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	<title>A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>A Devoradora de Livros</title>
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		<title>A Question of Death &#124; Contos &#124; Kerry Greenwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 12:11:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kerry Greenwood]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma série de contos ilustrados permeados de receitas de época, esse livro é uma gracinha. Phryne está sempre em sua melhor forma, e o fato de que a autora não precisa gastar tempo definindo quem ela é deixa espaço para os contos serem simples e rápidos. On Phryne Fisher &#8211; Um ensaio sobre como a autora [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma série de contos ilustrados permeados de receitas de época, esse livro é uma gracinha. Phryne está sempre em sua melhor forma, e o fato de que a autora não precisa gastar tempo definindo quem ela é deixa espaço para os contos serem simples e rápidos.</p>
<p><em>On Phryne Fisher</em> &#8211; Um ensaio sobre como a autora chegou até a personagem. É interessante ver o processo de criação que construiu de forma cuidadosa toda uma personalidade única que é Phryne.</p>
<p><em>Hotel Splendide</em> &#8211; Uma moça pede que Phryne encontre seu marido desaparecido. Apesar das suspeitas de que ele só largou dela, a moça jura que ele entrou em um quarto do hotel, enquanto o recepcionista alega que o quarto não existe.</p>
<p><em>The Voice is Jacob&#8217;s Voice</em> &#8211; Gêmeos que morrem juntos envenenados, durante uma festa na casa da Phryne. Suicídio em parzinho geralmente não é planejado pra acontecer em público, então ela precisa descobrir o que rolou.</p>
<p><em>Marrying the Bookie&#8217;s Daughter</em> &#8211; Um casamento da alta sociedade, roubo de joias, e uma participação especial de Lindsey (que eu achei muito irregular). A solução é interessante mas a parte pessoal não me convenceu.</p>
<p><em>The Vanishing of Jock McHale&#8217;s Hat</em> &#8211; O chapéu da sorte do treinador do time foi roubado. Claramente a autora já se deparou com a bruxaria dos esportistas; esse conto é bem divertido.</p>
<p><em>Puttin&#8217; On the Ritz</em> &#8211; Phryne está jantando e decide recuperar a herança do jovem que está com ela.</p>
<p><em>The Body in the Library</em> &#8211; Uma homenagem em nome para Agatha Christie, com Phryne e Robinson investigando uma loira encontrada morta na biblioteca de um político.</p>
<p><em>The Miracle of St Mungo</em> &#8211; Uma moça de passado controverso precisa de ajuda para recuperar evidência das suas indiscrições. Como Phryne não tem nenhum restrição a ter sua reputação levemente manchada, ela vai jogar cartas apostando pelas provas.</p>
<p><em>Overheard On a Balcony</em> &#8211; Um chantagista péssimo é assassinado, Phryne está mais preocupada em salvar reputações do que em achar o assassino. Claramente uma prévia de Urn Burial.</p>
<p><em>The Hours of Juana the Mad</em> &#8211; Alguém roubou um livro histórico na universidade. Outro protótipo de livro, dessa vez o Death Before Wicket.</p>
<p><em>Death Shall Be Dead</em> &#8211; Uma gangue de ladrões mata um velho nojento. O Inspetor Robinson participa bem da história, e o conto é divertido.</p>
<p><em>Carnival</em> &#8211; Outra prévia, dessa vez para <em>Blood and Circuses. </em>Não achei tanta graça, e se esse foi o momento em que Phryne ficou conhecendo os carnies antes do livro, esperava mais.</p>
<p><em>The Camberwell Wonder</em> &#8211; O filho &#8220;bobo da aldeia&#8221; da funcionária confessa ter matado seu chefe, mas ninguém encontra o corpo. Phryne não bota fé que o garoto seja o criminoso.</p>
<p><em>Come, Sable Night</em> &#8211; Phryne está participando de um coral e um dos cantores cai morto. Apesar do crime ser completamente diferente, o ambiente remete a outro livro, Murder and Mendelssohn.</p>
<p><strong>A Question of Death &#8211; An Illustrated Phryne Fisher Treasury (2007) de Kerry Greenwood. </strong><strong>Publicado entre Murder in the Dark (2006) e Murder on a Midsummer Night (2008).</strong></p>
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		<title>Destino Inferno &#124; Lee Child</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lee Child]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jack Reacher está ajudando uma jovem a sair de uma lavanderia. Ela está com a perna machucada e ele galantemente abre a porta pra ela e pega a sacolona de roupa limpa enquanto ela passa com as muletas. E aí três homens armados capturam os dois, jogam os dois dentro de um carro, transferem os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Jack Reacher está ajudando uma jovem a sair de uma lavanderia. Ela está com a perna machucada e ele galantemente abre a porta pra ela e pega a sacolona de roupa limpa enquanto ela passa com as muletas.</p>
<p>E aí três homens armados capturam os dois, jogam os dois dentro de um carro, transferem os dois pra uma van e saem dirgindo. Pegos de surpresa, Reacher e a moça, que se chama Holly Johnson, fazem o possível para descobrir o que está acontecendo e pra onde estão sendo levados. Reacher logo descobre que Holly é uma agente do FBI, mas o leitor também percebe que ela não é o que parece.</p>
<p>Aos poucos, quando a notícia do sequestro de Holly chega no alto escalão, fica claro que Holly era o alvo dos bandidos desde o início, e Reacher, que apareceu na câmera de segurança da lavanderia, é considerado um do criminosos. Então ao mesmo tempo em que seguimos Holly e Reacher na viagem através do país dentro da van, também vemos a investigação oficial se embananando com pistas falsas.</p>
<p>Quando finalmente Holly e Reacher chegam ao destino final, eles encontram uma comunidade religiosa separatista que quer usar Holly como refém para conseguir criar uma nova nação. Afinal, ela pode até ser filha de um figurão do FBI, mas foi alvo do sequestro por ser na realidade afilhada do próprio presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>No começo da história, Reacher pode escapar a hora que quiser, mas não com Holly, por ela estar incapacitada com a perna ruim. Então ele decide ficar com ela até descobriro o que os sequestradores querem. Depois que ele salva ela de ser estuprada por um dos sequestradores, ela decide que também não vai embora sem ele.</p>
<p>O livro é bem ágil e cheio de tensão. Os personagens são bons. O suspense é muito competente.</p>
<p>Mas o livro também é muito desanimador. Escrito no final da década de 90, já tem indícios da decadência dos Estados Unidos como nação. O presidente não pode amassar a milícia racista, machista, cultista, assassina porque &#8220;todos têm direito a pegar em armas para defender a própria liberdade&#8221;. O governo não pode agir abertamente contra os criminosos porque perderia apoio da população. As ideias do líder da milícia são colocadas no livro como sendo totalmente insanas, erradas, e maléficas, e o fato do governo estar de mãos atadas é uma &#8220;brecha&#8221; que o vilão achou e claramente uma desvantagem. O discurso dele de que os Estados Unidos estão sendo &#8220;invadidos por imigrantes&#8221; é rechaçado pelo Reacher e por outros personagens, que mostram que o cara só é um ressentido porque o pai perdeu o negócio da família que foi comprado por hispânicos.</p>
<p>Meu ponto é que mesmo com o governo sendo molenga por causa daquele inferno de segunda emenda, os personagens reconhecem que é um problema a ser resolvido. E hoje&#8230; bom, hoje a gente tá no fim da civilização e os Estados Unidos estão sendo governados por gente parecida com os vilões do livro.</p>
<p>Distopia é pouco.</p>
<p>Afora esse momento depressivo, o livro é bom.</p>
<p><strong>Die Trying (1998) de Lee Child. Série Jack Reacher Livro 2</strong></p>
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		<title>Adaptação &#124; Orgulho e Preconceito (2005)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptação mais famosa do imortal livro de Jane Austen, esse filme de 2005 é adorado por toda uma legião de fãs e hoje é considerado um clássico. Ele foi para muita gente a porta de entrada para o universo da autora e da literatura clássica. A família Bennet tem cinco filhas e não muito dinheiro, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptação mais famosa do imortal <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/orgulho-e-preconceito-jane-austen/">livro de Jane Austen</a>, esse filme de 2005 é adorado por toda uma legião de fãs e hoje é considerado um clássico. Ele foi para muita gente a porta de entrada para o universo da autora e da literatura clássica.</p>
