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	<title>contemporâneo Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>contemporâneo Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>O Clube das Desquitadas &#124; Olivia Goldsmith</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 18:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Olivia Goldsmith]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu cheguei nesse livro porque assisti o filme baseado nele e achei muito bom. Com um trio de atrizes absolutamente maravilhosas interpretando as protagonistas e um roteiro de comédia muito competente, esse filme superou as expectativas dos produtores e se transformou em um sucesso comercial. Annie, Elise e Brenda são três mulheres de classe alta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu cheguei nesse livro porque assisti o filme baseado nele e achei muito bom. Com um trio de atrizes absolutamente maravilhosas interpretando as protagonistas e um roteiro de comédia muito competente, esse filme superou as expectativas dos produtores e se transformou em um sucesso comercial.</p>
<p>Annie, Elise e Brenda são três mulheres de classe alta em Nova York que foram trocadas pelos maridos por mulheres mais jovens. Cynthia é uma amiga delas que também teve o mesmo fim: seu marido, um multi-milionário do mundo das finanças, se divorciou dela para ficar com uma moça muito mais jovem. Cynthia comete suicídio mas antes manda uma carta pra Annie, contando todas as atrocidades que o marido fez com ela.</p>
<p>Annie fica indignada com a forma que Cynthia foi tratada pelo ex, e também fica chocada com o que os ex-maridos de Elise e Brenda fizeram. As três se reaproximam depois do funeral de Cynthia, e decidem se unir para destruir as vidas dos respectivos ex, sem esquecer de se vingar também do ex da Cynthia.</p>
<p>Infelizmente o livro é de uma qualidade bem pífia. Se não fosse ele ter tido a premissa usada para um filme de sucesso, não teria merecido o espaço que tem.</p>
<p>Enquanto o filme faz o que promete (as três se vingam dos ex maridos de forma espetacular), esse livro não tem nem a graça, nem a agilidade, nem a satisfação da vingança que o roteiro do filme conseguiu trazer.</p>
<h4>As Desquitadas</h4>
<p>Annie é a mulher perfeita. Ela não reclama, não exige nada pra ela, é branca, magra, linda e rica, e sempre quer fazer o correto. Elise é uma milionária que virou artista de Hollywood, depois foi pra Europa fazer sucesso com filmes de arte, e agora está vivendo o medo da velhice e da solidão. Brenda é filha de um mafioso que casou com um mala, teve um monte de filhos e agora é obesa e desbocada.</p>
<h4>Os Vilões</h4>
<p>Gil é o ex da Cynthia, milionário das finanças. Depois de ter destruído a vida da Cynthia, largou dela e se casou com Mary, uma jovem que foi sua aprendiz e agora virou sócia. Ele usou o dinheiro da família da Cynthia pra se erguer, destruiu a empresa dos sogros e ficou com o dinheiro só pra ele. Quando Cynthia teve a primeira filha, ele se ressentiu de ter sido &#8216;abandonado&#8217; por não receber a mesma atenção da esposa, então quando Cynthia engravidou do segundo filho, ele obrigou ela a abortar. Daí a filha do casal sofreu um acidente de carro quando criança e ficou na UTI e ele forçou Cynthia a aceitar a desligar os aparelhos. Quando ela descobriu que ele tava tendo um caso com uma jovem do trabalho dele, ele negou tudo. Só pra depois divorciar dela e casar justamente com a mesma jovem que ela tinha desconfiado. Quando o corpo de Cynthia é encontrado depois do suicídio, Gil apressa o velório pra dali dois dias, pra sabotar o rolê e ter pouquíssimas pessoas se despedindo dela.</p>
<p>Morty é ex da Brenda, dono de uma rede de lojas de departamento. O pai da Brenda era da máfia, e ajudou muito Morty a crescer, dando pro genro mercadoria roubada pra ele vender em suas primeiras lojas. Brenda teve dois filhos, e Morty se separou dela mentindo que estava sem dinheiro. Ele usou o medo da Brenda de polícia / advogados / publicidade por ser filha de mafiosos pra obrigar ela a assinar um divórcio terrível que ela mal conseguia pagar um aluguel. Depois Morty se casou com Shelby, uma loira bonitona que sonha em ter uma galeria de arte usando o dinheiro de Morty.</p>
<p>Aaron é ex da Annie, um publicitário famoso. Eles tiveram três filhos, e a mais nova tem síndrome de Down. Ele não consegue aceitar que a menina &#8216;não é perfeita&#8217;, se ressente que Annie &#8216;só dá atenção pra menina&#8217;, e quando Annie não consegue mais atingir o orgasmo, sugere que ela vá a uma psiquiatra do sexo. E aí ele trai Annie com a psiquiatra. Durante o livro ele resolve que isso é pouco e decide pegar o dinheiro guardado para pagar a escola da filha e investir num negócio escuso. Ele perde tudo e a criança vai ser expulsa da escola para crianças com Down porque Annie não tem dinheiro pra pagar.</p>
<p>Bill é ex da Elise, um advogado que pegou várias contas milionárias pra firma dele por causa da esposa que é uma das mulheres mais ricas dos Estados Unidos. Ele sempre traiu Elise com várias, mas agora ele diz estar apaixonado e quer se separar. Ele se diz um cavalheiro porque não quer nada financeiro no divórcio, mas a moça por quem ele se apaixonou é por acaso uma outra herdeira de família centenária. Ela é anos mais nova que a Elise e é uma artista  plástica em começo de carreira.</p>
<p>A quantidade de tempo que passamos na cabeça desses caras é insuportável. Como se não bastasse a gente ter que ler todos os pensamentos egoístas e auto centrados desses caras, a autora ainda por cima escreve cenas de sexo completas, incluindo fetiches e perversões. Isso não faz o livro ser <em>sexy</em>, isso só faz a leitura ficar nojenta. Especialmente quando o tesão do Bill é que a nova namorada tem corpo sem pelos, sem peitos, e chama ele de <em>daddy </em>na cama. Escroto.</p>
<h4>Cenas desnecessárias</h4>
<p>Dá pra ver que o livro passa mais tempo demonizando os ex-maridos do que desenvolvendo as &#8216;protagonistas&#8217;. Além disso, a autora quis muito contar a história de como essas três mulheres &#8216;encontraram o amor&#8217; na meia idade depois do divórcio desastroso. Elise é seguida por um jovem fotógrafo obcecado, fica bêbada, ele ajuda ela a ir pro quarto do hotel, e eles transam. Depois disso ela fica se sentindo culpada por ter dado pra um desconhecido, e ele fica culpado por ter vendido uma foto dela pra uma revista. O livro tenta suavizar, falando que a foto era uma que ele tirou do lado de fora, antes de transar com ela. Mas sim, ela está tão bêbada que nem lembra o que aconteceu no dia seguinte. Mas ela acha que o &#8216;principal obstáculo&#8217; pro relacionamento deles é que ele é 15 anos mais novo. Annie vai pedir ajuda pra um cara do governo pra processar o Gil, e esse cara se apaixona por ela. Essa cena de sexo a autora não achou tão legal descrever, mas a da Elise quase desacordada de bêbada com um joveno stalker foi minuciosamente escrita. Brenda se apaixona pela advogada que ela conseguiu pra cuidar do caso dela, e elas viram um casal. A autora claramente concluiu que ninguém quer ler cena de sexo entre uma gorda e uma lésbica masculina, mas estamos todas muito interessadas no Gil comendo a esposa na mesa do escritório.</p>
<p>A quantidade de gente que ficamos ouvindo me deixou muito confusa. Eu não sei quem é quem, e aparentemente todo mundo se conhece. Larry, o fotógrafo da Elise, é amigo de um jornalista, que vai num date com o decorador amigo da Brenda. O decorador ajuda Brenda a investigar os negócios de Gil, que ajudou Morty a ganhar uma bolada mas foi tudo armado pro Morty perder tudo. Morty dá uma dica pro Aaron pra tentar ganhar do Gil, o Aaron usa essa dica pra investir com o dinheiro da filha. A esposa de Aaron é irmã do crítico de arte que vai na galeria de Shelby, a esposa de Morty. E em vários momentos somos jogadas em festas da alta sociedade onde todo mundo fica falando da vida de todo mundo, usando nomes que eu jamais vou lembrar.</p>
<p>O livro demora pra sempre. A gente tem que ler sobre a Annie descobrindo que o Aaron é um merda. Temos que acompanhar a Elise se conformando com a &#8216;solidão da mulher rica&#8217;. Vemos todo o problema da Brenda com a obesidade &#8211; que é magicamente resolvido quando ela faz uma aposta com a Elise de que a Elise vai parar de beber e a Brenda vai parar de comer doce. Tem o drama da escola da filha da Annie. Tem o drama do irmão da Cynthia. Tem o drama do Larry. Tem o drama do filho da Annie que não é notado pelo pai.</p>
<h4>Vingança não resolvida</h4>
<p>No fim das contas elas fazem algumas coisas: A Elise vende os bens do Bill por um dólar pra Brenda, que revende os bens em leilão e usa o dinheiro pra comprar a parte do Aaron da empresa de publicidade. A Elise se infiltra no clube do Gil e coloca removedor de tinta no carro dele. E Elise convence o tio milionário dela a azedar os negócios do Gil. O livro tenta colocar que Annie ajudou nisso, porque ela se engraça com o velho japonês que ia fazer negócio com o Gil, mas é tudo coincidência porque o japonês tem um filho com Down também. Então o maior herói do livro é o tio da Elise, no caso.</p>
