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	<title>aventura Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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		<title>Adaptação &#124; A Marca do Zorro (1920)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jul 2025 13:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Johnston McCulley]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Califórnia Espanhola, no final do século XIX, um aventureiro mascarado aparece vestido de preto para aterrorizar os opressores. Ele dá seu nome como Zorro e faz a temível marca do &#8216;Z&#8217; no rosto dos homens que castiga. Don Diego Vega é um jovem fidalgo que parece cansado de tudo. Tem preguiça de cavalgar, preguiça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na Califórnia Espanhola, no final do século XIX, um aventureiro mascarado aparece vestido de preto para aterrorizar os opressores. Ele dá seu nome como Zorro e faz a temível marca do &#8216;Z&#8217; no rosto dos homens que castiga.</p>
<p>Don Diego Vega é um jovem fidalgo que parece cansado de tudo. Tem preguiça de cavalgar, preguiça de cortejar senhoritas e não faz questão alguma de lutar &#8216;como um bobo&#8217;. No entanto, precisa convencer a charmosa senhorita Lolita Pulido a se casar com ele, pois seu pai, o rico Don Alejandro, faz questão que Don Diego se case e produza um herdeiro.</p>
<p>Lolita não se interessa por Don Diego (&#8220;ele é tão animado quanto um peixe!&#8221;, diz indignada), mas dá seu coração ao charmoso Zorro, que a visita numa tarde. Ele professa seu amor e elogia sua beleza, conquistando a senhorita com belas palavras.</p>
<p>Enquanto isso, o governador vem até Los Angeles para dar um fim nesse tal de Zorro, e o capitão do exército se interessa por Lolita &#8211; e ele não é de aceitar um não como resposta.</p>
<p>Esse é o filme que transformou Douglas Fairbanks em super estrela de Hollywood ao mesmo tempo em que fez de Zorro um dos personagens mais populares do mundo. Johnston McCulley havia publicado sua história do vigilante mascarado em 1918, em formato serial, e tinha sido muito bem sucedido &#8211; mas foi quando Fairbanks leu a história e resolveu transformá-la em filme que o personagem de fato ganhou notoriedade.</p>
<p>Ágil, engraçado e emocionante, o filme é uma adaptação extremamente fiel ao livro, com cenas de ação incríveis e um roteiro impecável.</p>
<p>É também um filme preto-e-branco e, claro, mudo. A trilha sonora é composta por um piano que varia a melodia enquanto as falas aparecem na tela preta interrompendo as cenas.</p>
<p>Foi minha primeira vez vendo um filme mudo de verdade: antes, só tinha visto pequenas cenas célebres ou as cenas artificiais em Cantando na Chuva. Assistir esse filme foi uma experiência muito interessante em vários aspectos. Douglas Fairbanks foi o maior da sua geração, e foi legal ver o filme que o transformou em celebridade eterna. Ele de fato era um excelente ator e um gênio nas cenas de ação. O romance da história é muito divertido de assistir, já que os atores não conversam e precisam demonstrar tudo o que sentem apenas com o olhar e a linguagem corporal. Numa época em que os filmes não podiam mostrar nada demais, é genial a forma como eles mostram a diferença entre a reação de Lolita ao chato Don Diego e ao galante Zorro. As cenas de ação são muito bem coreografadas, e as lutas de espada são realmente de tirar o fôlego &#8211; ainda mais pensando que naquela época a segurança dos atores e dublês era quase nula.</p>
<p>Nenhuma cena é à toa, e a história é tão bem amarrada que me pergunto se esses roteiristas de hoje estudam isso aí na hora de fazer um bom filme de ação. Saudosismos à parte, não é um filme para todos, já que filme mudo e preto-e-branco é bem dose de ficar acordado. Para mim, que sou apaixonada por cinema e pela história que eu estava assistindo, foi muito divertido.</p>
<p>The Mark of Zorro (1920)</p>
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		<title>Adaptação &#124; Robin Hood (2010)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 21:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fui assistir o esperado Robin Hood. Esperado por mim, que gostei de Gladiador, sou fã do Russell Crowe, adoro filmes de época e acho o Robin Hood o máximo. Então primeiro eu vou comentar o filme como uma apreciadora de blockbusters em geral. Os personagens são bem construídos. Os figurinos e cenários são muito bem feitos. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fui assistir o esperado Robin Hood. Esperado por mim, que gostei de Gladiador, sou fã do Russell Crowe, adoro filmes de época e acho o Robin Hood o máximo.</p>
<p>Então primeiro eu vou comentar o filme como uma apreciadora de blockbusters em geral. Os personagens são bem construídos. Os figurinos e cenários são muito bem feitos. Russell Crowe, Cate Blanchett e Mark Strong estão muito bem, e Max Von Sydow rouba a cena totalmente (como já era de se esperar). Os amigos do Robin, os já conhecidos Allan A Dale, Will Scarlet, João Pequeno e Frei Tuck estão todos lá, como alívio cômico e ajuda na pancadaria. A historinha, apesar de ser meio clichê, funciona, e as batalhas, que novidade, são um banho visual. Ou seja. Se você gosta de blockbusters, gosta de filmes de ação, gosta do Russell Crowe ou da Blanchett&#8230; Dá pra assistir tranquilo.</p>
<p>Eu só esperava uma coisa menos &#8216;maior&#8217; &#8211; tipo ele roubando dos ricos pra dar aos pobres, e não salvando o reino da Inglaterra dos malignos franceses numa batalha épica. Juro, tem <u>uma</u> cena em que eles fazem emboscada na floresta. E <em>duas</em> cenas onde ele atira com o arco, fora a batalha inicial, que não conta, e em uma delas ele <i>erra</i>.</p>
<p>Ok. Agora eu vou falar do filme como sendo eu mesma, já que além de apreciar blockbusters, aprecio uma coisa chamada história medieval. Russell Crowe está com seus 40 e tantos anos. Cate com 40 e poucos. Na nossa sociedade é claro que ainda podem viver pra cacete, que estão na verdade na flor da idade &#8211; sim, estão ótimos, atraentes, charmosos e sou a maior fã deles no universo &#8211; mas, gente. Idade Média. Com quarenta anos eles seriam, tipo, <i>corocas</i>. Uma lady de 40 anos com todos os dentes? Até que possível. Um arqueiro do rei, de quarenta anos, com todos os dentes? Pouquíssimo provável. Tudo bem, o diretor quis dar um enfoque mais maduro ao filme. E narra o<i> início </i>da história do personagem? Ele estando com quarenta?? Vai terminar quando, quando os dois estiverem, pombinhos, lutando com espadas e arcos com seus sessenta? Gente, nada contra as pessoas de 60 anos, na boa. Só acho que o enfoque medieval pediria um elenco um pouco mais jovem ou um roteiro mais de acordo &#8211; como o excelente <i>Robin e Marian</i>, com Sean Connery e Audrey Hepburn.</p>
