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	<title>A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Heated Rivalry &#124; Rachel Reid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 20:18:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rachel Reid]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Interessante lembrar como que eu cheguei nesse livro. Primeiro que teve uma série que todas tava &#8230; <a title="Heated Rivalry &#124; Rachel Reid" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/heated-rivalry-rachel-reid/"><span class="screen-reader-text">Heated Rivalry &#124; Rachel Reid</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante lembrar como que eu cheguei nesse livro. Primeiro que teve uma série que todas tava assistindo, virou febre, não se falava em outra coisa nas redes. Depois que minha amiga perguntou bem alto no meio do grupo &#8220;vocês tão assistindo o pornô hockey?&#8221; e ficou tudo muito confuso. Como eu sou dessas, fui atrás de ler o primeiro volume da série, <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/game-changer-rachel-reid/">Game Changer</a>, pra entrar na história do rolê; achei bem normal.</p>
<p>Aí quando finalmente vim ler esse, achei normal também. É bem escrito, tem seus probleminhas, tipo um romance meio tóxico que depois fica fofo sem motivo aparente, ou a questão do pano de fundo da Rússia que é só racista. Mas achei uma leitura bonitinha.</p>
<p>Shane Hollander é um jovem jogador de hockey entrando na liga profissional. Ilya Rozanov é um jovem jogador de hockey entrando na liga profissional. Eles começam um trepa-trepa na miúda enquanto ficam cada vez mais famosos &#8211; e sua rivalidade nos <em>rinques</em> fica cada vez mais sob os holofotes.</p>
<p>De início o relacionamento se resume a mensagens de texto em semi-código, encontros em locais anônimos e muito sexo; e na vida profissional ambos com a estrela subindo e os jogos mais desafiadores.</p>
<p>Enquanto os pais de Shane são super focados na carreira do filho e adoram o fato de que ele não parece ter vida social, o pai de Ilya na Rússia é o protótipo do homofóbico terrível e todas as cenas da Rússia são aquele clichê de russos em filme americano. Mas nenhum dos dois pode assumir o &#8220;romance&#8221; porque hockey é homofóbico e eles são uma dupla de rivais que se alguém descobrir que são na verdade um casal isso vai&#8230; acabar com a liga? Não colou pra mim, mas é o que mantém os dois sem poder se assumir o livro todo.</p>
<p>Mas eu tô gastando tempo aqui à toa. O livro não importa, é só mais um romance bobinho. O que importa é a série. Entretenimento dos bons, com elenco excelente. O livro fica pálido em comparação.</p>
<p>Heated Rivalry (2019) de Rachel Reid | Game Changers #2</p>
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		<title>É Fácil Matar &#124; Agatha Christie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 11:56:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luke Fitzwilliam acaba de chegar na Inglaterra após ter servido como policial na Ásia. Se aproximando &#8230; <a title="É Fácil Matar &#124; Agatha Christie" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/e-facil-matar-agatha-christie/"><span class="screen-reader-text">É Fácil Matar &#124; Agatha Christie</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Luke Fitzwilliam acaba de chegar na Inglaterra após ter servido como policial na Ásia. Se aproximando de Londres de trem, ele acaba num vagão de primeira classe sozinho com uma senhorinha simpática. Ela se apresenta como Srta. Lavinia Pinkerton e logo engata numa conversa, e conta sua situação.</p>
<p>Ela está indo na Scotland Yard porque o policial da aldeia onde ela mora pode até ser bom em apartar briga e lidar com o trânsito, mas não saberia o que fazer com um assassinato.</p>
<p>Luke fica surpreso. Assassinato?</p>
<p>Sim, diz a velhinha. Depois de um ou dois, até dá pra ter dúvida, mas depois de quatro, cinco pessoas, não tem mais como se enganar. A polícia precisa se envolver. Até porque, diz ela, quando foi o moleque Tommy Pearce, ninguém ligou, porque ele era insuportável. E quando foi o Carter, dono do bar, que era um bêbado que batia na mulher, aí a gente vai levando. Mas o doutor Humblebly, aí não.</p>
<p>E a senhorinha diz que ficou muito preocupada quando a pessoa olhou pro Dr. Humblebly de um jeito estranho &#8211; e ela, Srta. Pinkerton, tinha certeza de que ele seria o próximo a morrer! Mas ela sabe que se ela fosse avisá-lo, ele riria na cara dela. Então ela decidiu ir até a Scotland Yard.</p>
<p>Luke se diverte com a conversa, e pergunta pra Srta. Pinkerton se ela está preparada para que a polícia tenha dificuldade de acreditar na história dela &#8211; afinal, não é muito difícil que tantos assassinatos ocorram sem que ninguém perceba? A Srta. Pinkerton nega, &#8220;aí é que você se engana, meu rapaz. O senhor ficaria impressionado como é fácil matar.&#8221; Luke se despede dela devidamente impressionado.</p>
<p>No dia seguinte, ele vê no jornal que a Srta. Fullerton morreu atropelada, apenas algumas horas depois de tê-la visto. Ele se chateia, pois achou a senhora muito simpática.</p>
<p>Duas semanas depois, aparece no jornal. Morto: Dr. Humblebly. Subitamente, na sua aldeia em Wichwood Under Ashe, etc.</p>
<p>Os instintos de investigador de Luke vêm à tona e ele decide investigar por conta própria. Coincidentemente, seu amigo é primo de uma moça que mora justamente em Wichwood Under Ashe, e convence a prima a receber Luke na mansão onde ela trabalha como secretária.</p>
