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	<title>Ellis Peters Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>Ellis Peters Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>O Eremita da Floresta Eyton &#124; Ellis Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 12:37:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ellis Peters]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Irmão Cadfael]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Outubro de 1142, Richard Ludel, lorde da propriedade de Eaton, morre após ser ferido na batalha de Lincoln. Ele havia combinado com o Abade Radulfus que ele seria tutor de seu único filho, o garoto de 10 anos Richard. Richard já estava sendo educado no mosteiro desde pequeno. No entanto, a avó do garoto,</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em Outubro de 1142, Richard Ludel, lorde da propriedade de Eaton, morre após ser ferido na batalha de Lincoln. Ele havia combinado com o Abade Radulfus que ele seria tutor de seu único filho, o garoto de 10 anos Richard. Richard já estava sendo educado no mosteiro desde pequeno. No entanto, a avó do garoto, Dama Dionisia Ludel, não acredita em educar pequenos lordes, e pretende casar seu neto com a herdeira do vizinho mais próspero da região.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a guerra civil continua causando danos à Inglaterra, e a Imperatriz Matilde está sitiada no castelo de Oxford, rodeado dos soldados do Rei Estevão. O xerife de Shrewsbury, Hugh Beringar, recebe notícia de que, antes do cerco se fechar, a imperatriz conseguiu enviar um último mensageiro através das forças inimigas, com uma mensagem para seu aliado Brian Fitzcount.</p>
<p>O Irmão Cadfael, responsável pelas ervas medicinais do mosteiro, se interessa pela briga entre a Dama Dionisia e o Abade Radulfus pelo garoto Richard; e também se interessa pelo mensageiro da imperatriz, que jamais alcançou seu destino.</p>
<p>Dama Dionisia recebe um eremita na pequena capela na floresta Eyton. Esse eremita logo passa a ditar que é da vontade de Deus que Richard volte à família, e usa como exemplo dessa vontade os pequenos acidentes que andam acontecendo aos vizinhos da propriedade de Eyton.</p>
<p>Drogo Bosiet, um nobre do norte, chega à Abadia de São Pedro e São Paulo em Shrewsbury procurando por um servo fugido. Ele e seu filho ficam na estalagem do mosteiro e passam a fazer buscas pela região. E aí um dia Drogo demora para voltar da caçada, e descobrem o corpo dele assassinado em uma trilha da floresta.</p>
<p>O menino Richard é raptado. E o cavalo do mensageiro da imperatriz é encontrado caminhando pela mata, sem seu cavaleiro.</p>
<p>O Irmão Cadfael, tendo lutado nas cruzadas antes de virar monge, é o principal aliado do Xerife Beringar para descobrir quem é o responsável pelos crimes: quem teria assassinado Drogo Bosiet, e porque? Quem poderia ter alguma vantagem no rapto do garoto Richard? E tocando no caso de interesse da coroa, quem teria sumido com o mensageiro da Imperatriz, e com qual intuito?</p>
<p>Eu adorei esse livro. Ele começa mostrando os personagens do drama bem antes dos problemas acontecerem, e o Irmão Cadfael é só um observador fofoqueiro. Aí quando a confusão começa ele já tem as informações de que precisa, após suas observações precisas. A trama histórica dá um pano de fundo muito interessante, ainda mais no meu caso que adoro essa parte da história.</p>
<p>Bom também.</p>
<p>The Hermit of Eyton Forest (1987)</p>
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		<title>The Potter&#8217;s Field &#124; Ellis Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Aug 2013 18:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ellis Peters]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Irmão Cadfael]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um campo de oleiro passa das mãos de um nobre para a possessão da Abadia de São Pedro e São Paulo, na Shrewsbury do século XII. O próprio oleiro é um homem de meia idade que ouviu o chamado de Deus e se dedicou ao clero, deixando para trás sua profissão, seu campo e sua</p>
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<p>Um campo de oleiro passa das mãos de um nobre para a possessão da Abadia de São Pedro e São Paulo, na Shrewsbury do século XII. O próprio oleiro é um homem de meia idade que ouviu o chamado de Deus e se dedicou ao clero, deixando para trás sua profissão, seu campo e sua enraivecida esposa alguns anos antes.</p>
<p>Quando os empregados da abadia vão arar o campo recém adquirido, descobrem o restos mortais de uma mulher desconhecida.<br />
Cadfael, o monge ex-cruzado, ex-marinheiro que agora é responsável pelo herbário da abadia, fica intrigado com a situação: a mulher fora enterrada com cuidado e certa religiosidade, pois o corpo havia sido colocado em posição de caixão e ela tinha uma cruz de madeira sobre o peito.<br />
O abade Radulfus e o xerife Hugh Beringar tentam descobrir a identidade da mulher, por mais difícil que isso possa ser, já que o corpo não possuía nada que a identificasse além de longos cabelos negros e um vestido simples.</p>
