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	<title>Stieg Larsson Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>Stieg Larsson Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Adaptação &#124; The Girl With the Dragon Tattoo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2012 12:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Stieg Larsson]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Livro Män som hatar kvinnor (Os Homens que Odeiam as Mulheres) é um livro escrito pelo jornalista sueco Stieg Larsson.  A história acompanha dois personagens principais, a hacker problemática Lisbeth Salander e o jornalista de meia idade Mikael Blomkvist, durante a investigação de um caso peculiar: um senhor de idade, patriarca de uma família [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><b>O Livro</b></h4>
<p><span lang="sv"><i>Män som hatar kvinnor (</i>Os Homens que Odeiam as Mulheres) é um livro escrito pelo jornalista sueco Stieg Larsson. </span><br />
<span lang="sv">A história acompanha dois personagens principais, a hacker problemática Lisbeth Salander e o jornalista de meia idade Mikael Blomkvist, durante a investigação de um caso peculiar: um senhor de idade, patriarca de uma família abastada, quer que encontrem sua sobrinha, que desapareceu há trinta anos. Enquanto eles trabalham num caso que fica a cada dia  mais sinistro, o relacionamento dos dois vai também ficando mais pesado.</span></p>
<p><span lang="sv">Esse livro me incomodou. Não só pela lerdeza no meio dele &#8211; eu, que gosto de policiais rápidos e faceiros, não consegui me acostumar com um policial sério &#8211; mas também pelo peso das relações entre os personagens.  </span>Em geral, achei que o livro é super-valorizado, e preciso mais do que cenas pesadas de violência e abuso para me impressionar com algo, mas não vou dizer que não me diverti.</p>
<p>O suspense em si é bem construído, a Lisbeth me irrita mas eu entendo o charme dela para o grande público, e Mikael tenta ter profundidade mas não consegue: ele é só um cara de meia idade que ainda consegue pegar todo mundo.<br />
É fato que a história melhora com os outros livros da série. Não recomendo o livro para os que tem estômago mais sensível. Para os que curtem policiais com boas tramas e algo de violência, o livro é uma boa.</p>
<h4><b>O Filme</b></h4>
<p>Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (The Girl With the Dragon Tattoo) &#8211; 2011<br />
de David Fincher, com Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgard, Robin Wright.</p>
<p>O elenco impecável e a trama movimentada fazem desse um excelente filme policial. As cenas de violência e estupro não agradarão os espectadores mais sensíveis, mas o conjunto da obra não desaponta. Christopher Plummer como o patriarca rouba a cena, claro, mesmo a história não sendo a respeito dele.</p>
<p>O jornalista bonitão Mikael Blomkvist está no fundo do poço depois que fez uma notícia falsa sobre um empresário corrupto. Sem ter para onde ir com a carreira, acaba aceitando o trabalho oferecido a ele pelo patriarca da excêntrica família Vanger. O velho quer que ele finja escrever suas memórias enquanto tenta descobrir o que aconteceu com sua sobrinha, desaparecida anos antes.</p>
<p>Para isso, o jornalista conta com a ajuda da estranha hacker Lisbeth Salander, que tem seus próprios traumas e um jeito diferente de encarar as coisas.</p>
<p>O que faz o filme funcionar é a excelente química entre os dois protagonistas e o bom jogo de câmera para mostrar passado x presente na trama, que de outra forma ficaria paradona. Lá pelo meio do filme ele passa de drama para thriller policial, com resultados igualmente interessantes.</p>
<h4><b>Livro x Filme</b></h4>
<p>Eu não assisti a versão sueca mas achei a americana bastante decente. Colocar o Daniel Craig como Mikael certamente resolveu todos os meus problemas com ele, já que o ator não precisa fazer nada para ser atraente às mulheres e eu achava isso meio forçado no livro. A trama também foi enxugada e o fim alterado, para que os leitores pudessem ao menos ter uma supresinha. Mas fora isso, as coisas ocorrem da forma que são contadas no livro &#8211; com direito ao  estupro de Lisbeth e tudo &#8211; e de forma geral o filme é uma ótima adaptação.</p>
<p>O clima da história foi preservado, e as cenas do passado devidamente caracterizadas só fazem o suspense ficar melhor.<br />
Enfim. Um bom livro, com alguns problemas, que gerou um filme ainda melhor por eliminar os espaços vazios e entediantes no meio da investigação de Mikael e por colocar atores primorosos como protagonistas.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
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		<title>A Rainha do Castelo de Ar &#124; Stieg Larsson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 01:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Stieg Larsson]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois do final tenso do livro anterior, Lisbeth Salander está no hospital em estado crítico. Além disso, ela está presa pela tentativa de assassinar seu pai, o russo Zalachenko, duas vezes. Fora dali, seus amigos tentam fazer o que podem para construir uma defesa para ela no julgamento que se aproxima &#8211; onde ela vai [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do final tenso do livro anterior, Lisbeth Salander está no hospital em estado crítico. Além disso, ela está presa pela tentativa de assassinar seu pai, o russo Zalachenko, duas vezes.</p>
