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	<title>policial Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>policial Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Filme &#124; Quem Viu Quem Matou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 02:24:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao viajar de trem, Miss Marple, uma senhorinha viciada em livros de detetive, vê um assassinato sendo cometido no trem paralelo. As autoridades, claro, acham que ela imaginou tudo. Irritadíssima com essa falta de confiança nos idosos, Miss Marple convence seu amigo bibliotecário Mr. Stringer a ajudá-la e decide descobrir sozinha quem foi o autor do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao viajar de trem, Miss Marple, uma senhorinha viciada em livros de detetive, vê um assassinato sendo cometido no trem paralelo. As autoridades, claro, acham que ela imaginou tudo. Irritadíssima com essa falta de confiança nos idosos, Miss Marple convence seu amigo bibliotecário Mr. Stringer a ajudá-la e decide descobrir sozinha quem foi o autor do crime.</p>
<p>Baseado no excelente <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/a-testemunha-ocular-do-crime-agatha-christie/">A Testemunha Ocular do Crime</a>, o filme começa já com uma alteração na premissa que achei bem interessante. No livro, Miss Marple está ciente de que é idosa e não dá conta de investigar sozinha. Então ela contrata a jovem Lucy para ajudá-la, o que dá espaço para até um certo romance entre Lucy e os suspeitos. No entanto, no filme, a própria Miss Marple vai se enfiar na cena.</p>
<p>Para isso, ela se candidata ao posto de empregada na mansão próxima à linha do trem onde Miss Marple acredita que o corpo foi jogado. A mansão Ackenthorpe parece ser o foco de todo o mistério. O velho ranzinza Mr. Ackenthorpe vive atormentando sua bela filha Emma, enquanto os outros irmãos tentam ficar o mais longe possível do pai chato e esperam com ansiedade ele morrer pra ficar com o dinheiro.</p>
<p>Coincidentemente, no entanto, todos os irmãos estavam na mansão na época do crime. O que Miss Marple precisa fazer, além de lavar, passar, limpar e cozinhar, é descobrir onde foi parar o corpo e quem é o assassino.</p>
<p>Margaret Rutherford está ótima como uma Miss Marple atrapalhada e mandona, o filme é ágil e engraçado, e é uma boa adaptação do livro. Alguns destaques divertidos: o ator que faz o Mr. Stringer foi marido da Margaret Rutherford na vida real; e Joan Hickson, a Miss Marple da série dos anos 80, faz uma ponta como a cozinheira Mrs. Kidder.</p>
<p><strong>Murder She Said (1961) de George Pollock; com Margaret Rutherford, Charles Tingwell, Muriel Pavlow, James Robertson Justice</strong></p>
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		<title>Death by Water &#124; Kerry Greenwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 13:44:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kerry Greenwood]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Miss Fisher está cansada da vida caseira e decide tirar férias. Ela aceita o pedido de uma administradora de navios de cruzeiro de investigar roubos extraordinários que andam acontecendo a bordo do SS Hinemoa. Ela pega sua funcionária e assistente Dot, arranja umas joias falsas bastante críveis, e vai viajar pra Nova Zelândia. Como sempre, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Miss Fisher está cansada da vida caseira e decide tirar férias. Ela aceita o pedido de uma administradora de navios de cruzeiro de investigar roubos extraordinários que andam acontecendo a bordo do <em>SS Hinemoa</em>. Ela pega sua funcionária e assistente Dot, arranja umas joias falsas bastante críveis, e vai viajar pra Nova Zelândia.</p>
<p>Como sempre, a autora nos presenteia com uma pesquisa histórica considerável. Ficamos conhecendo tudo sobre o barco, e também diversos personagens de primeira classe. O livro se passa em 1928, e obviamente a memória de todos no barco é do Titanic, que afundou em 1912. Enquanto Dot faz amizade com membros da tripulação, muitos deles maori, Phryne interage com o pessoal rico.</p>
<p>Ela anda por aí usando suas joias e fala bastante disso, tentando trazer o assunto dos roubos. A maioria dos passageiros de primeira classe estava em quase todas as viagens em que os roubos aconteceram, e quase todas as vítimas estavam na mesma suíte, onde Phrye está. Alguém tenta roubar Phryne várias vezes sem sucesso. O grupo visita uma aldeia maori na Nova Zelândia. Um casal briga no barco. E no dia da festa à fantasia, um assassinato é cometido.</p>
<p>Ainda sem saber como as joias foram roubadas ou quem está por trás dos roubos, Phryne começa a investigar o assassinato. Um gato, a banda, e o próprio Titanic, são os elementos que a ajudam a resolver o caso.</p>
<p>Eu gostei do livro porque cruzeiros são legais, adoro os maoris e Phryne me diverte. Mas a trama policial é ruim de doer. A resolução dos roubos é esdrúxula e a ligação com o Titanic é só pouco crível. É uma pena que um livro tão agradável tenha terminado de forma tão xoxa.</p>
