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	<title>humor Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>humor Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Por Um Fio &#124; Eoin Colfer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 19:49:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eoin Colfer]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Daniel McEvoy é um ex-soldado irlandês que trabalha como segurança em um cassino vagabundo de Nova Jersey. Seu melhor e único amigo é Zeb, um trambiqueiro que vende drogas ilegais e faz cirurgias plásticas duvidáveis. Dan também tem uma paixonite por Connie, uma hostess/stripper no cassino. Um dia Connie é assassinada e Zeb desaparece. Quando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel McEvoy é um ex-soldado irlandês que trabalha como segurança em um cassino vagabundo de Nova Jersey. Seu melhor e único amigo é Zeb, um trambiqueiro que vende drogas ilegais e faz cirurgias plásticas duvidáveis. Dan também tem uma paixonite por Connie, uma hostess/stripper no cassino.</p>
<p>Um dia Connie é assassinada e Zeb desaparece. Quando a polícia ignora os crimes, Dan resolve descobrir tudo por conta própria – e tromba, sem querer, com policiais corruptos, chefões das drogas, uma vizinha doida e muita gente atirando nele.</p>
<p>Apesar da tradução fazer seu melhor, é muito óbvio que a leitura perde com a transposição pra outro idioma: por ser narrado em primeira pessoa, a história é cheia de palavrões, expressões idiomáticas típicas da Irlanda e do exército, e cheia de piadinhas infames e pensamentos sarcásticos. A tradução não chega a estragar o livro, mas a coisa certamente perde o ritmo. Além disso, se você está esperando a genialidade de ambientação dos livros mais famosos do autor, vai se desapontar. O livro é uma tentativa de noir modernoso e irônico, com prostitutas pouco atraentes, policiais malvados, cassinos falindo e subúrbios feiosos.</p>
<p>Por outro lado, a trama é excelente e não perde tempo: logo estamos metidos numa trama digna de sessão da tarde por ser ao mesmo tempo absurda e ágil; cenas de violência e sexo são misturadas com cenas pastelão ridículas que ficam engraçadas pela falta de sentido. Pra quem já conhece o autor – que, entre outras, criou a série Artemis Fowl – a narrativa é apenas um pouco mais adulta do que o normal, mas pra quem não é familiarizado com o estilo dele as coisas podem parecer absurdas demais.</p>
<p>Mas se você curte uma boa comédia nonsense (com pitadas de violência), recomendo que aguente até o fim. A resolução do caso é boa, as cenas engraçadas compensam toda a eventual estranheza, e o livro é rápido e divertido de ler.</p>
<p>Plugged (2011) de Eoin Colfer. Série Daniel McEvoy Livro 1</p>
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		<title>I&#8217;m Glad My Mom Died &#124; Jennette McCurdy</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 14:55:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jennette McCurdy]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[memórias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jennette McCurdy foi uma criança na televisão, com uma carreira de sucesso em uma série infantil. A mãe dela a pressionou para começar a participar de audições aos seis anos de idade, fez ela virar  anoréxica para adiar a puberdade e conseguir mais papéis infantis, dava banho nela até os 17 anos, era acumuladora, tinha [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Jennette McCurdy foi uma criança na televisão, com uma carreira de sucesso em uma série infantil. A mãe dela a pressionou para começar a participar de audições aos seis anos de idade, fez ela virar  anoréxica para adiar a puberdade e conseguir mais papéis infantis, dava banho nela até os 17 anos, era acumuladora, tinha ataques violentos de raiva e chorava por razões como Jennette querer um sorvete de outro sabor.</p>
<p>Jennette conta sua história cronologicamente, em primeira pessoa, começando pela sua infância, passando pelo período da doença e morte da mãe, e finalizando com seu próprio processo de autoconhecimento.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que o livro relata experiências extremamente desagradáveis, abusivas e violentas, a narrativa consegue ser leve e divertida justamente pelo talento da escritora. A história não é necessariamente contada usando o passado &#8211; e sim usando uma mistura com o presente, colocando a voz da narradora na idade que ela tinha na época.</p>
<p>Como a escritora é excelente, é possível perceber a diferença entre sua &#8216;voz&#8217; de seis anos quando a mãe persegue o pai pela casa com uma faca; entre sua &#8216;voz&#8217; da adolescência, que ficou terrivelmente envergonhada quando sua mãe contou para todo o estúdio que ela tinha menstruado pela primeira vez; e sua &#8216;voz&#8217; adulta, que fica irritada e culpada quando a mãe manipula as coisas para se mudar pra casa dela.</p>
<p>O livro é parte da jornada de cura da ex-atriz, que passou por situações de quase morte por bulimia antes de conseguir pedir ajuda. Ao mesmo tempo em que ela consegue expor as loucuras da mãe, ela também consegue deixar a falecida mais humana, sem tentar desculpar ou perdoar o que foi feito. Afinal, de acordo com um dos terapeutas da autora, às vezes é preciso deixar de ter o perdão como foco, já que achar formas de perdoar abuso parental é exatamente o que a mãe esperaria do filho.</p>
<p>Outra discussão muito importante que o livro tenta trazer é o endeusamento das mães, que são colocadas em um pedestal intocável com o sacrifício e o amor infinito que têm pelos filhos; pessoas que possuem pais abusivos são praticamente proibidas de falar mal das mães ou serão julgados como ingratos, mimados, sem paciência.</p>
<p>Como bônus, o livro também revela momentos bastante problemáticos que a moça passou nos bastidores da Nickelodeon, que a demitiu logo após sua série spin-off de iCarly ter sido cancelada na segunda temporada. Segundo Jennette, a emissora chegou a oferecer US$ 300.000 como bônus da demissão se ela prometesse não falar nada sobre os bastidores da série. Ela recusou. Após a publicação do livro, a Nickelodeon emitiu um comunicado de &#8216;<em>no comment</em>&#8216;.</p>
