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	<title>infantil Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>infantil Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Crepúsculo da Magia &#124; Hugh Lofting</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 21:51:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hugh Lofting]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Giles e Anne são irmãos gêmeos de nove anos. O pai deles está em dificuldades financeiras. Uma noite, olhando pela janela, eles veem Agnes, a vendedora de maçãs, uma idosa da aldeia que os adultos chamam de feiticeira. Giles e Anne se perguntam se Agnes é mesmo uma feiticeira, e se ela sabe ler mentes. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Giles e Anne são irmãos gêmeos de nove anos. O pai deles está em dificuldades financeiras. Uma noite, olhando pela janela, eles veem Agnes, a vendedora de maçãs, uma idosa da aldeia que os adultos chamam de feiticeira.</p>
<p>Giles e Anne se perguntam se Agnes é mesmo uma feiticeira, e se ela sabe ler mentes. Um gato preto faz movimentos muito estranhos no telhado. Agnes dá o grito oferecendo maçãs. Giles olha para uma bela maçã no carrinho de Agnes e pensa que está com água na boca. Agnes olha pra cima, sorri, e joga para eles exatamente a maçã que Giles tinha desejado.</p>
<p>A partir daí a história nos leva para um mundo medieval onde a magia só existe nas lendas, ou será que é de verdade? Agnes é gentil e prática, e diz que seus gatos são apenas animais inteligentes. Mas e a concha que ela entrega a eles, será que é mágica ou é explicável? Pois a concha esquenta quando alguém está falando sobre quem a possui, e ao colocá-la no ouvido é possível ouvir o que estão falando.</p>
<p>Durante toda a narrativa, não sabemos se estamos vendo magia, ou assombrações, ou imaginação. Mas certamente a concha é de verdade. E quando Giles consegue entregar a concha para o jovem rei, ele ouve o duque tramando contra ele. Isso não só salva a vida do rei como impede que o reino todo entre em uma terrível guerra, e alça Giles a uma posição de confiança na corte do rei.</p>
<p>O livro é maravilhoso. O mistério de Agnes, e as aventuras de Giles, além do hotel mal assombrado, e a égua meia-noite.</p>
<p>Eu amava tudo isso quando era criança, e a releitura adulta não tirou a graça: é um livro infantil mágico, inteligente e um tanto triste. Recomendo.</p>
<p>The Twilight of Magic (1930) de Hugh Lofting</p>
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		<title>Adaptação &#124; Peter Pan (2003)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 13:20:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[J.M. Barrie]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse filme de 2003, P.J. Hogan adapta a obra de J.M. Barrie sobre o menino que não queria crescer. Peter Pan é uma peça escrita por James M. Barrie no começo do século 20 que conta de um menino que não queria crescer e fugiu com as fadas pra morar na Terra do Nunca, onde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse filme de 2003, P.J. Hogan adapta a obra de J.M. Barrie sobre o menino que não queria crescer.</p>
<p style="clear: both; text-align: left;">Peter Pan é uma peça escrita por James M. Barrie no começo do século 20 que conta de um menino que não queria crescer e fugiu com as fadas pra morar na Terra do Nunca, onde vive com os meninos perdidos e combate os piratas do Capitão Gancho. A peça foi transformada em livro pelo próprio Barrie, e foi traduzida para o cinema diversas vezes, as mais famosas sendo &#8216;Peter Pan&#8217;, desenho da Disney de 1953, e o filme de 2003, dirigido por P.J. Hogan, que comento aqui. O IMDB dá 8 resultados exatos, fora os dois já citados, e sem contar com &#8216;Hook&#8217;, de Steven Spielberg, imaginando como seria se Peter Pan crescesse, e &#8216;Finding Neverland&#8217;, filme de Marc Foster sobre a vida de James Barrie.</p>
<h4>O livro</h4>
<p>Peter Pan foi o primeiro livro que eu li. Na verdade, minha mãe lia pra mim antes de dormir, e depois que ela saía do quarto eu ficava lá, brigando com as palavras. Até hoje eu tenho a edição com a tradução da Ana Maria Machado, que tem uma bolinha feita de canetinha no fim do segundo parágrafo do livro. Era pra eu não esquecer onde eu tinha parado de ler na noite anterior.</p>
<p>Eu falava pra minha mãe, &#8216;se amanhã você vier no meu quarto e eu não estiver, é porque eu fui com o Peter pra Terra do Nunca&#8217;. E não, eu não consigo ler o livro sem chorar.</p>
<p>Portanto pra mim é muito complicado separar o filme do livro e assisti-lo sem nenhum preconceito. Acho que se nunca tivesse lido o livro teria achado o filme um bom filme infanto-juvenil de aventura fantástica, já que a direção e os atores estão muito bem conectados. Tendo dito isso, tentarei passar minha opinião de leitora ávida do livro sobre o filme.</p>
<h4>O filme</h4>
<p>Primeiro de tudo é necessário falar que o Jeremy Sumpter É o Peter Pan. Sem mais comentários. E o resto dos personagens também deram certo. E sim, pra mim a Tia Millicent é total e completamente dispensável, mas entendo porque os roteiristas colocaram ela lá. Eu não gostei da maneira exagerada com que ela empurra Wendy pra vida adulta, falando abertamente do &#8216;beijo&#8217;. O &#8216;beijo&#8217; pra mim é algo exclusivamente da Senhora Darling, e que se não tinham meio melhor de expô-lo do que fazer Tia Millicent dar o chilique no começo do filme, melhor tirá-lo do filme. E outra coisa, que meleca foi aquela dela chorar pra um menino perdido, que eu não lembro qual era, falando algo como &#8216;eu sou sua mãe&#8217; e tal? Nada, nada a ver. Na história original, nunca houve pressão em casa para que as crianças Darling crescessem. João e Miguel na verdade se divertiram à beça durante a aventura, apenas Wendy, por ser menina e mais velha, percebeu realmente o que se passava em relação ao conflito &#8216;crescer X ficar criança pra sempre&#8217;.</p>
<p>Legal o Jason Issacs ser tanto o Senhor Darling quanto o Capitão Gancho, algo que o próprio Barrie sugeria ser feito nas montagens da peça. Fora que ele É o Capitão Gancho. Algo que me irritou profundamente no desenho da Disney foi a visão de caricatura do vilão. Eu sei que os vilões engraçados são mais&#8230; engraçados, e temos que pensar nas crianças (lembrando que a peça não foi escrita para as crianças, apenas pensando nelas), mas não precisavam fazer ele ridículo. Eu tenho orgulho de ter medo do Capitão Gancho, já que ele representa tudo de ruim que os adultos podem se tornar, e a real razão pela qual não queremos crescer: ele não acredita em nada que não o &#8216;bom tom&#8217;, não gosta de fazer nada que lembre algo da sua infância, não tem compaixão pelos outros e sempre quer ser o melhor de todos. Ele não odeia Peter apenas por Peter ser uma criança (e por ter cortado sua mão e a jogado ao crocodilo hehe); mas porque Peter consegue fazer coisas sem o menor bom tom e não se sentir nem um pouco preocupado com isso. Porque Peter, por outro lado, com sua alegria e despreocupação, representa algo que vai contra tudo o que Gancho acredita. Gancho é o tempo, inexorável e infalível, e Peter é o que temos de manter em algum lugar dentro de nós, ou realmente nos tornaremos um Capitão Gancho. Jason Issacs consegue sintetizar o personagem na cena em que ele olha pra uma fada e diz &#8216;eu não acredito em fadas&#8217;, e a fada morre! Porque sempre que alguém diz que não acredita em fadas, uma fada morre em algum lugar. Mas quantas pessoas no mundo conseguiriam &#8216;não acreditar&#8217; numa fada num lugar como a Terra do Nunca, com uma fada na sua frente? Só o Capitão Gancho.</p>
