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	<title>romance Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>romance Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Heated Rivalry &#124; Rachel Reid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 20:18:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rachel Reid]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Interessante lembrar como que eu cheguei nesse livro. Primeiro que teve uma série que todas tava &#8230; <a title="Heated Rivalry &#124; Rachel Reid" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/heated-rivalry-rachel-reid/"><span class="screen-reader-text">Heated Rivalry &#124; Rachel Reid</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante lembrar como que eu cheguei nesse livro. Primeiro que teve uma série que todas tava assistindo, virou febre, não se falava em outra coisa nas redes. Depois que minha amiga perguntou bem alto no meio do grupo &#8220;vocês tão assistindo o pornô hockey?&#8221; e ficou tudo muito confuso. Como eu sou dessas, fui atrás de ler o primeiro volume da série, <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/game-changer-rachel-reid/">Game Changer</a>, pra entrar na história do rolê; achei bem normal.</p>
<p>Aí quando finalmente vim ler esse, achei normal também. É bem escrito, tem seus probleminhas, tipo um romance meio tóxico que depois fica fofo sem motivo aparente, ou a questão do pano de fundo da Rússia que é só racista. Mas achei uma leitura bonitinha.</p>
<p>Shane Hollander é um jovem jogador de hockey entrando na liga profissional. Ilya Rozanov é um jovem jogador de hockey entrando na liga profissional. Eles começam um trepa-trepa na miúda enquanto ficam cada vez mais famosos &#8211; e sua rivalidade nos <em>rinques</em> fica cada vez mais sob os holofotes.</p>
<p>De início o relacionamento se resume a mensagens de texto em semi-código, encontros em locais anônimos e muito sexo; e na vida profissional ambos com a estrela subindo e os jogos mais desafiadores.</p>
<p>Enquanto os pais de Shane são super focados na carreira do filho e adoram o fato de que ele não parece ter vida social, o pai de Ilya na Rússia é o protótipo do homofóbico terrível e todas as cenas da Rússia são aquele clichê de russos em filme americano. Mas nenhum dos dois pode assumir o &#8220;romance&#8221; porque hockey é homofóbico e eles são uma dupla de rivais que se alguém descobrir que são na verdade um casal isso vai&#8230; acabar com a liga? Não colou pra mim, mas é o que mantém os dois sem poder se assumir o livro todo.</p>
<p>Mas eu tô gastando tempo aqui à toa. O livro não importa, é só mais um romance bobinho. O que importa é a série. Entretenimento dos bons, com elenco excelente. O livro fica pálido em comparação.</p>
<p>Heated Rivalry (2019) de Rachel Reid | Game Changers #2</p>
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		<title>Game Changer &#124; Rachel Reid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 13:31:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rachel Reid]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Scott Hunter é um jogador americano de hockey que está numa fase ruim. Kip Grady é &#8230; <a title="Game Changer &#124; Rachel Reid" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/game-changer-rachel-reid/"><span class="screen-reader-text">Game Changer &#124; Rachel Reid</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Scott Hunter é um jogador americano de hockey que está numa fase ruim. Kip Grady é um barista num hiato estudantil, já que não consegue pagar a dívida da graduação nem juntar dinheiro pra uma pós, e fica vendo a vida passar enquanto serve café numa lojinha de rua.</p>
<p>Um dia, Scott Hunter entra na cafeteria e pede um smoothie, e Kip acha ele um gato, e os dois começam um flerte que vira romance com bastante meteção. O problema é que Scott está inteiramente no armário devido homofobia no mundo do esporte, e Kip vira basicamente um bonitão troféu que fica em casa esperando o macho chegar. Enquanto isso, a estrela de Scott está em ascensão e ele começa uma fase ótima nos jogos.</p>
<p>Kip finalmente se cansa dessa vida difícil de ser sustentado por um astro do hockey e fala que não quer mais ser um segredo. E Scott decide que o amor que ele sente por Kip é mais importante do que sua reputação no hockey. Quando ele ganha a taça Stanley (prêmio da principal liga de hockey do mundo), Scott chama Kip no gelo e beija o namorado na frente de todo mundo. Depois Scott faz um discurso de vencedor falando que dedica o prêmio ao amor da vida dele que é o Kip.</p>
<p>Veja, não é que eu queria <em>mais </em>homofobia no livro, porque homofobia é sempre ruim. Mas é que toda a trama gira em torno de Scott estar no armário por ter medo das consequências de sair. E as consequências que o livro mostra são: zero. Todos os amigos do Scott aceitam numa boa, o coach faz um discurso sobre como é importante a representação, o Scott nem tem família pra se importar; o máximo que acontece é o agente do Scott falar &#8220;não sai não, vai ser ruim com os patrocinadores&#8221; e o Scott ignora ele e pronto. Eu acho isso ótimo e fofo, mas tira um pouco do drama. Se era tão fácil assim, então todo o medo do Scott era injustificado, e ele fica parecendo só um mimado paranoico e o Kip tava certo de dar o chilique dele.</p>
<p>Esse livro me fez pensar nos papéis de gêneros em histórias de romance. Por que será que tantas mulheres ficaram obcecadas por esse livro? Se por um lado o casal tem papéis bem definidos que podem ser comparados a Scott sendo o homem hétero e Kip sendo a mulher hétero (Scott ganha o dinheiro, Kip fica em casa; Scott &#8216;não pode assumir&#8217; o romance, Kip se sente &#8216;invisível&#8217;; Kip &#8216;não quer se aproveitar&#8217; do dinheiro do Scott), por outro lado o sexo é rápido, fácil e sem julgamentos. Não existe choramingo da mulher não querendo dar porque vai ser taxada de fácil; não existe pudor em transar no primeiro encontro; não existe nada de possessividade, nem ciúme de ex, nem preocupação com virgindades. <em>Muito</em> diferente dos romances modernos héteros.</p>
