Daughter of the Desert | Noel-Anne Brennan

 

Tireera é uma cidade no deserto. Os Virsat são a raça superior, e os Tirdar são considerados animais, utilizados como escravos.
Forentel é filha do general do exército Virsat e descobre que sua mãe era uma Tirdar. Querendo esconder esse fato, seu pai quer entregá-la em casamento a um aliado dele, que tem idade para ser pai de Forentel.
Ela foge.
O príncipe Erba de Tireera tem orgulho de ser um Virsat, mas é obrigado a fugir da cidade no deserto por que seu irmão mais velho, depois de assassinar o rei seu pai, resolve que Erba é perigoso para seus planos e resolve matá-lo.
Forentel descobre que é uma curandeira Tirdar; que é a Delass, que as lendas dizem que será capaz de unir os Virsat e os Tirdar; e que tem uma habilidade Tirdar de ver o passado.

Enquanto ela e o príncipe, junto com o mestre professor dele, Filfa, vão em busca de uma cidade lendária que ninguém tem certeza que existe ao sul, a mando de uma profeta Tirdar; a mãe adotiva de Forentel faz planos para que a cidade de Tireera seja um lugar melhor quando sua filha ‘do coração’ voltar.

Na viagem para o sul, o trio passa por diversas provações, enquanto Forentel vai descobrindo que tipo de poderes tem.

O livro nem seria tão irritante se não fossem os personagens principais: ingênuos, estúpidos e chatos, o prícipe Erba e Forentel deixam o leitor numa irritação sem fim.
Filfa, o tutor do príncipe, é uma pilha de preconceitos e prepotência. 
A única personagem legal é a mãe adotiva de Forentel, e os momentos em que a autora se digna a descrever o que está acontecendo em Tireera enquanto os valorosamente chatos heróis viajam para o sul são as melhores partes do livro.
Não sei se a autora quis demonstrar a dúvida que fazia parte da personalidade de Erba e Forentel: ele perdera tudo o que tinha e ela acabara de descobrir que era uma “aberração” – fruto de uma união entre Tirdar e Virsat. Teoricamente, a tal jornada para o sul seria uma jornada de auto descoberta por parte de Forentel.
Enquanto isso, Filfa trata-a como escrava  e Erba fica “confuso” porque começa a gostar dela.

Outros personagens coadjuvantes entram e saem, e fica a impressão de que era para eles serem personagens complexos e com alguma profundidade. Mas, assim como com os protagonistas, o que acontece é que os personagens ficam simplesmente chatos.  A gente continua a ler pela balada, esperando que o fim de alguma forma resolva as coisas. Mas não resolve. O fim é estúpido e o livro fica sendo uma perda de tempo, apesar da idéia original e da ambientação interessante.
O pior é que nem posso reclamar muito, já que comprei o livro, usado, por R$ 8,00.
E sobre a arte. Por que raios tem um gato selvagem na capa, se o animal que acompanha Forentel durante 90% do livro é um LOBO? Além disso, não me lembro de ter lido sobre a cor da pele dos personagens mas interessante que na arte da capa tem que ser mais gente branca que nasce e vive no deserto.

Daughter of the Desert (2006)

Renata

Nas horas vagas eu jogo RPG e faço meus desenhos. Quando dá, eu leio. Se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa ficar feliz com os livros como eu fico já estou mais do que satisfeita com essa vida.

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