Giles e Anne são irmãos gêmeos de nove anos. O pai deles está em dificuldades financeiras. Uma noite, olhando pela janela, eles veem Agnes, a vendedora de maçãs, uma idosa da aldeia que os adultos chamam de feiticeira.
Giles e Anne se perguntam se Agnes é mesmo uma feiticeira, e se ela sabe ler mentes. Um gato preto faz movimentos muito estranhos no telhado. Agnes dá o grito oferecendo maçãs. Giles olha para uma bela maçã no carrinho de Agnes e pensa que está com água na boca. Agnes olha pra cima, sorri, e joga para eles exatamente a maçã que Giles tinha desejado.
A partir daí a história nos leva para um mundo medieval onde a magia só existe nas lendas, ou será que é de verdade? Agnes é gentil e prática, e diz que seus gatos são apenas animais inteligentes. Mas e a concha que ela entrega a eles, será que é mágica ou é explicável? Pois a concha esquenta quando alguém está falando sobre quem a possui, e ao colocá-la no ouvido é possível ouvir o que estão falando.
Durante toda a narrativa, não sabemos se estamos vendo magia, ou assombrações, ou imaginação. Mas certamente a concha é de verdade. E quando Giles consegue entregar a concha para o jovem rei, ele ouve o duque tramando contra ele. Isso não só salva a vida do rei como impede que o reino todo entre em uma terrível guerra, e alça Giles a uma posição de confiança na corte do rei.
O livro é maravilhoso. O mistério de Agnes, e as aventuras de Giles, além do hotel mal assombrado, e a égua meia-noite.
Eu amava tudo isso quando era criança, e a releitura adulta não tirou a graça: é um livro infantil mágico, inteligente e um tanto triste. Recomendo.
The Twilight of Magic (1930) de Hugh Lofting