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	<title>suspense Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>suspense Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Destino Inferno &#124; Lee Child</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lee Child]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jack Reacher está ajudando uma jovem a sair de uma lavanderia. Ela está com a perna machucada e ele galantemente abre a porta pra ela e pega a sacolona de roupa limpa enquanto ela passa com as muletas. E aí três homens armados capturam os dois, jogam os dois dentro de um carro, transferem os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Jack Reacher está ajudando uma jovem a sair de uma lavanderia. Ela está com a perna machucada e ele galantemente abre a porta pra ela e pega a sacolona de roupa limpa enquanto ela passa com as muletas.</p>
<p>E aí três homens armados capturam os dois, jogam os dois dentro de um carro, transferem os dois pra uma van e saem dirgindo. Pegos de surpresa, Reacher e a moça, que se chama Holly Johnson, fazem o possível para descobrir o que está acontecendo e pra onde estão sendo levados. Reacher logo descobre que Holly é uma agente do FBI, mas o leitor também percebe que ela não é o que parece.</p>
<p>Aos poucos, quando a notícia do sequestro de Holly chega no alto escalão, fica claro que Holly era o alvo dos bandidos desde o início, e Reacher, que apareceu na câmera de segurança da lavanderia, é considerado um do criminosos. Então ao mesmo tempo em que seguimos Holly e Reacher na viagem através do país dentro da van, também vemos a investigação oficial se embananando com pistas falsas.</p>
<p>Quando finalmente Holly e Reacher chegam ao destino final, eles encontram uma comunidade religiosa separatista que quer usar Holly como refém para conseguir criar uma nova nação. Afinal, ela pode até ser filha de um figurão do FBI, mas foi alvo do sequestro por ser na realidade afilhada do próprio presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>No começo da história, Reacher pode escapar a hora que quiser, mas não com Holly, por ela estar incapacitada com a perna ruim. Então ele decide ficar com ela até descobriro o que os sequestradores querem. Depois que ele salva ela de ser estuprada por um dos sequestradores, ela decide que também não vai embora sem ele.</p>
<p>O livro é bem ágil e cheio de tensão. Os personagens são bons. O suspense é muito competente.</p>
<p>Mas o livro também é muito desanimador. Escrito no final da década de 90, já tem indícios da decadência dos Estados Unidos como nação. O presidente não pode amassar a milícia racista, machista, cultista, assassina porque &#8220;todos têm direito a pegar em armas para defender a própria liberdade&#8221;. O governo não pode agir abertamente contra os criminosos porque perderia apoio da população. As ideias do líder da milícia são colocadas no livro como sendo totalmente insanas, erradas, e maléficas, e o fato do governo estar de mãos atadas é uma &#8220;brecha&#8221; que o vilão achou e claramente uma desvantagem. O discurso dele de que os Estados Unidos estão sendo &#8220;invadidos por imigrantes&#8221; é rechaçado pelo Reacher e por outros personagens, que mostram que o cara só é um ressentido porque o pai perdeu o negócio da família que foi comprado por hispânicos.</p>
<p>Meu ponto é que mesmo com o governo sendo molenga por causa daquele inferno de segunda emenda, os personagens reconhecem que é um problema a ser resolvido. E hoje&#8230; bom, hoje a gente tá no fim da civilização e os Estados Unidos estão sendo governados por gente parecida com os vilões do livro.</p>
<p>Distopia é pouco.</p>
<p>Afora esse momento depressivo, o livro é bom.</p>
<p><strong>Die Trying (1998) de Lee Child. Série Jack Reacher Livro 2</strong></p>
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		<title>Dinheiro Sujo &#124; Lee Child</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 01:05:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lee Child]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Talk about a piece of media that you recommend. Primeiro preciso contar como que eu cheguei nesse livro. 1) Eu pedi pros meus alunos apresentarem por dois minutos sobre algum filme ou série ou game que eles quisessem recomendar. Eles tinham passado o curso todo falando de coisas técnicas então se divertiram com a tarefa. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><em>Talk about a piece of media that you recommend.</em></h4>
<p>Primeiro preciso contar como que eu cheguei nesse livro. 1) Eu pedi pros meus alunos apresentarem por dois minutos sobre algum filme ou série ou game que eles quisessem recomendar. Eles tinham passado o curso todo falando de coisas técnicas então se divertiram com a tarefa. 2) Entre os esperados animes e games, alguns falaram de cinema ou séries. Teve até uma garota que falou de uma série musical do Disney Channel sobre uma menina que se apaixona por um zumbi (!). E um dos alunos recomendou a série <em>Reacher</em>, que, segundo ele, era uma série para homens de verdade. Ele disse &#8216;<em>real men</em>&#8216; mesmo, sem ironia, porque era uma série violenta, &#8216;<em>no-nonsense&#8217;</em>, que o protagonista é um ex-soldado que ai por aí sem casa nem documento matando homens malvados pra salvar pessoas.</p>
<p>3) Eu fui olhar a série, porque acho divertido ver o que os homens acham que é feito pra eles, e achei a primeira temporada o esperado. Bastante ação gráfica, um pouco de humor, um protagonista que não demonstra emoções (praticamente autista, na verdade), e uma gostosete pra ele se envolver. Reacher é inteligente, sagaz e cheio de deduções, mas ele também é um monstro de quase dois metros e músculos enormes que esmaga a cara das pessoas. O roteiro é cheio de furos, mas os coadjuvantes são ótimos, o ritmo é excelente, e a série é mais uma daquelas que é só sentar e se divertir. Masculinidade daquelas de macho alfa, que não se envolve, protege a mulher, tem código próprio e detesta covardes.</p>
<p>4) Portanto fui ler o primeiro livro do autor, que foi justamente o utilizado como base para a primeira temporada da série. A série fez um trabalho bem decente de adaptação e merece texto separado.</p>
<p>A primeira coisa que me surpreendeu foi que o livro é narrado em primeira pessoa. Eu sempre acho interessante ler thriller em primeira pessoa. Tem vários parágrafos do Reacher analisando a trajetória da bala antes dele explodir a cabeça de alguém? Sim. Tem ele pensando nos peitos da policial? Tem também. Mas é refrescante.</p>
<p>Segunda coisa boa é que o livro é do final dos anos 90, e é sempre legar ler thriller que se passa nessa época tecnológica. Nada de celular o tempo todo. Quase não tem internet. Sair por aí com dinheiro no bolso é normal, só quem é muito rico que usa cartão de crédito. Ser um nômade sem residência fixa é muito estranho, mas mais factível do que hoje. Como que você vai ser um investigador em 2025 se não tem nem um celular pra ver as coisas? A série lida com isso apenas ignorando essa parte, mas o livro ainda está em 97. As pessoas usam fax e xerox. É bem divertido.</p>