<p>A primeira e principal suspeita recai sobre o oleiro Ruald, que deixou sua esposa Generys para trás quando largou o mundo para entrar na igreja. Mas Generys estava raivosamente viva quando Ruald entrou no clero, e após isso os movimentos dele estavam sob os olhos do prior e do abade, que dizem que ele não teria tido oportunidade de voltar à sua casa para fazer mal a ex-esposa.</p>
<p>O próprio Ruald sente muito que ele não possa ajudar em nada, e sua única culpa é a de ter deixado Generys tão na pior: se ele tivesse morrido e deixado a mulher viúva, ela ainda poderia ter se casado novamente. Mas o que ele fez foi deixá-la sem marido e incapaz de se casar com outro.</p>
<p>Enquanto isso, a luta pela coroa inglesa entre o Rei Stephen e sua prima Imperatriz Maud continua, e os lordes regionais aproveitam a confusão para aumentar suas próprias terras. Num desses ataques traidores, um dos ex-vassalos do rei Stephen ataca um mosteiro, jogando todos os monges pra fora e estabelecendo ali uma base militar. Desesperados, os monges enviam emissários às redondezas, para pedirem ajuda e avisarem do perigo. Um desses emissários é Sulien Blount, um jovem postulante do mosteiro atacado, que volta à sua região natal de Shrewsbury também para poder dar uma olhada na família que deixou para trás.</p>
<p>Família essa que era a antiga dona do campo do oleiro. Sulien inclusive vivia indo à casa de Ruald quando pequeno, e quando descobre que seu velho amigo é suspeito de ter matado a esposa, ele se apressa para vir ao xerife com um anel de prata pertencente a Generys, e uma história de fuga dela com um homem para escapar dos atacantes da região. Generys viva fugindo para o país de Gales não pode ser Generys enterrada no campo do oleiro, e o xerife e seus homens são obrigados a procurar outro suspeito e outra identidade para a morta.</p>
<p>Felizmente, com a ajuda de Cadfael, eles encontram logo um excelente candidato: um mercador ambulante, que tinha uma namorada bonitona de longos cabelos negros que fazia malabarismos na praça para entreter os participantes da Feira de São Pedro. Ele voltou à feira no ano seguinte, mas a namorada não. Alcançado pelos homens do xerife, o desesperado mercador não parece ter respostas que possam ser comprovadas sobre o paradeiro da mulher, chamada Gunnild.</p>
<p>E pouco tempo depois a própria Gunnild aparece para o xerife, provando que está viva e bem e que qualquer acusação ao mercador não pode ser sustentada. Curioso diante de uma aparição tão conveniente, Cadfael faz uma pequena investigação, só para descobrir que foi o jovem Sulien quem se deu ao trabalho de descobrir onde estava Gunnild. Que ele saísse do seu caminho para tentar inocentar um velho amigo como Ruald, todos vêem a justificativa. Já para salvar um mercador que ele nunca viu na vida as razões dele parecem menos claras e deixam o rapaz com uma aparência de culpa inegável.</p>
<p>Mesmo assim, será preciso muito mais do que investigação dos fatos e das provas (e que provas, com um corpo enterrado há mais de ano?) para que Cadfael e o xerife Hugh possam descobrir quem é a moça enterrada e como ela morreu.</p>
<p>E olha. Eu gostei. Gostei do desfecho, gostei dos personagens. Gostei da história. Mas não dá pra negar que falta alguma coisa. Talvez falte o frescor e originalidade das primeiras histórias da série (afinal, esse é o 17º volume), ou a participação mais ativa de Cadfael &#8211; que, nesse, praticamente só observa os fatos se desenrolarem e é um personagem bem passivo. O fato é que, apesar de ser um bom livro, esse fica abaixo dos excelentes Um Gosto Mórbido Por Ossos, Um Corpo a Mais e A Virgem Presa no Gelo. Mesmo assim, recomendo!<br />
<b><br />
</b><b>The Potter&#8217;s Field (1989) &#8211; </b><b>De Ellis Peters (Reino Unido) | </b><b>Série Crônicas do Irmão Cadfael Livro 17</b></p>
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		<title>The Raven in the Foregate &#124; Ellis Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 14:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ellis Peters]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Irmão Cadfael]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o padre responsável pela igrejinha de Shrewsbury morre, é responsabilidade do Abade Radulfus escolher seu sucessor. Enquanto a Abadia de São Pedro e São Paulo é uma imensa construção que recebe peregrinos de todas as partes do país, a igreja da Foregate é mais próxima da população, e o padre é como o pastor</p>
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<p>Quando o padre responsável pela igrejinha de Shrewsbury morre, é responsabilidade do Abade Radulfus escolher seu sucessor.<br />
Enquanto a Abadia de São Pedro e São Paulo é uma imensa construção que recebe peregrinos de todas as partes do país, a igreja da Foregate é mais próxima da população, e o padre é como o pastor daquelas simples ovelhas.</p>
<p>O Abade foi chamado pelo bispo para demonstrar lealdade &#8211; já que é tempo de guerra civil e a igreja tem um papel importante na confusão &#8211; e ele retorna da reunião com o Bispo e traz com ele um candidato a padre: Ailnoth, que trabalhou como secretário do bispo e veio muito bem recomendado.</p>