<p>O resto é tudo coisa fora do controle delas. A esposa do Bill fica esquizofrênica de tanto usar droga e a empresa dele descobre que ele falsifica gastos de clientes, Morty é preso por evasão de impostos, Aaron perde o dinheiro da filha e perde a empresa pra Brenda. O pior é o Gil, que descobre que Mary tinha sido casada com um negro e tem um chilique durante uma festa. Ele agride a esposa na frente dos fotógrafos, e ainda por cima perde o rolê dos japoneses.</p>
<p>No fim das contas o livro é muito longo, com pontos de vista desnecessariamente confusos, trama espalhada pelo planeta todo, e uma premissa ótima jogada no lixo pela quantidade de coincidências convenientes salpicadas por cenas de sexo sem noção.</p>
<p>Felizmente quem fez o roteiro do filme jogou fora dois terços da história. Sobrou um filme impecável que recomendo fortemente, baseado num livro lixo que não merece espaço.</p>
<p><strong>The First Wives Club (1992) de Olivia Goldsmith</strong></p>
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		<title>Brancura &#124; Jon Fosse</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2024 03:08:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jon Fosse]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De vez em quando eu me meto a ler coisas que saem do meu lugar comum, e geralmente me arrependo. No caso desse livro, ele é tão curto que mais parece um conto, e não deu nem tempo de parar pra pensar muito durante a leitura. Sentei e li. São menos de 70 páginas de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>De vez em quando eu me meto a ler coisas que saem do meu lugar comum, e geralmente me arrependo. No caso desse livro, ele é tão curto que mais parece um conto, e não deu nem tempo de parar pra pensar muito durante a leitura. Sentei e li.</p>
<p>São menos de 70 páginas de um <em>stream of consciousness</em> de um homem perdido numa floresta na neve à noite. Durante esses momentos, ele se depara com uma entidade totalmente branca e brilhante, e a partir daí começam a aparecer elementos mais surreais.</p>
<p>Da contra capa: &#8220;Neste breve romance em que a atmosfera onírica se mescla à transcendência, um homem começa a dirigir sem rumo e, desconhecendo as próprias motivações, conduz seu carro até uma floresta. Logo escurece e começa a nevar. Obedecendo à lógica trágica e misteriosa que opera nos pesadelos — ou no encontro inescapável com o destino —, em vez de procurar ajuda, ele decide se aventurar pela mata escura, onde se depara com um ser de brancura reluzente.&#8221;</p>
<p>É o tipo de coisa que já começa me irritando porque não faço ideia do que seria uma atmosfera onírica. No entanto, me identifiquei com o narrador primeiro pela forma como ele organiza suas ideias e segundo pelo seu pessimismo galopante, que impede que ele consiga ficar mais de alguns instantes em uma situação sem pensar em como outra situação seria melhor, além de pensar em como qualquer das opções que ele vá tomar vai só dar errado.</p>
<p>O livro pode ser entendido de várias formas, e eu escolhi seguir da seguinte &#8211; a viagem e as experiências dele durante o livro são um espelho da vida dele, solitária, pessimista, imediatista e sem objetivos. A aparição dos pais é ao mesmo tempo uma tentativa de volta à realidade e ao mesmo tempo uma explicação e justificativa para a forma como ele enxerga o mundo, enquanto mostra ele repetindo padrões delimitados pelos pais.</p>
<p>A brancura pode ser uma divindade, ele mesmo fala em anjos, ou pode ser a luz no fim do túnel da vida dele já que ele se enfiou no meio do mato à noite na neve; ou ainda pode ser o momento que ele percebe que precisa sair da existência preta e cinza em que ele se encontra. No caso me sinto numa prova de literatura da faculdade e não é pra isso que eu leio. Eu leio pra escapar da vida, não pra pensar nela.</p>
<p>Eu percebo a genialidade do autor, percebo a atmosfera de depressão da história que deu toda uma nova perspectiva pra mim, percebo a qualidade da escrita e não estou aqui para criticar o prêmio Nobel de literatura. Mas simplesmente não é meu tipo de entretenimento.</p>
<p>Brancura (Kvitleik) 2023 de Jon Fosse</p>
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		<title>Bared to You &#124; Sylvia Day</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 19:36:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sylvia Day]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eva é uma moça de 22 anos que acabou de se formar e conseguiu um ótimo emprego em Nova York. Gideon é um bilionário de 28 anos que é dono de metade da cidade. Eles se conhecem, faíscas, muito sexo. Até aí é o que eu esperava. Só que no caso tem também o fato [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eva é uma moça de 22 anos que acabou de se formar e conseguiu um ótimo emprego em Nova York. Gideon é um bilionário de 28 anos que é dono de metade da cidade. Eles se conhecem, faíscas, muito sexo. Até aí é o que eu esperava.</p>
<p>Só que no caso tem também o fato de que eles se comportam como dois adolescentes. É um monte de briga tóxica, ciúmes, choro, vai embora, volta, joguinho mental. No começo você fica, mas que que um bilionário de 28 anos tá fazendo trabalhando na empresa do pai? E que inferno de empresa contrata menina de 22 anos sem referências? Mas claro, tem que rolar o romance entre duas pessoas de menos de 30 anos ou a imaturidade ficaria muito forçada.</p>
<p>Entretanto, o que mais pega nem é o choro tóxico do casal. O que pega é que os dois são sobreviventes de abuso na infância/juventude, e estão os dois cheios de traumas, e &#8220;precisam um do outro&#8221; para superar. Só que como são os dois instáveis, ninguém consegue ajudar muito o outro. E aí nesse caso as cenas de sexo ficam um pouco fora da minha preferência: eu não exatamente curto ler sexo entre duas pessoas incapazes de tomar decisões inteligentes porque tem problemas emocionais sérios.</p>
<p>Eu me pergunto se a autora de fato conhece alguém que passou pelos traumas que ela narra seus protagonistas como tendo passado. Minha suposição é que não, e ela está apenas escolhendo traumas sexuais para ter alguma desculpa para as cenas de sexo serem violentas será. Achei desrespeitoso, abusivo, problemático e tóxico &#8211; claramente não o tipo de romance que eu gosto. Além disso achei só ruim mesmo.</p>
<p>Ela escreve melhor que outras autoras do gênero, mas podia ter escolhido um tema menos polêmico? O livro termina do nada, talvez pra tentar me convencer a ler o próximo. Só não me convenceu.</p>
<p>Bared to You (2012) | Série Crossfire Livro 1</p>
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		<title>Beautiful Bastard &#124; Christina Lauren</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Nov 2023 19:27:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Christina Lauren]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O chefe e a secretária assistente se odeiam porém transam muito no escritório. É isso. Claro que temos descrições sobre a família do cara, as amigas da moça, as dúvidas de ambos sobre se esse é um caso que deveria ir pra frente &#8211; já que se odeiam tanto. Mas isso é tão secundário que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O chefe e a secretária assistente se odeiam porém transam muito no escritório.</p>
<p>É isso.</p>
<p>Claro que temos descrições sobre a família do cara, as amigas da moça, as dúvidas de ambos sobre se esse é um caso que deveria ir pra frente &#8211; já que se odeiam tanto. Mas isso é tão secundário que nem conta. O esquema do livro são as cenas de sexo mesmo, bem explícitas.</p>
<p>E aí, gente, o que conta é a sua preferência mesmo. Teve gente que achou as cenas ridículas, teve gente que adorou&#8230; Isso daí não tem como. Então se você não se importa com uma trama previsível e personagens rasos, taí um bom passatempo.</p>
<p>Beautiful Bastard (2013) | Série Beautiful Bastard livro 1</p>
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		<title>Geekerela &#124; Ashley Poston</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 19:56:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ashley Poston]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos romances mais fofos e lindos que eu li recentemente, com uma releitura de Cinderella muito incrível e a ambientação PERFEITA. Super recomendo! Elle Wittimer é muito nerd. Ela adora ler, assiste filmes de super-herói, acompanha quadrinhos e sabe de cor as falas dos seus personagens favoritos. Mas se tem uma coisa pela qual [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos romances mais fofos e lindos que eu li recentemente, com uma releitura de Cinderella muito incrível e a ambientação PERFEITA. Super recomendo!</p>
