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	<title>Filmes Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>Filmes Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Adaptação &#124; Orgulho e Preconceito (2005)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptação mais famosa do imortal livro de Jane Austen, esse filme de 2005 é adorado por toda uma legião de fãs e hoje é considerado um clássico. Ele foi para muita gente a porta de entrada para o universo da autora e da literatura clássica. A família Bennet tem cinco filhas e não muito dinheiro, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptação mais famosa do imortal <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/orgulho-e-preconceito-jane-austen/">livro de Jane Austen</a>, esse filme de 2005 é adorado por toda uma legião de fãs e hoje é considerado um clássico. Ele foi para muita gente a porta de entrada para o universo da autora e da literatura clássica.</p>
<p>A família Bennet tem cinco filhas e não muito dinheiro, então quando um solteiro bonitão e rico se muda para ali perto, todas ficam em polvorosa: vai que o Sr. Bingley escolhe uma delas pra se casar? A trama conhecida de todos segue as batidas do livro: chegada de Bingley, Jane vai visitar e fica doente, Elizabeth vai dar apoio pra ela, ninguém gosta do Darcy, Caroline é uma esnobe, os Bingleys vão embora, Jane vai pra Londres mas é esnobada por Caroline, Wickam, os Gardiners, <em>the elopement</em>, Lydia entregando Darcy, a visita de Lady Catherine, a declaração final.</p>
<p>O elenco é talentosíssimo, o figurino é impecável, a trilha sonora é lindíssima, o resultado final é um dos filmes mais icônicos da geração. Mas é um filme de pouco mais de duas horas de duração é incapaz de mostrar algumas nuances da história, por melhor que seja o roteiro.</p>
<p>Acho que quem mais sofre é o relacionamento entre Wickham e Elizabeth. Alguma parte da história eles tinham que cortar pro roteiro ficar enxuto, e Miss King é deixada de lado, com toda a reflexão que isso trouxe a Lizzie. O casal Hurst também deixa de existir, e mais um exemplo de casamento entre duas pessoas incompatíveis fica de fora. Falando em pessoas incompatíveis, não gostei da modernização da Charlotte, que ficou mais simplória e impressionável e menos capaz de ser uma companheira da Lizzie.</p>
<p>Novamente elogiando o elenco, é uma das poucas adaptações em que as atrizes tem as idades certas, e é sempre refrescante ver Jane finalmente mais bonita que Lizzie. Keira Knightley é uma Elizabeth icônica. Rosamund Pike está impecável na sua atuação de beleza tradicional, delicadeza, bom humor e incapacidade de demonstrar sentimentos.</p>
<p>O filme também tem ótimos momentos que o roteiro e a atuação proporcionam: quando Lydia está correndo pela casa feliz que vai pra Brighton, Jane fala pra Elizabeth &#8220;with the <em>Forsters</em>&#8221; e a expressão dela deixa bem claro o tipo de pessoa que eles são mesmo sem que a gente veja nada deles. A exuberância distraída que Brenda Blethyn deu à Sra Bennet e a indiferença amável do Sr. Bennet de Donald Sutherland explicam perfeitamente a personalidade das cinco filhas. Tom Hollander é um Sr. Collins ideal.</p>
<p>O filme fez um trabalho excelente de trazer a história para o público moderno, mas recentes resenhas de jovens sobre o filme mostram que o que ficou foi muito mais a &#8220;aura&#8221; do que o comentário social. É um belo filme de romance, e um exemplo do que as mocinhas gostariam de ter em um relacionamento, mas toda o sarcasmo da autora em relação à sua época se perdeu. Orgulho e Preconceito não é <em>só</em> um livro de romance; é um tratado irônico e sagaz sobre toda uma classe social. Não é um &#8220;romance de época&#8221;, mas uma história contemporânea à autora que ela quebrou paradigmas ao publicar.</p>
<p>O filme é ótimo, mas só toca na superfície do que o livro representa.</p>
<p><strong>Pride and Prejudice (2005) de Joe Wright; roteiro de Deborah Moggach com Emma Thompson; com Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Brenda Blethyn, Donald Sutherland, Rosamund Pike, Jena Malone, Carey Mulligan, Tallulah Riley, Tom Hollander</strong></p>
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		<title>Filme &#124; Quem Viu Quem Matou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 02:24:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao viajar de trem, Miss Marple, uma senhorinha viciada em livros de detetive, vê um assassinato sendo cometido no trem paralelo. As autoridades, claro, acham que ela imaginou tudo. Irritadíssima com essa falta de confiança nos idosos, Miss Marple convence seu amigo bibliotecário Mr. Stringer a ajudá-la e decide descobrir sozinha quem foi o autor do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao viajar de trem, Miss Marple, uma senhorinha viciada em livros de detetive, vê um assassinato sendo cometido no trem paralelo. As autoridades, claro, acham que ela imaginou tudo. Irritadíssima com essa falta de confiança nos idosos, Miss Marple convence seu amigo bibliotecário Mr. Stringer a ajudá-la e decide descobrir sozinha quem foi o autor do crime.</p>
<p>Baseado no excelente <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/a-testemunha-ocular-do-crime-agatha-christie/">A Testemunha Ocular do Crime</a>, o filme começa já com uma alteração na premissa que achei bem interessante. No livro, Miss Marple está ciente de que é idosa e não dá conta de investigar sozinha. Então ela contrata a jovem Lucy para ajudá-la, o que dá espaço para até um certo romance entre Lucy e os suspeitos. No entanto, no filme, a própria Miss Marple vai se enfiar na cena.</p>
<p>Para isso, ela se candidata ao posto de empregada na mansão próxima à linha do trem onde Miss Marple acredita que o corpo foi jogado. A mansão Ackenthorpe parece ser o foco de todo o mistério. O velho ranzinza Mr. Ackenthorpe vive atormentando sua bela filha Emma, enquanto os outros irmãos tentam ficar o mais longe possível do pai chato e esperam com ansiedade ele morrer pra ficar com o dinheiro.</p>
<p>Coincidentemente, no entanto, todos os irmãos estavam na mansão na época do crime. O que Miss Marple precisa fazer, além de lavar, passar, limpar e cozinhar, é descobrir onde foi parar o corpo e quem é o assassino.</p>
<p>Margaret Rutherford está ótima como uma Miss Marple atrapalhada e mandona, o filme é ágil e engraçado, e é uma boa adaptação do livro. Alguns destaques divertidos: o ator que faz o Mr. Stringer foi marido da Margaret Rutherford na vida real; e Joan Hickson, a Miss Marple da série dos anos 80, faz uma ponta como a cozinheira Mrs. Kidder.</p>
<p><strong>Murder She Said (1961) de George Pollock; com Margaret Rutherford, Charles Tingwell, Muriel Pavlow, James Robertson Justice</strong></p>
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		<title>Adaptação &#124; A Marca do Zorro (1920)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jul 2025 13:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Johnston McCulley]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Califórnia Espanhola, no final do século XIX, um aventureiro mascarado aparece vestido de preto para aterrorizar os opressores. Ele dá seu nome como Zorro e faz a temível marca do &#8216;Z&#8217; no rosto dos homens que castiga. Don Diego Vega é um jovem fidalgo que parece cansado de tudo. Tem preguiça de cavalgar, preguiça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na Califórnia Espanhola, no final do século XIX, um aventureiro mascarado aparece vestido de preto para aterrorizar os opressores. Ele dá seu nome como Zorro e faz a temível marca do &#8216;Z&#8217; no rosto dos homens que castiga.</p>
<p>Don Diego Vega é um jovem fidalgo que parece cansado de tudo. Tem preguiça de cavalgar, preguiça de cortejar senhoritas e não faz questão alguma de lutar &#8216;como um bobo&#8217;. No entanto, precisa convencer a charmosa senhorita Lolita Pulido a se casar com ele, pois seu pai, o rico Don Alejandro, faz questão que Don Diego se case e produza um herdeiro.</p>
<p>Lolita não se interessa por Don Diego (&#8220;ele é tão animado quanto um peixe!&#8221;, diz indignada), mas dá seu coração ao charmoso Zorro, que a visita numa tarde. Ele professa seu amor e elogia sua beleza, conquistando a senhorita com belas palavras.</p>
<p>Enquanto isso, o governador vem até Los Angeles para dar um fim nesse tal de Zorro, e o capitão do exército se interessa por Lolita &#8211; e ele não é de aceitar um não como resposta.</p>
<p>Esse é o filme que transformou Douglas Fairbanks em super estrela de Hollywood ao mesmo tempo em que fez de Zorro um dos personagens mais populares do mundo. Johnston McCulley havia publicado sua história do vigilante mascarado em 1918, em formato serial, e tinha sido muito bem sucedido &#8211; mas foi quando Fairbanks leu a história e resolveu transformá-la em filme que o personagem de fato ganhou notoriedade.</p>