<p>A família Bennet tem cinco filhas e não muito dinheiro, então quando um solteiro bonitão e rico se muda para ali perto, todas ficam em polvorosa: vai que o Sr. Bingley escolhe uma delas pra se casar? A trama conhecida de todos segue as batidas do livro: chegada de Bingley, Jane vai visitar e fica doente, Elizabeth vai dar apoio pra ela, ninguém gosta do Darcy, Caroline é uma esnobe, os Bingleys vão embora, Jane vai pra Londres mas é esnobada por Caroline, Wickam, os Gardiners, <em>the elopement</em>, Lydia entregando Darcy, a visita de Lady Catherine, a declaração final.</p>
<p>O elenco é talentosíssimo, o figurino é impecável, a trilha sonora é lindíssima, o resultado final é um dos filmes mais icônicos da geração. Mas é um filme de pouco mais de duas horas de duração é incapaz de mostrar algumas nuances da história, por melhor que seja o roteiro.</p>
<p>Acho que quem mais sofre é o relacionamento entre Wickham e Elizabeth. Alguma parte da história eles tinham que cortar pro roteiro ficar enxuto, e Miss King é deixada de lado, com toda a reflexão que isso trouxe a Lizzie. O casal Hurst também deixa de existir, e mais um exemplo de casamento entre duas pessoas incompatíveis fica de fora. Falando em pessoas incompatíveis, não gostei da modernização da Charlotte, que ficou mais simplória e impressionável e menos capaz de ser uma companheira da Lizzie.</p>
<p>Novamente elogiando o elenco, é uma das poucas adaptações em que as atrizes tem as idades certas, e é sempre refrescante ver Jane finalmente mais bonita que Lizzie. Keira Knightley é uma Elizabeth icônica. Rosamund Pike está impecável na sua atuação de beleza tradicional, delicadeza, bom humor e incapacidade de demonstrar sentimentos.</p>
<p>O filme também tem ótimos momentos que o roteiro e a atuação proporcionam: quando Lydia está correndo pela casa feliz que vai pra Brighton, Jane fala pra Elizabeth &#8220;with the <em>Forsters</em>&#8221; e a expressão dela deixa bem claro o tipo de pessoa que eles são mesmo sem que a gente veja nada deles. A exuberância distraída que Brenda Blethyn deu à Sra Bennet e a indiferença amável do Sr. Bennet de Donald Sutherland explicam perfeitamente a personalidade das cinco filhas. Tom Hollander é um Sr. Collins ideal.</p>
<p>O filme fez um trabalho excelente de trazer a história para o público moderno, mas recentes resenhas de jovens sobre o filme mostram que o que ficou foi muito mais a &#8220;aura&#8221; do que o comentário social. É um belo filme de romance, e um exemplo do que as mocinhas gostariam de ter em um relacionamento, mas toda o sarcasmo da autora em relação à sua época se perdeu. Orgulho e Preconceito não é <em>só</em> um livro de romance; é um tratado irônico e sagaz sobre toda uma classe social. Não é um &#8220;romance de época&#8221;, mas uma história contemporânea à autora que ela quebrou paradigmas ao publicar.</p>
<p>O filme é ótimo, mas só toca na superfície do que o livro representa.</p>
<p><strong>Pride and Prejudice (2005) de Joe Wright; roteiro de Deborah Moggach com Emma Thompson; com Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Brenda Blethyn, Donald Sutherland, Rosamund Pike, Jena Malone, Carey Mulligan, Tallulah Riley, Tom Hollander</strong></p>
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		<title>Filme &#124; Quem Viu Quem Matou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 02:24:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao viajar de trem, Miss Marple, uma senhorinha viciada em livros de detetive, vê um assassinato sendo cometido no trem paralelo. As autoridades, claro, acham que ela imaginou tudo. Irritadíssima com essa falta de confiança nos idosos, Miss Marple convence seu amigo bibliotecário Mr. Stringer a ajudá-la e decide descobrir sozinha quem foi o autor do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao viajar de trem, Miss Marple, uma senhorinha viciada em livros de detetive, vê um assassinato sendo cometido no trem paralelo. As autoridades, claro, acham que ela imaginou tudo. Irritadíssima com essa falta de confiança nos idosos, Miss Marple convence seu amigo bibliotecário Mr. Stringer a ajudá-la e decide descobrir sozinha quem foi o autor do crime.</p>
<p>Baseado no excelente <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/a-testemunha-ocular-do-crime-agatha-christie/">A Testemunha Ocular do Crime</a>, o filme começa já com uma alteração na premissa que achei bem interessante. No livro, Miss Marple está ciente de que é idosa e não dá conta de investigar sozinha. Então ela contrata a jovem Lucy para ajudá-la, o que dá espaço para até um certo romance entre Lucy e os suspeitos. No entanto, no filme, a própria Miss Marple vai se enfiar na cena.</p>
<p>Para isso, ela se candidata ao posto de empregada na mansão próxima à linha do trem onde Miss Marple acredita que o corpo foi jogado. A mansão Ackenthorpe parece ser o foco de todo o mistério. O velho ranzinza Mr. Ackenthorpe vive atormentando sua bela filha Emma, enquanto os outros irmãos tentam ficar o mais longe possível do pai chato e esperam com ansiedade ele morrer pra ficar com o dinheiro.</p>
<p>Coincidentemente, no entanto, todos os irmãos estavam na mansão na época do crime. O que Miss Marple precisa fazer, além de lavar, passar, limpar e cozinhar, é descobrir onde foi parar o corpo e quem é o assassino.</p>
<p>Margaret Rutherford está ótima como uma Miss Marple atrapalhada e mandona, o filme é ágil e engraçado, e é uma boa adaptação do livro. Alguns destaques divertidos: o ator que faz o Mr. Stringer foi marido da Margaret Rutherford na vida real; e Joan Hickson, a Miss Marple da série dos anos 80, faz uma ponta como a cozinheira Mrs. Kidder.</p>
<p><strong>Murder She Said (1961) de George Pollock; com Margaret Rutherford, Charles Tingwell, Muriel Pavlow, James Robertson Justice</strong></p>
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		<title>Death by Water &#124; Kerry Greenwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 13:44:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kerry Greenwood]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Miss Fisher está cansada da vida caseira e decide tirar férias. Ela aceita o pedido de uma administradora de navios de cruzeiro de investigar roubos extraordinários que andam acontecendo a bordo do SS Hinemoa. Ela pega sua funcionária e assistente Dot, arranja umas joias falsas bastante críveis, e vai viajar pra Nova Zelândia. Como sempre, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Miss Fisher está cansada da vida caseira e decide tirar férias. Ela aceita o pedido de uma administradora de navios de cruzeiro de investigar roubos extraordinários que andam acontecendo a bordo do <em>SS Hinemoa</em>. Ela pega sua funcionária e assistente Dot, arranja umas joias falsas bastante críveis, e vai viajar pra Nova Zelândia.</p>
<p>Como sempre, a autora nos presenteia com uma pesquisa histórica considerável. Ficamos conhecendo tudo sobre o barco, e também diversos personagens de primeira classe. O livro se passa em 1928, e obviamente a memória de todos no barco é do Titanic, que afundou em 1912. Enquanto Dot faz amizade com membros da tripulação, muitos deles maori, Phryne interage com o pessoal rico.</p>
<p>Ela anda por aí usando suas joias e fala bastante disso, tentando trazer o assunto dos roubos. A maioria dos passageiros de primeira classe estava em quase todas as viagens em que os roubos aconteceram, e quase todas as vítimas estavam na mesma suíte, onde Phrye está. Alguém tenta roubar Phryne várias vezes sem sucesso. O grupo visita uma aldeia maori na Nova Zelândia. Um casal briga no barco. E no dia da festa à fantasia, um assassinato é cometido.</p>
<p>Ainda sem saber como as joias foram roubadas ou quem está por trás dos roubos, Phryne começa a investigar o assassinato. Um gato, a banda, e o próprio Titanic, são os elementos que a ajudam a resolver o caso.</p>
<p>Eu gostei do livro porque cruzeiros são legais, adoro os maoris e Phryne me diverte. Mas a trama policial é ruim de doer. A resolução dos roubos é esdrúxula e a ligação com o Titanic é só pouco crível. É uma pena que um livro tão agradável tenha terminado de forma tão xoxa.</p>
<p><strong>Phryne Fisher Livro 15</strong></p>