<p>Elle Wittimer é muito nerd. Ela adora ler, assiste filmes de super-herói, acompanha quadrinhos e sabe de cor as falas dos seus personagens favoritos. Mas se tem uma coisa pela qual ela é obcecada, essa coisa é Starfield. Ela era muito nova para ver a série original na televisão, mas seus pais eram viciados – inclusive se apaixonaram num evento de fãs. A mãe morreu quando Elle era pequena, e o pai dela alguns anos depois, não sem antes deixar seu legado: a <em>ExcelsiCon</em>, uma convenção anual onde fãs de todos os tipos se encontram para ver seus astros favoritos, comprar colecionáveis e ver pré-estréias concorridas. Depois que seu pai morreu, Elle passou a viver com a madrasta megera e suas duas filhas gêmeas super-populares na escola, e Elle se contenta escrevendo no seu blog sobre Starfield e juntando dinheiro com seu trabalho no food-truck Abóbora Mágica para quando fizer 18 anos se mandar dali.</p>
<p>MAS. Aí quando finalmente começam a produzir o aguardado filme de Starfield, depois de anos de espera – quando finalmente vão anunciar o ator que será o Príncipe Carmindor, líder da Federação e capitão da famosa nave da série – o jovem que será responsável por mostrar o mundo de Starfield a toda uma nova geração… esse jovem é Darien Freeman. O bonitão da série para adolescentes mais melosa da TV. O cara que tem um séquito de fãs enlouquecidas atrás dele onde quer que ele vá. Um cara que <em>obviamente</em> não sabe nada de Starfield. E que vai estragar tudo.</p>
<p>Cheia de raiva, Elle escreve um post longo no seu blog, dizendo porque Darien Freeman é totalmente errado para o papel. E de repente, o post viraliza.</p>
<p>Do outro lado da história, temos Darien Freeman. Um jovem de 18 anos que está atuando desde cedo sob pressão do seu agente, que é ninguém menos que seu próprio pai. Darien precisa fazer musculação e regime para ter o físico do seu personagem bonitão da série de TV, mas no fundo é só mais um nerd que adorava ir a convenções até que o assédio das garotas – e um certo ex-amigo – estragaram tudo. Ele aceitou o papel de Carmindor por ser apaixonado por Starfield, e morre de medo de não estar à altura do protagonista da série original. Ele já esperava a reação dos ‘verdadeiros fãs’ da série, mas não imaginava que isso fosse afetá-lo tanto. E aí uma postagem de um blog especializado em Starfield, dizendo que ele era a pior escolha para o papel, viralizou. E ele se sentiu ainda pior.</p>
<p>Entre uma filmagem e outra do filme, com um coadjuvante que o despreza e uma atriz incrível que é seu par romântico – mas que acha Starfield “muito coisa de nerd” e só quer usar o filme como trampolim; com o pai controlador que mal repara nele e um segurança seguindo todos os seus passos; com alguém vazando fotos da produção para a imprensa e gerando ainda mais estresse; Darien se sente cada vez mais sozinho. Até que resolve entrar em contato com os organizadores da ExcelsiCon pra ver se consegue escapar da mesa de autógrafos e acaba mandando mensagem para o número de Elle, que era do pai dela e nunca foi desativado.</p>
<p>Os dois começam uma amizade por mensagens que vai ficando cada vez mais intensa mesmo que um não saiba quem é o outro, e enquanto isso Darien luta para encontrar o Príncipe Carmindor dentro de si e Elle pensa num plano para escapar da vida horrorosa que leva com a madrasta.</p>
<p>Gente, que livro mais fofo. Eu adoro reimaginações de contos de fadas, e sou <em>meio</em> nerd (ha), e ainda por cima fã de Star Trek – e aquele pezinho no cosplay sempre existiu rs – ou seja, parece que o livro foi feito pra mim. Como se não bastasse, temos: uma história coerente e interessante; um príncipe que não é príncipe mas precisa ser príncipe, numa reimaginação irônica que ficou excelente; personagens coadjuvantes incríveis com direito a um romance lésbico muito lindinho; um protagonista negro; uma autora que respeita e faz uma homenagem incrível a todos os nerds desse mundo; a melhor idéia de baile+sapatinho da história das adaptações.</p>
<p>Eu me diverti muito com esse livro, e queria muito ter lido quando eu tinha meus quinze anos. Um romance delicado com uma mensagem incrível de que você pode e deve ser quem você quiser. Achei o livro a melhor forma de agradecer e incentivar quem é fã de qualquer coisa: a autora, uma assumida fangirl que escrevia fanfics, desenvolveu uma história ágil e tocante em vários momentos.</p>
<p>Recomendadíssimo!</p>
<p>Geekerella (2017) de Ashley Poston</p>
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		<title>Tem Alguém Aí? &#124; Marian Keyes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 19:45:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Marian Keyes]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Anna está de recuperação na casa dos seus pais, na Irlanda. Além de Mamãe Walsh e do Sr. Walsh, também vive na casa a irmã mais nova de Anna, Helen, que é improvavelmente uma detetive particular. Anna narra sua história lentamente, passando por quando ela quando era jovem e viajava pelo mundo com o ex [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Anna está de recuperação na casa dos seus pais, na Irlanda. Além de Mamãe Walsh e do Sr. Walsh, também vive na casa a irmã mais nova de Anna, Helen, que é improvavelmente uma detetive particular. Anna narra sua história lentamente, passando por quando ela quando era jovem e viajava pelo mundo com o ex namorado, e depois de como ela foi pra Nova York e conseguiu um emprego numa agência de publicidade, e de como conheceu o amor da sua vida, Aidan.</p>
<p>Mas algo não está certo: Anna está claramente acidentada, com machucados horríveis, tomando milhares de remédios. Foi pra Irlanda justamente para se recuperar de um terrível acidente, afinal de contas. E durante as primeiras duzentas páginas ela se pergunta porque Aidan não atende seus telefonemas nem responde seus e-mails. A família, com tato, evita mencionar o que quer que tenha acontecido. Anna se recusa a ouvir mensagens de condolências. Enquanto isso, o leitor vai descobrindo aos poucos mais detalhes da vida de Anna com Aidan, e finalmente a bomba que vai carregar os outros dois terços do livro.</p>
<p>SPOILER<br />
Aidan morreu no acidente de carro que estourou Anna. O corpo dele foi esmagado pelo veículo que bateu no deles, e Anna sobreviveu devido a isso.<br />
FIM DE SPOILER</p>
<p>O resto do livro é a forma que Anna tenta lidar com isso, desde frequentando grupos de apoio até pensando em gastar todas as suas economias num milagre pouco provável. O que a segura no lugar (mesmo que pouco estável) é o trabalho: como assistente de uma conta importante da agência, Anna não pode parar de se mexer e precisa conseguir milagres do marketing para manter seu emprego. Enquanto isso, a vida da sua família continua, e Anna segue tudo de forma um pouco alheia através dos e-mails engraçadíssimos que recebe de sua mãe e de Helen. Apesar do tema pesado, são esses e-mails que trazem o verdadeiro estilo da autora à tona: o livro fica engraçado, leve e interessante durante esses momentos, e compensa bem o drama pessoal da protagonista.</p>
<p>O livro me deixou dividida. Me apaixonei pela família Walsh (e só agora descobri que essa é uma série de livros dedicada às cinco irmãs, do qual esse é o quarto, já que Anna é a quarta filha), e quero muito ler os outros – as melhores partes do livro são os momentos em que alguém da família de Anna ou sua melhor amiga estão por ali. O drama pessoal dela soou verdadeiro pra mim, que passei recentemente por uma situação pessoal complicada, e especialmente as partes em que ela relata se sentir muito solitária com sua dor, e que todo o resto das pessoas fica perguntando pra ela “quando ela vai superar” fizeram com que eu me identificasse com a história. O fim do livro é muito bom e foi contra o que eu esperava (felizmente), mas a narrativa me cansou um pouco: apesar de bem escrito e em muitos momentos engraçado, a história vai muito lentamente do nada para lugar algum. O ‘plot twist’ inicial foi adivinhado anos antes de chegar, e o segundo ‘plot twist’ foi inverossímil e bobo. Não acho que seja um livro que eu vá recomendar pra qualquer pessoa. Apesar de se vender como uma comédia romântica, ele é muito mais um drama de desenvolvimento pessoal, e acho que alguns leitores podem se desapontar.</p>
<p>Informo também que apesar do livro ser o quarto da série, pode ser lido sozinho sem problema nenhum.</p>
<p>A autora escreve muito bem, os personagens são bons, e penso fortemente em ler os outros da série – então, acho que no fim das contas fica um livro com um 3 de 5 bem sólido.</p>
<p>Anybody Out There (2007) Marian Keyes. Série Família Walsh Livro 4</p>
