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	<title>Mercedes Lackey Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>Mercedes Lackey Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Beauty and the Werewolf &#124; Mercedes Lackey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2015 12:16:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercedes Lackey]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os Quinhentos Reinos são assolados por uma magia muito poderosa que pessoas sábias chamam de Tradição. A Tradição empurra pessoas com currículo tradicional para situações tradicionais: no exemplo da vez, Isabella Beauchamps é a moça bonita cujo pai se casa novamente com uma mulher que por acaso já tem duas filhas &#8211; e a Tradição</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Quinhentos Reinos são assolados por uma magia muito poderosa que pessoas sábias chamam de Tradição. A Tradição empurra pessoas com currículo tradicional para situações tradicionais: no exemplo da vez, Isabella Beauchamps é a moça bonita cujo pai se casa novamente com uma mulher que por acaso já tem duas filhas &#8211; e a Tradição faz com que sua madrasta seja desagradável e que Bella corra o risco de sofrer alguma desgraça do tipo ser transformada em empregada da família.</p>
<p>Mas nem mesmo Bella, que é ciente da Tradição e quer fazer de tudo para escapar dela, consegue fugir do inexorável destino. Então quando ela vai visitar a senhora no meio da floresta &#8211; que todos chamam de Granny (vovózinha) &#8211; a capa que ela pega pra se proteger do frio é&#8230; vermelha. E óh! Que barulho é esse? SERÁ UM LOBO?</p>
<p>Não, é um lobisomem mesmo. Que morde Bella e agora uma comissão de pessoas sábias quer deixar Bella isolada num castelo até a próxima lua cheia, pra ver se ela se contaminou ou sei lá o que pode acontecer com uma moça mordida por um lobisomem. Claro que o castelo não é exatamente deserto: o lobisomem mora lá. Ele é na verdade um jovem duque que gosta de ler, não sabe como se transformou em lobisomem e está mesmo muito chateado de ter mordido Bella. Foi sem querer e tal. E olha a Tradição jogando a linda jovem que se chama BELLA para morar num castelo com servos invisíveis com um nobre que é na verdade um monstro.</p>
<p>Ou seja, já que a Tradição foi &#8220;impedida&#8221; de transformar Bella na Chapeuzinho Vermelho, ela vai tentar transformar ela na Bela e a Fera. A questão é que a Fada Madrinha Elena tá ligada em tudo que rola com a Tradição (pra isso que fadas madrinhas servem nos Quinhentos Reinos: para identificar momentos em que a Tradição pode atrapalhar tudo e achar formas de combatê-la) e o plano esperto dela é usar o lindo amor de Bella e do Duque que chama Sebastian para quebrar a maldição da licantropia dos dois.</p>
<p>O principal problema com esse livro pra mim foi que eu não estava a fim. Eu queria um romance hot com trama interessante e um pouco de aventura e fui fazer o quê lendo uma adaptação de contos de fadas pra pré-adolescentes? Aí fica chato e eu reclamo. Desculpe.</p>
<p>Mas além disso tem a complicação da trama e o romance sem noção. Eu saquei que a ideia do livro foi misturar Chapeuzinho Vermelho com Bela e a Fera, com um triângulo amoroso, magia e lobisomens misturados no meio, mas eu achei que a maior parte das coisas foram jogadas e não resolvidas. O romance da Bella com o Sebastian é sempre deixado óbvio &#8211; por causa da Tradição &#8211; mas não existe nenhuma cena em que os dois pareçam estar realmente se gostando ou interagindo de forma real. É sempre a Bella impaciente porque o Sebastian é meio cego pra algumas coisas óbvias, e ela explica pra ele e ele fica &#8220;nossa, aatah&#8221; e é isso. O outro bonitão não chega a ser uma opção de triângulo &#8211; ou não deveria ser, na verdade &#8211; porque tem uma cena em que ele agarra a Bella sem a permissão dela. E aí rola uns pensamentos dela do tipo &#8220;ain mas será que ele não estava só pagando de malvado e na vdd é bonzinho&#8221; e não, gata. Apenas não. Na verdade todas as partes relacionadas ao Eric são muito ruins. Já dá pra ver desde o começo que ele vai ser o mauzão (porque logo nas primeiras páginas ele agarra a menina), então pra quê gastar páginas e páginas da Bella &#8220;tentando entender as motivações dele&#8221;?