<p>A trama de romance segue todos os pontos clichês de um romance hétero: homem bonitão e rico se interessa por um &#8220;qualquer&#8221; que &#8220;não sabe que é bonito&#8221;. Os dois começam um relacionamento porém há um conflito. Eles brigam do meio pro final, o rico bonitão pede desculpas com um gesto ultra-romântico, e o casal volta a ficar junto dessa vez pra sempre. Não vi diferença entre um livro de hétero e um livro de gay, talvez porque justamente a autora e o público alvo feminino queira a mesma coisa só que com&#8230; sexo sem culpa?</p>
<p>Dito isso, foi um entretenimento válido e vou atrás do próximo volume.</p>
<p>Eu preciso só comentar que eu acho muito estranho essas capas infantilizadas com carinha de adolescente num livro que é um pornozão gay.</p>
<p><strong>Game Changer (2018) de Rachel Reid | Game Changers #1</strong></p>
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		<title>Paladin&#8217;s Grace &#124; T. Kingfisher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:56:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[T. Kingfisher]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Stephen é um ex-paladino porque seu deus morreu. Três anos depois da morte do deus, ele &#8230; <a title="Paladin&#8217;s Grace &#124; T. Kingfisher" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/paladins-grace-t-kingfisher/"><span class="screen-reader-text">Paladin&#8217;s Grace &#124; T. Kingfisher</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Stephen é um ex-paladino porque seu deus morreu. Três anos depois da morte do deus, ele presta serviço para o Templo do Rato, vivendo um dia após o outro sem energia para nada, junto com alguns companheiros da fé perdida.</p>
<p>Grace é uma perfumista que divide casa com uma espiã. Ela tem um bicho de estimação que é uma mistura de teixugo com gato, ela é nerd dos cheiros, e ela não quer saber de homem nenhum depois do trauma que passou com o ex.</p>
<p>Enquanto o livro navega pelo início do romance, que é chato e clichê, ficamos conhecendo a parte boa do livro, que são os coadjuvantes. A bispa do rato e seus asseclas, os colegas paladinos de Stephen, a espiã amiga da Grace. Se não fosse eles, eu não tinha chegado no primeiro terço do livro, porque Stephen e Grace são <em>muito chatos</em>. Grace não entende porque alguém acharia ela atraente, afinal ela anda aí de calças manchadas de produtos perfumísticos. Ela fica obcecada pelo Stephen porque ele tem cheiro de gengibre. E ela é incapaz de falar qualquer coisa sem se arrepender em itálico imediatamente depois. Stephen se sente culpado por tudo, se sente culpado por querer fazer sexo com a Grace, se sente culpado por olhar os peitos dela, se sente culpado por falar qualquer coisa.</p>
<p>Aí quando finalmente a história começa a andar, porque tem assassinatos, prisões injustas, espiões andando por aí, e todos os coadjuvantes chamando Grace e Stephen de molengas e lerdos por não transarem logo, o livro fica mais ágil. E quando finalmente rola o sexo, já é o fim do livro, tudo se resolve de forma bem fácil, e agora eles são um casal e não precisam ficar se perguntando em itálico toda hora se eles falaram alguma besteira um pro outro.</p>
<p>Eu não sei se pessoas adultas se comportam dessa forma, sempre na dúvida, sempre com insegurança, sempre achando que o outro não está interessado (eu só sei que eu não sou assim). Então o que me incomodou principalmente foi a falta de maturidade dos protagonistas. Ele tem mais de trinta anos. Já passaram por coisas terríveis. Ele é um <em>berserker</em> que sai por aí matando pessoas, ela tinha um marido nojento que tentava obrigar ela a fazer sexo com outras mulheres. E o livro deixa claro que faz anos que os dois passaram por essas provações, não foi <em>ontem</em>. Mas eles se comportam como se tivessem 20 anos, começando a vida agora.</p>
<p>Não adianta virem falar que esse é um romance com protagonista acima dos 30 se eles se comportam como adolescentes. A trama não ser tão original incomoda pouco, porque o livro é curtinho. Mas foi surpreendente ver a quantidade de choramingo num livro de gente adulta. Especialmente se ambos são bonitos, inteligentes e bem sucedidos. Eu entendi que a autora quis colocar os dois como traumatizados porque morreu o deus e o ex era péssimo, mas isso não explica a imaturidade dos diálogos e o choramingo adolescente.</p>
<p>Literalmente, ele chega na loja de perfume dela, ela fala &#8220;você parece cansado&#8221;. E o itálico chega imediatamente &#8220;<em>nossa porque fui dizer isso que incapaz que eu sou preciso pensar em falar outra coisa&#8221;</em>. Isso acontece em todos os diálogos. É bem cansativo. Detesto protagonista linda, magra, peituda, que fica toda molenga &#8220;não, ele não deve estar interessado em mim, certeza que não está, ele está olhando pra minha amiga, eu sou feia&#8221;.</p>
<p>Dito isso, como a ambientação me interessou, e aparentemente outros livros da autora não são necessariamente tão bobocas, vou dar mais chance.</p>
<p><strong>Paladin&#8217;s Grace (2020) de T. Kingfisher. The Saint of Steel #1</strong></p>
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		<title>A Filha do Rei Pirata &#124; Tricia Levenseller</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 21:02:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tricia Levenseller]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alosa é filha do rei pirata. Ela é encarregada de recuperar um mapa importante, e para &#8230; <a title="A Filha do Rei Pirata &#124; Tricia Levenseller" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/a-filha-do-rei-pirata-tricia-levenseller/"><span class="screen-reader-text">A Filha do Rei Pirata &#124; Tricia Levenseller</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Alosa é filha do rei pirata. Ela é encarregada de recuperar um mapa importante, e para isso se deixa ser capturada pela tripulação de piratas inimigos. Ela fica presa no porão, mas escapa toda noite para revistar o navio. O capitão desse barco é malvado, mas o irmão mais novo dele, Riden, é um pirata mais conflitado. Ele se interessa por Alosa mas sente que ela não é o que parece.</p>
