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	<title>dark fantasy Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>A Companhia Negra &#124; Glen Cook</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Apr 2019 13:29:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Glen Cook]]></category>
		<category><![CDATA[dark fantasy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse primeiro livro da série, ficamos conhecendo a fascinante rotina de um exército de mercenários a serviço da feiticeira maligna que quer dominar o mundo. A Dama, senhora da escuridão e do desespero, está de volta após um sono de centenas de anos. Seus servos são os Tomados, magos criadores de horror e destruição que</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse primeiro livro da série, ficamos conhecendo a fascinante rotina de um exército de mercenários a serviço da feiticeira maligna que quer dominar o mundo.</p>
<p>A Dama, senhora da escuridão e do desespero, está de volta após um sono de centenas de anos. Seus servos são os Tomados, magos criadores de horror e destruição que tiveram suas almas corrompidas e se transformaram em verdadeiros monstros. O objetivo dela: conquistar o mundo, transformando todos os reinos livres em partes do seu domínio.</p>
<p>Para isso, ela conta não só com inúmeros exércitos e seus feiticeiros horrorosos, como também com os serviços da Companhia Negra – um grupo de mercenários que tem como regra principal honrar seus contratos. Narrado por Chagas, o médico e crônico da Companhia, o livro segue a campanha da Companhia Negra desde logo antes de serem contratados pelo Apanhador de Almas (um dos Tomados menos terríveis) até a batalha final nos portões da fortaleza da Dama, pela honra e pela liberdade – em que a Companhia luta do lado das forças do mal.</p>
<p>Com essa premissa extremamente interessante de mostrar a história do lado dos maus, o livro ganha uma força que o colocou entre os precursores da ‘dark fantasy’. Os soldados da Companhia não são exatamente malignos, são apenas mercenários que lutam em guerras infindáveis e por isso se importam pouco com qualquer coisa que não seja: quando vamos parar para descansar e quem ganhou mais dinheiro no jogo de cartas. Se por um lado isso deixa todo mundo com uma personalidade fria, por outro deixa a narrativa com realismo cético surpreendente; afinal, são dezenas de anos matando, pilhando, torturando e colocando fogo em tudo, não dá pra esperar que sejam homens com coração leve e sonhos esperançosos.  O narrador se infiltra em uma sessão de tortura dos aliados do Círculo (grupo de feiticeiros ‘do bem’ que tem como missão acabar com a Dama e seus Tomados) e comenta que as técnicas deles não eram diferentes das usadas pelos ‘do mal’, e a mensagem é clara: não existe lado bom numa guerra, só depende do seu ponto de vista.</p>
<p>Pontos que podem ser negativos na verdade enganam. Os personagens são rasos, sem graça e mal descritos. As batalhas quase não aparecem. A violência é tratada com naturalidade. E tudo isso <em>faz sentido</em>: os personagens são mal descritos porque são os amigos do narrador, e ninguém precisa descrever amigos! As batalhas não aparecem porque, para o narrador, são todas tão parecidas que se confundem na memória dele, e o que importa é quem sobreviveu. A violência é tratada com naturalidade porque para eles todos ela virou natural. O passado do autor como fuzileiro naval e o fato de que o livro é um favorito entre ex-militares mostra que de alguma forma ele acertou a mão com essa forma de escrever. Apesar dos personagens serem em geral sem muita graça, os poucos que aparecem melhor são memoráveis e fiquei curiosa para saber o futuro deles.</p>
<p>Mas infelizmente não é uma leitura fácil: Com cerca de 300 páginas, a tradução primorosa em português conseguiu melhorar o texto original, que é confuso, cheio de termos chulos, apelidos sem sentido e frases de efeito inventadas. Glen Cook tem um estilo complicado de gostar e deixou as coisas mais chatas aqui com essa mania de pular duas linhas do livro e dois meses na narrativa. O narrador Chagas está escrevendo as memórias dele e não parece se importar que alguém vá ler, pula de um lado pro outro da história e não explica nada do que está acontecendo: são batalhas de meses resumidas em duas linhas, violências horríveis que viram “ela seria bonita se não tivesse sido tão abusada” e apenas uma ou duas cenas de ação que são de fato organizadas pelo narrador – mas é tudo tão confuso que não dá pra saber o que está acontecendo. Quase pensei em reler algumas partes para conseguir me achar, mas no fim das contas fiquei com a impressão de que não importava muito – e eu estava certa. A trama parece que vai para os lugares mas na realidade não vai pra lugar nenhum, e só nas últimas trinta páginas que vemos alguma coisa acontecer. Eu sei que é o primeiro livro de uma série, mas mesmo assim: o plot twist na realidade é TODO O PLOT, e se não fosse um livro tão rápido de ler, eu teria desistido no meio.</p>