</p>
<p>E esse Sebastian, jovens. Que cara mais sem graça. Ele é mago, é? Mas mago burro, porque toda cena que ele aparece tá lá a Bella corrigindo alguma coisa que ele fez errado, e tratando ele que nem criança (porque é assim que ele se comporta). E aí rola paixão NAONDE que eu não vi? Eu fiquei o tempo todo revoltada porque ou o Eric tinha uma cena charmosão e NÃO GENTE ESSE CARA QUASE ESTUPROU UMA PERSONAGEM QQ ELE TAFAZENO SENDO CHARMOSO AQUI ou o Sebastian tinha uma cena que eu não sabia se ele tinha vinte anos ou doze. E aí qual a graça de um &#8220;&#8221;&#8221;triângulo amoroso&#8221;&#8221;&#8221; onde nenhum dos participantes é remotamente atraente?</p>
<p>Mas vou parar por aqui porque vocês já pegaram a ideia. Mercedes Lackey é uma autora complicada. Tem livro que beleza, dá pra se divertir, mas tem outros que são muito difíceis <em>mesmo</em>. Mesmo que grande parte do livro tenha se estragado porque não era o que eu estava na pegada pra ler, a outra grande parte que me irritou é porque é chato mesmo, né. Então fica na lista dos não recomendados.</p>
<p><strong>Beauty and the Werewolf (2011) de Mercedes Lackey. Série Five Hundred Kingdoms Livro 6</strong></p>
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		<title>Fortune&#8217;s Fool &#124; Mercedes Lackey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Apr 2014 15:42:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercedes Lackey]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fairy-tale-retelling]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Katya é a filha mais nova do Rei do Mar. Num mundo onde a magia da Tradição força o futuro de todos, ela sabe que tem um destino incomum pela frente. Enquanto ele não chega, no entanto, ela se diverte sendo a espiã da família real, em missões em todas as partes do mundo. Inclusive</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Katya é a filha mais nova do Rei do Mar. Num mundo onde a magia da Tradição força o futuro de todos, ela sabe que tem um destino incomum pela frente. Enquanto ele não chega, no entanto, ela se diverte sendo a espiã da família real, em missões em todas as partes do mundo. Inclusive no seu lugar favorito: a superfície.</p>
<p>Sasha é o sétimo filho do rei. Isso faz com que a Tradição o transforme em um &#8220;<em>fortune&#8217;s fool&#8221;</em>, ou seja, no filho bobo que tem o destino de ser humilhado pelos irmãos e pelo pai, ser chutado de casa com apenas um pão velho, e conseguir proezas com sua bobice e seu bom coração. Mas Sasha é um estudioso da Tradição e usa a proverbial sorte dos bobos-da-fortuna para fazer do seu pequeno reino um lugar próspero e sem muitos problemas. Sua família o trata bem nos momentos particulares e mal na frente dos outros, para manter a Tradição &#8220;enganada&#8221;. Um dia, quando ele está fazendo a ronda do reino, ele para na beira do mar para chorar sua solidão e dá de cara com Katya, que foi enviada pelo pai para descobrir porque o reino de Sasha é tão calmo.</p>
<p>Sasha e Katya se sentem imediatamente atraídos um pelo outro e resolvem se casar. Só que a próxima missão de Katya pode não só mantê-los separados por mais tempo do que imaginavam como também destruir uma boa parte do mundo.</p>
