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	<title>romance Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>romance Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Adaptação &#124; Orgulho e Preconceito (2005)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptação mais famosa do imortal livro de Jane Austen, esse filme de 2005 é adorado por toda uma legião de fãs e hoje é considerado um clássico. Ele foi para muita gente a porta de entrada para o universo da autora e da literatura clássica. A família Bennet tem cinco filhas e não muito dinheiro, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptação mais famosa do imortal <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/orgulho-e-preconceito-jane-austen/">livro de Jane Austen</a>, esse filme de 2005 é adorado por toda uma legião de fãs e hoje é considerado um clássico. Ele foi para muita gente a porta de entrada para o universo da autora e da literatura clássica.</p>
<p>A família Bennet tem cinco filhas e não muito dinheiro, então quando um solteiro bonitão e rico se muda para ali perto, todas ficam em polvorosa: vai que o Sr. Bingley escolhe uma delas pra se casar? A trama conhecida de todos segue as batidas do livro: chegada de Bingley, Jane vai visitar e fica doente, Elizabeth vai dar apoio pra ela, ninguém gosta do Darcy, Caroline é uma esnobe, os Bingleys vão embora, Jane vai pra Londres mas é esnobada por Caroline, Wickam, os Gardiners, <em>the elopement</em>, Lydia entregando Darcy, a visita de Lady Catherine, a declaração final.</p>
<p>O elenco é talentosíssimo, o figurino é impecável, a trilha sonora é lindíssima, o resultado final é um dos filmes mais icônicos da geração. Mas é um filme de pouco mais de duas horas de duração é incapaz de mostrar algumas nuances da história, por melhor que seja o roteiro.</p>
<p>Acho que quem mais sofre é o relacionamento entre Wickham e Elizabeth. Alguma parte da história eles tinham que cortar pro roteiro ficar enxuto, e Miss King é deixada de lado, com toda a reflexão que isso trouxe a Lizzie. O casal Hurst também deixa de existir, e mais um exemplo de casamento entre duas pessoas incompatíveis fica de fora. Falando em pessoas incompatíveis, não gostei da modernização da Charlotte, que ficou mais simplória e impressionável e menos capaz de ser uma companheira da Lizzie.</p>
<p>Novamente elogiando o elenco, é uma das poucas adaptações em que as atrizes tem as idades certas, e é sempre refrescante ver Jane finalmente mais bonita que Lizzie. Keira Knightley é uma Elizabeth icônica. Rosamund Pike está impecável na sua atuação de beleza tradicional, delicadeza, bom humor e incapacidade de demonstrar sentimentos.</p>
<p>O filme também tem ótimos momentos que o roteiro e a atuação proporcionam: quando Lydia está correndo pela casa feliz que vai pra Brighton, Jane fala pra Elizabeth &#8220;with the <em>Forsters</em>&#8221; e a expressão dela deixa bem claro o tipo de pessoa que eles são mesmo sem que a gente veja nada deles. A exuberância distraída que Brenda Blethyn deu à Sra Bennet e a indiferença amável do Sr. Bennet de Donald Sutherland explicam perfeitamente a personalidade das cinco filhas. Tom Hollander é um Sr. Collins ideal.</p>
<p>O filme fez um trabalho excelente de trazer a história para o público moderno, mas recentes resenhas de jovens sobre o filme mostram que o que ficou foi muito mais a &#8220;aura&#8221; do que o comentário social. É um belo filme de romance, e um exemplo do que as mocinhas gostariam de ter em um relacionamento, mas toda o sarcasmo da autora em relação à sua época se perdeu. Orgulho e Preconceito não é <em>só</em> um livro de romance; é um tratado irônico e sagaz sobre toda uma classe social. Não é um &#8220;romance de época&#8221;, mas uma história contemporânea à autora que ela quebrou paradigmas ao publicar.</p>
<p>O filme é ótimo, mas só toca na superfície do que o livro representa.</p>
<p><strong>Pride and Prejudice (2005) de Joe Wright; roteiro de Deborah Moggach com Emma Thompson; com Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Brenda Blethyn, Donald Sutherland, Rosamund Pike, Jena Malone, Carey Mulligan, Tallulah Riley, Tom Hollander</strong></p>
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		<title>Série &#124; The Other Bennet Sister</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 13:31:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, ficamos sabendo não só da história da protagonista Elizabeth Bennet, como também de duas de suas irmãs, Jane e Lydia. No fim do livro, a narrativa comenta que Kitty passou a interagir muito mais com Jane e Elizabeth e isso &#8220;melhorou muito&#8221; a personalidade dela. Quanto a Mary, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, ficamos sabendo não só da história da protagonista Elizabeth Bennet, como também de duas de suas irmãs, Jane e Lydia. No fim do livro, a narrativa comenta que Kitty passou a interagir muito mais com Jane e Elizabeth e isso &#8220;melhorou muito&#8221; a personalidade dela. Quanto a Mary, ela foi a única que &#8220;permaneceu em casa&#8221; especialmente devido à &#8220;inabilidade da Sra. Bennet de ficar sozinha&#8221; mas que, como sua beleza não era constantemente comparada desfavoravelmente com as das irmãs, o Sr. Bennet imaginava que ela estava até que contente.</p>
<p>The Other Bennet Sister, baseada em um livro que ainda não li, começa imaginando como seria a vida de Mary &#8220;permanecendo em casa&#8221; enquanto todas as irmãs foram embora casar.</p>
<p>A história começa perto do início do livro, e os primeiros capítulos passam pelos eventos já conhecidos de todos: a chegada do Sr. Bingley, Caroline sendo nojenta, Mary passando vergonha no baile em Netherfield, Mary sendo &#8220;a mais feia&#8221; das irmãs, a Sra. Bennet sendo insuportável. Enquanto <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/adaptacao-orgulho-e-preconceito/">as duas adaptações mais famosas</a> de Orgulho e Preconceito colocam a Sra. Bennet como uma tola nervosa e obcecada, aqui a série a transforma numa narcisista bem mais maléfica. Da mesma forma, o Sr. Bennet, de gentil indulgente, passou a ser um apático impaciente. Kitty e Lydia se parecem com o livro, Jane e Elizabeth são auto-centradas e mal percebem a existência de Mary.</p>