<p>Durante a narrativa, ficamos sabendo mais sobre Alosa: ela era órfã, o rei pirata a &#8216;resgatou&#8217; e a fez passar por treinamentos pesadíssimos, ela finalmente ganhou o comando de seu próprio navio, aos dezessete anos tem a missão de recuperar o mapa do lendário tesouro. E também ela é meio-sereia.</p>
<p>As sereias desse mundo são aquelas que atraem os homens para as profundezas. Alosa consegue mudar a voz e conquistar qualquer homem que quiser, mas ela precisa dosar seus poderes ou vai perder controle de si mesma e vai só entrar no mar e afogar todo mundo.</p>
<p>O livro é pra ser &#8216;<em>young adult</em>&#8216;, e eu admirei a tentativa da autora de pegar temas pesados como o pai abusivo, as ameaças de estupro toda hora, ela virar um monstro afogador de gente, todo mundo estar sempre lutando pela própria vida, de forma leve o suficiente para ficar uma leitura ágil e agradável. A trama é suficientemente inteligente, a ambientação das sereias é interessante, e todo o clichê fica no romance entre Alosa e Riden. Mas como ela tem dezessete anos e ele sei lá, dezenove? o choramingo, as dúvidas e os mal-entendidos ficam mais compreensíveis e menos irritantes.</p>
<p>Alosa é uma protagonista independente e forte, Riden é um par romântico adequado. A narrativa de pirataria clássica com uma pitada de fantasia funciona bem. No fim, a história fica em aberto para uma continuação, mas nada que estrague o divertimento. Eu me diverti.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Daugther of the Pirate King (2017) de Tricia Levenseller. Primeiro livro da série.</strong></p>
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		<title>Adaptação &#124; Orgulho e Preconceito (2005)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptação mais famosa do imortal livro de Jane Austen, esse filme de 2005 é adorado por &#8230; <a title="Adaptação &#124; Orgulho e Preconceito (2005)" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/adaptacao-orgulho-e-preconceito-2005/"><span class="screen-reader-text">Adaptação &#124; Orgulho e Preconceito (2005)</span>Read more</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptação mais famosa do imortal <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/orgulho-e-preconceito-jane-austen/">livro de Jane Austen</a>, esse filme de 2005 é adorado por toda uma legião de fãs e hoje é considerado um clássico. Ele foi para muita gente a porta de entrada para o universo da autora e da literatura clássica.</p>
<p>A família Bennet tem cinco filhas e não muito dinheiro, então quando um solteiro bonitão e rico se muda para ali perto, todas ficam em polvorosa: vai que o Sr. Bingley escolhe uma delas pra se casar? A trama conhecida de todos segue as batidas do livro: chegada de Bingley, Jane vai visitar e fica doente, Elizabeth vai dar apoio pra ela, ninguém gosta do Darcy, Caroline é uma esnobe, os Bingleys vão embora, Jane vai pra Londres mas é esnobada por Caroline, Wickam, os Gardiners, <em>the elopement</em>, Lydia entregando Darcy, a visita de Lady Catherine, a declaração final.</p>
<p>O elenco é talentosíssimo, o figurino é impecável, a trilha sonora é lindíssima, o resultado final é um dos filmes mais icônicos da geração. Mas é um filme de pouco mais de duas horas de duração é incapaz de mostrar algumas nuances da história, por melhor que seja o roteiro.</p>
<p>Acho que quem mais sofre é o relacionamento entre Wickham e Elizabeth. Alguma parte da história eles tinham que cortar pro roteiro ficar enxuto, e Miss King é deixada de lado, com toda a reflexão que isso trouxe a Lizzie. O casal Hurst também deixa de existir, e mais um exemplo de casamento entre duas pessoas incompatíveis fica de fora. Falando em pessoas incompatíveis, não gostei da modernização da Charlotte, que ficou mais simplória e impressionável e menos capaz de ser uma companheira da Lizzie.</p>
<p>Novamente elogiando o elenco, é uma das poucas adaptações em que as atrizes tem as idades certas, e é sempre refrescante ver Jane finalmente mais bonita que Lizzie. Keira Knightley é uma Elizabeth icônica. Rosamund Pike está impecável na sua atuação de beleza tradicional, delicadeza, bom humor e incapacidade de demonstrar sentimentos.</p>
<p>O filme também tem ótimos momentos que o roteiro e a atuação proporcionam: quando Lydia está correndo pela casa feliz que vai pra Brighton, Jane fala pra Elizabeth &#8220;with the <em>Forsters</em>&#8221; e a expressão dela deixa bem claro o tipo de pessoa que eles são mesmo sem que a gente veja nada deles. A exuberância distraída que Brenda Blethyn deu à Sra Bennet e a indiferença amável do Sr. Bennet de Donald Sutherland explicam perfeitamente a personalidade das cinco filhas. Tom Hollander é um Sr. Collins ideal.</p>
<p>O filme fez um trabalho excelente de trazer a história para o público moderno, mas recentes resenhas de jovens sobre o filme mostram que o que ficou foi muito mais a &#8220;aura&#8221; do que o comentário social. É um belo filme de romance, e um exemplo do que as mocinhas gostariam de ter em um relacionamento, mas toda o sarcasmo da autora em relação à sua época se perdeu. Orgulho e Preconceito não é <em>só</em> um livro de romance; é um tratado irônico e sagaz sobre toda uma classe social. Não é um &#8220;romance de época&#8221;, mas uma história contemporânea à autora que ela quebrou paradigmas ao publicar.</p>
<p>O filme é ótimo, mas só toca na superfície do que o livro representa.</p>