<p>Se você se interessa em ler um dos pioneiros da dark fantasy, se interessa por vida no exército e se contenta com pinceladas sobre o mundo e está disposto a descobrir mais sobre o universo nos próximos livros da saga, eu super recomendo esse livro: com uma dose de narrativa sombria que conseguiu não me fazer largar o livro (e eu sou nojenta com essas coisas de violência), uma ideia original bem executada e uma narrativa que, por mais que tenha uma trama pouco movimentada, é rápida de ler, esse foi um livro que me deixou entretida e interessada na história. E pode até ser que eu leia os próximos <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p><strong>The Black Company (1984) de Glen Cook. Série The Chronicles of the Black Company Livro 1</strong></p>
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		<title>Neverwhere &#124; Neil Gaiman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Jul 2012 15:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neil Gaiman]]></category>
		<category><![CDATA[dark fantasy]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bom, todo mundo que me conhece sabe que eu tenho uma lista absurda de livros que eu tenho e nunca li. E o problema não é falta de tempo (eu arranjo) mas é que só tenho uns livros chatenhos, chatenhos&#8230; Explico-me. É tão difícil começar a ler um livro e ser fisgada imediatamente. E com</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: var(--global-body-font-family);">Bom, todo mundo que me conhece sabe que eu tenho uma lista absurda de livros que eu tenho e nunca li. E o problema não é falta de tempo (eu arranjo) mas é que só tenho uns livros chatenhos, chatenhos&#8230;</span></p>
<p>Explico-me. É tão difícil começar a ler um livro e ser fisgada imediatamente. E com essa vida tensa que eu ando levando, se o livro não me pega de jeito logo de início, eu acabo deixando-o de lado.</p>
<p>E eu não estava animada pra ler Neil Gaiman, porque ele é muito sombrio e eu estava num momento pouco sombrio da minha vida, mas daí duas coisas aconteceram: tem um mapa do metrô de Londres no início do livro (*amo*) e o primeiro parágrafo já me cativou:</p>
<p>&#8220;The night before he went to London, Richard Mayhew was not enjoying himself.&#8221;</p>
<p>Sei lá por que motivo foi, mas o fato é que esse parágrafo me levou ao próximo, e ao outro e ao outro, e quando vi não largava mais o livro.</p>
<p>A história é a do tal Richard, que um dia encontra uma garota ferida no meio da rua e resolve ajudá-la, e fazendo isso entra em contato com a misteriosa &#8220;London Below&#8221;: uma cidade abaixo da Londres que conhecemos; nos túneis abandonados de antigas linhas de metrô, antigos mausoléus, antigos túneis subterrâneos que perderam seu propósito há décadas.</p>
<p>Eu estava certa: o livro é sombrio, e não só porque se passa quase que o tempo todo no subterrâneo. É sombrio porque é Neil Gaiman, sim, e ele tem aquele jeito de narrar o que o vilão anda fazendo pra misturar o suspense na trama. Funciona muito bem, especialmente porque Mr. Croup e Mr. Vandemar são personagens tão assustadores. Além disso, nunca sabemos quem é leal aos heróis e quem está do lado dos malvados.</p>
<p>Como é Neil Gaiman escrevendo, existem mais cenas feias e nojentas (ainda mais considerando a ambientação) do que beleza no mundo que ele criou. E, também pelo mesmo motivo, existe aquele &#8220;quê&#8221; de literatura fantástica do protagonista &#8211; e o leitor &#8211; não saberem o que é real ou não.</p>
<p>Mesmo que tenha seus pontos baixos (especialmente passagens as quais que não é recomendável se ler comendo) e seus personagens dúbios e uma meia escuridão perpétua durante o livro, no fim das contas é uma boa leitura e um livro que devorei em menos de uma semana.</p>
<p>Neverwhere (1996)</p>