<p>Jack Reacher está perambulando pelos Estados Unidos depois de sair do exército. Ele passou a vida em várias bases pelo mundo e decidiu conhecer A América. Numa bela manhã de sexta feira, ele chega numa cidadezinha no meio do nada, Margrave &#8211; Georgia. E cinco minutos depois que senta pra tomar um café, é preso por assassinato. O acusador é ninguém menos que o chefe de polícia, que diz que viu ele passando pela cena do crime.</p>
<p>O detetive Finlay, um incongruente negro de meia idade vindo de Boston, é super competente, e portanto tende a aceitar a inocência de Reacher. Já a policial Roscoe acha que ele tem &#8216;<em>kind eyes&#8217;</em> e também não aceita que ele tenha atirado num cara no meio de um galpão vazio, depois recolhido as balas pra não deixar rastros, depois limpado o corpo de vestígios que o possam identificar, depois voltado perto do corpo pra chutar o cara um milhão de vezes, depois deixar o corpo meio coberto por um papelão velho, depois ir pra cidade tomar café da manhã.</p>
<p>Mesmo com Finlay e Roscoe achando que Reacher é inocente, o chefe de polícia diz que viu ele na cena do crime e pronto. E a empresa de ônibus, que poderia provar que Reacher estava dentro do ônibus vindo pra Margrave em vez de no meio do galpão atirando em pessoas, só vai poder responder isso na segunda feira. Então Reacher vai ter que passar o fim de semana na cadeia estadual. Nada sério, celas para quem ainda não foi julgado, etc.</p>
<p>Esse é um excelente começo pra um livro ágil que acertou em cheio no protagonista. A história tem as reviravoltas necessárias com um pano de fundo fascinante, o romance obrigatório não atrapalha e a leitura acabou sem eu nem perceber. Eu não diria que ele é um livro pra homens de verdade (mesmo porque redpill nem lê ficção). Mas achei interessante que nos anos 90 na literatura não precisava de muita conversinha: o cara olha pra mina, ela quer de volta, eles vão pra casa dela transar. Tudo tranquilo, com respeito. Ele fica gostando dela, e chora quando vai embora. Homem de verdade chora quando larga a moça? Reacher tem algumas dúvidas de vez em quando. Deveria ter matado essas pessoas? Não dura muito e ele logo decide que sim, deveria ter matado sim.</p>
<p>O prólogo do autor na edição que eu achei, escrito muitos anos depois da publicação, comenta que ele escreveu Reacher para ser perfeito sem defeitos e sempre ganhar, porque é o tipo de protagonista que o próprio autor gosta de ler. Ele usa o termo <em>vicarious </em>pra falar sobre como ele gosta de ver os bandidos sofrerem, os políticos corruptos sendo presos, criminosos se dando mal, e que ele, como leitor, se sente melhor vendo o protagonista fazendo isso. <em>Vicarious</em> significa &#8216;algo experimentado na imaginação através dos sentimentos ou ações de outra pessoa&#8217;. Que nem quando a mãe fica feliz que a filha virou médica porque a própria mãe sempre quis ser médica. A gente quer punição para os milionários que estão poluindo rios e lavando dinheiro de droga. Reacher faz isso pra gente, e a gente se sente melhor.</p>
<p>Me diverti muito com essa <em>vicarious satisfaction</em> ou sei lá como poderia ser o termo. Jack Reacher é um Jason Bourne mais mentalmente estável. Certamente vou atrás dos outros livros da série.</p>
<p><strong>Killing Floor (1997) de Lee Child (James Dover Grant, UK) Série Jack Reacher Livro 1</strong></p>
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		<title>Ainda Não Morri &#124; Holly Jackson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Aug 2025 16:56:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Holly Jackson]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jet levou uma pancada na cabeça e tem só mais uma semana de vida. Ela decide usar esse tempo para descobrir seu próprio assassinato. Essa premissa precisa de um pouco de flexibilidade imaginativa. Toda a conversa técnica médica não foi o suficiente para me convencer. No entanto, partindo da ideia de que ela tem uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Jet levou uma pancada na cabeça e tem só mais uma semana de vida. Ela decide usar esse tempo para descobrir seu próprio assassinato. Essa premissa precisa de um pouco de flexibilidade imaginativa. Toda a conversa técnica médica não foi o suficiente para me convencer. No entanto, partindo da ideia de que ela tem uma semana só de vida e pronto, a primeira metade do livro vai indo bem.</p>
<p>Jet tem vinte e sete anos, por aí, e se sente uma fracassada porque nunca terminou nada que começou. Ela largou a faculdade e não terminou seu estágio na empresa da cidade grande. Daí voltou pra casa pra morar com os pais enquanto decide o que vai fazer da vida. &#8220;Ela tem todo o tempo do mundo&#8221;.</p>
<p>Todos os personagens da história são apresentados nas primeiras páginas, quando Jet está perambulando pela festa de Halloween que a família dela organizou. A primeira coisa que eu pensei foi &#8220;no final o assassino vai ser uma dessas pessoas e eu vou ficar tipo quem é esse?&#8221; porque é muita gente aparecendo e o livro não explica muito bem quem é quem. Aí a Jet chega em casa depois da festa, leva a pancada na cabeça, e o livro começa.</p>
<p>A médica explica os bagulho lá, e é só inverossímil, mas o ponto nem é esse: o ponto é que a Jet já começa a ser difícil pra mim. O traço de personalidade dela é que ela não quer estar ali. Ela se irrita com tudo que a família dela faz, ela não parece gostar da cidadezinha, ela não tem amigos. Ela é só uma adolescente mimada que só reclama; mas era pra personagem ter quase trinta anos. Quando ela recebe a notícia de que tem só uma semana de vida, ela decide que &#8220;vai terminar alguma coisa uma vez na vida&#8221; e decide ir atrás de descobrir quem golpeou a cabeça dela e tal.</p>
<p>A mãe dela é uma narcisista difícil demais, enquanto o pai é um molenga, e o irmão mais velho é um grosso, e a cunhada é uma falsa. Até aí, tudo bem. Mas vejam. A família da protagonista são todos uns malas. A protagonista é uma chata. A polícia é incompetente. Então a gente tá fazendo o que aqui mesmo?</p>
<p>Felizmente pra Jet, ela tem um capacho. Billy é claramente apaixonado por ela desde criancinha, ela finge que não percebe, e quando ela briga com a família e sai de casa pra descobrir seu assassinato, ela simplesmente chega de mala na casa do Billy e pede pra ele ajudar ela. Então enquanto a Jet vai perdendo o uso dos membros porque afinal está com um coágulo no cérebro, ela tem a sorte de ter um infeliz que faz tudo o que ela manda sem questionar. Ele leva ela nos lugares, ajuda ela a invadir propriedade privada, destruir coisas, comprometer cena do crime, enfim, qualquer coisa que ela peça; e quando ela não consegue fazer as coisas fisicamente, ele vai lá e carrega ela pros lugares.</p>
<h4>O grande spoiler</h4>
<p>Então vamos lá. A Jet não descobre quem matou ela. Mas felizmente ela descobre algo <em>muito mais importante</em>: ela descobre <em>como viver</em>. A última semana de vida dela andando pra lá e pra cá com o Billy fez ela perceber que estava se apaixonando por ele e que a vida é muito mais do que só correria; no fim das contas ele fez ela se sentir viva <em>pela primeira vez na vida</em>.</p>
<p>Então a Jet é aquela protagonista de comédia romântica que vai pra cidade grande mas é tudo muito estressante e daí ela volta pra cidadezinha de onde ela veio e reconecta com um amor de infância e descobre como viver de verdade. Esse clichê já me irritaria mais do que qualquer outra coisa mas além disso <em>ela não descobre seu próprio assassino</em>. Ela falha na sua missão! E o livro meio que deixa isso ser pouco importante porque ela aprendeu a viver? Ah, pelo amor viu.</p>