<p>O livro começou bem. Tenho um fraco por histórias de sereias, e o reino de Katya no fundo do mar é descrito com muita beleza e graça. E quando a narrativa nos apresenta Sasha, que é um garoto esperto e engraçado, achei que o romance dos dois seria uma boa. Só que aí a coisa toda desandou, porque parece que a autora quis contar todas as histórias do mundo em um lugar só.</p>
<p>Tem um momento lá no fim da história que a Katya vai precisar de um pássaro de origami mágico. Isso faz com que uma boa parte do livro seja gasta em uma aventura longa e sem graça pela qual Katya passa e ganha o tal pássaro como recompensa; Sasha, por sua vez, está salvando o reino de uma assombração pouco ameaçadora. Eu entendi que isso foi pra mostrar a rotina básica de Katya e Sasha, mas achei que foi desnecessário e entediante: eu SABIA que alguma coisa mais séria ia acontecer, então ler as aventuras que eu sabia que iam acabar bem não foi exatamente empolgante.</p>
<p>O romance deles também acontece rápido demais e não sofre nenhum tipo de obstáculo. Eu esperava um pouco mais de conflito nessa parte. Eles formam um casal fofo, e &#8220;salvar a Katya mesmo que ela não precise de ajuda&#8221; parece um bom objetivo para Sasha. E isso nem teria me incomodado tanto se não fosse o resto do livro.</p>
<p>E aí acontece o problema real (lá pela metade do livro): um Jinn veio de algum outro lugar e toma posse do castelo do Katchei (o que quer que seja isso), e está raptando garotas que têm poder mágico para roubar a magia delas e transformar tudo em deserto. Katya é enviada pelo pai para descobrir o que está acontecendo e seu plano ninja é ser raptada também. E aí Sasha decide ir salvá-la.</p>
<p>Bom, conflito estabelecido, agora precisamos resolver, certo? Certo. Então aí o Sasha vai direto ao castelo pra tentar achar uma forma de destruir o Jinn&#8230; não, péra. Ele não faz isso. Ele vai fingir ser um surdo-mudo pra conseguir ser pego por uma bruxa louca. E depois vai ser preso pela Rainha da Montanha de Cobre. Enquanto isso, a Katya está lá, presa com todas as garotas, e fazendo amizade com todo mundo, e tentando descobrir como acabar com o Jinn.</p>
<p>No fim da coisa toda, a mulher colocou todos os personagens dos livros anteriores e mais alguns, deu um destino maior que a vida pra todas as (tipo dez) garotas que o Jinn raptou, e fez o Sasha dar a volta ao mundo pra conseguir chegar no castelo e <em>aí sim</em> tentar derrotar o Jinn. Muito, muito tempo pra ler tudo isso. E tudo na superfície, porque o mundo do mar lindo ficou pra trás lá no primeiro capítulo &#8211; uma pena. E ainda por cima tem o tom infantil da história que briga com as insinuações sexuais: gente, OU você faz um conto de fadas com trama infantil, OU você faz um romance com cenas hot. Uma hora eu achava que estava lendo um &#8220;filme da Disney&#8221; e logo depois era &#8220;<em>o rosto dele corou quando pensou nela. Na verdade, mais do que o rosto, fazendo com que ele pensasse como era possível que o sangue se concentrasse em mais de uma parte do corpo</em>&#8220;. Tipo. Não.</p>
<p>O livro começou tão bem, e depois se perdeu na trama, nos personagens, no tom&#8230; O final é bonitinho, mas quase não terminei de ler de tão entediada. Uma pena.</p>
<p><strong>Fortune&#8217;s Fool (2007) de Mercedes Lackey. Série Five-Hundred Kingdoms Livro 3</strong></p>