<p>Luke chega na pitoresca cidadezinha fingindo ser um coletor de dados para um livro sobre folclore local. A moça que o recebe, a atraente Bridget Conway, é secretária de Lord Whitfield e está noiva dele. Ela não acredita na história de Luke, que logo é obrigado a confessar pra ela sobre a questão dos assassinatos. Ela concorda em ajudá-lo.</p>
<p>Eles começam a conversar com as pessoas para descobrir mais sobre as mortes. A doméstica que tomou tinta de chapéu por engano achando que era remédio (ou será que alguém trocou os frascos?). O moleque mala Tommy Pearce que caiu da janela da biblioteca municipal (ou foi empurrado?). A esposa chata do coronel que morreu de &#8220;gastrite&#8221; (ou teria sido veneno?). O dono do bar que tropeçou bêbado, caiu da ponte e se afogou numa poça (será que alguém o empurrou?). O estimado Dr. Humbleby, que morreu de septicemia (como que alguém dá septicemia pra um médico?).</p>
<p>A atmosfera da aldeia começa a entrar na cabeça do Luke, que fica vendo bruxaria em tudo. E não ajuda também que a primeira coisa que ele faz é se apaixonar pela doidinha da Bridget.</p>
<p>Esse é um dos livros &#8220;sem detetive&#8221; da Agatha Christie (no final aparece o Inspetor Battle pra fazer absolutamente nada então não conta), onde pessoas ditas comuns se deparam com mortes misteriosas e decidem investigar. A atmosfera de crenças antigas é excelente, e a quantidade enorme de mortes deixa mais plausível a ideia de que &#8220;todos são suspeitos&#8221;.</p>
<p>Eu não fiquei muito fã do casal principal, mas a atmosfera e a reviravolta dupla foram suficientes para deixar o livro bom.</p>
<p>Murder is Easy (1939) de Agatha Christie</p>
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		<title>The Crossing Places &#124; Elly Griffiths</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 13:45:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Elly Griffiths]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Historinha de como eu cheguei nesse livro. Eu tava no freds que é a nova rede &#8230; <a title="The Crossing Places &#124; Elly Griffiths" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/the-crossing-places-elly-griffiths/"><span class="screen-reader-text">The Crossing Places &#124; Elly Griffiths</span>Read more</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Historinha de como eu cheguei nesse livro. Eu tava no <em>freds </em>que é a nova rede social dos millenials reclamões e tinha uma moça pedindo indicação de livros policiais de época que tivessem romance &#8220;slow burn&#8221;. Tipo a série da Miss Fisher (sim, avisaram nos comentários que nos livros a Miss Fisher e o policial nunca nem se olha). Daí apareceu de tudo: medieval, muita coisa do século XIX, e até uns livros de fantasia. Eu anotei os nomes pra ver depois e me interessei por esse: Reino Unido, ela é arqueóloga, ele é policial, tem assassinatos. Não me pareceu &#8220;de época&#8221; mas né, a gente tá aceitando.</p>
<h4>A gorda</h4>
<p>Ruth Galloway tem 39 anos, é doutora em arqueologia e dá aula na universidade da cidade dela. Ela mora no meio de um pântano (ela ama), tem dois gatos, é o início dos anos 2000s. E ela é gorda e solteira. Essa parte é bem relevante pra ela, é a primeira coisa que ela conta pra gente: que ela tem &#8220;olhos azuis apagados&#8221;, &#8220;cabelos sem graça&#8221;, e é gorda e por isso só usa roupa larga e escura. Eu já tava irritada, lógico, mas veja, anos 2000 era barra pesada essa história de gorda, a gente tem que ser feminista e não odiar imediatamente a gordofobia internalizada das mulheres e &#8211; ela tem 80 quilos. A Ruth FALA quanto ela pesa, e ela pesa IMENSOS INIMAGINÁVEIS INCONTÁVEIS&#8230; oitenta. Quilos.</p>
<p>Então veja, além da gordofobia que eu fui obrigada a ler o livro todo (que as pessoas acham ela gorda, que ela entra no carro e se sente gorda, que ela vai comer e sente que as pessoas estão olhando, que todo mundo acha que ela devia ter ficado com o ex dela porque ela é gorda e nunca mais vai achar ninguém), ainda por cima AINDA POR CIMA ela nem é gorda. É desesperador.</p>
<h4>O mistério me intrigou</h4>
<p>Eu decidi terminar o livro por dois motivos: 1) o mistério me intrigou, junto com a ambientação de pântano na beira do mar onde você não pode se perder ou pode cair num buraco que enche com a maré e morre afogado. E 2) eu queria saber se a autora tava sendo gordofóbica com um objetivo, tipo &#8220;olha como ela tem auto estima baixa porque gorda sofre preconceito mas na verdade ela aprende e fica com auto estima melhor&#8221; que é o fim daquele outro livro onde a gorda não é gorda (&#8220;Tamanho 42 Não É Gorda&#8221;, da Meg Cabot).</p>
<p>O resultado é que eu perdi meu tempo porque a resolução do mistério é idiota e a Ruth só anda pra trás, cometendo as piores decisões da face da terra.</p>
<p>Importante avisar que MORRE BICHO nesse livro, e é justamente o começo do término da qualquer opinião que eu pudesse ter sobre essa mulher: o assassino mata a gata dela DEGOLA A GATA E DEIXA O CORPO NA FRENTE DA PORTA DELA e ela chora muito porém imediatamente vai embora pra casa da amiga e LARGA O OUTRO GATO DELA SOLTO EM CASA. Larga. O gato. Pra trás.</p>