<p>O traço de personalidade da Jet é que ela precisa descobrir seu próprio assassino. E ela não consegue! Quem descobre tudo é o Billy, ok que com as coisas que eles descobriram juntos, mas mesmo assim a autora não dá essa pra Jet. Coitada, mano. Enquanto isso o Billy que é um molenga pior que o pai da Jet vai confrontar o assassino do jeito mais idiota possível e fica pensando &#8220;preciso fazer isso pela Jet porque a Jet era uma mulher forte&#8221;. Tão forte que com quase trinta anos tem os mesmos traumas da adolescência que nunca foram resolvidos e não consegue fazer nada da vida porque é uma rica inútil. Ainda bem que ela &#8220;aprendeu a viver&#8221; com o Billy e pôde ter uma única semana vivendo de verdade, né. Ufa.</p>
<h4>A maravilhosa família de Jet</h4>
<p>A família toda da Jet é um bando de psicopatas. Era uma vez que a Jet tinha uma irmã mais velha, que morreu num acidente tenebroso aos dezesseis anos. Jet estava sendo campeã do campeonato de soletragem na escola aos dez anos, enquanto que Luke, o irmão do meio, aos treze anos, estava jogando bola no vizinho.</p>
<p>Durante a investigação do próprio assassinato, Jet descobre que foi o <em>irmão</em> que matou a irmã mais velha. Luke, aos treze anos, AFOGOU a irmã de dezesseis na piscina de casa, por causa de uma briga. Depois disso, Luke saiu vivendo por aí como se nada tivesse acontecido, como se de fato tivesse sido um acidente, e aparentemente zero culpa.</p>
<p>Além disso, Jet descobre que a cunhada, esposa de Luke, está <em>envenenando</em> o pai deles, substituindo as cápsulas de remédio do velho pra ele piorar de saúde e se aposentar, deixando a construtora da família pro Luke. Depois, Jet descobre que Luke <em>não é filho </em>do pai deles; a mãe teve um caso de anos e anos com um vizinho e Luke é filho desse cara. Esse mesmo vizinho <em>viu</em> Luke afogando a irmã mais velha e preparou toda uma história de acidente com álibi para o filho. Como se não bastasse, Luke está falsificando os registros da empresa da família pra poder pagar menos imposto; está coagindo funcionários a trabalharem sem registro; quando um dos funcionários sofre um acidente de trabalho e <em>perde a visão de um dos olhos</em>, o plano de saúde da empresa não cobre os custos já que o cara tava trabalhando por fora; o Luke então vai na casa do cara e <em>espanca o funcionário cego de um olho </em>pra ele não contar pra ninguém que ele perdeu a visão num acidente da obra. Quando o Luke vê a Jet invadindo a construtora de noite pra tentar descobrir coisas, ele resolve que a melhor coisa se fazer é <em>colocar fogo no prédio</em> pra apagar os rastros. Felizmente Billy e Jet conseguem escapar do fogo; Jet descobre que Luke não pode ter sido quem bateu na cabeça dela porque ele estava espancando o funcionário no mesmo horário, álibi comprovado. Jet também descobre que a mãe dela fez uma garota ser demitida de um emprego que precisava e daí a menina se suicidou.</p>
<h4>O assassino, finalmente</h4>
<p>Daí que a gente quer saber finalmente quem é o tal assassino. E aí o Billy que descobre, com as pistas que a Jet descobriu, e vai confrontar o cara. E era pra ser surpreendente &#8211; e no caso, me surpreendeu sim, mas pela idiotice.</p>
<p>Lembra do amante da mãe de Jet, o pai verdadeiro do Luke? Ele descobre que o pai (de Jet) vai vender a construtora para dividir o valor entre &#8216;os dois filhos&#8217; (Jet e Luke) em vez de deixar tudo pro Luke. E o cara decide matar a Jet para que a construtora fique com o Luke.</p>
<p>Esse cara é ninguém mais ninguém menos que <em>o pai do Billy</em>. O policial da cidade. Vizinho de Jet a vida toda. E que eu não sabia quem era porque nunca consegui saber quem era quem no livro. As únicas pessoas que eu identifiquei foram a família de Jet &#8211; a mãe doidona, o pai apático, a cunhada e o irmão assassinos, só gente fácil de lembrar.</p>
<p>Tem toda uma outra história que a mãe do Billy abandonou a família porque achava que o pai do Billy, marido dela, tinha simplesmente tido um caso com a irmã de Jet de dezesseis anos e tinha <em>afogado a garota para encobrir o caso</em>. E essa mãe do Billy ainda ficou anos e anos casada com esse psicopata e só largou dele anos depois &#8211; péra, largou, não. Ela foi embora sem dizer nada, deixando o próprio filho pra trás, morando com um cara que ela tinha certeza ser um assassino.</p>
<p>Daí que o Billy no final do livro confronta o pai, coloca o Luke pra ouvir tudo e leva uma arma também, pra deixar tudo mais fácil. O pai confessa mas diz que nunca vai ser preso porque a confissão não vale de nada, o Luke pega a arma que o Billy convenientemente levou pro lugar, e mata o pai deles.</p>
<p>Billy pisca e respira e pensa que precisa continuar vivendo. Fim.</p>
<h4>Claramente não sou o público alvo</h4>
<p>O começo do livro é confuso porque não dá pra saber quem é quem. O meio do livro é interessante: Jet está morrendo e precisa descobrir o próprio assassinato! Isso é bem construído e deixa a leitura ágil. No entanto, o final do livro é só um empilhado da Jet descobrindo as maiores atrocidades da família dela. Daí ela vai lá e morre, triste por não querer morrer mas conformada porque aprendeu a viver. Como eu já sabia que ela ia morrer desde o começo e o livro não deu muito espaço pra eu saber quem era essa mulher, além de uma adolescente traumatizada, eu não fiquei muito chateada quando ela morreu não. Era só parte do livro, com a frustração extra de que ela não conseguiu resolver o caso.</p>
<p>E aí quando o caso é resolvido para o leitor, é só muito insatisfatório porque não faz sentido nenhum. Metade do drama-revelação já foi jogado fora porque sabemos que o Luke é um assassino. E aí o assassinato da Jet não tem nada a ver com o assassinato da irmã dela. Me lembrou aqueles livros de detetive que <em>todo mundo tem algo a esconder</em> mas no caso como todo mundo é da mesma família a coisa fica só inverossímil.</p>
<p>Achei o livro fácil de ler porque a premissa era interessante e me deixou querendo muito saber o final, mas a construção do mistério foi mal feita. Uma pena.</p>
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		<title>A Supremacia Bourne &#124; Robert Ludlum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Nov 2023 21:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Robert Ludlum]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Supremacia Bourne de Robert Ludlum é um livro de ação e espionagem. Nele, seguimos Jason Bourne numa missão na Ásia. David Webb está pacificamente ensinando em uma universidade após os eventos do primeiro livro. Ele começa a perceber que está sendo seguido, mas oficiais do governo negam que isso esteja acontecendo. Ele começa a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Supremacia Bourne de Robert Ludlum é um livro de ação e espionagem. Nele, seguimos Jason Bourne numa missão na Ásia.</p>
<p>David Webb está pacificamente ensinando em uma universidade após os eventos do primeiro livro. Ele começa a perceber que está sendo seguido, mas oficiais do governo negam que isso esteja acontecendo. Ele começa a ficar paranóico.</p>