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		<title>The Fairy Godmother &#124; Mercedes Lackey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2014 19:39:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Elena é uma garota que vive como empregada da madrasta e das duas meias-irmãs, que a tratam muito mal e a obrigam a passar fome e a vestir trapos. Elena aguenta tudo até seus 21 anos, quando a madrasta finalmente tem tantas dívidas que vai embora da cidade em busca de outro marido rico para poder</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Elena é uma garota que vive como empregada da madrasta e das duas meias-irmãs, que a tratam muito mal e a obrigam a passar fome e a vestir trapos. Elena aguenta tudo até seus 21 anos, quando a madrasta finalmente tem tantas dívidas que vai embora da cidade em busca de outro marido rico para poder manter seu estilo de vida. Elena resolve fugir da casa em busca de emprego.</p>
<p>Quem a chama para trabalhar com ela é Madame Bella, que revela ser a Fada Madrinha do reino de Elena. Madame Bella também revela que Elena teve a vida de uma Cinderella não concluída, pois o príncipe do reino de Elena tinha onze anos e não poderia ser seu salvador. Isso fez com que a magia se concentrasse em volta de Elena, já que naquele mundo a magia se concentra em torno daqueles que tem um destino &#8220;tradicional&#8221; e continua a acumular enquanto ele não é concluído.</p>
<p>Elena, por ter 21 anos e ter sido maltratada pela madrasta e não ter encontrado seu príncipe, é por isso uma pessoa com uma grande quantidade de magia, e Madame Bella oferece a ela o trabalho de aprendiz de Fada Madrinha e depois finalmente o posto de Fada Madrinha de alguns dos centenas de reinos que existem no mundo.</p>
<p>Elena aceita e aos poucos vai aprendendo o que precisa fazer para ser uma boa Fada Madrinha. Quando chega o momento dela reinar sozinha, no entanto, Elena comete o que pode ser um erro de cálculo de sua parte: um dos príncipes que vai atrás de salvar a princesa no alto da montanha de cristal é tão rude com a velha senhora na encruzilhada (que na verdade é Elena disfarçada) que a senhora o transforma em um burrico. E Elena o leva para trabalhar em sua casa. Por seis dias na semana, o príncipe é um burrico que trabalha carregando lenha para a casa da Fada Madrinha. Mas por um dia, ele volta a ser o príncipe preconceituoso, arrogante, teimoso e burro &#8211; mas tremendamente atraente e aos poucos disposto a remendar seus modos&#8230;</p>
<p>Eu encontrei esse livro por uma reviravolta do destino &#8211; um dos livros dessa série quase foi resenhado mas não foi por um dos blogues que eu sigo, e aí eu me interessei e resolvi começar do primeiro, lógico. A principal graça do livro, pra mim, foi a questão da Tradição, que é ao mesmo tempo a explicação para tudo o que acontece nos reinos e o modelo de como a magia funciona. Como a magia é um ponto crucial em qualquer livro de fantasia, é importante que ela seja bem descrita e suas regras façam sentido para que a ambientação da história seja boa. Felizmente as coisas se encaixam bem aqui, e o livro tem uma ambientação impecável.</p>
<p>Outra coisa que me deixou bem feliz foi o romance. Eu já sabia que ele ia acontecer no momento em que o príncipe Alexander surgiu na trama, mesmo que ele fosse um idiota no começo, mas a forma como o romance foi construído deixou as coisas melhores e os personagens mais complexos. E ainda por cima a cena de sexo teve uma das melhores descrições que eu já li &#8211; mesmo com termos mais populares e vulgares, a autora conseguiu deixar a cena pouco explícita e ao mesmo tempo doce, divertida e bonita.</p>
<p>Apesar de ser um livro longo (mais de 500 páginas), eu o li no Kindle e por isso nem senti &#8211; primeiro porque a narrativa é ágil e me prendeu desde o início, e segundo porque não ter o peso do livro enorme nas mãos me tirou um pouco a idéia das proporções do livro, tanto é que nem acreditei quando descobri que o livro tinha tantas páginas.</p>