<h4>O beijo</h4>
<p>Na verdade o que mais me irritou no filme foi a história do beijo. Primeiro que o Capitão Gancho consegue de alguma forma tirar a alegria do Peter, e Peter não consegue mais voar. Gente, o Peter não ser mais alegre e não conseguir mais voar, só se ele morresse. Porque a alegria faz parte dele de tal forma, que ele prefere sair do lugar e esquecer tudo do que enfrentar a realidade. Fora que o Capitão Gancho conseguiu fazer Peter &#8216;não voar&#8217; falando algo do tipo &#8216;Wendy não gosta de você, ela prefere crescer do que ficar com você&#8217;. Peter nunca se importaria muito com isso, porque ele despreza todos os que querem crescer, e ficaria magoado por um minuto e depois esqueceria. Ele é uma criança egoísta, afinal de contas, e seu amor por Wendy não vai além de uma amizade especial. Wendy, sim, podemos considerar que tinha um crush em Peter, e por isso ficava tão indecisa entre voltar pra casa e crescer (e casar e ter filhos) ou ficar na Terra do Nunca com Peter.</p>
<p>Mas o fato é, de tão feliz que Gancho fica, <span style="font-style: italic;">ele também voa!</span> COMO ASSIM. Não é só birra por Gancho nunca ter voado no livro, é simplesmente porque voar é <span style="font-style: italic;">completamente</span> <span style="font-style: italic;">contra </span>a personalidade básica de Gancho. Ele<i> nunca</i> conseguiria voar usando o pensamento feliz &#8216;eu vou derrotar Peter Pan&#8217;. Mas voltando à cena, Wendy dá um beijo na boca de Peter, ele fica feliz e volta a voar e eles derrotam Gancho. Como se a história fosse sobre sexualidade, meninas crescem mais rápido do que meninos, vilões e mocinhos e &#8216;quem consegue ter o pensamento mais feliz por mais tempo&#8217;.</p>
<p>Sim, a sexualidade <span style="font-style: italic;">está</span> presente em todo o livro, ou Wendy e Peter não seriam &#8216;casados&#8217; e pais dos outros meninos perdidos na brincadeira de faz-de-conta. Mas o que ficou mais do que claro pra mim, no livro, é que Barrie considerava fator-regra para crescer o fato de ter filhos, e não a sexualidade. Wendy fica balançada sobre se deve ou não voltar pra casa por causa da vontade dela de ser mãe. É o que ela pede quando os meninos perdidos vão fazer a casinha pra ela: &#8216;uma casa com janelas e bebês olhando por elas&#8217;. Ela não quer ser criança pra sempre porque um dia ela quer ser mãe. Lembrem-se de que Wendy era <span style="font-style: italic;">menina</span> e tinha sensatez suficiente pra perceber que a vida dos meninos perdidos era completamente desorganizada sem uma &#8216;mãe&#8217;, e que Peter não era boa companhia por esquecer de tudo toda hora e só pensar em aventura e tal. Ele era <span style="font-style: italic;">criança</span>, com todas as partes ruins que isso traz.</p>
<p>Uma frase do começo do livro é &#8216;a sra. Darling tinha a impressão de já ter visto a expressão de Peter em outros lugares antes, em alguns rostos de mulheres que não tiveram filhos&#8217;. Para Barrie, a &#8216;adultice&#8217; só chega quando se tem filhos. É algo que Spielberg capturou muito bem em seu filme &#8216;Hook&#8217;, e que infelizmente Hogan deixou passar.</p>
<h4>Partes boas</h4>
<p>De qualquer forma, o filme capturou a maior parte do espírito da aventura, algo que o filme da Disney não tinha chegado nem perto de fazer. A fantasia e a magia estão com certeza presentes no filme, e com as atuações convincentes do elenco e a direção de Hogan, é um ótimo filme que conseguiu capturar a maior parte do universo de Peter &#8211; principalmente considerando que não é uma história exclusiva para crianças.</p>
<p style="font-family: Georgia, &quot;;">Um outro ponto que o filme não mostra e que faz toda a diferença pra mim. O filme acaba com Wendy pedindo pra Peter não esquecer dela, e depois falando que ela nunca mais o viu mas contou a história para seus filhos. Engraçado que o próprio filme fez com que Peter se importasse um monte com Wendy &#8211;  a ponto de não voar por estar triste que ela ia embora, e a ponto dela dar &#8216;o beijo&#8217; pra ele &#8211; e acaba desse jeito, sem ele nem voltar pra vê-la.</p>
<p>No livro, (algo que o filme de Spielberg também resgata), Peter fala que vai voltar toda primavera, pra levar ela pra Terra do Nunca e ter mais um monte de aventuras. Ele lembra, de vez em quando. Pula algumas primaveras, mas aparece. Esquece a maior parte das aventuras que eles tiveram da primeira vez (&#8216;quem é Sininho?&#8217;), mas aparece. Até que encontra Wendy adulta esperando por ele.</p>
<h4>O final do livro</h4>
<blockquote><p>Depois, acendeu a luz e Peter viu. Deu um grito de dor. E quando aquela criatura alta e bonita se aproximou para pegá-lo o colo, ele recuou abruptamente.<br />
&#8211; Que foi que aconteceu?- perguntou de novo.<br />
Ela teve que contar.<br />
&#8211; Fiquei mais velha, Peter. Já passei muito dos vinte. E cresci há muito tempo.<br />
&#8211; Mas você prometeu não crescer.<br />
&#8211; Não dava pra evitar. Eu casei, Peter.<br />
&#8211; Não! Não casou&#8230;<br />
&#8211; Casei, sim. E a menininha que está na cama é minha filha.<br />
&#8211; Não é, não.<br />
Mas achou que era. E deu um passo em direção à criança adormecida, com a adaga levantada. É claro que não deu golpe nenhum. Em vez disso, sentou-se no chão e soluçou. Wendy não sabia o que fazer para consolá-lo, embora antigamente pudesse fazer isso com tanta facilidade. Mas agora ela era apenas uma mulher e saiu do quarto correndo, para tentar pensar.<br />
Peter continuou a chorar. Daí a pouco seus soluços acordaram Jane. A menina se sentou na cama, e logo ficou interessada.<br />
&#8211; Menino &#8211; perguntou -, por que é que você está chorando?<br />
Peter se levantou e fez uma curvatura, saudando-a, e ela o cumprimentou da cama.<br />
&#8211; Olá &#8211; disse ele.<br />
&#8211; Olá &#8211; disse ela.<br />
&#8211; Meu nome é Peter Pan.<br />
&#8211; Eu sei.<br />
&#8211; Eu vim buscar minha mãe, para ela ir comigo para a Terra do Nunca.<br />
&#8211; Eu sei &#8211; disse ela &#8211; E já estava te esperando.<br />
Quando Wendy voltou, insegura, encontrou Peter sentado no pé da cama, dando um cocoricó glorioso, enquanto Jane, de camisola, dava voltas pelo quarto, em êxtase.<br />
&#8211; Ele precisa tanto de uma mãe&#8230; &#8211; explicou Jane.<br />
&#8211; Eu sei &#8211; admitiu Wendy, numa mistura de tristeza e saudade. &#8211; Ninguém sabe disso melhor do que eu.<br />
&#8211; Tchau&#8230; &#8211; disse Peter para Wendy, levantando vôo em companhia de Jane, perfeitamente à vontade. Para ela, já era a maneira mais fácil de ir de um lado para outro.<br />
&gt;Wendy correu para a janela.<br />
&#8211; Não! Não! &#8211; gritou.<br />
&#8211; É só agora na primavera, mamãe, para dar uma limpeza geral &#8211; explicou ela. &#8211; Ele quer que eu sempre vá ajudar na faxina da primavera.<br />