<p>Até aí, direito da série de reimaginar as coisas. O que estava me incomodando era outro aspecto. Crescer &#8220;a mais feia&#8221; entre cinco é algo extremamente familiar pra mim, então me aproximei da série com esse interesse. Será que eu me identificaria com a história? E no primeiro episódio Mary tem um interesse romântico, que é logo destruído pela Sra. Bennet. No primeiro. Episódio. A &#8220;mais feia&#8221; tem um cara atrás dela. A partir dali já me deu um desânimo porque parte do problema de ser &#8220;a mais feia&#8221; é justamente querer fazer parte do mundo da atenção masculina e ser completamente ignorada. <em>Hoje</em> eu sei que essa necessidade de atenção é algo imposto socialmente, mas eu sou adulta. Quando a gente é jovem, a gente quer sim atenção do sexo oposto: é praticamente a base da nossa auto estima! Mary ser &#8220;a mais feia&#8221; era terrível pra ela justamente porque impedia que ela conseguisse a única &#8220;independência&#8221; possível para uma mulher da classe social dela naquela época, o casamento. Se no primeiro episódio ela já tem um mocinho querendo, cadê o conflito?</p>
<p>Aí a Mary da série decide que &#8220;não se  importa mais&#8221; com os homens e romance e casamento e começa a sua jornada de grande leitora. Passa a vergonha da vida em Netherfield. Não tem interesse no Sr. Collins mas aceitaria se casar com ele, mas a mãe proíbe. E antes que a proibição seja levantada, Charlotte já agarrou a oportunidade. As irmãs todas vão embora casadas e Mary sobra em casa. O Sr. Bennet morre, os Collins chegam no dia seguinte expulsando Mary e a Sra. Bennet, e começa uma nova parte da série.</p>
<p>Antes de continuar, queria elogiar muito a participação da Lucy Briers como Hill. Ela fez a Mary da série de 1995 e participa do melhor quesito dessa mini-série pra mim: as referências ótimas a outras adaptações de Austen. Indira Varma, a Sra. Gardiner, é a Caroline Bingley de Noiva e Preconceito. Richard E. Grant, o Sr. Bennet, é Sir Walter Elliot na tenebrosa adaptação de Persuasão (e única coisa boa do filme).</p>
<h2>A História Nova</h2>
<p>Nesse ponto da história finalmente nos livramos da linha do tempo de Orgulho e Preconceito e vemos pra onde Mary resolve ir. Felizmente ela vai para Londres passar um tempo com os Gardiners, que são os melhores personagens da série. Em Londres Mary imediatamente arranja um carinha, o Sr. Hayward, que está obviamente interessado nela mas depois ela descobre que ele está &#8220;semi-noivo&#8221; de uma outra moça. E aí <em>mais um cara </em>chega nela, o bonitão Sr. Ryder, pra ter um triângulo bem clichê.</p>
<p>Eu não tenho nada contra reimaginação de personagens conhecidos. Inclusive, um dos meus gêneros favoritos são as reimaginações de contos de fadas. Mary Bennet dos livros era moralista, afetada, olhava para tudo com superioridade, se aplicava nos estudos e na música para compensar o fato de &#8220;não ser bonita&#8221; mas não tinha vivência fora do círculo familiar para conseguir um discernimento melhor. Claro que a série deixa ela mais simpática, e muda totalmente a personalidade dela. Essas coisas não me incomodaram tanto; protagonistas simpáticas são importantes numa série de romance. O problema é a incongruência. A Mary da série se veste mal, não cuida da beleza, tem ansiedade social, é tímida. E a série prontamente recompensa tudo isso não com um mas com <em>dois </em>interesses românticos. Só não é verossímil, e fica óbvio que isso só acontece &#8220;porque o roteiro quis&#8221;.</p>
<p>A proposta do Sr. Ryder é completamente irreal e impossível de ter sido feita, a conversa em torno disso é incongruente, pensamentos modernos dentro de uma série que tenta ser histórica. Mary é justamente a irmã mais preocupada com o que é apropriado, e ela sequer considerar a proposta e ter aquela conversa dos anos de 2020 com Elizabeth foi outra coisa que quebrou o encanto da série pra mim.</p>
<p>No fim das contas o Sr. Hayward é um lerdo incapaz de se comunicar e o Sr. Ryder é um egoísta mimado. Nenhum deles melhora nada durante a história. Se tirarmos a maquiagem de época e só olharmos a trama, é tudo bem fraquinho. O figurino encanta mas as personalidades são modernas. E se tirarmos o pano de fundo de Orgulho e Preconceito, sobra uma menina que foi mal tratada pela mãe a vida toda e aprendeu a ter personalidade longe dela. A &#8220;falta de beleza&#8221; da Mary é muito menos importante que a falta de auto estima causada pela mãe terrível. Por um lado, eu entendo de onde a série vem, e nossas mães conseguem fazer um estrago considerável na nossa auto estima. Por outro lado, crescer &#8220;a mais feia&#8221; é muito afetado pela sociedade: são os amigos, os namoradinhos, as colegas de escola, que são o principal fator complicado, e a série só ignora isso.</p>
<p><strong>The Other Bennet Sister (2026) Roteiro &#8211; Sarah Quintrell, Maddie Dai; Direção &#8211; Jennifer Sheridan, Asim Abbasi</strong><br />
<strong>com Ella Bruccoleri, Ruth Jones, Indira Varma</strong></p>
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		<title>O Clube das Desquitadas &#124; Olivia Goldsmith</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 18:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olivia Goldsmith]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu cheguei nesse livro porque assisti o filme baseado nele e achei muito bom. Com um trio de atrizes absolutamente maravilhosas interpretando as protagonistas e um roteiro de comédia muito competente, esse filme superou as expectativas dos produtores e se transformou em um sucesso comercial. Annie, Elise e Brenda são três mulheres de classe alta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu cheguei nesse livro porque assisti o filme baseado nele e achei muito bom. Com um trio de atrizes absolutamente maravilhosas interpretando as protagonistas e um roteiro de comédia muito competente, esse filme superou as expectativas dos produtores e se transformou em um sucesso comercial.</p>