<p>Ágil, engraçado e emocionante, o filme é uma adaptação extremamente fiel ao livro, com cenas de ação incríveis e um roteiro impecável.</p>
<p>É também um filme preto-e-branco e, claro, mudo. A trilha sonora é composta por um piano que varia a melodia enquanto as falas aparecem na tela preta interrompendo as cenas.</p>
<p>Foi minha primeira vez vendo um filme mudo de verdade: antes, só tinha visto pequenas cenas célebres ou as cenas artificiais em Cantando na Chuva. Assistir esse filme foi uma experiência muito interessante em vários aspectos. Douglas Fairbanks foi o maior da sua geração, e foi legal ver o filme que o transformou em celebridade eterna. Ele de fato era um excelente ator e um gênio nas cenas de ação. O romance da história é muito divertido de assistir, já que os atores não conversam e precisam demonstrar tudo o que sentem apenas com o olhar e a linguagem corporal. Numa época em que os filmes não podiam mostrar nada demais, é genial a forma como eles mostram a diferença entre a reação de Lolita ao chato Don Diego e ao galante Zorro. As cenas de ação são muito bem coreografadas, e as lutas de espada são realmente de tirar o fôlego &#8211; ainda mais pensando que naquela época a segurança dos atores e dublês era quase nula.</p>
<p>Nenhuma cena é à toa, e a história é tão bem amarrada que me pergunto se esses roteiristas de hoje estudam isso aí na hora de fazer um bom filme de ação. Saudosismos à parte, não é um filme para todos, já que filme mudo e preto-e-branco é bem dose de ficar acordado. Para mim, que sou apaixonada por cinema e pela história que eu estava assistindo, foi muito divertido.</p>
<p>The Mark of Zorro (1920)</p>
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		<title>Filme &#124; Cinderela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 01:28:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ella é uma jovem linda de família rica que perde a mãe, aí o pai casa de novo com uma mulher que já tem duas filhas, depois morre e Ella é obrigada pela madrasta a virar empregada da casa. A madrasta e as step sisters são super más e tratam a mocinha muito mal – [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ella é uma jovem linda de família rica que perde a mãe, aí o pai casa de novo com uma mulher que já tem duas filhas, depois morre e Ella é obrigada pela madrasta a virar empregada da casa. A madrasta e as step sisters são super más e tratam a mocinha muito mal – inclusive a chamam de Cinderella porque ela fica toda suja de cinzas por dormir na frente da lareira etc etc.</p>
<p>Um dia, Cinderella está passeando na floresta e conhece um bonitão que também acha ela maravilhosa e rola amor à primeira vista. Quando tem o baile e a Cinderella fica feliz de ir, a madrastas e as irmãs rasgam o vestido dela e tal, e vem a fada madrinha, enfim. Igual no desenho da Disney – que testou a nova moda de homenagear seus clássicos com Malévola, deu super, super certo e agora vai ter mais adaptações homenageantes vindo por aí.</p>
<p>Coisas boas: o filme é visualmente maravilhoso. A história é bem contada. Os personagens são menos pastéis do que no desenho. Passa no teste de Bechdel com honras!</p>
<p>Coisas não tão boas: a história não é nada nova. O duque é mais malvado pouquinha coisa, a madrasta é claramente uma velha invejosa, a fada é chata – tudo igual o desenho. O povo teve a oportunidade de acrescentar, deixar a coisa talvez um pouco menos trouxa, mas preferiram fazer uma versão muito próxima do conto de Perrault com os adendos do desenho de 1950. Vamos repetir? Mil novecentos e cinquenta. A mesma história. Só que mais bonito.</p>
<p>Teve gente falando que o filme é uma boa porque mostra que características ditas femininas – delicadeza, gentileza, passividade, calma perseverança, etc – também são desejáveis numa heroína, já que hoje em dia só as características masculinas de agressividade, impetuosidade e que tais são valorizadas. Então, de acordo com essa galera ae, falar que a Cinderella é uma idiota porque tem essas características seria diminuir a importância da feminilidade e blás. Mas vamos com calma? Vamos. Essas lindas características femininas de docilidade e bobice eram desejadas às moças de 1950 – por mil motivos históricos que não vêm ao caso porque daí ainda mais textão – e o desenho da Disney reforçava o estereótipo. Até aí, ok. A Cinderella é uma das ‘princesas’ mais chatas pra mim especialmente por causa dessa apatia e eterna felicidade diante da adversidade – e a adversidade é importante e quero foco nisso agora. Ela é transformada em escrava. A situação dela é horrorosa nas duas versões da Disney. No filme eles até dão mais motivos para ela não fugir – a casa era dos pais, e ela quer continuar ali porque memórias, amor e tal – mas em ambas as versões ela passa frio, fica sem comida, é abusada verbal e fisicamente. Tudo isso sem perder o rebolado e as esperanças, e tudo isso sem dizer uma palavra descortês às suas algozes. Perceberam a perversidade?</p>
<p>Cinderella não é só uma moça boazinha que trata os animaizinhos bem. Ela é uma moça boazinha que é tratada como lixo e em troca é gentil com suas ‘donas’. E isso é recompensado. É um conselho que ela recebe da mãe – ‘seja sempre gentil’ – e que ela leva pra vida toda, mesmo diante das adversidades. Admirável? Sem dúvida. Um exemplo pas criança? Bem provável. Uma babaca que não consegue desapegar de uma casa e prefere sofrer na mão da madrasta em vez de sair e conseguir ajuda? Certamente. É muito bonito falar que ‘características femininas estão sendo valorizadas’ quando essas mesmas características são marteladas na nossa mente desde criancinha: “mulher de verdade” cuida dos outros, é sempre carinhosa, afável, não ergue a voz nem fala palavrão etc sono. Isso causa desde mulheres em relacionamentos abusivos receberem da sociedade a resposta de que “se você fosse mais de boa ele não seria tão agressivo” até mulheres serem condicionadas a empregos de cuidar, limpar e agradar os outros.</p>
<p>Ser boa e gentil não é necessariamente um conselho ruim. É o “sempre” que é o problema.</p>
<p>Para não me alongar ainda mais, fica o resumo: Um filme visualmente incrível, com boas atuações (especialmente Cate Blanchett, se divertindo bastante), uma fada chata que não deveria ter ficado nas mãos da Helena Boham Carter e um roteiro óbvio.</p>
<p>Bom pra quem gosta de contos de fadas, era apaixonada pelo desenho da Disney ou tem menos de dez anos.</p>
<p>2015 – De Kenneth Branagh. Com Cate Blanchett, Helena Boham Carter, Lily James, Richard Madden, Stellan Skarsgard.</p>
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		<title>Adaptação &#124; Robin Hood (2010)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 21:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fui assistir o esperado Robin Hood. Esperado por mim, que gostei de Gladiador, sou fã do Russell Crowe, adoro filmes de época e acho o Robin Hood o máximo. Então primeiro eu vou comentar o filme como uma apreciadora de blockbusters em geral. Os personagens são bem construídos. Os figurinos e cenários são muito bem feitos. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fui assistir o esperado Robin Hood. Esperado por mim, que gostei de Gladiador, sou fã do Russell Crowe, adoro filmes de época e acho o Robin Hood o máximo.</p>
<p>Então primeiro eu vou comentar o filme como uma apreciadora de blockbusters em geral. Os personagens são bem construídos. Os figurinos e cenários são muito bem feitos. Russell Crowe, Cate Blanchett e Mark Strong estão muito bem, e Max Von Sydow rouba a cena totalmente (como já era de se esperar). Os amigos do Robin, os já conhecidos Allan A Dale, Will Scarlet, João Pequeno e Frei Tuck estão todos lá, como alívio cômico e ajuda na pancadaria. A historinha, apesar de ser meio clichê, funciona, e as batalhas, que novidade, são um banho visual. Ou seja. Se você gosta de blockbusters, gosta de filmes de ação, gosta do Russell Crowe ou da Blanchett&#8230; Dá pra assistir tranquilo.</p>
<p>Eu só esperava uma coisa menos &#8216;maior&#8217; &#8211; tipo ele roubando dos ricos pra dar aos pobres, e não salvando o reino da Inglaterra dos malignos franceses numa batalha épica. Juro, tem <u>uma</u> cena em que eles fazem emboscada na floresta. E <em>duas</em> cenas onde ele atira com o arco, fora a batalha inicial, que não conta, e em uma delas ele <i>erra</i>.</p>