&#8211; Eu queria tanto ir com vocês&#8230; &#8211; suspirou Wendy.<br />
&#8211; Mas você não pode mais voar, não está vendo? &#8211; disse Jane.<br />
É claro que, no fim, Wendy deixou os dois irem. A última vez que olhamos para ela vemos que está junto da janela, vendo os dois irem cada vez mais longe no céu, até ficarem pequenininhos, do tamanho das estrelas.</p>
<p>Se você olhar para Wendy agora, vai ver o cabelo dela ficando grisalho e seu vulto se encolhendo, porque tudo isso aconteceu há muito tempo. Jane agora é uma adulta comum e tem uma filha chamada Margaret. Toda primavera, quando é hora da faxina &#8211; a não ser quando ele esquece &#8211; Peter vem buscar Margaret e a leva para a Terra do Nunca, onde ela conta histórias dele mesmo, que ele ouve deliciado, com a maior atenção. Quando Margaret crescer, vai ter uma filha, e vai ser a vez dela ser a mãe de Peter. E assim por diante. Enquanto as crianças forem alegres, inocentes e sem coração.*</p></blockquote>
<div style="font-family: Georgia, &quot;;"></div>
<div style="font-family: Georgia, &quot;;"><span style="color: #000000;"><b>Peter Pan (idem) &#8211; 2003 | </b><b>de P.J. Hogan | </b></span><span style="color: #cc0000;"><span style="color: #000000;"><b><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;">com: Jeremy Sumpter, Rachel Hurd-Wood, Jason Issacs, Lynn Redgrave, Olivia Williams</span></b></span> <br style="font-family: Georgia, &quot;;" /><span style="color: black; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 78%;">trecho do livro Peter Pan, de J.M. Barrie e tradução de Ana Maria Machado, exceto pela última frase, que ela traduziu de forma diferente.*</span><br />
</span></div>
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		<title>Adaptação &#124; A Viagem do Peregrino da Alvorada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 12:12:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[C S Lewis]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
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		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse terceiro filme da série de adaptações dos livros de Nárnia, temos uma história de ação e fantasia competente com bons atores. Lucy e Edmund estão na casa dos tios, durante a guerra, enquanto Peter se alista no exército e Susan fica com os pais na América. Lucy e Edmund estão cada vez menos empolgados com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<div>Nesse terceiro filme da série de adaptações dos livros de Nárnia, temos uma história de ação e fantasia competente com bons atores. Lucy e Edmund estão na casa dos tios, durante a guerra, enquanto Peter se alista no exército e Susan fica com os pais na América. Lucy e Edmund estão cada vez menos empolgados com o mundo real  e cada vez com mais saudades de Nárnia, mas o primo chatonildo deles, Eustace, além de ser um mala que só fica lembrando os dois de que devem tudo a ele por estarem sendo recebidos na sua casa, também impede que os irmãos possam conversar à vontade sobre suas antigas aventuras.</div>
<p style="text-align: left;">E então um quadro alaga o quarto e os três são transportados a Nárnia, onde são resgatados pelo Peregrino da Alvorada, navio do Príncipe (agora Rei) Caspian.</p>
<p style="text-align: left;">Caspian está mais gato do que nunca, com a personalidade nova dele pro filme deixando ele mais atraente. E Lucy se lembra muito bem do quanto ele gostava de Susan, e Edmund se lembra muito bem de quão bom era Peter, e Eustace é o melhor ator mirim da sua geração e dá uma outra pegada ao filme quando interpreta o garoto mimado que se recusa a aceitar que está em Nárnia.</p>
<p style="text-align: left;">O navio tem que ir até uma ilha perdida para encontrar antigos lordes que haviam jurado lealdade ao pai de Caspian, e no caminho terão de enfrentar o maior medo e a maior tentação de cada um. São essas as cenas mais legais do filme, com os homens invisíveis, e Lucy tentando virar a irmã, e Edmund tendo de provar a si mesmo o quanto é capaz, e Eustace passando pela maior das provações. A narrativa repetitiva do livro que remete aos contos de fadas é organizada de forma mais fluida para o filme.</p>
<p style="text-align: left;">É claro que ainda é Nárnia, com o cristianismo permeando tudo, e com o limite entre fantástico e fantasioso que eu sempre fico desconfortável (afinal, aquilo tudo aconteceu <i>mesmo</i> ou só na imaginação das crianças e tal) e com o final que sempre é triste porque alguns deles nunca mais vão voltar. As passagens mais infantis do livro foram transformadas numa história para jovens mais maduros.</p>
<p style="text-align: left;">Mas o elenco mirim dá conta do recado, o roteiro é muito bem feito e o filme funciona muito bem.</p>
<div style="color: #990000;">A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Voyage of the Dawn Treader) &#8211; 2010 | de Michael Apted | <span style="color: #990000;">com Georgie Henley, Skandar Keynes, Ben Barnes, Will Poulter</span></div>
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		<title>A Maldição do Tesouro do Faraó &#124; Sérsi Bardari</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 10:31:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sérsi Bardari]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[literatura brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roxana e Ciro são dois irmãos de pais separados que moram em São Paulo. Os nomes deles são inspirados em personagens históricos porque o pai deles, Péricles, é professor de história. Por isso mesmo que Péricles planejou uma super viagem: vai levar os dois filhos para o Egito! Na viagem, as crianças ficam conhecendo outras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Roxana e Ciro são dois irmãos de pais separados que moram em São Paulo. Os nomes deles são inspirados em personagens históricos porque o pai deles, Péricles, é professor de história. Por isso mesmo que Péricles planejou uma super viagem: vai levar os dois filhos para o Egito!</p>
<p>Na viagem, as crianças ficam conhecendo outras pessoas do grupo de turismo, incluindo uma japonesa chique, duas holandesas obcecadas por lembrancinhas, um casal de meia-idade dos Estados Unidos. E dois jovens da Inglaterra, um deles muito bonitinho, por quem Roxana se interessa.</p>
<p>O livro segue o cronograma de viagem da família, ao mesmo tempo em que Péricles vai narrando a Ciro e Roxana os acontecimentos históricos dos lugares que visitam. Ciro fica especialmente fascinado com a história de Tutancâmon.</p>
<p>Eles estão visitando um museu quando há uma comoção: alguém roubou uma coroa de valor inestimável de dentro do museu! A polícia pede depoimento de todos mas o objeto parece ter desaparecido completamente.</p>
<p>Durante a viagem, Ciro fica doente e começa a ter alucinações com deuses do Egito antigo. Mas parece que os sonhos dele são muito próximos da realidade e podem conter pistas sobre o paradeiro da coroa preciosa.</p>
<p>Esse livro entrega tudo: história antiga, aventura, policial, romance e uma família com relacionamentos saudáveis. Não me surpreenderia se minha atração pelo Egito Antigo tivesse começado aqui. Até hoje releio com saudosismo.</p>