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		<title>Série &#124; The Other Bennet Sister</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 13:31:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, ficamos sabendo não só da história da protagonista Elizabeth Bennet, como também de duas de suas irmãs, Jane e Lydia. No fim do livro, a narrativa comenta que Kitty passou a interagir muito mais com Jane e Elizabeth e isso &#8220;melhorou muito&#8221; a personalidade dela. Quanto a Mary, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, ficamos sabendo não só da história da protagonista Elizabeth Bennet, como também de duas de suas irmãs, Jane e Lydia. No fim do livro, a narrativa comenta que Kitty passou a interagir muito mais com Jane e Elizabeth e isso &#8220;melhorou muito&#8221; a personalidade dela. Quanto a Mary, ela foi a única que &#8220;permaneceu em casa&#8221; especialmente devido à &#8220;inabilidade da Sra. Bennet de ficar sozinha&#8221; mas que, como sua beleza não era constantemente comparada desfavoravelmente com as das irmãs, o Sr. Bennet imaginava que ela estava até que contente.</p>
<p>The Other Bennet Sister, baseada em um livro que ainda não li, começa imaginando como seria a vida de Mary &#8220;permanecendo em casa&#8221; enquanto todas as irmãs foram embora casar.</p>
<p>A história começa perto do início do livro, e os primeiros capítulos passam pelos eventos já conhecidos de todos: a chegada do Sr. Bingley, Caroline sendo nojenta, Mary passando vergonha no baile em Netherfield, Mary sendo &#8220;a mais feia&#8221; das irmãs, a Sra. Bennet sendo insuportável. Enquanto <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/adaptacao-orgulho-e-preconceito/">as duas adaptações mais famosas</a> de Orgulho e Preconceito colocam a Sra. Bennet como uma tola nervosa e obcecada, aqui a série a transforma numa narcisista bem mais maléfica. Da mesma forma, o Sr. Bennet, de gentil indulgente, passou a ser um apático impaciente. Kitty e Lydia se parecem com o livro, Jane e Elizabeth são auto-centradas e mal percebem a existência de Mary.</p>
<p>Até aí, direito da série de reimaginar as coisas. O que estava me incomodando era outro aspecto. Crescer &#8220;a mais feia&#8221; entre cinco é algo extremamente familiar pra mim, então me aproximei da série com esse interesse. Será que eu me identificaria com a história? E no primeiro episódio Mary tem um interesse romântico, que é logo destruído pela Sra. Bennet. No primeiro. Episódio. A &#8220;mais feia&#8221; tem um cara atrás dela. A partir dali já me deu um desânimo porque parte do problema de ser &#8220;a mais feia&#8221; é justamente querer fazer parte do mundo da atenção masculina e ser completamente ignorada. <em>Hoje</em> eu sei que essa necessidade de atenção é algo imposto socialmente, mas eu sou adulta. Quando a gente é jovem, a gente quer sim atenção do sexo oposto: é praticamente a base da nossa auto estima! Mary ser &#8220;a mais feia&#8221; era terrível pra ela justamente porque impedia que ela conseguisse a única &#8220;independência&#8221; possível para uma mulher da classe social dela naquela época, o casamento. Se no primeiro episódio ela já tem um mocinho querendo, cadê o conflito?</p>
<p>Aí a Mary da série decide que &#8220;não se  importa mais&#8221; com os homens e romance e casamento e começa a sua jornada de grande leitora. Passa a vergonha da vida em Netherfield. Não tem interesse no Sr. Collins mas aceitaria se casar com ele, mas a mãe proíbe. E antes que a proibição seja levantada, Charlotte já agarrou a oportunidade. As irmãs todas vão embora casadas e Mary sobra em casa. O Sr. Bennet morre, os Collins chegam no dia seguinte expulsando Mary e a Sra. Bennet, e começa uma nova parte da série.</p>
<p>Antes de continuar, queria elogiar muito a participação da Lucy Briers como Hill. Ela fez a Mary da série de 1995 e participa do melhor quesito dessa mini-série pra mim: as referências ótimas a outras adaptações de Austen. Indira Varma, a Sra. Gardiner, é a Caroline Bingley de Noiva e Preconceito. Richard E. Grant, o Sr. Bennet, é Sir Walter Elliot na tenebrosa adaptação de Persuasão (e única coisa boa do filme).</p>
<h2>A História Nova</h2>
<p>Nesse ponto da história finalmente nos livramos da linha do tempo de Orgulho e Preconceito e vemos pra onde Mary resolve ir. Felizmente ela vai para Londres passar um tempo com os Gardiners, que são os melhores personagens da série. Em Londres Mary imediatamente arranja um carinha, o Sr. Hayward, que está obviamente interessado nela mas depois ela descobre que ele está &#8220;semi-noivo&#8221; de uma outra moça. E aí <em>mais um cara </em>chega nela, o bonitão Sr. Ryder, pra ter um triângulo bem clichê.</p>
<p>Eu não tenho nada contra reimaginação de personagens conhecidos. Inclusive, um dos meus gêneros favoritos são as reimaginações de contos de fadas. Mary Bennet dos livros era moralista, afetada, olhava para tudo com superioridade, se aplicava nos estudos e na música para compensar o fato de &#8220;não ser bonita&#8221; mas não tinha vivência fora do círculo familiar para conseguir um discernimento melhor. Claro que a série deixa ela mais simpática, e muda totalmente a personalidade dela. Essas coisas não me incomodaram tanto; protagonistas simpáticas são importantes numa série de romance. O problema é a incongruência. A Mary da série se veste mal, não cuida da beleza, tem ansiedade social, é tímida. E a série prontamente recompensa tudo isso não com um mas com <em>dois </em>interesses românticos. Só não é verossímil, e fica óbvio que isso só acontece &#8220;porque o roteiro quis&#8221;.</p>
<p>A proposta do Sr. Ryder é completamente irreal e impossível de ter sido feita, a conversa em torno disso é incongruente, pensamentos modernos dentro de uma série que tenta ser histórica. Mary é justamente a irmã mais preocupada com o que é apropriado, e ela sequer considerar a proposta e ter aquela conversa dos anos de 2020 com Elizabeth foi outra coisa que quebrou o encanto da série pra mim.</p>
<p>No fim das contas o Sr. Hayward é um lerdo incapaz de se comunicar e o Sr. Ryder é um egoísta mimado. Nenhum deles melhora nada durante a história. Se tirarmos a maquiagem de época e só olharmos a trama, é tudo bem fraquinho. O figurino encanta mas as personalidades são modernas. E se tirarmos o pano de fundo de Orgulho e Preconceito, sobra uma menina que foi mal tratada pela mãe a vida toda e aprendeu a ter personalidade longe dela. A &#8220;falta de beleza&#8221; da Mary é muito menos importante que a falta de auto estima causada pela mãe terrível. Por um lado, eu entendo de onde a série vem, e nossas mães conseguem fazer um estrago considerável na nossa auto estima. Por outro lado, crescer &#8220;a mais feia&#8221; é muito afetado pela sociedade: são os amigos, os namoradinhos, as colegas de escola, que são o principal fator complicado, e a série só ignora isso.</p>
<p><strong>The Other Bennet Sister (2026) Roteiro &#8211; Sarah Quintrell, Maddie Dai; Direção &#8211; Jennifer Sheridan, Asim Abbasi</strong><br />
<strong>com Ella Bruccoleri, Ruth Jones, Indira Varma</strong></p>
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		<title>Ensaio &#124; Mas Harry Potter Nem Era Bom</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:11:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[J. K. Rowling]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O maior fenômeno literário da nossa época é um aglomerado de ideias reacionárias permeado por tramas furadas e precisamos superar isso. O discurso em volta dos livros do Harry Potter parece que nunca some. Primeiro a autora ficava voltando atrás pra contar pra gente coisas que eram verdade mesmo que não estivessem no texto, pra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>O maior fenômeno literário da nossa época é um aglomerado de ideias reacionárias permeado por tramas furadas e precisamos superar isso.</h2>
<p>O discurso em volta dos livros do Harry Potter parece que nunca some. Primeiro a autora ficava voltando atrás pra contar pra gente coisas que eram verdade mesmo que não estivessem no texto, pra continuar na mídia e se fazer de progressista. Depois ela decidiu fazer a cruzada contra mulheres trans e se fazer de vítima após a reação da internet. E claro, os estúdios não viram a hora de lucrar em cima dos livros, e os filmes de Hollywood se transformaram num espetáculo à parte. Agora estão produzindo uma série remake e a discussão em 2026 é que querem fazer Snape negro e Voldemort mulher. Na era da pós-verdade, só vou acreditar quando sair a série.</p>