<p>Mas beleza, tem as ossadas de uma criança, ela é chamada pra ajudar a polícia, conhece o policial que é <em>tão alto. </em>A ossada é de milhares de anos atrás. O policial tá obcecado com uma criança que sumiu faz dez anos; ele recebe cartas anônimas provocando ele de ser um policial péssimo, mas as cartas tem um tom professoral bíblico arqueológico que fazem com que ele entregue as cartas pra Ruth analisar.</p>
<p>Alguns dias depois, some mais uma criança. E o policial recebe outra carta. E encontra mais ossos, e pede pra Ruth ajudar com os ossos de novo. Era osso velho. Parte do livro me enganou porque eu fiquei achando que a Ruth ia ser arqueóloga e pesquisar sobre os ossos antigos, e decifrar tipo um mistério de eras passadas. Mas não, são é só osso velho e ela não faz nada com eles.</p>
<p>Ela analisa as cartas anônimas e descobre onde estão os ossos da criança que sumiu hoje em dia, e decide que o melhor a fazer com essa informação é prontamente transar com o policial casado. Porque eles estavam meio chateados de achar os ossos da criança e tal.</p>
<h4>Na força do ódio</h4>
<p>A partir daí eu já tava lendo na força do ódio, queria logo descobrir quem matou a criança, quem mandou as cartas e quem matou o gato. Depois de uma perseguição completamente idiota e uma reviravolta inútil, a Ruth encontra a garota que sumiu dez anos antes, ela tava presa num porão da segunda guerra no meio do pântano. E aí a Ruth, que passou o livro inteiro &#8220;sem entender a dor&#8221; da mãe que perdeu a filha (porque ela não teve filho e então claro que não consegue conceber) decide que a partir daquele momento ela vai ser como uma mãe pra garota que ela encontrou.</p>
<p>E no fim do livro ainda solta que &#8220;ela não tá gorda, ela tá é grávida&#8221;. Sim. Ela engravidou do casado e tá toda feliz, terminando livro falando que finalmente vai ser mãe e que vai contar pro cara &#8220;quando for o momento certo.&#8221;</p>
<p>Então bora. Ela é uma arqueóloga incompetente. Ela é tapada em todos os relacionamentos dela. O vizinho que ela achou que era gentil é na verdade um psicopata. O mentor que ela achava o maior gênio do mundo é na verdade um abusador obcecado. A melhor amiga que ela achava uma doidinha cheia de namorados é na verdade uma vítima de abuso porque o casado de quem ela engravidou obrigou ela abortar. Ela encontra os ossos da criança atual na intuição, e descobre a sequestrada por acidente. Ela conta tudo da investigação pra quem quiser saber. Ela larga o gato depois do outro ter sido assassinado. E ela engravida de um casado que ela conhece há dois meses.</p>
<p>Acredito que o adjetivo atual para definir essa moça seja TONHA. Que mulher imbecil. E que livrinho besta.</p>
<p>Em tempo, &#8220;The Crossing Places&#8221; porque todas as mortes acontecem numa área de pântano que seria uma &#8220;área de passagem&#8221; entre a terra e o mar (de acordo com os antigos). O livro é cheio dessas paradas new age, druidas, símbolos sagrados antigos. De qualquer forma não leva a nada, não ficamos sabendo de nada de pra que que existe nada, porque &#8220;estudiosos não chegaram num consenso&#8221;. Que ódio.</p>
<p>The Crossing Places (2009) de Elly Griffiths | Série Ruth Galloway #1</p>
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		<title>Dungeon Crawler Carl &#124; Matt Dinniman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 00:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matt Dinniman]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carl está de boas na sua casa de noite, de cueca e camiseta, quando a gata &#8230; <a title="Dungeon Crawler Carl &#124; Matt Dinniman" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/dungeon-crawler-carl-matt-dinniman/"><span class="screen-reader-text">Dungeon Crawler Carl &#124; Matt Dinniman</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Carl está de boas na sua casa de noite, de cueca e camiseta, quando a gata da sua namorada foge pela janela. Desesperado devido lá fora tá neve e a gata é campeã de competição de gato, ele sai correndo pra fora de casa tentando pegar a gata. E os alienígenas destroem a terra inteira.</p>
<p>Ele tem alguns segundos pra se adaptar, mas na verdade não tem muito o que fazer: os prédios e casas foram amassados, tem um túnel com uma voz falando que ele tem alguns minutos pra entrar na &#8220;masmorra&#8221;, e tá um frio abaixo de zero.</p>
<p>Carl é um cara comum de trinta e poucos anos, que gosta de video-game e cultura nerd, e não parece muito preocupado que sua namorada provavelmente morreu. Ele entra na masmorra e descobre que tudo é organizado por uma IA, que tem câmeras em todos os lugares, que os alienígenas pegaram a terra pra fazer essa masmorra e filmar pro resto do universo. Páginas e páginas do livro são gastas tentando explicar o sistema do jogo, como sobe nível, como ganha ponto, como funcionam os poderzinhos. A gata logo acha uma loot box e ganha uma tiara que faz ela ser inteligente, e agora temos a gata falante.</p>
<p>Carl encontra umas pessoas, todo mundo fudido tentando sobreviver. Os monstros que ele tem que matar são os piores estereótipos dos humanos porque &#8220;a IA alienígena fez um compilado das coisas que ela encontrou na Terra&#8221;. Então ele mata uma obesa acumuladora, umas goblins viciadas em droga, e vários vários insetos baratóides. Mais explicação de como sobe nível e ganha poderzinho. Mais encontros com gente que é obrigado pelos aliens a fazer parte da masmorra. A IA é obcecada com os pés de Carl (que acabou entrando na masmorra descalço devido correria de buscar a gata), então ele ganha poderes de esmagar monstro com os pés, e a IA tem uma voz estranhamente fascinada com os pés dele, um rolê meio sexual mesmo.</p>
