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	<title>The Dark Elf Trilogy Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<title>The Dark Elf Trilogy Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Sojourn &#124; R. A. Salvatore</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 22:59:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Então a gente tem que lembrar que esse livro é na verdade um prequel. Ou seja, foi escrito depois mas acontece antes. E isso acaba prejudicando um pouco a narrativa. Enquanto os primeiros livros da série, Homeland e Exile, falam da vida fascinante de Drizzt Do&#8217;Urden, o elfo negro, nas profundezas da terra, esse aqui</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Então a gente tem que lembrar que esse livro é na verdade um <i>prequel. </i>Ou seja, foi escrito depois mas acontece antes. E isso acaba prejudicando um pouco a narrativa.</p>
<p>Enquanto os primeiros livros da série, <a title="Homeland" href="http://adevoradoradelivros.com.br/homeland-ra-salvatore/" target="_blank" rel="noopener">Homeland</a> e <a title="Exile" href="http://adevoradoradelivros.com.br/exile-ra-salvatore/" target="_blank" rel="noopener">Exile</a>, falam da vida fascinante de Drizzt Do&#8217;Urden, o elfo negro, nas profundezas da terra, esse aqui mostra o que acontece quando ele finalmente resolve ir para a superfície.</p>
<p>Nos livros anteriores aprendemos que os drows é tudo gente malvada; que a mãe dele matou o pai dele num ritual e depois transformou-o em zumbi pra matar o Drizzt; que a deusa aranha rainha maléfica não gostou que Drizzt fugiu e exigiu retribuição; por isso a família dele fará de tudo para destruir Drizzt para apaziguar a deusa.</p>
<p>Também aprendemos que nenhum outro povo nas cavernas vai aceitar Drizzt, primeiro porque ele está sendo perseguido pela sua família, segundo porque ele é a droga de um drow, e drows são maus e pronto. Mesmo que Drizzt seja bonzinho de doer. Ninguém confia num drow.</p>
<p>Aí então Drizzt decide ir à superfície. E é lógico que Drizzt além de ser bonzinho pra caramba é também dado a ser mártir, então em vez de dormir de dia e sair à noite, que é o que seus olhos aguentam, ele resolve ficar todo dia olhando pra luz meio que pra se punir. Eu sei, ele não fez nada de errado, mas ele quer extirpar os pecados do seu povo maligno, entenderam? Pois é. O resto da narrativa apresenta diversos personagens mais interessantes do que ele, e eles acabam sustentando a história, mas o que fica no final é, de novo, o fato do Drizzt se arrepender por coisas que ele não fez.</p>
<p>Além disso, como todo mundo teoricamente já sabe mais ou menos a história de Drizzt na superfície pelos outros livros &#8211; que foram publicados antes mas acontecem depois &#8211; o autor não pode tomar muitas liberdades. Então tem que aparecer Silverymoon, e Bruenor, e Falconhand, e Mielikki.</p>
<p>Às vezes parece tudo tão rápido que dá a impressão de que o autor nem pensou direito no que fazer além de colocar os personagens na história, e isso acaba atrapalhando a narrativa.</p>
<p>Então mesmo que a história seja envolvente, que a ação e fantasia sejam bem construídas e o fato de os coadjuvantes compensarem a falta de sal do personagem principal, o livro fica abaixo dos outros dois.</p>
<p><strong>Sojourn (1991) de R. A. Salvatore. The Dark Elf Trilogy Book 3</strong></p>
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		<title>Exile &#124; R. A. Salvatore</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 09:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[R.A. Salvatore]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Drizzt Do&#8217;Urden é um elfo negro que nasceu em uma cidade que fica dentro de uma caverna. A cidade é imensa, a caverna maior ainda, e os túneis desse complexo se espalham pelo subterrâneo de quase todo o continente do mundo fantasioso onde a história se passa. Drizzt é um cara bom. Mas bom mesmo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: left;">Drizzt Do&#8217;Urden é um elfo negro que nasceu em uma cidade que fica dentro de uma caverna. A cidade é imensa, a caverna maior ainda, e os túneis desse complexo se espalham pelo subterrâneo de quase todo o continente do mundo fantasioso onde a história se passa.</div>