<p><em>I&#8217;m Glad My Mom Died</em> é um livro ao mesmo tempo tocante e divertido; terrível e engraçado; angustiante e revelador. Imagino que para quem teve mães &#8216;complicadas&#8217;, o livro seja um sopro de ar puro na sociedade de hoje; mas recomendo a leitura para todos devido não só à autora talentosíssima mas também à narrativa cativante.</p>
<p><strong>I&#8217;m Glad My Mom Died (2022) de Jennette McCurdy</strong></p>
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		<title>Samantha Sweet, Executiva do Lar &#124; Sophie Kinsella</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2015 11:36:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sophie Kinsella]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Samantha Sweet é uma advogada workaholic que não tem vida pessoal com o intuito de se tornar sócia da firma. Um dia ela faz uma burrada corporativa e resolve sumir do mundo &#8211; vai parar no interior do interior e, numa insólita reviravolta, acaba passando a noite numa mansão ondem acham que ela é a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Samantha Sweet é uma advogada workaholic que não tem vida pessoal com o intuito de se tornar sócia da firma. Um dia ela faz uma burrada corporativa e resolve sumir do mundo &#8211; vai parar no interior do interior e, numa insólita reviravolta, acaba passando a noite numa mansão ondem acham que ela é a nova empregada que eles pediram à agência.</p>
<p>Samantha pensa em desiludir seus &#8220;patrões&#8221;, um casal rico brega de meia idade, mas quando descobre que seus erros na empresa fizeram com que a imprensa esteja toda atrás dela, decide fingir que é mesmo a empregada que eles queriam e passa a pagar de dona de casa.</p>
<p>Só que Samantha não tem a menor ideia de como sequer ligar um aspirador de pó, quanto mais de fazer os pratos elaborados que os donos da casa querem que ela faça. Felizmente há um jardineiro bonitão que não hesita em ajudá-la, e Samantha descobre que existe vida fora da carreira de advogada.</p>
<p>Então vamos aos prós: Sophie Kinsella escreve de um jeito muito gostoso de ler. Apesar de todas as protagonistas dela serem bem parecidas (são bonitas mas se sentem inseguras; são adoravelmente desajeitadas; gostam de trabalhar mas na verdade querem achar o grande amor; têm famílias disfuncionais; têm a profundidade emocional de uma princesa Disney; etc), todas são insossas o suficiente para as leitorinhas se identificarem mas agradáveis o suficiente para deixar o livro gostoso de ler &#8211; ou seja, isso mais ajuda do que atrapalha. O par romântico também é padrão: gostoso demais para a moça achar que ele é real; capaz de ler as fraquezas da moça mas não tomar vantagem disso; cavalheiresco o suficiente para deixar a moça se sentindo &#8216;protegida&#8217;; com um &#8216;segredo&#8217; mequetrefe que faz com que ele tenha um certo medo de se envolver &#8211; etc. Nesse caso, o bonitão da vez é Nathaniel, um jardineiro gostoso, que eu até que gostei. Ele tem um jeitão despreocupado que não dá pra não se encantar.</p>
<p>As cenas engraçadonas da Samantha tentando ser dona de casa até que seguram a parte cômica do livro, e além disso quando ela vai finalmente aprendendo a cuidar das coisas (ponto a favor: não é da noite pro dia, e ela recebe MUITA ajuda) ela vai ao mesmo tempo vendo o valor desse tipo de atividade na vida, e especialmente vendo as vantagens de um conceito mais lento de vida. Pra quem mora em cidade grande e precisa de dias pra se adaptar ao ritmo do interiorzão, essa parte do livro fez muito sentido.</p>
<p>A trama de &#8216;mistério&#8217; que vem em segundo plano é interessante o suficiente para manter a história, e tem até uma mini pegada John Grisham de bônus.</p>
<p>Agora os contras. (contém spoilers)</p>
<p>Não adianta, não gosto quando a moça tem que decidir OU ELE OU A MINHA CARREIRA. Primeiro que essa decisão não deveria ser feita, droga. Homens não conseguem conciliar, não? Ain, mas ia ser difícil. Claro que ia. E quantos e mais quantos casais não passam por problemas como carreiras incompatíveis, relacionamento à distância, famílias que não aprovam&#8230; Essa coisa de TENHO QUE DECIDIR AGORA é idiota e bastante irreal. Mas ok, livro não é realidade, blá blá. Até aceito, apesar de não gostar.</p>
<p>Segundo que jovenas, se existe essa dúvida, não precisa nem pensar duas vezes. ESCOLHAM A CARREIRA. Homem em casa não é sinônimo de ser feliz. Já o dinheiro&#8230; Ah, o dinheiro bem que simula bem a felicidade, não? Já deu da mulherada escolher o que é melhor pros homens. Se você ama ficar em casa cuidando dos catarrentos, seja feliz. Mas faça uma escolha consciente, e por seus motivos, não porque &#8220;ain mas ele prefere desse jeito&#8221;. Homens são ensinados desde criancinha a serem o centro do universo, e a gente, por outro lado, somos ensinadas a nos preocuparmos com o bem estar dos jovenos. Então se a Samantha quisesse ser advogada pro resto da vida e o trouxa do jardineiro ficasse embaçando, que largasse do moço logo, droga. OK que a decisão dela foi mais pro &#8220;não quero mais viver para o meu trabalho&#8221;, mas a mensagem que também pode ser lida é &#8220;prefiro omi doq ser milionária&#8221; e essa parte não. Apenas não.</p>
<p>E aí temos o final. Aquele que ela muda de ideia vinte vezes antes de fazer a decisão (que todo mundo já sabia qual ia ser, neam). Se eu fosse o Nathaniel, tinha vendido tudo e ido pra Sibéria antes de ficar com essa doida que teretetê vou pra um lado, choveu eu vou pro outro. Quase joguei o livro longe.</p>
<p>E a conclusão é: se você gosta de comédias românticas, leia esse livro. É fácil e rápido de ler, a história é engraçada, o romance é bonitinho e é em todos os sentidos um livro padrão da Sophie Kinsella. Eu tenho problemas com esse tipo de livro (como mencionado acima), então pra mim foi mais ocupador de tempo pra esquecer da vida e não necessariamente me diverti tanto quanto gostaria. Mas não saí do livro com gosto de perda de tempo, e isso é sempre um ponto positivo.</p>
<p>The Undomestic Goddess (2006) de Sophie Kinsella</p>