<p>Annie, Elise e Brenda são três mulheres de classe alta em Nova York que foram trocadas pelos maridos por mulheres mais jovens. Cynthia é uma amiga delas que também teve o mesmo fim: seu marido, um multi-milionário do mundo das finanças, se divorciou dela para ficar com uma moça muito mais jovem. Cynthia comete suicídio mas antes manda uma carta pra Annie, contando todas as atrocidades que o marido fez com ela.</p>
<p>Annie fica indignada com a forma que Cynthia foi tratada pelo ex, e também fica chocada com o que os ex-maridos de Elise e Brenda fizeram. As três se reaproximam depois do funeral de Cynthia, e decidem se unir para destruir as vidas dos respectivos ex, sem esquecer de se vingar também do ex da Cynthia.</p>
<p>Infelizmente o livro é de uma qualidade bem pífia. Se não fosse ele ter tido a premissa usada para um filme de sucesso, não teria merecido o espaço que tem.</p>
<p>Enquanto o filme faz o que promete (as três se vingam dos ex maridos de forma espetacular), esse livro não tem nem a graça, nem a agilidade, nem a satisfação da vingança que o roteiro do filme conseguiu trazer.</p>
<h4>As Desquitadas</h4>
<p>Annie é a mulher perfeita. Ela não reclama, não exige nada pra ela, é branca, magra, linda e rica, e sempre quer fazer o correto. Elise é uma milionária que virou artista de Hollywood, depois foi pra Europa fazer sucesso com filmes de arte, e agora está vivendo o medo da velhice e da solidão. Brenda é filha de um mafioso que casou com um mala, teve um monte de filhos e agora é obesa e desbocada.</p>
<h4>Os Vilões</h4>
<p>Gil é o ex da Cynthia, milionário das finanças. Depois de ter destruído a vida da Cynthia, largou dela e se casou com Mary, uma jovem que foi sua aprendiz e agora virou sócia. Ele usou o dinheiro da família da Cynthia pra se erguer, destruiu a empresa dos sogros e ficou com o dinheiro só pra ele. Quando Cynthia teve a primeira filha, ele se ressentiu de ter sido &#8216;abandonado&#8217; por não receber a mesma atenção da esposa, então quando Cynthia engravidou do segundo filho, ele obrigou ela a abortar. Daí a filha do casal sofreu um acidente de carro quando criança e ficou na UTI e ele forçou Cynthia a aceitar a desligar os aparelhos. Quando ela descobriu que ele tava tendo um caso com uma jovem do trabalho dele, ele negou tudo. Só pra depois divorciar dela e casar justamente com a mesma jovem que ela tinha desconfiado. Quando o corpo de Cynthia é encontrado depois do suicídio, Gil apressa o velório pra dali dois dias, pra sabotar o rolê e ter pouquíssimas pessoas se despedindo dela.</p>
<p>Morty é ex da Brenda, dono de uma rede de lojas de departamento. O pai da Brenda era da máfia, e ajudou muito Morty a crescer, dando pro genro mercadoria roubada pra ele vender em suas primeiras lojas. Brenda teve dois filhos, e Morty se separou dela mentindo que estava sem dinheiro. Ele usou o medo da Brenda de polícia / advogados / publicidade por ser filha de mafiosos pra obrigar ela a assinar um divórcio terrível que ela mal conseguia pagar um aluguel. Depois Morty se casou com Shelby, uma loira bonitona que sonha em ter uma galeria de arte usando o dinheiro de Morty.</p>
<p>Aaron é ex da Annie, um publicitário famoso. Eles tiveram três filhos, e a mais nova tem síndrome de Down. Ele não consegue aceitar que a menina &#8216;não é perfeita&#8217;, se ressente que Annie &#8216;só dá atenção pra menina&#8217;, e quando Annie não consegue mais atingir o orgasmo, sugere que ela vá a uma psiquiatra do sexo. E aí ele trai Annie com a psiquiatra. Durante o livro ele resolve que isso é pouco e decide pegar o dinheiro guardado para pagar a escola da filha e investir num negócio escuso. Ele perde tudo e a criança vai ser expulsa da escola para crianças com Down porque Annie não tem dinheiro pra pagar.</p>
<p>Bill é ex da Elise, um advogado que pegou várias contas milionárias pra firma dele por causa da esposa que é uma das mulheres mais ricas dos Estados Unidos. Ele sempre traiu Elise com várias, mas agora ele diz estar apaixonado e quer se separar. Ele se diz um cavalheiro porque não quer nada financeiro no divórcio, mas a moça por quem ele se apaixonou é por acaso uma outra herdeira de família centenária. Ela é anos mais nova que a Elise e é uma artista  plástica em começo de carreira.</p>
<p>A quantidade de tempo que passamos na cabeça desses caras é insuportável. Como se não bastasse a gente ter que ler todos os pensamentos egoístas e auto centrados desses caras, a autora ainda por cima escreve cenas de sexo completas, incluindo fetiches e perversões. Isso não faz o livro ser <em>sexy</em>, isso só faz a leitura ficar nojenta. Especialmente quando o tesão do Bill é que a nova namorada tem corpo sem pelos, sem peitos, e chama ele de <em>daddy </em>na cama. Escroto.</p>
<h4>Cenas desnecessárias</h4>
<p>Dá pra ver que o livro passa mais tempo demonizando os ex-maridos do que desenvolvendo as &#8216;protagonistas&#8217;. Além disso, a autora quis muito contar a história de como essas três mulheres &#8216;encontraram o amor&#8217; na meia idade depois do divórcio desastroso. Elise é seguida por um jovem fotógrafo obcecado, fica bêbada, ele ajuda ela a ir pro quarto do hotel, e eles transam. Depois disso ela fica se sentindo culpada por ter dado pra um desconhecido, e ele fica culpado por ter vendido uma foto dela pra uma revista. O livro tenta suavizar, falando que a foto era uma que ele tirou do lado de fora, antes de transar com ela. Mas sim, ela está tão bêbada que nem lembra o que aconteceu no dia seguinte. Mas ela acha que o &#8216;principal obstáculo&#8217; pro relacionamento deles é que ele é 15 anos mais novo. Annie vai pedir ajuda pra um cara do governo pra processar o Gil, e esse cara se apaixona por ela. Essa cena de sexo a autora não achou tão legal descrever, mas a da Elise quase desacordada de bêbada com um joveno stalker foi minuciosamente escrita. Brenda se apaixona pela advogada que ela conseguiu pra cuidar do caso dela, e elas viram um casal. A autora claramente concluiu que ninguém quer ler cena de sexo entre uma gorda e uma lésbica masculina, mas estamos todas muito interessadas no Gil comendo a esposa na mesa do escritório.</p>