<p>Fora dali, seus amigos tentam fazer o que podem para construir uma defesa para ela no julgamento que se aproxima &#8211; onde ela vai ser acusada de bem mais coisas do que seu relacionamento agradável com o pai.</p>
<p>O livro se divide entre os esforços do jornalista Blomkvist para ajudar sua amiga e tudo o que isso desencadeia, a nova vida de Erika Berger como editora de um grande jornal, e a solitária Lisbeth tentando decidir como se defender do que é para ser o último ataque dos seus inimigos.</p>
<p>Os novos personagens se dividem entre policiais e políticos que finalmente começam a perceber que há algo errado no caso Salander e pessoas que se aproxima de Berger em sua nova carreira.</p>
<p>Eu gostei do livro, de verdade. Mas achei meio clichê demais. A cena do julgamento de Lisbeth poderia bem estar num filme hollywoodiano. Tudo bem que isso não é uma coisa que realmente me incomoda. Se for pra falar do que me incomoda, SPOILER, vou falar do completo absurdo que é tudo o que acontece com Lisbeth por causa de um desertor russo que não teve importância nenhuma para o governo sueco. Que exagero.</p>
<p>Outra coisa que não colou, mas aí é por causa do meu background de brasileira, é um cara poder ser arruinado por ter seu nome ligado a uma empresa que talvez use trabalho escravo na Tailândia. Gente, isso é muito surreal.</p>
<p>Daí, no livro anterior, tava todo mundo contra a Lisbeth, que ela era lésbica, satanista, ninfomaníaca, psicopata e tudo mais. Daí nesse todo mundo resolve corrigir seus erros e reconhecer que estava errado? Hollywood demais.</p>
<p>E não nos esqueçamos da Lisbeth-eu-odeio-o-mundo e o Mikael-eu-como-todo-mundo e o relacionamento bizarro deles.</p>
<p>Eu achei que o autor se esforçou tanto para fazer personagens complexos que terminou com gente ou que não faz o menor sentido (a Lisbeth propondo coisas para a sua advogada. Oi?) ou que vai perigosamente para o terreno do personagem de cinema, que faz exatamente o esperado e nada mais.</p>
<p>Mesmo assim, é um livro de que gostei muito. O enredo é bastante movimentado, a ação é na medida certa e por mais que os personagens ao final estejam fazendo o que você espera, eles são bastante &#8220;gostáveis&#8221; e o sentimento que sobrou em mim foi de contentamento.</p>
<p>Com exceção do primeiro livro da série, então, que é meio lerdo, posso falar com tranquilidade que a trilogia Millenium é bastante boa.</p>
<p>Luftslottett Som Sprängdes (2007) de Stieg Larsson | Trilogia Millenium livro 3</p>
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		<title>A Menina Que Brincava Com Fogo &#124; Stieg Larsson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 23:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Stieg Larsson]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois que li Os Homens que Não Amavam as Mulheres, larguei a trilogia por anos. Afinal, achei o livro meio paradão, sem graça, exageradamente polêmico em partes e bastante idiota em outras. Achei Lisbeth irritantemente apática, Blomkvist muito do insuportável e toda a família Vanger simplesmente clichezada e sem graça. Mas depois que vi o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois que li <i>Os Homens que Não Amavam as Mulheres</i>, larguei a trilogia por anos. Afinal, achei o livro meio paradão, sem graça, exageradamente polêmico em partes e bastante idiota em outras. Achei Lisbeth irritantemente apática, Blomkvist muito do insuportável e toda a família Vanger simplesmente clichezada e sem graça.</p>
<p>Mas depois que vi o filme tudo mudou: o roteiro americano do filme de David <span style="text-decoration: line-through;">Lynch</span> Fincher deu vida aos personagens e me deu uma enorme vontade de continuar a ler a série.</p>
<p>Ainda bem.<br />
Tudo o que o primeiro livro tem de ruim, esse segundo tem de bom. O ritmo da narrativa é muito mais envolvente, o mistério é mais interessante, os personagens adquirem profundidade maior e eu passei a me importar muito mais com eles.</p>
<p>A história segue, novamente, o jornalista Blomkvist e a hacker anti-social Salander após o trágico incidente em Hedestad. Salander está construindo uma vida nova com o dinheiro que roubou do corrupto Weneström e Blomkvist entra de cabeça numa reportagem sobre tráfico de mulheres que Dag Svensson, um freelancer, está escrevendo para a revista Millenium.</p>
<p>A primeira parte do livro eu achei meio irregular e irreal &#8211; mostra Salander no Caribe tendo um romance com um garoto de 16 anos e salvando uma mulher de ser morta pelo marido durante um furacão.</p>
<p>A segunda parte, que mostra a composição do livro por Blomkvist e Svensson e a aproximação de Salander e de sua amiga Miriam Wu, já é bem mais interessante. Os personagens adquirem mais força e a tensão aparece na forma de Bjurmann, o responsável legal por Salander, que a estuprou e agora morre de medo que ela divulgue o filme que ela fez do evento. Ele decide matá-la e para isso trata de vasculhar o passado dela. Isso coloca uma série de eventos em movimento e joga o livro abruptamente para a terceira parte.</p>