<p>Ok. Agora eu vou falar do filme como sendo eu mesma, já que além de apreciar blockbusters, aprecio uma coisa chamada história medieval. Russell Crowe está com seus 40 e tantos anos. Cate com 40 e poucos. Na nossa sociedade é claro que ainda podem viver pra cacete, que estão na verdade na flor da idade &#8211; sim, estão ótimos, atraentes, charmosos e sou a maior fã deles no universo &#8211; mas, gente. Idade Média. Com quarenta anos eles seriam, tipo, <i>corocas</i>. Uma lady de 40 anos com todos os dentes? Até que possível. Um arqueiro do rei, de quarenta anos, com todos os dentes? Pouquíssimo provável. Tudo bem, o diretor quis dar um enfoque mais maduro ao filme. E narra o<i> início </i>da história do personagem? Ele estando com quarenta?? Vai terminar quando, quando os dois estiverem, pombinhos, lutando com espadas e arcos com seus sessenta? Gente, nada contra as pessoas de 60 anos, na boa. Só acho que o enfoque medieval pediria um elenco um pouco mais jovem ou um roteiro mais de acordo &#8211; como o excelente <i>Robin e Marian</i>, com Sean Connery e Audrey Hepburn.</p>
<h4>Arquearia medieval</h4>
<p>Os ARCOS. Ok, temos batalhas realistas. Certo?? ERRADO. Sabem porque a Inglaterra era tão foda na guerra? Por causa dos arqueiros de arcos longos. Motivo #1: os arcos longos tinham maior alcance do que seus irmãos menores, os arcos curtos, e que suas irmãs mais rápidas, as bestas. Motivo #2: ter um alcance maior adiantava bastante, mas o principal era que o arco podia ser desmontado. Era só desenvergar a corda, enrolá-la, guardá-la num local seco, e pronto! Uma arma à prova d&#8217;água! Ou vocês não sabiam que corda de arco molhada é tão efetiva quanto uma bicicleta quando usada pra transportar elefantes? As bestas, que não exigiam força do sodado, eram mais difíceis de serem armadas e desarmadas, e acabava que, quando chovia (algo comum na Inglaterra), elas ficavam inúteis. Ponto para os arcos longos. Agora me expliquem as batalhas do filme com arcos longos na chuva e no <i>mar</i>? Me expliquem a Lady Marion envergando um arco longo e atirando com ele, sendo que aquela porra pra envergar é tenso <i>pra caramba</i> e pra atirar pior ainda? Ou ninguém tentou atirar com arco e flecha na vida? Pois é, ninguém. Mas então não venha o sabichão do Ridley Scott me falar que o filme dele tem compromisso histórico.</p>
<h4>A dona Magna Carta</h4>
<p>Por falar nisso, vamos brincar de considerações históricas. Claro que Robin Hood é uma lenda. E claro que Hollywood nunca é simples e quis brincar de reinventar a lenda, pra audiência não ficar entediada &#8211; já que afinal de contas quem quer ver salteadores com arcos e flechas roubando dos ricos pra dar aos pobres (oi, eu! Eu quero ver um filme do <i>Robin Hood</i>!!). Só que ao reinventar a lenda, eles cometeram algumas incongruências.</p>
<p>A Magna Carta, assinada pelo rei João em 1215, falava dos direitos dos homens livres e dos servos, além de limitar o poder do rei perante a nobreza. Sabe quem era os homens livres? RICOS DONOS DE TERRA. Por mais que a magna carta seja considerada uma parte importante na história das leis constitucionais, ela ganhou muito mais nome porque os <em>revolucionários dos Estados Unidos</em> usaram ela de base pras coisas. Na prática, ela foi forçada a João pelos seus barões, que queriam mais liberdades, mas foi basicamente ignorada até o início da Guerra Civil inglesa do século XVII. Só que era principalmente sobre os direitos dos <em>nobres</em> e da <em>igreja</em>. A parte sobre os plebeus se limitava à proibição da prisão sem julgamento, que era, vamos combinar, um passo importante na época. Mas ops! Leram bem? <i>Assinada</i> pelo rei João. <i>Não</i> queimada em praça pública na frente de todos os barões. Nem o rei João seria tão estúpido a ponto de quebrar um combinado feito com todos os senhores de terras da região como se eles fossem meros suditetes sem poder. Isso é coisa de reis absolutistas, algo mais em voga&#8230; TREZENTOS ANOS DEPOIS. O príncipe João realmente traçou planos para usurpar o trono do irmão, o famoso Ricardo Coração de Leão. Mas o rei Filipe da França, que no filme é o maligno responsável por invadir a Inglaterra, estava&#8230; nas Cruzadas <i>com</i> Ricardo. E o digníssimo Ricardo, que morreu num cerco com uma flechada no ombro enquanto passeava em volta do castelo sem cota de malha (meus parabéns), havia nomeado seu irmão João como herdeiro legítimo. Não sem antes cercar o castelo de Nottingham e pedir gentilmente que João lhe devolvesse o local, <i>assim que chegou </i>das Cruzadas. Ou seja. Houve uma segunda coroação. Ricardo, que por sinal não falava inglês e só havia passado alguns meses do seu reinado na Inglaterra, voltou ao lar, foi coroado rei novamente e depois saiu de novo pra reconquistar suas terras na Normandia, que eram muito mais importantes que a Inglaterra.</p>
<p>Alguém se importa com isso? Ninguém. Aparentemente o povo se importa com o sotaque, no entanto, e qualquer pessoa com um mínimo de sangue inglês nas veias reclamou que o sotaque que o Russel Crowe cometeu era uma mistura que ele inventou pessoalmente. <em>Mas então não venha o sabichão do Ridley Scott me falar que o filme dele tem compromisso histórico.</em></p>
<p>Fora os arcos usados por mulheres; fora o rei João absolutista no século doze; fora a lady Marian de cota de malha; fora o Robin Hood atirando de arco com corda molhada; fora as batalhas <i>sem infantaria</i>; fora todos os personagens terem todos os dentes; fora ele ter usado o arco <em>duas</em> vezes e ter errado a primeira&#8230; fora tudo isso, ele sobreviveu ao tempo só porque foi salvo pela próxima adaptação estelar cometida, como fatalmente acontece em Hollywood.</p>
<p><strong>Robin Hood (2010) de Ridley Scott, com Russell Crowe, Cate Blanchett, Mark Strong, Max Von Sydow, William Hurt e Oscar Issac</strong></p>
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		<title>Adaptação &#124; Peter Pan (2003)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 13:20:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[J.M. Barrie]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse filme de 2003, P.J. Hogan adapta a obra de J.M. Barrie sobre o menino que não queria crescer. Peter Pan é uma peça escrita por James M. Barrie no começo do século 20 que conta de um menino que não queria crescer e fugiu com as fadas pra morar na Terra do Nunca, onde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse filme de 2003, P.J. Hogan adapta a obra de J.M. Barrie sobre o menino que não queria crescer.</p>
<p style="clear: both; text-align: left;">Peter Pan é uma peça escrita por James M. Barrie no começo do século 20 que conta de um menino que não queria crescer e fugiu com as fadas pra morar na Terra do Nunca, onde vive com os meninos perdidos e combate os piratas do Capitão Gancho. A peça foi transformada em livro pelo próprio Barrie, e foi traduzida para o cinema diversas vezes, as mais famosas sendo &#8216;Peter Pan&#8217;, desenho da Disney de 1953, e o filme de 2003, dirigido por P.J. Hogan, que comento aqui. O IMDB dá 8 resultados exatos, fora os dois já citados, e sem contar com &#8216;Hook&#8217;, de Steven Spielberg, imaginando como seria se Peter Pan crescesse, e &#8216;Finding Neverland&#8217;, filme de Marc Foster sobre a vida de James Barrie.</p>
<h4>O livro</h4>
<p>Peter Pan foi o primeiro livro que eu li. Na verdade, minha mãe lia pra mim antes de dormir, e depois que ela saía do quarto eu ficava lá, brigando com as palavras. Até hoje eu tenho a edição com a tradução da Ana Maria Machado, que tem uma bolinha feita de canetinha no fim do segundo parágrafo do livro. Era pra eu não esquecer onde eu tinha parado de ler na noite anterior.</p>
<p>Eu falava pra minha mãe, &#8216;se amanhã você vier no meu quarto e eu não estiver, é porque eu fui com o Peter pra Terra do Nunca&#8217;. E não, eu não consigo ler o livro sem chorar.</p>
<p>Portanto pra mim é muito complicado separar o filme do livro e assisti-lo sem nenhum preconceito. Acho que se nunca tivesse lido o livro teria achado o filme um bom filme infanto-juvenil de aventura fantástica, já que a direção e os atores estão muito bem conectados. Tendo dito isso, tentarei passar minha opinião de leitora ávida do livro sobre o filme.</p>
<h4>O filme</h4>
<p>Primeiro de tudo é necessário falar que o Jeremy Sumpter É o Peter Pan. Sem mais comentários. E o resto dos personagens também deram certo. E sim, pra mim a Tia Millicent é total e completamente dispensável, mas entendo porque os roteiristas colocaram ela lá. Eu não gostei da maneira exagerada com que ela empurra Wendy pra vida adulta, falando abertamente do &#8216;beijo&#8217;. O &#8216;beijo&#8217; pra mim é algo exclusivamente da Senhora Darling, e que se não tinham meio melhor de expô-lo do que fazer Tia Millicent dar o chilique no começo do filme, melhor tirá-lo do filme. E outra coisa, que meleca foi aquela dela chorar pra um menino perdido, que eu não lembro qual era, falando algo como &#8216;eu sou sua mãe&#8217; e tal? Nada, nada a ver. Na história original, nunca houve pressão em casa para que as crianças Darling crescessem. João e Miguel na verdade se divertiram à beça durante a aventura, apenas Wendy, por ser menina e mais velha, percebeu realmente o que se passava em relação ao conflito &#8216;crescer X ficar criança pra sempre&#8217;.</p>