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		<title>Tamanho 44 Também Não É Gorda &#124; Meg Cabot</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2014 21:43:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meg Cabot]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Heather Wells, ex-estrela do pop adolescente, continua com seu trabalho num alojamento estudantil universitário. Continua apaixonada platonicamente pelo seu vizinho bonitão. Continua sendo perseguida pelo ex-namorado, que por acaso é irmão do seu vizinho. E continua engordando. Quem gostou do primeiro, vai certamente gostar do segundo. Quem não achou o primeiro grande coisa, nem precisa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Heather Wells, ex-estrela do pop adolescente, continua com seu trabalho num alojamento estudantil universitário. Continua apaixonada platonicamente pelo seu vizinho bonitão. Continua sendo perseguida pelo ex-namorado, que por acaso é irmão do seu vizinho. E continua engordando.</p>
<p>Quem gostou do primeiro, vai certamente gostar do segundo. Quem não achou o primeiro grande coisa, nem precisa se incomodar: as histórias são bem parecidas. Isso é bom, porque as coisas continuam engraçadas. Mas por outro lado é ruim porque não queremos exatamente ver mais do mesmo num romance policial, mesmo que seja um romance-policial-chick-lit.</p>
<p>Dessa vez, o crime é mais nojentinho: a cabeça de uma garota é encontrada cozinhando num panelão do refeitório. A menina, líder de torcida do time da universidade, parece ter dupla personalidade: as colegas de esporte achavam ela o máximo &#8211; um padrão de empolgação estudantil com personalidade ultra sociável. Já a colega de quarto da garota não hesita em falar pra Heather que a menina era uma vadia que dava pra todo mundo &#8211; e que ela se meteu com quem não devia e mereceu ser morta.</p>
<p>Heather ouve tanto de Cooper &#8211; o vizinho bonitão, que é detetive particular &#8211; quanto do inspetor que a acompanhou durante seu último &#8216;caso&#8217; que ela tem que ficar fora dessa história e deixar a polícia trabalhar. Mas um dos alunos que mora no alojamento e uma das atendentes do refeitório insistem para que Heather entre nessa &#8216;causa pela justiça&#8217;. Convencida de que o inspetor está fazendo as perguntas erradas pras pessoas erradas de qualquer forma, Heather começa a investigar o caso por conta própria, como quem não quer nada.</p>
<p>Só para se deparar com uma gangue estudantil de traficantes de drogas.</p>
<p>Daí o livro me incomodou por vários motivos. Um deles eu já mencionei, que é a mesmice dos personagens. Eu esperava algum tipo de desenvolvimento pessoal pelo menos da protagonista. O outro é que eu não gosto muito de detetives amadores que se deparam com crimes em todo lugar que vão &#8211; e nesse livro é pior porque DUAS mortes violentas misteriosas acontecem no mesmo lugar num espaço de seis meses. Ok que essa é a premissa da série e tals, mas sei lá. Ficou meio inverossímil. E aí ela super ajuda a polícia no livro anterior e agora todo mundo manda ela ficar fora da história&#8230; Pô, mas nem pra pedir pra ela responder umas perguntas sobre quem ela acha que deveria ser interrogado?</p>
<p>Coisas que eu gostei: a Heather continua muito engraçada, o romancezinho com o Cooper até que funciona, e o chefe novo dela é o melhor personagem da série (pena que ele não estava no primeiro.</p>
<p>Em geral, é um livro bonitinho, bom pra passar o tempo, que eu li super rápido porque não dá vontade de largar e que é bem estilo romance-policial levinho para garotas. Se faz seu estilo, ele não desaponta. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p><strong>Size 14 is Not Fat Either (2006) de Meg Cabot. Série Heather Wells Livro 2</strong></p>
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		<title>Tamanho 42 Não É Gorda &#124; Meg Cabot</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2014 14:01:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meg Cabot]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Heather Wells é uma ex-cantora pop que está na pior. Seu namorado famoso a trocou por uma cantora mais  magra e mais famosa. Sua mãe fugiu com seu dinheiro. Sua gravadora a despediu. Ela trabalha num alojamento estudantil na Faculdade de Nova York, sem dinheiro pra pagar nem um aluguel. E ela está gorda. Quer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Heather Wells é uma ex-cantora pop que está na pior. Seu namorado famoso a trocou por uma cantora mais  magra e mais famosa. Sua mãe fugiu com seu dinheiro. Sua gravadora a despediu. Ela trabalha num alojamento estudantil na Faculdade de Nova York, sem dinheiro pra pagar nem um aluguel. E ela está gorda. Quer dizer, ela usa 42, e 42 nem é gorda, então né. Mas aí uma das calouras é encontrada morta no poço do elevador do alojamento, e Heather não gosta da teoria da polícia que diz que a menina caiu por acidente durante uma brincadeira idiota típica de universitários.</p>
<p>Ai gente, só a Meg Cabot tem essa habilidade, né. Esse é o máximo: engraçado, inteligente e até tocante em alguns momentos (até porque eu sei bem como é se sentir um fracasso profissional aos vinte e tantos anos), esse é um livro NECESSÁRIO tanto pra quem gosta da autora quanto pra quem curte o gênero &#8216;chick-lit&#8217;.</p>
<p>Então a Heather perdeu o emprego de cantora pop porque não queria mais cantar as baboseiras que compunham pra ela e queria tocar as próprias músicas. O dono da gravadora &#8211; por acaso pai de Jordan, o ex-dela &#8211; disse que ou ela tocava o que ele queria ou ia pro olho da rua, e ela saiu de cabeça erguida. Só pra ouvir do namorado (agora ex) que ela devia pensar melhor antes de fazer uma coisa dessas. Logo depois ela o encontra transando com uma outra cantora.</p>
<p>Cooper, o irmão mais velho de Jordan, solicitamente oferece que ela more no andar de cima do prédio dele sem pagar aluguel em troca de fazer a contabilidade dele &#8211; que é investigador particular e quer economizar com o contador. Heather, que não quer sair de Nova York (mesmo estando quebrada, porque sua mãe fugiu com todo o seu dinheiro) e tem uma queda bem séria pelo Cooper, aceita &#8211; e vai atrás de fazer faculdade porque saiu da escola no ensino médio pra ser estrela pop. Talvez ela queira fazer faculdade porque o Cooper só sai com mulheres inteligentíssimas com mestrado e carreira bem sucedida, mas vai saber.</p>
