p>
<p>Felizmente seu gato P Kitty conseguiu fugir para a casa da vizinha. Mark pega o gato e vai ver se Astrid está bem. Mark decide reativar alguns contatos pra descobrir porque estão atrás dele, Astrid se recusa a ficar pra trás, e os dois saem por aí com o gato.</p>
<p>Ao longo da narrativa em primeira pessoa, o livro vai e volta no tempo, mostrando um pouco da vida passada de Mark. Isso dá uma chance pra gente ver como ele era antes do AA: uma mistura de John Wick com Jason Statham. Mas aí o livro começa a discutir coisas mais sérias. Assassinos contratados são psicopatas ou estão apenas fazendo seu trabalho? Eles matam por dever ou por prazer? É possível um arrependimento tão completo que um assassino é capaz de redimir totalmente? O número de pessoas salvas quando Mark mata um chefão das drogas é válido mesmo ou são só vidas hipotéticas que ele usa de desculpa pra dormir melhor à noite?</p>
<p>A narrativa tem momentos bons, como Mark e Astrid discutindo cinema; o relacionamento de Mark com seu mentor Kenji, um antigo matador da Yakuza que se mudou para os EUA quando decidiu entrar pro AA; e as cenas de ação. No entanto, o momento de virada de Mark de matador para arrependido foi um pouco difícil pra mim. Por mais que tenha sido uma surpresa, e por mais que de fato Mark tenha dito várias vezes que ele era um cara terrível, a cena em si tem vários problemas. Claro que tinha que ser horrível, porque era o motivo justamente pra virada do personagem. Mas fiquei com um gosto amargo na boca. Não me convenceu, achei pesado demais, e achei que Mark se safou sem ter o que merecia. Provavelmente era essa a intenção do autor. Só que além disso Mark é desleixado, não checa as coisas, age de forma impensada. Não está de acordo com o que ele era até ali, e aí parece que aconteceu só porque o livro quis.</p>
<p>E aí chegamos na revelação final, que foi completamente anti-climática. O vilão não faz sentido nenhum. Eu não entendi até agora o que Astrid estava fazendo ali. Kenji tem um final idiota.</p>
<p>Assassins Anonymous é ágil e Mark é um bom protagonista, no fim das contas. Mas a revelação do passado terrível ficou fora de tom, as discussões filosóficas pesaram o clima, e o vilão é ridículo. Não foi perda de tempo, porém esperava mais da premissa.</p>
<p><strong>Assassins Anonymous (2024) de Rob Hart | Assassins Anonymous #1</strong></p>
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		<title>Beth&#8217;s Acceptance &#124; Tracy Cooper-Posey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 23:21:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tracey Cooper-Posey]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[sobrenatural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ela é linda mas é pobre, trabalha de garçonete e mal consegue pagar as contas. Tem um cliente bonitão que tá muito na dela e o nome dele é Zachariah. Já perdi tudo aqui né. Que nome imbecil. O cara me surgiu da onde, do velho testamento? Tem também o Luke que é um outro gostosão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ela é linda mas é pobre, trabalha de garçonete e mal consegue pagar as contas. Tem um cliente bonitão que tá muito na dela e o nome dele é <em>Zachariah</em>. Já perdi tudo aqui né. Que nome imbecil. O cara me surgiu da onde, do velho testamento? Tem também o Luke que é um outro gostosão que fica atrás dela na biblioteca (ela tem dois empregos porque é pobre).</p>
<p>Beth descobre que ela é a escolhida rainha paranormal líder que vai unificar todos os povos. Zach e Luke são um vampiro e um <em>elfo </em>(é tecnicamente um <em>fae</em> porque é o mesmo tipo de shadow daddy de ACOTAR mas ela chama de elfo, eu achei ótimo). E a forma dela <em>unificar</em> vocês já sabem qual é, né. Beth não parece gastar tempo duvidando da existência de vampirão e elfo querendo comer ela, e no máximo fica com dúvidas normais de uma moça de 32 anos que se comporta como se tivesse vinte (&#8220;será que vou dar conta de ser rainha do universo&#8221;). Os dois bonitões logo falam que ela já está sim se comportando como rainha.</p>