<p>A quantidade de gente que ficamos ouvindo me deixou muito confusa. Eu não sei quem é quem, e aparentemente todo mundo se conhece. Larry, o fotógrafo da Elise, é amigo de um jornalista, que vai num date com o decorador amigo da Brenda. O decorador ajuda Brenda a investigar os negócios de Gil, que ajudou Morty a ganhar uma bolada mas foi tudo armado pro Morty perder tudo. Morty dá uma dica pro Aaron pra tentar ganhar do Gil, o Aaron usa essa dica pra investir com o dinheiro da filha. A esposa de Aaron é irmã do crítico de arte que vai na galeria de Shelby, a esposa de Morty. E em vários momentos somos jogadas em festas da alta sociedade onde todo mundo fica falando da vida de todo mundo, usando nomes que eu jamais vou lembrar.</p>
<p>O livro demora pra sempre. A gente tem que ler sobre a Annie descobrindo que o Aaron é um merda. Temos que acompanhar a Elise se conformando com a &#8216;solidão da mulher rica&#8217;. Vemos todo o problema da Brenda com a obesidade &#8211; que é magicamente resolvido quando ela faz uma aposta com a Elise de que a Elise vai parar de beber e a Brenda vai parar de comer doce. Tem o drama da escola da filha da Annie. Tem o drama do irmão da Cynthia. Tem o drama do Larry. Tem o drama do filho da Annie que não é notado pelo pai.</p>
<h4>Vingança não resolvida</h4>
<p>No fim das contas elas fazem algumas coisas: A Elise vende os bens do Bill por um dólar pra Brenda, que revende os bens em leilão e usa o dinheiro pra comprar a parte do Aaron da empresa de publicidade. A Elise se infiltra no clube do Gil e coloca removedor de tinta no carro dele. E Elise convence o tio milionário dela a azedar os negócios do Gil. O livro tenta colocar que Annie ajudou nisso, porque ela se engraça com o velho japonês que ia fazer negócio com o Gil, mas é tudo coincidência porque o japonês tem um filho com Down também. Então o maior herói do livro é o tio da Elise, no caso.</p>
<p>O resto é tudo coisa fora do controle delas. A esposa do Bill fica esquizofrênica de tanto usar droga e a empresa dele descobre que ele falsifica gastos de clientes, Morty é preso por evasão de impostos, Aaron perde o dinheiro da filha e perde a empresa pra Brenda. O pior é o Gil, que descobre que Mary tinha sido casada com um negro e tem um chilique durante uma festa. Ele agride a esposa na frente dos fotógrafos, e ainda por cima perde o rolê dos japoneses.</p>
<p>No fim das contas o livro é muito longo, com pontos de vista desnecessariamente confusos, trama espalhada pelo planeta todo, e uma premissa ótima jogada no lixo pela quantidade de coincidências convenientes salpicadas por cenas de sexo sem noção.</p>
<p>Felizmente quem fez o roteiro do filme jogou fora dois terços da história. Sobrou um filme impecável que recomendo fortemente, baseado num livro lixo que não merece espaço.</p>
<p><strong>The First Wives Club (1992) de Olivia Goldsmith</strong></p>
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		<title>Magic Flutes &#124; Eva Ibbotson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 18:36:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eva Ibbotson]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guy Farne foi encontrado na rua quando bebê. Ele é criado num orfanato e aos doze anos ele é aceito por Mrs. Hodge. Muito determinado e bastante desenvolto, Guy cresce e se torna um jovem bonito e inteligente. Ele vai para Viena, de onde volta com o coração partido e uma única ambição: ficar milionário [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Guy Farne foi encontrado na rua quando bebê. Ele é criado num orfanato e aos doze anos ele é aceito por Mrs. Hodge. Muito determinado e bastante desenvolto, Guy cresce e se torna um jovem bonito e inteligente. Ele vai para Viena, de onde volta com o coração partido e uma única ambição: ficar milionário para conseguir se casar com Nerine, a mulher que ama.</p>
<p>Com habilidade, sorte e sagacidade típicos do mais afortunado dos protagonistas, Guy em pouco tempo consegue chegar ao seu primeiro milhão. Dali pra frente é só sucesso financeiro, e ele chega em Viena com a intenção de comprar um castelo para oferecer à sua amada.</p>
<p>A Viena de 1922, logo após o fim da primeira guerra, é um local propício para se comprar um castelo. A Áustria pós-guerra tem uma série de nobres empobrecidos que não tem como se manter mais em suas construções infinitas. O secretário do Mr. Farne então faz o que precisa ser feito e adquire um belo espécime, o belo castelo Pfaffenstein. As duas nobres senhoras idosas que lá moram inclusive são convidadas a continuar morando lá até um certo evento ocorrer.</p>
<p>O evento é uma apresentação da ópera A Flauta Mágica no teatro do castelo, que é quando Guy espera poder conseguir o &#8216;sim&#8217; da sua amada quando ele a pedir em casamento.</p>
<p>Enquanto isso, a companhia de teatro que Guy vai contratar está em situação crítica. Afinal, é preciso muito dinheiro para manter uma companhia, e dinheiro anda em falta em Viena naquele momento. Felizmente, o grupo tem uma fada: a jovem Tessa. Ela é a assistente do diretor, sempre trabalhando de graça e sempre a mais do que precisa. Sem ela, o maestro não teria seu botão da sorte (porque ele sempre perde), a cantora principal não teria sua peruca (porque Tessa corta seu próprio cabelo para a confecção), e o diretor não saberia como funcionar.</p>
<p>Ao visitar a produção para contratar o grupo, Guy conhece Tessa e fica impressionado com a paixão dela pela ópera, pelo teatro e pela música.</p>
<p>Quando finalmente conhecemos a belíssima Nerine, o leitor logo fica sabendo que ela não é o que Guy imagina. Ela é linda, claro, mas também é fútil, só se importa com sua beleza, seu bem estar e seu dinheiro, está muito desapontada que não conseguiu casar com ninguém da nobreza ainda, e só aceita ser cortejada novamente por Guy porque ele claramente é um endinheirado &#8211; mesmo que ela mantenha um conde escocês na geladeira.</p>