<p>Fato é que ela é a mãezona dos universitários sem noção que moram no conjunto habitacional da faculdade. Ela é só assistente de direção, mas se sente responsável pelos problemas dos alunos e faz o possível pra ser competente &#8211; até porque no final dos seis meses de experiência ela pode cursar qualquer matéria e graça na faculdade. Suas melhores amigas são a esposa de um astro do rock e a chefe da cantina do conjunto habitacional.</p>
<p>Essa é uma das partes mais legais da história: a vida do &#8216;antes e depois&#8217; da Heather. Quer dizer, às vezes você tem uma protagonista que era pobre e fica rica e tals. Aqui é o contrário. Ela era rica e famosa &#8211; mas nunca teve uma experiência normal de relacionamento porque passou a adolescência em turnê, longe de pessoas da idade dela. Daí dá pra entender os dramas que ela faz por causa do Cooper.</p>
<p>Mas de qualquer forma o que é legal no livro é que ele é engraçado. Tudo bem que o mistério das &#8216;surfistas de elevador&#8217; é bem envolvente (apesar de eu achar o final meio forçado), mas o que faz você virar a página é mesmo a prosa da autora, que mesmo na tradução funciona bem. A única coisa que eu senti falta foi de saber como eram as letras das músicas-chiclete da Heather em inglês; devem ser divertidas.</p>
<p>Excelente pedida. Recomendo muito!</p>
<p>OBS &#8211; O livro é de 2005 então tenho uma super teoria da conspiração de que se baseou na vida da minha ídala universal brítinei. Bem que podia, né.</p>
<p><strong>Size 12 Is Not Fat (2005) de Meg Cabot. Série Heather Wells Livro 1</strong></p>
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		<title>Austenland &#124; Shannon Hale</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2013 16:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Shannon Hale]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jane Hayes já passou dos trinta. Apesar de ter um emprego fixo na área de marketing de uma revista, não está exatamente empolgada com a sua carreira. E no quesito &#8220;amor&#8221;, ela está totalmente parada. Depois de inúmeros relacionamentos falidos, ela está prestes a se tornar uma &#8220;solteirona&#8221; e desistir dos homens de vez. E [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Jane Hayes já passou dos trinta. Apesar de ter um emprego fixo na área de marketing de uma revista, não está exatamente empolgada com a sua carreira.<br />
E no quesito &#8220;amor&#8221;, ela está totalmente parada. Depois de inúmeros relacionamentos falidos, ela está prestes a se tornar uma &#8220;solteirona&#8221; e desistir dos homens de vez.<br />
E a culpa de tudo isso é de um certo Sr. Darcy.</p>
<p>Viciada em Orgulho e Preconceito desde criancinha, Jane leva sua paixão pelo personagem da autora inglesa até os limites do aceitável quando assiste a versão do livro feita pela BBC e com Colin Firth no papel do famoso Sr. Darcy. É culpa dele que Jane não consegue se relacionar com nenhum homem. É culpa dele que ela espera comportamento cavalheiresco de todos os peguetes dela. E é culpa dele, portanto, que ela está solteira.</p>
<p>Quando sua tia-avó vem visitá-la e descobre dessa obsessão de Jane, ela é forçada a admitir o grau do vício que ela tem com não só o livro como também com o filme, e é obrigada a rever as decisões que a levaram até esse ponto na vida. E alguns meses depois a tia-avó morre e deixa de herança para Jane uma estadia de três semanas num misterioso hotel temático que recria o ambiente dos livros da Jane Austen: a Inglaterra regencial de 1819. Jane decide tentar a sorte, já que está com tudo pago, e ruma para a Inglaterra, onde vai receber roupas da época, aulas de dança e uma expressa proibição de utilizar aparatos modernos.</p>
<p>Só que Jane não tem dinheiro, e por isso a dona do lugar deixa bem claro que, apesar de ter a estadia paga pela tal tia-avó, Jane não é do círculo de milionárias que geralmente frequentam o lugar e não poderá indicar outras bem nascidas para aproveitar as férias inusitadas.</p>
<p>Mas Jane não se deixa abalar e resolve que lá em Austenland (como a narradora carinhosamente chama o local) ela pretende ter uma última &#8220;rodada&#8221; de homens antes de virar a solteirona. Mas ela logo percebe coisas interessantes sobre os atores contratados, sobre o local e sobre si mesma. Aparentemente a vida naquela época era mais entediante do que ela esperava; o jardineiro bonitão é um cara bastante agradável especialmente quando não está agindo como seu personagem manda; as outras mulheres são ou perfeitas para a época ou velhas demais, mas todas interessadas num perfeito romance &#8220;austeniano&#8221;; e o Sr. Nobley, taciturno, &#8220;rico&#8221;, inteligente e desagradável como o próprio Sr. Darcy, faz com que Jane reflita se deve mesmo desistir de todos os homens.</p>
<p>Um livro fofo, interessante e divertido, Austenland me fez ter a impressão de estar lendo uma comédia romântica &#8211; o que não está tão longe da verdade, já que Austenland já virou filme e foi uma adaptação bem fofa. A história tem todos os clichês do gênero, e por isso é previsível e machista. O que mais me incomodou foi a frase da tia-avó quando diz que o Sr. Darcy não adiantou de nada para a Jane Austen porque ela morreu solteirona. Ou seja: o objetivo maior na vida de uma mulher é conseguir um marido, mesmo que isso seja praticamente uma prisão na sua época e mesmo que você seja bem sucedida numa carreira indo contra todas as convenções sociais. Ou, no caso da Jane protagonista, mesmo que você seja uma pessoa divertida, com um bom emprego e amigos legais &#8211; se você não tem um homem, você não é NADA.</p>
<p>MAS, como eu sou mulher e socialmente empurrada para gostar desse tipo de história, e como eu também adoro Orgulho e Preconceito, e como eu sou o tipo de nerd que adoraria se vestir com roupas de 1819 pra viver um romance, eu gostei bastante do livro. Não é surpreendente, mas a premissa é original, os personagens são divertidos e a leitura é rápida. Eu não tenho muita paciência pra esses romances melecosos, mas o apelo da Jane Austen me ganhou e eu terminei o livro bem contente.<br />