<p>A Maldição do Tesouro do Faraó (1990)</p>
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		<title>Pollyanna &#124; Eleanor H. Porter</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 01:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eleanor H. Porter]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pollyanna tem onze anos e precisa ir morar com sua Tia Polly após ficar órfã. Tia Polly não faz questão nenhuma de agradar a sobrinha, que é filha da sua irmã pobre. Assim que Pollyanna chega, ela a envia para morar no sótão do casarão, e prontamente se esquece da sua existência. Mas Pollyanna é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pollyanna tem onze anos e precisa ir morar com sua Tia Polly após ficar órfã. Tia Polly não faz questão nenhuma de agradar a sobrinha, que é filha da sua irmã pobre. Assim que Pollyanna chega, ela a envia para morar no sótão do casarão, e prontamente se esquece da sua existência.</p>
<p>Mas Pollyanna é uma menina especial não só por sua disposição alegre e amigável, como também pelo &#8216;jogo&#8217; que ela costumava jogar com seu pai, um pobre missionário. Este é o Jogo do Contente, que consiste em encontrar alguma coisa em qualquer situação que faça a pessoa ficar feliz com o que tem. Eles começaram a jogar quando receberam um par de muletas numa caixa de doação: seu pai disse a Pollyanna que deveria ficar contente por não precisar delas.</p>
<p>Pollyanna passa o seu tempo tentando fazer novos amigos. Ela logo explica seu jogo para Nancy, a criada da sua tia, e depois para o médico da aldeia Dr Chilton. Ela também consegue alegrar a inválida Sra. Snow quando mostra que os prismas pendurados no teto podem criar belas cores, e o solteirão mal humorado John Pendleton mal consegue evitar de também ficar amigo da garota e aprender o Jogo do Contente.</p>
<p>A única que não parece sequer saber da existência do jogo é a tia Polly, que não faz ideia da popularidade da sobrinha. Tudo isso muda quando Pollyanna cai de uma árvore e quebra as duas pernas, ficando sem andar.</p>
<p>Esse é um dos livros que eu li bastante quando criança, porque eu tinha muita paciência com a alegria da Pollyanna (o que desapareceu por completo durante minha adolescência, óbvio). No final eu achei um pouco chato que ela voltou a andar porque poxa tem um monte de gente aí que não anda e é contente, não é o fim do mundo, como ela mesma mostrou pra Sra. Snow. Mas acho que um livro infantil desse sem final totalmente feliz seria meio pesado.</p>
<p>Pollyanna (1913)</p>
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		<title>Robin Hood &#124; Monteiro Lobato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Nov 2023 00:27:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monteiro Lobato]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Me condenem porque faz parte, mas minha versão favorita de Robin Hood continua sendo a do Monteiro Lobato, que eu passei a infância lendo. Não sei ao certo de onde ele tirou a história dele porque eu sempre confundo quem escreveu o que, mas esse livro é ao mesmo tempo adorável e empolgante, e, pra [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Me condenem porque faz parte, mas minha versão favorita de Robin Hood continua sendo a do Monteiro Lobato, que eu passei a infância lendo. Não sei ao certo de onde ele tirou a história dele porque eu sempre confundo quem escreveu o que, mas esse livro é ao mesmo tempo adorável e empolgante, e, pra mim, a edição definitiva.</p>
<p>Robin de Locksley aprende a atirar. Mata um dos gamos do rei. É declarado fora-da-lei. Vai morar na floresta de Sherwood, vestido de verde, com outros fugidos de Nottingham e região. É um espinho no sapato do xerife de Nottingham, e do Bisbo, e do príncipe João. Conhece João Pequeno no cruzamento de um rio, e é primo de Will Scarlet, e tromba Frei Tuck comendo empadão. Vai até a capital para um torneio de arco e flecha, humilhando os arqueiros do Rei Henrique. Declara amor eterno à Lady Marian.</p>
<p>Hoje eu já sei que a história é velha, que existem várias versões, que cada autor inventou de um jeito, que cada versão da lenda é uma história nova. Mas quando eu era criança, não sabia de nada disso, e o que estava nesse livro eu acreditava como pura verdade: essa pra sempre vai ser a versão definitiva e eterna da lenda pra mim, não importa as versões que eu trombar na vida.</p>
<p>Robin Hood &#8211; versão de Monteiro Lobato (1937) coleção Terramarear</p>
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		<title>Adaptação &#124; O Hobbit &#8211; Uma Jornada Inesperada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2022 06:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[J.R.R. Tolkien]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1936, um pequeno livro infantil fez sucesso moderado no mercado editorial britânico. O sucesso foi o suficiente para que os editores pedissem ao autor que escrevesse uma continuação. Só que, como todos sabemos, a Segunda Guerra Mundial estourou lá por aquela época, e a continuação do livrinho infantil demorou mais de dez anos para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1936, um pequeno livro infantil fez sucesso moderado no mercado editorial britânico. O sucesso foi o suficiente para que os editores pedissem ao autor que escrevesse uma continuação. Só que, como todos sabemos, a Segunda Guerra Mundial estourou lá por aquela época, e a continuação do livrinho infantil demorou mais de dez anos para ser publicada &#8211; e quando chegou na editora, era bem diferente do que eles esperavam. Era, na verdade, um livro para adultos com quase mil páginas. Felizmente para todos, a continuação do livro infantil não só fez um enorme sucesso como também pavimentou o gênero da fantasia em ambientação medieval que teve sua era de ouro nas décadas de 60 a 80. O autor chegou a vender os direitos do livro para o cinema, mas até o final do século apenas uma animação de pouca qualidade havia sido feita.</p>
<p>Então veio Peter Jackson. Assim como o livro foi essencial para o sucesso da literatura fantasiosa, os filmes de Peter Jackson abriram as portas para que outras produções do gênero viessem para o cinema &#8211; mesmo que com menos qualidade e sucesso. As adaptações de Jackson não são perfeitas, mas certamente trouxeram a obra de Tolkien para um público bem mais extenso, são obras-primas da produção cinematográficas e continuam maravilhosas mesmo vinte anos depois. E aí, aquele livrinho infantil, escrito na década de 30, que mesmo tendo sido publicado antes é conhecido como &#8220;o prelúdio do Senhor dos Anéis&#8221;, acabou, através de várias reviravoltas, caindo nas mãos de Peter Jackson também. E alguém da produção decidiu que, já não tinham mais como faturar em cima da trilogia do Senhor dos Anéis no cinema, então porque não adaptar seu prelúdio? E por que não dividir <em>em três partes? </em>Aparentemente a ideia foi genial, já que O Hobbit foi uma das melhores bilheterias de primeiro final de semana nos EUA do ano de lançamento. Os fãs, como sempre, ficaram divididos. Muitos não gostaram, muitos idolatraram o diretor, muita gente não tem opinião formada e só foi ver mais um filme de ação e fantasia.</p>