<p><strong>Phryne Fisher Livro 15</strong></p>
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		<title>Three Doors to Death &#124; Rex Stout</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2025 20:48:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rex Stout]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais uma coletânea de contos com Nero Wolfe, o detetive genial, e seu assistente bonitão Archie Goodwin. Os contos foram publicados em forma de seriados em revistas. Archie já começa avisando que as narrativas não são típicas de Nero Wolfe. Em duas delas ele sequer recebe dinheiro por solucionar o caso, e em um deles [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma coletânea de contos com Nero Wolfe, o detetive genial, e seu assistente bonitão Archie Goodwin. Os contos foram publicados em forma de seriados em revistas.</p>
<p>Archie já começa avisando que as narrativas não são típicas de Nero Wolfe. Em duas delas ele sequer recebe dinheiro por solucionar o caso, e em um deles Wolfe até sai de casa andando por aí no meio do mato. Essa é uma das coletâneas que eu mais gosto, e os três contos são excelentes.</p>
<h4>Man Alive</h4>
<p>Miss Cynthia Nieder, uma jovem designer de roupas cujo tio se suicidou meses antes, está convicta de que o viu na platéia do desfile da temporada. Wolfe não se interessaria pelo caso mas ela logo sugere que Archie vá até o desfile pra ver se encontra o tio dela. Apesar de não encontrar o tio que está vivo, Archie se diverte vendo todas as belas modelos. Naquela noite, ela encontra o tio dela assassinado dentro do escritório da marca.</p>
<h4>Omit Flowers</h4>
<p>Marco Vukcic, o melhor amigo de Wolfe, é um chef renomado e dono de um excelente restaurante. Ele pede ajuda a Wolfe para salvar o senhor Pompa, que fora um chef renomado anos antes mas que &#8216;se vendera&#8217; para virar segundo homem mais importante numa rede de restaurantes. O dono da rede havia morrido anos antes, a viúva estivera deixando Pompa cuidar de tudo. Mas há poucos meses a viúva havia &#8216;promovido&#8217; Floyd Whitten, um dos caras do marketing: quinze anos mais novo que ela, Whitten casou com a patroa e agora ela queria que ele virasse dono da empresa. Pompa havia sido bastante vocal contra essa questão, e num domingo, os três foram se encontrar na casa da Sra. Whitten para discutir os negócios.</p>
<p>Marco intervém com Wolfe porque Pompa agora estava preso, já que haviam encontrado Floyd Whitten com uma faca nas costas. Marco diz que ele é inocente, e pede que Wolfe faça algo a respeito. Wolfe não quer trabalhar, mas se comisera com seu amigo e se compromete a ajudar um homem que um dia fora um grande cozinheiro. Felizmente Archie é perspicaz o suficiente para descobrir que no dia seguinte ao assassinato, a Sra. Whitten havia sido atacada com uma faca, escondeu isso da polícia e está fingindo que nada aconteceu.</p>
<h4>Door to Death</h4>
<p>Theodore Horstmann é o &#8216;babá de orquídeas&#8217; (como Archie o chama) de Nero Wolfe. Ele passa os dias na estufa do sótão cuidando das dez mil flores. Mas a mãe dele está doente e ele tem que ir lá cuidar dela, então Wolfe precisa de um substituto. Ele decide que o melhor jardineiro de orquídeas é um Andy Krazinski, um jovem que trabalha na estufa de um milionário no interior de Nova York. Não tendo recebido uma resposta para sua proposta por carta, Wolfe fica desesperado e pede que Archie os leve até o mato de carro, pra falar com Krazinski pessoalmente. Quando eles chegam, Krazinski fica feliz em vê-los, diz que já aceitou a proposta, e que tinha acabado de enviar a carta com essa informação!</p>
<p>Completamente enfurecido de ter viajado pra nada, Wolfe pede uma cadeira, e Krazinski os leva para exibir suas flores. Ele abre uma porta com uma placa sinistra DOOR TO DEATH que ele usa quando está colocando veneno na estufa pra matar pragas, diz que já passou tempo o suficiente para o gás venenoso já ter saído etc. Lá dentro da estufa, escondido embaixo de uma mesa, está o corpo de Dini Lauer, jovem enfermeira da esposa do milionário, que ontem mesmo havia concordado em se casar com Andy e ir com ele pra Nova York.</p>
<p><strong>Three Doors to Death (1950) de Rex Stout (EUA) | Série Nero Wolfe livro 16</strong></p>