<p>Até que alguém é responsável por raptar Marie, e quando Webb tenta descobrir os responsáveis, percebe que o governo o colocou em outra situação da qual ele não pode escapar. Ele vai ter que ir até a Ásia para matar um oficial chinês se quiser ver Marie novamente.</p>
<p>Putasso com a situação, e com flashbacks e traumas, Webb volta a ser Jason Bourne para conseguir sobreviver na selva física e mental em que é jogado para salvar Marie.</p>
<p>A coisa que é mais impressionante nesse livro é a agilidade da história, mesmo sendo um livro longo. Bourne é um espião competente e um assassino que não falha, e a ambientação é emocionante &#8211; afora a alergia ao comunismo de todo estadunidense, claro.</p>
<p>Me deu um pouco de aflição a doença mental do Bourne, mas faz parte do personagem, não tem jeito. O livro tem todo um charme também devido à época da história, com telefones de gancho protagonistas. Li em pouco tempo porque é bem empolgante.</p>
<p>The Bourne Supremacy (1986) | Série Jason Bourne Livro 2</p>
<p>Leia também <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/a-identidade-bourne-robert-ludlum/">minha resenha do livro 1</a>.</p>
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		<title>Por Um Fio &#124; Eoin Colfer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 19:49:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eoin Colfer]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Daniel McEvoy é um ex-soldado irlandês que trabalha como segurança em um cassino vagabundo de Nova Jersey. Seu melhor e único amigo é Zeb, um trambiqueiro que vende drogas ilegais e faz cirurgias plásticas duvidáveis. Dan também tem uma paixonite por Connie, uma hostess/stripper no cassino. Um dia Connie é assassinada e Zeb desaparece. Quando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel McEvoy é um ex-soldado irlandês que trabalha como segurança em um cassino vagabundo de Nova Jersey. Seu melhor e único amigo é Zeb, um trambiqueiro que vende drogas ilegais e faz cirurgias plásticas duvidáveis. Dan também tem uma paixonite por Connie, uma hostess/stripper no cassino.</p>
<p>Um dia Connie é assassinada e Zeb desaparece. Quando a polícia ignora os crimes, Dan resolve descobrir tudo por conta própria – e tromba, sem querer, com policiais corruptos, chefões das drogas, uma vizinha doida e muita gente atirando nele.</p>
<p>Apesar da tradução fazer seu melhor, é muito óbvio que a leitura perde com a transposição pra outro idioma: por ser narrado em primeira pessoa, a história é cheia de palavrões, expressões idiomáticas típicas da Irlanda e do exército, e cheia de piadinhas infames e pensamentos sarcásticos. A tradução não chega a estragar o livro, mas a coisa certamente perde o ritmo. Além disso, se você está esperando a genialidade de ambientação dos livros mais famosos do autor, vai se desapontar. O livro é uma tentativa de noir modernoso e irônico, com prostitutas pouco atraentes, policiais malvados, cassinos falindo e subúrbios feiosos.</p>
<p>Por outro lado, a trama é excelente e não perde tempo: logo estamos metidos numa trama digna de sessão da tarde por ser ao mesmo tempo absurda e ágil; cenas de violência e sexo são misturadas com cenas pastelão ridículas que ficam engraçadas pela falta de sentido. Pra quem já conhece o autor – que, entre outras, criou a série Artemis Fowl – a narrativa é apenas um pouco mais adulta do que o normal, mas pra quem não é familiarizado com o estilo dele as coisas podem parecer absurdas demais.</p>
<p>Mas se você curte uma boa comédia nonsense (com pitadas de violência), recomendo que aguente até o fim. A resolução do caso é boa, as cenas engraçadas compensam toda a eventual estranheza, e o livro é rápido e divertido de ler.</p>
<p>Plugged (2011) de Eoin Colfer. Série Daniel McEvoy Livro 1</p>
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		<title>Gideon a Nona &#124; Tamsyn Muir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 13:38:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tamsyn Muir]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gideon é uma exímia guerreira que quer escapar do planeta em que vive. O planeta em questão, lar da Nona Casa, é um aglomerado de idosos doentes servidos por centenas de esqueletos animados. Harrow é uma necromante da Nona Casa, herdeira dos líderes e capaz de feitos absurdos com apenas uma falange nas mãos. Ela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Gideon é uma exímia guerreira que quer escapar do planeta em que vive. O planeta em questão, lar da Nona Casa, é um aglomerado de idosos doentes servidos por centenas de esqueletos animados.</p>
<p>Harrow é uma necromante da Nona Casa, herdeira dos líderes e capaz de feitos absurdos com apenas uma falange nas mãos. Ela intercepta Gideon em sua tentativa de fuga com uma proposta irrecusável. O Imperador Deus, primeiro necromante e imortal dentre seus anjos, convocou os herdeiros das oito casas: oito necromantes acompanhados por oito cavaleiros.</p>
<p>Considerando que o cavaleiro disponível na Nona Casa é um decrépito inútil, Harrow chantageia Gideon para que ela seja sua cavaleira. Quando o serviço for terminado, Gideon será liberada dos seus votos e poderá ser livre.</p>
<p>Gideon concorda, passa por um treinamento rápido, e começa sua missão. Harrow e Gideon vão de nave espacial até o Primeiro Planeta, onde a primeira casa, Canaan, recebe todas as outras duplas.</p>
<p>Elas conhecem uma dupla de gêmeas necromantes acompanhados de seu hábil cavaleiro, como também uma moça fraca claramente doente, necromante da Sétima Casa, e seu cavaleiro estóico.  Além disso chegam dois adolescentes, com cerca de quinze anos, representando a Quinta Casa. E assim por diante, até chegarem todos os oito necromantes (nove com as gêmeas) acompanhados de seus oito cavaleiros.</p>
<p>Um monge seguido por diversos esqueletos animados logo chega para recepcioná-los e explicar. O objetivo: ascender à santidade da <em>lyctorhood</em> e se tornar um dos anjos que acompanham o Imperador Deus. As regras: não entrem em uma porta trancada sem permissão.</p>
<p>Obcecada e eficiente, Harrow larga Gideon na área designada na mansão para a Nona Casa e sai para investigar. Gideon não tem escolha a não ser começar a andar pelos corredores abandonados da imensa construção. Logo ela conhece melhor os outros participantes e, apesar do voto de silêncio da Nona Casa que ela precisa fingir que mantém, rapidamente cria alianças e inimigos.</p>
<p>Ela e Harrow já se odiavam quando cresceram crianças no planeta da Nona, e agora são obrigadas a conviver fingindo que são dedicadas uma à outra. O fingimento, no entanto, começa a virar verdadeiro quando alguém começa a lentamente matar os outros cavaleiros e necromantes de forma terrível.</p>
<p>No começo da interação com as outras casas vou admitir que fiquei confusa. Era muito nome e muita gente,  fazendo com que, por mais que a autora tenha feito um bom trabalho em caracterizar quase vinte pessoas, eu me perdesse muitas vezes em quem era quem.</p>
<p>Felizmente todo mundo começou a ser assassinado, e os que sobraram foram criando melhor vida na minha imaginação.</p>
<p>Mas minha parte favorita foi a narrativa mesmo: tudo do ponto de vista da Gideon, que é uma moça musculosa, amigável, teimosa e muito atraente. A mistura da descrição da grandiosidade da casa Canaan com os comentários sarcásticos e divertidos de Gideon fizeram a leitura ficar deliciosa.</p>