<h4>Arquearia medieval</h4>
<p>Os ARCOS. Ok, temos batalhas realistas. Certo?? ERRADO. Sabem porque a Inglaterra era tão foda na guerra? Por causa dos arqueiros de arcos longos. Motivo #1: os arcos longos tinham maior alcance do que seus irmãos menores, os arcos curtos, e que suas irmãs mais rápidas, as bestas. Motivo #2: ter um alcance maior adiantava bastante, mas o principal era que o arco podia ser desmontado. Era só desenvergar a corda, enrolá-la, guardá-la num local seco, e pronto! Uma arma à prova d&#8217;água! Ou vocês não sabiam que corda de arco molhada é tão efetiva quanto uma bicicleta quando usada pra transportar elefantes? As bestas, que não exigiam força do sodado, eram mais difíceis de serem armadas e desarmadas, e acabava que, quando chovia (algo comum na Inglaterra), elas ficavam inúteis. Ponto para os arcos longos. Agora me expliquem as batalhas do filme com arcos longos na chuva e no <i>mar</i>? Me expliquem a Lady Marion envergando um arco longo e atirando com ele, sendo que aquela porra pra envergar é tenso <i>pra caramba</i> e pra atirar pior ainda? Ou ninguém tentou atirar com arco e flecha na vida? Pois é, ninguém. Mas então não venha o sabichão do Ridley Scott me falar que o filme dele tem compromisso histórico.</p>
<h4>A dona Magna Carta</h4>
<p>Por falar nisso, vamos brincar de considerações históricas. Claro que Robin Hood é uma lenda. E claro que Hollywood nunca é simples e quis brincar de reinventar a lenda, pra audiência não ficar entediada &#8211; já que afinal de contas quem quer ver salteadores com arcos e flechas roubando dos ricos pra dar aos pobres (oi, eu! Eu quero ver um filme do <i>Robin Hood</i>!!). Só que ao reinventar a lenda, eles cometeram algumas incongruências.</p>
<p>A Magna Carta, assinada pelo rei João em 1215, falava dos direitos dos homens livres e dos servos, além de limitar o poder do rei perante a nobreza. Sabe quem era os homens livres? RICOS DONOS DE TERRA. Por mais que a magna carta seja considerada uma parte importante na história das leis constitucionais, ela ganhou muito mais nome porque os <em>revolucionários dos Estados Unidos</em> usaram ela de base pras coisas. Na prática, ela foi forçada a João pelos seus barões, que queriam mais liberdades, mas foi basicamente ignorada até o início da Guerra Civil inglesa do século XVII. Só que era principalmente sobre os direitos dos <em>nobres</em> e da <em>igreja</em>. A parte sobre os plebeus se limitava à proibição da prisão sem julgamento, que era, vamos combinar, um passo importante na época. Mas ops! Leram bem? <i>Assinada</i> pelo rei João. <i>Não</i> queimada em praça pública na frente de todos os barões. Nem o rei João seria tão estúpido a ponto de quebrar um combinado feito com todos os senhores de terras da região como se eles fossem meros suditetes sem poder. Isso é coisa de reis absolutistas, algo mais em voga&#8230; TREZENTOS ANOS DEPOIS. O príncipe João realmente traçou planos para usurpar o trono do irmão, o famoso Ricardo Coração de Leão. Mas o rei Filipe da França, que no filme é o maligno responsável por invadir a Inglaterra, estava&#8230; nas Cruzadas <i>com</i> Ricardo. E o digníssimo Ricardo, que morreu num cerco com uma flechada no ombro enquanto passeava em volta do castelo sem cota de malha (meus parabéns), havia nomeado seu irmão João como herdeiro legítimo. Não sem antes cercar o castelo de Nottingham e pedir gentilmente que João lhe devolvesse o local, <i>assim que chegou </i>das Cruzadas. Ou seja. Houve uma segunda coroação. Ricardo, que por sinal não falava inglês e só havia passado alguns meses do seu reinado na Inglaterra, voltou ao lar, foi coroado rei novamente e depois saiu de novo pra reconquistar suas terras na Normandia, que eram muito mais importantes que a Inglaterra.</p>
<p>Alguém se importa com isso? Ninguém. Aparentemente o povo se importa com o sotaque, no entanto, e qualquer pessoa com um mínimo de sangue inglês nas veias reclamou que o sotaque que o Russel Crowe cometeu era uma mistura que ele inventou pessoalmente. <em>Mas então não venha o sabichão do Ridley Scott me falar que o filme dele tem compromisso histórico.</em></p>
<p>Fora os arcos usados por mulheres; fora o rei João absolutista no século doze; fora a lady Marian de cota de malha; fora o Robin Hood atirando de arco com corda molhada; fora as batalhas <i>sem infantaria</i>; fora todos os personagens terem todos os dentes; fora ele ter usado o arco <em>duas</em> vezes e ter errado a primeira&#8230; fora tudo isso, ele sobreviveu ao tempo só porque foi salvo pela próxima adaptação estelar cometida, como fatalmente acontece em Hollywood.</p>
<p><strong>Robin Hood (2010) de Ridley Scott, com Russell Crowe, Cate Blanchett, Mark Strong, Max Von Sydow, William Hurt e Oscar Issac</strong></p>
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		<title>Adaptação &#124; Peter Pan (2003)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 13:20:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[J.M. Barrie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse filme de 2003, P.J. Hogan adapta a obra de J.M. Barrie sobre o menino que não queria crescer. Peter Pan é uma peça escrita por James M. Barrie no começo do século 20 que conta de um menino que não queria crescer e fugiu com as fadas pra morar na Terra do Nunca, onde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse filme de 2003, P.J. Hogan adapta a obra de J.M. Barrie sobre o menino que não queria crescer.</p>
<p style="clear: both; text-align: left;">Peter Pan é uma peça escrita por James M. Barrie no começo do século 20 que conta de um menino que não queria crescer e fugiu com as fadas pra morar na Terra do Nunca, onde vive com os meninos perdidos e combate os piratas do Capitão Gancho. A peça foi transformada em livro pelo próprio Barrie, e foi traduzida para o cinema diversas vezes, as mais famosas sendo &#8216;Peter Pan&#8217;, desenho da Disney de 1953, e o filme de 2003, dirigido por P.J. Hogan, que comento aqui. O IMDB dá 8 resultados exatos, fora os dois já citados, e sem contar com &#8216;Hook&#8217;, de Steven Spielberg, imaginando como seria se Peter Pan crescesse, e &#8216;Finding Neverland&#8217;, filme de Marc Foster sobre a vida de James Barrie.</p>