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		<title>Dias de Despedida &#124; Jeff Zentner</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 19:23:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jeff Zentner]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carver Briggs é um jovem no último ano do colegial em uma prestigiada escola para jovens artistas. Ele forma um quarteto com os amigos Mars, Eli e Blake. Até que um dia os três morrem em um terrível acidente de carro. O pai de Mars é um juiz importante, e quando descobre que a última mensagem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Carver Briggs é um jovem no último ano do colegial em uma prestigiada escola para jovens artistas. Ele forma um quarteto com os amigos Mars, Eli e Blake. Até que um dia os três morrem em um terrível acidente de carro. O pai de Mars é um juiz importante, e quando descobre que a última mensagem lida no celular de Mars veio de Carver, ele instaura um processo criminal contra o jovem, acusando-o de ser responsável pela morte dos outros.</p>
<p>Agora além de sofrer com a culpa por ter mandado a mensagem e de lidar com a perda das três pessoas mais importantes na vida dele, ele também está sendo interrogado pela polícia e por jornalistas. A única parente dos garotos que o exonera de qualquer culpa é a avó de Blake, que pede que Carver passe um dia com ela fazendo as coisas favoritas do seu neto como se fosse um ritual de despedida.</p>
<p>Carver também começa a sofrer ataques de pânico, tem dificuldade de falar com os pais sobre seus problemas e não quer ir para a terapia por achar que aí vai ganhar &#8216;atestado de louco&#8217; &#8211; mas quando todos na escola o tratam mal, já que a irmã gêmea de Eli espalhou para todo mundo que ele é um assassino, ele começa a reconsiderar a história da terapia.</p>
<p>Como se não bastasse, a única amiga que ele tem é a namorada de Eli. E quando ele começa a gostar dela, a culpa que ele sente não ajuda em nada.</p>
<p>A coisa de que mais gostei nesse livro foi a tradução. A história é cheia de <em>flashbacks</em> com os quatro garotos fazendo bosta e dando risada, e não é fácil traduzir linguagem de adolescente de forma natural. Eu imagino que o autor seja bom em escrever diálogos &#8216;jovens&#8217;, mas a tradução poderia ter facilmente estragado tudo. De qualquer forma, a interação entre os adolescentes é muito natural, engraçada e tocante, e a amizade dos quatro é o que segura o livro.</p>
<p>Por outro lado, por mais que me doa dizer isso, o politicamente correto me irritou. (SPOILERS) Mars é negro e aí o pai dele faz um discurso sobre como os negros são sempre criminalizados não importa o que façam. Blake é gay e tem uma cena em que Carver decide contar isso para a avó dele, e ela diz que não fazia ideia mas que o ama de qualquer forma e que sente muito que sua religião talvez o tivesse impedido de contar a ela como ele se sentia. A namoradinha é feminista e passa o livro dando broncas no Carver por comentários machistas e racistas (ela é oriental e adotada) &#8211; mas tudo na brincadeira, ela não fica brava de verdade porque &#8216;ele não fez por mal&#8217;.  O terapeuta que Carver finalmente vai é gay, casado com um homem, tem filhos e chora ao lembrar a morte de um antigo namorado espancado por agressores homofóbicos.</p>
<p>Por mais que eu concorde com todas essas ideias, me incomodou a forma como os personagens coadjuvantes viram objeto de cenas que me parecem desenhadas para mostrar ao público alvo da obra &#8211; &#8220;jovens adultos&#8221; &#8211; o que é certo e errado. Eu não tenho nada contra literatura edificante, mas esse livro ficou forçado.  Ele passa o tempo todo reclamando da condescendência dos adultos (pois o livro é narrado por Carver), usa palavras difíceis pois ele quer ser um escritor famoso um dia e adora metáforas que aparentemente todos acham maravilhosas mas eu achei sem graça. &#8220;Ouvindo sua voz no telefone, eu podia sentir as baratas andando por sua pele e sentir o cheiro dos dentes sujos de nicotina&#8221; ou algo assim não me parece algo especialmente inteligente &#8211; apenas pretensioso.</p>
<p>No fim das contas o livro fala sobre perda, luto e superação, e tem momentos bacanas. Mas a maior parte dele é só pretensioso, artificialmente moralista e inverossímil. No entanto, eu li até o final &#8211; o que é mais do que se pode dizer de muito livro por aí.</p>
<p>Então se você curte dramas adolescentes, esse é um dos que eu até acho que você pode gostar.</p>
<p>Dias de Despedida &#8211; Goodbye Days (2017) de Jeff Zentner</p>
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		<title>Americanah &#124; Chimamanda Ngozi Adichie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jul 2021 15:24:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Chimamanda Ngozi Adichie]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Americanah é uma análise inteligentíssima de questões interraciais, de gênero e de imigração. O livro usa o pano de fundo de uma história de amor que passa pela Nigéria, Estados Unidos e Inglaterra. No final, consegue entregar uma narrativa bem humorada e arrebatadora. O livro conta a história de Ifemelu e Obinze, desde quando se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Americanah é uma análise inteligentíssima de questões interraciais, de gênero e de imigração. O livro usa o pano de fundo de uma história de amor que passa pela Nigéria, Estados Unidos e Inglaterra. No final, consegue entregar uma narrativa bem humorada e arrebatadora.</p>
<p>O livro conta a história de Ifemelu e Obinze, desde quando se conhecem no ensino médio, passando pela vida na universidade e depois quando tentam a vida fora da Nigéria.</p>
<p>Apesar de ambos serem de famílias de classe média, os pais de Ifemelu passam por sérias dificuldades quando ela está na faculdade: o pai está desempregado e cada vez mais deprimido (mesmo que o nome da doença ‘depressão’ não seja mencionado na Nigéria), e a mãe completamente absorta em religiões cristãs muito semelhantes aos nossos evangélicos: pastores  que gritam e ficam ricos com as coletas dos fiéis.</p>
<p>É aí que aparece uma das personagens mais fascinantes do livro: uma parente do pai de Ifemelu, que vem morar com eles pois a família é de uma cidade pequena e considera que o pai de Ifemelu &#8216;se deu bem na cidade grande&#8217; e portanto deve dar auxílio a todo resto da família. ‘Aunty Uju’ &#8211; eu li em inglês, não sei se na tradução ficou ‘Tia Uju’ &#8211; é só alguns anos mais velha que Ifemelu, e já que a mãe desta é tão religiosa, a jovem faz o papel de uma irmã mais velha cheia de conselhos.</p>
<p>Só que aí Aunty se apaixona por um general casado, engravida, e ele morre logo depois que ela tem o bebê. Com a família dele já querendo expulsá-la de casa, ela foge para os Estados Unidos, onde passa anos tentando equilibrar três empregos para poder pagar a educação do filho. É na casa dela que Ifemelu fica quando vai estudar nos Estados Unidos, e é naquele ambiente que a protagonista tem suas primeiras impressões sobre a sociedade estadunidense &#8211; olhando para tudo com uma inocência sarcástica que lembra a de um sociólogo entrando em contato com outra cultura pela primeira vez.</p>
<p>Ifemelu pergunta porque Aunty Uju fala seu próprio nome errado (<i>you-joo </i>em vez de <i>oo-joo)</i> e Aunty diz, secamente, “é assim que me chamam aqui”. É uma das primeiras pistas que Ifemelu tem de que sua tia de fato criou uma outra persona quando se mudou para os Estados Unidos.</p>
<p>Com as greves constantes que acontecem nas universidades nigerianas, Ifemelu e Obinze tentam sempre conseguir bolsas para estudar fora &#8211; juntos, pois consideram que já encontraram seu par perfeito. Ifemelu consegue uma bolsa boa, e vai para os Estados Unidos, onde passa por muitas dificuldades até conseguir um emprego; até que ela é traumatizada por uma situação horrível e se afasta de Obinze, envergonhada e em depressão.</p>
<p>Ele, sem saber do motivo do afastamento, e tendo seu visto americano constantemente negado &#8211; os Estados Unidos não querem jovens africanos depois do 11 de Setembro &#8211; ele finalmente vai tentar a vida na Inglaterra.</p>
<p>O pano de fundo para o romance de Ifemelu e Obinze é não só a Nigéria em crise política, mas também a situação precária pelas quais os imigrantes passam nos Estados Unidos e na Inglaterra.</p>
<p>No início a narrativa mostra Ifemelu indo fazer as tranças num salão especializado em Princeton e convivendo com as atendentes que são todas africanas, ao mesmo tempo em que alterna para suas memórias do passado, enquanto temos vislumbres da vida sofrida de Obinze na Inglaterra e da sua volta por cima na Nigéria depois de ser deportado.</p>
<p>Ao ter foco no ponto de vista de Ifemelu, o livro cria alguns termos geniais para se referir às questões raciais: os ‘<em>African-Americans</em>’ são americanos negros de antepassados escravizados mas que vivem há gerações nos Estados Unidos. Os ‘<em>American-Africans</em>’ são imigrantes que nasceram em países africanos e estão tentando a vida nos Estados Unidos. Enquanto os primeiros são muito cientes da sua negritude e do racismo presente na sociedade americana, os últimos muitas vezes sequer se enxergavam como negros-que-são-oprimidos-por-brancos antes de pisarem nos Estados Unidos: enquanto nos anos 60 um negro não podia votar nos Estados Unidos, na Nigéria na mesma época todos os negros votavam e iam para a universidade, já que constituíam todas as classes sociais do país africano.</p>