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		<title>Serpente &#124; Rex Stout</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 19:37:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rex Stout]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lançado em 1934, esse é o primeiro livro com o detetive Nero Wolfe. Gordo, excêntrico, e extremamente genial, ele por si só é um personagem difícil. Ele é sarcástico, não gosta de ninguém, só quer saber de comida cinco estrelas e cuidar de orquídeas, e odeia sair de casa. Wolfe só trabalha como detetive pra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lançado em 1934, esse é o primeiro livro com o detetive Nero Wolfe. Gordo, excêntrico, e extremamente genial, ele por si só é um personagem difícil. Ele é sarcástico, não gosta de ninguém, só quer saber de comida cinco estrelas e cuidar de orquídeas, e odeia sair de casa. Wolfe só trabalha como detetive pra conseguir pagar as contas, detesta qualquer tipo de mulher e muitas vezes resolve seus casos com a simplicidade de alguém com uma moral bastante particular: quando se depara com um assassino que vai fugir da justiça por falta de provas, Wolfe não tem o menor problema em usar sua personalidade magnética pra simplesmente convencer o assassino a cometer suicídio.</p>
<p>Mas aí entra a genialidade do autor. Para contrapor a personalidade difícil de Wolfe, temos Archie Goodwin. Um jovem atlético, bem-humorado e bonitão, Archie tem  um apreço bastante saudável por qualquer mulher atraente o suficiente. Ele se comporta como as pernas e os olhos de Wolfe fora de casa, andando pra cima e pra baixo interrogando suspeitos e tentando convencê-los a ir até a casa de Wolfe, onde o detetive obeso está aguardando na sua cadeira feita sob medida para o seu peso.</p>
<p>Se não fosse a narrativa especial de Archie, e sua humanidade, Wolfe seria só insuportável. Do jeito que as coisas foram criadas, no entanto, Rex Stout inventou a dupla perfeita. Archie faz a conexão com o leitor, já que nem sempre está a par das maquinações cerebrais do gênio; ele também não tem paciência alguma para as excentricidades do gordo, mas é obrigado a aceitar a maioria das manias do chefe porque afinal é o cara mais inteligente do planeta &#8211; e que paga o salário dele.</p>
<h4>Fer-de-lance</h4>
<p>Nesse primeiro livro já vemos o início da maravilhosidade. Temos Fritz Brenner, o chef pessoal de Wolfe, preparando maravilhas na cozinha. No quarto andar, há a estufa privativa de Wolfe, onde Theodore Horstmann, &#8220;babá de orquídea&#8221;, segundo Archie, fica cuidando das milhares de flores de Wolfe. E temos o trio de ajudantes, Fred Durkin, Orrie Cather e Saul Panzer, que eventualmente ajudam Archie quando Wolfe precisa de mais gente para seus planos mirabolantes.</p>
<p>&#8220;<em>Serpente</em>&#8221; tem uma premissa incrível que inicia a série de livros com uma bela de uma trama.</p>
<p>Maria Maffei é a melhor amiga da esposa de Fred Durkin (um dos já mencionados ajudantes eventuais de Wolfe). Ela tem um irmão, Carlo Maffei, que sumiu. Ele estava de passagem comprada num navio pra voltar pra Itália, já que seu trabalho como trabalhador aço e ferro não estava dando retorno na América. Só que logo antes de sumir ele ligou pra irmã falando que tinha achado um jeito de ganhar muito dinheiro e que ele pagaria de volta pra ela tudo o que ele tinha pego emprestado. E daí ele sumiu.</p>
<p>A polícia acha que ele só pegou o dinheiro da irmã e se mandou pra Itália, mas Maria tem certeza de que algo estranho aconteceu. Tem também o telefonema misterioso: de acordo com a moça que trabalha na pensão onde Carlo mora, ele havia recebido algumas ligações de um homem, e da última vez, Carlo gritou que não tinha medo de nada e que o cara ia ver só e que ele queria encontrar pessoalmente.</p>
<p>Apesar de não querer trabalhar, Wolfe acaba convencido pela insistência de Maria, e manda Archie conseguir alguma coisa. Archie consegue a mocinha que trabalha na pensão de Carlo e que limpava o quarto dele. Anna Fiore aceita o convite de Archie de passear de carro e conversar com Wolfe, e depois muitas horas de conversa aparentemente inocente, Wolfe chega num ponto importante.</p>
<h4>Pulos geniais</h4>
<p>Carlo lia jornal todos os dias. Ele recortava os anúncios de emprego, lia o resto, e dava de presente os jornais no fim do dia pra Anna. E na semana anterior ao seu sumiço, Carlo havia dado o jornal pra Anna com um enorme quadrado da primeira página retirado com tesoura.</p>
<p>Wolfe faz seu primeiro pulo genial: essa primeira página era relevante no desaparecimento de Carlo. Wolfe manda Archie buscar todos os jornais disponíveis da semana anterior e faz Anna olhar um por um, até que ela diz &#8216;foi esse&#8217;. A matéria de capa que Carlo tinha recortado era sobre a morte de Peter Oliver Barstow, um eminente professor de uma universidade, de ataque do coração durante um jogo de golfe.</p>
<p>Segundo pulo genial: Wolfe decide que Carlo, sendo um artesão especialista em metal, tinha alguma coisa a ver com essa morte. A única coisa de metal na cena eram os tacos de golfe. Portanto, Carlo ajudou a transformar um taco de golfe em uma arma do crime. Com isso em mente, Wolfe pergunta pra Anna, &#8220;Alguma vez você viu algum taco de golfe no quarto do senhor Maffei?&#8221;</p>
<p>E pronto, a menina fica muda. Se recusa, diz que não quer mais falar disso, que está cansada e quer ir embora.</p>
<h4>Archie sai por aí</h4>