<p>Além disso, também descobrimos que Tessa é ninguém mais ninguém menos que a princesa de Pfaffenstein, que saiu da casa das tias-avós pra poder viver no teatro porque ela não acredita em nobreza e sim na democracia republicana. Ela também cansou de ser princesa, não gosta da &#8216;prisão aristocrática&#8217; e não tem o menor interesse em se casar com Maxxie, um jovem da nobreza com quem estava destinada, de acordo com os pais de ambos.</p>
<p>Então o livro alterna entre a) preparação para A Flauta Mágica; b) Tessa e Guy se conhecendo e evitando perceber que são perfeitos um pro outro; c) Nerine sendo nojenta enquanto Guy é incapaz de perceber; d) Maxxie tentando sem muito entusiasmo pedir Tessa em casamento. Quando Guy descobre que Tessa é a princesa de Pfaffenstein, ele reage mal, e Tessa passa pela fase &#8220;o que eu fiz pra que ele esteja tão bravo comigo&#8221;.</p>
<p>O que me incomodou no livro foi o tipo de clichê irritante. Tessa não se importa com a própria aparência mas por acaso ela também é de uma beleza diáfana impecável. Nerine é a vilã que se importa só com sua própria beleza e com roupas caras e títulos de nobreza. Guy é o milionário grosso que consegue tudo o que quer. Claro que Tessa fica muito insegura com Guy porque Nerine é &#8216;voluptuosa&#8217; enquanto Tessa se sente &#8216;reta como uma tábua&#8217;.</p>
<p>Tirando isso, o livro é muito fofo. A autora claramente é apaixonada por Viena e por Mozart, a história é divertida, com uma escrita leve. Os coadjuvantes são muito engraçados e a narrativa tem um humor característico da autora. Esse foi o primeiro livro dela que eu li que não é para o público infantil, tem uma pegada mais &#8216;jovem-adulto&#8217;. Achei uma ótima pedida. Recomendo.</p>
<p><strong>Magic Flutes (1982) de Eva Ibbotson &#8211; Reino Unido</strong></p>
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		<title>The Perks of Loving a Wallflower &#124; Erica Ridley</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 12:39:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Erica Ridley]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Thomasina Wynchester é uma mestra em disfarces. Ela pode se transformar em uma lady da alta sociedade ou num velhote mal humorado, dependendo do que for necessário para resolver os casos. Sua próxima missão envolve a decodificação de um código militar super secreto e um enigma que existe há séculos. Mas sua nova cliente é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Thomasina Wynchester é uma mestra em disfarces. Ela pode se transformar em uma lady da alta sociedade ou num velhote mal humorado, dependendo do que for necessário para resolver os casos. Sua próxima missão envolve a decodificação de um código militar super secreto e um enigma que existe há séculos. Mas sua nova cliente é uma jovem de excelente família que é justamente a crush eterna de Tommy.</p>
<p>Miss Philippa York não acredita no amor. Seu coração de gelo e jamais foi tocado pelo duque quando ela ficou noiva, e nem se quebrou quando ele terminou com ela pra casar com outra. O que ela mais quer fazer é decodificar o manuscrito histórico que ela encontrou, e desmascarar um vilão. Ela detesta ter que precisar da ajuda de um homem, então fica muito feliz de descobrir que o barão a quem ela pede auxílio é na verdade uma moça disfarçada. E de repente o coração de Philippa começa a dar sinais de vida amorosa.</p>
<p>O livro é fofo. As incongruências históricas são perdoáveis no mundo quase fantasioso que a autora criou. Dá pra ver que é o segundo livro da série porque os personagens que terminaram juntos no primeiro fazem a aparição, e até deu interesse de ler.</p>
<p>A ideia de um grupo de investigadores / vigilantes / heróis disfarçados é bem divertida, e a trama do vilão, mesmo sendo secundária, é interessante. O romance em si é bonitinho, com Tommy sempre com vergonha de interagir na frente de Philippa e o resto do grupo sem entender onde foi parar a Tommy independente e falante. (Ou um bonitão dos mais conquistadores em sua persona masculina.)</p>
<p>É um livro bonitinho e agradável. Quem sabe eu me animo com o universo da autora e começo a ver os outros.</p>
<p>The Perks of Loving a Wallflower de Erica Ridley | The Wild Wynchesters livro 2</p>
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		<title>Filme &#124; Cinderela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 01:28:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ella é uma jovem linda de família rica que perde a mãe, aí o pai casa de novo com uma mulher que já tem duas filhas, depois morre e Ella é obrigada pela madrasta a virar empregada da casa. A madrasta e as step sisters são super más e tratam a mocinha muito mal – [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ella é uma jovem linda de família rica que perde a mãe, aí o pai casa de novo com uma mulher que já tem duas filhas, depois morre e Ella é obrigada pela madrasta a virar empregada da casa. A madrasta e as step sisters são super más e tratam a mocinha muito mal – inclusive a chamam de Cinderella porque ela fica toda suja de cinzas por dormir na frente da lareira etc etc.</p>
<p>Um dia, Cinderella está passeando na floresta e conhece um bonitão que também acha ela maravilhosa e rola amor à primeira vista. Quando tem o baile e a Cinderella fica feliz de ir, a madrastas e as irmãs rasgam o vestido dela e tal, e vem a fada madrinha, enfim. Igual no desenho da Disney – que testou a nova moda de homenagear seus clássicos com Malévola, deu super, super certo e agora vai ter mais adaptações homenageantes vindo por aí.</p>
<p>Coisas boas: o filme é visualmente maravilhoso. A história é bem contada. Os personagens são menos pastéis do que no desenho. Passa no teste de Bechdel com honras!</p>
<p>Coisas não tão boas: a história não é nada nova. O duque é mais malvado pouquinha coisa, a madrasta é claramente uma velha invejosa, a fada é chata – tudo igual o desenho. O povo teve a oportunidade de acrescentar, deixar a coisa talvez um pouco menos trouxa, mas preferiram fazer uma versão muito próxima do conto de Perrault com os adendos do desenho de 1950. Vamos repetir? Mil novecentos e cinquenta. A mesma história. Só que mais bonito.</p>