<p><strong>Pride and Prejudice (2005) de Joe Wright; roteiro de Deborah Moggach com Emma Thompson; com Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Brenda Blethyn, Donald Sutherland, Rosamund Pike, Jena Malone, Carey Mulligan, Tallulah Riley, Tom Hollander</strong></p>
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		<title>Série &#124; The Other Bennet Sister</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 13:31:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, ficamos sabendo não só da história da protagonista Elizabeth &#8230; <a title="Série &#124; The Other Bennet Sister" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/serie-the-other-bennet-sister/"><span class="screen-reader-text">Série &#124; The Other Bennet Sister</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, ficamos sabendo não só da história da protagonista Elizabeth Bennet, como também de duas de suas irmãs, Jane e Lydia. No fim do livro, a narrativa comenta que Kitty passou a interagir muito mais com Jane e Elizabeth e isso &#8220;melhorou muito&#8221; a personalidade dela. Quanto a Mary, ela foi a única que &#8220;permaneceu em casa&#8221; especialmente devido à &#8220;inabilidade da Sra. Bennet de ficar sozinha&#8221; mas que, como sua beleza não era constantemente comparada desfavoravelmente com as das irmãs, o Sr. Bennet imaginava que ela estava até que contente.</p>
<p>The Other Bennet Sister, baseada em um livro que ainda não li, começa imaginando como seria a vida de Mary &#8220;permanecendo em casa&#8221; enquanto todas as irmãs foram embora casar.</p>
<p>A história começa perto do início do livro, e os primeiros capítulos passam pelos eventos já conhecidos de todos: a chegada do Sr. Bingley, Caroline sendo nojenta, Mary passando vergonha no baile em Netherfield, Mary sendo &#8220;a mais feia&#8221; das irmãs, a Sra. Bennet sendo insuportável. Enquanto <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/adaptacao-orgulho-e-preconceito/">as duas adaptações mais famosas</a> de Orgulho e Preconceito colocam a Sra. Bennet como uma tola nervosa e obcecada, aqui a série a transforma numa narcisista bem mais maléfica. Da mesma forma, o Sr. Bennet, de gentil indulgente, passou a ser um apático impaciente. Kitty e Lydia se parecem com o livro, Jane e Elizabeth são auto-centradas e mal percebem a existência de Mary.</p>
<p>Até aí, direito da série de reimaginar as coisas. O que estava me incomodando era outro aspecto. Crescer &#8220;a mais feia&#8221; entre cinco é algo extremamente familiar pra mim, então me aproximei da série com esse interesse. Será que eu me identificaria com a história? E no primeiro episódio Mary tem um interesse romântico, que é logo destruído pela Sra. Bennet. No primeiro. Episódio. A &#8220;mais feia&#8221; tem um cara atrás dela. A partir dali já me deu um desânimo porque parte do problema de ser &#8220;a mais feia&#8221; é justamente querer fazer parte do mundo da atenção masculina e ser completamente ignorada. <em>Hoje</em> eu sei que essa necessidade de atenção é algo imposto socialmente, mas eu sou adulta. Quando a gente é jovem, a gente quer sim atenção do sexo oposto: é praticamente a base da nossa auto estima! Mary ser &#8220;a mais feia&#8221; era terrível pra ela justamente porque impedia que ela conseguisse a única &#8220;independência&#8221; possível para uma mulher da classe social dela naquela época, o casamento. Se no primeiro episódio ela já tem um mocinho querendo, cadê o conflito?</p>
<p>Aí a Mary da série decide que &#8220;não se  importa mais&#8221; com os homens e romance e casamento e começa a sua jornada de grande leitora. Passa a vergonha da vida em Netherfield. Não tem interesse no Sr. Collins mas aceitaria se casar com ele, mas a mãe proíbe. E antes que a proibição seja levantada, Charlotte já agarrou a oportunidade. As irmãs todas vão embora casadas e Mary sobra em casa. O Sr. Bennet morre, os Collins chegam no dia seguinte expulsando Mary e a Sra. Bennet, e começa uma nova parte da série.</p>
<p>Antes de continuar, queria elogiar muito a participação da Lucy Briers como Hill. Ela fez a Mary da série de 1995 e participa do melhor quesito dessa mini-série pra mim: as referências ótimas a outras adaptações de Austen. Indira Varma, a Sra. Gardiner, é a Caroline Bingley de Noiva e Preconceito. Richard E. Grant, o Sr. Bennet, é Sir Walter Elliot na tenebrosa adaptação de Persuasão (e única coisa boa do filme).</p>
<h2>A História Nova</h2>
<p>Nesse ponto da história finalmente nos livramos da linha do tempo de Orgulho e Preconceito e vemos pra onde Mary resolve ir. Felizmente ela vai para Londres passar um tempo com os Gardiners, que são os melhores personagens da série. Em Londres Mary imediatamente arranja um carinha, o Sr. Hayward, que está obviamente interessado nela mas depois ela descobre que ele está &#8220;semi-noivo&#8221; de uma outra moça. E aí <em>mais um cara </em>chega nela, o bonitão Sr. Ryder, pra ter um triângulo bem clichê.</p>
<p>Eu não tenho nada contra reimaginação de personagens conhecidos. Inclusive, um dos meus gêneros favoritos são as reimaginações de contos de fadas. Mary Bennet dos livros era moralista, afetada, olhava para tudo com superioridade, se aplicava nos estudos e na música para compensar o fato de &#8220;não ser bonita&#8221; mas não tinha vivência fora do círculo familiar para conseguir um discernimento melhor. Claro que a série deixa ela mais simpática, e muda totalmente a personalidade dela. Essas coisas não me incomodaram tanto; protagonistas simpáticas são importantes numa série de romance. O problema é a incongruência. A Mary da série se veste mal, não cuida da beleza, tem ansiedade social, é tímida. E a série prontamente recompensa tudo isso não com um mas com <em>dois </em>interesses românticos. Só não é verossímil, e fica óbvio que isso só acontece &#8220;porque o roteiro quis&#8221;.</p>