<p>Legal o Jason Issacs ser tanto o Senhor Darling quanto o Capitão Gancho, algo que o próprio Barrie sugeria ser feito nas montagens da peça. Fora que ele É o Capitão Gancho. Algo que me irritou profundamente no desenho da Disney foi a visão de caricatura do vilão. Eu sei que os vilões engraçados são mais&#8230; engraçados, e temos que pensar nas crianças (lembrando que a peça não foi escrita para as crianças, apenas pensando nelas), mas não precisavam fazer ele ridículo. Eu tenho orgulho de ter medo do Capitão Gancho, já que ele representa tudo de ruim que os adultos podem se tornar, e a real razão pela qual não queremos crescer: ele não acredita em nada que não o &#8216;bom tom&#8217;, não gosta de fazer nada que lembre algo da sua infância, não tem compaixão pelos outros e sempre quer ser o melhor de todos. Ele não odeia Peter apenas por Peter ser uma criança (e por ter cortado sua mão e a jogado ao crocodilo hehe); mas porque Peter consegue fazer coisas sem o menor bom tom e não se sentir nem um pouco preocupado com isso. Porque Peter, por outro lado, com sua alegria e despreocupação, representa algo que vai contra tudo o que Gancho acredita. Gancho é o tempo, inexorável e infalível, e Peter é o que temos de manter em algum lugar dentro de nós, ou realmente nos tornaremos um Capitão Gancho. Jason Issacs consegue sintetizar o personagem na cena em que ele olha pra uma fada e diz &#8216;eu não acredito em fadas&#8217;, e a fada morre! Porque sempre que alguém diz que não acredita em fadas, uma fada morre em algum lugar. Mas quantas pessoas no mundo conseguiriam &#8216;não acreditar&#8217; numa fada num lugar como a Terra do Nunca, com uma fada na sua frente? Só o Capitão Gancho.</p>
<h4>O beijo</h4>
<p>Na verdade o que mais me irritou no filme foi a história do beijo. Primeiro que o Capitão Gancho consegue de alguma forma tirar a alegria do Peter, e Peter não consegue mais voar. Gente, o Peter não ser mais alegre e não conseguir mais voar, só se ele morresse. Porque a alegria faz parte dele de tal forma, que ele prefere sair do lugar e esquecer tudo do que enfrentar a realidade. Fora que o Capitão Gancho conseguiu fazer Peter &#8216;não voar&#8217; falando algo do tipo &#8216;Wendy não gosta de você, ela prefere crescer do que ficar com você&#8217;. Peter nunca se importaria muito com isso, porque ele despreza todos os que querem crescer, e ficaria magoado por um minuto e depois esqueceria. Ele é uma criança egoísta, afinal de contas, e seu amor por Wendy não vai além de uma amizade especial. Wendy, sim, podemos considerar que tinha um crush em Peter, e por isso ficava tão indecisa entre voltar pra casa e crescer (e casar e ter filhos) ou ficar na Terra do Nunca com Peter.</p>
<p>Mas o fato é, de tão feliz que Gancho fica, <span style="font-style: italic;">ele também voa!</span> COMO ASSIM. Não é só birra por Gancho nunca ter voado no livro, é simplesmente porque voar é <span style="font-style: italic;">completamente</span> <span style="font-style: italic;">contra </span>a personalidade básica de Gancho. Ele<i> nunca</i> conseguiria voar usando o pensamento feliz &#8216;eu vou derrotar Peter Pan&#8217;. Mas voltando à cena, Wendy dá um beijo na boca de Peter, ele fica feliz e volta a voar e eles derrotam Gancho. Como se a história fosse sobre sexualidade, meninas crescem mais rápido do que meninos, vilões e mocinhos e &#8216;quem consegue ter o pensamento mais feliz por mais tempo&#8217;.</p>
<p>Sim, a sexualidade <span style="font-style: italic;">está</span> presente em todo o livro, ou Wendy e Peter não seriam &#8216;casados&#8217; e pais dos outros meninos perdidos na brincadeira de faz-de-conta. Mas o que ficou mais do que claro pra mim, no livro, é que Barrie considerava fator-regra para crescer o fato de ter filhos, e não a sexualidade. Wendy fica balançada sobre se deve ou não voltar pra casa por causa da vontade dela de ser mãe. É o que ela pede quando os meninos perdidos vão fazer a casinha pra ela: &#8216;uma casa com janelas e bebês olhando por elas&#8217;. Ela não quer ser criança pra sempre porque um dia ela quer ser mãe. Lembrem-se de que Wendy era <span style="font-style: italic;">menina</span> e tinha sensatez suficiente pra perceber que a vida dos meninos perdidos era completamente desorganizada sem uma &#8216;mãe&#8217;, e que Peter não era boa companhia por esquecer de tudo toda hora e só pensar em aventura e tal. Ele era <span style="font-style: italic;">criança</span>, com todas as partes ruins que isso traz.</p>
<p>Uma frase do começo do livro é &#8216;a sra. Darling tinha a impressão de já ter visto a expressão de Peter em outros lugares antes, em alguns rostos de mulheres que não tiveram filhos&#8217;. Para Barrie, a &#8216;adultice&#8217; só chega quando se tem filhos. É algo que Spielberg capturou muito bem em seu filme &#8216;Hook&#8217;, e que infelizmente Hogan deixou passar.</p>
<h4>Partes boas</h4>
<p>De qualquer forma, o filme capturou a maior parte do espírito da aventura, algo que o filme da Disney não tinha chegado nem perto de fazer. A fantasia e a magia estão com certeza presentes no filme, e com as atuações convincentes do elenco e a direção de Hogan, é um ótimo filme que conseguiu capturar a maior parte do universo de Peter &#8211; principalmente considerando que não é uma história exclusiva para crianças.</p>
<p style="font-family: Georgia, &quot;;">Um outro ponto que o filme não mostra e que faz toda a diferença pra mim. O filme acaba com Wendy pedindo pra Peter não esquecer dela, e depois falando que ela nunca mais o viu mas contou a história para seus filhos. Engraçado que o próprio filme fez com que Peter se importasse um monte com Wendy &#8211;  a ponto de não voar por estar triste que ela ia embora, e a ponto dela dar &#8216;o beijo&#8217; pra ele &#8211; e acaba desse jeito, sem ele nem voltar pra vê-la.</p>
<p>No livro, (algo que o filme de Spielberg também resgata), Peter fala que vai voltar toda primavera, pra levar ela pra Terra do Nunca e ter mais um monte de aventuras. Ele lembra, de vez em quando. Pula algumas primaveras, mas aparece. Esquece a maior parte das aventuras que eles tiveram da primeira vez (&#8216;quem é Sininho?&#8217;), mas aparece. Até que encontra Wendy adulta esperando por ele.</p>
<h4>O final do livro</h4>
<blockquote><p>Depois, acendeu a luz e Peter viu. Deu um grito de dor. E quando aquela criatura alta e bonita se aproximou para pegá-lo o colo, ele recuou abruptamente.<br />
&#8211; Que foi que aconteceu?- perguntou de novo.<br />
Ela teve que contar.<br />
&#8211; Fiquei mais velha, Peter. Já passei muito dos vinte. E cresci há muito tempo.<br />
&#8211; Mas você prometeu não crescer.<br />
&#8211; Não dava pra evitar. Eu casei, Peter.<br />
&#8211; Não! Não casou&#8230;<br />
&#8211; Casei, sim. E a menininha que está na cama é minha filha.<br />
&#8211; Não é, não.<br />
Mas achou que era. E deu um passo em direção à criança adormecida, com a adaga levantada. É claro que não deu golpe nenhum. Em vez disso, sentou-se no chão e soluçou. Wendy não sabia o que fazer para consolá-lo, embora antigamente pudesse fazer isso com tanta facilidade. Mas agora ela era apenas uma mulher e saiu do quarto correndo, para tentar pensar.<br />
Peter continuou a chorar. Daí a pouco seus soluços acordaram Jane. A menina se sentou na cama, e logo ficou interessada.<br />
&#8211; Menino &#8211; perguntou -, por que é que você está chorando?<br />
Peter se levantou e fez uma curvatura, saudando-a, e ela o cumprimentou da cama.<br />
&#8211; Olá &#8211; disse ele.<br />
&#8211; Olá &#8211; disse ela.<br />
&#8211; Meu nome é Peter Pan.<br />
&#8211; Eu sei.<br />
&#8211; Eu vim buscar minha mãe, para ela ir comigo para a Terra do Nunca.<br />
&#8211; Eu sei &#8211; disse ela &#8211; E já estava te esperando.<br />
Quando Wendy voltou, insegura, encontrou Peter sentado no pé da cama, dando um cocoricó glorioso, enquanto Jane, de camisola, dava voltas pelo quarto, em êxtase.<br />
&#8211; Ele precisa tanto de uma mãe&#8230; &#8211; explicou Jane.<br />
&#8211; Eu sei &#8211; admitiu Wendy, numa mistura de tristeza e saudade. &#8211; Ninguém sabe disso melhor do que eu.<br />
&#8211; Tchau&#8230; &#8211; disse Peter para Wendy, levantando vôo em companhia de Jane, perfeitamente à vontade. Para ela, já era a maneira mais fácil de ir de um lado para outro.<br />
&gt;Wendy correu para a janela.<br />
&#8211; Não! Não! &#8211; gritou.<br />