<p>Teve gente falando que o filme é uma boa porque mostra que características ditas femininas – delicadeza, gentileza, passividade, calma perseverança, etc – também são desejáveis numa heroína, já que hoje em dia só as características masculinas de agressividade, impetuosidade e que tais são valorizadas. Então, de acordo com essa galera ae, falar que a Cinderella é uma idiota porque tem essas características seria diminuir a importância da feminilidade e blás. Mas vamos com calma? Vamos. Essas lindas características femininas de docilidade e bobice eram desejadas às moças de 1950 – por mil motivos históricos que não vêm ao caso porque daí ainda mais textão – e o desenho da Disney reforçava o estereótipo. Até aí, ok. A Cinderella é uma das ‘princesas’ mais chatas pra mim especialmente por causa dessa apatia e eterna felicidade diante da adversidade – e a adversidade é importante e quero foco nisso agora. Ela é transformada em escrava. A situação dela é horrorosa nas duas versões da Disney. No filme eles até dão mais motivos para ela não fugir – a casa era dos pais, e ela quer continuar ali porque memórias, amor e tal – mas em ambas as versões ela passa frio, fica sem comida, é abusada verbal e fisicamente. Tudo isso sem perder o rebolado e as esperanças, e tudo isso sem dizer uma palavra descortês às suas algozes. Perceberam a perversidade?</p>
<p>Cinderella não é só uma moça boazinha que trata os animaizinhos bem. Ela é uma moça boazinha que é tratada como lixo e em troca é gentil com suas ‘donas’. E isso é recompensado. É um conselho que ela recebe da mãe – ‘seja sempre gentil’ – e que ela leva pra vida toda, mesmo diante das adversidades. Admirável? Sem dúvida. Um exemplo pas criança? Bem provável. Uma babaca que não consegue desapegar de uma casa e prefere sofrer na mão da madrasta em vez de sair e conseguir ajuda? Certamente. É muito bonito falar que ‘características femininas estão sendo valorizadas’ quando essas mesmas características são marteladas na nossa mente desde criancinha: “mulher de verdade” cuida dos outros, é sempre carinhosa, afável, não ergue a voz nem fala palavrão etc sono. Isso causa desde mulheres em relacionamentos abusivos receberem da sociedade a resposta de que “se você fosse mais de boa ele não seria tão agressivo” até mulheres serem condicionadas a empregos de cuidar, limpar e agradar os outros.</p>
<p>Ser boa e gentil não é necessariamente um conselho ruim. É o “sempre” que é o problema.</p>
<p>Para não me alongar ainda mais, fica o resumo: Um filme visualmente incrível, com boas atuações (especialmente Cate Blanchett, se divertindo bastante), uma fada chata que não deveria ter ficado nas mãos da Helena Boham Carter e um roteiro óbvio.</p>
<p>Bom pra quem gosta de contos de fadas, era apaixonada pelo desenho da Disney ou tem menos de dez anos.</p>
<p>2015 – De Kenneth Branagh. Com Cate Blanchett, Helena Boham Carter, Lily James, Richard Madden, Stellan Skarsgard.</p>
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		<title>Bluebeard and the Outlaw &#124; Tara Grayce</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2024 02:53:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tara Grayce]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nessa releitura de Robin Hood misturado com O Barba Azul, Robin é uma moça, a mais velha entre vários irmãos. Ela é filha de guardas florestais e, junto com seus irmãos mais novos, luta contra o Duke Guy de Gisborne. Ele é um governante cruel que taxa seus súditos até a penúria e além disso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa releitura de Robin Hood misturado com O Barba Azul, Robin é uma moça, a mais velha entre vários irmãos. Ela é filha de guardas florestais e, junto com seus irmãos mais novos, luta contra o Duke Guy de Gisborne. Ele é um governante cruel que taxa seus súditos até a penúria e além disso assassinou três esposas.</p>
<p>De alguma forma ele consegue se livrar de ser acusado de qualquer coisa, já que alega que as esposas se suicidaram. Robin fica sabendo que o duque está procurando uma nova vítima. Decidida a completar seu plano mais audacioso, Robin explica suas intenções para seus irmãos.</p>
<p>Ela vai fingir ser uma nobre da distante província de Locksley, para se casar com o duque, e aí, quando ele eventualmente vier matá-la, ela vai matá-lo em legítima defesa. Dessa forma, estando casada com o duque, Robin vai poder descobrir onde ele guarda suas riquezas, permitindo assim que seus irmãos façam um roubo extraordinário. Além disso, depois de matar o duque, ela vai herdar tudo o que ele tem.</p>
<p>Apesar de toda essa história de assassinatos e mortes, o livro segue uma narrativa leve e divertida. Robin é audaciosa e viciada em adrenalina. O duque rapidamente se mostra um cara sensato que foi pego numa armadilha mágica.</p>
<p>No caso, no mundo do livro, a floresta Greenwood é permeada de portais mágicos para o reino dos <em>fae</em>, de onde saem monstros e criaturas ainda mais perigosas. Os guardas florestais protegiam a região dos monstros mágicos, até que, dez anos antes, logo após a morte misteriosa dos pais da Robin, o duque desfez a sociedade dos guardas florestais.</p>
<h3>No spice.</h3>
<p>Claro que existe ali uma tensão romântica entre Robin e o duque &#8211; esse é o título do livro, afinal &#8211; mas a narrativa é completamente <em>no spice. </em>Ou seja, nenhuma cena picante. Por um lado isso deixou as coisas mais ágeis porque não precisamos perder tempo com tensões sexuais. Mas por outro lado deixou alguns momentos mais inverossímeis, porque simplesmente ignora a consumação do casamento. Não chega a ser uma coisa que atrapalha a narrativa.</p>
<p>Achei tudo muito rápido. Novamente, por um lado é tranquilo e divertido de ler, quase como se fosse um conto. Por outro lado, as decisões e atitudes tomadas parecem um pouco rápido <em>demais</em> e quando você viu, já foi. De qualquer forma prendeu minha atenção e foi uma leitura fofa. Foi o primeiro livro de 2024, achei um início digno.</p>
<p>Bluebeard and the Outlaw (2021), de Tara Grayce</p>