<p>O livro é curtíssimo, cerca de 100 páginas, e até que dá conta de inventar uma ambientação válida no pouquinho que sobra depois de descrever todas as cenas de sexo. Eu achei engraçadíssimo, só erótica sobrenatural pra passar o tempo. Pontos extras por ter um menage de mulher com dois homens.</p>
<p>E olha essa capa! <em>&#8220;Vampire menage urban fantasy romance&#8221; </em>AHAHAHAHAHAHAHA</p>
<p><strong>Beth&#8217;s Acceptance (2009) de Tracy Cooper-Posey | Destiny&#8217;s Trinities #1</strong></p>
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		<title>Game Changer &#124; Rachel Reid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 13:31:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rachel Reid]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Scott Hunter é um jogador americano de hockey que está numa fase ruim. Kip Grady é um barista num hiato estudantil, já que não consegue pagar a dívida da graduação nem juntar dinheiro pra uma pós, e fica vendo a vida passar enquanto serve café numa lojinha de rua. Um dia, Scott Hunter entra na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Scott Hunter é um jogador americano de hockey que está numa fase ruim. Kip Grady é um barista num hiato estudantil, já que não consegue pagar a dívida da graduação nem juntar dinheiro pra uma pós, e fica vendo a vida passar enquanto serve café numa lojinha de rua.</p>
<p>Um dia, Scott Hunter entra na cafeteria e pede um smoothie, e Kip acha ele um gato, e os dois começam um flerte que vira romance com bastante meteção. O problema é que Scott está inteiramente no armário devido homofobia no mundo do esporte, e Kip vira basicamente um bonitão troféu que fica em casa esperando o macho chegar. Enquanto isso, a estrela de Scott está em ascensão e ele começa uma fase ótima nos jogos.</p>
<p>Kip finalmente se cansa dessa vida difícil de ser sustentado por um astro do hockey e fala que não quer mais ser um segredo. E Scott decide que o amor que ele sente por Kip é mais importante do que sua reputação no hockey. Quando ele ganha a taça Stanley (prêmio da principal liga de hockey do mundo), Scott chama Kip no gelo e beija o namorado na frente de todo mundo. Depois Scott faz um discurso de vencedor falando que dedica o prêmio ao amor da vida dele que é o Kip.</p>
<p>Veja, não é que eu queria <em>mais </em>homofobia no livro, porque homofobia é sempre ruim. Mas é que toda a trama gira em torno de Scott estar no armário por ter medo das consequências de sair. E as consequências que o livro mostra são: zero. Todos os amigos do Scott aceitam numa boa, o coach faz um discurso sobre como é importante a representação, o Scott nem tem família pra se importar; o máximo que acontece é o agente do Scott falar &#8220;não sai não, vai ser ruim com os patrocinadores&#8221; e o Scott ignora ele e pronto. Eu acho isso ótimo e fofo, mas tira um pouco do drama. Se era tão fácil assim, então todo o medo do Scott era injustificado, e ele fica parecendo só um mimado paranoico e o Kip tava certo de dar o chilique dele.</p>
<p>Esse livro me fez pensar nos papéis de gêneros em histórias de romance. Por que será que tantas mulheres ficaram obcecadas por esse livro? Se por um lado o casal tem papéis bem definidos que podem ser comparados a Scott sendo o homem hétero e Kip sendo a mulher hétero (Scott ganha o dinheiro, Kip fica em casa; Scott &#8216;não pode assumir&#8217; o romance, Kip se sente &#8216;invisível&#8217;; Kip &#8216;não quer se aproveitar&#8217; do dinheiro do Scott), por outro lado o sexo é rápido, fácil e sem julgamentos. Não existe choramingo da mulher não querendo dar porque vai ser taxada de fácil; não existe pudor em transar no primeiro encontro; não existe nada de possessividade, nem ciúme de ex, nem preocupação com virgindades. <em>Muito</em> diferente dos romances modernos héteros.</p>