<p>Um livro interessante, divertido e diferente. Eu recomendo para aqueles que gostam de novas versões de contos de fadas e romances.</p>
<p><strong>The Fairy Godmother (2004) de Mercedes Lackey. Série Five-Hundred Kingdoms Livro 1</strong></p>
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		<title>One Good Knight &#124; Mercedes Lackey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Feb 2013 12:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercedes Lackey]]></category>
		<category><![CDATA[fairy-tale-retelling]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Five Hundred Kingdoms]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acadia é um reinozinho que é sustentado pelo comércio de navios, pois fica no único porto por milhas de distância e tem uma excelente estrada que leva ao centro do continente. Andromeda (Andie, para os íntimos) é a princesa, mas por ela não ser bonita sua mãe a deixa de lado. O hobby de Andie</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Acadia é um reinozinho que é sustentado pelo comércio de navios, pois fica no único porto por milhas de distância e tem uma excelente estrada que leva ao centro do continente.<br />
Andromeda (Andie, para os íntimos) é a princesa, mas por ela não ser bonita sua mãe a deixa de lado. O hobby de Andie é ler, e numa pesquisa na biblioteca real ela descobre que 1. a coroa fica com um terço de todos os bens que chegam à praia após um naufrágio e 2. existe alguma magia climática muito forte acontecendo que fez o número de naufrágios triplicar nos últimos anos.</p>
<p>E aí um dragão aparece e exige o sacrifício de uma virgem semanalmente &#8211; só que as garotas que estão sendo sacrificadas são convenientemente filhas dos inimigos da coroa.<br />
E quando Andie começa a perceber que talvez sua mãe e o conselheiro maligno dela possam estar por trás de tudo, Andie é a sorteada para ser sacrificada!</p>
<p>E quando ela é amarrada no poste do sacrifício e o dragão se aproxima, um cavaleiro armadurado entra em cena para lutar com o dragão! O dragão foge voando, e o cavaleiro, que diz se chamar George, é um jovem bem mal educado que está desesperado para que Andie não se apaixone por ele.</p>
<p>Porque, e isso quem já leu o primeiro livro da série já sabe, existe uma magia muito forte nos *Five Hundred Kingdoms* que é A Tradição, que meio que força os acontecimentos para um caminho &#8220;tradicional&#8221;; exemplo: a princesa se apaixona pelo cavaleiro que a resgata do dragão.</p>
<p>Aí Andie descobre que o cavaleiro é uma cavaleira, Georgina (Gina, para os íntimos), e elas duas encontram o dragão, que é bonzinho e foi forçado a fazer o &#8220;dragão do sacrifício&#8221; pelo mago maligno mas na verdade ele só trouxe as sacrificadas para um lugar seguro e todas são amigas.</p>
<p>E aí Gina resolve que vai usar o poder da Tradição para formar o &#8220;exército de pés-rapados que luta contra o rei tirano&#8221;, salvar o reino e colocar Andie como rainha &#8211; e enquanto isso Andie se sente estranhamente atraída pelo irmão mais novo do dragão-do-sacrifício, que é um dragão-dos-livros (é bem pior em inglês) e começa a gostar dele. Será que a Fada-Madrinha Elena (que conhecemos no primeiro livro) e seu amado Alexander conseguirão ajudar Gina e Andie a vencer a rainha tirana? Será que o exército de garotas conseguirá lutar com a guarda do palácio? E será que o mago maligno vencerá?</p>
<p>Daí que eu já tava irritada porque fui obrigada a ficar assistindo comediante *stand-up* fazer piada homofóbica na convenção nacional da minha empresa, e além disso o primeiro livro dessa série estava indo muito bem até soltar homofobia no final &#8211; só que como o livro era muito bom, dava pra relevar.</p>