<p>A partir daí o livro fica uma movimentação só: Wolfe tem que arranjar um jeito de exumar o corpo pra testar sua teoria; e também tem que conversar com os outros participantes do jogo. Além do professor Barstow, os jogadores eram os senhores Kimball, pai e filho, vizinhos do morto, e um médico amigo da família. Archie claro que arranja um jeito de se aproximar da filha do professor, a adorável porém assustadíssima Sarah Barstow.</p>
<p>Quando a polícia descobre o corpo de Carlo Maffei, morto com uma facada e largado no meio do mato, e quando Wolfe descobre que ninguém da família Barstow poderia ter matado o professor, Wolfe precisa de mais um pulo genial, parando no assassino.</p>
<p>Por ser o primeiro livro da série, muitas das características dos personagens ainda não foram estabelecidas, mas, como eu disse, a genialidade já está lá. Apesar de ser uma trama pouco divertida e com um final dramático, tudo é bem característico de Wolfe, e a única coisa que falta é mais Archie. Ele tem mais espaço nos próximos livros, e ainda bem. Wolfe é por demais melodramático e amoral.</p>
<p>A propósito, <em>fer-de-lance</em> é um dos nomes de uma serpente da América do Sul. O assassino de Barstow esconde ela na gaveta da mesa de Wolfe pra ver se impede o detetive.</p>
<p><strong>Fer-de-lance (1934) de Rex Stout &#8211; EUA. Série Nero Wolfe Livro 1</strong></p>
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		<title>Over My Dead Body &#124; Rex Stout</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 10:20:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua sétima aparição, o detetive Nero Wolfe já tem sua reputação. Ele é obeso, não gosta de sair de casa, detesta trabalhar; é um gênio excêntrico que tem orquídeas caríssimas numa estufa na sua casa e tem um cozinheiro profissional premiado internacionalmente para cozinhar suas refeições. A graça dessa história vem em parte da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua sétima aparição, o detetive Nero Wolfe já tem sua reputação. Ele é obeso, não gosta de sair de casa, detesta trabalhar; é um gênio excêntrico que tem orquídeas caríssimas numa estufa na sua casa e tem um cozinheiro profissional premiado internacionalmente para cozinhar suas refeições.</p>
<p>A graça dessa história vem em parte da gente já conhecer as características de Wolfe. Então, quando uma moça estrangeira pede para falar com ele porque a amiga dela está em apuros, e ele se recusa a ajudá-la, e ela contra-ataca com <em>&#8220;mas ela é sua filha&#8221;</em>, a reação nossa é a mesma do Archie. É <em>o quê?!</em></p>
<p>Carla Lovchen, a moça que veio pedir ajuda, e sua amiga Neya Tormic, a filha em apuros, trabalham numa academia de esgrima. Neya está sendo acusada de ter roubado diamantes de um milionário. Ela é instrutora de esgrima, ele é aluno, e ele viu ela mexendo no casaco dele no vestiário, e depois sentiu falta dos diamantes no bolso dele.</p>
<p>Wolfe manda seu assistente bonitão Archie Goodwin ir até a academia pra ver o que está rolando. Assim que Archie consegue organizar uma conversa, o milionário aparece com um advogado, pedindo desculpas que ele se confundiu e que os diamantes estavam com a secretária dele e ele tinha se excedido.</p>
<p>Em casa, Wolfe descobre que Carla escondeu um documento dos mais comprometedores em um livro do escritório dele. Aparentemente Carla e Neya estão completamente envolvidas em uma conspiração internacional que envolve financistas dos Estados Unidos, concessões de florestas no leste europeu, e até agentes da família real da Croácia.</p>
<p>Após isso, Wolfe pede que Archie volte lá na academia de esgrima, pra ver se descobre mais alguma coisa. O que Archie descobre é um dos alunos morto, atravessado com uma espada de esgrima. E o instrumento que foi acoplado à ponta da espada para deixá-la afiada a ponto de matar alguém está enrolado em uma luva de esgrima e enfiado no bolso do casaco de Archie.</p>
<p>A trama é bastante agitada, com tantas ramificações pessoais e políticas. Os personagens são interessantes o suficiente pra gente permanecer se divertindo mesmo quando Wolfe começa a fazer discurso. O título do livro, <em>over my dead body (só por cima do meu cadáver),</em> é em referência à visão de Wolfe de que a juventude radical do leste europeu insiste em se matar por motivos políticos.</p>
<p>Um detalhe interessante é que o FBI faz uma aparição no livro. O agente aparece pra cobrar Wolfe de ser um agente estrangeiro se metendo com política estrangeira. Wolfe responde que ele nasceu nos Estados Unidos e é um cidadão americano. Como parte da excentricidade do Wolfe é justamente que ele <em>não</em> nasceu nos EUA e se tornou cidadão americano só mais tarde, essa frase fica estranha. Mais tarde, quando falando sobre isso, o autor disse não concordava com a intromissão do FBI na vida pessoal dos outros e que Wolfe tinha só mentido ahahaha (e também disse que nunca achou que alguém fosse se importar com essas diferenças).</p>
<p>Termino com uma citação do livro.</p>
<p><em>&#8220;I&#8217;m resigning as of this moment.&#8221;</em><br />