<p>Ailnoth traz com ele uma empregada e o sobrinho dela, o jovem Benet, que passa a trabalhar com Cadfael no herbário. Aos poucos, Cadfael repara que Benet não é bem o que parece &#8211; em vez de um jovem simples acostumado ao trabalho pesado, Benet tem uma inteligência e uma habilidade que dão outras idéias a Cadfael.</p>
<p>Enquanto isso, o Padre Ailnoth consegue o ódio da população da Foregate de forma muito rápida.<br />
Primeiro, ele se recusa a interromper sua oração para batizar uma criança que nascera quase morta, e depois, quando ele finalmente vai até a casa e a criança já morreu, se recusa a enterrar o bebê em solo sagrado por não ter sido batizado.<br />
Ele castiga os alunos da escola dominical usando a força física.<br />
Durante uma briga por espaço do jardim da igreja, ele questiona a liberdade de um fazendeiro, dizendo que pela lei era possível que ele fosse um vilão (e consequentemente &#8220;pertencente&#8221; à terra, e não dono dela).<br />
E por último, e mais gravemente, ele se recusa a receber na igreja uma moça simplória que servia de prostituta aos homens da cidade, porque ela não tinha arrependimento pelos seus atos. Desesperada, a moça se joga no lago e se mata.</p>
<p>Quando o abade fica sabendo da animosidade geral contra o padre, tenta conversar com Ailnoth, mas nada consegue. Ailnoth diz estar perfeitamente de acordo com as leis da bíblia e que não fez nada de errado.</p>
<p>Enquanto essas discussões ocorrem na abadia, Hugh Beringar, o xerife, é encarregado de encontrar dois espiões da Imperatriz Maude que teriam vindo até Shrewsbury para tentar escapar para o País de Gales. Cadfael é rápido em descobrir a possibilidade de seu jovial Benet estar envolvido nessa história.</p>
<p>Quando o padre Ailnoth é encontrado morto no lago &#8211; no mesmo lugar que a pobre prostituta havia se jogado &#8211; muitos são os suspeitos. Até mesmo Benet, que não estava onde deveria estar no momento da morte do padre (uma noite escura de natal), é suspeito do assassinato, já que Ailnoth seria um terrível inimigo se soubesse que o jovem era um espião da Imperatriz. Mas considerando que Ailnoth havia feito tantos inimigos em tão pouco tempo, parece tarefa impossível descobrir o verdadeiro culpado.</p>
<p>Eu gosto muito dos romances policiais medievais dessa autora. Desse eu gosto ainda mais por causa do personagem de Ailnoth, que se repete tanto até hoje: um homem &#8220;de Deus&#8221; que acha que sabe tudo da teoria bíblica mas ao mesmo tempo é incapaz de sentir compaixão e compreensão pelos &#8220;pecados&#8221; naturais do ser humano.<br />
O romance tradicional nos livros da autora entre dois jovens é a ligação da história com a História da Inglaterra, já que Benet é o motivo para a autora voltar a se referir à terrível guerra civil que assolou o país por tantos anos. Eu sempre gosto desse artifício dela, já que ao mesmo tempo em que cria uma história de mistério, consegue ligar os personagens a fatos reais e deixar a coisa toda mais verossímil.</p>
<p>Uma excelente leitura que é perfeita para passar o tempo, esse é um dos livros bem recomendados da autora. Vale a pena.<br />
<b><br />
</b><b>The Raven in the Foregate (1986) &#8211; </b><b>de Ellis Peters (Reino Unido)</b><br />
<b>Série Crônicas do Irmão Cadfael Livro 12</b></p>
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		<title>A Confissão do Irmão Haluin &#124; Ellis Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Dec 2012 13:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ellis Peters]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Irmão Cadfael]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. O irmão Haluin entrou para o claustro bem jovem, aos 18 anos. Vinte anos depois, ele é um cara quieto, reservado e tímido, sempre penitente e devotado. Sua principal atribuição no monastério é fazer iluminuras, pois com suas mãos delicadas ele cria figuras maravilhosas nas cópias dos textos sagrados. Mas Haluin não quer escapar</p>
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<p>O irmão Haluin entrou para o claustro bem jovem, aos 18 anos. Vinte anos depois, ele é um cara quieto, reservado e tímido, sempre penitente e devotado. Sua principal atribuição no monastério é fazer iluminuras, pois com suas mãos delicadas ele cria figuras maravilhosas nas cópias dos textos sagrados.</p>
<p>Mas Haluin não quer escapar do trabalho braçal. Quando a neve começa a fazer com que o telhado da hospedaria da abadia comece a ceder, ele também sobe no telhado para arrumar as telhas. Ocorre uma pequena avalanche e infelizmente Haluin cai lá de cima do telhado, tendo seus pés esmagados pelas telhas. Todos no monastério acreditam que ele vai morrer dos ferimentos, e o próprio abade vai até a cama do moribundo para ouvir sua confissão.</p>
<p>O irmão Cadfael, que foi o primeiro a receber o irmão Haluin na abadia, anos antes, está presente durante a confissão tanto por ser o responsável pela administração de remédios a base de ervas, quanto por solicitação do próprio Haluin.</p>
<p>A confissão do homem é dolorida e polêmica. Após fazê-la, e após ser absolvido pelo abade, Haluin relaxa e volta a dormir. Todos têm certeza de que Haluin morrerá dentro de dias. Só que isso não acontece, e aos poucos Haluin vai se recuperando. Agora ele tem um único pensamento obsessivo. Ele quer voltar para o local do crime que ele cometeu em sua juventude para pedir perdão àqueles afetados na época.</p>