<p>Amanhã faz dez anos que o primeiro filme saiu; então vou aproveitar para revisar as minhas anotações sobre ele.</p>
<p>Na minha visão, o filme sofre por ter características &#8220;tríades&#8221;. Primeiro por ser um filme de fantasia medieval que obviamente não vai terminar e que depende das suas continuações para ter fim. Isso já é um desafio por si só. Os personagens principais são habitantes de uma terra fantástica, e são eles anões, elfos e hobbits (que nem todo o expectador sabe o que é). Segundo que é um filme que foi feito pra ser prelúdio da trilogia de maior sucesso da década. Os fãs que assistiram os filmes querem ver a mesma pegada no cinema &#8211; querem os mesmos temas épicos, os mesmos personagens, a mesma Terra-Média. E terceiro, O Hobbit é uma adaptação de um livro que é muito do bom. Aqueles que leram o livro querem também ver uma adaptação fiel nas telas. Então é complicado. Em todos os pontos acima, O Hobbit tem suas vitórias e suas derrotas, e vou falar de cada uma delas.</p>
<h4>O filme por si só</h4>
<p>A primeira coisa que tem que ser dita sobre o filme é o elenco. Apesar de ser um grupo enorme de pessoas que estão perto do protagonista, a narrativa não fica confusa demais. Como apenas alguns anões têm momentos únicos na trama, dá pra seguir o que acontece sem maiores problemas. A tríade principal &#8211; Gandalf, Bilbo, Thorin &#8211; funciona às mil maravilhas: o entrosamento entre os três é excelente, os diálogos impecáveis e a atuação dos três atores é de tirar o chapéu. O roteiro, no entanto, fica um pouco complicado no começo, por ter cortes demais com informações que a gente só não se importa. O filme bom faz assim: apresenta os personagens principais e daí as coisas começam a acontecer. Esse filme fez &#8220;esses são os anões mas espera tem esse mago aqui e na verdade anos atrás teve essa guerra e agora voltamos ao presente e canta uma música e toma mais um flashback&#8221;. O corte para a luta em Moria e especialmente o corte de Radagast pra mim foram desnecessários e deram a impressão de que a história &#8220;principal&#8221; (Bilbo e os anões) não era interessante o suficiente para que o filme mostrasse o que estava acontecendo com eles. Não que eu seja contra a presença de Radagast. Só acho que ele deveria ter sido mostrado apenas contracenando com a comitiva. O arco de história que os roteiristas escolheram mostrar é bem claro: Bilbo é um bobo que precisa provar seu valor para os anões. As cenas em que ele faz isso são bem idiotas, mas de qualquer forma é um arco válido que tem começo, meio e fim. Apesar das cenas de conflito e perigo pelos quais a comitiva passam serem bem sem graça e sem ameaça real, já que o espectador em momento algum sente que talvez algum deles realmente morra em alguma luta, fica claro que a jornada de Bilbo para ser aceito por Thorin é o que importa.</p>
<h4>O filme como prelúdio de O Senhor dos Anéis</h4>
<p>Nesse quesito, acho que o principal problema &#8211; de novo &#8211; é o roteiro. Por um lado, a história segue a mesma estruturade O Senhor dos Anéis &#8211; A Sociedade do Anel: comitiva se reúne, passa a ser perseguida, momento de calma em Rivendell, depois goblins, momento olha que bonita a paisagem etc. Por outro lado, é mais do mesmo com o pequeno detalhe de que , enquanto O Senhor dos Anéis se beneficiou de uma pré-produção cuidadosa que durou anos, aqui absolutamente tudo é tela verde. E dá pra perceber a diferença entre uma câmera sobrevoando a Nova Zelândia e uma paisagem por computador como pano de fundo para vários orcs digitais lutando com dois atores multiplicados pelo gerador de imagem para parecer um exército .</p>
<p>E ainda tem o fato de que, enquanto Frodo e seus amigos querem salvar o mundo, Bilbo e seus companheiros querem recuperar um monte de dinheiro. Não é a mesma aventura épica, mas o filme <em>quer ser </em>épico. Então tentaram fazer os gigantes das rochas como sendo algo muito ameaçador, quando na verdade era só o Tolkien falando dos gigantes jogando pedra nas montanhas para explicar pro moleque filho dele de onde vem os trovões.</p>
<h4>A Adaptação.</h4>
<p>Lembra lá no começo do post, que eu falei que O Hobbit é um livro infantil? Tipo, pois é. Infantil igual a Nárnia. Com personagens bobos e engraçados. Com trama leve, sem violência e sem conflitos. Com momentos de fantasia para agradar ao paladar infantil, como trolls brigando para ver qual come qual perna dos protagonistas, um homem que vira urso nas horas vagas e precisa ser apresentado aos anões aos poucos pra não ficar bravo e um monstro das profundezas das montanhas que pode ser enganado usando uma competição de charadas. Aí o pessoal dos filmes vem querendo faturar e resolve transformar um livrinho de 300 páginas em uma trilogia épica cheia de efeitos, batalhas imensas, personagens conflitados e participação especial de Elrond e Galadriel.</p>
<p>Depois que a gente descobre que a produção foi toda torta, com várias trocas de equipe, roteiro todo recortado e conflito entre visão de diretores, dá pra entender um pouco a confusão do filme. Em alguns momentos, ele consegue ser épico. Em outros momentos ele consegue ser fiel ao livro. O resultado foi um pouco dos dois, e um filme bem do irregular.</p>
<p><span style="font-family: var(--global-body-font-family);">E agora já aviso que vou virar a fã ensandecida com spoilers e reclamação de tudo, que é minha forma favorita de consumir entretenimento. </span></p>
<h4>Comentário de Fã Maluca</h4>
<p>Eu não sei se vocês repararam em como eu sou louca nerd abismalmente fanática pelo universo do Senhor dos Anéis, mas se não repararam enfim. Tô falando agora. A primeira vez que assisti esse filme eu não pude evitar de reparar nas semelhanças e diferenças entre o filme e o livro, como eu sempre acabo fazendo quando assisto uma adaptação. E mesmo assim não pude deixar de reparar na irregularidade complicada do roteiro.</p>
<p>Da segunda vez que eu assisti, o filme ficou mais leve, até porque eu não estava comparando cada cena com o livro. Mas em ambas as vezes me deu a impressão de que é um filme assistível por leigos que não leram os livros mas que perde a metade da graça pra essa audiência. Ou seja, o filme é muito mais direcionado a fãs do que ao assistidor médio que provavelmente tentou ler O Senhor dos Anéis depois que o filme saiu e só ouviu falar do Hobbit por causa de Senhor dos Anéis ou quando muito leu O Hobbit há muitos anos. O filme  não é feito pros leigos. O filme é feito pros fãs. Dito isso, claro que muitos fãs já tão reclamando pela aí que Radagast parece uma princesa Disney porque ele fica falando com os animaizinhos. Mas O Hobbit sofre de problemas muito maiores do que a caracterização de um mago menor.</p>
<p>O Hobbit nunca vai ser considerado um filme por si só; ele não foi feito pra isso. Ele é uma adaptação de um livro famoso. Ele é prelúdio de um livro mais famoso ainda, que foi transformado nos filmes que trouxeram, junto com Harry Potter, a fantasia de volta ao cenário hollywoodiano. É muita expectativa pra um filme que na verdade já tinha o enorme desafio de transformar um livreco infantil de 200 páginas em três blockbusters épicos cheios de aventura. O principal problema do Hobbit, portanto, é o roteiro. Ao tentar balancear o tom do livro com o tom dos filmes anteriores que na verdade se passam depois (numa chateação digna de Star Wars), o roteiro enche o começo do filme com cenas desnecessárias, com personagens que não são interessantes e por motivos sem sentido.</p>