<p>Svensson e sua namorada são assassinados e as digitais de Salander estão na arma deixada no local do crime. Isso desencadeia uma caça às bruxas por parte da polícia e da imprensa que é o que faz a história engrenar.<br />
O leitor não sabe o que aconteceu com Salander, e em vez disso é obrigado a acompanhar todos os detalhes da vida da protagonista através dos olhos dos policiais e dos repórteres que acompanham o caso. O suspense é excelente &#8211; o que, afinal, aconteceu com Salander? quais policiais são tapados e quais vão conseguir separar a verdade do lixo que a imprensa publica? será que os responsáveis pelas mortes vão tentar eliminar Blomkvist também? ou será que é a própria Salander a assassina?</p>
<p>Enquanto isso, agentes malignos da vida de Salander começam a se unir quando vêem o nome dela estampado nas manchetes de todos os jornais.<br />
A quarta parte do livro, que eu não vou contar porque é spoiler, é uma aventura de tirar o fôlego e que faz com que o leitor seja incapaz de 1) largar o livro e 2) não pegar o próximo da série logo em seguida.</p>
<p>Um excepcional livro de romance policial por um autor que finalmente mostra a que veio: cada personagem que aparece recebe uma descrição que o torna palpável e humano; a trama se desenrola de forma a deixar o leitor sempre no suspense (com exceção da primeira parte do livro, que é idiota); o final é bem construído e deixa todas as pontas para serem fechadas no próximo volume.</p>
<p>Se você gostou do primeiro livro, é impossível que não goste desse. E se você, como eu, não se empolgou muito com o primeiro, dê mais uma chance ao autor e deixe-se levar por essa excelente série.</p>
<p>Flickan som lekte med elden (2006) de Stieg Larsson | Trilogia Millenium livro 2</p>
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		<title>Os Homens Que Não Amavam as Mulheres &#124; Stieg Larsson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 19:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Stieg Larsson]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu sempre acabo demorando mais pra ler livros badalados, e não foi diferente com este, que fez bastante barulho na época do seu lançamento e tem inclusive um filme baseado nele em cartaz no Brasil. Blomkvist, ou como quer que se escreva o nome dele, é um jornalista de meia idade que foi condenado por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre acabo demorando mais pra ler livros badalados, e não foi diferente com este, que fez bastante barulho na época do seu lançamento e tem inclusive um filme baseado nele em cartaz no Brasil.<br />
Blomkvist, ou como quer que se escreva o nome dele, é um jornalista de meia idade que foi condenado por difamação e decide aceitar o trabalho proposto por um velho magnata da indústria sueca: descobrir o que aconteceu com a sua sobrinha-neta Harriet Vanger, desaparecida mais de trinta anos antes.</p>
<p>Ao mesmo tempo  ficamos conhecendo Lisbeth Salander, uma hacker com sérios problemas sociais que acaba ajudando Blomkvist em sua empreitada de adentrar as crônicas da complexa família Vanger.<br />
Então primeiro quero dizer que sim, eu gostei do livro. É bem difícil eu <i>não</i> gostar de um policial, e este ainda por cima é bem amarrado. Mas, como o nome do livro deixa claro, o assunto central e a forma como os crimes são cometidos são bastante perturbadores para qualquer mulher de ler. Mas o autor retrata as vítimas e os criminosos de forma original, ou assim me pareceu. De qualquer forma eu não curto muito a pegada de estupradores serial killers, é um assunto que me incomoda, e de certa forma é tudo tão irreal – no sentido de que nunca supomos que passaremos por algo parecido – que a reação das mulheres abusadas é no mínimo intrigante.</p>
<p>Os personagens são bem construídos, temos a noção de que realmente os conhecemos, e a trama é envolvente e bem amarrada. A narração se alterna entre o ponto de vista de vários personagens, mesmo nunca saindo da terceira pessoa, e isso dá uma riqueza ainda maior ao texto.<br />
Apesar de não ser meu tipo de policial, é um livro que eu recomendo – mas com a ressalva de que pode ser um pouco forte para algumas menos acostumadas.</p>
<p>Em tempo. Fica a dúvida. Por que raios a tradução para o inglês escolheu o título esdrúxulo de <i>The Girl With The Dragon Tattoo</i>? Lisbeth certamente tem uma tatuagem de dragão, mas ela não é a personagem principal do livro e o nome não faz sentido se considerarmos a trama central: homens que fazem mal às mulheres.<br />
Eu também achei engraçadas as passagens que falam da porcentagem de mulheres ameaçadas, abusadas e mortas por homens na Suécia, onde se passa o livro e as passagens que descrevem o tempo que Blomkvist passou na prisão: as porcentagens parecem saudavelmente baixas comparadas às nossas e só preciso mencionar que Blomkvist foi liberado mais cedo porque a prisão estava super lotada: eram 45 presos para 32 leitos. Tenso, hein.</p>
<p>Män som hatar kvinnor (2005) de Stieg Larsson | Trilogia Millenium</p>
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