<em>&#8220;Resigning from what?&#8221;</em><br />
<em>&#8220;You. My job.&#8221;</em><br />
<em>&#8220;Rubbish.&#8221;</em><br />
<em>&#8220;No, boss, really. You told the G-man you have never married. Yet you have a daughter. Well—&#8221; I shrugged. &#8220;I&#8217;m not a prude, but there are limits—&#8221;</em></p>
<p><strong>Over My Dead Body (1940) | Nero Wolfe #7</strong></p>
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		<title>And Four to Go &#124; Rex Stout</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 03:06:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rex Stout]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>And Four to Go é uma coletânea de quatro contos de Rex Stout com o detetive Nero Wolfe. Os contos foram publicados em forma de seriado em diversas revistas e depois compilados em forma de livro. Christmas Party Archie Goodwin, o jovem e bonitão assistente de Nero Wolfe, não tem planos para o fim de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>And Four to Go</em> é uma coletânea de quatro contos de Rex Stout com o detetive Nero Wolfe. Os contos foram publicados em forma de seriado em diversas revistas e depois compilados em forma de livro.</p>
<h4>Christmas Party</h4>
<p>Archie Goodwin, o jovem e bonitão assistente de Nero Wolfe, não tem planos para o fim de semana do Natal. Mesmo assim, fica ressentido quando Wolfe o informa de que vai precisar dele para uma reunião com um especialista em orquídeas. Segundo Archie, &#8220;ele ter simplesmente ter tomado minha presença como certa foi um pouco demais&#8221;, e decide então uma pequena vingança.</p>
<p>Ele mostra a Wolfe uma licença para casamento entre Archie e Margot, diz que finalmente está pronto para se casar, diz que vai morar com a moça dentro da casa de Wolfe, se ele permitir, ou vai embora morar em outro lugar com ela. Archie diz que Margot vai anunciar o noivado numa festa da empresa dela, e que Archie tem que ir, e portanto não vai poder levar Wolfe na reunião com o orquideiro. Wolfe pode contratar outro motorista.</p>
<p>Wolfe fica ensandecido, e Archie vai na festa. É a festa de natal de uma empresa de decoradores, montaram um bar no canto do salão, e um bartender vestido de Papai Noel, de máscara e luvas, está servindo champanhe pra todo mundo. O dono da empresa faz o brinde, toma seu líquido de um gole só, e cai morto envenenado. Archie reage à altura, tentando ajudar o cara, pedindo pra chamar a polícia, etc. Quando ele levanta os olhos, depois que o cara já morreu, Archie percebe que o bartender Papai Noel sumiu.</p>
<p>Depois de toda a rotina com a polícia, Archie chega em casa e pergunta educadamente a Wolfe como foi o encontro com o orquideiro da Inglaterra. E Wolfe deixa claro que ele na verdade <em>não foi</em> no encontro; ele na verdade <em>se fantasiou</em> de Papai Noel, colocou uma máscara e luvas, e foi servir champanhe na festa da firma de decoração pra ver quanto de verdade tinha na história do Archie casar.</p>
<p>Agora Wolfe é um fugitivo da justiça porque o Papai Noel é obviamente o principal suspeito do assassinato.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Easter Parade</h4>
<p>Nero Wolfe está obcecado por uma orquídea cor-de-rosa que vai estar na lapela de uma moça no domingo de Páscoa. Ele manda Archie ir tirar foto da mulher na saída da missa e paga um doidinho pra ir lá e <em>roubar</em> a orquídea da mulher, porque Wolfe quer muito ver essa planta já que ele tentou conseguir uma orquídea rosa na estufa dele por anos e nunca conseguiu.</p>
<p>A moça é esposa de um milionário. Ela sai da missa no dia de Páscoa, com a multidão do desfile de Páscoa em volta dela, e do nada tem uma convulsão e cai. O cara que o Archie tinha contratado não perde tempo, corre até a mulher, rouba a flor e sai pelo meio das pessoas. Chegando em casa, Archie pede pro cara esperar e liga pro seu amigo jornalista. A mulher do milionário foi assassinada com veneno em uma seringa (!) e a polícia quer saber o que Archie estava fazendo ali perto.</p>
<h4>Fourth of July Picnic</h4>
<p>Nero Wolfe, o detetive obeso e excêntrico, nunca sai de casa a negócios. Nesse dia, portanto, ele não vai pela sua profissão, mas devido a seu hobby &#8211; comida &#8211; e por isso está num enorme piquenique organizado pelo sindicado dos trabalhadores de restaurantes. Quando Wolfe chega, com seu assistente Archie como chofer, ele é recebido por vários membros ilustres da culinária em Nova York. Um deles, no entanto, está deitado num banco, impedido de discursar por uma leve indigestão.</p>
<p>Archie está assistindo os discursos e observa diversos políticos da culinária entrando e saindo da barraca dos discursantes, até que Wolfe faz um sinal inconfundível e Archie é obrigado a entrar na tenda. Alguém pegou uma das facas premiadas de cortar carne da exposição e usou para eliminar a vida de Philip Holt, que estava deitado com indigestão. Wolfe quer fugir da cena do crime, mas Archie o convence a ficar. Antes disso, porém, ele fez uma descoberta deveras importante. Devido testemunho de uma senhora das mais confiáveis, ninguém tinha saído da tenda dos discursantes pela parte de trás. Portanto, apenas um dos figurões da culinária poderia ter assassinado Holt.</p>