<p>É impressionante como os livros e os filmes ficaram no imaginário coletivo dos millenials como sendo cristais intocados de boa literatura. A conversa é sempre &#8220;devemos separar o artista da arte&#8221;, &#8220;não vou consumir as obras porque não concordo com a autora mas ela nunca vai conseguir destruir minha memória afetiva&#8221;, &#8220;nunca vou perdoar ela por ter estragado meu fandom favorito&#8221;.</p>
<p>Será que não daria pra gente dar uma olhada nas obras com a nossa idade atual e perceber que não eram livros tão bons assim? A memória afetiva pode existir mas a gente também pode olhar pra trás criticamente. Os livros ajudaram toda uma geração a ler mais, se sentir melhor sobre si, fazer parte de um coletivo. Mas também são livros de trama simplificada, elementos fantasiosos mal colocados e moral duvidosa. Não era o livro que era bom, era a gente que era tonha. Já passou da hora da gente deixar a obra cair no esquecimento <em>não só</em> pra deixar de dar dinheiro pra ela <em>como também </em>porque nem é uma obra que mereça ser reapresentada para as novas gerações.</p>
<h2>A trama é mal feita</h2>
<p>Quando a gente é criança, não temos a habilidade de perceber furos nas histórias. Daí a gente cresce, conhece mais da vida, lê mais coisa, assiste filme bom. E assiste muito dos filmes do Harry Potter também. E compara as coisas. Eu era a criança mais chata do rolê e com sete anos reclamava que &#8220;o livro era melhor&#8221;, então é óbvio que fui assistir o primeiro filme com o pé atrás porque &#8220;o livro ia ser melhor&#8221; (e era mesmo). Mas isso aos poucos me fez ver que os problemas do filme eram muitos, mas vários vinham do próprio livro.</p>
<blockquote><p><em>Deus ex machina</em>: expressão em latim vinda do teatro grego que significa literalmente &#8220;deus surgiu da máquina&#8221;, utilizada para indicar uma solução inesperada/mirabolante (magicamente providenciada por uma divindade) para terminar uma obra ficcional.<br />
Com o tempo, o uso da expressão tornou-se amplo e passou a referir-se também não apenas ao surgimento de divindades, mas também de personagens, artefatos, ou eventos inesperados, artificiais ou improváveis, introduzidos repentinamente na trama com o mesmo objetivo: resolver uma situação intransponível ou simplificar o enredo.</p></blockquote>
<h3>A Pedra Filosofal</h3>
<p>O conto de fadas virando realidade: o garoto mal tratado que mora embaixo da escada descobre não só que na realidade faz parte de um mundo fantasioso incrível como também descobre que ele é nada mais nada menos que a pessoa mais especial desse mundo. Ele é o mais rico, o mais famoso, herdeiro de uma fortuna imensa e de pais sem defeitos. Ele não tem dificuldade alguma em fazer amigos, tem habilidade sobrenatural com o esporte do rolê, consegue escolher em qual grupo ficar, e o único conflito qu ee ele tem de início é que tem um professor que não gosta muito dele. Ele arranja um amigo que explica o mundo bruxo pra ele, e arranja uma amiga que faz a lição de casa dele.</p>
<p>A ideia do livro é ser uma história onde as crianças resolvem tudo enquanto os adultos são um bando de inúteis, o que é bastante comum em vários livros infantis. A narrativa bem humorada da autora pincelada com elementos fantasiosos funciona bem, e o livro certamente é divertido.</p>
<p>Mas não dá pra deixar de perceber que o Harry é um baita de um mimado privilegiado assim que ele pisa no mundo bruxo; Dumbledore é um incompetente de trazer a pedra pra Hogwarts; Hagrid não deveria ser responsável por coisa alguma; Harry escapou por que o livro quis;  e Dumbledore privilegia a Grifinória sem nenhuma vergonha.</p>
<p>Harry 0 x 1 <em>Deus ex machina </em>amor de mãe</p>
<h3>A Câmara Secreta</h3>
<p>Conhecemos os supremacistas bruxos escravocratas, tem também a irmã do Rony que existe pra ser obcecada pelo Harry, e descobrimos que a escola foi construída por um bruxo que queria assassinar os próprios alunos. Aparentemente nada foi feito pra encontrar a câmara secreta em todo esse tempo.</p>
<p>O ministério da magia sabe quando fazem magia na casa de um bruxo menor de idade mas não sabe quem fez essa magia. Um membro do ministério faz experimentos ilegais com invenções humanas mas é incapaz de ajudar o amigo do filho que está em cárcere privado.  Uma escola permite que um charlatão seja professor da matéria mais perigosa. Hermione descobre tudo mais uma vez, Hagrid dá mais pistas de que é um incompetente que não deveria ser responsável por nada, Dumbledore não consegue resolver coisa alguma e Harry é salvo por um chapéu e um passarinho.</p>
<p>Harry 0 x 2 <em>Deus ex machina</em> Fawkes</p>
<h3>O Prisioneiro de Azkaban</h3>
<p>Não nego que é o melhor livro da série, mas também é o final mais troncho. Sirius Black foi preso &#8220;em flagrante&#8221; injustamente e ficou na prisão por anos, mas ninguém usou <em>veritaserum</em> nele. Hermione quer fazer todas as matérias disponíveis e em vez de ter uma orientação acadêmica pra ajudar ela a escolher (já que na primeira semana ela já percebe que na verdade não se identifica com uma matéria), eles dão pra ela uma máquina do tempo.</p>
<p>O mapa do maroto mostra Pettigrew pro Lupin mas os gêmeos passaram anos sem perceber um maluco na cama com o Rony. Dumbledore contrata um lobisomem como professor e Lupin prontamente <em>esquece</em> de tomar a poção e ataca alunos. Dumbledore permite que monstros sugadores de almas fiquem passeando pela escola. Hagrid <em>novamente</em> sendo um profissional tenebroso.</p>
<p>Hermione resolve tudo com o giratempo (que nunca mais é visto), enquanto Harry percebe que quem salvou o dia foi ele mesmo com um pouco menos de ansiedade.</p>
<p>Harry 0 x 3 <em>Deus ex machina </em>Harry do futuro</p>
<h3>O Cálice de Fogo</h3>
<p>Vamos rever o plano do vilão? Vamos.</p>
<p>O Voldemort precisa voltar usando o Harry. Eles precisam que o Harry encoste na chave de portal que vai levar ele pro mato onde o Voldemort tá fazendo o ritual. O plano então é: sequestrar um professor, colocar um maluco disfarçado no lugar dele (mas o professor precisa estar constantemente preso desacordado pro impostor conseguir pegar cabelo dele pra poção de disfarce), o impostor vai obrigar o Harry a participar do torneio, o impostor vai ajudar o Harry a ganhar o torneio, e o Harry vai encostar na taça e ser levado pro Voltemort.</p>
<p>Desconsiderando as milhares de oportunidades que o vilão teria de fazer o Harry encostar num objeto qualquer; ignorando o RH de Hogwarts que é incapaz de perceber a diferença entre um professor qualificado e um psicopata que passou a vida escondido pela família; que tipo de plano imbecil incluiria ter que fazer um moleque idiota mais novo que todo o resto passar por provas impossíveis? E se o Dumbledore simplesmente falasse &#8220;não sabemos como esse doidinho colocou o nome no cálice de fogo, a segurança do torneio está em jogo, vamos reconsiderar&#8221;? E se o Harry não fosse ajudado por toda a escola (incluindo o infeliz do Cedrico) e fosse incapaz de chegar na final?</p>
<p>Que plano idiota senhor.</p>
<p>Harry 0 x 4 <em>Deus ex machina </em>varinha mística</p>
<h3>A Ordem da Fênix</h3>
<p>Na época que saiu o livro, o Harry revoltado com tudo me encantou. Adoro gente revoltada que odeia tudo. Mas aí mataram meu personagem favorito de maneira estúpida. Sacanagem.</p>
<p>O ministério da magia quer destruir a reputação do Harry então resolve expulsar o garoto da escola mesmo diante de uma situação óbvia de legítima defesa. Daí o ministério coloca uma psicopata torturadora de crianças dentro de Hogwarts (não se preocupem que ela vai ser devidamente est*pr@da por centauros depois).</p>
<p>A Ordem da Fênix está lutando contra os supremacistas bruxos mas mantém escravos (ele não quer ser libertado, deixa ele) pra daí o escravo ir lá e mentir ahahaha bem feito. Harry passa o livro ouvindo que tem que ignorar as visões do Voldemort, daí ele não ignora e coloca tudo a perder. Sirius é um mimado que deveria ter passado o tempo na prisão refletindo sobre as merdas que fez e não fazendo bullying com o Snape de novo.</p>
<p>Harry começa a fazer aula de oclumência mas é um inútil. Ele e Cho estão tendo um namorico mas Harry não tem paciência, ela só chora. Uma amiga da Cho trai o grupo que o Harry formou (aparentemente o talento dele é ser professor de defesa contra as artes das trevas). Dumbledore escapa com facilidade dos guardas do ministério da magia e deixa seus aluninhos à mercê de Umbridge.</p>