<b><br />
</b><b>Austenland (2007) </b><b>De Shannon Hale. </b><b>Série Austenland Livro 1</b></p>
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		<title>Adaptação &#124; One For The Money</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 15:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Janet Evanovich]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Livro Esse é o primeiro volume da série de Stephanie Plum, uma mulher de trinta e poucos anos que decide virar caçadora de recompensas para pagar suas contas. No seu primeiro grande trabalho, completamente perdida, ela decide ignorar os casos &#8216;fáceis&#8217; e vai atrás de Joe Morelli, um policial que matou um cara e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><b>O Livro</b></h4>
<p>Esse é o primeiro volume da série de Stephanie Plum, uma mulher de trinta e poucos anos que decide virar caçadora de recompensas para pagar suas contas.<br />
No seu primeiro grande trabalho, completamente perdida, ela decide ignorar os casos &#8216;fáceis&#8217; e vai atrás de Joe Morelli, um policial que matou um cara e agora está sumido. Só que Joe não só é um conhecido de infância de Stephanie como também é o cafa que tirou a virgindade dela quando estavam no colégio.<br />
O livro tem personagens memoráveis, cenas engraçadíssimas e um mistério decente, incluindo vilão bastante aterrorizante, que segura o leitor até o final.</p>
<h4><b>O Filme &#8211; Como Agarrar Meu Ex-Namorado (2012)</b></h4>
<p>Anos após o lançamento do livro, finalmente conseguiram inventar uma adaptação, que é uma comédia romântica bobinha com cenas divertidas e boa química entre o par principal &#8211; Joe e Steph. A presença da maravilhosa Debbie Reynolds como a avó de Stephanie é um atrativo à parte.</p>
<h4 style="clear: both; text-align: left;"><b style="background-color: #ffffff; font-family: var(--global-body-font-family);">Filme x Livro</b></h4>
<div style="clear: both; text-align: left;"><span style="background-color: #ffffff; font-family: var(--global-body-font-family);">Me recuso a comentar sobre o nome brasileiro desse filme.</span></div>
<p>Então tenho que falar que o problema principal da adaptação é que ela transformou um livro de comédia/suspense num filme de comédia romântica.<br />
Isso, pra mim, tirou metade da graça da coisa toda &#8211; apesar de que teve gente que reclamou que o filme &#8220;focou demais&#8221; na história de suspense e de menos no romance entre Steph e Morelli.</p>
<p>A graça toda da Steph é que ela não fica com o Morelli, e nem com o Ranger. Ela fica entre os dois, mas não se submete a nenhum e demora muito até ela começar a namorar e passar a ter uma vida que revolve minimamente em torno de um homem. Eu gosto disso nela, não que ela é independente &#8211; já que ela precise do Ranger e do Morelli o tempo todo &#8211; mas que ela não desiste, mesmo sabendo que não sabe atirar nem ser discreta nem interrogar suspeitos. Ela não é muito boa no que ela faz, mas até parece que isso vai mudar a vida dela!</p>
<p>Isso o filme pegou bem &#8211; a Katherine Heigl ficou muito boa de Stephanie. Para quem gosta de comédias românticas medianas, ok, você até que se diverte.<br />
Para quem queria uma adaptação do livro as coisas ficam um pouco menos empolgantes, mas o filme não deixa de ter seus méritos. No entanto, ficou um filme esquecível, semelhante a tantos outros que nem vale a pena se dar o trabalho. Considerando a quantidade de fãs que os livros têm, era de se esperar algo mais significativo, mas infelizmente não foi dessa vez.</p>
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		<title>Guardas! Guardas! &#124; Terry Pratchett</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jan 2013 13:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terry Pratchett]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse livro temos dois tipos: o dracu nobilis, que não existe, pois é um ser mágico que ninguém sabe se existia mesmo ou se foi embora do mundo ou o quê, e o dracu vulgaris, que são os dragõezinhos do pântano que medem menos de um metro e meio e soltam fogo pela boca por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse livro temos dois tipos: o <i>dracu nobilis</i>, que não existe, pois é um ser mágico que ninguém sabe se existia mesmo ou se foi embora do mundo ou o quê, e o <i>dracu vulgaris</i>, que são os dragõezinhos do pântano que medem menos de um metro e meio e soltam fogo pela boca por causa dos seus problemas digestivos.</p>
<p>Pra quem não conhece Terry Pratchett, vou falar rápido que ele é muito engraçado e completamente louco (enquanto seu colega Neil Gaiman é completamente louco e muito aflitivo), e o mundo de Discworld, a criação mais famosa do autor, é um mundo de fantasia. Mas cada frase do livro é construída pra te fazer rir.</p>
<p>E nessa história, temos de um lado a Guarda Noturna da enorme cidade de Ankh-Morpork, com exatamente três membros (o capitão bêbado, o sargento gordo e o cabo que não se sabe quando tomou o último banho), e de outro uma conspiração maligna para invocar um dragão composta por homens mesquinhos e confusos.</p>
<p>Enquanto isso, Carrot, um anão, descobre com muita surpresa que, apesar de ter um metro e noventa de altura, na verdade não é um anão, e sim uma criança humana resgatada de uma caravana em chamas. Confuso e sem ter o que fazer da vida, ele aceita a sugestão de um vizinho prestativo e se voluntaria para fazer parte da Guarda Noturna da Capital do reino.</p>
<p>Carrot chega em Ankh-Morpork sem saber o que é mentira, ironia e figuras de linguagem, já que os anões não usam nada disso, e tem decorado um livrinho antigo das leis e regulamentos da cidade que ele não hesita em ler para todos os infelizes que ele decide prender.</p>
<p>Os agora quatro membros da Guarda Noturna contam apenas com a ajuda de Lady Ramkin, criadora de dragões do pântano, e do bibliotecário da Universidade Invisível, que é um orangotango, quando um dragão de verdade, pesando toneladas, decide atacar a cidade.</p>