<p>Em interlúdios maravilhosos do blog da protagonista, vemos dicas de como se comportar diante de uma pessoa branca liberal quando você for negro e quiser reclamar de racismo: deve contar a história com um toque de humor e nenhum ressentimento, ou vai ser acusado de estar usando ‘<i>the race card&#8217;</i>’. (O blog adiciona que não dá pra se falar de racismo com um branco conservador porque ele vai falar que o racista é você.)</p>
<p>Em um momento menos humorístico, Obinze está em um jantar na Inglaterra cheio de pessoas liberais da classe média inglesa que se interessam por caridade ‘na África’ e se preocupam com ‘o problema da imigração na Europa’, e se espanta como nenhum deles pensou que ‘o problema da imigração’ é uma consequência direta da ocupação do território africano pelos países europeus. E também percebe que está em desvantagem diante do negro inglês que quer vender o uso do seu <i>social security number</i>: enquanto o negro inglês é de classe baixa e passou a vida em subempregos, o negro nigeriano criado em universidade e que nunca levantou peso na vida quer vir ‘roubar’ as oportunidades do negro inglês sem ter nenhum conhecimento das questões comportamentais do sub-mundo das classes mais baixas.</p>
<p>Ao passar por personagens icônicos como a Aunty Uju e seu filho Dike, e o colega de Obinze, Emenike, que se casa com uma inglesa e age como se tivesse nascido na Inglaterra, também demonstram o ponto da narrativa de que os ‘colonizados’ estão sempre condicionados a sentir falta de ter a vida que os ‘colonizadores’ têm: podem não estar passando fome, ou estar em guerra, mas têm a sensação vazia de que a vida em um país subdesenvolvido nunca vai ser boa, porque a única experiência válida é a que se pode ter ‘no Primeiro Mundo’.</p>
<p>No fim do livro, um jovem Dike, já adolescente, vai visitar a Nigéria e se encanta com o país e com o fato de que ‘nunca viu tantos negros juntos’, como se representasse um futuro em que os nigerianos &#8211; e os ‘colonizados’- não teriam mais vergonha de onde vieram e saberiam apreciar o que sua terra natal tem de bom.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a protagonista volta para a Nigéria e resolve criar um blog falando das coisas boas e ruins do seu país, inclusive falando da mania pedante dos recém-chegados de estadias no exterior que estão sempre reclamando que não tem restaurante vegetariano em Lagos como tem em Manhattan.</p>
<p>Sem nunca deixar de lado o jeito irônico de ver a vida, e sempre querendo que o leitor perceba as nuances do contexto histórico nigeriano, a narrativa da autora mescla uma boa história de amor com crítica social e tratado de sociologia.</p>
<p>O que me impressionou mais no livro foi o quão familiar tudo me pareceu: a infância e juventude de Ifemelu na Nigéria, o caos bem humorado de Lagos, a mentalidade de cidade pequena de quem-casou-com-quem mesmo em uma metrópole de milhões de habitantes, a sensação de que os jovens passaram muitos anos achando que os Estados Unidos eram o máximo mas que agora parece que alguns estão começando a mudar de ideia…</p>
<p>O papel da educação na formação do indivíduo fica muito claro ao longo do livro: Obinze é desde cedo obcecado pelos Estados Unidos por sua paixão pelos livros de autores americanos, que a mãe professora universitária não necessariamente o incentiva a ler, porque ela prefere os autores britânicos, mas certamente propõe um ambiente favorável aos estudos e à leitura. Enquanto Aunty Uju vai ser amante de poderoso, não parece passar pela cabeça de ninguém da família de Ifemelu que ela própria não vá para a universidade: é o curso a ser tomado logicamente após o ensino médio, mesmo com o regime militar cortando fundos e com as greves dos professores por falta de pagamento.</p>
<p>A excelência acadêmica é almejada e só pode ser alcançada nos países desenvolvidos (tem até um momento em que Obinze acha graça em estudantes saindo da Nigéria para estudar na África do Sul); e as pessoas que vão ou não voltam mais ou voltam ‘Americanahs’, com o acento no ah final, uma palavra que brinca com o jeito afetado que os recém-retornados adotam em relação à Nigéria &#8211; reclamando que tudo é feio, pobre e pouco sofisticado.</p>
<p>Durante o livro a autora também faz um retrato interessante sobre o cabelo das mulheres negras: mostrando como em Princeton não se acha salões <i>afro</i> e Ifemelu precisa ir até a periferia para achar quem saiba fazer as tranças; como ela começa a alisar o cabelo para conseguir um emprego, fica muito tempo usando os produtos e é obrigada a parar porque está começando a ficar com feridas no couro-cabeludo, e passa um tempo com o cabelo cortado tentando fazer a transição; até voltar a gostar do seu cabelo natural.</p>
<p>Um ponto interessante é que o tempo todo eles falam em ‘<i>relaxer</i>’ para o cabelo, como se fosse um ‘creme relaxante’, mas é um composto químico tão nocivo que queima sua pele. No Brasil todo mundo fala ‘progressiva’ e destrói seu cabelo do mesmo jeito mas pelo menos não tem o eufemismo de que seu cabelo fica ‘relaxado’ e por isso liso.</p>
<p>Já na Nigéria, Ifemelu percebe que as nigerianas ainda estão muito preocupadas com manter o cabelo liso mas ao mesmo tempo se irrita com as moças que voltam dos Estados Unidos todas politizadas reclamando que as nigerianas estão ‘presas’ no racismo do cabelo liso.</p>
<p>Durante todo o livro eu vi esses pontos importantes com as palavras, já que a autora discute a diferença entre o inglês americano, britânico e nigeriano, e não sei como ficou na tradução, mas um dos pontos de virada na personalidade da protagonista é quando ela decide parar de se esforçar para replicar o sotaque americano. Ela se dá conta, em uma ligação de telemarketing, de que ela soa como uma pessoa branca, e analisa o que ela tem feito para soar dessa forma, e decide voltar a ter sotaque nigeriano.</p>
<p>É interessante porque até nisso a educação está presente: no ensino de inglês como língua estrangeira no Brasil, por exemplo, ainda se prefere não só o ‘inglês americano’ ou ‘inglês britânico’ como também se fala em preferir o ‘professor nativo’, como se o profissional ter nascido falando aquele idioma desse qualquer garantia de que pedagogicamente ele saberia o que fazer. Quando eu coloquei um professor nativo justamente da Nigéria para dar aula para uma turma de adultos, claro que vieram reclamar. Por outro lado, é bastante evidente que a utilização do padrão cultural anglófono (EUA &#8211; Reino Unido &#8211; Canadá &#8211; Austrália) como base para as aulas de inglês deixa nos alunos uma sensação bastante predominante de que a cultura ‘deles’ é melhor que a ‘nossa’, mantendo uma posição do Brasil sempre como inferior culturalmente a esses países.</p>
<p>Em muitos momentos do livro, pessoas brancas nos Estados Unidos ou Inglaterra ficam espantados quando ouvem uma opinião embasada e política de uma pessoa negra de outro país, como se um imigrante não pudesse ter um passado universitário. Nos Estados Unidos, no entanto, os grupos ativistas negros são mais bem aceitos nesse papel de contestadores. O que é interessante notar é que tanto Ifemelu quanto Obinze cursam vários anos da universidade na Nigéria, e só depois disso é que saem do país: irônico como uma educação que por eles é considerada ‘menor’ forma dois indivíduos tão originais, independentes e opinativos.</p>
<p>Eu não sei quando que a questão racial entrou no meu radar. Como muitas pessoas do círculo de classe média alta em São Paulo, eu nunca tive amigos próximos negros, sempre fui orientada por uma base cultural dos Estados Unidos e da Inglaterra com pouquíssimas questões raciais: eu era muito criança pra perceber nuances em <i>O Livro da Selva</i>, do Kipling, onde os nativos hindus são adeptos de ‘tradições pagãs e selvagens’ e tentam colocar fogo em um casal que chamam de feiticeiros, e o casal foge para uma cidade onde estão os ingleses, que ‘não toleram esse tipo de coisa’.</p>
<p>Mas fato é que lá pelos meus vinte anos de idade eu comecei a ler os SJW (<i>social-justice warriors</i> &#8211; guerreiros da justiça social), nome que os blogueiros que discutiam racismo, gordofobia, homofobia e essas coisas começaram a adotar &#8211; e olha só que interessante, hoje se tornou um termo pejorativo que os jovens da internet usam para ridicularizar justamente essas discussões. A princípio eu fui atrás de questões como gordofobia, algo que inclusive é abordado de leve em Americanah: como a palavra ‘<i>thin</i>’ e a palavra ‘<i>fat</i>’ têm conotações completamente diferentes na Nigéria e nos Estados Unidos &#8211; no Brasil a palavra ‘gorda’ também tem conotação negativa, e as moças se chamam de ‘cheinha’, ‘gordinha’, ‘fofinha’ ou qualquer outro diminutivo porque ‘gorda’ é considerado ofensa.</p>