<h4>Quer ver?</h4>
<p>No começo do filme temos um prelúdio digno de A Sociedade do Anel mostrando-não-mostrando o ataque do dragão ao reino de Erebor. Legal muito da hora louco demais. Até aí, ok, é um prelúdio e não esperamos muito em termos de personagens. Daí temos uma cena que nos leva direto ao início da Sociedade do Anel e beleza, um filme é continuação do outro e tinham que dar uma ponta para o Frodo porque se não os fãs do filme do SdA não iam querer ver O Hobbit. Depois os anões chegam e fica bem legal. Mas aí, mal sabemos quem é Bilbo e o que os anões querem e já voamos para as portas de Moria, numa batalha épica que perde o sabor porque o espectador não se importa com nenhum dos dois lados e nem consegue distinguir quem é quem na confusão. Depois disso, temos mais uma ceninha na chuva e corta de novo para Radagast, que não sabemos quem é, não nos importamos com o que ele tá fazendo e não entendemos nada dessas aranhas.</p>
<p>Depois as coisas começam a dar certo novamente, com o filme quase que todo focado na sociedade comitiva de anões e nas suas aventuras, que mesmo sendo bobocas e infantis conseguiram dar um tom minimamente urgente para que nos preocupemos com nossos personagens. Mas aí tem o Conselho Branco, que é equivocado em tantos pontos que nem sei por onde começar mas vamos começar com Saruman.  Não é pra ele ser o velho malvado que tá agindo com Mordor. Teoricamente, durante os eventos do Hobbit, Saruman é o bonzinho, o legal, o super-sábio-do-universo. A única explicação para a reação do Gandalf quando Saruman aparece é que o roteiro ignorou a participação de Saruman no livro e resolveu que ele vai ser o malvado desde o início, assim como mudou a motivação de Saruman nos filmes. Mas mesmo que esse fosse o caso. O filme deixa claro que a Galadriel é fodona. Daí ela fala &#8220;nossa, isso é a faca do bruxão&#8221;. E o Elrond fala &#8220;nossa, é mesmo&#8221;. E o Saruman fala &#8220;que prova temos de que essa é a faca do cara? Nenhuma! <em>Your argument is invalid</em>!&#8221; Tipo. Nem no universo do filme essa colou. Não faz sentido interno o Saruman ignorar o que a Galadriel e o Elrond falam e nenhum dos dois fazer nada a respeito.<br />
E outra. Por que o Saruman precisa deixar ou não deixar os anões fazerem o que quer que seja? Ele é o &#8220;protetor&#8221; da Terra Média, mas o que isso significa? O filme não fala.  E por que que os orcs podem sair no sol tranquilo? Primeiro os orcs de Moria lutam com os anões no sol, o que já é um conceito bem estranho de um povo que não pôde perseguir a Sociedade porque estava de dia. E justamente, o Gandalf logo fala que só vão conseguir fugir das Misty Mountains se eles chegarem até a luz do sol. Mas antes, logo quando vão chegar em Rivendell, os goblins tão atrás deles em wargs em plena luz do dia! Alguém tinha que ter feito essa decisão, né. A cena das charadas podia ter sido tão melhor. A fuga palhacenta das montanhas parece Piratas do Caribe piorado e ainda por cima cansa.</p>
<p>Felizente, para compensar, temos o elenco. Então vamos falar do elenco! Hugh Weaving conseguiu balancear com perfeição o seu personagem, que agora não parece mais um Sr. Smith que fala élfico bem devagar. Ele está mais jovial, mais alegre e mais de acordo com o Elrond do livro Hobbit. Ian McKellen está perfeito. Ele se diverte muito como Gandalf, e o papel não exige tantos momentos &#8220;sou o sábio do universo dando conselhos com a musiquinha tema ao fundo&#8221; que nem em Senhor dos Anéis &#8211; e convenhamos o Gandalf do Hobbit é bem mais divertido. E agora preciso falar da obra prima  que é o duo Bilbo/Thorin, dois personagens difíceis e que foram magistralmente captados pelos atores. Cada cena dos dois é de bater palminhas. Os outros anões, infelizmente, têm pouco lugar na trama, até porque no livro tinham quase tanta personalidade quanto as espadas de Thorin e Gandalf.</p>
<p><span style="font-family: var(--global-body-font-family);">Outro ponto que merece ser mencionado. Tolkien era racista e misógino. Então nos livros dele os elfos brancos e loiros são a raça superior, e quanto mais moreno e mais escuro de pele mais pior você é, desde os Haradrim do sul até os orcs de Mordor. Já as mulheres devem ser belas e inatingíveis, com a exceção que confirma a regra de Éowyn. Não custa nada ler o livro &#8211; e ver o filme &#8211; já sabendo disso sobre o autor e já reparando nesse tipo de coisa. Isso não faz com que você seja obrigado a odiar o livro pra ser anti-racista (só se você quiser). O cinema tentou dar uma melhorada no quesito misoginia &#8211; colocando Galadriel com um papel que não existia em O Hobbit e colocando a Arwen com um papel que não existia em Senhor dos Anéis. Mas não fizeram absolutamente nada pelo racismo, que estranho. </span></p>
<p>Acho que por enquanto é isso, mas não garanto que eu tenha acabado.</p>
<p><b>O Hobbit &#8211; Uma Jornada Inexperada (2012) &#8211; </b><em><b>The Hobbit &#8211; An Unexpected Journey | </b></em><b>De Peter Jackson | </b><b>Com Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Christopher Lee, Ken Stott, Ian Holm, Elijahn Wood</b></p>
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		<title>O Caldeirão Negro &#124; Lloyd Alexander</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2013 16:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lloyd Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Taran é um porqueiro-assistente que não vê a hora de ser um grande herói. Depois das aventuras por que ele passou que são narradas no primeiro volume dessa divertida série, ele ainda não aprendeu que ser um herói dá mais trabalho e custa muito mais do que ele imagina. Quando Gwidion, o grande guerreiro e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Taran é um porqueiro-assistente que não vê a hora de ser um grande herói. Depois das aventuras por que ele passou que são narradas no primeiro volume dessa divertida série, ele ainda não aprendeu que ser um herói dá mais trabalho e custa muito mais do que ele imagina.</p>
<p>Quando Gwidion, o grande guerreiro e líder, propõe um ousado plano de roubar o caldeirão maligno do Lorde Negro Arawn, Taran não vê a hora de ir junto para poder ser um herói.</p>
<p>A idéia de Gwidion é roubar o caldeirão e destrui-lo, já que Arawn o utiliza pra criar um exército de mortos-vivos.</p>
<p>Nessa empreitada com Gwidion também vão os outros amigos de Taran: Fflewdur, o bardo mentiroso que tem uma harpa cujas cordas arrebentam quando ele mente; Dori, o anão pessimista que consegue ficar invisível mas odeia fazer isso porque fica com zumbido nas orelhas; Gurgi, a criatura estranha que é muito preocupada com sua comida e sua cabeça; e Eilonwy, a princesa tagarela.</p>
<p>Junto com eles vai Adaon, o grande bardo, e o príncipe Ellydir, que desde o início não vai com a cara de Taran.</p>
<p>Quando Gwidion e seus homens invadem a fortaleza de Arawn, no entanto, encontram o local onde ficava o caldeirão vazio: outro grupo de pessoas entrou ali antes e o roubou!</p>
