Miss Marple ganha uma viagem de presente de seu sobrinho, o famoso escritor Raymond West. Ela resolve ir a um lugar que a encantou quando era criança, o chiquérrimo Hotel Bertram.
Mais de cinquenta anos depois, para sua alegria, o charmoso Bertram continua o mesmo: o luxuoso chá das cinco, as poltronas ultra confortáveis no salão de entrada, os quartos que parecem antigos mas têm todas as vantagens da vida moderna… Tudo isso a impressiona positivamente.
Mas algo parece fora do lugar. É tudo perfeito demais. Muitos dos hóspedes são exatamente o tipo de pessoa que se esperaria num hotel daquele, mas como será que eles estão pagando pela estadia? Miss Marple não tem ilusões de que se não fosse sobrinho rico, ela nunca teria dinheiro para estar ali. Ela sabe que conforto moderno com aparência de antigo deve ser caríssimo de manter.
Bess Sedgwick, no entanto, certamente tem dinheiro para se hospedar no Bertram. Mas é também o último lugar onde Miss Marple esperaria ver a famosa aventureira, que foi casada várias vezes, já foi motorista de corrida e de piloto de avião.
O livro então mostra que outras coisas andam acontecendo. Um idoso cônego desaparece misteriosamente, audaciosos roubos são cometidos por toda a Inglaterra e, numa noite de nevoeiro, o porteiro do Bertram é baleado.
A polícia é chamada, e Miss Marple não hesita em oferecer sua preciosa ajuda, já que sua principal atividade é observar a natureza humana.
Eu sempre gostei muito desse livro especialmente por poder imaginar tão vividamente o Hotel Bertram. A própria autora parece um pouco triste de que esse tipo de hotel não exista mais – ela não tem ilusões, assim como Miss Marple, de que um estabelecimento desses conseguisse sobreviver nos dias de hoje. Mas ela sonha, e eu até acredito que ela tenha usufruído de um hotel desses quando menina, no início do século passado.
Mas a trama policial, em si, é um pouco irregular. A história fica confusa com tanta coisa espalhada acontecendo. O final é pouco convencional em se tratando da Agatha Christie. No entanto, no fim das contas, o personagem mais interessante da trama é o próprio hotel Bertram.
At Bertram’s Hotel (1965) de Agatha Christie | Miss Marple #10


É um bom livro, apesar de não ter gostado do desfecho… esperava que o “pai” – Davy, fizesse mais a respeito dos crimes que rodeava Londres, e que não ficasse uma coisa tão aberta a respeito de Elvira… mas o começo do livro foi D+, com tds aquelas descrições de locais do hotel e personagens, que é claro q eram perfeitos d+, só podiam ser atores…Enfim, um livro bom de Agatha Christie!!!