<p>A trama de romance segue todos os pontos clichês de um romance hétero: homem bonitão e rico se interessa por um &#8220;qualquer&#8221; que &#8220;não sabe que é bonito&#8221;. Os dois começam um relacionamento porém há um conflito. Eles brigam do meio pro final, o rico bonitão pede desculpas com um gesto ultra-romântico, e o casal volta a ficar junto dessa vez pra sempre. Não vi diferença entre um livro de hétero e um livro de gay, talvez porque justamente a autora e o público alvo feminino queira a mesma coisa só que com&#8230; sexo sem culpa?</p>
<p>Dito isso, foi um entretenimento válido e vou atrás do próximo volume.</p>
<p>Eu preciso só comentar que eu acho muito estranho essas capas infantilizadas com carinha de adolescente num livro que é um pornozão gay.</p>
<p><strong>Game Changer (2018) de Rachel Reid | Game Changers #1</strong></p>
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		<title>Tehanu &#124; Ursula K. Le Guin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 10:40:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ursula K. le Guin]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de 25 anos depois dos eventos em As Tumbas de Atuan, e meros dias após o fim de A Última Praia, Goha é uma viúva vivendo placidamente na sua fazenda em Gont. Seus dois filhos  já são adultos, a mais velha com o marido na cidade, e o mais novo por aí marinheiro. Dois [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 25 anos depois dos eventos em <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/as-tumbas-de-atuan-ursula-k-le-guin/">As Tumbas de Atuan</a>, e meros dias após o fim de <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/a-praia-mais-longinqua-ursula-k-leguin/">A Última Praia</a>, Goha é uma viúva vivendo placidamente na sua fazenda em Gont. Seus dois filhos  já são adultos, a mais velha com o marido na cidade, e o mais novo por aí marinheiro.</p>
<p>Dois homens e uma mulher acampam fora da aldeia. Os dois obrigam a mulher a pedir dinheiro e se prostituir. As mulheres da aldeia tentam ajudá-la, mas, aterrorizada, a mulher sempre voltava pra eles. Um dia, um dos homens vai até a bruxa da aldeia, pedindo ajuda, pra que alguém vá salvar &#8220;a criança&#8221;. Os aldeões vão até o acampamento improvisado dos três e encontram uma menina de sete ou oito anos jogada na fogueira. Os adultos haviam fugido. As mulheres da aldeia fazem o possível pela criança, que sobrevive. Com metade do corpo queimado, cega de um olho, uma das mãos ressequida em uma garra esquelética. Goha fica com a garota, e a chama de Therru.</p>
<p>Goha não é uma fazendeira normal. Além de ser uma estrangeira em Gont, de pele branca, vinda das ilhas Kargad, ela conhece pessoalmente Ogion, o mago das montanhas. Ninguém que ela conhece sabe, mas ela havia sido a sacerdotisa única dos poderes sombrios em Atuan, e fora para a grande ilha de Havnor portando o Anel de Erreth-Akbe. Seu nome verdadeiro, que havia sido tirado dela quando criança, fora devolvido a ela pelo mago Gavião: Tenar.</p>
<p>Um mensageiro chega na fazenda, dizendo que Ogion mandou por Tenar: o velho mago está morrendo. Tenar vai com Therru ajudar na passagem, e logo antes de falecer, Ogion dá um suspiro, dizendo que está tudo certo agora, que tudo vai melhorar. Alguns dias depois, um enorme dragão vem do oeste, carregando o corpo desfalecido do arquimago das ilhas. Kalessin deixa que Tenar suba nele para resgatar Ged. E voa pra longe.</p>
<p>A vida de Tenar se muda para a casinha de Ogion, perto da cidade de Re Albi. Ela, Therru, Ged em recuperação, a bruxa da aldeia Tia Musgo, e Érica, a pastora de cabras. Mas o arquimago perdeu seus poderes, homens maléficos frequentam a casa do Senhor de Re Albi, e o homem que abusou de Therru está rondando.</p>
<p>Escrito quase vinte anos depois do anterior da série, Tehanu é uma história de fantasia muito diferente tanto do resto da série quanto do resto dos livros de fantasia. É uma história contida, trágica, tensa, onde não há viagens ou grandes feitos. Tenar conversa muito, com Tia Musgo, com Ged, e até com o rei.  Tenar quer entender porque homens são feiticeiros respeitados e estudados enquanto mulheres são bruxas ignorantes nas aldeias. Quer entender porque Ged perdeu os poderes. Quer ajudar sua filha Therru a ter um lugar no mundo. Dá pra ver que os personagens estão discutindo temas que a própria autora passou anos organizando.</p>