<p>A proposta do Sr. Ryder é completamente irreal e impossível de ter sido feita, a conversa em torno disso é incongruente, pensamentos modernos dentro de uma série que tenta ser histórica. Mary é justamente a irmã mais preocupada com o que é apropriado, e ela sequer considerar a proposta e ter aquela conversa dos anos de 2020 com Elizabeth foi outra coisa que quebrou o encanto da série pra mim.</p>
<p>No fim das contas o Sr. Hayward é um lerdo incapaz de se comunicar e o Sr. Ryder é um egoísta mimado. Nenhum deles melhora nada durante a história. Se tirarmos a maquiagem de época e só olharmos a trama, é tudo bem fraquinho. O figurino encanta mas as personalidades são modernas. E se tirarmos o pano de fundo de Orgulho e Preconceito, sobra uma menina que foi mal tratada pela mãe a vida toda e aprendeu a ter personalidade longe dela. A &#8220;falta de beleza&#8221; da Mary é muito menos importante que a falta de auto estima causada pela mãe terrível. Por um lado, eu entendo de onde a série vem, e nossas mães conseguem fazer um estrago considerável na nossa auto estima. Por outro lado, crescer &#8220;a mais feia&#8221; é muito afetado pela sociedade: são os amigos, os namoradinhos, as colegas de escola, que são o principal fator complicado, e a série só ignora isso.</p>
<p><strong>The Other Bennet Sister (2026) Roteiro &#8211; Sarah Quintrell, Maddie Dai; Direção &#8211; Jennifer Sheridan, Asim Abbasi</strong><br />
<strong>com Ella Bruccoleri, Ruth Jones, Indira Varma</strong></p>
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		<title>O Clube das Desquitadas &#124; Olivia Goldsmith</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 18:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olivia Goldsmith]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu cheguei nesse livro porque assisti o filme baseado nele e achei muito bom. Com um &#8230; <a title="O Clube das Desquitadas &#124; Olivia Goldsmith" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/o-clube-das-desquitadas-olivia-goldsmith/"><span class="screen-reader-text">O Clube das Desquitadas &#124; Olivia Goldsmith</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu cheguei nesse livro porque assisti o filme baseado nele e achei muito bom. Com um trio de atrizes absolutamente maravilhosas interpretando as protagonistas e um roteiro de comédia muito competente, esse filme superou as expectativas dos produtores e se transformou em um sucesso comercial.</p>
<p>Annie, Elise e Brenda são três mulheres de classe alta em Nova York que foram trocadas pelos maridos por mulheres mais jovens. Cynthia é uma amiga delas que também teve o mesmo fim: seu marido, um multi-milionário do mundo das finanças, se divorciou dela para ficar com uma moça muito mais jovem. Cynthia comete suicídio mas antes manda uma carta pra Annie, contando todas as atrocidades que o marido fez com ela.</p>
<p>Annie fica indignada com a forma que Cynthia foi tratada pelo ex, e também fica chocada com o que os ex-maridos de Elise e Brenda fizeram. As três se reaproximam depois do funeral de Cynthia, e decidem se unir para destruir as vidas dos respectivos ex, sem esquecer de se vingar também do ex da Cynthia.</p>
<p>Infelizmente o livro é de uma qualidade bem pífia. Se não fosse ele ter tido a premissa usada para um filme de sucesso, não teria merecido o espaço que tem.</p>
<p>Enquanto o filme faz o que promete (as três se vingam dos ex maridos de forma espetacular), esse livro não tem nem a graça, nem a agilidade, nem a satisfação da vingança que o roteiro do filme conseguiu trazer.</p>
<h4>As Desquitadas</h4>
<p>Annie é a mulher perfeita. Ela não reclama, não exige nada pra ela, é branca, magra, linda e rica, e sempre quer fazer o correto. Elise é uma milionária que virou artista de Hollywood, depois foi pra Europa fazer sucesso com filmes de arte, e agora está vivendo o medo da velhice e da solidão. Brenda é filha de um mafioso que casou com um mala, teve um monte de filhos e agora é obesa e desbocada.</p>
<h4>Os Vilões</h4>
<p>Gil é o ex da Cynthia, milionário das finanças. Depois de ter destruído a vida da Cynthia, largou dela e se casou com Mary, uma jovem que foi sua aprendiz e agora virou sócia. Ele usou o dinheiro da família da Cynthia pra se erguer, destruiu a empresa dos sogros e ficou com o dinheiro só pra ele. Quando Cynthia teve a primeira filha, ele se ressentiu de ter sido &#8216;abandonado&#8217; por não receber a mesma atenção da esposa, então quando Cynthia engravidou do segundo filho, ele obrigou ela a abortar. Daí a filha do casal sofreu um acidente de carro quando criança e ficou na UTI e ele forçou Cynthia a aceitar a desligar os aparelhos. Quando ela descobriu que ele tava tendo um caso com uma jovem do trabalho dele, ele negou tudo. Só pra depois divorciar dela e casar justamente com a mesma jovem que ela tinha desconfiado. Quando o corpo de Cynthia é encontrado depois do suicídio, Gil apressa o velório pra dali dois dias, pra sabotar o rolê e ter pouquíssimas pessoas se despedindo dela.</p>
<p>Morty é ex da Brenda, dono de uma rede de lojas de departamento. O pai da Brenda era da máfia, e ajudou muito Morty a crescer, dando pro genro mercadoria roubada pra ele vender em suas primeiras lojas. Brenda teve dois filhos, e Morty se separou dela mentindo que estava sem dinheiro. Ele usou o medo da Brenda de polícia / advogados / publicidade por ser filha de mafiosos pra obrigar ela a assinar um divórcio terrível que ela mal conseguia pagar um aluguel. Depois Morty se casou com Shelby, uma loira bonitona que sonha em ter uma galeria de arte usando o dinheiro de Morty.</p>
<p>Aaron é ex da Annie, um publicitário famoso. Eles tiveram três filhos, e a mais nova tem síndrome de Down. Ele não consegue aceitar que a menina &#8216;não é perfeita&#8217;, se ressente que Annie &#8216;só dá atenção pra menina&#8217;, e quando Annie não consegue mais atingir o orgasmo, sugere que ela vá a uma psiquiatra do sexo. E aí ele trai Annie com a psiquiatra. Durante o livro ele resolve que isso é pouco e decide pegar o dinheiro guardado para pagar a escola da filha e investir num negócio escuso. Ele perde tudo e a criança vai ser expulsa da escola para crianças com Down porque Annie não tem dinheiro pra pagar.</p>