<h4>Murder Is No Joke</h4>
<p>Esse é um dos poucos (02) contos que Rex Stout re-escreveu e publicou em duas versões. Essa é a versão mais antiga. Archie recebe a visita da irmã de um design de roupas. Ela pede que Wolfe &#8220;resolva&#8221; Bianca Voss, uma mulher que está tentando tomar conta dos negócios do irmão dela. Wolfe concorda e liga para a tal mulher com o intuito de assustá-la. Ela xinga ele de gordo nojento e no meio da ligação dá um grito tenebroso e pára de responder. Archie liga para a recepção da empresa de design de roupas e descobre que alguém esmagou o crânio de Bianca Voss, e deixou o telefone fora do gancho.</p>
<p>Esse é um dos meus contos favoritos de Nero Wolfe por causa da forma como ele finalmente à verdade. Assim como as primeiras linhas do <em>Neuromancer</em> nunca vão fazer sentido para as novas gerações, as deduções de detetives do século XX sobre o <em>barulho da discagem do telefone</em> jamais serão compreendidas pelos jovens.</p>
<p>And Four to Go (1958) de Rex Stout.</p>
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		<title>Morte no Nilo &#124; Agatha Christie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 12:34:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um cruzeiro de luxo pelo rio Nilo é interrompido por uma violenta briga entre ex-amantes. No dia seguinte, a bela, jovem e milionária Linnet Doyle é encontrada morta em sua cabine: alguém atirou na cara dela enquanto ela estava dormindo. Hercule Poirot, o famoso detetive belga, não só estava convenientemente viajando no mesmo barco como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um cruzeiro de luxo pelo rio Nilo é interrompido por uma violenta briga entre ex-amantes. No dia seguinte, a bela, jovem e milionária Linnet Doyle é encontrada morta em sua cabine: alguém atirou na cara dela enquanto ela estava dormindo.</p>
<p>Hercule Poirot, o famoso detetive belga, não só estava convenientemente viajando no mesmo barco como também acompanhara de perto cenas chave que podem resolver o caso. Felizmente, seu amigo e colega Coronel Race também está na cena. Ambos são encarregados pelo capitão do barco de começarem uma investigação não-oficial até que cheguem de volta à civilização.</p>
<p>O problema é que Linnet Doyle era uma moça linda e rica, mas também conseguia fazer inimigos com uma facilidade incrível. Ela deixou sua criada desesperada quando descobriu que o namoradinho dela já era casado e separou o casal. Ela está sendo enganada pelos advogados que precisam desesperadamente cobrir as próprias falcatruas. Ela pega um telegrama por engano achando que é dela mas na verdade é de um espião internacional. E, o mais importante, ela rouba o noivo da melhor amiga dela, e se casa com ele, e vai passar a lua de mel justamente no lugar onde sua amiga queria ir.</p>
<p>Jackeline de Bellefort era noiva de Simon Doyle. Sendo pobre, ela pede que sua melhor amiga Linnet Ridgeway contrate Simon como administrador da nova propriedade dela. Linnet deliberadamente faz o possível para que Simon se apaixone por ela, e de fato, os dois se casam alguns meses depois. Quando chegam na lua de mel, o casal Simon e Linnet ficam transtornados quando Jackie aparece em todo lugar que eles estão. Ela não faz nada além de estar lá parada, olhando pra eles.</p>
<p>Linnet pede que Poirot faça algo para resolver a questão, e Poirot não aceita. Ele fala com Jackie e tenta convencer a moça a desistir, não porque ele se importe com Linnet, mas porque ele se importa com Jackie: ele deduz que ela está com ódio no coração e pode fazer alguma besteira.</p>
<p>Jackie não ouve os conselhos de Poirot e encontra um jeito de estar no barco com todo mundo.</p>
<p>Além de Simon, Linnet, Poirot e Jackie, o barco tem diversos outros passageiros. Mrs. Van Schuyler, uma ricaça cleptomaníaca com a enfermeira Bowers e a sobrinha Cornelia. Senhor Richetti, um arqueólogo italiano. Louise Bourget, a criada de Linnet. Andrew Pennington, o advogado americano de Linnet &#8211; o que está suspeito de sumir com o dinheiro dela. A escritora de romances Salome Otterbourne e sua filha Rosalie, que fica tentando esconder que a mãe na verdade é alcoólatra. O jovem Tim Allerton e sua mãe, que se sentam na mesma mesa de Poirot. O comunista hipócrita Ferguson, o advogado inglês Fanthorp e o médico alemão Dr Bessner.</p>
<p>Em sua melhor forma, Agatha Christie constrói uma trama de assassinato com correria, pistas falsas, grandes emoções e vários suspeitos, e Poirot precisa destrinchar os pontos para chegar à verdade. O livro começa bem antes do assassinato, e metade da leitura é a antecipação da morte: será que Linnet vai conseguir escapar de todo o ódio que a cerca? (spoiler: não) Além disso, o triângulo amoroso Simon &#8211; Linnet &#8211; Jackie faz com que também fiquemos torcendo: será mesmo que Jackie vai sucumbir ao ódio e à maldade? (spoiler: sim)</p>