<p>A terrível confissão de Haluin: ele entrou para a igreja aos dezoito anos de idade para fugir da culpa. Ele teve um caso proibido com a filha de um senhor de terras, ela engravidou. No desespero, Haluin roubou ervas abortivas do estoque do irmão Cadfael pra dar pra moça. Tanto ela quanto o bebê haviam morrido em decorrência do veneno.</p>
<p>Haluin quer a permissão do Abade para fazer uma peregrinação até as terras da mãe da garota para pedir perdão pelos seus atos. Apesar de não ser longe, os pés de Haluin foram destruídos pelas telhas, então qualquer passo é uma agonia. Para acompanhá-lo, ninguém melhor do que Cadfael, que já esteve no mundo como cruzado e marinheiro antes do claustro e é a única pessoa além do abade a saber da terrível confissão do colega.</p>
<p>Mas a peregrinação de Haluin leva a uma volta ao passado que nem todas as pessoas envolvidas desejava, muito menos a mãe da garota, que hoje vive sozinha na mansão da família.</p>
<p>Esse romance policial medieval é interessante especialmente pela forma como o problema é colocado frente ao leitor: a princípio, temos apenas a confissão do homem ferido, que leva a um evento no passado que já foi encerrado e com pouca relação com o presente.</p>
<p>As coincidências durante a história acontecem, claro, mas não são tão abismais a ponto de estragarem tudo. O mistério vai se revelando e me deixou interessada até o final, mesmo que eu descobrisse logo como tudo ia terminar.</p>
<p>Haluin é um personagem interessante. Ele não é estereótipo do jovem espantado que geralmente acompanha Cadfael. Ele é um personagem mais complexo do que o esperado, considerando o tipo de profundidade que acaba acontecendo nesses livros.</p>
<p>De qualquer forma, uma excelente leitura e um policial mais do que recomendado.</p>
<p><b>Título original: The Confession of Brother Haluin </b><b>(1988)</b><br />
<b>De Ellis Peters (Reino Unido)</b><br />
<b>Crônicas do Irmão Cadfael Livro 15</b></p>
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		<title>O Noviço do Diabo &#124; Ellis Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Nov 2012 21:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ellis Peters]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Irmão Cadfael]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Meriet Aspley é um jovem que resolve entrar para o monastério. Cadfael, o monge que sempre se interessa por pessoas que entram para a clausura mais tarde na vida &#8211; até porque foi isso que ele fez &#8211; a princípio apenas nota que Meriet e seu pai Leoric não concordam na questão do rapaz entrar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Meriet Aspley é um jovem que resolve entrar para o monastério. Cadfael, o monge que sempre se interessa por pessoas que entram para a clausura mais tarde na vida &#8211; até porque foi isso que ele fez &#8211; a princípio apenas nota que Meriet e seu pai Leoric não concordam na questão do rapaz entrar ou não para o serviço do Abade.</p>
<p>Mas depois, quando o jovem começa a ter pesadelos perturbados e perturbadores, onde grita e esperneia, sem lembrar de nada depois, Cadfael começa a se perguntar se o jovem entrou para o monastério para fugir de alguma coisa.</p>
<p>Os outros noviços, assustados e inexperientes, murmuram que Meriet está possuído pelo demônio.</p>
<p>Enquanto isso, o rei Stephen e a imperatriz Maude continuam na luta pelo trono da Inglaterra, mas estão num momento de passageira trégua, ambos reunindo forças por todos os territórios do reino.</p>
<p>O bispo de Winchester enviou um emissário ao norte da Inglaterra para descobrir quais as alianças dos nobres da região, mas Peter Clemence, o tal emissário, sumiu logo após ter passado por Shrewsbury.</p>
<p>Hugh Beringar, o xerife, grande amigo de Cadfael, não demora para descobrir que o último lugar em que Clemence passou a noite foi na mansão de Leoric Aspley &#8211; dois dias antes do jovem Meriet se jogar no monastério.</p>
<p>O abade Radulfus, que também não é bobo, manda o Cadfael até a mansão Aspley para mencionar os problemas que Meriet anda tendo e causando, e pede para o seu monge-detetive para descobrir se há algo em Aspley que indique o paradeiro de Peter Clemence.</p>
<p>Nesse policial medieval, o suspense &#8220;pequeno&#8221; e pessoal de Meriet une-se ao problema bem maior da guerra civil.  Além disso, a autora trabalha bem a dualidade entre os dois irmãos. Meriet, o mais novo, é o mais baixo, o mais fraco e o mais introspectivo, e por isso o menos favorito do pai. Isso faz com que as opiniões do pai mudem muito a respeito dele, e não posso deixar de admirar a sensibilidade da autora em lidar com problemas pessoais dos personagens e problemas sociais na Inglaterra ao mesmo tempo.</p>
<p>Um romance policial medieval dos melhores, esse livro tem uma resolução crível e inteligente e um enredo que envolve.<br />
Excelente para os que curtem o gênero.</p>
<p><b>The Devil&#8217;s Novice </b><b> (1983) &#8211; </b><b>De Ellis Peters (Reino Unido)</b><br />
<b>Crônicas do Irmão Cadfael &#8211; Livro 8</b></p>
