Alosa é filha do rei pirata. Ela é encarregada de recuperar um mapa importante, e para isso se deixa ser capturada pela tripulação de piratas inimigos. Ela fica presa no porão, mas escapa toda noite para revistar o navio. O capitão desse barco é malvado, mas o irmão mais novo dele, Riden, é um pirata mais conflitado. Ele se interessa por Alosa mas sente que ela não é o que parece.
Durante a narrativa, ficamos sabendo mais sobre Alosa: ela era órfã, o rei pirata a ‘resgatou’ e a fez passar por treinamentos pesadíssimos, ela finalmente ganhou o comando de seu próprio navio, aos dezessete anos tem a missão de recuperar o mapa do lendário tesouro. E também ela é meio-sereia.
As sereias desse mundo são aquelas que atraem os homens para as profundezas. Alosa consegue mudar a voz e conquistar qualquer homem que quiser, mas ela precisa dosar seus poderes ou vai perder controle de si mesma e vai só entrar no mar e afogar todo mundo.
O livro é pra ser ‘young adult‘, e eu admirei a tentativa da autora de pegar temas pesados como o pai abusivo, as ameaças de estupro toda hora, ela virar um monstro afogador de gente, todo mundo estar sempre lutando pela própria vida, de forma leve o suficiente para ficar uma leitura ágil e agradável. A trama é suficientemente inteligente, a ambientação das sereias é interessante, e todo o clichê fica no romance entre Alosa e Riden. Mas como ela tem dezessete anos e ele sei lá, dezenove? o choramingo, as dúvidas e os mal-entendidos ficam mais compreensíveis e menos irritantes.
Alosa é uma protagonista independente e forte, Riden é um par romântico adequado. A narrativa de pirataria clássica com uma pitada de fantasia funciona bem. No fim, a história fica em aberto para uma continuação, mas nada que estrague o divertimento. Eu me diverti.
Daugther of the Pirate King (2017) de Tricia Levenseller. Primeiro livro da série.