<p>Eu li a série pela primeira vez na juventude, e esse livro não me desceu. Achei difícil, lento, complexo e triste. Eu não quis aceitar o fim da história, simplesmente não estava pronta pra ver Ged e Tenar daquele jeito. Mas eu tinha quinze anos. Os protagonistas dessa história passaram dos quarenta. Não era um livro escrito pra mim.</p>
<p>Dessa vez, que eu estou mais próxima da idade deles, o livro passou voando. Continua complexo, tenso e triste, mas a tensão faz a leitura ágil e a tristeza é mais fácil de lidar hoje. A história é sobre envelhecimento, maturidade, decisões difíceis; a autora quer discutir gênero, abuso, violência dos poderosos, fragilidade dos idosos. Eu consigo hoje dar conta de acompanhar, mas nunca vai ser um livro fácil; não foi a intenção dela ser fácil, e sim acompanhar onde estava o mundo de Terramar tantos anos depois.</p>
<p>Depois de Tehanu, ela publicou mais dois livros da série, dez anos depois. Eu não queria ter deixado Terramar no ponto em que Tehanu terminou. Então não sei se eu que fiquei mais madura mesmo ou se os outros dois livros me acalmaram o suficiente para eu conseguir reler tudo agora.</p>
<p><strong>Tehanu (1990) de Ursula K. Le Guin | Ciclo Terramar #4</strong></p>
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		<title>Paladin&#8217;s Grace &#124; T. Kingfisher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:56:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[T. Kingfisher]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Stephen é um ex-paladino porque seu deus morreu. Três anos depois da morte do deus, ele presta serviço para o Templo do Rato, vivendo um dia após o outro sem energia para nada, junto com alguns companheiros da fé perdida. Grace é uma perfumista que divide casa com uma espiã. Ela tem um bicho de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Stephen é um ex-paladino porque seu deus morreu. Três anos depois da morte do deus, ele presta serviço para o Templo do Rato, vivendo um dia após o outro sem energia para nada, junto com alguns companheiros da fé perdida.</p>
<p>Grace é uma perfumista que divide casa com uma espiã. Ela tem um bicho de estimação que é uma mistura de teixugo com gato, ela é nerd dos cheiros, e ela não quer saber de homem nenhum depois do trauma que passou com o ex.</p>
<p>Enquanto o livro navega pelo início do romance, que é chato e clichê, ficamos conhecendo a parte boa do livro, que são os coadjuvantes. A bispa do rato e seus asseclas, os colegas paladinos de Stephen, a espiã amiga da Grace. Se não fosse eles, eu não tinha chegado no primeiro terço do livro, porque Stephen e Grace são <em>muito chatos</em>. Grace não entende porque alguém acharia ela atraente, afinal ela anda aí de calças manchadas de produtos perfumísticos. Ela fica obcecada pelo Stephen porque ele tem cheiro de gengibre. E ela é incapaz de falar qualquer coisa sem se arrepender em itálico imediatamente depois. Stephen se sente culpado por tudo, se sente culpado por querer fazer sexo com a Grace, se sente culpado por olhar os peitos dela, se sente culpado por falar qualquer coisa.</p>
<p>Aí quando finalmente a história começa a andar, porque tem assassinatos, prisões injustas, espiões andando por aí, e todos os coadjuvantes chamando Grace e Stephen de molengas e lerdos por não transarem logo, o livro fica mais ágil. E quando finalmente rola o sexo, já é o fim do livro, tudo se resolve de forma bem fácil, e agora eles são um casal e não precisam ficar se perguntando em itálico toda hora se eles falaram alguma besteira um pro outro.</p>