<div></div>
<div>Drizzt é um cara bom. Mas bom mesmo. Sempre. Com todo mundo. Mas ele é um dos <em>drow</em>, os elfos negros das cavernas, isso acaba sendo um problema, já que os drow são uma sociedade inteiramente maligna, onde o ganho pessoal justifica qualquer atitude, a tortura é a maior forma de diversão e a humilhação do outro é algo mais do que comum. Pra se ter uma ideia, a palavra &#8216;consciência&#8217; nem sequer existe na língua dele.</div>
<div></div>
<div>No primeiro livro da série, vemos como o protagonista se descobre bonzinho no meio de tanta gente má, e como ele finalmente consegue fugir das garras da sua família maléfica.</div>
<div></div>
<p>E agora vemos o que acontece quando ele começa a se aventurar pela enorme caverna nas profundezas do mundo, chamada pelos locais de <em>Underdark</em>.</p>
<p>O livro é muito legal. A caracterização das aventuras fantásticas pelas quais Drizzt passa junto com os amigos que faz pelo caminho é muito boa; o autor realmente sabe descrever cenas empolgantes &#8211; e elas não faltam, indo de lutas em pontes de pedra sobre lagos de ácido até encontros não amistosos com telepatas devoradores de cérebros.</p>
<p>Só o Drizzt que me enche o saco. Já no primeiro livro fiquei incomodada com a moralidade perfeita do cara, mas aqui ele fica <em>pensando muito</em>. Exemplo: No meio de suas viagens, ele encontra um <em>hook horror</em>, um monstrengo imenso nojento e feroz. Eles lutam e o monstro começa a falar. Como <em>hook horrors</em> não falam, ele acha estranho, e acaba descobrindo que o bicho é na verdade um <em>pech</em>, uma criatura amável e pacífica, transformada em <em>hook horror</em> por um mago maligno. Por que um mago quis punir uma pessoa transformando-a num monstro imenso capaz de esmagar o mago com o mindinho é algo que aparentemente nunca vamos saber.</p>
<p>Bom, é claro que Drizzt fica amigo do tal <em>hook horror</em>, apelidando-o de Clacker e tudo o mais. Mas não se passa uma cena sem que Drizzt veja o problema de Clacker e <i>se sinta culpado</i>. Devido que  Drizzt também tem um lado selvagem que faz com que ele <i>mate monstros, </i>pra se proteger. E porque ele um dia <i>matou alguém da própria raça</i>, mesmo que em legítima defesa. E também teve um dia <i>o irmão dele</i> cortou fora as mãos de um outro personagem. E toda hora tá o Drizzt pensando nessas coisas tensas. (conflitado? de leve) Sacaram o tipo de personagem do Drizzt, né?</p>
<p>O livro também mostra como Drizzt descobre que nem todas as raças são malignas como os drow, mostra como sem querer suas ações são responsáveis pela destruição da sua família por outros drow em sua cidade natal, e como sua mãe ainda acha tempo pra fazer uma última maldade contra ele: ela revive o corpo do pai de Drizzt, sacrificado por ela em homenagem à deusa maligna dos drow, e coloca o zumbi atrás do filho. Lembrando sempre que o pai de Drizzt, Zaknafei Do&#8217;Urden (melhor personagem <i>de todos</i>) era o único drow que compartilhava da moralidade boa de Drizzt e o cara que ensinou pra ele tudo que ele sabe.</p>
<p>Entre as aventuras, os coadjuvantes como Belwar Dissengulp que é <i>muito maneiro</i> e Gwenwhiwar (sei lá como escreve) que é a pantera mágica de Drizzt, o livro se sustenta, e é uma boa continuação da história do elfo negro mais conhecido de Forgotten Realms.</p>
<p>PS &#8211; Só pra lembrar que eu falei da problemática dos drow na postagem sobre o primeiro livro, quem quiser polêmicas cola lá.</p>
<p><strong>Exile (1990) de R. A. Salvatore. Série Forgotten Realms: The Dark Elf Trilogy Livro 2</strong></p>