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		<title>A Mão Esquerda de Deus &#124; Paul Hoffman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 11:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Paul Hoffman]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[dark fantasy]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É importante que eu diga que eu li esse livro no original. Isso pra falar da minha principal objeção ao livro, que é a linguagem usada na narrativa. Eu sinceramente não tenho idéia se isso é visível na tradução. O autor certamente é um narrador onisciente: Cale é o personagem principal, mas isso não impede o leitor de</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both;"><span style="font-family: var(--global-body-font-family);">É importante que eu diga que eu li esse livro no original. </span>Isso pra falar da minha principal objeção ao livro, que é a linguagem usada na narrativa. Eu sinceramente não tenho idéia se isso é visível na tradução. O autor certamente é um narrador onisciente: Cale é o personagem principal, mas isso não impede o leitor de ter vislumbres das opiniões de outros personagens durante a narrativa. É quando o narrador não está falando do ponto de vista de personagem algum que a situação me incomoda: a linguagem é truncada, há muitas opiniões nos adjetivos e há momentos até mesmo em que a narrativa parece ser em primeira pessoa. Não me surpreenderia se ao final Cale fosse contador dessa história &#8211; o que não deixa de ser um <em>spoiler.</em></div>
<div style="clear: both;">Além disso, o narrador escolhe participar dos pensamentos de alguns personagens que pouco depois vão sumir da história, deixando uma sensação de pouca utilidade durante partes da narrativa.</div>
<div></div>
<div style="clear: both;">A história é a de Cale, um garoto que desde cedo foi treinado por homens religiosos e violentos chamados Redentores, numa fortaleza imensa nos confins do mundo. Os Redentores estão em constante guerra contra inimigos religiosos que não aceitam o único e verdadeiro deus, e para essa guerra eles mantém o Santuário: um local com milhares de garotos como Cale, tirados de casa pequenos ainda e treinados sem descanso na arte da guerra. Cale e seus colegas são tratados à chibatadas e praticamente nenhuma comida, sob o pretexto de que são pecadores e precisam pagar por isso para que ganhem um local nos reino dos céus.</div>
<div style="clear: both;">Mas logo vemos que Cale é especial: ele ganha atenção extra de um certo Redentor Bosco, apanha mais do que os outros e é obrigado a resolver exercícios de estratégia &#8211; apenas para ser castigado por terminá-los rápido ou devagar demais.</div>
<div></div>
<div style="clear: both;">Um dia, quando Cale é enviado por Bosco para levar uma mensagem ao outro lado do castelo, Cale testemunha um ato horrendo, age sem pensar e agora só tem uma escolha &#8211; fugir da fortaleza ou ser descoberto (o que significa uma morte das mais terríveis).</div>
<div></div>
<div style="clear: both;">Quando Cale e alguns amigos finalmente conseguem fugir do Santuário, não se sabe muito sobre o personagem principal: sua personalidade e suas habilidades serão descobertas na próxima parte do livro, em que os três aprendizes fugidos são resgatados por curiosos políticos na cidade mais próxima do Santuário. Lá, Cale demonstra sua capacidade incrível de matar pessoas (teoricamente devido a uma pancada que levou na cabeça quando menino), se apaixona pela filha do líder da cidade e consegue criar ainda mais problemas do que tinha antes.</div>
<div></div>
<div style="clear: both;">O livro é muito envolvente, isso não posso negar. A ambientação &#8211; que pode muito bem ser a do nosso mundo medieval, com <em>anti-redentores</em> ao leste e uma enorme cidade dos orgulhosos Materazzi no centro do mundo &#8211; e os mistérios sugeridos; o ritmo do livro e a alteração entre a ingenuidade e violência dos personagens são de tirar o fôlego.</div>
<div></div>
<div style="clear: both;">Cale pode não ser meu personagem favorito. Mas alguma coisa nesse livro me segurou do começo ao fim. Violento, envolvente, interessante e sombrio, A Mão Esquerda de Deus certamente agradará aos fãs do terror tradicional e das aventuras fantasiosas mais chegadas ao lado negro&#8230;</div>
<div></div>
<div style="clear: both;">The Left Hand of God (2010)</div>
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