<p>O meu blog favorito era <em>This Is Thin Privilege</em> (‘Isso é Privilégio Magro’), com depoimentos de pessoas gordas falando do quanto sofrem com parceiros, colegas, familiares e médicos (especialmente nos Estados Unidos). Daí que eu encontrei o <em>This is White Privilege</em> (‘Isso é Privilégio Branco’): relatos de pessoas do mundo inteiro falando sobre o que é ser uma ‘<em>person of color</em>’, ou seja, pessoa não branca, em um mundo de privilégios brancos. Isso abriu muito minha cabeça e eu entrei em contato com tantas ideias e autoras que eu nem lembro mais quem eu era antes desse blog existir na minha vida.</p>
<p>Uma das  histórias que mais me marcou foi a de uma família das Filipinas (onde as nuances de cor de pele e etnia são algo completamente novo para mim), que se mudou para os Estados Unidos levando uma senhora… Que fora dada como serva para o avô da família quando era adolescente. Ela trabalhou com essa família por mais de 50 anos, foi mudada de país contra a sua vontade, mal falava inglês. Enfim, uma história abismal não só pela situação de uma pessoa escravizada nos Estados Unidos de hoje, em uma casa de família, como também pelo quão comum essa situação ocorre em tantas casas no Brasil de hoje: aquela empregada que ‘é como se fosse da família’ que vive na casa desde que era jovem, criando os filhos da patroa, sem ter vida pessoal, e sem ter salário além da casa e comida.</p>
<p>Ler Americanah foi uma experiência incrível porque era como se eu já soubesse tudo o que ela estava me contando, porque tudo fazia <i>muito sentido</i>, mas ao mesmo tempo é impossível que eu já soubesse porque é a primeira vez que eu li. E mesmo depois de mais de quinhentas páginas (com momentos de pura tensão em que eu olhava quantas páginas faltavam para o fim do livro e me desesperava porque não era possível que tudo fosse acabar bem em tão pouco espaço) eu só queria voltar para o começo e ler tudo de novo. Queria voltar para o início da história da Ifemelu para reler o quanto ela mudou e o quanto ela evoluiu depois do que ela passou. E especialmente, reler para perceber as nuances da narrativa que vai e volta, uma hora no salão de tranças, uma hora no passado do ensino médio idílico do casal.</p>
<p>A convicção que fica é a de que a história do seu próprio país não deve ser esquecida em detrimento da história eurocêntrica, nem a cultura do próprio país ser diminuída diante da cultura dos países ditos colonizadores. A educação é uma das formas mais efetivas de se demonstrar a importância dos aspectos culturais, linguísticos e históricos de cada país para a formação do aluno, e a noção de que vivemos em um mundo globalizado dominado por corporações interessadas na manutenção da situação atual deve ser igualmente trabalhada com os jovens.</p>
<p>A conexão que pode ser feita entre as situações vividas pela protagonista e a situação do Brasil também deve ser reiterada: enquanto nos Estados Unidos e no Brasil temos uma sociedade mais dividida racialmente do que na Nigéria, no Brasil temos a ideia de que o racismo é menos problemático devido ao mito da miscigenação; no entanto, a própria autora, quando visitou o Rio de Janeiro, comentou que por mais que tenha visto muitos negros nas ruas, eles quase não são vistos nos locais frequentados pela classe alta a que ela teve acesso.</p>
<p>A protagonista percebe que a maioria dos estadunidenses não faz ideia do que seja a África, acreditando que é um único país, onde a selva e a miséria predominam. Enquanto isso, no Brasil temos uma enorme ignorância a respeito de outros países da América Latina. Apesar de eles serem nossos vizinhos, somos ignorantes a tal ponto que o brasileiro médio pode saber quais são as capitais europeias mas não sabe as capitais sul-americanas.</p>
<p>Por outro lado, a visão da autora de que é preciso ‘voltar ao país de origem’ para dar nova oportunidade de crescimento também pode ser aplicada ao Brasil. Numa época em que cidadãos descontentes cada vez mais saem do país para tentar a sorte em países ditos desenvolvidos, é importante pensar em voltarmos e ficarmos. Apenas quando a elite intelectual e cultural do país estiver organizada para fazer com que o país melhore é que ele de fato pode ter uma chance de melhorar.</p>
<p>É muito raro eu gostar tanto de um livro, ainda mais um que não é o gênero que eu acabo escolhendo. Fiquei muito agradecida de ter ser sido de certa forma &#8216;obrigada&#8217; a ler esse. Recomendo fortemente!</p>
<p>Americanah, A Novel (2013) de Chimamanda Ngozi Adichie</p>
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		<title>O Clube de Leitura de Jane Austen &#124; Karen Joy Fowler</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jun 2021 14:01:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Karen Joy Fowler]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Livro comédia romântica com ponto de vista de vários personagens que decidem participar de um clube de leitura só com os livros da Jane Austen. Premissa agradável, mas no final não me conquistou. Sylvia e Jocelyn são amigas de infância pra vida toda; Joscelyn resolve inventar um clube de leitura pra animar a amiga quando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Livro comédia romântica com ponto de vista de vários personagens que decidem participar de um clube de leitura só com os livros da Jane Austen. Premissa agradável, mas no final não me conquistou.</p>
<p>Sylvia e Jocelyn são amigas de infância pra vida toda; Joscelyn resolve inventar um clube de leitura pra animar a amiga quando o marido de Sylvia larga dela pra ficar com outra depois de mais de vinte anos de casado. Allegra, a filha mais nova de Sylvia, também está passando por uma crise amorosa aos 30 anos depois de terminar com uma namorada desonesta, e é convidada para o grupo já que voltou a morar com a mãe.  Bernadette é uma senhora excêntrica que foi casada com o padrinho de Joscelyn, e Prudie é uma jovem professora de francês que Joscelyn conheceu no cinema e fez amizade falando mal da versão cinematográfica de <em>Mansfield Park</em>. Joscelyn tem um canil, e conhece Grigg, aficionado por ficção científica, num hotel onde está tendo convenção de cachorro e de fãs de <em>Buffy</em>. Já pensando que ele pode ser uma boa distração pra Sylvia, Joscelyn o convida para o clube.</p>
<p>Nos seis meses em que o grupo debate os livros da Austen, o leitor fica conhecendo a história dos seis personagens: como Sylvia e Joscelyn se conheceram; o que rolou entre Allegra e a namorada; os vários maridos da Bernadette; o relacionamento doentio entre Prudie e a mãe; Grigg crescendo com três irmãs mais velhas &#8211; ao mesmo tempo em que somos apresentados às opiniões de todos sobre vários pontos dos romances da autora inglesa.</p>
<h3>O livro não é o filme</h3>
<p>Eu sou a primeira a admitir que sou fã da Jane Austen e acho o filme baseado nesse livro uma gracinha, mas o livro em si não me agradou, por mais que eu tenha me esforçado.</p>
<p>O primeiro problema é a forma que a autora escolheu narrar sua história. É na primeira pessoa do <em>plural</em>, achei ousado. &#8220;Ela não contou essa história <em>pra gente</em>&#8220;, &#8220;<em>nós</em> tentamos deixar o jovem à vontade&#8221;, &#8220;só <em>ficamos</em> sabendo disso depois&#8221;, esse estilo de frase.</p>
<p>Fica claro dessa forma que o pobre Grigg é o forasteiro estranho que não está aceito no grupo, Prudie é uma recém-chegada que todas acham esnobe, Bernadette fala demais, Sylvia é submissa, Joscelyn manda em todo mundo e Allegra é grossa. Além disso, quando a narrativa pula para a história individual de cada personagem, dá pra ver que é só o que aquela pessoa escolheu dividir com certos membros do grupo (excluindo Prudie e Grigg).</p>
<p>No começo isso me pareceu interessante, mas ao longo do livro achei irregular porque a autora fez o possível para criar seis personagens únicos pra depois unificar todos numa mesma voz narrativa. Ao mesmo tempo, momentos difíceis pelos quais as personagens passaram claramente foram compartilhados apenas com uma ou duas pessoas, o que me deu a impressão de que essa voz coletiva era na verdade só o trio Joscelyn/Sylvia/Bernadette, ou talvez só as duas primeiras? Ficou confuso e não consegui entender o propósito.</p>
<h3>Só tema leve.</h3>
<p>Outra questão é que o livro trata de temas bem pesados, incluindo estupro, abuso de menores, pais narcisistas, traição, roubo de propriedade intelectual, drogas, abuso religioso. Pra quem está esperando uma comédia levinha com no máximo uma ou outra questão social devido à conexão com Jane Austen, começar o livro com uma menina de quinze anos sendo abusada me pareceu um pouco demais. As decisões narrativas da autora em relação a esses problemas também me pareceram um pouco equivocadas, e muitas vezes a personagem adulta pareceu totalmente desconectada da história dela criança, como se a autora tivesse incluído das cenas pesadas só para forçar a discussão do assunto. A forma que a história vai e volta no tempo sem aviso algum não ajuda em nada também.</p>