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		<title>The Leper of Saint Giles &#124; Ellis Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Oct 2012 02:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ellis Peters]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Irmão Cadfael]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Finalmente! Um livro do Cadfael em que  eu concordo com o que acontece no final! Tava cansada de concordar com os assassinos que a autora inventava &#8211; ou ver que os personagens perdoavam o crime por um motivo qualquer. Nesse livro duas coisas que eu gosto muito acontecem: eu não simpatizava com a pessoa que morreu</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Finalmente! Um livro do Cadfael em que  eu concordo com o que acontece no final! Tava cansada de concordar com os assassinos que a autora inventava &#8211; ou ver que os personagens perdoavam o crime por um motivo qualquer.</p>
<p>Nesse livro duas coisas que eu gosto muito acontecem: eu não simpatizava com a pessoa que morreu e muito menos com o assassino no final. Daí ficou muito mais fácil gostar do livro.</p>
<p>Na Inglaterra do século XII, o Rei Stephen e sua prima, a Imperatriz Maud, estão lutando pela coroa inglesa. Nesse bafafá todo, o casamento de um lorde riquíssimo com uma ainda mais rica herdeira não é de pouca importância, pois aquele que controlar as terras pode bem mudar o curso da batalha.</p>
<p>Mas aí tem umas coisas chatas no meio. Iveta, a herdeira, apesar de ser de uma família de famosos cruzados, tem apenas dezoito anos. E o noivo, Huon de Domville, é um aristocrata de sessenta anos, duro e grosso, que já foi casado antes e vê o casório como apenas mais um bom negócio, já que Iveta traz uma série de boas terras com ela na barganha.</p>
<p>Tem também Joscelin, o escudeiro de Huon, que é jovem, bem apessoado, de boa família, e completamente apaixonado por Iveta. Ele está convencido de que ela vai ser obrigada a casar pelo seu guardião, Godfrid Picard, o tio de Iveta, e que isso deveria ser impedido. Porém, como seu senhor é muito mais poderoso que ele, não há muito o que ele possa fazer.</p>
<p>Sabendo do interesse da sobrinha por Joscelin, Godfrid arma com Huon de desacreditar o jovem, que é despedido e ainda acusado de roubo. Joscelin foge dos homens do xerife e Iveta parece conformada com seu destino de se casar com um homem que poderia ser seu pai.</p>
<p>Tudo seria apenas uma história de amor triste, se não fosse o fato de que, na noite antes do casório, o noivo sai pra cavalgar e não volta mais. O irmão Cadfael, responsável pelo herbário e o  especialista em mortes matadas &#8211; por ter vivido como cruzado e marinheiro antes de virar monge &#8211; descobre que Huon caiu do cavalo porque trombou com uma corda estendida entre duas árvores, bem na trilha onde ele estava passando, e depois estrangulado.</p>
<p>Claro que o maior suspeito de ter matado o cara é o Joscelin, que, apesar de Iveta revelar que seu tio tinha mentido pra ela para convencê-la a se casar, não tem como provar sua inocência.</p>
<p>No desespero, Joscelin foge para onde ninguém ousará procurá-lo: no hospital para leprosos de São Giles, que fica nas redondezas.</p>
<p>Enquanto Cadfael tenta descobrir onde Huon passou a noite antes de morrer, Joscelin aprecia a boa companhia são os leprosos, e vira amigo do garoto Bran &#8211; que parece não ter a doença &#8211; e do velho Lazarus &#8211; que parece não ter mais a doença.</p>
<p>Foram várias as coisas que colocaram esse livro na lista dos meus favoritos da série. O casalzinho não é dos mais gostáveis, já que Iveta é uma apática e Joscelin é perfeito demais.<br />
Mas o que sempre me fascina nos livros da autora é como ela relaciona os acontecimentos privados na vida dos personagens com o que acontece no resto do mundo.<br />
E no resto do mundo existem os leprosos.<br />
E a lepra era uma doença das mais piores do mundo na época, porque você não podia mais ter contado com ninguém e ainda por cima perdia partes do corpo aos poucos.<br />
Lázaro, o velho que fica amigo de Joscelin, é um dos melhores personagens de todos os livros da autora &#8211; o título, inclsive, se refere a ele.</p>
<p>A lepra ainda existe hoje, por incrível que pareça, mas na época, quando não existia cura, a coisa era muito séria. A conversa do Cadfael com o Joscelin, de &#8220;o que você faria se um leproso te estendesse a mão &#8211; e se você estivesse pendurado num penhasco&#8221;, pode ser usada hoje em qualquer situação de doença contagiosa séria, e deixa o livro mais atual.</p>
<p>O final do livro, como eu já falei, e do qual nem vou dar spoiler, também ajuda muito. Como um todo, é um dos melhores romances policiais medievais e um dos melhores da autora.</p>
<p>Vale muito a pena.<br />
<b><br />
</b><b>The Leper of St. Giles (1981) </b><b>de Ellis Peters (Reino Unido)</b><br />
<b>Crônicas do Irmão Cadfael Livro 5</b></p>