<p>O livro segue Carl no primeiro nível da dungeon. Ele se une com uns enfermeiros tentando salvar os idosos (eles estavam do lado de fora do abrigo porque teve um incêndio no meio da noite), descobre mais sobre a politicagem por trás dos jogos; tem até uma cena que ele humilha um apresentador com cara de porco que tem audiência violenta, machista, e ensandecida, de alienígenas de pré-adolescentes que querem ver sangue e morte.</p>
<p>O livro acaba quando Carl e a gata conseguem descer para o segundo nível da masmorra.</p>
<p>A primeira coisa que todo mundo já sabe é que esse livro foi um fenômeno literário. Todo mundo quer ler, já vendeu os direitos pro cinema, já tem continuação até o nível infinito contratada pela editora. Então tem uma comunidade de fãs bastante feroz nas internets defendendo esse livro como uma das melhores coisas já feitas &#8211; não alta literatura, por óbvio, mas claramente algo que se você não gosta, é porque leu errado.</p>
<p>A próxima coisa que é relevante é que eu não sou o público alvo desse livro. É mais uma fantasia de videogame com elementos de &#8220;olha como o meu livro é realista, todo mundo é assassino, estuprador, drogado; ninguém se ajuda e todo mundo só quer se dar bem, chama realismo tá&#8221;. O protagonista é o mais padrão de todos &#8211; um cara comum, meio tapado, meio sem noção, que tem um coração bom e quer ajudar as pessoas, mas é meio burro então tem dificuldade de entender o que tá rolando. Além dele tem a gatinha que é o estereótipo do gato mala que se acha. Fora isso, temos aliados e antagonistas que mal aparecem, enquanto os grandes vilões são uma corporação nebulosa intergalática. Eu não vejo graça em livro que passa metade me explicando um sistema de jogo que não me interessa. Eu não tenho interesse em seguir a grande jornada de um cara branco padrão em rumo ao heroísmo. Eu não tenho interesse em ver IA tarada com pé, nem em um mundo alienígena que é exatamente igual ao nosso capitalismo tardio só que <em>maior</em>. Eu não tô na pegada de uma história em que as pessoas com maior acesso a tecnologia preferem usar isso pra matar as pessoas por entretenimento.</p>
<p>A trama é bem movimentada, apesar de um pouco sem graça, e o livro é bem rápido de ler. As interações com o videogame e as referências à cultura pop (amo que a IA fez uma mistureba com toda a cultura da raça humana e o resultado é: padrão Estados Unidos) não foram tão divertidas pra mim quanto pros outros leitores, aparentemente; mas meu incômodo mesmo é com a IA tarada assassina e todas as cenas de gore. Não vejo graça, não tenho vontade de continuar lendo.</p>
<p>Dungeon Crawler Carl (2020) de Matt Dinniman | Dungeon Crawler Carl #1</p>
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		<title>The Novice&#8217;s Tale &#124; Margaret Frazer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 00:36:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Margaret Frazer]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No convento de Santa Frideswide, na Inglaterra de 1491, a rica e intrometida Lady Ermentrude chega &#8230; <a title="The Novice&#8217;s Tale &#124; Margaret Frazer" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/the-novices-tale-margaret-frazer/"><span class="screen-reader-text">The Novice&#8217;s Tale &#124; Margaret Frazer</span>Read more</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No convento de Santa Frideswide, na Inglaterra de 1491, a rica e intrometida Lady Ermentrude chega arrasando as terras por onde passa: com dezenas de criados, cavalos, demandas e até mesmo um macaco de estimação, ela testa a paciência de todas as freiras. A mais afetada é a jovem noviça Thomasine, sobrinha-neta da impressionante nobre, que com apenas dezessete anos ainda tem muito medo de tudo.</p>
<p>Após uma breve conversa com a Madre Superiora, Lady Ermentrude sai dando ordens que vai passar o dia fora, pega duas criadas e sai galopando. No dia seguinte, ela volta, aos berros, parecendo muito alterada, e é colocada na hospedaria do convento para se recuperar. Martha Hayward, uma das ajudantes de cozinha que era antiga criada de Lady Ermentrude, se oferece para ajudar a cuidar da senhora, e cai morta do mais absoluto nada.</p>
<p>Algumas horas depois, Lady Ermentrude tem mais um ataque de histeria e morre também.</p>
<p>O investigador real quer que tudo seja considerado uma indigestão misturada com velhice somada ao consumo excessivo de álcool, mas tanto a chefe da enfermaria, Dame Clare, quanto a responsável pela hospedaria, Dame Frevisse, se recusam a se calar: Martha Hayward e Lady Ermentrude foram vítimas de envenenamento. A principal suspeita, no entanto, é a jovem franzina e assustada noviça Thomasine: antes de morrer, Lady Ermentrude gritou aos quatro ventos que obrigaria o convento a &#8216;libertar&#8217; Thomasine, e que forçaria a garota a se casar com um &#8216;varão viril&#8217;, algo que Thomasine tinha pavor que acontecesse.</p>
<h4>Comparações com Cadfael</h4>
<p>As minhas questões com esse livro foram várias. Primeiramente, eu tinha acabado de ler um romance policial moderno (anos 2010s) horroroso, então esse forçosamente foi melhor, só que ainda assim o mistério deixou a desejar. Segundamente, li várias vezes todos os livros do Irmão Cadfael, então impossível não comparar. E terceiramente, o tipo de ponto de vista me irritou.</p>