<p>Discworld (a série de livros que se passa num mundo em forma de disco em cima de quatro elefantes que dão voltas em um casco de uma tartaruga gigante) tem várias micro séries dentro dela. Uma delas é a série sobre a Guarda Noturna, da qual esse é o primeiro livro.</p>
<p>Então as coisas ficam um pouco mais simples porque o autor diminui um pouco seu ritmo frenético para apresentar os personagens para o leitor. A história em si é menos mirabolante,  já que o próprio autor brinca com a ideia dos clichês &#8211; mas  a graça <i>mesmo</i> está nas frases e diálogos, que são geniais e eu pelo menos ri bastante.</p>
<p>Se você gosta do humor <i>nonsense </i>inglês, Discworld é uma pedida excelente. E esse livro é um dos melhores da série.</p>
<p><b>Guards! Guards! </b><b>(1989) | </b><b>Terry Pratchett (Reino Unido) | </b><b>Discworld &#8211; Night Watch Livro 1</b></p>
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		<title>Mafalda &#124; Quino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Nov 2012 12:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Quino]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fato é que cresci lendo as tirinhas da Mafalda. Tem um pessoal por aí que já ouviu falar e que entende a genialidade do autor &#8211; que escreve muita coisa gênia além da Mafalda &#8211; mas tem tanta gente que não conhece que me espanta! Mafalda é uma garotinha argentina que é decepcionada com o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-3761 size-full" src="https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/11/mafalda-democracia_a-devoradora-de-livros.jpg?resize=1024%2C299&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="299" srcset="https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/11/mafalda-democracia_a-devoradora-de-livros.jpg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/11/mafalda-democracia_a-devoradora-de-livros.jpg?resize=300%2C88&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/11/mafalda-democracia_a-devoradora-de-livros.jpg?resize=768%2C224&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>Fato é que cresci lendo as tirinhas da Mafalda.<br />
Tem um pessoal por aí que já ouviu falar e que entende a genialidade do autor &#8211; que escreve muita coisa gênia além da Mafalda &#8211; mas tem tanta gente que não conhece que me espanta!</p>
<p>Mafalda é uma garotinha argentina que é decepcionada com o mundo e quer entender por que as coisas não funcionam. Ela também quer ajudar e mudar, é claro, mas eu sempre gostei mais do pessimismo sarcástico dela.<br />
Ela é constantemente preocupada com a humanidade e com a paz mundial, e é conhecida hoje mundialmente como A Contestadora.<br />
Mafalda completou 50 anos esse ano, mas seu autor, Quino, diz que o nascimento oficial dela foi quando ela foi publicada pela primeira vez (e não quando ela foi escrita pela primeira vez) e que portanto o 50º aniversário dela será comemorado em 2014. Quino fez 80 anos esse ano.</p>
<p>Além da Mafalda, há toda uma gama de personagens muito bons que a acompanham na vida de classe média dentro da crise.<br />
O pai da Mafalda trabalha para sustentar a esposa e os dois filhos, adora futebol e seu hobby é cuidar das suas plantas.<br />
A mãe da Mafalda administra as contas, cuida da casa e das crianças e ouve constantes comentários da filha sobre ter desistido de estudar para se casar com o marido.</p>
<p>Manolito é o filho do dono da mercearia, e está sempre tentando arranjar um esquema para que os colegas &#8220;invistam&#8221; dinheiro, seja num calendário de fim de ano, seja em caramelos. Ele é super materialista, sempre preocupado com dinheiro e posses. Mas, fora matemática, ele é um aluno bem ruinzinho.</p>
<p>Felipe é mais velho e é um garoto responsável, porém detesta a escola e seu maior problema é a procrastinação da lição de casa, apesar de ser um bom aluno quando chega a fazê-la.</p>
<p>Suzanita é a típica garota de classe média alta: egoísta, preocupada com as aparências e querendo seguir a vida igual à da sua mãe &#8211; que naquela época significava se casar com um homem rico e ter vários filhinhos. Ela é secretamente apaixonada por Felipe.</p>
<p>Miguelito é um pouco mais novo que os demais. É inocente, ingênuo &#8211; seu avô idolatra Mussolini e ele acha portanto que Mussolini é o máximo &#8211; e um dos personagens mais engraçados. Tem idéias excelentes!</p>
<p>Guile é o irmãozinho da Mafalda, que mesmo quando bebê consegue causar bastante. Mafalda acha difícil fazê-lo entender que esse mundo é esse mundo, e não se conforma com o fato dele gostar de sopa e não achar graça nos Beatles.</p>
<p>E por último mas não menos importante temos Libertad (só consigo pensar nela com o nome original), que tem idéias polêmicas e complicadas demais até para a Mafalda. Libertad tem uma família não convencional para a época: tanto seu pai quanto sua mãe não pararam de estudar para se casar e ambos trabalham.</p>
<p>Mafalda é uma coisa que só vendo para se entender o fascínio que ela causa. Quino sempre foi contestador e revolucionário &#8211; quer coisa mais genial do que disfarçar idéias &#8220;subversivas&#8221; numa tirinha infantil? &#8211; mas com Mafalda ele alcançou um sucesso que não envelhece. Não sei se é legal ou triste que as idéias da Mafalda ainda hoje façam sentido.</p>
<p>Afinal, como não gostar da tirinha dela rindo da definição de democracia? Não estamos mais numa ditadura militar, mas também estamos longe de um sistema político eficiente.</p>
<p>E quando a Mafalda fala para o Felipe, há mais de 40 anos, que ela tem medo de que, quando o mundo tiver bilhões de pessoas, as coisas fiquem muito piores e o Felipe responde: &#8220;o problema não é o número de pessoas. O problema é o número de idiota. Se o número de idiotas não aumentar, ficaremos bem.&#8221;<br />
Eu concordo, mas infelizmente o número de idiotas aumentou proporcionalmente ao número de pessoas.</p>
<p>Se nunca leram essa obra prima universal, leiam. Vale muito a pena!</p>