&#8211; É só agora na primavera, mamãe, para dar uma limpeza geral &#8211; explicou ela. &#8211; Ele quer que eu sempre vá ajudar na faxina da primavera.<br />
&#8211; Eu queria tanto ir com vocês&#8230; &#8211; suspirou Wendy.<br />
&#8211; Mas você não pode mais voar, não está vendo? &#8211; disse Jane.<br />
É claro que, no fim, Wendy deixou os dois irem. A última vez que olhamos para ela vemos que está junto da janela, vendo os dois irem cada vez mais longe no céu, até ficarem pequenininhos, do tamanho das estrelas.</p>
<p>Se você olhar para Wendy agora, vai ver o cabelo dela ficando grisalho e seu vulto se encolhendo, porque tudo isso aconteceu há muito tempo. Jane agora é uma adulta comum e tem uma filha chamada Margaret. Toda primavera, quando é hora da faxina &#8211; a não ser quando ele esquece &#8211; Peter vem buscar Margaret e a leva para a Terra do Nunca, onde ela conta histórias dele mesmo, que ele ouve deliciado, com a maior atenção. Quando Margaret crescer, vai ter uma filha, e vai ser a vez dela ser a mãe de Peter. E assim por diante. Enquanto as crianças forem alegres, inocentes e sem coração.*</p></blockquote>
<div style="font-family: Georgia, &quot;;"></div>
<div style="font-family: Georgia, &quot;;"><span style="color: #000000;"><b>Peter Pan (idem) &#8211; 2003 | </b><b>de P.J. Hogan | </b></span><span style="color: #cc0000;"><span style="color: #000000;"><b><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;">com: Jeremy Sumpter, Rachel Hurd-Wood, Jason Issacs, Lynn Redgrave, Olivia Williams</span></b></span> <br style="font-family: Georgia, &quot;;" /><span style="color: black; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 78%;">trecho do livro Peter Pan, de J.M. Barrie e tradução de Ana Maria Machado, exceto pela última frase, que ela traduziu de forma diferente.*</span><br />
</span></div>
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		<title>Adaptação &#124; A Viagem do Peregrino da Alvorada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 12:12:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[C S Lewis]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse terceiro filme da série de adaptações dos livros de Nárnia, temos uma história de ação e fantasia competente com bons atores. Lucy e Edmund estão na casa dos tios, durante a guerra, enquanto Peter se alista no exército e Susan fica com os pais na América. Lucy e Edmund estão cada vez menos empolgados com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<div>Nesse terceiro filme da série de adaptações dos livros de Nárnia, temos uma história de ação e fantasia competente com bons atores. Lucy e Edmund estão na casa dos tios, durante a guerra, enquanto Peter se alista no exército e Susan fica com os pais na América. Lucy e Edmund estão cada vez menos empolgados com o mundo real  e cada vez com mais saudades de Nárnia, mas o primo chatonildo deles, Eustace, além de ser um mala que só fica lembrando os dois de que devem tudo a ele por estarem sendo recebidos na sua casa, também impede que os irmãos possam conversar à vontade sobre suas antigas aventuras.</div>
<p style="text-align: left;">E então um quadro alaga o quarto e os três são transportados a Nárnia, onde são resgatados pelo Peregrino da Alvorada, navio do Príncipe (agora Rei) Caspian.</p>
<p style="text-align: left;">Caspian está mais gato do que nunca, com a personalidade nova dele pro filme deixando ele mais atraente. E Lucy se lembra muito bem do quanto ele gostava de Susan, e Edmund se lembra muito bem de quão bom era Peter, e Eustace é o melhor ator mirim da sua geração e dá uma outra pegada ao filme quando interpreta o garoto mimado que se recusa a aceitar que está em Nárnia.</p>
<p style="text-align: left;">O navio tem que ir até uma ilha perdida para encontrar antigos lordes que haviam jurado lealdade ao pai de Caspian, e no caminho terão de enfrentar o maior medo e a maior tentação de cada um. São essas as cenas mais legais do filme, com os homens invisíveis, e Lucy tentando virar a irmã, e Edmund tendo de provar a si mesmo o quanto é capaz, e Eustace passando pela maior das provações. A narrativa repetitiva do livro que remete aos contos de fadas é organizada de forma mais fluida para o filme.</p>
<p style="text-align: left;">É claro que ainda é Nárnia, com o cristianismo permeando tudo, e com o limite entre fantástico e fantasioso que eu sempre fico desconfortável (afinal, aquilo tudo aconteceu <i>mesmo</i> ou só na imaginação das crianças e tal) e com o final que sempre é triste porque alguns deles nunca mais vão voltar. As passagens mais infantis do livro foram transformadas numa história para jovens mais maduros.</p>
<p style="text-align: left;">Mas o elenco mirim dá conta do recado, o roteiro é muito bem feito e o filme funciona muito bem.</p>
<div style="color: #990000;">A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Voyage of the Dawn Treader) &#8211; 2010 | de Michael Apted | <span style="color: #990000;">com Georgie Henley, Skandar Keynes, Ben Barnes, Will Poulter</span></div>
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		<title>Adaptação &#124; O Hobbit &#8211; Uma Jornada Inesperada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2022 06:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[J.R.R. Tolkien]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1936, um pequeno livro infantil fez sucesso moderado no mercado editorial britânico. O sucesso foi o suficiente para que os editores pedissem ao autor que escrevesse uma continuação. Só que, como todos sabemos, a Segunda Guerra Mundial estourou lá por aquela época, e a continuação do livrinho infantil demorou mais de dez anos para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1936, um pequeno livro infantil fez sucesso moderado no mercado editorial britânico. O sucesso foi o suficiente para que os editores pedissem ao autor que escrevesse uma continuação. Só que, como todos sabemos, a Segunda Guerra Mundial estourou lá por aquela época, e a continuação do livrinho infantil demorou mais de dez anos para ser publicada &#8211; e quando chegou na editora, era bem diferente do que eles esperavam. Era, na verdade, um livro para adultos com quase mil páginas. Felizmente para todos, a continuação do livro infantil não só fez um enorme sucesso como também pavimentou o gênero da fantasia em ambientação medieval que teve sua era de ouro nas décadas de 60 a 80. O autor chegou a vender os direitos do livro para o cinema, mas até o final do século apenas uma animação de pouca qualidade havia sido feita.</p>
<p>Então veio Peter Jackson. Assim como o livro foi essencial para o sucesso da literatura fantasiosa, os filmes de Peter Jackson abriram as portas para que outras produções do gênero viessem para o cinema &#8211; mesmo que com menos qualidade e sucesso. As adaptações de Jackson não são perfeitas, mas certamente trouxeram a obra de Tolkien para um público bem mais extenso, são obras-primas da produção cinematográficas e continuam maravilhosas mesmo vinte anos depois. E aí, aquele livrinho infantil, escrito na década de 30, que mesmo tendo sido publicado antes é conhecido como &#8220;o prelúdio do Senhor dos Anéis&#8221;, acabou, através de várias reviravoltas, caindo nas mãos de Peter Jackson também. E alguém da produção decidiu que, já não tinham mais como faturar em cima da trilogia do Senhor dos Anéis no cinema, então porque não adaptar seu prelúdio? E por que não dividir <em>em três partes? </em>Aparentemente a ideia foi genial, já que O Hobbit foi uma das melhores bilheterias de primeiro final de semana nos EUA do ano de lançamento. Os fãs, como sempre, ficaram divididos. Muitos não gostaram, muitos idolatraram o diretor, muita gente não tem opinião formada e só foi ver mais um filme de ação e fantasia.</p>
<p>Amanhã faz dez anos que o primeiro filme saiu; então vou aproveitar para revisar as minhas anotações sobre ele.</p>
<p>Na minha visão, o filme sofre por ter características &#8220;tríades&#8221;. Primeiro por ser um filme de fantasia medieval que obviamente não vai terminar e que depende das suas continuações para ter fim. Isso já é um desafio por si só. Os personagens principais são habitantes de uma terra fantástica, e são eles anões, elfos e hobbits (que nem todo o expectador sabe o que é). Segundo que é um filme que foi feito pra ser prelúdio da trilogia de maior sucesso da década. Os fãs que assistiram os filmes querem ver a mesma pegada no cinema &#8211; querem os mesmos temas épicos, os mesmos personagens, a mesma Terra-Média. E terceiro, O Hobbit é uma adaptação de um livro que é muito do bom. Aqueles que leram o livro querem também ver uma adaptação fiel nas telas. Então é complicado. Em todos os pontos acima, O Hobbit tem suas vitórias e suas derrotas, e vou falar de cada uma delas.</p>
<h4>O filme por si só</h4>