<p>Harry cai no conto do Voltemort e vai para o ministério, onde prontamente é cercado por comensais da morte. Felizmente a Ordem da Fênix aparece para salvar o dia mas a Bellatrix mata o Sirius, Harry sai atrás dela sozinho, Voltemort possui o Harry na intenção de fazer Dumbledore matar o Harry. Daí o Harry pensa no Sirius e Voldemort desiste porque &#8220;não conseguia suportar o contato com uma mente preenchida com amor&#8221;.</p>
<p>Harry 0 x 5 <em>Deus ex machina </em>o poder do amor</p>
<h3>O Enigma do Príncipe</h3>
<p>Dumbledore é incapaz de contratar um professor sem ajuda de um <em>aluno</em>. Harry acha um livro super suspeito mas ignora todas as tentativas da Hermione de avisá-lo. Dumbledore encarrega <em>um aluno</em> de descobrir a verdade sobre uma memória de um professor sobre o bruxo mais perigoso da terra. Dumbledore sai por aí com <em>um aluno</em> para destruir horcruxes.</p>
<p>Harry começa a namorar a Gina porque ela não é como as outras garotas: ela até gosta de esportes! E certamente não se importa dele passar o tempo livre mais com os amigos do que com ela, porque ela <em>entende</em>.</p>
<p>Malfoy tenta matar Dumbledore mas quem faz isso é Snape. Harry sai correndo atrás do Snape pra tentar se vingar pela morte de Dumbledore. Ainda não sabemos mas Snape é o maior herói da história e não mata o Harry porque foi apaixonado pela mãe dele. Na verdade todo o final desse livro só vai fazer sentido quando lermos o próximo (se é que <em>fazer sentido</em> é o termo correto nesse caso).</p>
<p>Harry 0 x 6 <em>Deus ex machina </em>o grande plano de Dumbledore</p>
<h3>As Relíquias da Morte</h3>
<p>Harry sai por aí procurando horcruxes junto com Rony e Hermione de forma mal organizada, sem contato com notícias correntes e sem planejamento. A &#8216;sorte&#8217; (objetos mágicos, pessoas ajudando do nada, pistas deixadas por Dumbledore, visões do Harry, etc) está sempre com eles e eles conseguem destruir o horcrux medalhão do Salazar Slytherin, o horcrux taça da Helga Hufflepuff e o horcrux diadema da Rowena Ravenclaw.</p>
<p>Durante a busca pelos horcruxes, o trio descobre sobre &#8216;as relíquias da morte&#8217;, cujo dono poderia dominar o mundo. As relíquias da morte seriam o manto da invisibilidade (que Harry convenientemente herdou do pai), a varinha das varinhas (que estaria com Dumbledore e teria sido roubada por Snape), e a pedra da ressurreição (que Dumbledore achou e entregou pro Harry via mensagem póstuma).</p>
<p>Harry vê Voltemort matando Snape e chega a tempo de pegar as memórias de Snape, descobrindo tudo o que rolou no passado desse pobre bruxo conflitado que levou um fora da mãe do Harry e se vingou virando nazista. Harry descobre todo o plano elaborado de Dumbledore que incluía não contar nada pro Harry e deixar o Harry crescer sem saber do poder do amor, do possível horcrux e do passado de Snape.</p>
<p>Sabendo de tudo isso, Harry resolve se entregar pro Voldemort, que mata ele. Porém na <em>realidade </em>o que rolou foi que Voldemort matou <em>o próprio horcrux dentro do Harry,</em> conforme Dumbledore explica pro Harry numa visão/sonho/experiência pós morte. Neville mata a cobra Nagini que é o último horcrux e agora Voldemort é mortal como qualquer outro homem. Começa a batalha de Hogwarts, muita gente mata e morre, e o confronto final de Harry com Voltemort tem o inimaginável resultado de que a varinha das varinhas nunca foi de Voldemort porque quem desarmou Dumbledore foi Draco que foi desarmado por Harry então quem é o verdadeiro dono da varinha é o Harry.</p>
<p>Harry 0 x <em>Deus ex machina </em>varinha técnica</p>
<h2>O final é lamentável</h2>
<p>E aí temos o infame epílogo. Harry Potter decide virar policial de bruxo, Hermione casa com o moleque burro que passou anos zoando com a cara dela por ela ser anti-escravidão (!), Ginny sai parindo vários filhos que vão ter nomes que o Harry escolheu (irmão dela que morreu protegendo o Harry certamente não merece nome de filho), e a história acaba &#8216;onde começou&#8217;, com as crianças entrando no trem pra Hogwarts.</p>
<p>Detalhe que o nome do infeliz do filho mais novo é Albus Severus &#8220;em homenagem aos bruxos mais corajosos que eu conheci&#8221; meu amigo um deles foi nazista que só resolveu ser agente duplo depois que a moça que ele queria foi assassinada pelos nazistas e o outro fez uma criança de cobaia por anos pra transformar ele numa arma depois. Vai fazer seu filho sofrer bullying a vida toda por ter nome ridículo e essa é sua motivação?</p>
<p>Claramente a autora achou que esse seria um final feliz pra sempre, porque na cabeça <em>late boomer</em> dela era isso que qualquer pessoa ia querer: casamento, filhos e vida estável. Mas ela estava escrevendo para os millenials, que viram o mundo pegar fogo, fazendo com que essa vida seja impossível pra gente.  Crescemos vendo que <em>vida padrão</em> não é necessariamente <em>vida melhor</em>, que casamento é terrível pras mulheres, que policiais são armas do sistema, e que lutar pelo que é certo não inclui estabilidade.</p>
<p>Mesmo eu que amava os livros fiquei com gosto amargo na boca quando li o epílogo na época da publicação.</p>
<h2>Gordofobia, machismo, racismo, e as tentativas posteriores</h2>
<p>Todos os gordos são nojentos, engraçados, ou simplesmente pessoas malvadas. Todas as mulheres são &#8220;femininas bocós&#8221; ou &#8220;inteligentes que não-são-como-as-outras-garotas&#8221;. Todos os bruxos são supremacistas que querem ser superiores aos trouxas ou bonzinhos condescendentes que entendem que não é culpa dos trouxas que eles são inferiores. O sistema bruxo é escravagista e os elfos domésticos <em>gostam </em>de ser escravos e <em>não querem</em> ser liberados. Qualquer criatura não-humana no mundo dos bruxos ou não tem direitos ou é serviçal. O sistema bruxo é capitalista hereditário e Hogwarts perpetua e encoraja isso.</p>
<p>E aí depois que tudo foi publicado a autora veio falar que <em>na verdade </em>Dumbledore <em>sempre foi homossexual</em>. Veio dizer que <em>na verdade</em> ela nunca tinha falado de raça no livro mas se quiser enxergar a Hermione como negra fica à vontade. A Hermione. Que foi a única a defender elfos domésticos e foi ridicularizada por isso. Cuja única característica remotamente &#8216;não-branca&#8217; é que ela tem cabelo <em>armado</em>. Que na primeira oportunidade alisa o cabelo pra <em>ficar bonita</em>. Ela que é pra gente pensar que &#8216;sempre foi&#8217; negra. Enquanto que o cara do ministério da magia que de fato foi descrito como negro tem o nome de Kingsley&#8230; <em>Shackle</em>bolt.</p>
<p>Os livros do Harry Potter são reflexos da época em que foram escritos, e tá tudo bem. O que precisa mudar é essa falta de memória coletiva que coloca a obra como sendo intocável por causa da nostalgia enquanto ignora problemas que hoje não passariam no crivo dos mesmo leitores agora maduros.</p>
<p>O livro não é um pilar de ensinamentos para os jovens, mas é lembrado como tendo sido. O livro é um aglomerado de ideias fantasiosas e mitológicas jogadas sem crivo algum, com personagens adultos muito questionáveis, e personagens jovens totalmente criminosos (até os fãs mais fervorosos são incapazes de passar pano pra poção do amor dos Weasley).</p>
<p>Tem muita coisa boa nova sendo escrita, muitos autores fora do eixo branco do oeste global produzindo fantasia relevante. E tem muita coisa boa antiga não sendo lembrada. Vamos reler <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/category/ursula-k-le-guin/">Ursula Le Guin</a>, <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/category/robin-hobb/">Robin Hobb</a>, <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/category/diana-wynne-jones/">Diana Wynne Jones</a>, <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/category/suzanne-collins/">Suzanne Collins</a>.</p>
<p>E sobretudo vamos olhar para os livros do passado com senso crítico.</p>