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		<title>Not Another Vampire Book &#124; Cassandra Gannon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 10:06:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cassandra Gannon]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
		<category><![CDATA[sobrenatural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Karalynn Donnelly trabalha com edição de livros. Quando ela recebe mais um livro de vampiros pra revisar, ela só consegue revirar os olhos em irritação. O nome da história ainda por cima é Eternal Passion at Sunset (Paixão Eterna ao Pôr do Sol) e é um amontoado de clichês. Ela fica ainda mais irritada quando percebe que, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Karalynn Donnelly trabalha com edição de livros. Quando ela recebe mais um livro de vampiros pra revisar, ela só consegue revirar os olhos em irritação. O nome da história ainda por cima é <em>Eternal Passion at Sunset </em>(Paixão Eterna ao Pôr do Sol) e é um amontoado de clichês.</p>
<p>Ela fica ainda mais irritada quando percebe que, do nada, foi transportada para <em>dentro</em> do livro!</p>
<p>E as coisas ficam ainda piores: sua aparição no meio da história fez com que a mocinha acabasse não encontrando o herói. Slade, o grande rei dos vampiros, acha que <em>ela</em> é a heroína &#8211; e isso pode fazer com que o tecido da história se desfaça.</p>
<p>A única escolhad e Karalynn é se unir ao vilão da história, Damien, o último dos <em>wizard warlocks</em>, inimigo mortal dos vampiros.</p>
<p>O principal motivo de eu ter gostado tanto desse livro é que finalmente achei um livro de vampiros que não se leva a sério. Claro, no final as coisas precisam ficar um tanto mais organizadas ou a história não faria qualquer sentido, mas na maior parte do livro: chacota. Adorei.</p>
<p>Karalynn é uma protagonista apropriadamente moderna com pouquíssima paciência para os clichês da história onde ela foi parar. Damian é o perfeito vilão-que-na-verdade-é-herói. O pacote dele vem completo com mansão cheia de instrumentos de tortura, roupas pretas e expressão sempre sombria.</p>
<p>Um livro fofíssimo para passar o tempo e sair um pouco da pretensão dos romances sobrenaturais pela aí.</p>
<p>Not Another Vampire Book (2012)</p>
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		<title>Crocodile on the Sandbank &#124; Elizabeth Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Nov 2023 22:32:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Elizabeth Peters]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Miss Amelia Peabody, ao receber a herança deixada pelo pai, tem a intenção de partir para os destinos clássicos. Em Roma, ela encontra Miss Evelyn, que está nas piores condições possíveis após se tornar uma fallen woman. Amelia não se importa com essas definições, e convida Evelyn para ser sua companheira de viagem. Chegando no Cairo, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Miss Amelia Peabody, ao receber a herança deixada pelo pai, tem a intenção de partir para os destinos clássicos. Em Roma, ela encontra Miss Evelyn, que está nas piores condições possíveis após se tornar uma <em>fallen woman. </em>Amelia não se importa com essas definições, e convida Evelyn para ser sua companheira de viagem.</p>
<p>Chegando no Cairo, as duas moças conhecem algumas pessoas. Entre eles, os dois irmãos Emerson, o mais velho um barbudo irascível, o mais novo um jovem atraente. Ambos são arqueólogos a caminho de uma escavação. Além disso, há o desagradável Alberto, responsável pela situação de Evelyn. E também tem o Senhor Lucas, primo de Evelyn e completamente obcecado a se casar com ela.</p>
<p>Amelia e Evelyn portanto começam seu cruzeiro pelo rio Nilo, e por acaso param na escavação dos irmãos Emerson. Uma das principais descobertas dos arqueólogos é uma nova tumba, de um conselheiro do faraó Akhenatem (tio ou padrinho de Tutankhamen). No entanto, a múmia encontrada desaparece do local onde o mais velho dos Emerson a estava estudando.</p>
<p>Uma série de aparições sinistras durante a noite deixam o grupo dividido: haveria uma presença sobrenatural desaprovando a escavação? Ou tem um agente bastante físico por trás de tudo, com motivos mundanos para que os escavadores saiam da região?</p>
<h3>Amelia Peabody feminista.</h3>
<p>Amelia Peabody é uma força da natureza. Ela usa sua personalidade forte e o dinheiro que herdou do pai para se certificar de que tudo aconteça da forma que ela quer, e geralmente ela consegue fazer com que tudo ocorra da forma correta. Ela não tem paciência para saias, despreza os homens por princípio, e não aceita um <em>não</em> como resposta. É muito refrescante ler um livro com uma protagonista como ela, depois de tantas jovens suspirantes que perdem a iniciativa assim que conhecem um homem.</p>
<p>Além do protagonismo de Amelia, temos a excelente ambientação do Egito, que, por mais que seja uma visão semi-moderna das dificuldades do país em se desenvolver, também tem a visão da antiguidade que me atrai tanto.</p>
<p>Muito bom livro que terminei em um dia. Recomendo.</p>
<p>Crocodile on the Sandbank (1975) Série Amelia Peabody Livro 1</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Kushiel&#8217;s Chosen &#124; Jacqueline Carey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Nov 2023 10:57:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jacqueline Carey]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Kushiel&#8217;s Chosen, de Jacqueline Carey, é um romance erótico de fantasia. Phèdre é a protagonista, uma cortesã treinada para espionagem. Terre d&#8217;Ange é um país de beleza e maravilhas. Seus habitantes são filhos de anjos, por isso têm beleza além do que os outros humanos possuem. Phèdre nó Delaunay é uma moça abençoada com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Kushiel&#8217;s Chosen, de Jacqueline Carey, é um romance erótico de fantasia. Phèdre é a protagonista, uma cortesã treinada para espionagem.</p>
<p>Terre d&#8217;Ange é um país de beleza e maravilhas. Seus habitantes são filhos de anjos, por isso têm beleza além do que os outros humanos possuem. Phèdre nó Delaunay é uma moça abençoada com a <em>marca de Kushiel, </em>o que faz com que ela sinta prazer com a dor.</p>