<p>A ambientação criada pela autora também é muito boa: ao mesmo tempo sinistra e antiga, alta tecnologia misturada com necromancia descrita como ciência e magia tudo junto.</p>
<p>Conforme o relacionamento entre Gideon e Harrow se estreitava, e o mistério transformado em crime-de-quarto-fechado se tornava mais urgente, o livro de mais de 400 páginas ficava cada vez menos largável.</p>
<p>Uma fição científica muito decente, com pitadas de fantasia na medida certa, com a quantidade de personagens que me confundiram mitigada pela história fechadinha.</p>
<p>Gideon the Ninth (2019) | The Locked Tomb livro 1</p>
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		<title>A Identidade Bourne &#124; Robert Ludlum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2021 03:58:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Robert Ludlum]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Identidade Bourne, de Robert Ludlum, é um livro de espionagem e mistério com personagens cativantes, ação ininterrupta e uma história interessante. Esse é o primeiro volume de uma série de livros que deu origem a seriados de televisão e filmes hollywoodianos de sucesso. Um homem é resgatado por um pesqueiro, alvejado e semi-afogado, após [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Identidade Bourne, de Robert Ludlum, é um livro de espionagem e mistério com personagens cativantes, ação ininterrupta e uma história interessante. Esse é o primeiro volume de uma série de livros que deu origem a seriados de televisão e filmes hollywoodianos de sucesso.</p>
<p>Um homem é resgatado por um pesqueiro, alvejado e semi-afogado, após uma tempestade na costa da Marselha. Os pescadores o levam para um médico alcoólatra de uma aldeia da região. O médico inglês, apesar de consumido pelo vício, percebe no paciente uma série de características extremamente interessantes. Além de terem atirado nele, ele recebeu um golpe na cabeça, e não tem memória alguma do que aconteceu ou de quem ele é. O médico diagnostica amnésia dissociativa, e os dois passam meses tentando montar o quebra-cabeças da personalidade do paciente enquanto este se recupera. Ele fala mais de um idioma, incluindo alguma língua obscura do extremo oriente. Além disso, ele tem o corpo de alguém que se exercita constantemente, e sabe artes marciais orientais.  E ele tinha um microfilme implantado sob sua pele, com um número de conta em um exclusivo banco na Suíça.</p>
<h3><em>Mas o que será que ele é hein gente</em></h3>
<p>O paciente resolve sair da aldeia de pescadores para tentar descobrir quem ele é. Ele logo percebe duas coisas importantes: suas memórias voltam com imagens fora de contexto acompanhadas de clarões na visão e dores de cabeça absurdas. E ele parece saber coisas que só criminosos profissionais sabem, por exemplo onde e como se livrar de um carro roubado, como conseguir somas exorbitantes de dinheiro através de extorsão, e uma quantidade alarmante de informações sobre armas de fogo.</p>
<p>Após algum esforço, o paciente chega na Suíça, só para descobrir que a conta exclusiva contém uma quantidade de milhões de dinheiros que o faz ficar ainda mais receoso sobre si mesmo. Ao sair do banco, os seguranças o atacam e ele é perseguido por assassinos profissionais, escapando por uma combinação de instinto e sorte. Sua corrida pela sobrevivência o faz pegar uma jovem economista canadense como refém, sem saber que essa moça vai ser essencial para ajudá-lo a descobrir quem é.</p>
<h3>Definição de<em> Fast Paced</em></h3>
<p>A primeira coisa que chamou minha atenção no livro é a forma como o autor descreve as cenas. Sua linguagem informal e sua habilidade de encontrar os adjetivos perfeitos fez com que as situações tivessem uma clareza de cinema na minha mente. Não foi à toa que os livros se transformaram em filmes de tanto sucesso. A segunda coisa importante é o suspense cheio de ação. O livro tem mais de 500 páginas e eu li em muito pouco tempo; a forma como a narrativa alterna entre o personagem principal e seus antagonistas é muito efetiva para manter a tensão. Por fim, o tema do jovem sem memória que quer a todo custo descobrir quem é mas ao mesmo tempo morre de medo de trombar com olar você matou duzentas pessoas é um mote excelente para qualquer livro.</p>
<p>Outra coisa que achei interessante foi a pegada idosa da história. Os assassinos especialistas que fazem parte da narrativa são todos ex-combatentes do Vietnã, treinados por ou CIA ou KGB ou alguma organização obscura. Além do fato de que tecnologicamente qualquer história de espionagem que se passa entre os anos 70 e 90 vai soar muito parecida com dinossauros para um leitor em 2021, eu admito que toda essa &#8216;falta&#8217; de tecnologia me deixou a coisa mais fascinante: tem que ligar de orelhão e esperar alguns segundos para seu contato retornar; tem que usar cheque; tem que verificar sua letra na hora de escrever os números da conta secreta usando fotografias. Pra quem passou horas assistindo séries de TV com procedimentos de cena de crime no início da década de 2010, a falta de tecnologia forense é debilitante ao mesmo tempo em que expande as possiblidades da história.</p>
<h3>Machismo temos</h3>
<p>O livro tem falhas, é claro. A enorme coincidência do protagonista escolher como refém justamente uma moça que poderia ajudar tanto; o problema do machismo absurdo que estraga o início do relacionamento dos dois; alguns pontos no roteiro que no final ficam sem explicação; a repetição dos mantras do protagonista para tentar se manter estável começam a irritar depois de um certo número de páginas. Mas antes de começar a se preocupar com isso, você já terminou o livro, no frenesi de descobrir o final da história, numa ansiedade que só os melhores escritores de suspense e ação conseguem fazer.</p>
<p>Me diverti muito lendo, e pretendo ir atrás dos outros.</p>
<p><strong>The Bourne Identity (1980), de Robert Ludlum. Série Jason Bourne livro 1</strong></p>
<p>Leia também <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/a-supremacia-bourne-robert-ludlum/">minha resenha do livro 2</a>.</p>
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		<title>Midnight in Austenland &#124; Shannon Hale</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2015 16:25:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Shannon Hale]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Charlotte Kinder é divorciada, tem dois filhos, muito dinheiro e uma vida que é um saco. Ela não se recuperou da traição e novo casamento do marido, não está sabendo lidar com a filha mais velha adolescente e seu coração frio como pedra impede que ela encontre um novo relacionamento. E aí ela resolve ler [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Charlotte Kinder é divorciada, tem dois filhos, muito dinheiro e uma vida que é um saco. Ela não se recuperou da traição e novo casamento do marido, não está sabendo lidar com a filha mais velha adolescente e seu coração frio como pedra impede que ela encontre um novo relacionamento.</p>
<p>E aí ela resolve ler Jane Austen, se apaixona pelas histórias e resolve se dar de presente uma estadia em Austenland. Como já sabemos, Austeland oferece uma imersão de luxo no mundo de 1818 onde as moças são hóspedes e os agradáveis Misters Darcys são atores muito bem treinados.</p>