<p>A impressão que me deu é que a autora quis muito muito falar sobre Jane Austen, mas publicar uma série de longas resenhas sobre livros de duzentos anos de idade sobre os quais a maior parte dos grandes autores já se pronunciou pareceu redundante pra ela, então ela inventou esse livro pra falar dos personagens que ela inventou pra poder usar de desculpa pra divagar sobre Jane Austen. Os personagens são interessantes, as referências literárias são agradáveis, e sempre estou disposta a ler o que dizem sobre Jane Austen &#8211; mas. O único que nunca tinha lido Jane Austen antes da história começar foi Grigg (que inclusive é desprezado por isso); as outras todas aparentemente sabem os livros de cor.</p>
<h3>Podia ser passarinhos.</h3>
<p>Então juntar todo mundo pra falar dos livros foi só um exercício de auto apreciação. De vez em quando uma ou outra discorda, a Bernadette engata num assunto pra diluir o conflito e daí todo mundo vai embora. O livro tenta muito mostrar que a vida do pessoal mudou muito depois do clube, mas na verdade a vida delas mudou só porque ficaram conhecendo gente nova e interagindo todo mês pra falar um interesse em comum. Podia ser Jane Austen ou passarinhos, daria na mesma.</p>
<p>Eu não sou especialista em Jane Austen e não fico por aí lendo análises célebres dos livros dela. Então fiquei na expectativa de ver a opinião dos personagens sobre os livros pra poder comparar com as minhas, como se eu estivesse de fato em um clube do livro. Prudie é meu tipo de leitora e fez toda uma série de fichas com as questões que ela queria discutir em Mansfield Park. No entanto, as outras personagens ou falavam coisas perfeitamente comuns sobre as histórias, ou o livro pulava totalmente a parte em que elas discutiam no clube e só mostrava o que acontecia na vida pessoal delas durante os seis meses que a narrativa cobre.</p>
<h3>Spoilers maiores.</h3>
<p>Vou falar do fim do livro e posso talvez estragar sua experiência, cuidado.</p>
<p>Por último mas não menos importante, fiquei realmente desgostosa com as soluções para os conflitos que a autora escolheu. Eu sou a chata que quer finais felizes e que acha que o final escolhido para a personagem demonstra claramente a visão de vida dos autores, certo? Então quando você me coloca um marido que larga da esposa depois de vinte anos, arranja outra mais jovem, apresenta essa outra para todos os filhos, enquanto mostra a esposa largada tentando descobrir quem ela é sem estar casada. Mas aí no final o marido volta, escreve uma carta mequetrefe pedindo desculpas no melhor estilo &#8220;fui péssimo mas ainda assim peço perdão e quero voltar&#8221; e aí a esposa vai lá e <em>aceita ele de volta</em>: o que isso diz sobre sua visão de mundo, me diz?</p>
<p>E aí você me coloca uma moça num relacionamento com outra moça. A segunda moça é escritora cheia de bloqueios, e pede pra namorada &#8220;me conta de você, quero muito saber da sua vida&#8221; e aí ela conta os segredos mais íntimos. E aí a escritora vai lá, sem pedir, coloca as histórias da namorada nos contos como se fossem dela, lê os contos em voz alta no grupo de escrita dela. Ainda por cima desencoraja a namorada a ir nesses grupos porque &#8220;você é muito crítica, vai rir dos outros escritores e eu vou ficar desconfortável&#8221;. E como se não bastasse, <em>manda os contos para as editoras como se as histórias fossem originais inventadas por ela.</em> Quando a namorada descobre, fica pistola com razão, larga dela e vai arranjar outra. Mas aí você me coloca a namorada <em>voltando pra escritora no final</em> e perdoando e vivendo feliz com a mentirosa: sério daí que você quer misturar isso com a noção de perdão e segundas chances que a Jane Austen fala em <em>Persuasão</em>?</p>
<h3>Apenas não.</h3>
<p>E nem cheguei na garota de 16 anos que é forçada por um cara a ficar com ele e fica confusa e <em>namora com ele por dois anos</em>. Ou na professora do ensino médio que fica sentada <em>com um aluno</em> olhando um professor passando a mão nos peitos de uma colega. São cenas desagradáveis que ficam piores por serem jogadas fora de contexto, sem resolução, sem explicação e sem julgamento.</p>
<p>Se o livro tivesse personagens que tivessem sido afetadas pelos livros da Austen; se o livro tivesse uma narrativa mais linear; se o livro tivesse mais espaço para o dito <em>clube do livro </em>do título: eu certamente teria gostado mais do que li. Do jeito que ficou, achei abaixo do esperado, abaixo do filme, muito abaixo de Austen e com várias passagens problemáticas.</p>
<p>The Jane Austen Book Club (2004) de Karen Joy Fowler.</p>
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		<title>Samantha Sweet, Executiva do Lar &#124; Sophie Kinsella</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2015 11:36:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sophie Kinsella]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Samantha Sweet é uma advogada workaholic que não tem vida pessoal com o intuito de se tornar sócia da firma. Um dia ela faz uma burrada corporativa e resolve sumir do mundo &#8211; vai parar no interior do interior e, numa insólita reviravolta, acaba passando a noite numa mansão ondem acham que ela é a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Samantha Sweet é uma advogada workaholic que não tem vida pessoal com o intuito de se tornar sócia da firma. Um dia ela faz uma burrada corporativa e resolve sumir do mundo &#8211; vai parar no interior do interior e, numa insólita reviravolta, acaba passando a noite numa mansão ondem acham que ela é a nova empregada que eles pediram à agência.</p>
<p>Samantha pensa em desiludir seus &#8220;patrões&#8221;, um casal rico brega de meia idade, mas quando descobre que seus erros na empresa fizeram com que a imprensa esteja toda atrás dela, decide fingir que é mesmo a empregada que eles queriam e passa a pagar de dona de casa.</p>
<p>Só que Samantha não tem a menor ideia de como sequer ligar um aspirador de pó, quanto mais de fazer os pratos elaborados que os donos da casa querem que ela faça. Felizmente há um jardineiro bonitão que não hesita em ajudá-la, e Samantha descobre que existe vida fora da carreira de advogada.</p>
<p>Então vamos aos prós: Sophie Kinsella escreve de um jeito muito gostoso de ler. Apesar de todas as protagonistas dela serem bem parecidas (são bonitas mas se sentem inseguras; são adoravelmente desajeitadas; gostam de trabalhar mas na verdade querem achar o grande amor; têm famílias disfuncionais; têm a profundidade emocional de uma princesa Disney; etc), todas são insossas o suficiente para as leitorinhas se identificarem mas agradáveis o suficiente para deixar o livro gostoso de ler &#8211; ou seja, isso mais ajuda do que atrapalha. O par romântico também é padrão: gostoso demais para a moça achar que ele é real; capaz de ler as fraquezas da moça mas não tomar vantagem disso; cavalheiresco o suficiente para deixar a moça se sentindo &#8216;protegida&#8217;; com um &#8216;segredo&#8217; mequetrefe que faz com que ele tenha um certo medo de se envolver &#8211; etc. Nesse caso, o bonitão da vez é Nathaniel, um jardineiro gostoso, que eu até que gostei. Ele tem um jeitão despreocupado que não dá pra não se encantar.</p>
<p>As cenas engraçadonas da Samantha tentando ser dona de casa até que seguram a parte cômica do livro, e além disso quando ela vai finalmente aprendendo a cuidar das coisas (ponto a favor: não é da noite pro dia, e ela recebe MUITA ajuda) ela vai ao mesmo tempo vendo o valor desse tipo de atividade na vida, e especialmente vendo as vantagens de um conceito mais lento de vida. Pra quem mora em cidade grande e precisa de dias pra se adaptar ao ritmo do interiorzão, essa parte do livro fez muito sentido.</p>
<p>A trama de &#8216;mistério&#8217; que vem em segundo plano é interessante o suficiente para manter a história, e tem até uma mini pegada John Grisham de bônus.</p>
<p>Agora os contras. (contém spoilers)</p>
<p>Não adianta, não gosto quando a moça tem que decidir OU ELE OU A MINHA CARREIRA. Primeiro que essa decisão não deveria ser feita, droga. Homens não conseguem conciliar, não? Ain, mas ia ser difícil. Claro que ia. E quantos e mais quantos casais não passam por problemas como carreiras incompatíveis, relacionamento à distância, famílias que não aprovam&#8230; Essa coisa de TENHO QUE DECIDIR AGORA é idiota e bastante irreal. Mas ok, livro não é realidade, blá blá. Até aceito, apesar de não gostar.</p>