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		<title>O Resgate do Morto &#124; Ellis Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2012 18:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ellis Peters]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Irmão Cadfael]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A guerra civil continua assolando a Inglaterra do século XII. A imperatriz Maude e o Rei Stephen se digladiam pelo trono, e no meio de tudo, os nobres poderosos espalhados pela terra tentam tomar proveito da situação. Um deles é Cadwaladr ap Gruffydd, lorde galês que, prevendo os espólios do ataque, se une ao exército</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra civil continua assolando a Inglaterra do século XII. A imperatriz Maude e o Rei Stephen se digladiam pelo trono, e no meio de tudo, os nobres poderosos espalhados pela terra tentam tomar proveito da situação.</p>
<p>Um deles é Cadwaladr ap Gruffydd, lorde galês que, prevendo os espólios do ataque, se une ao exército da imperatriz e entra na briga, na famosa batalha de Lincoln.</p>
<p>Nessa batalha fatídica, Gilbert Prestcote, o xerife de Shropshire, é capturado pelos galeses.</p>
<p>Na mesma semana, os galeses atacam um convento em Godric&#8217;s Ford. As freiras, no entanto, já prevendo o ataque, pedem ajuda aos homens que vivem nas florestas, colocam armadilhas em volta dos muros, enchem o rio de espetos e conseguem segurar o ataque.</p>
<p>Um dos atacantes que achavam ter se afogado no rio mas que depois se mostrou bem vivo, é um descendente de Cadwaladr, um jovem nobre galês que pode bem ser trocado pelo xerife de Shropshire.</p>
<p>Sabendo disso, o xerife substituto, Hugh Beringar, manda seu amigo, o monge Cadfael, até o País de Gales, para tentar convencer o rei galês a fazer a troca.</p>
<p>No entanto, Cadfael, um velho monge que já viveu muito nesse mundo, está interessado é no drama de quatro jovens pessoas: pois Elis, o jovem nobre galês, é atingido por um raio quando vê Melicent pela primeira vez  e pouco se importa que ela seja a filha do xerife Prestcote &#8211; ele se apaixona perdidamente por ela.</p>
<p>Em Gales, Cadfael conhece a prometida de Elis, a bela Cristina, que parece bem mal humorada que Elis tenha sido capturado e que Eliud, irmão de criação de Elis, se ofereça para ser a garantia da troca entre reféns.</p>
<p>Felizmente, então, Cadfael consegue conversar com o rei de Gales, a troca é combinada, e Eliud é levado, junto com Prestcote, até a cidade de Shrewsbury, onde Melicent e Elis se desesperam: ela sabe que o pai nunca consentirá que ela se case com um galês, e ele sabe que no momento em que o pai dela chegar ele terá de partir para Gales pra sempre.</p>
<p>O xerife chega, ferido da batalha e fraco, e é levado à enfermaria da Abadia, enquanto os emissários do rei de Gales e o xerife substituto almoçam com o Abade Radulfus.<br />
E quando Cadfael entra novamente na enfermaria, o xerife está morto.</p>
<p>Não devido a um ferimento. Não devido à exaustão. Mas sim devido a um pano colocado no seu rosto, sufocando-o.</p>
<p>Agora é a vez de Hugh Beringar entrar em ação, pois um incidente internacional pode acontecer: a não ser pelos emissários oficiais do rei de Gales, que almoçavam com o abade, todos os outros são suspeitos, dos escudeiros galeses aos próprios monges; passando por Eliud e especialmente Elis, que é acusado por Melicent na frente de todos de ter matado o pai dela para poder se casar com ela.<br />
Hugh não chega a levar a moça muito a sério, mas vai precisar de todos os poderes de observação, dedução e galês de seu amigo Cadfael para resolver esse caso.</p>
<p>Esse é um dos livros mais divertidos da autora, por ter um Cadfael interessado nas vidas dos jovens amantes, por ter a guerra civil tão próxima à trama, por ter Owain Gwynedd, o rei de Gales, que eu adoro, e, finalmente, por ter a irmã Madgdalen, ex-cortesã, fazendo uma ponta que rouba a cena.</p>
<p>Um romance policial medieval muito competente, o livro só peca pelo final, que achei meio bobo, mas que não chega a estragar todo o livro. Eu não sou galesa como Cadfael e não sou assim tão forgiving com os criminosos como ele foi.<br />
<b><br />
</b><b>Dead Man&#8217;s Ransom &#8211; </b><b>de Ellis Peters &#8211; </b><b>Crônicas do Irmão Cadfael Livro 9</b></p>
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		<title>O Pardal do Santuário &#124; Ellis Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Aug 2012 23:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ellis Peters]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Irmão Cadfael]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Faz tanto tempo que eu não leio um livro que quase tinha me esquecido de quão emocionante é chegar no finalzinho de um policial e querer saber logo o que vai acontecer. Por estar super acostumada com o jeito dessa autora escrever, essa história teve momentos que eu já esperava &#8211; mesmo que o assassino</p>
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<p>Faz tanto tempo que eu não leio um livro que quase tinha me esquecido de quão emocionante é chegar no finalzinho de um policial e querer saber logo o que vai acontecer.<br />
Por estar super acostumada com o jeito dessa autora escrever, essa história teve momentos que eu já esperava &#8211; mesmo que o assassino tenha sido uma completa surpresa.<br />
Na Inglaterra do século XII, o irmão Cadfael é um monge da abadia de Shrewsbury que, por sua experiência mundana como cavaleiro nas cruzadas, é o especialista da região quando se trata de mortes misteriosas.</p>