<h4>O livro</h4>
<p>Peter Pan foi o primeiro livro que eu li. Na verdade, minha mãe lia pra mim antes de dormir, e depois que ela saía do quarto eu ficava lá, brigando com as palavras. Até hoje eu tenho a edição com a tradução da Ana Maria Machado, que tem uma bolinha feita de canetinha no fim do segundo parágrafo do livro. Era pra eu não esquecer onde eu tinha parado de ler na noite anterior.</p>
<p>Eu falava pra minha mãe, &#8216;se amanhã você vier no meu quarto e eu não estiver, é porque eu fui com o Peter pra Terra do Nunca&#8217;. E não, eu não consigo ler o livro sem chorar.</p>
<p>Portanto pra mim é muito complicado separar o filme do livro e assisti-lo sem nenhum preconceito. Acho que se nunca tivesse lido o livro teria achado o filme um bom filme infanto-juvenil de aventura fantástica, já que a direção e os atores estão muito bem conectados. Tendo dito isso, tentarei passar minha opinião de leitora ávida do livro sobre o filme.</p>
<h4>O filme</h4>
<p>Primeiro de tudo é necessário falar que o Jeremy Sumpter É o Peter Pan. Sem mais comentários. E o resto dos personagens também deram certo. E sim, pra mim a Tia Millicent é total e completamente dispensável, mas entendo porque os roteiristas colocaram ela lá. Eu não gostei da maneira exagerada com que ela empurra Wendy pra vida adulta, falando abertamente do &#8216;beijo&#8217;. O &#8216;beijo&#8217; pra mim é algo exclusivamente da Senhora Darling, e que se não tinham meio melhor de expô-lo do que fazer Tia Millicent dar o chilique no começo do filme, melhor tirá-lo do filme. E outra coisa, que meleca foi aquela dela chorar pra um menino perdido, que eu não lembro qual era, falando algo como &#8216;eu sou sua mãe&#8217; e tal? Nada, nada a ver. Na história original, nunca houve pressão em casa para que as crianças Darling crescessem. João e Miguel na verdade se divertiram à beça durante a aventura, apenas Wendy, por ser menina e mais velha, percebeu realmente o que se passava em relação ao conflito &#8216;crescer X ficar criança pra sempre&#8217;.</p>
<p>Legal o Jason Issacs ser tanto o Senhor Darling quanto o Capitão Gancho, algo que o próprio Barrie sugeria ser feito nas montagens da peça. Fora que ele É o Capitão Gancho. Algo que me irritou profundamente no desenho da Disney foi a visão de caricatura do vilão. Eu sei que os vilões engraçados são mais&#8230; engraçados, e temos que pensar nas crianças (lembrando que a peça não foi escrita para as crianças, apenas pensando nelas), mas não precisavam fazer ele ridículo. Eu tenho orgulho de ter medo do Capitão Gancho, já que ele representa tudo de ruim que os adultos podem se tornar, e a real razão pela qual não queremos crescer: ele não acredita em nada que não o &#8216;bom tom&#8217;, não gosta de fazer nada que lembre algo da sua infância, não tem compaixão pelos outros e sempre quer ser o melhor de todos. Ele não odeia Peter apenas por Peter ser uma criança (e por ter cortado sua mão e a jogado ao crocodilo hehe); mas porque Peter consegue fazer coisas sem o menor bom tom e não se sentir nem um pouco preocupado com isso. Porque Peter, por outro lado, com sua alegria e despreocupação, representa algo que vai contra tudo o que Gancho acredita. Gancho é o tempo, inexorável e infalível, e Peter é o que temos de manter em algum lugar dentro de nós, ou realmente nos tornaremos um Capitão Gancho. Jason Issacs consegue sintetizar o personagem na cena em que ele olha pra uma fada e diz &#8216;eu não acredito em fadas&#8217;, e a fada morre! Porque sempre que alguém diz que não acredita em fadas, uma fada morre em algum lugar. Mas quantas pessoas no mundo conseguiriam &#8216;não acreditar&#8217; numa fada num lugar como a Terra do Nunca, com uma fada na sua frente? Só o Capitão Gancho.</p>
<h4>O beijo</h4>
<p>Na verdade o que mais me irritou no filme foi a história do beijo. Primeiro que o Capitão Gancho consegue de alguma forma tirar a alegria do Peter, e Peter não consegue mais voar. Gente, o Peter não ser mais alegre e não conseguir mais voar, só se ele morresse. Porque a alegria faz parte dele de tal forma, que ele prefere sair do lugar e esquecer tudo do que enfrentar a realidade. Fora que o Capitão Gancho conseguiu fazer Peter &#8216;não voar&#8217; falando algo do tipo &#8216;Wendy não gosta de você, ela prefere crescer do que ficar com você&#8217;. Peter nunca se importaria muito com isso, porque ele despreza todos os que querem crescer, e ficaria magoado por um minuto e depois esqueceria. Ele é uma criança egoísta, afinal de contas, e seu amor por Wendy não vai além de uma amizade especial. Wendy, sim, podemos considerar que tinha um crush em Peter, e por isso ficava tão indecisa entre voltar pra casa e crescer (e casar e ter filhos) ou ficar na Terra do Nunca com Peter.</p>
<p>Mas o fato é, de tão feliz que Gancho fica, <span style="font-style: italic;">ele também voa!</span> COMO ASSIM. Não é só birra por Gancho nunca ter voado no livro, é simplesmente porque voar é <span style="font-style: italic;">completamente</span> <span style="font-style: italic;">contra </span>a personalidade básica de Gancho. Ele<i> nunca</i> conseguiria voar usando o pensamento feliz &#8216;eu vou derrotar Peter Pan&#8217;. Mas voltando à cena, Wendy dá um beijo na boca de Peter, ele fica feliz e volta a voar e eles derrotam Gancho. Como se a história fosse sobre sexualidade, meninas crescem mais rápido do que meninos, vilões e mocinhos e &#8216;quem consegue ter o pensamento mais feliz por mais tempo&#8217;.</p>