<p>A primeira coisa que tem que ser dita sobre o filme é o elenco. Apesar de ser um grupo enorme de pessoas que estão perto do protagonista, a narrativa não fica confusa demais. Como apenas alguns anões têm momentos únicos na trama, dá pra seguir o que acontece sem maiores problemas. A tríade principal &#8211; Gandalf, Bilbo, Thorin &#8211; funciona às mil maravilhas: o entrosamento entre os três é excelente, os diálogos impecáveis e a atuação dos três atores é de tirar o chapéu. O roteiro, no entanto, fica um pouco complicado no começo, por ter cortes demais com informações que a gente só não se importa. O filme bom faz assim: apresenta os personagens principais e daí as coisas começam a acontecer. Esse filme fez &#8220;esses são os anões mas espera tem esse mago aqui e na verdade anos atrás teve essa guerra e agora voltamos ao presente e canta uma música e toma mais um flashback&#8221;. O corte para a luta em Moria e especialmente o corte de Radagast pra mim foram desnecessários e deram a impressão de que a história &#8220;principal&#8221; (Bilbo e os anões) não era interessante o suficiente para que o filme mostrasse o que estava acontecendo com eles. Não que eu seja contra a presença de Radagast. Só acho que ele deveria ter sido mostrado apenas contracenando com a comitiva. O arco de história que os roteiristas escolheram mostrar é bem claro: Bilbo é um bobo que precisa provar seu valor para os anões. As cenas em que ele faz isso são bem idiotas, mas de qualquer forma é um arco válido que tem começo, meio e fim. Apesar das cenas de conflito e perigo pelos quais a comitiva passam serem bem sem graça e sem ameaça real, já que o espectador em momento algum sente que talvez algum deles realmente morra em alguma luta, fica claro que a jornada de Bilbo para ser aceito por Thorin é o que importa.</p>
<h4>O filme como prelúdio de O Senhor dos Anéis</h4>
<p>Nesse quesito, acho que o principal problema &#8211; de novo &#8211; é o roteiro. Por um lado, a história segue a mesma estruturade O Senhor dos Anéis &#8211; A Sociedade do Anel: comitiva se reúne, passa a ser perseguida, momento de calma em Rivendell, depois goblins, momento olha que bonita a paisagem etc. Por outro lado, é mais do mesmo com o pequeno detalhe de que , enquanto O Senhor dos Anéis se beneficiou de uma pré-produção cuidadosa que durou anos, aqui absolutamente tudo é tela verde. E dá pra perceber a diferença entre uma câmera sobrevoando a Nova Zelândia e uma paisagem por computador como pano de fundo para vários orcs digitais lutando com dois atores multiplicados pelo gerador de imagem para parecer um exército .</p>
<p>E ainda tem o fato de que, enquanto Frodo e seus amigos querem salvar o mundo, Bilbo e seus companheiros querem recuperar um monte de dinheiro. Não é a mesma aventura épica, mas o filme <em>quer ser </em>épico. Então tentaram fazer os gigantes das rochas como sendo algo muito ameaçador, quando na verdade era só o Tolkien falando dos gigantes jogando pedra nas montanhas para explicar pro moleque filho dele de onde vem os trovões.</p>
<h4>A Adaptação.</h4>
<p>Lembra lá no começo do post, que eu falei que O Hobbit é um livro infantil? Tipo, pois é. Infantil igual a Nárnia. Com personagens bobos e engraçados. Com trama leve, sem violência e sem conflitos. Com momentos de fantasia para agradar ao paladar infantil, como trolls brigando para ver qual come qual perna dos protagonistas, um homem que vira urso nas horas vagas e precisa ser apresentado aos anões aos poucos pra não ficar bravo e um monstro das profundezas das montanhas que pode ser enganado usando uma competição de charadas. Aí o pessoal dos filmes vem querendo faturar e resolve transformar um livrinho de 300 páginas em uma trilogia épica cheia de efeitos, batalhas imensas, personagens conflitados e participação especial de Elrond e Galadriel.</p>
<p>Depois que a gente descobre que a produção foi toda torta, com várias trocas de equipe, roteiro todo recortado e conflito entre visão de diretores, dá pra entender um pouco a confusão do filme. Em alguns momentos, ele consegue ser épico. Em outros momentos ele consegue ser fiel ao livro. O resultado foi um pouco dos dois, e um filme bem do irregular.</p>
<p><span style="font-family: var(--global-body-font-family);">E agora já aviso que vou virar a fã ensandecida com spoilers e reclamação de tudo, que é minha forma favorita de consumir entretenimento. </span></p>
<h4>Comentário de Fã Maluca</h4>
<p>Eu não sei se vocês repararam em como eu sou louca nerd abismalmente fanática pelo universo do Senhor dos Anéis, mas se não repararam enfim. Tô falando agora. A primeira vez que assisti esse filme eu não pude evitar de reparar nas semelhanças e diferenças entre o filme e o livro, como eu sempre acabo fazendo quando assisto uma adaptação. E mesmo assim não pude deixar de reparar na irregularidade complicada do roteiro.</p>
<p>Da segunda vez que eu assisti, o filme ficou mais leve, até porque eu não estava comparando cada cena com o livro. Mas em ambas as vezes me deu a impressão de que é um filme assistível por leigos que não leram os livros mas que perde a metade da graça pra essa audiência. Ou seja, o filme é muito mais direcionado a fãs do que ao assistidor médio que provavelmente tentou ler O Senhor dos Anéis depois que o filme saiu e só ouviu falar do Hobbit por causa de Senhor dos Anéis ou quando muito leu O Hobbit há muitos anos. O filme  não é feito pros leigos. O filme é feito pros fãs. Dito isso, claro que muitos fãs já tão reclamando pela aí que Radagast parece uma princesa Disney porque ele fica falando com os animaizinhos. Mas O Hobbit sofre de problemas muito maiores do que a caracterização de um mago menor.</p>
<p>O Hobbit nunca vai ser considerado um filme por si só; ele não foi feito pra isso. Ele é uma adaptação de um livro famoso. Ele é prelúdio de um livro mais famoso ainda, que foi transformado nos filmes que trouxeram, junto com Harry Potter, a fantasia de volta ao cenário hollywoodiano. É muita expectativa pra um filme que na verdade já tinha o enorme desafio de transformar um livreco infantil de 200 páginas em três blockbusters épicos cheios de aventura. O principal problema do Hobbit, portanto, é o roteiro. Ao tentar balancear o tom do livro com o tom dos filmes anteriores que na verdade se passam depois (numa chateação digna de Star Wars), o roteiro enche o começo do filme com cenas desnecessárias, com personagens que não são interessantes e por motivos sem sentido.</p>
<h4>Quer ver?</h4>
<p>No começo do filme temos um prelúdio digno de A Sociedade do Anel mostrando-não-mostrando o ataque do dragão ao reino de Erebor. Legal muito da hora louco demais. Até aí, ok, é um prelúdio e não esperamos muito em termos de personagens. Daí temos uma cena que nos leva direto ao início da Sociedade do Anel e beleza, um filme é continuação do outro e tinham que dar uma ponta para o Frodo porque se não os fãs do filme do SdA não iam querer ver O Hobbit. Depois os anões chegam e fica bem legal. Mas aí, mal sabemos quem é Bilbo e o que os anões querem e já voamos para as portas de Moria, numa batalha épica que perde o sabor porque o espectador não se importa com nenhum dos dois lados e nem consegue distinguir quem é quem na confusão. Depois disso, temos mais uma ceninha na chuva e corta de novo para Radagast, que não sabemos quem é, não nos importamos com o que ele tá fazendo e não entendemos nada dessas aranhas.</p>
<p>Depois as coisas começam a dar certo novamente, com o filme quase que todo focado na sociedade comitiva de anões e nas suas aventuras, que mesmo sendo bobocas e infantis conseguiram dar um tom minimamente urgente para que nos preocupemos com nossos personagens. Mas aí tem o Conselho Branco, que é equivocado em tantos pontos que nem sei por onde começar mas vamos começar com Saruman.  Não é pra ele ser o velho malvado que tá agindo com Mordor. Teoricamente, durante os eventos do Hobbit, Saruman é o bonzinho, o legal, o super-sábio-do-universo. A única explicação para a reação do Gandalf quando Saruman aparece é que o roteiro ignorou a participação de Saruman no livro e resolveu que ele vai ser o malvado desde o início, assim como mudou a motivação de Saruman nos filmes. Mas mesmo que esse fosse o caso. O filme deixa claro que a Galadriel é fodona. Daí ela fala &#8220;nossa, isso é a faca do bruxão&#8221;. E o Elrond fala &#8220;nossa, é mesmo&#8221;. E o Saruman fala &#8220;que prova temos de que essa é a faca do cara? Nenhuma! <em>Your argument is invalid</em>!&#8221; Tipo. Nem no universo do filme essa colou. Não faz sentido interno o Saruman ignorar o que a Galadriel e o Elrond falam e nenhum dos dois fazer nada a respeito.<br />