<p>Segundo que jovenas, se existe essa dúvida, não precisa nem pensar duas vezes. ESCOLHAM A CARREIRA. Homem em casa não é sinônimo de ser feliz. Já o dinheiro&#8230; Ah, o dinheiro bem que simula bem a felicidade, não? Já deu da mulherada escolher o que é melhor pros homens. Se você ama ficar em casa cuidando dos catarrentos, seja feliz. Mas faça uma escolha consciente, e por seus motivos, não porque &#8220;ain mas ele prefere desse jeito&#8221;. Homens são ensinados desde criancinha a serem o centro do universo, e a gente, por outro lado, somos ensinadas a nos preocuparmos com o bem estar dos jovenos. Então se a Samantha quisesse ser advogada pro resto da vida e o trouxa do jardineiro ficasse embaçando, que largasse do moço logo, droga. OK que a decisão dela foi mais pro &#8220;não quero mais viver para o meu trabalho&#8221;, mas a mensagem que também pode ser lida é &#8220;prefiro omi doq ser milionária&#8221; e essa parte não. Apenas não.</p>
<p>E aí temos o final. Aquele que ela muda de ideia vinte vezes antes de fazer a decisão (que todo mundo já sabia qual ia ser, neam). Se eu fosse o Nathaniel, tinha vendido tudo e ido pra Sibéria antes de ficar com essa doida que teretetê vou pra um lado, choveu eu vou pro outro. Quase joguei o livro longe.</p>
<p>E a conclusão é: se você gosta de comédias românticas, leia esse livro. É fácil e rápido de ler, a história é engraçada, o romance é bonitinho e é em todos os sentidos um livro padrão da Sophie Kinsella. Eu tenho problemas com esse tipo de livro (como mencionado acima), então pra mim foi mais ocupador de tempo pra esquecer da vida e não necessariamente me diverti tanto quanto gostaria. Mas não saí do livro com gosto de perda de tempo, e isso é sempre um ponto positivo.</p>
<p>The Undomestic Goddess (2006) de Sophie Kinsella</p>
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		<title>Um Olhar de Amor &#124; Bella Andre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2014 19:58:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bella Andre]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chloe Peterson está tendo uma noite horrível. Fugindo do ex-marido violento, perde o controle do carro por causa da chuva e acaba perdida no meio da estrada, com o carro totalmente destruído e sem ter para onde ir. É assim que Chase Sullivan a encontra. Ele oferece uma carona e um telefone para ligar para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chloe Peterson está tendo uma noite horrível. Fugindo do ex-marido violento, perde o controle do carro por causa da chuva e acaba perdida no meio da estrada, com o carro totalmente destruído e sem ter para onde ir.</p>
<p>É assim que Chase Sullivan a encontra. Ele oferece uma carona e um telefone para ligar para o guincho, mas não consegue resistir de levá-la até a casa de hóspedes da vinícola do irmão, ali perto. Chase mal pode acreditar em quão bonita é a moça &#8211; e tão decidida a não precisar da ajuda de ninguém.</p>
<p>Chloe também se espanta com o gatão que é tão atenciosos, mas vai demorar para conseguir confiar em um homem novamente.  Felizmente, a atração física entre eles é mais do que suficiente para colocar dúvidas na cabeça dois dois: será que Chase está pronto para um relacionamento sério? Será que Chloe vai conseguir se entregar ao amor?</p>
<p>Olha só que eu nunca fui de romances, hein. Sempre achei que fossem um monte de cenas melecosas, com amores impossíveis que seriam perfeitamente possíveis se apenas os protagonistas fossem honestos uns com os outros. E sabe, o livro é exatamente o que eu esperava, só com um adendo que me ganhou: sexo.</p>
<p>Então estejam avisadas, puritanas: as cenas existem, são muitas e bem explícitas. Enquanto Chase e Chloe têm dúvidas sobre confiança, entrega e discussão de relacionamentos, eles não parecem ter dúvidas no quesito transa. São poucos momentos de hesitação do tipo oh-será-que-devo-dar-pra-ele que logo são ultrapassados por um desejo imenso, eterno e incontido, e bora encaixar as partes com força por vários capítulos.</p>
<p>Os protagonistas são do tipo &#8216;moderno mas nem tanto&#8217;: Chloe é metida a independente mas precisa mesmo é de um homem grande, forte, possessivo e sexy que a salve. E Chase é um bonitão alto, de ombros largos e <del>pacotão</del> bem dotado que é ao mesmo tempo super sensível e super respeitoso dos limites da fofa.</p>
<p>E é isso. História bobinha, protagonistas sem muito brilho, e cenas de sexo escritas com esmero fizeram desse uma leitura bem vinda. E tem todos os irmãos gostosões do Chase ainda por vir, inclusive um que é bombeiro! Uhu.</p>
<p><strong>The Look of Love<span style="font-size: 18px; line-height: 28.8px;"> (2011) de Bella Andre. Série Sullivans Livro 1</span></strong></p>
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		<title>Austenland &#124; Shannon Hale</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2013 16:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Shannon Hale]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jane Hayes já passou dos trinta. Apesar de ter um emprego fixo na área de marketing de uma revista, não está exatamente empolgada com a sua carreira. E no quesito &#8220;amor&#8221;, ela está totalmente parada. Depois de inúmeros relacionamentos falidos, ela está prestes a se tornar uma &#8220;solteirona&#8221; e desistir dos homens de vez. E [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Jane Hayes já passou dos trinta. Apesar de ter um emprego fixo na área de marketing de uma revista, não está exatamente empolgada com a sua carreira.<br />
E no quesito &#8220;amor&#8221;, ela está totalmente parada. Depois de inúmeros relacionamentos falidos, ela está prestes a se tornar uma &#8220;solteirona&#8221; e desistir dos homens de vez.<br />
E a culpa de tudo isso é de um certo Sr. Darcy.</p>
<p>Viciada em Orgulho e Preconceito desde criancinha, Jane leva sua paixão pelo personagem da autora inglesa até os limites do aceitável quando assiste a versão do livro feita pela BBC e com Colin Firth no papel do famoso Sr. Darcy. É culpa dele que Jane não consegue se relacionar com nenhum homem. É culpa dele que ela espera comportamento cavalheiresco de todos os peguetes dela. E é culpa dele, portanto, que ela está solteira.</p>
<p>Quando sua tia-avó vem visitá-la e descobre dessa obsessão de Jane, ela é forçada a admitir o grau do vício que ela tem com não só o livro como também com o filme, e é obrigada a rever as decisões que a levaram até esse ponto na vida. E alguns meses depois a tia-avó morre e deixa de herança para Jane uma estadia de três semanas num misterioso hotel temático que recria o ambiente dos livros da Jane Austen: a Inglaterra regencial de 1819. Jane decide tentar a sorte, já que está com tudo pago, e ruma para a Inglaterra, onde vai receber roupas da época, aulas de dança e uma expressa proibição de utilizar aparatos modernos.</p>
<p>Só que Jane não tem dinheiro, e por isso a dona do lugar deixa bem claro que, apesar de ter a estadia paga pela tal tia-avó, Jane não é do círculo de milionárias que geralmente frequentam o lugar e não poderá indicar outras bem nascidas para aproveitar as férias inusitadas.</p>
<p>Mas Jane não se deixa abalar e resolve que lá em Austenland (como a narradora carinhosamente chama o local) ela pretende ter uma última &#8220;rodada&#8221; de homens antes de virar a solteirona. Mas ela logo percebe coisas interessantes sobre os atores contratados, sobre o local e sobre si mesma. Aparentemente a vida naquela época era mais entediante do que ela esperava; o jardineiro bonitão é um cara bastante agradável especialmente quando não está agindo como seu personagem manda; as outras mulheres são ou perfeitas para a época ou velhas demais, mas todas interessadas num perfeito romance &#8220;austeniano&#8221;; e o Sr. Nobley, taciturno, &#8220;rico&#8221;, inteligente e desagradável como o próprio Sr. Darcy, faz com que Jane reflita se deve mesmo desistir de todos os homens.</p>
<p>Um livro fofo, interessante e divertido, Austenland me fez ter a impressão de estar lendo uma comédia romântica &#8211; o que não está tão longe da verdade, já que Austenland já virou filme e foi uma adaptação bem fofa. A história tem todos os clichês do gênero, e por isso é previsível e machista. O que mais me incomodou foi a frase da tia-avó quando diz que o Sr. Darcy não adiantou de nada para a Jane Austen porque ela morreu solteirona. Ou seja: o objetivo maior na vida de uma mulher é conseguir um marido, mesmo que isso seja praticamente uma prisão na sua época e mesmo que você seja bem sucedida numa carreira indo contra todas as convenções sociais. Ou, no caso da Jane protagonista, mesmo que você seja uma pessoa divertida, com um bom emprego e amigos legais &#8211; se você não tem um homem, você não é NADA.</p>
<p>MAS, como eu sou mulher e socialmente empurrada para gostar desse tipo de história, e como eu também adoro Orgulho e Preconceito, e como eu sou o tipo de nerd que adoraria se vestir com roupas de 1819 pra viver um romance, eu gostei bastante do livro. Não é surpreendente, mas a premissa é original, os personagens são divertidos e a leitura é rápida. Eu não tenho muita paciência pra esses romances melecosos, mas o apelo da Jane Austen me ganhou e eu terminei o livro bem contente.<br />
<b><br />
</b><b>Austenland (2007) </b><b>De Shannon Hale. </b><b>Série Austenland Livro 1</b></p>
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