<p>Sim, a sexualidade <span style="font-style: italic;">está</span> presente em todo o livro, ou Wendy e Peter não seriam &#8216;casados&#8217; e pais dos outros meninos perdidos na brincadeira de faz-de-conta. Mas o que ficou mais do que claro pra mim, no livro, é que Barrie considerava fator-regra para crescer o fato de ter filhos, e não a sexualidade. Wendy fica balançada sobre se deve ou não voltar pra casa por causa da vontade dela de ser mãe. É o que ela pede quando os meninos perdidos vão fazer a casinha pra ela: &#8216;uma casa com janelas e bebês olhando por elas&#8217;. Ela não quer ser criança pra sempre porque um dia ela quer ser mãe. Lembrem-se de que Wendy era <span style="font-style: italic;">menina</span> e tinha sensatez suficiente pra perceber que a vida dos meninos perdidos era completamente desorganizada sem uma &#8216;mãe&#8217;, e que Peter não era boa companhia por esquecer de tudo toda hora e só pensar em aventura e tal. Ele era <span style="font-style: italic;">criança</span>, com todas as partes ruins que isso traz.</p>
<p>Uma frase do começo do livro é &#8216;a sra. Darling tinha a impressão de já ter visto a expressão de Peter em outros lugares antes, em alguns rostos de mulheres que não tiveram filhos&#8217;. Para Barrie, a &#8216;adultice&#8217; só chega quando se tem filhos. É algo que Spielberg capturou muito bem em seu filme &#8216;Hook&#8217;, e que infelizmente Hogan deixou passar.</p>
<h4>Partes boas</h4>
<p>De qualquer forma, o filme capturou a maior parte do espírito da aventura, algo que o filme da Disney não tinha chegado nem perto de fazer. A fantasia e a magia estão com certeza presentes no filme, e com as atuações convincentes do elenco e a direção de Hogan, é um ótimo filme que conseguiu capturar a maior parte do universo de Peter &#8211; principalmente considerando que não é uma história exclusiva para crianças.</p>
<p style="font-family: Georgia, &quot;;">Um outro ponto que o filme não mostra e que faz toda a diferença pra mim. O filme acaba com Wendy pedindo pra Peter não esquecer dela, e depois falando que ela nunca mais o viu mas contou a história para seus filhos. Engraçado que o próprio filme fez com que Peter se importasse um monte com Wendy &#8211;  a ponto de não voar por estar triste que ela ia embora, e a ponto dela dar &#8216;o beijo&#8217; pra ele &#8211; e acaba desse jeito, sem ele nem voltar pra vê-la.</p>
<p>No livro, (algo que o filme de Spielberg também resgata), Peter fala que vai voltar toda primavera, pra levar ela pra Terra do Nunca e ter mais um monte de aventuras. Ele lembra, de vez em quando. Pula algumas primaveras, mas aparece. Esquece a maior parte das aventuras que eles tiveram da primeira vez (&#8216;quem é Sininho?&#8217;), mas aparece. Até que encontra Wendy adulta esperando por ele.</p>
<h4>O final do livro</h4>
<blockquote><p>Depois, acendeu a luz e Peter viu. Deu um grito de dor. E quando aquela criatura alta e bonita se aproximou para pegá-lo o colo, ele recuou abruptamente.<br />
&#8211; Que foi que aconteceu?- perguntou de novo.<br />
Ela teve que contar.<br />
&#8211; Fiquei mais velha, Peter. Já passei muito dos vinte. E cresci há muito tempo.<br />
&#8211; Mas você prometeu não crescer.<br />
&#8211; Não dava pra evitar. Eu casei, Peter.<br />
&#8211; Não! Não casou&#8230;<br />
&#8211; Casei, sim. E a menininha que está na cama é minha filha.<br />
&#8211; Não é, não.<br />
Mas achou que era. E deu um passo em direção à criança adormecida, com a adaga levantada. É claro que não deu golpe nenhum. Em vez disso, sentou-se no chão e soluçou. Wendy não sabia o que fazer para consolá-lo, embora antigamente pudesse fazer isso com tanta facilidade. Mas agora ela era apenas uma mulher e saiu do quarto correndo, para tentar pensar.<br />
Peter continuou a chorar. Daí a pouco seus soluços acordaram Jane. A menina se sentou na cama, e logo ficou interessada.<br />
&#8211; Menino &#8211; perguntou -, por que é que você está chorando?<br />
Peter se levantou e fez uma curvatura, saudando-a, e ela o cumprimentou da cama.<br />
&#8211; Olá &#8211; disse ele.<br />
&#8211; Olá &#8211; disse ela.<br />
&#8211; Meu nome é Peter Pan.<br />
&#8211; Eu sei.<br />
&#8211; Eu vim buscar minha mãe, para ela ir comigo para a Terra do Nunca.<br />
&#8211; Eu sei &#8211; disse ela &#8211; E já estava te esperando.<br />
Quando Wendy voltou, insegura, encontrou Peter sentado no pé da cama, dando um cocoricó glorioso, enquanto Jane, de camisola, dava voltas pelo quarto, em êxtase.<br />
&#8211; Ele precisa tanto de uma mãe&#8230; &#8211; explicou Jane.<br />
&#8211; Eu sei &#8211; admitiu Wendy, numa mistura de tristeza e saudade. &#8211; Ninguém sabe disso melhor do que eu.<br />
&#8211; Tchau&#8230; &#8211; disse Peter para Wendy, levantando vôo em companhia de Jane, perfeitamente à vontade. Para ela, já era a maneira mais fácil de ir de um lado para outro.<br />
&gt;Wendy correu para a janela.<br />
&#8211; Não! Não! &#8211; gritou.<br />
&#8211; É só agora na primavera, mamãe, para dar uma limpeza geral &#8211; explicou ela. &#8211; Ele quer que eu sempre vá ajudar na faxina da primavera.<br />
&#8211; Eu queria tanto ir com vocês&#8230; &#8211; suspirou Wendy.<br />
&#8211; Mas você não pode mais voar, não está vendo? &#8211; disse Jane.<br />
É claro que, no fim, Wendy deixou os dois irem. A última vez que olhamos para ela vemos que está junto da janela, vendo os dois irem cada vez mais longe no céu, até ficarem pequenininhos, do tamanho das estrelas.</p>
<p>Se você olhar para Wendy agora, vai ver o cabelo dela ficando grisalho e seu vulto se encolhendo, porque tudo isso aconteceu há muito tempo. Jane agora é uma adulta comum e tem uma filha chamada Margaret. Toda primavera, quando é hora da faxina &#8211; a não ser quando ele esquece &#8211; Peter vem buscar Margaret e a leva para a Terra do Nunca, onde ela conta histórias dele mesmo, que ele ouve deliciado, com a maior atenção. Quando Margaret crescer, vai ter uma filha, e vai ser a vez dela ser a mãe de Peter. E assim por diante. Enquanto as crianças forem alegres, inocentes e sem coração.*</p></blockquote>
<div style="font-family: Georgia, &quot;;"></div>
<div style="font-family: Georgia, &quot;;"><span style="color: #000000;"><b>Peter Pan (idem) &#8211; 2003 | </b><b>de P.J. Hogan | </b></span><span style="color: #cc0000;"><span style="color: #000000;"><b><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;">com: Jeremy Sumpter, Rachel Hurd-Wood, Jason Issacs, Lynn Redgrave, Olivia Williams</span></b></span> <br style="font-family: Georgia, &quot;;" /><span style="color: black; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 78%;">trecho do livro Peter Pan, de J.M. Barrie e tradução de Ana Maria Machado, exceto pela última frase, que ela traduziu de forma diferente.*</span><br />
</span></div>