<p>Eu não sei se pessoas adultas se comportam dessa forma, sempre na dúvida, sempre com insegurança, sempre achando que o outro não está interessado (eu só sei que eu não sou assim). Então o que me incomodou principalmente foi a falta de maturidade dos protagonistas. Ele tem mais de trinta anos. Já passaram por coisas terríveis. Ele é um <em>berserker</em> que sai por aí matando pessoas, ela tinha um marido nojento que tentava obrigar ela a fazer sexo com outras mulheres. E o livro deixa claro que faz anos que os dois passaram por essas provações, não foi <em>ontem</em>. Mas eles se comportam como se tivessem 20 anos, começando a vida agora.</p>
<p>Não adianta virem falar que esse é um romance com protagonista acima dos 30 se eles se comportam como adolescentes. A trama não ser tão original incomoda pouco, porque o livro é curtinho. Mas foi surpreendente ver a quantidade de choramingo num livro de gente adulta. Especialmente se ambos são bonitos, inteligentes e bem sucedidos. Eu entendi que a autora quis colocar os dois como traumatizados porque morreu o deus e o ex era péssimo, mas isso não explica a imaturidade dos diálogos e o choramingo adolescente.</p>
<p>Literalmente, ele chega na loja de perfume dela, ela fala &#8220;você parece cansado&#8221;. E o itálico chega imediatamente &#8220;<em>nossa porque fui dizer isso que incapaz que eu sou preciso pensar em falar outra coisa&#8221;</em>. Isso acontece em todos os diálogos. É bem cansativo. Detesto protagonista linda, magra, peituda, que fica toda molenga &#8220;não, ele não deve estar interessado em mim, certeza que não está, ele está olhando pra minha amiga, eu sou feia&#8221;.</p>
<p>Dito isso, como a ambientação me interessou, e aparentemente outros livros da autora não são necessariamente tão bobocas, vou dar mais chance.</p>
<p><strong>Paladin&#8217;s Grace (2020) de T. Kingfisher. The Saint of Steel #1</strong></p>
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		<title>A Filha do Rei Pirata &#124; Tricia Levenseller</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 21:02:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tricia Levenseller]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alosa é filha do rei pirata. Ela é encarregada de recuperar um mapa importante, e para isso se deixa ser capturada pela tripulação de piratas inimigos. Ela fica presa no porão, mas escapa toda noite para revistar o navio. O capitão desse barco é malvado, mas o irmão mais novo dele, Riden, é um pirata [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Alosa é filha do rei pirata. Ela é encarregada de recuperar um mapa importante, e para isso se deixa ser capturada pela tripulação de piratas inimigos. Ela fica presa no porão, mas escapa toda noite para revistar o navio. O capitão desse barco é malvado, mas o irmão mais novo dele, Riden, é um pirata mais conflitado. Ele se interessa por Alosa mas sente que ela não é o que parece.</p>
<p>Durante a narrativa, ficamos sabendo mais sobre Alosa: ela era órfã, o rei pirata a &#8216;resgatou&#8217; e a fez passar por treinamentos pesadíssimos, ela finalmente ganhou o comando de seu próprio navio, aos dezessete anos tem a missão de recuperar o mapa do lendário tesouro. E também ela é meio-sereia.</p>
<p>As sereias desse mundo são aquelas que atraem os homens para as profundezas. Alosa consegue mudar a voz e conquistar qualquer homem que quiser, mas ela precisa dosar seus poderes ou vai perder controle de si mesma e vai só entrar no mar e afogar todo mundo.</p>
<p>O livro é pra ser &#8216;<em>young adult</em>&#8216;, e eu admirei a tentativa da autora de pegar temas pesados como o pai abusivo, as ameaças de estupro toda hora, ela virar um monstro afogador de gente, todo mundo estar sempre lutando pela própria vida, de forma leve o suficiente para ficar uma leitura ágil e agradável. A trama é suficientemente inteligente, a ambientação das sereias é interessante, e todo o clichê fica no romance entre Alosa e Riden. Mas como ela tem dezessete anos e ele sei lá, dezenove? o choramingo, as dúvidas e os mal-entendidos ficam mais compreensíveis e menos irritantes.</p>