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		<title>Homeland &#124; R. A. Salvatore</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 May 2010 17:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[R.A. Salvatore]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine uma sociedade onde o lema é &#8220;não seja pego&#8221;. Onde você pode cometer o crime que quiser desde que ninguém tenha provas de que você o cometeu. Onde o poder é o desejo de todos. Se  você for incapaz de se livrar das evidências do seu crime, você vai ser sumariamente executado, e sua</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine uma sociedade onde o lema é &#8220;não seja pego&#8221;. Onde você pode cometer o crime que quiser desde que ninguém tenha provas de que você o cometeu. Onde o poder é o desejo de todos. Se  você for incapaz de se livrar das evidências do seu crime, você vai ser sumariamente executado, e sua alma obrigada a servir a deusa aranha rainha maligna.</p>
<p>Imagine famílias onde os irmãos e irmãs se assassinam entre si para ficar com a melhor posição hierárquica. Onde as crianças são ensinadas com o &#8220;auxílio&#8221; de chicotes de pontas envenenadas. Onde a vida gira em torno de planos para assassinatos, traições e guerras.</p>
<p>Imagine uma sociedade onde as mulheres governam com punho de ferro. Uma sociedade matriarcal maléfica em que as mulheres são maiores, mais fortes e mais inteligentes do que os homens, os quais são sempre vistos como inferiores, meros reprodutores descartáveis.</p>
<p>As matronas são também líderes da igreja de uma deusa implacável, que transforma seus seguidores desobedientes em monstros. Apenas mulheres podem ser sacerdotisas na igreja, os homens tem o trabalho menos honrado de lutar e morrer nas incontáveis batalhas da região. As famílias nobres são geneticamente superiores às pessoas comuns, escravizam outras raças e estão em eterna guerra e conspiração expansionista.</p>
<p>Essa é a sociedade onde nasceu Drizzt Do&#8217;Urden, um garoto de família nobre que é criado para ser um super soldado.</p>
<p>Voltando à vida real, agora. Era uma vez um jogo de rpg de fantasia, que tinha um cenário de aventuras bastante popular. Um dia publicaram uma série de livros com personagens icônicos que se passava nesse cenário de aventuras. <em>Icewind Dale Trilogy</em> fez sucesso entre aquele nicho de consumidores. Os personagens eram o que era de se esperar: o anão guerreiro, o humano de uma tribo de bárbaros do norte, o halfling falastrão e gatuno, a moça que está lá pra ser a moça do grupo. Normal. E aí teve um personagem que não era tão normal: Drizzt Do&#8217;Urden.</p>
<p>Dentro desse cenário de aventura fantasiosa que era inspirado por O Senhor dos Anéis, tinha lógico os de sempre: elfos e anões e halflings do Tolkien, os humanos passeando, lutas de espada, minas perdidas, todo o resto. Mas também inventaram uma raça nova: os <em>drow</em>, os elfos negros, que vivem nas profundezas do mundo, são todos malvados e corruptos, e claro que vivem numa sociedade matriarcal, e por acaso são todos de pele escura.</p>
<p>Historicamente os drow tinham aparecido na primeira edição de Dungeons &amp; Dragons, de 1977, na parte sobre elfos do Livro dos Monstros, mas eram só mencionados assim por cima. Quando foram colocados como uma força maléfica inteligente e poderosa nas aventuras <em>Against the Giants, </em>e depois melhor desenvolvidos nas sequências <em>Descent into the Depths of the Earth</em> e <em>Queen of the Demonweb Pits, </em>foram adotados pelos jogadores como os melhores vilões e oponentes do jogo.</p>
<p>Há diversas histórias por aí sobre o assombro, medo, ansiedade e empolgação que os jogadores sentiram jogando contra os drow, e isso se transformou em paixão: todos os jogadores queriam agora que seus personagens <em>fossem</em> drows. Mesmo com todo o pano de fundo criado pelos desenvolvedores dos jogos, falando que os drow eram todos maus. Afinal, quem não quer ser o anti-herói? (No caso, jogadores de rpg gostam de ser <em>os vilões</em> mesmo, matando todo mundo e roubando os dinheiros, mas isso é uma conversa diferente.)</p>