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		<title>Elric de Melniboné &#124; Michael Moorcock</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 00:25:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Michael Moorcock]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Elric de Melniboné é um clássico da fantasia curtinho com uma andada rápida que deixa fácil de ler. É o primeiro livro com o personagem, apesar dele ter aparecido em diversos contos antes dessa publicação. Elric é o imperador albino e feiticeiro. Ele é líder de uma civilização que já chegou a dominar o mundo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Elric de Melniboné é um clássico da fantasia curtinho com uma andada rápida que deixa fácil de ler. É o primeiro livro com o personagem, apesar dele ter aparecido em diversos contos antes dessa publicação.</p>
<p>Elric é o imperador albino e feiticeiro. Ele é líder de uma civilização que já chegou a dominar o mundo através de magia, carnificina, escravidão e guerras. Elric no entanto tem preguiça de tudo, anda por aí cansado, filosofando que nada vale a pena, tomando uns remédios pra conseguir ficar vivo porque a albinisse dele também deixa ele fraco. Ele não quer dominar o mundo. Ele não quer governar. Ele também não quer deixar o trono pra outra pessoa &#8211; tipo o primo sanguinário dele, Yrkoon, que vive conspirando contra o Elric porque ele acha que o Elric é um fraco que não tem interesse em dominar os outros povos. E, no caso, o Elric de fato não tem interesse. As filosofias na cabeça dele são sempre &#8220;até que ponto o povo de Melniboné é superior aos humanos; até que ponto temos a obrigação de liderar por sermos superiores; será que fica chato a gente escravizar os outros&#8221; e essas coisas.</p>
<p>Elric é apaixonado pela prima dele, a bonitona Cymoril, que apesar de não entender muito bem as filosofadas do Elric, gosta dele de volta e já disse que se ele quiser casar ela topa. Mas ele tá sempre enrolando porque tá pensando nas filosofias e nas dúvidas.</p>
<p>Aí o Yrkoon resolve fazer alguma coisa mais concreta e usa um ataque à ilha deles pra matar o Elric, que cai no fundo do mar mas usa magia pra pedir ajuda dos seres elementais. Daí Elric recebe ajuda do deus do mar e volta à sua terra natal, mas Yrkoon escapa levando a Cymoril. Elric faz um pacto com um deus-demônio e consegue pegar um navio mágico que anda na terra pra perseguir Yrkoon e resgatar Cymoril.</p>
<p>O livro tem menos de 200 páginas. A história alterna entre uma aventura tradicional de fantasia e uma energia de contos de fadas. Me senti lendo um livro de <em>fairytale retellings </em>só que pra meninos. Elric é o herói alternativo sensível e filósofo que na década de 60, quando ele apareceu nas publicações, era um contraste imenso com os gigantes agressivos tipo o Conan. Elric é fisicamente fraco, detesta violência, não gosta do poder. Mesmo assim ele é alto, musculoso, tem olhos vermelhos e longas madeixas brancas.</p>
<p>Eu gostei do livro, só que fiquei com um pouco de preguiça de toda a pretensão do protagonista. Entendo que muito da minha irritação vem de eu não ser o público alvo do livro. Além disso, fiquei com aquela sensação de que já li tantas coisas parecidas só que o original foi esse e os outros que foram cópias.</p>
<p>Por ser quase um conto de tão curto e ter elementos interessantes, o livro é um sólido três estrelas e as continuações estão na minha lista.</p>
<p><strong>Elric of Melniboné | Michael Moorcock | 1972</strong></p>
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		<title>Adaptação &#124; A Viagem do Peregrino da Alvorada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 12:12:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[C S Lewis]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse terceiro filme da série de adaptações dos livros de Nárnia, temos uma história de ação e fantasia competente com bons atores. Lucy e Edmund estão na casa dos tios, durante a guerra, enquanto Peter se alista no exército e Susan fica com os pais na América. Lucy e Edmund estão cada vez menos empolgados com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<div>Nesse terceiro filme da série de adaptações dos livros de Nárnia, temos uma história de ação e fantasia competente com bons atores. Lucy e Edmund estão na casa dos tios, durante a guerra, enquanto Peter se alista no exército e Susan fica com os pais na América. Lucy e Edmund estão cada vez menos empolgados com o mundo real  e cada vez com mais saudades de Nárnia, mas o primo chatonildo deles, Eustace, além de ser um mala que só fica lembrando os dois de que devem tudo a ele por estarem sendo recebidos na sua casa, também impede que os irmãos possam conversar à vontade sobre suas antigas aventuras.</div>
<p style="text-align: left;">E então um quadro alaga o quarto e os três são transportados a Nárnia, onde são resgatados pelo Peregrino da Alvorada, navio do Príncipe (agora Rei) Caspian.</p>
<p style="text-align: left;">Caspian está mais gato do que nunca, com a personalidade nova dele pro filme deixando ele mais atraente. E Lucy se lembra muito bem do quanto ele gostava de Susan, e Edmund se lembra muito bem de quão bom era Peter, e Eustace é o melhor ator mirim da sua geração e dá uma outra pegada ao filme quando interpreta o garoto mimado que se recusa a aceitar que está em Nárnia.</p>
<p style="text-align: left;">O navio tem que ir até uma ilha perdida para encontrar antigos lordes que haviam jurado lealdade ao pai de Caspian, e no caminho terão de enfrentar o maior medo e a maior tentação de cada um. São essas as cenas mais legais do filme, com os homens invisíveis, e Lucy tentando virar a irmã, e Edmund tendo de provar a si mesmo o quanto é capaz, e Eustace passando pela maior das provações. A narrativa repetitiva do livro que remete aos contos de fadas é organizada de forma mais fluida para o filme.</p>
<p style="text-align: left;">É claro que ainda é Nárnia, com o cristianismo permeando tudo, e com o limite entre fantástico e fantasioso que eu sempre fico desconfortável (afinal, aquilo tudo aconteceu <i>mesmo</i> ou só na imaginação das crianças e tal) e com o final que sempre é triste porque alguns deles nunca mais vão voltar. As passagens mais infantis do livro foram transformadas numa história para jovens mais maduros.</p>