<p>Um excelente livro da autora, com uma história tocante e Poirot em sua melhor forma.</p>
<p>Death on the Nile (1937)</p>
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		<title>Ainda Não Morri &#124; Holly Jackson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Aug 2025 16:56:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Holly Jackson]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jet levou uma pancada na cabeça e tem só mais uma semana de vida. Ela decide usar esse tempo para descobrir seu próprio assassinato. Essa premissa precisa de um pouco de flexibilidade imaginativa. Toda a conversa técnica médica não foi o suficiente para me convencer. No entanto, partindo da ideia de que ela tem uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Jet levou uma pancada na cabeça e tem só mais uma semana de vida. Ela decide usar esse tempo para descobrir seu próprio assassinato. Essa premissa precisa de um pouco de flexibilidade imaginativa. Toda a conversa técnica médica não foi o suficiente para me convencer. No entanto, partindo da ideia de que ela tem uma semana só de vida e pronto, a primeira metade do livro vai indo bem.</p>
<p>Jet tem vinte e sete anos, por aí, e se sente uma fracassada porque nunca terminou nada que começou. Ela largou a faculdade e não terminou seu estágio na empresa da cidade grande. Daí voltou pra casa pra morar com os pais enquanto decide o que vai fazer da vida. &#8220;Ela tem todo o tempo do mundo&#8221;.</p>
<p>Todos os personagens da história são apresentados nas primeiras páginas, quando Jet está perambulando pela festa de Halloween que a família dela organizou. A primeira coisa que eu pensei foi &#8220;no final o assassino vai ser uma dessas pessoas e eu vou ficar tipo quem é esse?&#8221; porque é muita gente aparecendo e o livro não explica muito bem quem é quem. Aí a Jet chega em casa depois da festa, leva a pancada na cabeça, e o livro começa.</p>
<p>A médica explica os bagulho lá, e é só inverossímil, mas o ponto nem é esse: o ponto é que a Jet já começa a ser difícil pra mim. O traço de personalidade dela é que ela não quer estar ali. Ela se irrita com tudo que a família dela faz, ela não parece gostar da cidadezinha, ela não tem amigos. Ela é só uma adolescente mimada que só reclama; mas era pra personagem ter quase trinta anos. Quando ela recebe a notícia de que tem só uma semana de vida, ela decide que &#8220;vai terminar alguma coisa uma vez na vida&#8221; e decide ir atrás de descobrir quem golpeou a cabeça dela e tal.</p>
<p>A mãe dela é uma narcisista difícil demais, enquanto o pai é um molenga, e o irmão mais velho é um grosso, e a cunhada é uma falsa. Até aí, tudo bem. Mas vejam. A família da protagonista são todos uns malas. A protagonista é uma chata. A polícia é incompetente. Então a gente tá fazendo o que aqui mesmo?</p>
<p>Felizmente pra Jet, ela tem um capacho. Billy é claramente apaixonado por ela desde criancinha, ela finge que não percebe, e quando ela briga com a família e sai de casa pra descobrir seu assassinato, ela simplesmente chega de mala na casa do Billy e pede pra ele ajudar ela. Então enquanto a Jet vai perdendo o uso dos membros porque afinal está com um coágulo no cérebro, ela tem a sorte de ter um infeliz que faz tudo o que ela manda sem questionar. Ele leva ela nos lugares, ajuda ela a invadir propriedade privada, destruir coisas, comprometer cena do crime, enfim, qualquer coisa que ela peça; e quando ela não consegue fazer as coisas fisicamente, ele vai lá e carrega ela pros lugares.</p>
<h4>O grande spoiler</h4>
<p>Então vamos lá. A Jet não descobre quem matou ela. Mas felizmente ela descobre algo <em>muito mais importante</em>: ela descobre <em>como viver</em>. A última semana de vida dela andando pra lá e pra cá com o Billy fez ela perceber que estava se apaixonando por ele e que a vida é muito mais do que só correria; no fim das contas ele fez ela se sentir viva <em>pela primeira vez na vida</em>.</p>
<p>Então a Jet é aquela protagonista de comédia romântica que vai pra cidade grande mas é tudo muito estressante e daí ela volta pra cidadezinha de onde ela veio e reconecta com um amor de infância e descobre como viver de verdade. Esse clichê já me irritaria mais do que qualquer outra coisa mas além disso <em>ela não descobre seu próprio assassino</em>. Ela falha na sua missão! E o livro meio que deixa isso ser pouco importante porque ela aprendeu a viver? Ah, pelo amor viu.</p>
<p>O traço de personalidade da Jet é que ela precisa descobrir seu próprio assassino. E ela não consegue! Quem descobre tudo é o Billy, ok que com as coisas que eles descobriram juntos, mas mesmo assim a autora não dá essa pra Jet. Coitada, mano. Enquanto isso o Billy que é um molenga pior que o pai da Jet vai confrontar o assassino do jeito mais idiota possível e fica pensando &#8220;preciso fazer isso pela Jet porque a Jet era uma mulher forte&#8221;. Tão forte que com quase trinta anos tem os mesmos traumas da adolescência que nunca foram resolvidos e não consegue fazer nada da vida porque é uma rica inútil. Ainda bem que ela &#8220;aprendeu a viver&#8221; com o Billy e pôde ter uma única semana vivendo de verdade, né. Ufa.</p>