<h3>Parece mas não é.</h3>
<p>Olha, eu li o primeiro livro, Austenland, e achei bonitinho &#8211; o filme de mesmo nome é melhor &#8211; então vim pra esse com a maior boa vontade. Quando começaram as insinuações de que a autora estava tentando misturar gêneros &#8211; menções a jogos de detetive, Agatha Christie e que tais &#8211; eu achei que ia ser tudo uma brincadeira. Mas não foi bem assim.</p>
<p>Uma coisa que me incomodou nesse livro foi o parece-mas-não-é. Sei lá, se você quer inventar um triângulo amoroso, tem que pelo menos mostrar que os dois jovenos estão interessados na moça, e não simplesmente fazer a dona mudar de idéia do nada e DE REPENTE perceber que nossa o outro cara também é gato. Parece que a autora estava &#8211; de novo &#8211; pensando em forma de filme, sabe? Do tipo, todo mundo sabe com quem a mocinha vai ficar porque é o ator mais bonito e tal. Mas o livro simplesmente não convence.</p>
<p>Eu sou fã de Jane Austen e curti muito a pegada do primeiro livro. Achei interessante a ideia de uma moça moderna inserida em época passada artificialmente e agora com dificuldade de se encaixar. Mas eu também sou fã de comédias românticas e o livro não é nem engraçado nem romântico.</p>
<p>E sou fã de Agatha Christie e o mistério é uma droga, muito do mal explicado e totalmente não convincente. E acaba que o livro não agrada ninguém, né. Não custa nada lembrar que se você não entende muito bem do seu material base &#8211; no caso, Austen e Christie &#8211; nem tenta fazer algo semelhante, nem mesmo numa homenagem.</p>
<p>A autora atraiu um público que gosta de Jane Austen, gente. Nem dá pra falar &#8220;ain, mas eu gosto dos filmes&#8221;. Na minha visão mesmo os filmes são para um público bem específico que vai ter pouco interesse nesse romancezinho trouxa que ela inventou e nessa trama esdrúxula de assassinato.</p>
<h3>Stream of consciousness</h3>
<p>Um outro ponto que é bom reforçar: gente. <em>Stream of consciousness</em> NÃO É LEGAL quando você está lendo coisas leves. A menina é a narradora, ok, mas não rola ficar escrevendo todo e qualquer pensamento que vem na cabeça dela o tempo inteiro. Juro que tem um momento em que o cara chega nela e fala algo flertador. Flerte de época, não esqueçam, então é tipo &#8220;Senhorita, poderia me dar a honra de me permitir acompanhá-la até o banco no parque&#8221; ou algo assim. E aí ela passa DUAS PÁGINAS sem zoeira pensando em todas as possibilidades possíveis e impossíveis de se seguirem talvez um dia provavelmente a esse fato. E só depois de duas páginas lendo seus pensamentos é que a narrativa volta para o &#8220;tempo presente&#8221; e finalmente pude ler o que raios ela respondeu.</p>
<p>A história é burra, o romance idiota e a única personagem boa, Miss Charming, aparece por muito pouco tempo pra salvar essa mediocridade.</p>
<p>Quem sabe uma próxima.</p>
<p><strong>Midnight in Austenland (2012) de Cameron Dokey. Série Austenland livro 2</strong></p>
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		<title>Déjà Morta &#124; Kathy Reichs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2014 14:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kathy Reichs]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E de prêmio por ter escrito todos os dias na semana retrasada, acabei me comprando esse livro, que é o primeiro da série que deu origem à série de TV Bones. Ele existe em português, mas o resto da série está sendo traduzido de forma idiota (pra variar) e pelo que eu vi só tem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>E de prêmio por ter escrito todos os dias na semana retrasada, acabei me comprando esse livro, que é o primeiro da série que deu origem à série de TV Bones. Ele existe em português, mas o resto da série está sendo traduzido de forma idiota (pra variar) e pelo que eu vi só tem o sexto e o sétimo em português. Mas, ao livro.</p>
<p>Tá que eu não esperava nada parecido com a série &#8211; até porque já tinha lido em algum lugar que a série de TV era totalmente diferente dos livros e só pegaram o nome da protagonista. Então temos a Temperance Brennan, moça de meia idade que está trabalhando de antropóloga forense para a polícia do Quebec. Um dia ela recebe ossos de uma mulher morta e percebe que o caso todo faz com que ela se lembre de outra morte ocorrida há alguns meses. Claudel, o policial encarregado do caso, não quer saber de ouvir as sugestões de Tempe, mas conforme o número de mortas aumenta, toda a polícia é obrigada a concordar com ela: há um serial killer à solta.</p>
<p>Então vamos lá. O meu principal problema com o livro foi a narrativa em primeira pessoa. A Tempe é um misto de mulher durona com garota insegura que me deixou bastante irritada. Enquanto isso, os policiais são todos estúpidos que não reconhecem as pistas na frente deles nem com uma luz neon apontada.</p>
<p>As combinação das duas coisas deixou a narrativa bastante complicada pra mim, com cenas inverossímeis intercaladas com cenas de chororô da Tempe falando que ó que vida triste a minha de ver tantas pessoas mortas. Se ela estivesse em crise porque tinha acabado de começar na profissão, eu até entendia. Mas uma mulher já vivida, com anos de carreira, ficar de repente chorona porque não consegue lidar com a violência de tudo isso&#8230; arranja outra profissão, mano!</p>
<p>E aí a clichezada + previsibilidade da história também não ajudaram. Afinal, se a narrativa fosse meio irritante mas o suspense fosse bem construído, até que dava pra engolir. Só que eu sabia o tempo todo o que ia acontecer!</p>
<p>O final do livro não é tão ruim (é só <em>meio</em> ruim), o blábláblá técnico eu simplesmente pulei (sono) e a história até pode ser interessante pra quem curte policiais mais óbvios. Mas o conjunto da obra definitivamente não valeu os reais que eu paguei pelo livro.</p>
<p><b>Déja Dead (1997) </b><b>de Kathy Reichs (EUA)</b><br />
<b>Série Temperance Brennan Livro 1</b></p>
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		<title>Not a Penny More, Not a Penny Less &#124; Jeffrey Archer</title>
		<link>https://adevoradoradelivros.com.br/not-a-penny-more-not-a-penny-less-jeffrey-archer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jun 2013 15:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jeffrey Archer]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse livro, quatro rapazes são vítimas de um golpe e perdem todo o seu dinheiro. Um deles, o professor de universidade Stephen, descobre quem foi o responsável: Harvey Metcalfe, um milionário desonesto que fez fortuna através de golpes na bolsa de valores. Stephen contata outros três infelizes que sofreram o mesmo golpe e agora estão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse livro, quatro rapazes são vítimas de um golpe e perdem todo o seu dinheiro. Um deles, o professor de universidade Stephen, descobre quem foi o responsável: Harvey Metcalfe, um milionário desonesto que fez fortuna através de golpes na bolsa de valores. Stephen contata outros três infelizes que sofreram o mesmo golpe e agora estão na pior e propõe que eles criem planos para tirar de Harvey todo o dinheiro que ele tirou deles, com juros, multa e despesas inclusos: nem um centavo a mais, nem um centavo a menos (tradução do título).</p>