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		<title>O Amuleto de Samarkand &#124; Jonathan Stroud</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 22:29:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jonathan Stroud]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nathaniel é um jovem aprendiz de mago que vive em Londres. O cenário é o mundo moderno, porém os magos detém todo o poder, e o império Britânico domina o planeta. Portanto, Nathaniel é um jovem que aprende que, se fizer tudo corretamente e for um excelente serviçal do império, poderá até mesmo se tornar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nathaniel é um jovem aprendiz de mago que vive em Londres. O cenário é o mundo moderno, porém os magos detém todo o poder, e o império Britânico domina o planeta. Portanto, Nathaniel é um jovem que aprende que, se fizer tudo corretamente e for um excelente serviçal do império, poderá até mesmo se tornar um dos membros do parlamento mais poderoso da terra. A forma como os magos conseguem poder é ao conjurar demônios usando círculos de convocação, obrigando os seres a virem do plano elemental onde habitam para o plano material. Conforme os magos vão adquirindo a habilidade de dominar demônios cada vez mais fortes, eles adquirem o poder que permite que subam pelos degraus do império.</p>
<p>A narrativa mostra a vida miserável de Nathaniel, que foi entregue aos cinco anos à família de um mago para aprender o ofício. Acontece que seu mestre, Underwood, é um mago medíocre, muito pouco capaz e praticamente ignorado nos corredores do governo, que não se importa com a educação de Nathaniel e trata o garoto com indiferença e negligência. Enquanto Nathaniel aprende tudo o que pode na intenção de impressionar o mestre, a única pessoa que trata Nathaniel com humanidade é Martha, a esposa de Underwood.</p>
<p>Aos dez anos, no entanto, Nathaniel é humilhado pelo jovem mago Lovelace sem que Underwood faça nada para impedi-lo. Esfumando de raiva, Nathaniel usa todas as suas forças para conseguir convocar Bartimaeus, um djinni de mais de 5000 anos de idade que não tem paciência nenhuma para quem está começando. A ordem que Nathaniel dá deixa o djinni intrigado: Nathaniel quer que Bartimaeus roube o Amuleto de Samarkand da coleção de Lovelace.</p>
<p>Isso faz com que Nathaniel acabe trombando com uma conspiração gigante que pretende simplesmente substituir todo o corpo governamental do império.</p>
<p>A trama do livro é interessante e divertida, e a rapidez da história é o suficiente para deixar a leitura ágil. Mas nada disso importa porque o livro é Bartimaeus.</p>
<p>A cada capítulo, a narrativa muda para primeira pessoa, e a voz de Bartimaeus &#8211; sarcástico, inteligente, independente e maravilhosamente irônico &#8211; dá a versão dele dos fatos, deixando bem claro para o leitor que o regime dos magos é nada mais do que escravidão para os espíritos dos planos elementais para dar poder aos humanos ambiciosos. Bartimaeus é um narrador divertidíssimo que faz com que o livro seja infinitamente melhor, deixando tudo memorável.</p>
<p>Quando Nathaniel o chama pela primeira vez, Bartimaeus pergunta cadê o mago poderoso que te mandou ser boi de piranha. Quando Nathaniel é obrigado a fugir de casa, Bartimaeus fica o tempo todo relembrando o garoto que ele vai morrer de fome na rua porque magos são inúteis. Quando Nathaniel é roubado por uma gangue de crianças de rua lideradas por uma menina estranha, Bartimaeus ri dele e fala que ele perdeu pra <em>uma garota</em>.</p>
<p>Enquanto a narrativa pelos olhos de Nathaniel é sombria e meio depressiva, Bartimaeus entremeia sua história com lembranças dos tempos antigos, quando foi chamado por outros magos em outras guerras, sempre com comentários irônicos a cada frase e notas de rodapé explicando as piadas dele.</p>
<p>A situação vai ficando mais crítica, porque Lovelace não aceita ser roubado tão facilmente: ele simplesmente mata Underwood e sua esposa, e manda demônios muito mais poderosos que Bartimaeus atrás de Nathaniel. Apesar de detestar todos os magos, Bartimaeus começa a ter certa simpatia pela perseverança do garoto, que jamais desiste mesmo diante das piores adversidades.</p>
<p>A ambientação do livro é muito interessante, a trama é bem feita, e Bartimaeus é um dos narradores mais divertidos que já li. Um excelente livro de fantasia juvenil que recomendo fortemente.</p>
<p><strong>The Amulet of Samarkand (2003) de Jonathan Stroud (Reino Unido). Série Bartimaeus Livro 1</strong></p>
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		<title>Guia de Capítulos &#124; As Duas Torres &#124; J.R.R. Tolkien</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 15:21:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[J.R.R. Tolkien]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É impressionante a quantidade de gente que me diz que desistiu de ler O Senhor dos Anéis porque &#8220;o começo é muito chato&#8221;. Em vez de me irritar eternamente, resolvi escrever um guia de capítulos pra você que tem preguiça poder ter a chance de pular algumas partes e ir logo pra onde interessa. Quando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É impressionante a quantidade de gente que me diz que desistiu de ler O Senhor dos Anéis porque &#8220;o começo é muito chato&#8221;. Em vez de me irritar eternamente, resolvi escrever um guia de capítulos pra você que tem preguiça poder ter a chance de pular algumas partes e ir logo pra onde interessa. Quando chegamos no segundo volume da história, que é dividido em livro III e livro IV, a coisa já está avançando, a Sociedade do Anel está separada, e não tem nenhum capítulo que valha a pena pular.  A primeira parte segue a história de Aragorn, Gimli e Legolas (e depois Merry e Pippin), e a segunda parte segue Frodo e Sam.</p>
<h2>O Senhor dos Anéis &#8211; As Duas Torres</h2>
<h2>Livro III</h2>
<h3>I. A partida de Boromir</h3>
<p>Boromir morre de forma honrada; Aragorn interpreta os rastros de Frodo e faz a decisão importante de, com Legolas e Gimli, ir resgatar Merry e Pippin.</p>
<h3>II. Os cavaleiros de Rohan</h3>
<p>A corrida dos três perseguidores: Aragorn, Gimli e Legolas percorrem uma imensa distância correndo ininterruptamente, atrás do grupo de orcs que capturou os hobbits. Os três adentram a terra de Rohan, e encontram um grupo de cavaleiros liderados por Éomer, sobrinho do rei. Éomer diz que o grupo matou os orcs perto da floresta, comenta que não viram nenhum &#8220;hobbit&#8221;, e empresta dois cavalos pra eles.</p>
<h3>III. Os Uruk-hai</h3>
<p>Narrativa observa através dos olhos de Pippin o terror que foi a corrida dos orcs com os hobbits nos ombros. Pippin fica de ouvidos abertos e percebe que são pelo menos três grupos diferentes de orcs: os Uruk-Hai de Saruman, que querem levar os halflings para a torre do mago branco, os goblins de Moria que estão no rastro deles desde que o Gandalf morreu, e um grupo que segue &#8220;O Olho&#8221; e que Pippin se aterroriza ao deduzir que se trata de orcs vindos de Mordor. Os três grupos estão ficando cada vez mais preocupados com os cavaleiros que se aproximam, e estão também começando a brigar entre si. Um dos orcs de Mordor tenta revistar Pippin às escondidas e o hobbit manipula a conversa quando percebe que o orc sabe de algo sobre o anel através de Gollum. Os cavaleiros de Rohan atacam os orcs, há um grande combate, e Merry e Pippin conseguem fugir para a floresta.</p>
<h3>IV. Barbárvore</h3>
<p>Dentro da antiquíssima floresta de Fangorn, Merry e Pippin se recuperam dos dias terríveis que passaram, e logo sentem vontade de explorar. Sobem uma colina com o intuito de verem por onde estão, e conhecem o melhor personagem do livro todo: Treebeard, ou Fangorn, o líder dos <em>ents</em> (árvores que foram acordadas pelos elfos no início dos tempos e agora têm consciência). Treebeard é muito simpático e fica curiosíssimo com tudo o que os hobbits tem pra contar, e mesmo eles não tendo mencionado nada sobre o anel, fica claro que Saruman é um traidor. Treebeard convoca um <em>entmoot</em> para conversar com outros ents sobre lidar com o mago.</p>
<h3>V. O Cavaleiro Branco</h3>
<p>Aragorn, Legolas e Gimli chegam no local da luta dos cavaleiros de Rohan com os orcs de Isengard e de início ficam desolados com os corpos todos, achando que chegaram ao fim da jornada. Porém, as habilidades quase sobrenaturais de Aragorn para achar rastros o recompensa com a história dos hobbits, que fugiram do combate e entraram em Fangorn. Na velha floresta, eles encontram a prova definitiva: pegadas de dois halflings ao lado do rio. Antes que possam descobrir onde foram parar, no entanto, eles são encurralados por um velho mago de manto e chapéus brancos. E ficam imensamente surpresos quando o mago se revela como Gandalf!! Os quatro amigos se reúnem e Gandalf conta o que aconteceu com ele, mas o foco é em Sauron: eles precisam ajudar Rohan que está prestes a ser atacada por Saruman, para que Rohan consiga ajudar Gondor quando Sauron atacar.</p>