<p>Alosa é uma protagonista independente e forte, Riden é um par romântico adequado. A narrativa de pirataria clássica com uma pitada de fantasia funciona bem. No fim, a história fica em aberto para uma continuação, mas nada que estrague o divertimento. Eu me diverti.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Daugther of the Pirate King (2017) de Tricia Levenseller. Primeiro livro da série.</strong></p>
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		<title>A Question of Death &#124; Contos &#124; Kerry Greenwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 12:11:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kerry Greenwood]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma série de contos ilustrados permeados de receitas de época, esse livro é uma gracinha. Phryne está sempre em sua melhor forma, e o fato de que a autora não precisa gastar tempo definindo quem ela é deixa espaço para os contos serem simples e rápidos. On Phryne Fisher &#8211; Um ensaio sobre como a autora [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma série de contos ilustrados permeados de receitas de época, esse livro é uma gracinha. Phryne está sempre em sua melhor forma, e o fato de que a autora não precisa gastar tempo definindo quem ela é deixa espaço para os contos serem simples e rápidos.</p>
<p><em>On Phryne Fisher</em> &#8211; Um ensaio sobre como a autora chegou até a personagem. É interessante ver o processo de criação que construiu de forma cuidadosa toda uma personalidade única que é Phryne.</p>
<p><em>Hotel Splendide</em> &#8211; Uma moça pede que Phryne encontre seu marido desaparecido. Apesar das suspeitas de que ele só largou dela, a moça jura que ele entrou em um quarto do hotel, enquanto o recepcionista alega que o quarto não existe.</p>
<p><em>The Voice is Jacob&#8217;s Voice</em> &#8211; Gêmeos que morrem juntos envenenados, durante uma festa na casa da Phryne. Suicídio em parzinho geralmente não é planejado pra acontecer em público, então ela precisa descobrir o que rolou.</p>
<p><em>Marrying the Bookie&#8217;s Daughter</em> &#8211; Um casamento da alta sociedade, roubo de joias, e uma participação especial de Lindsey (que eu achei muito irregular). A solução é interessante mas a parte pessoal não me convenceu.</p>
<p><em>The Vanishing of Jock McHale&#8217;s Hat</em> &#8211; O chapéu da sorte do treinador do time foi roubado. Claramente a autora já se deparou com a bruxaria dos esportistas; esse conto é bem divertido.</p>
<p><em>Puttin&#8217; On the Ritz</em> &#8211; Phryne está jantando e decide recuperar a herança do jovem que está com ela.</p>
<p><em>The Body in the Library</em> &#8211; Uma homenagem em nome para Agatha Christie, com Phryne e Robinson investigando uma loira encontrada morta na biblioteca de um político.</p>
<p><em>The Miracle of St Mungo</em> &#8211; Uma moça de passado controverso precisa de ajuda para recuperar evidência das suas indiscrições. Como Phryne não tem nenhum restrição a ter sua reputação levemente manchada, ela vai jogar cartas apostando pelas provas.</p>
<p><em>Overheard On a Balcony</em> &#8211; Um chantagista péssimo é assassinado, Phryne está mais preocupada em salvar reputações do que em achar o assassino. Claramente uma prévia de Urn Burial.</p>
<p><em>The Hours of Juana the Mad</em> &#8211; Alguém roubou um livro histórico na universidade. Outro protótipo de livro, dessa vez o Death Before Wicket.</p>
<p><em>Death Shall Be Dead</em> &#8211; Uma gangue de ladrões mata um velho nojento. O Inspetor Robinson participa bem da história, e o conto é divertido.</p>
<p><em>Carnival</em> &#8211; Outra prévia, dessa vez para <em>Blood and Circuses. </em>Não achei tanta graça, e se esse foi o momento em que Phryne ficou conhecendo os carnies antes do livro, esperava mais.</p>
<p><em>The Camberwell Wonder</em> &#8211; O filho &#8220;bobo da aldeia&#8221; da funcionária confessa ter matado seu chefe, mas ninguém encontra o corpo. Phryne não bota fé que o garoto seja o criminoso.</p>
<p><em>Come, Sable Night</em> &#8211; Phryne está participando de um coral e um dos cantores cai morto. Apesar do crime ser completamente diferente, o ambiente remete a outro livro, Murder and Mendelssohn.</p>