<p>Bill é ex da Elise, um advogado que pegou várias contas milionárias pra firma dele por causa da esposa que é uma das mulheres mais ricas dos Estados Unidos. Ele sempre traiu Elise com várias, mas agora ele diz estar apaixonado e quer se separar. Ele se diz um cavalheiro porque não quer nada financeiro no divórcio, mas a moça por quem ele se apaixonou é por acaso uma outra herdeira de família centenária. Ela é anos mais nova que a Elise e é uma artista  plástica em começo de carreira.</p>
<p>A quantidade de tempo que passamos na cabeça desses caras é insuportável. Como se não bastasse a gente ter que ler todos os pensamentos egoístas e auto centrados desses caras, a autora ainda por cima escreve cenas de sexo completas, incluindo fetiches e perversões. Isso não faz o livro ser <em>sexy</em>, isso só faz a leitura ficar nojenta. Especialmente quando o tesão do Bill é que a nova namorada tem corpo sem pelos, sem peitos, e chama ele de <em>daddy </em>na cama. Escroto.</p>
<h4>Cenas desnecessárias</h4>
<p>Dá pra ver que o livro passa mais tempo demonizando os ex-maridos do que desenvolvendo as &#8216;protagonistas&#8217;. Além disso, a autora quis muito contar a história de como essas três mulheres &#8216;encontraram o amor&#8217; na meia idade depois do divórcio desastroso. Elise é seguida por um jovem fotógrafo obcecado, fica bêbada, ele ajuda ela a ir pro quarto do hotel, e eles transam. Depois disso ela fica se sentindo culpada por ter dado pra um desconhecido, e ele fica culpado por ter vendido uma foto dela pra uma revista. O livro tenta suavizar, falando que a foto era uma que ele tirou do lado de fora, antes de transar com ela. Mas sim, ela está tão bêbada que nem lembra o que aconteceu no dia seguinte. Mas ela acha que o &#8216;principal obstáculo&#8217; pro relacionamento deles é que ele é 15 anos mais novo. Annie vai pedir ajuda pra um cara do governo pra processar o Gil, e esse cara se apaixona por ela. Essa cena de sexo a autora não achou tão legal descrever, mas a da Elise quase desacordada de bêbada com um joveno stalker foi minuciosamente escrita. Brenda se apaixona pela advogada que ela conseguiu pra cuidar do caso dela, e elas viram um casal. A autora claramente concluiu que ninguém quer ler cena de sexo entre uma gorda e uma lésbica masculina, mas estamos todas muito interessadas no Gil comendo a esposa na mesa do escritório.</p>
<p>A quantidade de gente que ficamos ouvindo me deixou muito confusa. Eu não sei quem é quem, e aparentemente todo mundo se conhece. Larry, o fotógrafo da Elise, é amigo de um jornalista, que vai num date com o decorador amigo da Brenda. O decorador ajuda Brenda a investigar os negócios de Gil, que ajudou Morty a ganhar uma bolada mas foi tudo armado pro Morty perder tudo. Morty dá uma dica pro Aaron pra tentar ganhar do Gil, o Aaron usa essa dica pra investir com o dinheiro da filha. A esposa de Aaron é irmã do crítico de arte que vai na galeria de Shelby, a esposa de Morty. E em vários momentos somos jogadas em festas da alta sociedade onde todo mundo fica falando da vida de todo mundo, usando nomes que eu jamais vou lembrar.</p>
<p>O livro demora pra sempre. A gente tem que ler sobre a Annie descobrindo que o Aaron é um merda. Temos que acompanhar a Elise se conformando com a &#8216;solidão da mulher rica&#8217;. Vemos todo o problema da Brenda com a obesidade &#8211; que é magicamente resolvido quando ela faz uma aposta com a Elise de que a Elise vai parar de beber e a Brenda vai parar de comer doce. Tem o drama da escola da filha da Annie. Tem o drama do irmão da Cynthia. Tem o drama do Larry. Tem o drama do filho da Annie que não é notado pelo pai.</p>
<h4>Vingança não resolvida</h4>
<p>No fim das contas elas fazem algumas coisas: A Elise vende os bens do Bill por um dólar pra Brenda, que revende os bens em leilão e usa o dinheiro pra comprar a parte do Aaron da empresa de publicidade. A Elise se infiltra no clube do Gil e coloca removedor de tinta no carro dele. E Elise convence o tio milionário dela a azedar os negócios do Gil. O livro tenta colocar que Annie ajudou nisso, porque ela se engraça com o velho japonês que ia fazer negócio com o Gil, mas é tudo coincidência porque o japonês tem um filho com Down também. Então o maior herói do livro é o tio da Elise, no caso.</p>
<p>O resto é tudo coisa fora do controle delas. A esposa do Bill fica esquizofrênica de tanto usar droga e a empresa dele descobre que ele falsifica gastos de clientes, Morty é preso por evasão de impostos, Aaron perde o dinheiro da filha e perde a empresa pra Brenda. O pior é o Gil, que descobre que Mary tinha sido casada com um negro e tem um chilique durante uma festa. Ele agride a esposa na frente dos fotógrafos, e ainda por cima perde o rolê dos japoneses.</p>
<p>No fim das contas o livro é muito longo, com pontos de vista desnecessariamente confusos, trama espalhada pelo planeta todo, e uma premissa ótima jogada no lixo pela quantidade de coincidências convenientes salpicadas por cenas de sexo sem noção.</p>
<p>Felizmente quem fez o roteiro do filme jogou fora dois terços da história. Sobrou um filme impecável que recomendo fortemente, baseado num livro lixo que não merece espaço.</p>
<p><strong>The First Wives Club (1992) de Olivia Goldsmith</strong></p>
