Mad Ship | Robin Hobb

Como já era de se esperar, o segundo volume da série The Liveship Traders é tão inteligente, empolgante e envolvente quanto o primeiro.

Mais personagens aparecem, os antigos personagens passam por experiências que os mudam completamente e o mistério dos liveships começa a ser finalmente desvendado.

Malta, a garota mimada do primeiro livro, aprende o que é de verdade ser uma Bingtown Trader.
Althea, quando descobre que Vivacia está nas mãos de um pirata, terá de se unir a Brashen para conseguir recuperar seu navio, por mais que o homem a deixe confusa.
Keffria, agora que seu marido definitivamente não voltará para casa, passa a tomar mais controle de sua vida.
Reyn, prometido de Malta, está cada vez mais envolvido nas memórias de um – aparentemente – dragão, o que pode destruir sua vida.
E Wintrow, entre o amor que o navio Vivacia sente pelo pirata Kennit e a própria atração que Kennit desperta no garoto, vai cada vez mais se distanciando do garoto-padre que gostaria de ser.

Enquanto isso, o amuleto de madeira mágica que Kennit leva no pulso faz com que o leitor nunca perca de vista o personagem desprezível que o pirata é.

Como diz o nome do livro, um dos personagens principais é um navio louco. Isso mesmo. A partir do momento em que a autora criou um mundo de navios falantes, ela também criou uma personalidade para cada um dos navios na história – e enquanto Vivacia é sensível e sonhadora e Ophelia é vaidosa e fofoqueira, Paragon, o navio louco do título, é justamente isso: completamente louco. Ele passa os dias encalhado numa praia deserta, sem ninguém por perto, com o rosto desfigurado por violentos golpes de machado e uma personalidade difícil, pra dizer o mínimo.

Althea e Brashen são dois dos únicos que se aproximam de Paragon e conversam com ele, mas é preciso que a misteriosa Amber faça amizade com o navio para que se proponha o impossível: mesmo Paragon tendo afogado todos os seus antigos tripulantes, Althea, Amber e Brashen se propõe a cruzar o oceano para tentar resgatar Vivacia.
Ao mesmo tempo, os politicos da capital Jamailla fazem um complô contra o Satrap (rei de todas as terras) e a cidade de Bingtown pode ser destruída em um piscar de olhos por navios inimigos.
Com tudo isso acontecendo, a família Vestrit terá de usar todas as suas armas e técnicas para não só salvar suas próprias vidas como para salvar o navio, as finanças e a cidade natal da família.

Assim como Paragon, os personagens de Robin Hobb são complexos, humanos, imprevisíveis e interessantes. O ambiente de fantasia ‘piratesca’ cria vida diante de nossos olhos.
Uma continuação primorosa, que não deve nada ao primeiro e deixa o leitor doente para ler o terceiro.

Mad Ship (1998) de Robin Hobb | The Liveship Traders livro 2

Renata

Nas horas vagas eu jogo RPG e faço meus desenhos. Quando dá, eu leio. Se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa ficar feliz com os livros como eu fico já estou mais do que satisfeita com essa vida.

One thought on “Mad Ship | Robin Hobb

  1. Vagando nessas tantas ruas virtuais, encontrei tua porta de amante das Letras aberta – e entrei. Devo anunciar-me como um desses que diz “Oi, de casa! Trago aqui em minhas mãos a chave para dias melhores: escrevo e vendo livros!”. Assim, venho te convidar para visitar o meu blog e conhecer as sinopses de meus romances, a forma de adquiri-los e, posteriormente, discuti-los. Três deles estão disponíveis inclusive para serem baixados “de grátis”, em formato PDF.Um grande abraço literário,João Bosco Maia

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