<p style="text-align: left;">Mas o elenco mirim dá conta do recado, o roteiro é muito bem feito e o filme funciona muito bem.</p>
<div style="color: #990000;">A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Voyage of the Dawn Treader) &#8211; 2010 | de Michael Apted | <span style="color: #990000;">com Georgie Henley, Skandar Keynes, Ben Barnes, Will Poulter</span></div>
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		<title>Tress &#8211; A Garota do Mar Esmeralda &#124; Brandon Sanderson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jan 2024 20:59:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brandon Sanderson]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um mundo fantasioso onde há várias luas e os mares são de esporos que explodem em contato com a água, Tress é uma garota comum. Ela limpa janelas, cozinha para os pais e é apaixonada por Charlie, o jardineiro da casa do duque. Só que Charlie na verdade, e ela sabe disso, é o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um mundo fantasioso onde há várias luas e os mares são de esporos que explodem em contato com a água, Tress é uma garota comum. Ela limpa janelas, cozinha para os pais e é apaixonada por Charlie, o jardineiro da casa do duque.</p>
<p>Só que Charlie na verdade, e ela sabe disso, é o filho do duque. E ele vai ter que casar com alguma nobre apontada pelo rei. E quando o duque o obriga a sair da ilha para procurar uma noiva, ele promete a Tress que vai ser o mais entediante de todos os pretendentes. Quando nenhuma princesa quiser se casar com ele, ele vai voltar para Tress.</p>
<p>Alguns meses depois da partida, o duque retorna com seu herdeiro casado! Mas ele não é Charlie, e sim um primo distante. Charlie na verdade foi raptado pela Feiticeira, um ser terrível que vive no mar da meia noite. Tress então não tem outra escolha senão partir da ilhota onde vive para resgatar Charlie das garras da feiticeira.</p>
<p>Apesar de descobrir que seu navio é um navio de contrabandistas, a coisa fica ainda mais séria quando os contrabandistas são atacados por piratas, e Tess não tem escolha senão juntar-se a eles.</p>
<p>Eu poderia dizer que a história do livro é &#8220;só&#8221; essa jornada, já que as coisas vão acontecendo de forma previsível no sentido de que tudo acaba bem. Mas como assim, são quase quinhentas páginas contando uma simples viagem do mar esmeralda até o mar da meia noite?</p>
<h3>Fantasia e ficção científica &#8211; com piratas</h3>
<p>Brandon Sanderson conseguiu uma narrativa única, cheia de particularidades engraçadas, e ao mesmo tempo nojentas. Se bem que ele pede desculpas, dependendo da cena, por ter contado essa parte). A ideia de que é um livro que conta a história de Tress mas também está em primeira pessoa &#8211; e só sabemos quem é o narrador lá pelo primeiro terço do livro &#8211; é muito original, nunca tinha visto antes. Assim como o mar de esporos que caem das luas e explodem. Inclusive é assim que conseguem criar &#8220;armas de fogo&#8221;, com mecanismos de explosão de esporos em contato com a água.</p>
<p>Tress é uma garota fora do comum também justamente por aprender a mexer com esses esporos. Eu tenho que admitir que não entendi absolutamente nada da parte &#8220;científica&#8221; do livro, quando ela se mete a experimentar com os esporos. Sou mais da área da magia &#8211; gostei muito dos esporos da meia noite.</p>
<p>O que me atraiu a esse livro foi quando me disseram que seria inspirado por O Noivo da Princesa. Fui cética e quebrei a cara: a narrativa é uma modernização excelente de William Goldman, com o ponto exato entre estranho, fantasioso e divertido. Adorei o estilo conto de fadas, achei a ambientação fascinante e me apaixonei pela protagonista. Recomendo.</p>
<p>Tress of the Emerald Sea (2023)</p>
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		<title>Scorned Prince &#124; Brady Hunsaker</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jan 2024 11:54:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brady Hunsaker]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse livro de aventura, fantasia e uma pitada de ficção científica, dois jovens se unem contra tudo para conseguir paz após 400 anos de conflito entre seus povos. Migo Rikaydian é o príncipe herdeiro, criado por sua mãe para ser a arma perfeita e eliminar todos os shamans da face do planeta. Katsi Danan é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse livro de aventura, fantasia e uma pitada de ficção científica, dois jovens se unem contra tudo para conseguir paz após 400 anos de conflito entre seus povos.</p>
<p>Migo Rikaydian é o príncipe herdeiro, criado por sua mãe para ser a arma perfeita e eliminar todos os shamans da face do planeta. Katsi Danan é uma garota órfã após seus pais shamans terem sido executados na sua frente pela rainha Rikaydian, mãe de Migo.</p>
<p>Katsi gosta muito de Damani, um fazendeiro gentil que a ajudou quando estava tentando sobreviver. Ela compartilha da visão dos seus pais, de que a paz era o melhor caminho. Por isso, ela se recusa a viver com sua tribo de <em>shamanfolk</em> porque eles também estão completamente obcecados com a ideia de guerra.</p>
<p>Tudo isso ocorre numa ambientação fascinante de um planeta que não gira. Está sempre com a mesma face voltada para o sol, fazendo com que metade do mundo seja uma geleira e a outra metade um deserto. As pessoas vivem num &#8216;anel&#8217; de poucos quilômetros de largura onde a temperatura é mais amena e é possível o plantio de comida. Ainda assim, há constantes tempestades terríveis de areia e gelo.</p>
<p>Katsi aos poucos vai aprendendo a controlar sua magia, e precisa justamente da ajuda dos shamans para isso. Enquanto isso, Migo precisa sobreviver não só às batalhas terríveis com os shamans mas também sua própria rainha, que tem um plano de mandar assassinos atrás dele.</p>
<h3>Jovem Adulto</h3>
<p>O livro acompanha a saga desses dois jovens que ainda não têm vinte anos, carregando o peso da paz nos ombros, e tendo que lidar com seus próprios preconceitos. Katsi é de longe a mais madura, não só pela vida que teve mas também pela capacidade de ver os dois lados do problema. Migo, por outro lado, é um garoto ao mesmo tempo mimado e destruído pelo ódio da mãe.</p>