<p>Os outros três rapazes concordam, até porque o dinheiro que investiram na firma fantasma de Metcalfe era tudo o que tinham. O Dr. Robin Oakley corre o risco de perder seu consultório. O francês Jean-Pierre Lammans tem sua própria galeria de arte e precisa do dinheiro para se manter. E lorde James Brigsley, que apesar de ser nobreza hipotecou a propriedade da família para investir na bolsa, agora corre o risco de sofrer a ira e deserção do pai.</p>
<p>Os quatro precisam criar planos para conseguir arrancar dinheiro de Metcalfe, sem ele saber o que aconteceu, e durante o mês que o americano vai passar de férias na Europa.</p>
<p>Eu só fui atrás desse livro por causa do desafio literário que eu entrei no início do ano mas já desisti. Eu já tinha ouvido falar do autor, mas não conhecia nada do estilo dele e nem se era algo que iria me agradar ou não.</p>
<p>E que surpresa! Desde o início que o livro me segurou e eu não conseguia largar. A personalidade tanto dos quatro lesados quanto do milionário Metcalfe é descrita em detalhes &#8211; afinal, os golpistas agora precisam saber tudo sobre sua futura vítima &#8211; e o autor consegue manter a trama num ritmo impecável.</p>
<p>O fato do livro se passar na década de 70 faz com que a trama fique ainda mais complexa por um lado, pela falta de tecnologia que ajude, e mais simples por outro, já que a ausência de informações enciclopédicas na internet sobre qualquer pessoa impediriam pelo menos um dos golpes do pessoal de ter sucesso.</p>
<p>As reviravoltas perto do final são muito bem pensadas, e a amizade que os quatro jovens vão criando entre si rende as melhores piadas do livro. No fim, o que mais me agradou mesmo foi a parte engraçada do livro, que dá leveza à uma trama que poderia ter se tornado pesada nas mãos de outro autor. O livro é, portanto, um excelente entretenimento, digno dos melhores filmes de <i>heist</i> de Hollywood. Fizeram, inclusive, uma adaptação para a TV, que quero checar logo mais.</p>
<p><b>Not a Penny More, Not a Penny Less (1976)</b><br />
<b>de Jeffrey Archer (Reino Unido)</b></p>
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		<title>O Jardim dos Esquecidos &#124; V.C. Andrews</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Feb 2013 15:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[V .C. Andrews]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu tinha esse livro faz tempo na prateleira e já sabia do que se tratava, mas não tinha tido ânimo pra ler ainda &#8211; vocês sabem que eu não tenho muito pique pra dramalhões. Mas aí me deu a louca, né, e comecei. E que dramalhão, minha gente! Os irmãos Chris, Cathy e os gêmeos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tinha esse livro faz tempo na prateleira e já sabia do que se tratava, mas não tinha tido ânimo pra ler ainda &#8211; vocês sabem que eu não tenho muito pique pra dramalhões.<br />
Mas aí me deu a louca, né, e comecei. E que dramalhão, minha gente!</p>
<p>Os irmãos Chris, Cathy e os gêmeos Cory e Carrie são felizes na sua casa suburbana com seus pais Christopher e Corrine. Até que Christopher, o pai deles, morre num acidente de carro e Corrine, a mãe, diz que a única forma deles conseguirem sobreviver, já que ela não sabe trabalhar, é irem morar com os pais milionários dela.</p>
<p>O livro é narrado por Cathy, que tem doze anos na época da morte do pai. Ela logo descobre que a vida incrível de riquezas e diversão que a mãe estava prometendo assim que chegassem na casa dos avós não vai acontecer. Na verdade, as crianças são levadas ao sótão da casa assim que chegam e trancadas lá por uma avó extremamente severa, insensível e odiosa.<br />
Corrine, sempre linda e perfeita, conta uma parte do motivo de tal recepção, sempre chorando muito e dizendo como ama as crianças.</p>
<p>Christopher, seu falecido marido e pai das crianças, é também seu meio-tio (meio -irmão do pai de Corrine). Essa relação incestuosa causou a ira dos avós das crianças, que tiraram sua filha Corrine do testamento. Agora que Christopher morreu, Corrine quer tentar reconquistar seu pai para ser incluída novamente no testamento. Só que, sendo um religioso fanático e extremamente rígido, ele não pode saber da existência das crianças (que serão consideradas &#8220;filhos do diabo&#8221;) até que ele seja devidamente reconquistado por Corrine.</p>
<p>E ela pede, com muito amor, e muitas lágrimas, que as crianças durmam no sótão por apenas um dia. E no dia seguinte, ela pede que eles fiquem por mais algumas semanas. E aí as semanas viram meses.</p>
<p>E o livro vira uma coisa muito complicada.<br />
Ele é definitivamente inlargável. Mas também é bastante bizarro. E é certamente muito drama pra uma família só. As situações acabam ficando tão exageradas que não consegui sentir empatia por nenhum personagem. Eu fiquei curiosa pra saber como o livro ia terminar, mas o horror pelos quais essas crianças passaram não me tocou. Em alguns momentos a coisa fica bem mais polêmica e me surpreende imensamente que esse livro tenha sido utilizado como leitura escolar, mesmo que em ensino médio. Tem cenas de SPOILERS incesto, tortura, assassinato, estupro, abuso FIM DO SPOILER e eu não sei se isso faz com que o livro seja melhor ou pior. Mas estejam avisados que os de estômago fraco não estão recomendados de ler.</p>
<p>Como eu já disse, é um livro que prende a atenção, e tem bons personagens e uma história envolvente. Mas é tanto drama e tanta coisa ruim acontecendo que o ar de irrealidade é  muito grande e pra mim isso fez com que universo secundário que a autora tentou criar perdesse um pouco da credibilidade.</p>
<p><b>Flowers in the Attic (1979) </b><b>de V.C. Andrews (EUA)</b><br />
<b>Série Dollanganger Livro 1</b></p>
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		<title>Sereia &#124; Tricia Rayburn</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2012 14:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tricia Rayburn]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bom, eu adoro coisas relacionadas a sereias, então quando eu vi esse livro sendo comentado em outros blogues, não pude resistir. Vanessa é uma garota de 17 anos que é insegura e medrosa. Sua maior amiga e companheira &#8211; e também quem a apoia e ajuda com seus medos &#8211; é sua irmã mais velha [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Bom, eu adoro coisas relacionadas a sereias, então quando eu vi esse livro sendo comentado em outros blogues, não pude resistir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vanessa é uma garota de 17 anos que é insegura e medrosa. Sua maior amiga e companheira &#8211; e também quem a apoia e ajuda com seus medos &#8211; é sua irmã mais velha Justine, que é seu oposto: Justine é corajosa, aventureira, cheia de namorados e muito bonita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E aí uma noite Justine briga com a mãe e com a Vanessa, pula de um penhasco que dá para o mar, na casa de praia delas &#8211; um penhasco de onde sempre pulava, mas de dia &#8211; e morre afogada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vanessa começa a ouvir a voz de Justine. Sem saber se isso é real ou não, e morrendo de medo de tudo, Vanessa descobre que a irmã não iria para a faculdade: apesar de andar com a camiseta da faculdade, de ter dito para a família que estava tudo resolvido, tudo pago e tudo combinado, Vanessa descobre que Justine sequer prestou o exame de admissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Corroída pelo sentimento de que Justine não havia sido honesta com ela, e sem entender por que a irmã havia pulado do penhasco no meio da noite, Vanessa volta até a casa na praia procurando respostas, mas só encontra mais perguntas: o namoradinho de verão de Justine, Caleb, que morava na praia e havia crescido com as meninas, desapareceu. Simon, o irmão mais velho de Caleb, concorda em ajudar Vanessa a entender o que aconteceu com Justine se Vanessa ajudá-lo a encontrar Caleb.