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		<title>Magic Flutes &#124; Eva Ibbotson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 18:36:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eva Ibbotson]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guy Farne foi encontrado na rua quando bebê. Ele é criado num orfanato e aos doze &#8230; <a title="Magic Flutes &#124; Eva Ibbotson" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/magic-flutes-eva-ibbotson/"><span class="screen-reader-text">Magic Flutes &#124; Eva Ibbotson</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Guy Farne foi encontrado na rua quando bebê. Ele é criado num orfanato e aos doze anos ele é aceito por Mrs. Hodge. Muito determinado e bastante desenvolto, Guy cresce e se torna um jovem bonito e inteligente. Ele vai para Viena, de onde volta com o coração partido e uma única ambição: ficar milionário para conseguir se casar com Nerine, a mulher que ama.</p>
<p>Com habilidade, sorte e sagacidade típicos do mais afortunado dos protagonistas, Guy em pouco tempo consegue chegar ao seu primeiro milhão. Dali pra frente é só sucesso financeiro, e ele chega em Viena com a intenção de comprar um castelo para oferecer à sua amada.</p>
<p>A Viena de 1922, logo após o fim da primeira guerra, é um local propício para se comprar um castelo. A Áustria pós-guerra tem uma série de nobres empobrecidos que não tem como se manter mais em suas construções infinitas. O secretário do Mr. Farne então faz o que precisa ser feito e adquire um belo espécime, o belo castelo Pfaffenstein. As duas nobres senhoras idosas que lá moram inclusive são convidadas a continuar morando lá até um certo evento ocorrer.</p>
<p>O evento é uma apresentação da ópera A Flauta Mágica no teatro do castelo, que é quando Guy espera poder conseguir o &#8216;sim&#8217; da sua amada quando ele a pedir em casamento.</p>
<p>Enquanto isso, a companhia de teatro que Guy vai contratar está em situação crítica. Afinal, é preciso muito dinheiro para manter uma companhia, e dinheiro anda em falta em Viena naquele momento. Felizmente, o grupo tem uma fada: a jovem Tessa. Ela é a assistente do diretor, sempre trabalhando de graça e sempre a mais do que precisa. Sem ela, o maestro não teria seu botão da sorte (porque ele sempre perde), a cantora principal não teria sua peruca (porque Tessa corta seu próprio cabelo para a confecção), e o diretor não saberia como funcionar.</p>
<p>Ao visitar a produção para contratar o grupo, Guy conhece Tessa e fica impressionado com a paixão dela pela ópera, pelo teatro e pela música.</p>
<p>Quando finalmente conhecemos a belíssima Nerine, o leitor logo fica sabendo que ela não é o que Guy imagina. Ela é linda, claro, mas também é fútil, só se importa com sua beleza, seu bem estar e seu dinheiro, está muito desapontada que não conseguiu casar com ninguém da nobreza ainda, e só aceita ser cortejada novamente por Guy porque ele claramente é um endinheirado &#8211; mesmo que ela mantenha um conde escocês na geladeira.</p>
<p>Além disso, também descobrimos que Tessa é ninguém mais ninguém menos que a princesa de Pfaffenstein, que saiu da casa das tias-avós pra poder viver no teatro porque ela não acredita em nobreza e sim na democracia republicana. Ela também cansou de ser princesa, não gosta da &#8216;prisão aristocrática&#8217; e não tem o menor interesse em se casar com Maxxie, um jovem da nobreza com quem estava destinada, de acordo com os pais de ambos.</p>
<p>Então o livro alterna entre a) preparação para A Flauta Mágica; b) Tessa e Guy se conhecendo e evitando perceber que são perfeitos um pro outro; c) Nerine sendo nojenta enquanto Guy é incapaz de perceber; d) Maxxie tentando sem muito entusiasmo pedir Tessa em casamento. Quando Guy descobre que Tessa é a princesa de Pfaffenstein, ele reage mal, e Tessa passa pela fase &#8220;o que eu fiz pra que ele esteja tão bravo comigo&#8221;.</p>
<p>O que me incomodou no livro foi o tipo de clichê irritante. Tessa não se importa com a própria aparência mas por acaso ela também é de uma beleza diáfana impecável. Nerine é a vilã que se importa só com sua própria beleza e com roupas caras e títulos de nobreza. Guy é o milionário grosso que consegue tudo o que quer. Claro que Tessa fica muito insegura com Guy porque Nerine é &#8216;voluptuosa&#8217; enquanto Tessa se sente &#8216;reta como uma tábua&#8217;.</p>
<p>Tirando isso, o livro é muito fofo. A autora claramente é apaixonada por Viena e por Mozart, a história é divertida, com uma escrita leve. Os coadjuvantes são muito engraçados e a narrativa tem um humor característico da autora. Esse foi o primeiro livro dela que eu li que não é para o público infantil, tem uma pegada mais &#8216;jovem-adulto&#8217;. Achei uma ótima pedida. Recomendo.</p>
<p><strong>Magic Flutes (1982) de Eva Ibbotson &#8211; Reino Unido</strong></p>
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		<title>The Perks of Loving a Wallflower &#124; Erica Ridley</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 12:39:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Erica Ridley]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Thomasina Wynchester é uma mestra em disfarces. Ela pode se transformar em uma lady da alta &#8230; <a title="The Perks of Loving a Wallflower &#124; Erica Ridley" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/the-perks-of-loving-a-wallflower-erica-ridley/"><span class="screen-reader-text">The Perks of Loving a Wallflower &#124; Erica Ridley</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Thomasina Wynchester é uma mestra em disfarces. Ela pode se transformar em uma lady da alta sociedade ou num velhote mal humorado, dependendo do que for necessário para resolver os casos. Sua próxima missão envolve a decodificação de um código militar super secreto e um enigma que existe há séculos. Mas sua nova cliente é uma jovem de excelente família que é justamente a crush eterna de Tommy.</p>
<p>Miss Philippa York não acredita no amor. Seu coração de gelo e jamais foi tocado pelo duque quando ela ficou noiva, e nem se quebrou quando ele terminou com ela pra casar com outra. O que ela mais quer fazer é decodificar o manuscrito histórico que ela encontrou, e desmascarar um vilão. Ela detesta ter que precisar da ajuda de um homem, então fica muito feliz de descobrir que o barão a quem ela pede auxílio é na verdade uma moça disfarçada. E de repente o coração de Philippa começa a dar sinais de vida amorosa.</p>