<p>Começando pelo ponto de vista, o livro alterna entre a noviça Thomasine &#8211; jovem, ingênua, extremamente crente, medrosa, incapaz de cometer qualquer ato minimamente desviado do que ela acredita ser o certo sem ter que passar a noite de joelhos rezando &#8211; e Dame Frevisse &#8211; eficiente, de meia idade, decidida, organizada, inteligente, extremamente ciente do seu papel dentro do convento e do mundo. Considerando que Thomasine é uma chatassa, eu não fazia questão de ter que ver a vida pelo olhar dela. Por outro lado, apesar de simpatizar muito com a Dame Frevisse, não ficamos sabendo nada dela, e é uma super mulher eficiente e sensata mas não parece uma pessoa real.</p>
<p>A investigação é basicamente Dame Frevisse e Dame Clare perguntando as mesmas coisas pras mesmas pessoas enquanto o filho de Lady Ermentrude é um nojento completo e o investigador do rei incompetente e burro. A tentativa de envolver a rainha-mãe na trama de fato me lembrou o pano de fundo político dos livros do Cadfael, e a solução do caso é até que organizada. Infelizmente, nada faz o menor sentido.</p>
<h4>Spoilers abaixo.</h4>
<p>O rolê é que a irmã mais velha de Thomasine, Lady Isobel, havia se prometido em casamento pra um doidinho lá, que Isobel achava que tinha morrido na guerra. Daí ela casou com Sir John, protegido da Lady Ermentrude. Só que na conversa rápida que Lady Ermentrude teve com a Madre Superiora, ela descobre que o tal namoradinho não tinha morrido coisa nenhuma (tinha, mas alguns anos depois), e que, como a igreja fala que &#8220;se prometer em casamento&#8221; é a mesma coisa que casar, Isobel tecnicamente não estava solteira quando casou com Sir John e os dois tinham cometido vários pecados. Por algum motivo que não foi explicado, a forma de Lady Ermentrude resolver o problema foi correr até o casal de errados e falar que ia obrigar os dois a anularem o casamento. Desesperada de perder o dinheiro da herança dos filhos dela, Lady Isobel envenenou o vinho da Lady Ermentrude (que não fez tanto efeito porque era um veneno fraco); depois envenenou outra comida que quem comeu foi a infeliz da criada; e por fim envenenou mais uma comida que Lady Ermentrude comeu e daí finalmente morreu.</p>
<p>De acordo com o livro, Lady Isobel e Sir John poderiam ter pago uma grana pra regularizar o casamento deles, mas eles estavam economizando pra comprar um título de nobreza pro filho deles então não teria dinheiro pros dois. Solução: envenenar a véia. A sub-trama política é que a rainha-mãe tinha se casado com um outro maluco lá, e Lady Ermentrude tinha feito insinuações sobre isso &#8211; mas essa parte é rapidamente eliminada pela solução verdadeira, nem dá tempo de se confundir.</p>
<p>Enquanto isso o filho da Lady Ermentrude já decidiu que a assassina foi a coitada da Thomasine. A forma genial dele resolver isso é simplesmente invadir a igreja pra pegar a garota. Felizmente as freiras cantam e Thomasine é iluminada pelo sol, o que faz com que os guardas decidam não colaborar. Não sei se um nobre qualificado seria capaz de invadir um convento na raça, mas também não entendo muito bem do fim da Idade Média. Talvez seja isso que a autora queira demonstrar, que o povo já tava cansado da religião? De qualquer forma, não me convenceu.</p>
<h4>Conclusão</h4>
<p>O primeiro livro do irmão Cadfael tem personagens incríveis, uma trama perfeita, um mistério resolvido de forma absolutamente magistral, elementos religiosos que parecem bastante plausíveis, e um protagonista extremamente bem desenhado. No entanto, esse primeiro livro da Irmã Frevisse é uma leitura agradável mas com personagens rasos e uma resolução insatisfatória. Tem grandes chances de eu ir atrás dos outros da série; de repente ela melhora aos poucos.</p>
<p><strong>The Novice&#8217;s Tale (1992) de Margaret Frazer | Sister Frevisse #1</strong></p>
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		<title>Mrs. Covington&#8217;s &#124; K.R.R. Lockhaven</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:06:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[KRR Lockhaven]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mrs. Covington&#8217;s é o nome de um pub velho e cansado que é comprado por Jacob, &#8230; <a title="Mrs. Covington&#8217;s &#124; K.R.R. Lockhaven" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/mrs-covingtons-k-r-r-lockhaven/"><span class="screen-reader-text">Mrs. Covington&#8217;s &#124; K.R.R. Lockhaven</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mrs. Covington&#8217;s é o nome de um pub velho e cansado que é comprado por Jacob, um jovem que quer tentar um novo modelo de negócios. Jacob tem vinte e poucos anos e é filho de um homem rico. Ele não concorda com o jeito mercenário do pai, e quer ter a chance de mostrar por pai que é possível viver a vida sendo amável e gentil, em vez de um malvado que só quer saber de lucro.</p>
<p>Jacob chega numa nova ilha, usando um nome novo, pra ver se consegue dar conta de ser adulto. Ele entra no Mrs. Covington&#8217;s e impulsivamente decide comprar o lugar. O dono entrega o pub junto com um papel antigo com uma caça ao tesouro.</p>
<p>Tem esse gênero novo que o povo tem chamado de &#8220;cozy fantasy&#8221;, que é pra ser uma história num mundo de fantasia com uma ideia de &#8220;aconchegante&#8221;. Teoricamente um livro &#8220;cozy&#8221; é pra ser &#8220;low-stakes&#8221; (algo que não é muito perigoso e que não demanda grandes aventuras para resolver), com temas como família escolhida, conflitos pequenos, cenários reconfortantes, e cenas de conversas agradáveis em vez de guerras épicas. Tudo isso em um ambiente de fantasia tradicional com dragões, elfos, orcs, magos, etc.</p>