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		<title>Adaptação &#124; The Princess Bride</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 May 2012 19:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[William Goldman]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Livro O Noivo da Princesa (The Princess Bride) &#8211; 1973, de William Goldman. É uma pena que esse livro não seja mais editado &#8211; ou é? se alguém souber, me avisa! &#8211; porque ele é uma obra prima da literatura de sátira. O autor consegue de forma incrível fazer ao mesmo tempo uma sátira [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>O Livro</h4>
<p>O Noivo da Princesa (The Princess Bride) &#8211; 1973, de William Goldman.</p>
<p>É uma pena que esse livro não seja mais editado &#8211; ou é? se alguém souber, me avisa! &#8211; porque ele é uma obra prima da literatura de sátira. O autor consegue de forma incrível fazer ao mesmo tempo uma sátira a todos os contos de fadas &#8211; com direito a belas mulheres, aventuras incansáveis e vilões malignos &#8211; e escrever um excelente livro, com tiradas engraçadíssimas e frases memoráveis.</p>
<p>Em resumo, a história é a de Flor-de-Ouro, a mulher mais linda do mundo, que se apaixona por seu empregado e quando ele morre tentando buscar fortuna jura nunca mais amar novamente e aceita se casar com o chato príncipe Humperdinck. Na véspera do casamento, no entanto, ela é raptada por um trio de temíveis malfeitores, que planejam assassiná-la e deixá-la na fronteira do país vizinho &#8211; aparentemente alguém os pagou para iniciar uma guerra.</p>
<p>A estrutura do livro &#8211; o melhor de tudo &#8211; é muito interessante: o autor diz que seu pai lia o livro pra ele quando era pequeno, e depois ele descobriu que o livro era muito chato e o pai estava na verdade editando o livro para agradá-lo. Ele então resolve, em homenagem ao pai (e ao filho moleque folgado que não consegue passar do capítulo 1 do livro original), fazer uma &#8220;versão com as partes boas&#8221; do livro original.<br />
A narrativa do autor é fluida, como numa conversa, e cheia de trocadilhos e expressões.</p>
<p>As partes de que mais gosto são as hitórias de vida de Inigo e Fezzik, dois dos criminosos que raptam a princesa e vão relembrando sua vida enquanto esperam pelo embate com o homem de negro.<br />
Esse livro ficou muito famoso na época do seu lançamento, o que resultou na adaptação para o cinema com roteiro do mesmo autor.</p>
<h4><b>O Filme</b></h4>
<p>A Princesa Prometida (The Princess Bride), 1987. De Rob Reiner, com Cary Elwes, Robin Wright, Fred Savage, Billy Crystal</p>
<p>Com roteiro leve e divertido, atores carismáticos e uma competente direção, A Princesa Prometida logo se tornou um discreto clássico, com boas recomendações de público e crítica.</p>
<p>A história é a de Buttercup, que aceita se casar com o príncipe Humperdinck ao saber que seu amado Westley morreu nas mãos de piratas. Um dia ela é raptada por três malfeitores e tem em seu encalço seu futuro marido e também um misterioso homem de negro.</p>
<p>Os diálogos rápidos, à lá Mel Brooks, são um privilégio do roteirista, responsável também por obras primas como Butch Cassidy e pérolas como Maverick. Os atores estão obviamente se divertindo muito (especialmente Billy Crystal na sua participação especial) e não importa o que você faça, é impossível não se divertir com esse filme.</p>
<h4><b>Livro x Filme</b></h4>
<p>Primeiro que o filme segue quase à risca a história do livro. As mudanças ficam mesmo por parte da narração, que não pode ser copiada. No filme a tentativa até que é feita, já que a história começa com o Kevin dos Anos Incríveis doente e seu avô lendo a história pra ele. Inclusive a parte em que a princesa é comida por tubarões mas na verdade não é o livro quase palavra por palavra, o que deixa o filme com mais a cara que o livro tem.</p>
<p>Claro que o livro é melhor, já que as melhores partes da história não podem ser reproduzidas no filme (no livro, o &#8220;escritor&#8221; fala um monte sobre seu filho obeso e sua mulher psiquiatra, e é muito engraçado &#8211; no filme trocaram isso pelo Kevin e pelo avô), e toda a história da infância do &#8220;autor&#8221; fica fora do filme.</p>
<p>Cary Elwes, no filme, está logicamente se divertindo muito, e já mostra porque veio para abalar as comédias dos anos 80/90 (mesmo que agora ele seja rebaixado a papel de vilão cômico em filmes de quinta categoria, ele ainda é engraçado e era maior gatinho); Robin Wright está devidamente linda e burra como Flor-de-Ouro no livro. Mas no livro ela é mais burra.</p>
<p>Quem talvez pudesse sair perdendo eram os &#8220;vilões&#8221;, Inigo e Fezzik. Enquanto no livro eles têm um capítulo de flashback só pra eles, no filme a história de Inigo é resumida em duas falas e a de Fezzik não é sequer mencionada. Isso não chega a atrapalhar &#8211; a luta de espadas de Inigo com o Homem de Negro compensa todo o resto &#8211; mas eu gosto da história de Fezzik e da busca de Inigo pelo assassino do pai narrada com mais detalhes.</p>
<p>Outra coisa de que senti falta no filme foi o Zoológico da Morte, que mal aparece. Mas o Albino e a Máquina de Tortura são aterrorizantes o suficiente.</p>
<p>Enfim. Poderia listar mil coisas que estão em num e não no outro &#8211; e vice versa, como o Billy Crystal &#8211; mas o que importa é que o filme conseguiu captar o <i>feeling</i> do livro: é engraçado, empolgante, inteligente e idiota igual e se você gostou de um não tem como não gostar de outro.</p>
<p>Descobri que o filme existia porque uma amiga, que tinha pegado o livro emprestado de mim, ouviu a famosa frase (<i>&#8220;My name is Inigo Montya, you killed my father, prepare to die!&#8221;</i>) pela janela do vizinho, que estava vendo a sessão da tarde, e me ligou na hora. Daí foi só vasculhas nas locadoras.</p>
<p>Mas infelizmente tanto o livro quanto o filme são difíceis de achar: o livro só em sebo e o filme, com sorte, naquelas promoções de nove e noventa no Extra Supermercados.</p>
<p>Estava vendo coisas na internet para brincar de escrever o post e achei um blog que diz que, dos sete elementos essenciais para uma excelente história, esta tem todos: lutas, algo inesperado, coadjuvantes engraçados, diálogo inteligente, o vilão se dá mal, aventura, romance.<br />