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vanessa fica fugindo da mãe, que é uma chata, arranja uma amiga nova no restaurante local mas tem inexplicáveis dores de cabeça lancinantes quando a irmã da amiga, uma gostosona maligna, chega perto dela. Ao longo da narrativa vamos descobrindo aos poucos o mistério da morte de Justine e características bastante estranhas na própria Vanessa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No começo do livro, gostei da Vanessa, uma personagem realista cheia de inseguranças e passando por um momento crítico com a morte da irmã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A narrativa pouco tradicional me deixou curiosa no início; ao não narrar os eventos de forma cronológica e ao não explicar as coisas conforme elas aconteciam, o suspense foi aumentando ao longo da leitura. A narradora é Vanessa, então em vez dela explicar as razões para suas ações, o leitor só descobre quando a Vanessa conta os problemas para outro personagem.</p>
<p>Nesse ponto eu achei que a nova amiga dela, garçonete do restaurante Betty&#8217;s, serviu mais como ouvinte dos problemas de Vanessa para que o leitor os soubesse do que como uma personagem real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas até aí, o livro estava com uma pegada legal: as dúvidas de Vanessa estavam todas listadas, esperando ser respondidas; o romance com Simon estava desenvolvendo bem; a amizade com Paige, a garçonete feliz, transformou Vanessa numa pessoa mais normal, tentando achar sentido na vida após a perda de alguém querido; a família de Paige &#8211; sua irmã maligna, sua avó paranormal e sua mãe sobrenaturalmente bonita &#8211; trouxe mistério à trama e as mortes por afogamento e as estranhas tempestades ocorrendo na pacata cidade de veraneio me fizeram ficar grudada no livro, esperando pelas respostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que são muito, mas muito insatisfatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muito pouco é explicado, na verdade. Como e por quê Betty perdeu a visão? De onde ela estava fugindo quando abriu o restaurante em Winter Harbor? Qual a real natureza das tais sereias? Por quê elas fazem o que fazem? Como a foto da mãe de Vanessa surgiu no diário? Por quê as sereias precisavam criar tempestades?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu acho OK a autora ter colocado as sereias míticas gregas, que não têm rabo de peixe: são donzelas nuas que, com seu canto e sua beleza, atraem os homens para as profundezas do oceano. O problema foi não explicar melhor a natureza delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso causa uma ruptura no universo secundário, já que a razão de todo o mistério são as sereias e as sereias não estão explicadas. Além disso, o trio de protagonistas (Vanessa, Simon e Caleb) parece aceitar o fato de que sereias existem com uma naturalidade forçada, o que deixa a trama ainda mais inverossímil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando existe um elemento sobrenatural na trama, o autor precisa explicar como ele funciona. Não precisa explicar desde o começo, mas deixar para explicar as coisas no próximo volume da série também não dá. Qualquer livro tem que ser auto suficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialmente porque quando se coloca uma trama minimamente policial no meio, não tem graça nenhuma descobrir que o assassino fez o que fez &#8220;porque ele é assim&#8221;. Até porque, se é da natureza das tais sereias assassinar os homens que as amam, não tinha necessidade de explicar que a filha da Betty tinha começado a fazer isso por ter tido o coração partido, já que no final tem umas quinze sereias matando gente. Todas elas tiveram o coração partido?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autora menciona qualquer coisa sobre as sereias precisarem nadar no mar para viver. Isso é uma informação importante. Isso é uma característica das sereias. Mas a autora não deixa claro se matar homens é necessário pra elas ou não, o que deixa toda a trama grandiosa delas de destruírem todos os homens da cidade totalmente sem sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E tudo isso poderia ser descartado como &#8220;ah, ok, a trama de suspense não foi bem fechada, mas pelo menos os personagens são bons&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só que aí vem a grande revelação sobre Vanessa e Justine: Vanessa, apesar de sempre ter sentido medo de tudo, e sempre ter se sentido solitária e menos legal, menos bonita e menos popular do que sua irmã Justine, descobre com grande surpresa que Justine era a insegura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Justine tinha vários namorados porque &#8220;todo mundo&#8221; achava Vanessa mais bonita e ela queria se sentir mais bonita do que a irmã; Justine se arriscava em esportes radicais para chamar mais atenção do que Vanessa, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E isso não simplesmente não colou comigo. Não dá pra você ser considerada a mais bonita por todos e não saber disso. As pessoas elogiam, você vê fotos, a própria irmã poderia ter falado alguma coisa. Como é possível que Vanessa não tivesse uma única amiga durante todo o colegial, que falasse pra ela que os caras estavam interessados?</p>
<p>Ok que a autora quis aumentar a ligação entre as duas irmãs, mas ficou chato &#8211; ficou chato porque todo o relacionamento das irmãs ficou superficial e forçado: Justine era popular porque ela se esforçava para sê-lo, e Vanessa se achava feia porque era tímida. Pronto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas dá pra perceber que a autora é simplista quando Vanessa descobre que é adotada pela mãe e fala que &#8220;agora tudo faz sentido&#8221; porque a mãe sempre gostou de comprar roupas e ela não (!).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então é isso: o livro tem um excelente primeiro ato, com a construção dos personagens e dos mistérios. Tem um segundo ato cheio de ação e aventura, mesmo que um pouco forçado, com Vanessa, Simon e Caleb tentando descobrir o que as sereias vão fazer antes que tudo ocorra. Mas o terceiro ato coloca tudo a perder quando tanto os personagens quanto a trama vão por água abaixo por uma incapacidade da autora de fechar as pontas soltas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acho que o livro não teria me irritado tanto se não fosse tão bom no começo.<br />Mas quem sabe eu decido ler o segundo volume, vai que melhora&#8230;<br /><b><br />Siren (2010)</b> <b>de Tricia Rayburn</b>. <b>Série Siren Livro 1</b></p>
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