<p>Mrs. Covington&#8217;s é um exemplar bem claro do que se espera de uma cozy fantasy. Jacob precisa dar um jeito de fazer o pub dar dinheiro. A capivara mascote do lugar está infeliz então eles decidem roubar um namorado pra ela. A caça ao tesouro inclui uma poesia que eles precisam trabalhar juntos para decifrar. A garçonete está de namorico com o entregador e Jacob quer muito que eles fiquem juntos. O maior proprietário da ilha também quer o tesouro, será que eles vão conseguir achar o local sem que o malvadão e seus capangas descubram?</p>
<p>Algumas coisas me incomodaram no livro. Jacob é um mala, com o maior coração do mundo, autoestima inexistente, uma ingenuidade irritante e incapaz de fazer decisões úteis. A única coisa de inteligente que ele faz é colocar os dois funcionários como sócios pros dois poderem resolver o pub. E, vários momentos o livro pára tudo o que está fazendo pra mostrar uns monólogos internos do Jacob que são desinteressantes e inúteis.</p>
<p>Outra coisa sem graça é a fantasia em si. O mundo tem magia, mas Jacob não sabe usar. A garçonete sabe, mas muito pouco porque ela é iniciante. A garçonete e mais alguns personagens são <em>ciguapas</em>, inspirados nos seres do folclore da República Dominicana. No livro, eles tem pele azul e usam tatuagens que dão poderes mágicos básicos de ilusão. Aí tem os orcs, que no livro são muito grandes e fortes. E <em>faunos</em>, que são metade de cima humano, metade de baixo bode, e no livro não parecem ter nada de mágico. Fora a mistureba, que me incomoda por questões pessoais, é tudo meio sem graça. Os conflitos são todos muito realistas (a <em>fauna</em> não tem dinheiro pra pagar o senhorio e pode perder o restaurante dela, Jacob não sabe se vai conseguir fazer o pub dar lucro, o dono da ilha quer expulsar todo mundo que não concorda com ele), e são resolvidos de forma simplista.</p>
<p>A última coisa que vou reclamar é a inserção de coisas modernas em um mundo claramente fantasioso de época &#8220;piratas do Caribe&#8221;. A tecnologia parece do século XVIII, certo? Incluindo lutas de espadas, navios singrando os mares, sociedades insulares. Daí parte do livro é Jacob e seus amigos inventando coisas &#8220;revolucionárias&#8221; que são da nossa realidade. Um pão assado feito de farinha com queijo ralado em cima colocado no forno pra derreter e cortado em pedaços na hora de servir? Revolucionário! Vamos chamar de &#8220;nacia&#8221; porque é o nome da cozinheira. Os frequentadores do bar escrevem o nome da música num papelzinho falando qual música querem cantar e a banda toca enquanto um cliente canta? Que incrível, como ninguém pensou nisso antes? Vamos chamar de &#8220;noite do VOCÊ CANTA&#8221; Eu entendo a ideia do livro, eu só achei sem graça mesmo.</p>
<p>A caça ao tesouro é divertida, e as capivaras são fofas. Mas junta o protagonista insosso, a resolução simplista, a falta de magia, e a vida real se intrometendo, ficou um livro que não foi pra mim.</p>
<p><strong>Mrs. Covington&#8217;s (2023) de K.R.R. Lockhaven</strong></p>
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		<title>O Segredo do Licorne &#124; Hergé</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 13:57:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hergé]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tintim está passeando numa feirinha de rua quando vê uma miniatura de navio. Pensando no seu &#8230; <a title="O Segredo do Licorne &#124; Hergé" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/o-segredo-do-licorne-herge/"><span class="screen-reader-text">O Segredo do Licorne &#124; Hergé</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tintim está passeando numa feirinha de rua quando vê uma miniatura de navio. Pensando no seu amigo Capitão Haddock, ele decide comprar o barco para presenteá-lo. Dois outros homens chegam e tentam agressivamente comprar o barco, primeiro do vendedor original, depois do próprio Tintim, com lances cada vez mais altos. Tintim se recusa e leva o barco pra casa, ligando para o Capitão Haddock logo após.</p>
<p>Claro que o cachorrinho Milu prontamente derruba o barco no chão e quebra o mastro principal, mas Tintim consegue consertar. Quando o Capitão Haddock chega, fica maravilhado com a miniatura. É uma réplica exata do <em>Licorne</em>, barco do seu ancestral Cavaleiro de Hadoque, que navegou os mares no século XVII.</p>
<p>Enquanto o Capitão Haddock procura mais informações sobre o Cavaleiro de Hadoque, Tintim tem seu barco roubado e sua casa revistada. Os ladrões não levaram nada além do barco, e Tintim logo descobre o que eles estavam procurando: um pequeno papel enrolado, que estava dentro do mastro da miniatura.</p>
<p>No papel, há uma mensagem antiga e vários números.</p>
<blockquote><p>Três irmãos unidos, três Licornes navegando juntos ao sol do meio-dia falarão. Pois é da luz que há de vir a luz. E resplandecerá.</p></blockquote>
<p>Quando vai contar ao capitão o que descobriu, encontra-o num momento de lembranças, pois ele encontrou um antigo diário do Cavaleiro de Hadoque. Essa é a minha parte favorita da história, com o capitão Haddock contando a história da última viagem do navio Licorne, atacado pelos piradas de Rackham, o Terrível. A alternância entre o passado e o presente é maravilhosa.</p>