<p>Antes que possam repensar suas ações, no entanto, Taran, Adaon e seu grupo são atacados pelos temíveis guerreiros de Arawn, e eles fogem. Quando tentam se esconder, eles acabam descobrindo por meio de um representante do povo das fadas que o caldeirão negro de Arawn está nos pântanos de Morwa.</p>
<p>Ellydir e Taran, desesperados para provar seu valor, quase se matam para ver quem chega primeiro ao caldeirão. Antes que tudo termine, no entanto, os dois terão que rever seus conceitos, pois o caldeirão &#8211; e suas guardiãs &#8211; pedirão muito em troca desse artefato maligno.</p>
<p>Eu amo essa série. Os personagens são cheios de nuances e falhas, a história é bem construída, o mundo de fantasia é atraente e misterioso ao mesmo tempo &#8211; enquanto no primeiro e nesse segundo livro o personagem principal (Taran, o porqueiro assistente) ainda está muito criança e faz muita besteira, ele vai aprender e crescer nos próximos volumes. Enquanto isso, esse fica sendo um excelente livro infantil que infelizmente tem pouco sucesso no Brasil. As Crônicas de Prydain (um mundo fantástico inspirado em Wales), é uma excelente pedida tanto para crianças quanto para adultos.<br />
Imperdível!</p>
<p><b>The Black Cauldron (1965) </b><b>de Lloyd Alexander (Reino Unido) | </b><b>Crônicas de Prydain Livro 2</b></p>
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		<title>Redwall &#124; Brian Jacques</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Mar 2013 22:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brian Jacques]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Redwall é o primeiro de uma longa série de fantasia medieval onde os protagonistas são&#8230; ratinhos! O livro é para o público infantil, então é tudo muito ágil e fofo. Matthias é um jovem rato que vive na abadia de Redwall, sempre sonhando com uma vida de aventuras. No entanto, os colegas fazem piada com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Redwall é o primeiro de uma longa série de fantasia medieval onde os protagonistas são&#8230; ratinhos! O livro é para o público infantil, então é tudo muito ágil e fofo.<br />
Matthias é um jovem rato que vive na abadia de Redwall, sempre sonhando com uma vida de aventuras. No entanto, os colegas fazem piada com ele, por causa da sua personalidade naturalmente desajeitada, e até mesmo o abade tem pouca paciência com ele.</p>
<p>Um dia o maligno rato-de-navio Cluny, que usa um tapa olho e segura uma agulha envenenada no seu rabo, se instala com seus comparsas nas ruínas da igreja de St. Ninian, com a intenção de invadir a abadia de Redwall. Isso faz com que os habitantes do bosque se refugiem na abadia para se preparar para a batalha. Matthias, no entanto, ainda está temeroso de que Cluny consiga ganhar a guerra, e inicia uma busca pela famosa espada do guerreiro Martin, que dizem estar escondida na abadia.</p>
<p>Com a ajuda do ancião rato-porteiro e de muitos outros animais, Matthias vai precisar de muita força e coragem para conseguir recuperar a espada, que foi roubada por uma cobra e por uma gangue de falcões. Mas será que ele vai conseguir a espada a tempo de impedir que Cluny invada a abadia?</p>
<p>Com uma história cativante, personagens adoráveis e uma ambientação muito inteligente, Redwall é uma leitura rápida, agradável e muito fofa, que vai conquistar leitores de todas as idades.</p>
<p><b><br />
</b><b>Redwall (1986) </b><b>de Brian Jacques (Reino Unido)</b><br />
<b>Série Redwall Livro 1</b></p>
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		<title>Uma Casa na Campina &#124; Laura Ingalls Wilder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2012 18:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Laura Ingalls Wilder]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Laura, com cerca de seis anos de idade, sua irmã mais velha Mary e sua irmãzinha Carrie, junto com seus pais, saem da casa de troncos na grande floresta do Winsconsin para tentar nova vida no território dos índios. A história continua onde o primeiro livro da série, Uma Casa na Floresta, havia parado, com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Laura, com cerca de seis anos de idade, sua irmã mais velha Mary e sua irmãzinha Carrie, junto com seus pais, saem da casa de troncos na grande floresta do Winsconsin para tentar nova vida no território dos índios.</p>
<p>A história continua onde o primeiro livro da série, Uma Casa na Floresta, havia parado, com a viagem na carroça coberta típica dos pioneiros passando por vários estados norte-americanos, até pararem na enorme campina verdejante e começarem a construir tudo do zero: uma casa, um estábulo, um campo arado&#8230;</p>
<p>Para uma criança de cidade moderna como eu, as histórias da Laura foram encantadoras. Os valores que a família dela tinha fizeram parte da minha infância, e a forma como eles faziam as coisas é fascinante.</p>
<p>Pa e Ma construíram uma casa de troncos, fizeram o telhado, construíram o poço e o estábulo. Isso com três filhas pequenas e sem nem uma pessoa branca num raio de quarenta milhas.</p>
<p>Os índios, vistos sob o olhar impressionável de Laura, estavam sendo constantemente empurrados mais para o oeste pelo governo, que queria colonizar todas as terras do continente.</p>
<p>A polêmica envolvendo a questão é discretamente mostrada nas conversas dos adultos que a pequena Laura entreouve, até o clímax do livro, onde os índios se reúnem para um conselho de guerra e a família fica à mercê deles com apenas a carabina de Pa e o buldogue Jack para protegê-los.</p>
<p>A ideia de que é possível construir uma casa &#8216;do nada&#8217; e criar uma vida no meio da natureza é muito fascinante. As memórias da Laura criam vida durante a leitura, e fica a impressão mesmo de que ela passou por tudo aquilo da forma como ela conta. Mesmo que a história seja romanceada, tanto para crianças quanto para &#8216;limpar&#8217; as partes ruins, o livro não deixa de ser lindo.<br />
<b></b></p>
<p><b>Little House on the Prairie (1935) </b><b>de Laura Ingalls Wilder</b><br />
<b>Série Little House/ Laura Ingalls Livro 2</b></p>
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		<title>Uma Casa na Floresta &#124; Laura Ingalls Wilder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jun 2012 11:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Laura Ingalls Wilder]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Laura vive com sua mãe, seu pai, sua irmã mais velha Mary e o bebê Carrie numa casinha de troncos numa enorme floresta no Winsconsin. O ano é 1868. A história é simples, pois a narrativa segue a vida cotidiana da família. Mas tudo é tão diferente que o livro fica interessante. O pai de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Laura vive com sua mãe, seu pai, sua irmã mais velha Mary e o bebê Carrie numa casinha de troncos numa enorme floresta no Winsconsin.<br />
O ano é 1868.</p>
<p>A história é simples, pois a narrativa segue a vida cotidiana da família. Mas tudo é tão diferente que o livro fica interessante.</p>
<p>O pai de Laura caça, as meninas ajudam a arrumar a casa, a mãe cozinha, eles vão visitar os parentes&#8230; tudo sem luz elétrica, sem geladeira e sem carros. As pessoas mais próximas, os vizinhos da floresta, estão a mais de um dia a cavalo de distância.</p>