<p>Aliás essa mãe achei o único problema da trama. Ela é tão maléfica e terrível que fiquei até na dúvida se no final ela teria um outro papel, mas no fim das contas ela era só má mesmo. Talvez eu esteja esperando demais ao querer uma vilã menos clichê, justamente num livro juvenil. De qualquer forma, ela continua sendo previsivelmente maléfica. Isso não chega a atrapalhar o livro, foi só algo que me desapontou um tico.</p>
<p>O livro tem partes bem violentas, e as cenas de ação são muito bem descritas. Migo é um excelente combatente.</p>
<p>Achei a ambientação maravilhosa e quero voltar pra esse mundo. Gostei dos personagens, adorei o relacionamento dos dois. Não é um livro muito complexo nem muito cheio de nuances, e tudo o que eu achava que ia acontecer aconteceu. No entanto, foi uma leitura rápida, agradável e divertida, que prendeu minha atenção e que me fez querer saber mais. Grandes chances de eu achar o segundo volume.</p>
<p>Scorned Prince (2023) Ringdweller Series Book 1</p>
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		<title>Bluebeard and the Outlaw &#124; Tara Grayce</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2024 02:53:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tara Grayce]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nessa releitura de Robin Hood misturado com O Barba Azul, Robin é uma moça, a mais velha entre vários irmãos. Ela é filha de guardas florestais e, junto com seus irmãos mais novos, luta contra o Duke Guy de Gisborne. Ele é um governante cruel que taxa seus súditos até a penúria e além disso [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa releitura de Robin Hood misturado com O Barba Azul, Robin é uma moça, a mais velha entre vários irmãos. Ela é filha de guardas florestais e, junto com seus irmãos mais novos, luta contra o Duke Guy de Gisborne. Ele é um governante cruel que taxa seus súditos até a penúria e além disso assassinou três esposas.</p>
<p>De alguma forma ele consegue se livrar de ser acusado de qualquer coisa, já que alega que as esposas se suicidaram. Robin fica sabendo que o duque está procurando uma nova vítima. Decidida a completar seu plano mais audacioso, Robin explica suas intenções para seus irmãos.</p>
<p>Ela vai fingir ser uma nobre da distante província de Locksley, para se casar com o duque, e aí, quando ele eventualmente vier matá-la, ela vai matá-lo em legítima defesa. Dessa forma, estando casada com o duque, Robin vai poder descobrir onde ele guarda suas riquezas, permitindo assim que seus irmãos façam um roubo extraordinário. Além disso, depois de matar o duque, ela vai herdar tudo o que ele tem.</p>
<p>Apesar de toda essa história de assassinatos e mortes, o livro segue uma narrativa leve e divertida. Robin é audaciosa e viciada em adrenalina. O duque rapidamente se mostra um cara sensato que foi pego numa armadilha mágica.</p>
<p>No caso, no mundo do livro, a floresta Greenwood é permeada de portais mágicos para o reino dos <em>fae</em>, de onde saem monstros e criaturas ainda mais perigosas. Os guardas florestais protegiam a região dos monstros mágicos, até que, dez anos antes, logo após a morte misteriosa dos pais da Robin, o duque desfez a sociedade dos guardas florestais.</p>
<h3>No spice.</h3>
<p>Claro que existe ali uma tensão romântica entre Robin e o duque &#8211; esse é o título do livro, afinal &#8211; mas a narrativa é completamente <em>no spice. </em>Ou seja, nenhuma cena picante. Por um lado isso deixou as coisas mais ágeis porque não precisamos perder tempo com tensões sexuais. Mas por outro lado deixou alguns momentos mais inverossímeis, porque simplesmente ignora a consumação do casamento. Não chega a ser uma coisa que atrapalha a narrativa.</p>
<p>Achei tudo muito rápido. Novamente, por um lado é tranquilo e divertido de ler, quase como se fosse um conto. Por outro lado, as decisões e atitudes tomadas parecem um pouco rápido <em>demais</em> e quando você viu, já foi. De qualquer forma prendeu minha atenção e foi uma leitura fofa. Foi o primeiro livro de 2024, achei um início digno.</p>
<p>Bluebeard and the Outlaw (2021), de Tara Grayce</p>
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		<title>Tintim no País do Ouro Negro &#124; Hergé</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Dec 2023 21:12:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hergé]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No início do álbum de quadrinhos Tintim no País do Ouro Negro, escrito e desenhado por Hergé, alguém está falsificando combustível, causando explosões nos motores. Tintim decide averiguar, e para isso passa por diversas aventuras e vai parar nas Arábias. Enquanto isso, os policiais Dupont e Dupond o acompanham, na esperança de também encontrarem os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No início do álbum de quadrinhos Tintim no País do Ouro Negro, escrito e desenhado por Hergé, alguém está falsificando combustível, causando explosões nos motores. Tintim decide averiguar, e para isso passa por diversas aventuras e vai parar nas Arábias.</p>
<p>Enquanto isso, os policiais Dupont e Dupond o acompanham, na esperança de também encontrarem os responsáveis pelos atentados.</p>
<p>Afora as peripécias pelas quais Tintim já é conhecido, essa história é ainda mais deliciosa pelo seguinte detalhe: Abdallah, filho querido do emir Mohammed Ben Kalish Ezab. O Emir está sendo assediado por diversas empresas interessadas no petróleo de seu país, e um desses agentes resolve apressar o Emir ao raptar Abdallah.</p>
<p>Tintim logo descobre onde o garoto pode estar escondido e vai resgatá-lo.</p>
<p>Abdallah é um moleque mal educado, irrequieto, mimado, traquinas e agitado. Ele acabou de ganhar um par de patins de rodas do seu captor, e não tem interesse algum em ser resgatado.</p>
<p>Mesmo sem as aventuras incríveis no deserto, e as participações especiais do Sr. Oliveira da Figueira e do Capitão Haddock, Abdallah é responsável por deixar o livro inesquecível.</p>
<p>Tintim au pays de l&#8217;or noir (1950) | As Aventuras de Tintim #15</p>