<p>O livro é fofo. As incongruências históricas são perdoáveis no mundo quase fantasioso que a autora criou. Dá pra ver que é o segundo livro da série porque os personagens que terminaram juntos no primeiro fazem a aparição, e até deu interesse de ler.</p>
<p>A ideia de um grupo de investigadores / vigilantes / heróis disfarçados é bem divertida, e a trama do vilão, mesmo sendo secundária, é interessante. O romance em si é bonitinho, com Tommy sempre com vergonha de interagir na frente de Philippa e o resto do grupo sem entender onde foi parar a Tommy independente e falante. (Ou um bonitão dos mais conquistadores em sua persona masculina.)</p>
<p>É um livro bonitinho e agradável. Quem sabe eu me animo com o universo da autora e começo a ver os outros.</p>
<p>The Perks of Loving a Wallflower de Erica Ridley | The Wild Wynchesters livro 2</p>
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		<title>Filme &#124; Cinderela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 01:28:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ella é uma jovem linda de família rica que perde a mãe, aí o pai casa &#8230; <a title="Filme &#124; Cinderela" class="hm-read-more" href="https://adevoradoradelivros.com.br/filme-cinderela/"><span class="screen-reader-text">Filme &#124; Cinderela</span>Read more</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ella é uma jovem linda de família rica que perde a mãe, aí o pai casa de novo com uma mulher que já tem duas filhas, depois morre e Ella é obrigada pela madrasta a virar empregada da casa. A madrasta e as step sisters são super más e tratam a mocinha muito mal – inclusive a chamam de Cinderella porque ela fica toda suja de cinzas por dormir na frente da lareira etc etc.</p>
<p>Um dia, Cinderella está passeando na floresta e conhece um bonitão que também acha ela maravilhosa e rola amor à primeira vista. Quando tem o baile e a Cinderella fica feliz de ir, a madrastas e as irmãs rasgam o vestido dela e tal, e vem a fada madrinha, enfim. Igual no desenho da Disney – que testou a nova moda de homenagear seus clássicos com Malévola, deu super, super certo e agora vai ter mais adaptações homenageantes vindo por aí.</p>
<p>Coisas boas: o filme é visualmente maravilhoso. A história é bem contada. Os personagens são menos pastéis do que no desenho. Passa no teste de Bechdel com honras!</p>
<p>Coisas não tão boas: a história não é nada nova. O duque é mais malvado pouquinha coisa, a madrasta é claramente uma velha invejosa, a fada é chata – tudo igual o desenho. O povo teve a oportunidade de acrescentar, deixar a coisa talvez um pouco menos trouxa, mas preferiram fazer uma versão muito próxima do conto de Perrault com os adendos do desenho de 1950. Vamos repetir? Mil novecentos e cinquenta. A mesma história. Só que mais bonito.</p>
<p>Teve gente falando que o filme é uma boa porque mostra que características ditas femininas – delicadeza, gentileza, passividade, calma perseverança, etc – também são desejáveis numa heroína, já que hoje em dia só as características masculinas de agressividade, impetuosidade e que tais são valorizadas. Então, de acordo com essa galera ae, falar que a Cinderella é uma idiota porque tem essas características seria diminuir a importância da feminilidade e blás. Mas vamos com calma? Vamos. Essas lindas características femininas de docilidade e bobice eram desejadas às moças de 1950 – por mil motivos históricos que não vêm ao caso porque daí ainda mais textão – e o desenho da Disney reforçava o estereótipo. Até aí, ok. A Cinderella é uma das ‘princesas’ mais chatas pra mim especialmente por causa dessa apatia e eterna felicidade diante da adversidade – e a adversidade é importante e quero foco nisso agora. Ela é transformada em escrava. A situação dela é horrorosa nas duas versões da Disney. No filme eles até dão mais motivos para ela não fugir – a casa era dos pais, e ela quer continuar ali porque memórias, amor e tal – mas em ambas as versões ela passa frio, fica sem comida, é abusada verbal e fisicamente. Tudo isso sem perder o rebolado e as esperanças, e tudo isso sem dizer uma palavra descortês às suas algozes. Perceberam a perversidade?</p>
<p>Cinderella não é só uma moça boazinha que trata os animaizinhos bem. Ela é uma moça boazinha que é tratada como lixo e em troca é gentil com suas ‘donas’. E isso é recompensado. É um conselho que ela recebe da mãe – ‘seja sempre gentil’ – e que ela leva pra vida toda, mesmo diante das adversidades. Admirável? Sem dúvida. Um exemplo pas criança? Bem provável. Uma babaca que não consegue desapegar de uma casa e prefere sofrer na mão da madrasta em vez de sair e conseguir ajuda? Certamente. É muito bonito falar que ‘características femininas estão sendo valorizadas’ quando essas mesmas características são marteladas na nossa mente desde criancinha: “mulher de verdade” cuida dos outros, é sempre carinhosa, afável, não ergue a voz nem fala palavrão etc sono. Isso causa desde mulheres em relacionamentos abusivos receberem da sociedade a resposta de que “se você fosse mais de boa ele não seria tão agressivo” até mulheres serem condicionadas a empregos de cuidar, limpar e agradar os outros.</p>
<p>Ser boa e gentil não é necessariamente um conselho ruim. É o “sempre” que é o problema.</p>
<p>Para não me alongar ainda mais, fica o resumo: Um filme visualmente incrível, com boas atuações (especialmente Cate Blanchett, se divertindo bastante), uma fada chata que não deveria ter ficado nas mãos da Helena Boham Carter e um roteiro óbvio.</p>
<p>Bom pra quem gosta de contos de fadas, era apaixonada pelo desenho da Disney ou tem menos de dez anos.</p>
<p>2015 – De Kenneth Branagh. Com Cate Blanchett, Helena Boham Carter, Lily James, Richard Madden, Stellan Skarsgard.</p>
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