<p>Mesmo que o caso em questão não tenha envolvido uma morte, Cadfael ainda assim se mostra imensamente interessado.<br />
O ourives, pai do noivo, foi guardar o dote da noiva no seu cofre particular durante a festa de casamento quando foi golpeado na cabeça por um assaltante desconhecido, que levou todo o dinheiro.<br />
O acusado do crime é um músico itinerante, que, segundo os presentes na festa, tinha ficado muito bravo por ter sido jogado pra fora da casa sem pagamento, após ter quebrado um vaso da matriarca da família durante uma apresentação de malabares.<br />
O garoto foge dos embriagados convidados que querem linchá-lo e vai se refugiar na igreja, protestando inocência. O abade acolhe o garoto em santuário, fazendo assim com que os acusadores precisem esperar quarenta dias até que possam por as mãos nele.<br />
Cadfael, sempre atento à tudo, ficou bastante impressionado &#8211; positivamente &#8211; com o acusado, e se convence desde o início da sua inocência.</p>
<p>A partir daí se inicia a investigação de quem, além do músico, poderia ter golpeado o ourives e levado o dinheiro. Dali a poucas noites, o funcionário fofoqueiro do ourives é encontrado afogado no rio que corta a cidade, e Cadfael é rápido em descobrir que aquilo foi de fato um assassinato.</p>
<p>A história se desenvolve de forma bastante emocionante, mesmo que em alguns momentos eu adivinhasse o que ia acontecer &#8211; mesmo que não totalmente. Exemplo: Cadfael sai para dar um passeio de manhã e resolve passar pelas margens do rio. Eu penso: vai ter um afogado! E aí tinha mesmo. Mas eu achava que ia ser o filho do ourives, não o empregado. Sabe assim?</p>
<p>Mas enfim. Eu gostei do livro como um todo, o problema foi o final. Contém <strong>spoilers!</strong><br />
Foi muito difícil não ficar do lado da Suzanna, depois de tudo o que ela passou. A autora descreve o pai dela como sendo um cara tão desprezível e ela uma mulher tão forte que eu fiquei torcendo pra ela conseguir escapar com o namorado e o filho. E a autora quis assim mesmo, com aquele bláblá sobre a esperança e as orações de Rannilt e Lilliwin serem suficientes para absolver os pecados da Suzanna. Mas o fato é que a melhor personagem do livro é ela: a personagem mais trágica e mais forte de todas, com quem eu simpatizei desde o início e até o final. O livro não ficou pior por causa dela, muito pelo contrário. Mas bem que a autora podia ter achado um final igual o do Monk&#8217;s Hood, em que o assassino foge.<br />
Fim dos <strong>spoilers</strong>.</p>
<p>No fim das contas é um dos livros bons da autora. Eu demorei pra engrenar na leitura, mas quando foi, não consegui mais largar. Um excelente policial histórico para os que curtem o gênero.</p>
<p>The Sanctuary Sparrow (1983) | <i>As Crônicas do Irmão Cadfael &#8211; Livro 7</i></p>
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		<title>A Virgem Presa no Gelo &#124; Ellis Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 May 2012 10:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ellis Peters]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Irmão Cadfael]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ano é 1139. O rei Stephen e sua prima, a imperatriz Maude, estão em guerra pelo trono da Inglaterra. O exército da imperatriz atacou Worcester, e os fugitivos pedem abrigo nas cidades mais próximas, incluindo Shrewsbury, leal ao rei Stephen. Um monge da abadia de Worcester vai até Shrewsbury procurando por alguns desses fugitivos:</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ano é 1139. O rei Stephen e sua prima, a imperatriz Maude, estão em guerra pelo trono da Inglaterra. O exército da imperatriz atacou Worcester, e os fugitivos pedem abrigo nas cidades mais próximas, incluindo Shrewsbury, leal ao rei Stephen.<br />
Um monge da abadia de Worcester vai até Shrewsbury procurando por alguns desses fugitivos: um casal de irmãos e uma freira que os acompanhava. As crianças, ele com treze anos e ela com dezoito, são sobrinhos de um cruzado recém chegado da Terra Santa&#8230; que jurou fidelidade à imperatriz.</p>
<p>É aí que começa mais uma aventura do irmão Cadfael, ex cruzado que se torna monge na meia idade e usa sua vivência no mundo para resolver os problemas que aparecem na cidade de Shrewsbury.</p>
<p>Eu gostei muito do livro, já que além de ser um romance policial dos mais competentes é também um excelente livro de aventura. A guerra civil é uma ameaça constante, com todos os perigos que ela representa &#8211; quando dois reis brigam pelo trono, é comum que outros nobres resolvam não apoiar ninguém além de a si próprios.</p>
<p>É um desses nobres que anda saqueando a região de Shrewsbury e que é peça central na tentativa de recuperar os nobres irmãos Hugonin: ela, bonita e independente, ciente das suas falhas e das suas fraquezas mas incapaz de se manter quieta num mesmo lugar por muito tempo; ele, moleque, orgulhoso e irritadíssimo com as atitudes da irmã.</p>
<p>Entre os dois, o velho Cadfael, que os compreende bem demais, tenta ajudá-los da melhor forma possível: as crianças têm um protetor, um jovem cavaleiro que serve ao tio delas, mas por ele estar do lado da imperatriz, ele certamente será preso se for avistado. Cadfael tem seus próprios motivos para não querer o charmoso Oliver preso.</p>