<p>Voltando ao Drizzt, ele se tornou um personagem popular não só por ser o mais interessante e diferente nos livros da <em>Icewind Dale Trilogy, </em>mas também justamente por ser um drow, que era bonzinho!  E maneiro de mais, gente. Lutava com duas espadas, era especialista em rastrear inimigos, até atirava com arco e flecha. E além de tudo tinha uma pantera negra mágica!</p>
<p>Por ser o mais popular, e tendo gerado diversas perguntas sobre sua moralidade, Drizzt virou protagonista da sua própria série de livros. O primeiro deles, do mesmo autor da <em>Icewind Dale Trilogy</em>, foi esse Homeland, que descreve o início da vida de Drizzt na sua cidade natal, Mezoberranzan, a capital dos drow no meio do Underdark.</p>
<figure id="attachment_4187" aria-describedby="caption-attachment-4187" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-4187 size-large" src="https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2010/05/drizzt-dourden-official-mtg-tyler-jacobson_a-devoradora-de-livros.jpg?resize=640%2C480&#038;ssl=1" alt="" width="640" height="480" srcset="https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2010/05/drizzt-dourden-official-mtg-tyler-jacobson_a-devoradora-de-livros.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2010/05/drizzt-dourden-official-mtg-tyler-jacobson_a-devoradora-de-livros.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2010/05/drizzt-dourden-official-mtg-tyler-jacobson_a-devoradora-de-livros.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2010/05/drizzt-dourden-official-mtg-tyler-jacobson_a-devoradora-de-livros.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2010/05/drizzt-dourden-official-mtg-tyler-jacobson_a-devoradora-de-livros.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2010/05/drizzt-dourden-official-mtg-tyler-jacobson_a-devoradora-de-livros.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/adevoradoradelivros.com.br/wp-content/uploads/2010/05/drizzt-dourden-official-mtg-tyler-jacobson_a-devoradora-de-livros.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption id="caption-attachment-4187" class="wp-caption-text">Drizzt Do&#8217;Urden por Tyler Jacobson, arte oficial da carta para MtG, 2021. Em maio de 2021, o original foi vendido por 155 mil dólares.</figcaption></figure>
<p>A família de Drizzt é a sexta maior da cidade, já que no dia em que ele nasceu os Do&#8217;Urden eliminaram completamente uma outra família de drow. Mas ele não é um drow comum. Ele nasceu com os olhos da cor errada. Ele não é naturalmente deferente e obsequioso com a sua mãe e suas as irmãs. Interessado nas habilidades do garoto, Zaknafein, o chefe das armas dos Do&#8217;Urden, consegue convencer a matrona Malice, mãe de Drizzt, a deixar que o garoto seja treinado como guerreiro, e não como mago.</p>
<p>Esse livro segue então os primeiros anos de vida de Drizzt, treinando com Zaknafein, treinando na Academia de Armas dos Drow, sendo educado por sua irmã mais velha e aos poucos descobrindo a perversidade da cidade onde nasceu, que não é natural para ele como para os outros drow. Até que ele percebe que sua própria personalidade é mais do que um pouco diferente: ela é diametralmente oposta ao padrão da sua raça.</p>
<p>No ambiente sombrio de Mezoberranzan, onde não existe luz natural, me diverti imensamente com as tramas políticas da matrona Malice; fiquei na dúvida sobre torcer pelos Do&#8217;Urden ou pelos outros drow; adorei as lutas de espadas e os momentos mais maneiros do Drizzt. Ele é um cara gente boa, e seu drama existencial é interessante. Mas sua moralidade perfeita é irritante.</p>
<p>A pantera que chama Gwehenhewdjjsd sei lá é a MELHOR parte do livro, de qualquer livro. Uma pantera negra dos planos elementais que vira miniatura quando Drizzt não precisa dela, ela tem a personalidade misturada entre o meu gato e o Toothless e é perfeita em todas as cenas que ela aparece.</p>