<p>O Segredo do Licorne é um dos melhores álbuns do Tintim, com a exata união entre aventura, investigação e humor que são característicos da história. Além disso, é claro que piratas no Caribe sempre foram fascinantes pra mim. Quem não ama um belo mapa do tesouro?</p>
<p><strong>Le Secret de la Licorne (1943) de Hergé | As Aventuras de Tintim #11</strong></p>
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		<title>Assassins Anonymous &#124; Rob Hart</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 12:02:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rob Hart]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mark era o maior assassino da face da terra. Ele viajou o mundo matando pessoas a &#8230; <a title="Assassins Anonymous &#124; Rob Hart" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/assassins-anonymous-rob-hart/"><span class="screen-reader-text">Assassins Anonymous &#124; Rob Hart</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mark era o maior assassino da face da terra. Ele viajou o mundo matando pessoas a mando da <em>Agência</em>, mas também fazia uns trabalhos extras que achava online. No início do livro, ele está na sua reunião semanal dos AA &#8211; Assassinos Anônimos, onde pessoas falam &#8220;<em>oi meu nome é fulano eu sou um assassino e não mato ninguém faz dois anos</em>&#8220;. Mark está animado por estar quase completando um ano &#8220;sóbrio&#8221;, mas ao mesmo tempo temeroso em iniciar seu nono passo do processo. O oitavo passo foi fazer uma lista de todas as pessoas que ele matou. E o nono passo é se redimir para cada uma das pessoas que machucou.</p>
<p>E aí um russo mal-encarado ataca Mark, que está em desvantagem por não poder matar seu oponente. O russo enfia uma faca em Mark, rouba seu caderninho de vítimas, e vai embora. Mark consegue se arrastar até Astrid, uma enfermeira que costumava ajudá-lo nos velhos tempos. Astrid dá os pontos na barriga de Mark. Mark vai pra casa pegar o dinheiro para pagar Astrid, e seu apartamento está pegando fogo.</p>
<p>Felizmente seu gato P Kitty conseguiu fugir para a casa da vizinha. Mark pega o gato e vai ver se Astrid está bem. Mark decide reativar alguns contatos pra descobrir porque estão atrás dele, Astrid se recusa a ficar pra trás, e os dois saem por aí com o gato.</p>
<p>Ao longo da narrativa em primeira pessoa, o livro vai e volta no tempo, mostrando um pouco da vida passada de Mark. Isso dá uma chance pra gente ver como ele era antes do AA: uma mistura de John Wick com Jason Statham. Mas aí o livro começa a discutir coisas mais sérias. Assassinos contratados são psicopatas ou estão apenas fazendo seu trabalho? Eles matam por dever ou por prazer? É possível um arrependimento tão completo que um assassino é capaz de redimir totalmente? O número de pessoas salvas quando Mark mata um chefão das drogas é válido mesmo ou são só vidas hipotéticas que ele usa de desculpa pra dormir melhor à noite?</p>
<p>A narrativa tem momentos bons, como Mark e Astrid discutindo cinema; o relacionamento de Mark com seu mentor Kenji, um antigo matador da Yakuza que se mudou para os EUA quando decidiu entrar pro AA; e as cenas de ação. No entanto, o momento de virada de Mark de matador para arrependido foi um pouco difícil pra mim. Por mais que tenha sido uma surpresa, e por mais que de fato Mark tenha dito várias vezes que ele era um cara terrível, a cena em si tem vários problemas. Claro que tinha que ser horrível, porque era o motivo justamente pra virada do personagem. Mas fiquei com um gosto amargo na boca. Não me convenceu, achei pesado demais, e achei que Mark se safou sem ter o que merecia. Provavelmente era essa a intenção do autor. Só que além disso Mark é desleixado, não checa as coisas, age de forma impensada. Não está de acordo com o que ele era até ali, e aí parece que aconteceu só porque o livro quis.</p>
<p>E aí chegamos na revelação final, que foi completamente anti-climática. O vilão não faz sentido nenhum. Eu não entendi até agora o que Astrid estava fazendo ali. Kenji tem um final idiota.</p>
<p>Assassins Anonymous é ágil e Mark é um bom protagonista, no fim das contas. Mas a revelação do passado terrível ficou fora de tom, as discussões filosóficas pesaram o clima, e o vilão é ridículo. Não foi perda de tempo, porém esperava mais da premissa.</p>
<p><strong>Assassins Anonymous (2024) de Rob Hart | Assassins Anonymous #1</strong></p>
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		<title>Beth&#8217;s Acceptance &#124; Tracy Cooper-Posey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 23:21:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tracey Cooper-Posey]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[sobrenatural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ela é linda mas é pobre, trabalha de garçonete e mal consegue pagar as contas. Tem &#8230; <a title="Beth&#8217;s Acceptance &#124; Tracy Cooper-Posey" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/beths-acceptance-tracy-cooper-posey/"><span class="screen-reader-text">Beth&#8217;s Acceptance &#124; Tracy Cooper-Posey</span>Read more</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ela é linda mas é pobre, trabalha de garçonete e mal consegue pagar as contas. Tem um cliente bonitão que tá muito na dela e o nome dele é <em>Zachariah</em>. Já perdi tudo aqui né. Que nome imbecil. O cara me surgiu da onde, do velho testamento? Tem também o Luke que é um outro gostosão que fica atrás dela na biblioteca (ela tem dois empregos porque é pobre).</p>