<p>E permeando tudo isso temos a trama de mistério: irmã Hilaria, a jovem freira que acompanhava os irmãos, é encontrada morta num riacho congelado, e ninguém sabe quem é o culpado. O monge que foi o último a vê-la viva foi atacado por salteadores e mal sabe quem é.</p>
<p>Os desencontros nos campos congelados pelo inverno e os ataques dos salteadores fazem com que a trama não tenha um segundo de descanso, e tanto o Irmão Cadfael quanto Hugh Beringar ficam divididos entre os ataques dos salteadores, o sumiço dos dois jovens e a morte da jovem freira.</p>
<p>Um excelente livro de mistério medieval que fica mais interessante a cada página.</p>
<p>The Virgin in the Ice (1982) de Ellis Peters | <i>As Crônicas do Irmão Cadfael &#8211; Livro 6</i></p>
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		<title>A Rosa Ferida &#124; Ellis Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 May 2012 15:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ellis Peters]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Irmão Cadfael]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É de conhecimento de todos que a bela viúva Perle doou sua melhor propriedade à Abadia de São Pedro e São Paulo em Shrewsbury. A condição para que o contrato seja mantido é que todo ano, na primavera, uma rosa branca da roseira atrás da casa seja entregue à moça como aluguel. Há três anos,</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p><span style="font-size: 18px; line-height: 28.8px;">É de conhecimento de todos que a bela viúva Perle doou sua melhor propriedade à Abadia de São Pedro e São Paulo em Shrewsbury.</span></p>
<p>A condição para que o contrato seja mantido é que todo ano, na primavera, uma rosa branca da roseira atrás da casa seja entregue à moça como aluguel.</p>
<p>Há três anos, desde que perdeu seu marido e seu filhinho, Judith Perle se dedica integralmente ao seu próspero negócio de tecidos e calmamente recusa todos os pedidos de casamento que recebem. Os mais insistentes são o velho tingidor da cidade, que de forma prática oferece a união dos negócios de ambos através do casamento, o jovem empregado de Judith, que acredita poder subir na vida através do casamento; e o jovem Hynde, filho de um dos maiores fazendeiros da cidade, que está no entanto sem fundos por ter sua mesada cancelada após certas estripulias.</p>
<p>A tudo isso o Irmão Cadfael, herbalista da Abadia, assiste com complacência.<br />
Mas o jovem Irmão Eluric, encarregado de entregar o aluguel da rosa branca todos os anos, pede para parar de ter essa tarefa pois está apaixonado pela viúva e não consegue se aproximar dela sem pensar em pecado.</p>
<p>Cadfael, como testemunha do contrato da viúva Perle com a Abadia, é chamado pelo Abade e ambos resolvem que será melhor para todos se o ultra-devoto Eluric, um garoto que foi entregue à vida monástica aos três anos de idade e nunca havia se aproximado tanto de uma mulher, deixar de ter essa tarefa e outro for o responsável.<br />
É decidido que o ferreiro Niall, que ocupa agora a propriedade doada por Judith, será o encarregado de entregar a rosa.</p>
<p>Naquela noite, Eluric é encontrado morto ao lado da roseira destruída.<br />
E naquela tarde a viúva Perle desaparece completamente, levando o xerife Hugh Beringar e todos os homens da cidade numa busca frenética: se a rosa branca não for entrege à viúva no dia de Santa Winifred, o contrato com a Abadia será anulado e mais da metade da fortuna da viúva voltará a ser dela &#8211; fazendo com que ela valha o dobro como noiva.</p>
<p>Essa história, que não deixa de ser mais um romance policial, se passa na Inglaterra do século XII e o detetive é o próprio Irmão Cadfael, monge de meia idade que tem uma enorme vantagem sobre seus colegas de claustro: ele se dedicou à vida monástica apenas após ter passado quarenta anos no mundo, como marinheiro, guerreiro e cruzado na Terra Santa. A experiência que ele trouxe dos avançados árabes não só serve para ajudá-lo na sua tarefa de herbalista e médico como também na criminalística possível da época: comparação de pegadas e rastros, medição de casas para descobrir quartos secretos e a boa e velha dedução.</p>
<p>A autora é obviamente uma romântica de marca maior, e enquanto Cadfael já teve seu tempo no mundo e já teve seus romances, os jovens &#8211; nesse caso, não tão jovens assim &#8211; sempre têm sua chance. Os personagens, ao contrário de muitos dos livros policiais pela aí, recebem um tratamento cuidadoso, sendo possível vê-los diante dos nossos olhos mesmo com a mais breve das descrições.</p>
<p>Um livro excelente tanto para aqueles que gostam de romances policiais quanto para os que gostam dos livros com uma pitada de história &#8211; a autora, Edith Pargeter, era historiadora e se especializou na época da guerra civil inglesa que colocou o Rei Stephen contra sua prima Imperatriz Maud pelo torno de Inglaterra e Normandia.</p>
<p>The Rose Rent (1997) de Ellis Peters. Série Crônicas do Irmão Cadfael Livro 13</p>
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