Tintim está passeando numa feirinha de rua quando vê uma miniatura de navio. Pensando no seu amigo Capitão Haddock, ele decide comprar o barco para presenteá-lo. Dois outros homens chegam e tentam agressivamente comprar o barco, primeiro do vendedor original, depois do próprio Tintim, com lances cada vez mais altos. Tintim se recusa e leva o barco pra casa, ligando para o Capitão Haddock logo após.
Claro que o cachorrinho Milu prontamente derruba o barco no chão e quebra o mastro principal, mas Tintim consegue consertar. Quando o Capitão Haddock chega, fica maravilhado com a miniatura. É uma réplica exata do Licorne, barco do seu ancestral Cavaleiro de Hadoque, que navegou os mares no século XVII.
Enquanto o Capitão Haddock procura mais informações sobre o Cavaleiro de Hadoque, Tintim tem seu barco roubado e sua casa revistada. Os ladrões não levaram nada além do barco, e Tintim logo descobre o que eles estavam procurando: um pequeno papel enrolado, que estava dentro do mastro da miniatura.
No papel, há uma mensagem antiga e vários números.
Três irmãos unidos, três Licornes navegando juntos ao sol do meio-dia falarão. Pois é da luz que há de vir a luz. E resplandecerá.
Quando vai contar ao capitão o que descobriu, encontra-o num momento de lembranças, pois ele encontrou um antigo diário do Cavaleiro de Hadoque. Essa é a minha parte favorita da história, com o capitão Haddock contando a história da última viagem do navio Licorne, atacado pelos piradas de Rackham, o Terrível. A alternância entre o passado e o presente é maravilhosa.
O Segredo do Licorne é um dos melhores álbuns do Tintim, com a exata união entre aventura, investigação e humor que são característicos da história. Além disso, é claro que piratas no Caribe sempre foram fascinantes pra mim. Quem não ama um belo mapa do tesouro?
Le Secret de la Licorne (1943) de Hergé | As Aventuras de Tintim #11