<p>Só que além desse livro ter a homofobia da autora muito mais evidenciada (por afetar a trama principal), o livro é muito ruim e conseguiu estragar um dos meus elementos favoritos da fantasia medieval, que é moça-se-apaixona-por-dragão.</p>
<p>Vamos aos problemas? O primeiro deles é que Gina é uma garota. Que é uma cavaleira. Que vai lutar com um dragão. Pretty awsome, right? E aí ela fica preocupada com a Tradição fazer com que Andie se apaixone por ela &#8211; uma preocupação legítima, já que seria um amor &#8220;artificial&#8221;. Aí Andie descobre que ela é uma garota, e solta: &#8220;Bom, pelo menos agora você não precisa se preocupar de eu me apaixonar por você.&#8221; Ou seja. &#8220;Uma mulher se apaixonar por outra mulher é impossível&#8221;. Não existe. Não é &#8220;tradicional&#8221;. Não é sequer imaginável.</p>
<p>Complicado se divertir com um livro que (além de ruim) diz que a sua realidade &#8220;não existe&#8221;. E esse livro tem crianças e jovens como público alvo! Imagina o que é crescer sem ver sua realidade como sendo aceitável *numa obra de ficção*.</p>
<p>Ela conseguiu estragar personagens bastante interessantes, que poderiam ser consideradas &#8220;feministas&#8221;, mas depois disso não rola. Talvez, se eu não estivesse recentemente saída da tal convenção, nem teria me importado tanto. E certamente não teria me importado tanto se o livro fosse melhor (afinal, os outros dois livros dela têm passagens problemáticas e eu não me importei tanto).</p>
<p>E aí tem toda a questão do romance. Eu sinceramente acho que essa mulher escreveu esse livro fazendo outra coisa ao mesmo tempo. Porque não é possível que alguém que tenha escrito &#8220;The Fairy Godmother&#8221; e &#8220;Joust&#8221;  tenha escrito isso aqui também. Os personagens são sem graça, o romance é mal construído e a trama só funciona até Andie e Gina chegarem nos dragões &#8211; que é quando o romance começa.</p>
<p>Até Elena e Alexander, que já conhecemos de outro livro e já gostamos deles, aparecem aqui sem sal e sem vida. Pode ser que no outro livro a tensão romântica fosse mais inspiradora, e casais fofos que se gostam não são o forte dela quando se trata de diálogos. Mas em geral o livro é muito do mal escrito, a terceira parte é insuportavelmente previsível e mal amarrada e parece que a autora estava mais preocupada em terminar o livro rápido do que terminar o livro bem.</p>
<p>Fiquei extremamente irritada pelas idéias homofóbicas da autora, pela trama promissora que terminou de forma boba e pelos personagens idiotas. Senti que perdi meu tempo.</p>
<p><strong>One Good Knight (2006) de Mercedes Lackey (EUA) | Série Five Hundred Kingdoms Livro 2</strong></p>
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		<title>Joust &#124; Mercedes Lackey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2013 15:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercedes Lackey]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando eu era criança e tinha as aulas de história, uma das minhas partes favoritas era o Egito Antigo. Os faraós, as pirâmides, os deuses &#8211; era tudo legal demais, e ainda por cima se você pensar que tudo isso aconteceu há milhares de anos! E aí, o que é melhor que o Egito Antigo?</p>
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<p>Quando eu era criança e tinha as aulas de história, uma das minhas partes favoritas era o Egito Antigo. Os faraós, as pirâmides, os deuses &#8211; era tudo legal demais, e ainda por cima se você pensar que tudo isso aconteceu há milhares de anos!</p>
<p>E aí, o que é melhor que o Egito Antigo?<br />
Egito Antigo com Dragões, é claro!!</p>
<p>Esse livro foi uma adição perfeita à brincadeira.</p>
<p>A ambientação criada pela autora não é exatamente o Egito, mas sim um mundo de fantasia que tem o Egito Antigo como base &#8211; assim como a maioria das fantasias medievais se baseia livremente no medievalismo europeu.</p>