<p><strong>A Question of Death &#8211; An Illustrated Phryne Fisher Treasury (2007) de Kerry Greenwood. </strong><strong>Publicado entre Murder in the Dark (2006) e Murder on a Midsummer Night (2008).</strong></p>
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		<title>Destino Inferno &#124; Lee Child</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lee Child]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jack Reacher está ajudando uma jovem a sair de uma lavanderia. Ela está com a perna machucada e ele galantemente abre a porta pra ela e pega a sacolona de roupa limpa enquanto ela passa com as muletas. E aí três homens armados capturam os dois, jogam os dois dentro de um carro, transferem os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Jack Reacher está ajudando uma jovem a sair de uma lavanderia. Ela está com a perna machucada e ele galantemente abre a porta pra ela e pega a sacolona de roupa limpa enquanto ela passa com as muletas.</p>
<p>E aí três homens armados capturam os dois, jogam os dois dentro de um carro, transferem os dois pra uma van e saem dirgindo. Pegos de surpresa, Reacher e a moça, que se chama Holly Johnson, fazem o possível para descobrir o que está acontecendo e pra onde estão sendo levados. Reacher logo descobre que Holly é uma agente do FBI, mas o leitor também percebe que ela não é o que parece.</p>
<p>Aos poucos, quando a notícia do sequestro de Holly chega no alto escalão, fica claro que Holly era o alvo dos bandidos desde o início, e Reacher, que apareceu na câmera de segurança da lavanderia, é considerado um do criminosos. Então ao mesmo tempo em que seguimos Holly e Reacher na viagem através do país dentro da van, também vemos a investigação oficial se embananando com pistas falsas.</p>
<p>Quando finalmente Holly e Reacher chegam ao destino final, eles encontram uma comunidade religiosa separatista que quer usar Holly como refém para conseguir criar uma nova nação. Afinal, ela pode até ser filha de um figurão do FBI, mas foi alvo do sequestro por ser na realidade afilhada do próprio presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>No começo da história, Reacher pode escapar a hora que quiser, mas não com Holly, por ela estar incapacitada com a perna ruim. Então ele decide ficar com ela até descobriro o que os sequestradores querem. Depois que ele salva ela de ser estuprada por um dos sequestradores, ela decide que também não vai embora sem ele.</p>
<p>O livro é bem ágil e cheio de tensão. Os personagens são bons. O suspense é muito competente.</p>
<p>Mas o livro também é muito desanimador. Escrito no final da década de 90, já tem indícios da decadência dos Estados Unidos como nação. O presidente não pode amassar a milícia racista, machista, cultista, assassina porque &#8220;todos têm direito a pegar em armas para defender a própria liberdade&#8221;. O governo não pode agir abertamente contra os criminosos porque perderia apoio da população. As ideias do líder da milícia são colocadas no livro como sendo totalmente insanas, erradas, e maléficas, e o fato do governo estar de mãos atadas é uma &#8220;brecha&#8221; que o vilão achou e claramente uma desvantagem. O discurso dele de que os Estados Unidos estão sendo &#8220;invadidos por imigrantes&#8221; é rechaçado pelo Reacher e por outros personagens, que mostram que o cara só é um ressentido porque o pai perdeu o negócio da família que foi comprado por hispânicos.</p>
<p>Meu ponto é que mesmo com o governo sendo molenga por causa daquele inferno de segunda emenda, os personagens reconhecem que é um problema a ser resolvido. E hoje&#8230; bom, hoje a gente tá no fim da civilização e os Estados Unidos estão sendo governados por gente parecida com os vilões do livro.</p>
<p>Distopia é pouco.</p>
<p>Afora esse momento depressivo, o livro é bom.</p>
<p><strong>Die Trying (1998) de Lee Child. Série Jack Reacher Livro 2</strong></p>
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