<p>Beth descobre que ela é a escolhida rainha paranormal líder que vai unificar todos os povos. Zach e Luke são um vampiro e um <em>elfo </em>(é tecnicamente um <em>fae</em> porque é o mesmo tipo de shadow daddy de ACOTAR mas ela chama de elfo, eu achei ótimo). E a forma dela <em>unificar</em> vocês já sabem qual é, né. Beth não parece gastar tempo duvidando da existência de vampirão e elfo querendo comer ela, e no máximo fica com dúvidas normais de uma moça de 32 anos que se comporta como se tivesse vinte (&#8220;será que vou dar conta de ser rainha do universo&#8221;). Os dois bonitões logo falam que ela já está sim se comportando como rainha.</p>
<p>O livro é curtíssimo, cerca de 100 páginas, e até que dá conta de inventar uma ambientação válida no pouquinho que sobra depois de descrever todas as cenas de sexo. Eu achei engraçadíssimo, só erótica sobrenatural pra passar o tempo. Pontos extras por ter um menage de mulher com dois homens.</p>
<p>E olha essa capa! <em>&#8220;Vampire menage urban fantasy romance&#8221; </em>AHAHAHAHAHAHAHA</p>
<p><strong>Beth&#8217;s Acceptance (2009) de Tracy Cooper-Posey | Destiny&#8217;s Trinities #1</strong></p>
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		<title>Game Changer &#124; Rachel Reid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 13:31:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rachel Reid]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Scott Hunter é um jogador americano de hockey que está numa fase ruim. Kip Grady é &#8230; <a title="Game Changer &#124; Rachel Reid" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/game-changer-rachel-reid/"><span class="screen-reader-text">Game Changer &#124; Rachel Reid</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Scott Hunter é um jogador americano de hockey que está numa fase ruim. Kip Grady é um barista num hiato estudantil, já que não consegue pagar a dívida da graduação nem juntar dinheiro pra uma pós, e fica vendo a vida passar enquanto serve café numa lojinha de rua.</p>
<p>Um dia, Scott Hunter entra na cafeteria e pede um smoothie, e Kip acha ele um gato, e os dois começam um flerte que vira romance com bastante meteção. O problema é que Scott está inteiramente no armário devido homofobia no mundo do esporte, e Kip vira basicamente um bonitão troféu que fica em casa esperando o macho chegar. Enquanto isso, a estrela de Scott está em ascensão e ele começa uma fase ótima nos jogos.</p>
<p>Kip finalmente se cansa dessa vida difícil de ser sustentado por um astro do hockey e fala que não quer mais ser um segredo. E Scott decide que o amor que ele sente por Kip é mais importante do que sua reputação no hockey. Quando ele ganha a taça Stanley (prêmio da principal liga de hockey do mundo), Scott chama Kip no gelo e beija o namorado na frente de todo mundo. Depois Scott faz um discurso de vencedor falando que dedica o prêmio ao amor da vida dele que é o Kip.</p>
<p>Veja, não é que eu queria <em>mais </em>homofobia no livro, porque homofobia é sempre ruim. Mas é que toda a trama gira em torno de Scott estar no armário por ter medo das consequências de sair. E as consequências que o livro mostra são: zero. Todos os amigos do Scott aceitam numa boa, o coach faz um discurso sobre como é importante a representação, o Scott nem tem família pra se importar; o máximo que acontece é o agente do Scott falar &#8220;não sai não, vai ser ruim com os patrocinadores&#8221; e o Scott ignora ele e pronto. Eu acho isso ótimo e fofo, mas tira um pouco do drama. Se era tão fácil assim, então todo o medo do Scott era injustificado, e ele fica parecendo só um mimado paranoico e o Kip tava certo de dar o chilique dele.</p>
<p>Esse livro me fez pensar nos papéis de gêneros em histórias de romance. Por que será que tantas mulheres ficaram obcecadas por esse livro? Se por um lado o casal tem papéis bem definidos que podem ser comparados a Scott sendo o homem hétero e Kip sendo a mulher hétero (Scott ganha o dinheiro, Kip fica em casa; Scott &#8216;não pode assumir&#8217; o romance, Kip se sente &#8216;invisível&#8217;; Kip &#8216;não quer se aproveitar&#8217; do dinheiro do Scott), por outro lado o sexo é rápido, fácil e sem julgamentos. Não existe choramingo da mulher não querendo dar porque vai ser taxada de fácil; não existe pudor em transar no primeiro encontro; não existe nada de possessividade, nem ciúme de ex, nem preocupação com virgindades. <em>Muito</em> diferente dos romances modernos héteros.</p>
<p>A trama de romance segue todos os pontos clichês de um romance hétero: homem bonitão e rico se interessa por um &#8220;qualquer&#8221; que &#8220;não sabe que é bonito&#8221;. Os dois começam um relacionamento porém há um conflito. Eles brigam do meio pro final, o rico bonitão pede desculpas com um gesto ultra-romântico, e o casal volta a ficar junto dessa vez pra sempre. Não vi diferença entre um livro de hétero e um livro de gay, talvez porque justamente a autora e o público alvo feminino queira a mesma coisa só que com&#8230; sexo sem culpa?</p>
<p>Dito isso, foi um entretenimento válido e vou atrás do próximo volume.</p>
<p>Eu preciso só comentar que eu acho muito estranho essas capas infantilizadas com carinha de adolescente num livro que é um pornozão gay.</p>
<p><strong>Game Changer (2018) de Rachel Reid | Game Changers #1</strong></p>
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