<p>Alta e Tia são dois reinos que estão guerreando há bastante tempo. Tia está ganhando, e constantemente expandindo seu território, especialmente devido ao grande número de cavaleiros de dragões, que são chamados de <i>jousters</i> (algo como &#8220;justadores&#8221;, já que em português o nome daquela luta de dois cavaleiros que tentam se acertar com lanças se chama justa).</p>
<p>Vetch é um servo <i>altan</i>, ou seja, um garoto que nasceu em Alta mas quando seu território foi conquistado pelos <i>tians</i> ele virou escravo &#8211; pior que escravo, na verdade, já que escravos podem ser libertados e servos são perpetuamente ligados às terras onde trabalham.<br />
Enfim. Vetch é um garotinho que vive passando fome e apanhando do seu dono, o gordo oleiro Kefti. Um dia, quando Vetch está carregando um balde de água para encher o poço, um <i>jouster</i> aparece e toma a água do pote, e quando Kefti começa a espancar Vetch por isso, o <i>jouster</i> resolve que Vetch agora é dele. A justificativa é que como servos pertencem à terra e a terra pertence ao Grande Rei, maltratar um servo é maltratar propriedade do rei, e o <i>jouster </i>acredita que Vetch servirá o rei melhor se virar um <i>dragon boy </i>(&#8220;garoto do dragão&#8221;, são como grumetes que cuidam de dragões).</p>
<p>O <i>jouster</i> se chama Ari, seu dragão se chama Kashet, e Ari tem tido problemas com seus <i>dragon boys</i>, que se acham e vivem dando problemas &#8211; último inclusive saiu sem dar aviso. Então Ari quer um <i>dragon boy </i>que não possa desistir do trabalho.</p>
<p>A vida de Vetch então muda, já que agora tem o que comer todos os dias e seu principal trabalho é cuidar do maravilhoso dragão Kashet. Kashet não é um dragão como os outros utilizados pelos <i>jousters</i>. Em vez de ter sido capturado pequeno, e depois treinado, e depois drogado com uma planta para ficar mais dócil, como os outros dragões no campo de treinamento, Kashet foi criado por Ari desde que saiu do ovo e é um dragão muito mais tranquilo.</p>
<p>Quando Vetch descobre um ovo de dragão, ele resolve repetir o feito de Ari e ter um dragão para si mesmo, para tentar escapar de Tia e ajudar seu reino a ganhar a guerra.</p>
<p>Esse é o segundo livro Mercedes Lackey que eu leio, e já percebi que ela tem um jeito &#8220;longo&#8221; de escrever. A história poderia ter sido contada em metade das páginas (esse livro tem quase 500), mas ela gosta de detalhar tudo o que acontece. Isso não é necessariamente ruim, apesar de ter gente que não gosta e que fica impaciente, eu não tenho esse problema: eu gosto de livros longos com bastante detalhes (desde que bem escrito, claro). Isso me dá mais chance para conhecer os personagens, mesmo que no final eu já soubesse o que ia acontecer, já que o livro não tem uma história exatamente original.</p>
<p>Quanto aos dragões, eles são mais como animais selvagens do que bestas inteligentes e mágicas, mas a autora descreve muito bem sua ambientação e o jeito dos dragões, então não tem como não gostar deles.</p>
<p>Um livro divertido, interessante por ter uma ambientação tão diferente, e com personagens interessantes e uma história empolgante, mesmo que clichê.<br />
Minha única objeção é a capa. São tantos anos pra surgir um livro com um protagonista que não é branco (ela fala várias vezes que a pele deles é de diferentes tonalidades de marrom) e aí o artista da capa faz essa besteira. Mas o que esperar de um livro lançado nos Estados Unidos?<br />
<b><br />
</b><b>Joust (2003) </b><b>De Mercedes Lackey (EUA) | </b><b>Série Dragon Jousters Livro 1</b></p>
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