E outra. Por que o Saruman precisa deixar ou não deixar os anões fazerem o que quer que seja? Ele é o &#8220;protetor&#8221; da Terra Média, mas o que isso significa? O filme não fala.  E por que que os orcs podem sair no sol tranquilo? Primeiro os orcs de Moria lutam com os anões no sol, o que já é um conceito bem estranho de um povo que não pôde perseguir a Sociedade porque estava de dia. E justamente, o Gandalf logo fala que só vão conseguir fugir das Misty Mountains se eles chegarem até a luz do sol. Mas antes, logo quando vão chegar em Rivendell, os goblins tão atrás deles em wargs em plena luz do dia! Alguém tinha que ter feito essa decisão, né. A cena das charadas podia ter sido tão melhor. A fuga palhacenta das montanhas parece Piratas do Caribe piorado e ainda por cima cansa.</p>
<p>Felizente, para compensar, temos o elenco. Então vamos falar do elenco! Hugh Weaving conseguiu balancear com perfeição o seu personagem, que agora não parece mais um Sr. Smith que fala élfico bem devagar. Ele está mais jovial, mais alegre e mais de acordo com o Elrond do livro Hobbit. Ian McKellen está perfeito. Ele se diverte muito como Gandalf, e o papel não exige tantos momentos &#8220;sou o sábio do universo dando conselhos com a musiquinha tema ao fundo&#8221; que nem em Senhor dos Anéis &#8211; e convenhamos o Gandalf do Hobbit é bem mais divertido. E agora preciso falar da obra prima  que é o duo Bilbo/Thorin, dois personagens difíceis e que foram magistralmente captados pelos atores. Cada cena dos dois é de bater palminhas. Os outros anões, infelizmente, têm pouco lugar na trama, até porque no livro tinham quase tanta personalidade quanto as espadas de Thorin e Gandalf.</p>
<p><span style="font-family: var(--global-body-font-family);">Outro ponto que merece ser mencionado. Tolkien era racista e misógino. Então nos livros dele os elfos brancos e loiros são a raça superior, e quanto mais moreno e mais escuro de pele mais pior você é, desde os Haradrim do sul até os orcs de Mordor. Já as mulheres devem ser belas e inatingíveis, com a exceção que confirma a regra de Éowyn. Não custa nada ler o livro &#8211; e ver o filme &#8211; já sabendo disso sobre o autor e já reparando nesse tipo de coisa. Isso não faz com que você seja obrigado a odiar o livro pra ser anti-racista (só se você quiser). O cinema tentou dar uma melhorada no quesito misoginia &#8211; colocando Galadriel com um papel que não existia em O Hobbit e colocando a Arwen com um papel que não existia em Senhor dos Anéis. Mas não fizeram absolutamente nada pelo racismo, que estranho. </span></p>
<p>Acho que por enquanto é isso, mas não garanto que eu tenha acabado.</p>
<p><b>O Hobbit &#8211; Uma Jornada Inexperada (2012) &#8211; </b><em><b>The Hobbit &#8211; An Unexpected Journey | </b></em><b>De Peter Jackson | </b><b>Com Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Christopher Lee, Ken Stott, Ian Holm, Elijahn Wood</b></p>
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		<title>Filme &#124; A Bela e a Fera (1991)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Apr 2016 20:47:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bela é uma moça que vive numa aldeiazinha com seu pai inventor meio maluco. Quando ele sem querer enfurece um monstro que vive num castelo das vizinhanças e é preso, Bela se oferece para ficar no lugar dele, sem saber que o monstro é na verdade um príncipe encantado. Vivendo no castelo da Fera, Bela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Bela é uma moça que vive numa aldeiazinha com seu pai inventor meio maluco. Quando ele sem querer enfurece um monstro que vive num castelo das vizinhanças e é preso, Bela se oferece para ficar no lugar dele, sem saber que o monstro é na verdade um príncipe encantado.</p>
<p>Vivendo no castelo da Fera, Bela fica amiga dos objetos falantes &#8211; o candelabro e o relógio, e o bule, e a xícara &#8211; e aos poucos vai percebendo que a Fera não é tão ruim assim. Enquanto isso, os aldeões se armam contra a Fera maligna para destruir essa ameaça.</p>
<p>Esse filme é bem nostálgico pra mim, já que cresci assistindo e a Bela é uma das minhas princesas Disney favoritas &#8211; ela gosta de ler e tal &#8211; mas não tem como não achar a história problemática.</p>
<p>Podem me chamar de feminista chata &#8211; sim, sou os dois &#8211; mas vamos combinar? Ela é presa pelo cara, ele grita com ela, tranca ela no quarto, soca a porta, impede a jovena de ver a família = relacionamento abusivo, pra dizer o mínimo. Ele tenta agradá-la com roupas lindas e uma biblioteca. E depois explode de novo e &#8220;estraga tudo&#8221;, de acordo com os ansiosos objetos/empregados. Aí rola o salvamento dos lobos, o romance adaptado para menores e a redenção, mas o estrago já está feito: ele já fez besteira, já pediu desculpas e já fez de novo, formando o ciclo eterno.</p>
<p>Eu li outro dia que a história era sobre ser diferente e ser aceito, já que a Bela é uma metida a intelectual que não é aceita na aldeia onde ela mora e a Fera inclusive se isolou do mundo por não ser acolhido, e quando os aldeões vão lá acabar com ele rola aquela tristeza do tipo &#8220;eu desisto de viver porque ninguém me quer&#8221; e ela salva ele no final não necessariamente porque o ama mas porque mostra pra ele que ele não está sozinho e tal. É uma outra interpretação, ué.</p>
<p>E longe de mim cobrar DA DISNEY fidelidade à história original, mas né. A pegada era: ele é feio por fora mas POR DENTRO ele é bom. A história era sobre não ir pelas aparências, mostrando que mesmo alguém que parece um monstro pode ter um bom coração. A Bela aceita casar-se com ele ANTES de ele virar humano de novo &#8211; ou seja, foram as ações BOAS dele que fizeram com que ela quisesse estar com ele mesmo ele em forma de monstro. Em momento algum ele foi nojento com ela &#8211; pelo contrário, ele sempre foi o maior dos cavalheiros.</p>
<p>A história mudada da Disney trocou tudo de lado, pra variar, e mostrou a Bela como sendo uma mulher forte e decidida, sim, mas que foi obrigada a sofrer violências na mão do cara até que ela GENTILMENTE mostrou a ele como se faz&#8230;</p>
<p>É um filme muito bonito, as músicas são ótimas, e eu adoro tudo dele &#8211; mas crescer achando que esse relacionamento é o protótipo do ideal não faz bem pra ninguém.</p>
<p><strong>Beauty and the Beast (1991). De Gary Trousdale, Kirk Wise. Com as vozes de Paige O&#8217;Hara, Robbie Benson, Angela Lansbury.</strong></p>
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		<title>Filme &#124; Malévola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Oct 2015 20:38:27 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="western">A lenda da Bela Adormecida: o rei e a rainha queriam filhos e quando finalmente nasce a criança eles resolvem convidar todo mundo do planeta pra vir no batizado, mas por uma pequena falta de noção acabam convidando somente doze fadas (talvez pra ficar um belo número par, não é mesmo) e a décima terceira aparece indignada por não ter sido convidada e resolve causar. As fadas estavam dando belos presentes para a recém-nascida: uma voz incrível, cabelo bom, personalidade agrada-macho, enfim. Pra ela poder casar bem. E a décima terceira, mal amada, diz que quando a pirralha fizer dezesseis anos, vai enfiar o dedo num fuso de roca e vai morrer.</p>
<p class="western">Acontece que uma das doze outras fadas não tinha dado ainda o presente mágico, e resolve a situação da seguinte maneira: ela não teria poder para contrapor a maldição da outra fada, mas mudou um pouquinho e dessa forma a moça, em vez de morrer com o fuso, ia só dormir por cem anos até ser acordada por um beijo de amor verdadeiro.</p>
<p class="western">A versão do conto dos Irmãos Grimm procede com o príncipe ouvindo falar de uma bela princesa presa por uma maldição e indo lá ver o que tá pegando; ele se apaixona pela jovena, acontece o beijo e eles vivem felizes pra sempre.</p>
<p class="western">Os estúdios Disney fizeram uma bela adaptação do conto, com algumas alterações: as fadas agora são três, com nomes próprios e vestidos de cor diferente. Fauna, a fada rosa, Flora, a fada verde, e Primavera, a fada azul. E a fada má virou bruxa DIVA INCRÍVEL, usa um vestido preto e roxo FABULOSO, é completamente blasé e fina, e é uma bruxa mesmo, com cajado de pedra verde, corvo e lacaios porcosos. E o nome dela, pra ninguém se confundir, é MALEFICENT, ou Malévola, na excelente tradução. Além disso, depois que Primavera altera a maldição, as fadas resolvem criar a princesa Aurora como camponesa na floresta, ela conhece o príncipe Felipe por acaso e eles cantam muito, mas ela logo é levada para picar o dedo na roca e tal.</p>
<p class="western">E aí a Disney descobriu a mina de ouro e resolveu fazer uma nova versão da história deles mesmos, numa auto-homenagem. Só que no filme a Malévola, apesar desse nome que significa SOU MÁ, não era má nada, só ficou assim depois que homem deixou ela triste. Ok, foi bem ruim o que ele fez, mas né. Primeiro que com esse nome ela era boazinha naonde e segundo que por que sempre precisa ser mal comida pra ser malvada. Saco.</p>