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		<title>Crocodile on the Sandbank &#124; Elizabeth Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Nov 2023 22:32:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Elizabeth Peters]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Miss Amelia Peabody, ao receber a herança deixada pelo pai, tem a intenção de partir para os destinos clássicos. Em Roma, ela encontra Miss Evelyn, que está nas piores condições possíveis após se tornar uma fallen woman. Amelia não se importa com essas definições, e convida Evelyn para ser sua companheira de viagem. Chegando no Cairo, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Miss Amelia Peabody, ao receber a herança deixada pelo pai, tem a intenção de partir para os destinos clássicos. Em Roma, ela encontra Miss Evelyn, que está nas piores condições possíveis após se tornar uma <em>fallen woman. </em>Amelia não se importa com essas definições, e convida Evelyn para ser sua companheira de viagem.</p>
<p>Chegando no Cairo, as duas moças conhecem algumas pessoas. Entre eles, os dois irmãos Emerson, o mais velho um barbudo irascível, o mais novo um jovem atraente. Ambos são arqueólogos a caminho de uma escavação. Além disso, há o desagradável Alberto, responsável pela situação de Evelyn. E também tem o Senhor Lucas, primo de Evelyn e completamente obcecado a se casar com ela.</p>
<p>Amelia e Evelyn portanto começam seu cruzeiro pelo rio Nilo, e por acaso param na escavação dos irmãos Emerson. Uma das principais descobertas dos arqueólogos é uma nova tumba, de um conselheiro do faraó Akhenatem (tio ou padrinho de Tutankhamen). No entanto, a múmia encontrada desaparece do local onde o mais velho dos Emerson a estava estudando.</p>
<p>Uma série de aparições sinistras durante a noite deixam o grupo dividido: haveria uma presença sobrenatural desaprovando a escavação? Ou tem um agente bastante físico por trás de tudo, com motivos mundanos para que os escavadores saiam da região?</p>
<h3>Amelia Peabody feminista.</h3>
<p>Amelia Peabody é uma força da natureza. Ela usa sua personalidade forte e o dinheiro que herdou do pai para se certificar de que tudo aconteça da forma que ela quer, e geralmente ela consegue fazer com que tudo ocorra da forma correta. Ela não tem paciência para saias, despreza os homens por princípio, e não aceita um <em>não</em> como resposta. É muito refrescante ler um livro com uma protagonista como ela, depois de tantas jovens suspirantes que perdem a iniciativa assim que conhecem um homem.</p>
<p>Além do protagonismo de Amelia, temos a excelente ambientação do Egito, que, por mais que seja uma visão semi-moderna das dificuldades do país em se desenvolver, também tem a visão da antiguidade que me atrai tanto.</p>
<p>Muito bom livro que terminei em um dia. Recomendo.</p>
<p>Crocodile on the Sandbank (1975) Série Amelia Peabody Livro 1</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A Ilha Negra &#124; Hergé</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 20:43:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hergé]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tintim está passeando pelo campo quando vê um avião pousado, sem número de registro, e quando vai oferecer ajuda toma um tiro. No hospital, ele ouve que um avião sem registro caiu ali perto. Quase recuperado, ele vai investigar os destroços e encontra um bilhete rasgado com uma série de informações crípticas. Esse é o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tintim está passeando pelo campo quando vê um avião pousado, sem número de registro, e quando vai oferecer ajuda toma um tiro. No hospital, ele ouve que um avião sem registro caiu ali perto. Quase recuperado, ele vai investigar os destroços e encontra um bilhete rasgado com uma série de informações crípticas.</p>
<p>Esse é o início de um dos melhores livros de Tintim, onde ele tromba sem querer e acaba indo atrás de uma gangue de falsificadores de dinheiro. A perseguição o leva a pular em trem em movimento, cair de avião, levar tiro, ser atacado por gorila, cair de escadarias de torres medievais. Sempre aventureiro.</p>
<p>Milu também protagoniza altas peripécias, atrás de ossos enterrados, uma cabra maligna, e até mesmo uísque.</p>
<p>A ambientação final é maravilhosa: uma ilha na Escócia com um castelo abandonado, com um monstro que aterroriza a região, e de onde nunca ninguém volta.</p>
<p>Excelente.</p>
<p>L&#8217;île noire (1943) | Aventuras de Tintim #7</p>
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		<title>A Supremacia Bourne &#124; Robert Ludlum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Nov 2023 21:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Robert Ludlum]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Supremacia Bourne de Robert Ludlum é um livro de ação e espionagem. Nele, seguimos Jason Bourne numa missão na Ásia. David Webb está pacificamente ensinando em uma universidade após os eventos do primeiro livro. Ele começa a perceber que está sendo seguido, mas oficiais do governo negam que isso esteja acontecendo. Ele começa a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Supremacia Bourne de Robert Ludlum é um livro de ação e espionagem. Nele, seguimos Jason Bourne numa missão na Ásia.</p>
<p>David Webb está pacificamente ensinando em uma universidade após os eventos do primeiro livro. Ele começa a perceber que está sendo seguido, mas oficiais do governo negam que isso esteja acontecendo. Ele começa a ficar paranóico.</p>
<p>Até que alguém é responsável por raptar Marie, e quando Webb tenta descobrir os responsáveis, percebe que o governo o colocou em outra situação da qual ele não pode escapar. Ele vai ter que ir até a Ásia para matar um oficial chinês se quiser ver Marie novamente.</p>
<p>Putasso com a situação, e com flashbacks e traumas, Webb volta a ser Jason Bourne para conseguir sobreviver na selva física e mental em que é jogado para salvar Marie.</p>
<p>A coisa que é mais impressionante nesse livro é a agilidade da história, mesmo sendo um livro longo. Bourne é um espião competente e um assassino que não falha, e a ambientação é emocionante &#8211; afora a alergia ao comunismo de todo estadunidense, claro.</p>
<p>Me deu um pouco de aflição a doença mental do Bourne, mas faz parte do personagem, não tem jeito. O livro tem todo um charme também devido à época da história, com telefones de gancho protagonistas. Li em pouco tempo porque é bem empolgante.</p>
<p>The Bourne Supremacy (1986) | Série Jason Bourne Livro 2</p>
<p>Leia também <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/a-identidade-bourne-robert-ludlum/">minha resenha do livro 1</a>.</p>
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