<p>As cortesãs de Terre d&#8217;Ange são consideradas representantes dos anjos, e portanto respeitadas e reverenciadas. Os pais de Phèdre a deixaram em uma das casas de cortesãs, onde recebeu treinamento. Delaunay, um aristocrata, a adquiriu como serva e a treinou como espiã. Depois que ele foi assassinado por traidores, Phèdre consegue fugir e finalmente salva o país de uma invasão dos povos do norte.</p>
<p>A jovem rainha de Terre d&#8217;Ange considera Phèdre como uma aliada importante, já que Phèdre foi instrumental em colocá-la no trono. Por isso ela pede a Phèdre que a ajude mais uma vez: Melisande Shahrizai, a grande traidora, fugiu para Caerdicca Unitas, e a rainha pede que Phèdre vá procurá-la.</p>
<p>Claro que Melisande está mais do que pronta para isso, e Phèdre mais uma vez precisa  dar o seu melhor para sobreviver. Se é que me entendem.</p>
<p>Enquanto isso, o melhor amigo de Phèdre continua preso na ilha mágica. Por mais que Phèdre esteja na pior, ela nunca esquece do amigo e continua tentando achar meios de salvá-lo.</p>
<p>Se no primeiro livro visualizamos a versão das ilhas britânicas e das tribos nórdicas, durante esse nós vemos a Itália e países do Mediterrâneo. Os novos personagens são muito bons, e os antigos continuam interessantes. Phèdre é uma excelente protagonista e Melisande uma das melhores vilãs de todos os tempos.</p>
<p>Kushiel&#8217;s Chosen (2002) | Trilogia Phèdre Livro 2</p>
<p>Leia também: <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/kushiels-dart-jacqueline-carey/">resenha do livro 1</a>.</p>
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		<title>Bared to You &#124; Sylvia Day</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 19:36:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sylvia Day]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eva é uma moça de 22 anos que acabou de se formar e conseguiu um ótimo emprego em Nova York. Gideon é um bilionário de 28 anos que é dono de metade da cidade. Eles se conhecem, faíscas, muito sexo. Até aí é o que eu esperava. Só que no caso tem também o fato [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eva é uma moça de 22 anos que acabou de se formar e conseguiu um ótimo emprego em Nova York. Gideon é um bilionário de 28 anos que é dono de metade da cidade. Eles se conhecem, faíscas, muito sexo. Até aí é o que eu esperava.</p>
<p>Só que no caso tem também o fato de que eles se comportam como dois adolescentes. É um monte de briga tóxica, ciúmes, choro, vai embora, volta, joguinho mental. No começo você fica, mas que que um bilionário de 28 anos tá fazendo trabalhando na empresa do pai? E que inferno de empresa contrata menina de 22 anos sem referências? Mas claro, tem que rolar o romance entre duas pessoas de menos de 30 anos ou a imaturidade ficaria muito forçada.</p>
<p>Entretanto, o que mais pega nem é o choro tóxico do casal. O que pega é que os dois são sobreviventes de abuso na infância/juventude, e estão os dois cheios de traumas, e &#8220;precisam um do outro&#8221; para superar. Só que como são os dois instáveis, ninguém consegue ajudar muito o outro. E aí nesse caso as cenas de sexo ficam um pouco fora da minha preferência: eu não exatamente curto ler sexo entre duas pessoas incapazes de tomar decisões inteligentes porque tem problemas emocionais sérios.</p>
<p>Eu me pergunto se a autora de fato conhece alguém que passou pelos traumas que ela narra seus protagonistas como tendo passado. Minha suposição é que não, e ela está apenas escolhendo traumas sexuais para ter alguma desculpa para as cenas de sexo serem violentas será. Achei desrespeitoso, abusivo, problemático e tóxico &#8211; claramente não o tipo de romance que eu gosto. Além disso achei só ruim mesmo.</p>
<p>Ela escreve melhor que outras autoras do gênero, mas podia ter escolhido um tema menos polêmico? O livro termina do nada, talvez pra tentar me convencer a ler o próximo. Só não me convenceu.</p>
<p>Bared to You (2012) | Série Crossfire Livro 1</p>
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		<title>Simplesmente o Paraíso &#124; Julia Quinn</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 12:44:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Julia Quinn]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante todos os livros dos irmãos Bridgerton, os concertos das irmãs Smythe-Smith são famosos por serem terríveis. Ano após ano, a família obriga suas senhoritas a se apresentarem tocando os clássicos da estação, e toda aristocracia comparece. E é sempre péssimo. Todas as moças tocam mal. Esse fato é ponto importante em quase todos os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante todos os livros dos irmãos Bridgerton, os concertos das irmãs Smythe-Smith são famosos por serem terríveis. Ano após ano, a família obriga suas senhoritas a se apresentarem tocando os clássicos da estação, e toda aristocracia comparece. E é sempre péssimo. Todas as moças tocam mal.</p>
<p>Esse fato é ponto importante em quase todos os romances dos Bridgerton, tanto por Lady Bridgerton fazer questão que todos os seus filhos compareçam, quanto principalmente por jovens casais insistirem em ter cenas românticas durante o concerto.</p>
<p>E no entanto sempre tem uma das moças tocando que <em>sabe</em> quão terríveis elas são, para quem a apresentação vai ser sempre uma tortura. Uma dessas é a protagonista desse romance,  a jovem Honoria Smythe-Smith. Ela toca violino muito mal. E ela está apaixonada pelo amigo do seu irmão mais velho, Marcus Holroyd. <em>Será</em> que ela tem alguma chance com ele?</p>
<p>Ao contrário dos romances dos Bridgertons, que sempre têm uma cena de beijos proibidos assistidos por alguma matrona que exige casamento; ou algum drama terrível que ameaça a reputação das moças; esse livro é plácido e tranquilo.</p>
<p>Portanto, mesmo que eu estivesse esperando algo mais bombástico, o final tranquilo foi bem satisfatório.</p>
<p>Just Like Heaven (2017) | Quarteto Smythe-Smith Livro 1</p>
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