É, faz sentido.</p>
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		<title>I Shall Wear Midnight &#124; Terry Pratchett</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 13:34:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando vimos Tiffany Aching pela última vez, em Wintersmith, ela estava entrando na puberdade e salvando o mundo novamente, ajudada de leve pelos Nac Mac Feegle e pelas bruxas lideradas por Granny Weatherwax. Agora ela é uma bruxa oficial, com direito a vassoura e chapéu pontudo, e se o preço a pagar por isso é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando vimos Tiffany Aching pela última vez, em <i style="font-family: var(--global-body-font-family);">Wintersmith</i><span style="font-family: var(--global-body-font-family);">, ela estava entrando na puberdade e salvando o mundo novamente, ajudada de leve pelos Nac Mac Feegle e pelas bruxas lideradas por Granny Weatherwax.</span></p>
<p>Agora ela é uma bruxa oficial, com direito a vassoura e chapéu pontudo, e se o preço a pagar por isso é ser um pouco excluída pelas outras pessoas, que seja. Alguém tem que fazer o trabalho sujo.</p>
<p>Mas parece que há uma entidade maligna solta no mundo,  uma entidade que odeia as bruxas e entra na cabeça de quem tem a mente cheia de ódio e medo, e essa entidade está fazendo o mundo se virar contra todas as bruxas &#8211; em especial aquelas mulheres que não tem magia nenhuma mas se parecem com as bruxas feias e velhas dos livros de contos.</p>
<p>Por algum motivo, essa entidade está especificamente atrás de Tiffany, e dessa vez nem os Nac Mac Feegle, nem as outras bruxas, podem ajudá-la.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Tiffany tem que lidar com toda essa coisa chata de ser adulta. Afinal, agora ela já tem quase 16 anos, e todas as garotas da sua idade já estão casadas &#8211; algumas com filhos. Tiffany sabe que a maior parte das bruxas nunca se casa (elas já tem trabalho o suficiente), mas Nanny Ogg, por exemplo, foi casada umas três vezes, e a colega de Tiffany está noiva de um criador de porcos. Roland, o filho do barão, agora está noivo de uma perfeita princesa de cabelos loiros e vestidos brilhosos.</p>
<p>Eu gostei bastante desse livro, apesar de achar alguns elementos da trama meio sem sentido. Os Feegles, como sempre, roubam a cena, mas a coadjuvante principal é Mrs Proust, dona de uma loja de artigos assustadores em Ankh-Morpork. Isso sim foi interessante: mais do que em qualquer outro livro de Tiffany, o autor juntou o universo da garota-bruxa com o universo fantástico e bizarro de Discworld.</p>
<p>Claro que o <i>Chalk, </i>curiosa formação arenosa com grama em cima onde Tiffany vive, <i>está </i>em Discworld, mas são consideradas séries diferentes porque 1. o tom é outro, os livros da Tiffany são claramente para um público infanto-juvenil, enquanto os outros livros de Discworld são para adultos e 2. porque mesmo Discworld é dividido em várias séries que mal se misturam. A série das bruxas (Equal Rites; <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/estranhas-irmas-terry-pratchett/">Estranhas Irmãs</a>; <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/witches-abroad-terry-pratchett/">Quando as Bruxas Viajam</a>, etc) se mistura um pouco com a série de Tiffany, mas só nesse último livro é que Tiffany vai para a cidade grande e conhece coisas como A Guarda e a Universidade Invisível. Temos até uma aparição da maga Eskarina Smith, que aparece em outro livro da série, <i>Direitos Iguais, Rituais Iguais</i>.</p>
<p>Tiffany está bem mais adulta e usando MUITO mais magia nesse livro, e devo dizer que isso não atrapalha a trama em nada. Gostei muito do final do livro, onde o povo do <i>Chalk</i> passa a aceitar melhor que vivem num mundo fantástico, mas espero que não seja o fim-fim-mesmo. Seria legal outro livro da Tiffany.</p>
<p>I Shall Wear Midnight (2010) de Terry Pratchett | Tiffany Aching 4; Discworld 38</p>
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		<title>Belas Maldições &#124; Gaiman e Pratchett</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 13:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neil Gaiman]]></category>
		<category><![CDATA[Terry Pratchett]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O que esperar de um livro escrito em conjunto por Neil Gaiman e Terry Pratchett? O humor inglês de Terry Pratchett, é claro, já que temos MORTE, como sempre, sem senso de humor e falando DESSE JEITO. A melancolia de Neil Gaiman, que em sua descrição dos outros três cavaleiros do Apocalipse (Fome, Guerra e Poluição &#8211; Peste se aposentou por causa da penicilina) faz com que nosso sorriso suma do rosto e apareça um ligeiro franzir de sombrancelhas.</p>
<p>Aziraphale e Crawley são bons amigos. Afinal, ambos estão na Terra desde a criação do mundo. O primeiro como o agente do Céu, e o segundo como o agente do Inferno. Claro que eles não <i>contaram</i> para seus respectivos chefes sobre sua amizade, isso seria anti-profissional. Mas quando o Apocalipse finalmente chega, ambos estão demasiados apaixonados pela Terra para deixarem que tudo seja destruído.</p>
<p>Mesmo assim eles não podem deixar de cumprir ordens, e quando o Anticristo bebê é confiado a Crawley, ele nada mais faz do que sua obrigação, deixando a criança sob os cuidados de freiras satânicas. Só que, doze anos depois, quando tanto o anjo como o demônio vão dar uma checada no Anticristo, é a criança errada. O bebê que Crawley levou às freiras não é o mesmo que está ali na frente deles.</p>
<p>Perderam o Anticristo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, e como estava descrito tanto no Gênesis quanto nas profecias de Agnes Nuttal, Bruxa, um grupo fora do comum (uma bruxa, um caçador de bruxas, Crawley e Aziraphale e os quatro cavaleiros do apocalipse) acaba convergindo para o mesmo ponto no interior da Inglaterra, onde um garoto bastante simpático chamado Adam que não tem noção da sua ancestralidade se diverte com seu cachorro.</p>
<p>Maravilhoso.</p>
<p>Good Omens (1990) de Terry Pratchett e Neil Gaiman</p>
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