<p>Para uma criança de cidade grande (o público alvo desse livro) é fascinante como as coisas podem ser feitas com aparentemente tanta privação. Mas aí entra também a outra qualidade do livro: a família de Laura, que tem valores que hoje em dia mal existem, e a educam de acordo. As noites cheias de histórias contadas à luz da lareira, o violino do pai que anima as festas, as brincadeiras com bonecas de pano e bexigas de porco, tudo é um relato quase histórico da vida de uma criança nessa época.</p>
<p>Encontros com panteras, lobos e abelhas selvagens são responsáveis pelo tom de aventura do livro, que não perde o interesse do leitor a nenhum minuto.<br />
As ilustrações são excelentes e na medida certa, deixando a criança imaginar o resto por si mesma.</p>
<p>Uma Casa na Floresta é o primeiro livro de uma série baseada na vida da escritora Laura Ingalls Wilder.  Ela escreveu suas memórias romanceadas para mostrar aos netos a realidade tão diferente que ela havia vivido quando criança. Conforme ela vai crescendo &#8211; cada livro cobre de um a três anos da vida dela &#8211; as tramas também vão ficando mais adultas, como é natural, mas nunca perdem o encanto.<br />
Excelente escritora que é, Laura preferiu escrever memórias romanceadas escolhendo eventos e ocultando outros, e às vezes mudando coisas de lugar. O resultado é uma obra literária que agrada a todos por ter uma trama coerente e tocante, sem o toque amargo da vida real.</p>
<p>Little House in the Big Woods (1932) | Série Little House livro 1</p>
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		<title>Peter Pan &#124; J.M. Barrie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[J.M. Barrie]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nossa, como é difícil falar sobre o meu livro favorito! Mas demorou, né, então vamos. A história, para os que são de Marte e nunca ouviram falar, é do garoto que quer ficar criança pra sempre e dos três irmãos ingleses que vão com ele viver grandes aventuras na Terra do Nunca, com direito a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa, como é difícil falar sobre o meu livro favorito!<br />
Mas demorou, né, então vamos.</p>
<p>A história, para os que são de Marte e nunca ouviram falar, é do garoto que quer ficar criança pra sempre e dos três irmãos ingleses que vão com ele viver grandes aventuras na Terra do Nunca, com direito a luta com piratas malvados, brincadeiras com as sereias e a guerra de faz de conta contra os índios.</p>
<p>O livro sofreu diversas adaptações para o cinema, das quais falo com mais calma depois; menciono-as porque foram importantes para criar a imagem do que é Peter Pan na cabeça das pessoas.<br />
E é claro que é uma imagem errada.</p>
<p>O livro é a versão romanceada da peça de teatro escrita pelo mesmo autor e que estreou em 1904. James Barrie transformou a peça em livro e publicou a história em 1911, tendo adicionado cenas e situações ao livro até a década de 20. Em 1928 o autor parou de fazer alterações na história e doou os direitos do livro a um hospital para crianças.<br />
O livro que acompanhou minha infância é a versão de 1911 que inclui o problemático <i>An Afterthought</i>, uma cena que Barrie adicionou à peça e que alguns diretores escolheram não usar (a última versão cinematográfica de Peter Pan, de 2002, não inclui essa cena final, enquanto <i>Hook</i>, a versão de Spielberg, usa essa cena como base para todo o roteiro).</p>
<p>Apesar de ter sido escrito para crianças, o livro tem elementos que são mais complexos e que só poderão ser compreendidos numa outra leitura, com o amadurecimento do leitor.<br />
A criança logicamente vai se divertir com as aventuras do garoto que não quer crescer &#8211; e que criança nunca pensou nisso? Mas o livro vai se revelando mais complicado, mais sutil e mais interessante conforme os elementos chave são compreendidos.</p>
<p>Peter Pan não quer crescer e foge com as fadas para a Terra do Nunca, mas sente falta de uma mãe (ele usa a desculpa de que ele não tem criatividade para inventar histórias-de-antes-de-dormir) e costuma espiar a Sra. Darling lendo contos-de-fadas para seus filhos dormirem.<br />
A cena em que Peter e Wendy, a filha mais velha, se encontram é de conhecimento de todos: a sombra de Peter se descola de seus pés num acidente com a janela e a Sra. Darling dobra a sombra e a guarda na gaveta da cômoda. O Sr. e a Sra. Darling saem para um jantar de gala e deixam a cadela-babá Naná presa no jardim após uma discussão sobre o tipo de babá correto para os filhos de uma família emergente (e uma confusão com o remédio do Sr. Darling).<br />
Peter vem resgatar sua sombra e quando não consegue colá-la aos seus pés usando sabão, senta no chão e começa a chorar, fazendo com que Wendy acorde.</p>
<p>Quando ele descobre que Wendy sabe todas as histórias de cor, não hesita em chamá-la para ir com ele à Terra do Nunca para ser a mãe dele e de todos os meninos perdidos (bebês que caem dos berços e são levados pelas fadas). Ela se empolga e pergunta se eles podem levar seus irmãos também, e Peter acaba deixando João e Miguel irem porque não sabe como recusá-la.<br />
O pó de pirlimpimpim é jogado sobre as cabeças dos novatos, eles são instruídos a terem um pensamento alegre (<i>&#8220;think of the happiest thing, it&#8217;s the same as having wings&#8221;)</i> e lá se vão eles voando em direção à terra encantada, virando segunda estrela à direita e direto até o amanhecer.</p>
<p>Os piratas, liderados pelo temível Capitão Gancho (que, junto com Sininho, é o meu personagem favorito), atacam os recém chegados; Wendy sofre um atentado; os meninos perdidos recebem os três irmãos com alegria &#8211; euforia, no caso de Wendy, que ganha uma casa &#8211; e passam a viver várias aventuras.</p>
<p>O livro não é apenas uma história de fantasia de primeiríssima qualidade &#8211; é também uma obra prima onde cada personagem tem seu lugar e suas características descritas de forma simples e inconfundível. Nada é o que parece à primeira vista, e a visão do autor sobre a época e sobre os temas abordados &#8211; casamento, maternidade, amadurecimento e &#8220;propriedade&#8221;<i></i> (no sentido de <i>propriety</i> &#8211; aquilo que é adequado) &#8211; permeia a narrativa de forma genial.<br />
O leitor mal percebe, a princípio, mas existe uma constante conversa entre o narrador e o leitor, e quando você menos espera está completamente à mercê da idéia de que há alguém contando essa história para você dormir.</p>
<p>Esse livro é um que deve ser lido por todas as crianças e todos os adultos. É divertido, comovente, inteligente, lindo&#8230; é tudo o que um livro infantil deve ser e mais um pouco. Se você acha que já conhece a história de Peter Pan por ter visto algum filme &#8211; o da Disney, por exemplo &#8211; faça um favor a si mesmo e leia o livro. Cada leitura revelará mais um detalhe da história, que é muito mais bonita do que aparenta ser.<br />
Uma obra prima que é obrigatória em qualquer estante, Peter Pan vai ser pra sempre meu livro favorito no mundo inteiro.</p>
<p>Peter Pan (1904)</p>
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