<h3>VI. O Rei do Palácio Dourado</h3>
<p>Gandalf, Aragorn, Legolas e Gimli vão até o palácio do rei dos cavaleiros, Meduseld. Lá eles encontram um rei idoso e pouco afável, completamente manipulado por Gríma, um conselheiro maléfico. Eles também conhecem Éowyn, a bela sobrinha do rei, que anseia por glórias da guerra. Gandalf consegue expulsar Gríma e convencer o rei Théoden a lutar. Um dos generais de Théoden está batalhando contra os exércitos de Saruman na fortaleza de Helm&#8217;s Deep, e Gandalf sugere que Théoden reúna todos os seus cavaleiros e rume para o campo de batalha. Éomer retorna para ajudar na luta. Gandalf diz que vai sair por aí pra achar mais gente.</p>
<h3>VII. O Abismo de Helm</h3>
<p>A batalha ocorre, e são hordas e mais hordas de homens e orcs seguidores de Saruman. Legolas e Gimli começam a competir pra ver quem matou mais inimigos. Gimli some no fim da noite. Aragorn convence Théoden a sair de cavalo. Gandalf um dia de manhã com um monte de cavaleiros que ele reuniu pelas planícies, rende os homens inimigos, e faz com que os orcs fujam.</p>
<h3>VIII. A estrada para Isengard</h3>
<p>Os orcs fugindo da batalha de Helm são confrontados por uma imensa floresta que surgiu da noite pro dia bem no caminho entre o campo de batalha e Isengard. Gandalf ordena que nenhum homem adentre pelas árvores, os orcs se desesperam e tentam fugir pela floresta. Ouve-se um barulho terrível de orcs morrendo esmagados. No dia seguinte, as árvores se abriram e há uma trilha larga por entre elas. A comitiva do rei passa por ali e os homens tem a impressão de que as árvores estão conversando entre elas. No caminho para Isengard, o rei encontra com vários sobreviventes e dá ordens para tentar reorganizar o reino. O objetivo é que todos se reúnam dali alguns dias para marchar para Gondor e auxiliar a grande cidade de Minas Tirith contra Mordor.</p>
<h3>IX. Escombros e destroços</h3>
<p>A comitiva do rei chega em Isengard e descobre tudo completamente destruído. Os membros originais da Sociedade do Anel finalmente se reúnem novamente, e Merry e Pippin recebem Aragorn, Legolas e Gimli em um almoço improvisado em cima dos escombros enquanto Gandalf e Théoden vão conversar com Barbárvore. Merry e Pippin narram o ataque impressionante dos ents contra Isengard algumas noites antes, que incluiu os ents mudando o curso de um rio para alagar todo o vale do mago.</p>
<h3>X. O &#8216;palantír&#8217;</h3>
<p>Todos vão falar com Saruman, que está dentro da sua torre. Saruman usa sua voz sedutora para convencer todo mundo a se odiar, mas não dá certo. Gríma joga uma pedra em Théoden mas erra, e Pippin pega a pedra do chão. É uma esfera perfeita que parece ao mesmo tempo ser sombria e reluzir. Gandalf pega a pedra da mão de Pippin e todos vão embora, deixando Barbárvore cuidando de Isengard. Durante o acampamento da noite, Pippin não resiste e pega a pedra enquanto Gandalf está dormindo. Pippin é imediatamente pego por Sauron, que é quem domina a pedra, e forçado a dizer o que sabe. Gandalf consegue interromper o acontecido, e decide levar Pippin pra Minas Tirith pra evitar mais problemas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Livro IV</h2>
<h3>I. Sméagol domado</h3>
<p>Frodo e Sam estão tentando passar pelas Emyn Muil, sem sucesso. Eles são atacados por Gollum, mas Frodo consegue convencer a criatura a ajudá-los. Obcecado com o anel, Gollum passa a ser o guia do grupo.</p>
<h3>II. A passagem dos pântanos</h3>
<p>Os três passam pelo pântano dos mortos, vêem luzes fantasmas e espíritos maléficos de batalhas antigas. Frodo está cada vez mais fraco.</p>
<h3>III. O Portão Negro está fechado</h3>
<p>Frodo tinha pedido pro Gollum levar eles até o portão de Mordor, mas chegando lá eles não conseguem dar conta de entrar. Gollum fica histérico e diz que se eles tentarem entrar pelo portão &#8220;ele vai ver&#8221; e &#8220;ele vai pegar o precioso pra ele&#8221;, e que eles devem ir por uma &#8220;passagem secreta&#8221; pra Mordor que ele, Gollum, descobriu sozinho. Sem muitas opções e apesar da relutância de Sam, Frodo concorda.</p>
<h3>IV. De ervas e coelho cozido</h3>
<p>Eles vão para o sul e passam por uma terra muito bonita, vêem uma batalha acontecendo entre homens do sul e homens de Gondor, comem coelho e são capturados por guardas de Gondor. Gollum não é visto. Frodo é levado ao capitão da guarda, Faramir, que não parece acreditar muito na história deles.</p>
<h3>V. A janela sobre o oeste</h3>
<p>Frodo e Sam são levados até um esconderijo dos homens de Gondor. Lá, Faramir conta que ele é irmão de Boromir e que Boromir morreu. Frodo está chocado, porém Sam fala demais e revela tudo sobre o anel e sobre Boromir ter tentado roubá-lo. Faramir demonstra tristeza pelo irmão, diz que não tem a intenção de ficar com o anel e que já tinha decidido ajudá-los.</p>
<h3>VI. O lago proibido</h3>
<p>Gollum é visto pelo pessoal de Gondor, e Faramir diz pro Frodo que se eles não conseguirem capturá-lo, terão de matá-lo. Frodo se vê obrigado a convencer Gollum a vir junto com ele, e Gollum é capturado pelos guardas. Faramir não gosta de Gollum e não confia no caminho que Gollum tem pra eles, mas não tem alternativa a não ser deixá-los ir.</p>
<h3>VII. Viagem até a Encruzilhada</h3>
<p>Gollum lidera o caminho e Frodo e Sam vão até Minas Morgul, uma cidade vizinha de Mordor. De lá, Gollum diz que dá pra subir uma escada secreta até a passagem secreta para a entrada secreta de Mordor. Frodo está praticamente um zumbi andando e Sam está racionando comida e água.</p>
<h3>VIII. As escadarias de Cirith Ungol</h3>
<p>Eles sobem escadarias intermináveis, observam as tropas de Minas Morgul saindo para a batalha, e chegam até um túnel maléfico e mal-cheiroso. Gollum logo some.</p>
<h3>IX. A Toca de Laracna</h3>
<p>Frodo e Sam são obrigados a passar pelo túnel, e são atacados um monstro gigante em forma de aranha. Frodo usa a luz de Galadriel pra espantar o bicho. Eles saem correndo mas a aranha usa uma passagem diferente para enfiar um ferrão nele. Frodo cai desacordado. Sam pega a espada e a luz de Frodo e ataca a aranhona. Ela se joga em cima dele para esmagá-lo com seu peso e nisso acaba se enfiando na espada élfica. Ela, que nunca tinha sentido tanta dor na vida, foge de ódio da luz e deixa os dois sozinhos.</p>
<h3>X. As escolhas de Mestre Samwise</h3>
<p>Sam está numa passagem escura perto de Minas Morgul. Frodo não reage, não responde e está ficando gelado. Sam começa a ouvir orcs vindo. Sem tempo pra decidir nada, Sam pega o anel e fica invisível. Os orcs chegam e pegam Frodo. Sam ouve os orcs conversando e um deles fala que Frodo não está morto, porque a aranha gosta de deixar as presas vivas pra poder sugar o sangue depois. Sam se desespera mas quando tenta chegar até Frodo os orcs já o levaram embora.</p>
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		<title>O Clube das Desquitadas &#124; Olivia Goldsmith</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 18:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olivia Goldsmith]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu cheguei nesse livro porque assisti o filme baseado nele e achei muito bom. Com um trio de atrizes absolutamente maravilhosas interpretando as protagonistas e um roteiro de comédia muito competente, esse filme superou as expectativas dos produtores e se transformou em um sucesso comercial. Annie, Elise e Brenda são três mulheres de classe alta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu cheguei nesse livro porque assisti o filme baseado nele e achei muito bom. Com um trio de atrizes absolutamente maravilhosas interpretando as protagonistas e um roteiro de comédia muito competente, esse filme superou as expectativas dos produtores e se transformou em um sucesso comercial.</p>
<p>Annie, Elise e Brenda são três mulheres de classe alta em Nova York que foram trocadas pelos maridos por mulheres mais jovens. Cynthia é uma amiga delas que também teve o mesmo fim: seu marido, um multi-milionário do mundo das finanças, se divorciou dela para ficar com uma moça muito mais jovem. Cynthia comete suicídio mas antes manda uma carta pra Annie, contando todas as atrocidades que o marido fez com ela.</p>
<p>Annie fica indignada com a forma que Cynthia foi tratada pelo ex, e também fica chocada com o que os ex-maridos de Elise e Brenda fizeram. As três se reaproximam depois do funeral de Cynthia, e decidem se unir para destruir as vidas dos respectivos ex, sem esquecer de se vingar também do ex da Cynthia.</p>