<p class="western">Daí que a tal Malévola-nova-má-mas-lógico-não-tão-má-assim acaba gostando da tal mocinha que é filha do seu inimigo mortal e – num PLOT TWIST que não foi assim tão interessante &#8211; resolve que vai “cuidar da menina pra ela sobreviver até o dia da maldição”.</p>
<p class="western">Então temos: atuações boas, homenagem fofa a um filme que foi o favorito de muita gente (tipo eu) na infância, efeitos incríveis que fazem um filme bem bonito, e a Malévola maravilhosa, diva, incrível, sou fã, amo.</p>
<p class="western">MAS. O roteiro ficou bem mais ou menos, o final é pífio, e se não fosse a presença de tela da protagonista e a cena maravilhosa do batizado (que conseguiu quase que ser palavra-por-palavra igual a do desenho, mas com todos os novos significados), ia ser totalmente sem graça e idiota. Pra quem gostava do desenho, pra quem curte fantasia e ação, e pra quem curte a Jolie: SIM. Pra quem faz questão de um filme que faz um certo sentido, não muito.</p>
<p><strong>Maleficent (2014) De Robert Stromberg. Com Angelina Jolie, Elle Fanning, Imelda Staunton.</strong></p>
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		<title>Adaptação &#124; João e Maria &#8211; Caçadores de Bruxas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2013 23:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Grimm]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma releitura modernosa e aventuresca do conto de fadas, esse filme é podreira das mais divertidas. Eu acho que todo mundo sabe a história clássica de João e Maria, popularizada pelos irmãos Grimm: Os pais de João e Maria não tem dinheiro pra dar de comer pras crianças; abandonam os irmãos na floresta; os irmãos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>Uma releitura modernosa e aventuresca do conto de fadas, esse filme é podreira das mais divertidas. Eu acho que todo mundo sabe a história clássica de João e Maria, popularizada pelos irmãos Grimm: Os pais de João e Maria não tem dinheiro pra dar de comer pras crianças; abandonam os irmãos na floresta; os irmãos encontram uma casa feita de doces; caem na armadilha da bruxa; João é preso numa jaula e fica sendo alimentado pra engordar pra bruxa poder assar ele no forno enquanto Maria é obrigada a ser empregada da bruxa; eles escapam, jogam a bruxa no forno e fogem. Fim.</div>
<div></div>
<div style="clear: both; text-align: left;">Eu preciso dizer que a primeira coisa que eu reparei nesse filme foi o fato de que cada vez que a pessoa gritava &#8220;Hansel!&#8221; ou &#8220;Gretel!&#8221;, a legenda falava &#8220;João!&#8221; e &#8220;Maria!&#8221;.</div>
<p>Agora adultos, João e Maria se transformaram em caçadores de bruxas profissionais. Um dia eles são chamados para livrar uma cidade de bruxas que estão raptando mais crianças do que o normal. Eles logo descobrem que as bruxas, lideradas por uma bruxa boss, estão planejando um ritual maligno bem grande que pode dar mais poderes pra elas. Enquanto isso, o xerife da cidade está bravo porque o prefeito contratou João e Maria em vez de deixar ele trabalhar, e vai criar problemas para os heróis. Eles vão precisar de toda a ajuda que puderem para vencer as bruxas antes que elas consigam completar o ritual!</p>
<p>E é isso o filme. É clichê? SIM. É bobo? SIM. Mas também é extremamente divertido.</p>
<p>O casal protagonista é cheio de charme, com a maravilhosa Gemma Arterton sendo a melhor pessoa e o Jeremy Renner antes de flopar, e a Famke Janssen se divertindo muito. As cenas de ação são bem construídas, o roteiro é pouco original mas funciona bem, e a violência exagerada e os diálogos engraçados ajudam a manter o ritmo do filme. As armas que poderiam ser consideradas &#8220;pouco realistas&#8221; num ambiente de fantasia medieval, deram uma pegada um pouco steampunk pra ambientação e achei que ficou legal.</p>
<p>Tem algumas coisas insólitas como o João ser diabético e andar por aí com uma seringa para momentos difíceis; e também o obrigatório romance com uma moça que precisa ser salva. Mas nada que atrapalhe muito a diversão. Foi sem dúvida um excelente filme pipoca. Se você está na pegada de algo descompromissado que estiver passando na TV num dia lento e não se importa com partes de pessoa explodida escorrendo da tela, esse filme é super recomendado!</p>
<p>Mas claro que eu fui assistir o filme com um monte de nerd rpgista, o que gerou uma série de comentários interessantes (abaixo) e uma vontade de mestrar uma aventura com bruxas!</p>
<p>O grupo no final é constituído de: guerreiro, bárbaro, bardo (que não luta mas sabe tudo de tudo e adora colecionar histórias) e uma guerreira cross-class com algum spellcaster &#8211; votamos no spellblade. As bruxas são uma raça diferente com ajuste de nível infinito, como os rakhasas, já que além de magia elas também enchem o pessoal de porrada. O mais provável é uma raça com constituição alta e classe de warlock &#8211; aqueles raios de magia são super eldritch blast &#8211; misturado com classe de bruxa de Pathfinder. As bruxas boas são tipo clérigas, já que a magia delas é mais de cura. Mas a minazinha do João super utilizou uma forma de channel energy com smite evil em forma de raio. Aquela água mágica que eles jogaram nas armas antes da batalha final transformou todas as armas em +5 holy. E ninguém entendeu por que a bruxona insistia em ficar fazendo magia quando podia ter entrado na mente de todo mundo, a não ser que as regras de magia mental sejam diferentes no filme.</p>
<p><span style="color: #674ea7;">João e Maria Caçadores de Bruxas (Hansel and Gretel &#8211; Witch Hunters) &#8211; 2013 | </span><span style="color: #674ea7;">de Tommy Wirkola | </span><span style="color: #674ea7;">Com Jeremy Renner, Gemma Arterton, Famke Janssen</span></p>
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		<title>Adaptação &#124; Cidade das Sombras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2013 17:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Jeanne DuPrau]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cidade das Sombras é um dos livros mais perfeitos e maravilhosos do mundo inteiro. Pra começar, os personagens são interessantes e a trama é envolvente, claro. No entanto, além disso, a ambientação é tão, mas tão, fascinante! que é aqueles que dá pra ficar horas e horas pensando. Será que daria certo na vida real? [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cidade das Sombras é um dos livros mais perfeitos e maravilhosos do mundo inteiro. Pra começar, os personagens são interessantes e a trama é envolvente, claro. No entanto, além disso, a ambientação é tão, mas tão, fascinante! que é aqueles que dá pra ficar horas e horas pensando. Será que daria certo na vida real? Como eu reagiria no lugar deles? E se essa for mesmo a única saída? Por ser um livro infantil que não é tão novo mas que jamais envelheceu, é uma leitura que é maravilhosa e vale muito a pena não importa sua idade. Me faltam palavras pra descrever a qualidade desse livro.</p>
<h4>O filme</h4>
<p>Portanto, óbvio que estava ansiosa pra ver esse filme, já que foi baseado num livro de que gosto muito. O livro sendo de 2003, o filme sair em 2008 ainda tinha bastante espaço pra fazer a história render. Infelizmente é óbvio que a primeira coisa que o filme fez foi pegar o principal mistério do livro e revelar tudo na primeira cena do filme. Teve até pôster do filme mostrando toda grande revelação. Acima de tudo, a atmosfera de escuridão, suspense e desespero do livro virou um filme bobo de aventura.</p>
<p>Em contraste a isso, as atuações são boas. Por mais que o filme tenha um roteiro lixão, os atores mirins tem carisma e uma boa construção (apesar do adolescente-adulto-de-doze anos que é o Doon). Além disso, os filme desenvolve até que bem os personagens adultos. Destaque pra uma Saoirse bebê como Lina. Bill Murray está ótimo como o prefeito, e o velhinho que trabalha no gerador foi uma adição muito boa. Um filme de aventura correto, que deixa, no entanto, aquela sensação de &#8216;poderia ter sido tão melhor&#8230;&#8217;.</p>
<h4>Não veja se não leu o livro!</h4>
<p>Leia o livro antes de ver o filme! É sério! Perde TODA a graça!<br />
Além disso, o livro é curto, barato e fácil de achar.</p>
<p>O filme fracassou tenebrosamente e o segundo volume da série, apesar de ter sido adquirido pelos estúdios, jamais viu a luz do dia.</p>
<p>Cidade das Sombras (City of Ember) &#8211; 2008 | de Gil Kenan | com Harry Treadaway, Saoirse Ronan, Bill Murray, Tim Robbins, Mackenzie Crook</p>
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