<p>E agora vamos falar de racismo? Vamos.</p>
<p>Hoje estou revisando essa resenha quase em 2023, <em>treze</em> anos depois da original. Eu sabia que racismo existia lá nos meus 25 anos. Mas gente branca, sabe como é.  Então, explicando porém não justificando, claro, o racismo passou totalmente batido.</p>
<p>Fui viver mais um pouco e tentar virar pessoa menos pior, e logo percebi o racismo <em>escancarado </em>[pra não falar no machismo lindinho] de uma raça totalmente malvada e totalmente negra. A arte dos personagens foi refletindo essa mudança bem claramente. Quando os drow eram só os vilões, a pele deles era retinta, e muitos até tinham rostos com traços mais africanos. Conforme os drow foram ganhando a fama e o carinho dos jogadores, eles ficaram cada vez menos pretos, com pele desde azul escuro até roxo claro, os cabelos cada vez mais lisos e os rostos com traços cada vez mais caucasianos. O próprio Drizzt de preto só tem a cor da pele.</p>
<p>Quando os drow foram fazer participação em outra editora, os caras só meteram um roxo lá e inventaram uma história que eles acharam que era melhor. Em Forgotten Realms os drow eram elfos brancos e quando aceitaram a deusa maléfica e resolveram ser malvados, eles foram para as cavernas e adquiriram pele negra ao longo dos anos. Como se quando privados de luz solar as pessoas ficassem pretas e não branca transparente, mas essa parte deixa. Já a nova editora fez assim: não é que os <em>antepassados</em> dos drow eram elfos que renegaram suas origens. Os <em>indivíduos</em> elfos que são malvados <em>se transformam </em>em drows quando seu nível de maldade chega no ápice! Pronto, agora não é mais racismo. [estou revirando os olhos demonstrando ironia por favor]</p>
<p>Como hoje em dia as pessoas parecem estar um tiquinho mais informadas e interessadas em serem melhores, a situação dos rpg de fantasia vem melhorando. Alguns já mudaram a palavra &#8220;raça&#8221; pela palavra &#8220;ancestralidade&#8221;; tem editoras muito boas que estão criando personagens e ambientações sem ser tudo branco-europeu; tem gente questionando anões serem raça, falando sobre pessoas com nanismo e passando pela origem anti-semita do estereótipo de Tolkien.</p>
<p>Mas o máximo que deu pra fazer com os drow foi chamar eles de elfos das profundezas (<em>deep elves</em>) em vez de elfos negros, fazer arte com pele branca/roxa, retirar alinhamento maligno obrigatório. Eles são icônicos demais.</p>
<p>A discussão fica aberta porque não sou daquelas que fala que não é pra você consumir arte de gente racista. A não ser que você queira, claro. Faz o que você achar melhor. Se eu te convencer a não comprar os livros pra não dar dinheiro pra editora, ela vai continuar sendo rica e poderosa e uma das maiores no mercado de jogos hoje, independentemente da nossa contribuição.</p>
<p>Mas quanto mais a gente reclama de racismo e pede representatividade, mais eles são obrigados a ceder. As editoras menores concorrentes estão ouvindo a gente, e já tem cenário de fantasia medieval com trisal lésbico de moças não brancas no panteão de Golarion, por exemplo.</p>
<p>No fim das contas mesmo que você não queira parar de consumir, é muito importante estar ciente das questões de racismo, machismo e homofobia dentro desses produtos. Identificar o problema já é um começo para avançarmos.</p>
<p>No meu caso, achei o livro muito divertido, sempre adorei jogar de drow, acho a sociedade matriarcal maléfica apenas uma versão melhorada do <em>feminismo legalizado<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />, </em>sou fascinada por cavernas, Lolth é a melhor deusa aranha maligna de todas; então,  apesar de tudo, esse livro sempre vai ter um lugarzinho no meu coração.</p>
<p><strong>Homeland (1990) de R. A. Salvatore. The Dark Elf Trilogy Book 1</strong></p>
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