<p>Infelizmente o livro é de uma qualidade bem pífia. Se não fosse ele ter tido a premissa usada para um filme de sucesso, não teria merecido o espaço que tem.</p>
<p>Enquanto o filme faz o que promete (as três se vingam dos ex maridos de forma espetacular), esse livro não tem nem a graça, nem a agilidade, nem a satisfação da vingança que o roteiro do filme conseguiu trazer.</p>
<h4>As Desquitadas</h4>
<p>Annie é a mulher perfeita. Ela não reclama, não exige nada pra ela, é branca, magra, linda e rica, e sempre quer fazer o correto. Elise é uma milionária que virou artista de Hollywood, depois foi pra Europa fazer sucesso com filmes de arte, e agora está vivendo o medo da velhice e da solidão. Brenda é filha de um mafioso que casou com um mala, teve um monte de filhos e agora é obesa e desbocada.</p>
<h4>Os Vilões</h4>
<p>Gil é o ex da Cynthia, milionário das finanças. Depois de ter destruído a vida da Cynthia, largou dela e se casou com Mary, uma jovem que foi sua aprendiz e agora virou sócia. Ele usou o dinheiro da família da Cynthia pra se erguer, destruiu a empresa dos sogros e ficou com o dinheiro só pra ele. Quando Cynthia teve a primeira filha, ele se ressentiu de ter sido &#8216;abandonado&#8217; por não receber a mesma atenção da esposa, então quando Cynthia engravidou do segundo filho, ele obrigou ela a abortar. Daí a filha do casal sofreu um acidente de carro quando criança e ficou na UTI e ele forçou Cynthia a aceitar a desligar os aparelhos. Quando ela descobriu que ele tava tendo um caso com uma jovem do trabalho dele, ele negou tudo. Só pra depois divorciar dela e casar justamente com a mesma jovem que ela tinha desconfiado. Quando o corpo de Cynthia é encontrado depois do suicídio, Gil apressa o velório pra dali dois dias, pra sabotar o rolê e ter pouquíssimas pessoas se despedindo dela.</p>
<p>Morty é ex da Brenda, dono de uma rede de lojas de departamento. O pai da Brenda era da máfia, e ajudou muito Morty a crescer, dando pro genro mercadoria roubada pra ele vender em suas primeiras lojas. Brenda teve dois filhos, e Morty se separou dela mentindo que estava sem dinheiro. Ele usou o medo da Brenda de polícia / advogados / publicidade por ser filha de mafiosos pra obrigar ela a assinar um divórcio terrível que ela mal conseguia pagar um aluguel. Depois Morty se casou com Shelby, uma loira bonitona que sonha em ter uma galeria de arte usando o dinheiro de Morty.</p>
<p>Aaron é ex da Annie, um publicitário famoso. Eles tiveram três filhos, e a mais nova tem síndrome de Down. Ele não consegue aceitar que a menina &#8216;não é perfeita&#8217;, se ressente que Annie &#8216;só dá atenção pra menina&#8217;, e quando Annie não consegue mais atingir o orgasmo, sugere que ela vá a uma psiquiatra do sexo. E aí ele trai Annie com a psiquiatra. Durante o livro ele resolve que isso é pouco e decide pegar o dinheiro guardado para pagar a escola da filha e investir num negócio escuso. Ele perde tudo e a criança vai ser expulsa da escola para crianças com Down porque Annie não tem dinheiro pra pagar.</p>
<p>Bill é ex da Elise, um advogado que pegou várias contas milionárias pra firma dele por causa da esposa que é uma das mulheres mais ricas dos Estados Unidos. Ele sempre traiu Elise com várias, mas agora ele diz estar apaixonado e quer se separar. Ele se diz um cavalheiro porque não quer nada financeiro no divórcio, mas a moça por quem ele se apaixonou é por acaso uma outra herdeira de família centenária. Ela é anos mais nova que a Elise e é uma artista  plástica em começo de carreira.</p>
<p>A quantidade de tempo que passamos na cabeça desses caras é insuportável. Como se não bastasse a gente ter que ler todos os pensamentos egoístas e auto centrados desses caras, a autora ainda por cima escreve cenas de sexo completas, incluindo fetiches e perversões. Isso não faz o livro ser <em>sexy</em>, isso só faz a leitura ficar nojenta. Especialmente quando o tesão do Bill é que a nova namorada tem corpo sem pelos, sem peitos, e chama ele de <em>daddy </em>na cama. Escroto.</p>
<h4>Cenas desnecessárias</h4>
<p>Dá pra ver que o livro passa mais tempo demonizando os ex-maridos do que desenvolvendo as &#8216;protagonistas&#8217;. Além disso, a autora quis muito contar a história de como essas três mulheres &#8216;encontraram o amor&#8217; na meia idade depois do divórcio desastroso. Elise é seguida por um jovem fotógrafo obcecado, fica bêbada, ele ajuda ela a ir pro quarto do hotel, e eles transam. Depois disso ela fica se sentindo culpada por ter dado pra um desconhecido, e ele fica culpado por ter vendido uma foto dela pra uma revista. O livro tenta suavizar, falando que a foto era uma que ele tirou do lado de fora, antes de transar com ela. Mas sim, ela está tão bêbada que nem lembra o que aconteceu no dia seguinte. Mas ela acha que o &#8216;principal obstáculo&#8217; pro relacionamento deles é que ele é 15 anos mais novo. Annie vai pedir ajuda pra um cara do governo pra processar o Gil, e esse cara se apaixona por ela. Essa cena de sexo a autora não achou tão legal descrever, mas a da Elise quase desacordada de bêbada com um joveno stalker foi minuciosamente escrita. Brenda se apaixona pela advogada que ela conseguiu pra cuidar do caso dela, e elas viram um casal. A autora claramente concluiu que ninguém quer ler cena de sexo entre uma gorda e uma lésbica masculina, mas estamos todas muito interessadas no Gil comendo a esposa na mesa do escritório.</p>
<p>A quantidade de gente que ficamos ouvindo me deixou muito confusa. Eu não sei quem é quem, e aparentemente todo mundo se conhece. Larry, o fotógrafo da Elise, é amigo de um jornalista, que vai num date com o decorador amigo da Brenda. O decorador ajuda Brenda a investigar os negócios de Gil, que ajudou Morty a ganhar uma bolada mas foi tudo armado pro Morty perder tudo. Morty dá uma dica pro Aaron pra tentar ganhar do Gil, o Aaron usa essa dica pra investir com o dinheiro da filha. A esposa de Aaron é irmã do crítico de arte que vai na galeria de Shelby, a esposa de Morty. E em vários momentos somos jogadas em festas da alta sociedade onde todo mundo fica falando da vida de todo mundo, usando nomes que eu jamais vou lembrar.</p>
<p>O livro demora pra sempre. A gente tem que ler sobre a Annie descobrindo que o Aaron é um merda. Temos que acompanhar a Elise se conformando com a &#8216;solidão da mulher rica&#8217;. Vemos todo o problema da Brenda com a obesidade &#8211; que é magicamente resolvido quando ela faz uma aposta com a Elise de que a Elise vai parar de beber e a Brenda vai parar de comer doce. Tem o drama da escola da filha da Annie. Tem o drama do irmão da Cynthia. Tem o drama do Larry. Tem o drama do filho da Annie que não é notado pelo pai.</p>
<h4>Vingança não resolvida</h4>
<p>No fim das contas elas fazem algumas coisas: A Elise vende os bens do Bill por um dólar pra Brenda, que revende os bens em leilão e usa o dinheiro pra comprar a parte do Aaron da empresa de publicidade. A Elise se infiltra no clube do Gil e coloca removedor de tinta no carro dele. E Elise convence o tio milionário dela a azedar os negócios do Gil. O livro tenta colocar que Annie ajudou nisso, porque ela se engraça com o velho japonês que ia fazer negócio com o Gil, mas é tudo coincidência porque o japonês tem um filho com Down também. Então o maior herói do livro é o tio da Elise, no caso.</p>
<p>O resto é tudo coisa fora do controle delas. A esposa do Bill fica esquizofrênica de tanto usar droga e a empresa dele descobre que ele falsifica gastos de clientes, Morty é preso por evasão de impostos, Aaron perde o dinheiro da filha e perde a empresa pra Brenda. O pior é o Gil, que descobre que Mary tinha sido casada com um negro e tem um chilique durante uma festa. Ele agride a esposa na frente dos fotógrafos, e ainda por cima perde o rolê dos japoneses.</p>
<p>No fim das contas o livro é muito longo, com pontos de vista desnecessariamente confusos, trama espalhada pelo planeta todo, e uma premissa ótima jogada no lixo pela quantidade de coincidências convenientes salpicadas por cenas de sexo sem noção.</p>
<p>Felizmente quem fez o roteiro do filme jogou fora dois terços da história. Sobrou um filme impecável que recomendo fortemente, baseado num livro lixo que não merece espaço.</p>
<p><strong>The First Wives Club (1992) de Olivia Goldsmith</strong></p>
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