<h4>A maravilhosa família de Jet</h4>
<p>A família toda da Jet é um bando de psicopatas. Era uma vez que a Jet tinha uma irmã mais velha, que morreu num acidente tenebroso aos dezesseis anos. Jet estava sendo campeã do campeonato de soletragem na escola aos dez anos, enquanto que Luke, o irmão do meio, aos treze anos, estava jogando bola no vizinho.</p>
<p>Durante a investigação do próprio assassinato, Jet descobre que foi o <em>irmão</em> que matou a irmã mais velha. Luke, aos treze anos, AFOGOU a irmã de dezesseis na piscina de casa, por causa de uma briga. Depois disso, Luke saiu vivendo por aí como se nada tivesse acontecido, como se de fato tivesse sido um acidente, e aparentemente zero culpa.</p>
<p>Além disso, Jet descobre que a cunhada, esposa de Luke, está <em>envenenando</em> o pai deles, substituindo as cápsulas de remédio do velho pra ele piorar de saúde e se aposentar, deixando a construtora da família pro Luke. Depois, Jet descobre que Luke <em>não é filho </em>do pai deles; a mãe teve um caso de anos e anos com um vizinho e Luke é filho desse cara. Esse mesmo vizinho <em>viu</em> Luke afogando a irmã mais velha e preparou toda uma história de acidente com álibi para o filho. Como se não bastasse, Luke está falsificando os registros da empresa da família pra poder pagar menos imposto; está coagindo funcionários a trabalharem sem registro; quando um dos funcionários sofre um acidente de trabalho e <em>perde a visão de um dos olhos</em>, o plano de saúde da empresa não cobre os custos já que o cara tava trabalhando por fora; o Luke então vai na casa do cara e <em>espanca o funcionário cego de um olho </em>pra ele não contar pra ninguém que ele perdeu a visão num acidente da obra. Quando o Luke vê a Jet invadindo a construtora de noite pra tentar descobrir coisas, ele resolve que a melhor coisa se fazer é <em>colocar fogo no prédio</em> pra apagar os rastros. Felizmente Billy e Jet conseguem escapar do fogo; Jet descobre que Luke não pode ter sido quem bateu na cabeça dela porque ele estava espancando o funcionário no mesmo horário, álibi comprovado. Jet também descobre que a mãe dela fez uma garota ser demitida de um emprego que precisava e daí a menina se suicidou.</p>
<h4>O assassino, finalmente</h4>
<p>Daí que a gente quer saber finalmente quem é o tal assassino. E aí o Billy que descobre, com as pistas que a Jet descobriu, e vai confrontar o cara. E era pra ser surpreendente &#8211; e no caso, me surpreendeu sim, mas pela idiotice.</p>
<p>Lembra do amante da mãe de Jet, o pai verdadeiro do Luke? Ele descobre que o pai (de Jet) vai vender a construtora para dividir o valor entre &#8216;os dois filhos&#8217; (Jet e Luke) em vez de deixar tudo pro Luke. E o cara decide matar a Jet para que a construtora fique com o Luke.</p>
<p>Esse cara é ninguém mais ninguém menos que <em>o pai do Billy</em>. O policial da cidade. Vizinho de Jet a vida toda. E que eu não sabia quem era porque nunca consegui saber quem era quem no livro. As únicas pessoas que eu identifiquei foram a família de Jet &#8211; a mãe doidona, o pai apático, a cunhada e o irmão assassinos, só gente fácil de lembrar.</p>
<p>Tem toda uma outra história que a mãe do Billy abandonou a família porque achava que o pai do Billy, marido dela, tinha simplesmente tido um caso com a irmã de Jet de dezesseis anos e tinha <em>afogado a garota para encobrir o caso</em>. E essa mãe do Billy ainda ficou anos e anos casada com esse psicopata e só largou dele anos depois &#8211; péra, largou, não. Ela foi embora sem dizer nada, deixando o próprio filho pra trás, morando com um cara que ela tinha certeza ser um assassino.</p>
<p>Daí que o Billy no final do livro confronta o pai, coloca o Luke pra ouvir tudo e leva uma arma também, pra deixar tudo mais fácil. O pai confessa mas diz que nunca vai ser preso porque a confissão não vale de nada, o Luke pega a arma que o Billy convenientemente levou pro lugar, e mata o pai deles.</p>
<p>Billy pisca e respira e pensa que precisa continuar vivendo. Fim.</p>
<h4>Claramente não sou o público alvo</h4>
<p>O começo do livro é confuso porque não dá pra saber quem é quem. O meio do livro é interessante: Jet está morrendo e precisa descobrir o próprio assassinato! Isso é bem construído e deixa a leitura ágil. No entanto, o final do livro é só um empilhado da Jet descobrindo as maiores atrocidades da família dela. Daí ela vai lá e morre, triste por não querer morrer mas conformada porque aprendeu a viver. Como eu já sabia que ela ia morrer desde o começo e o livro não deu muito espaço pra eu saber quem era essa mulher, além de uma adolescente traumatizada, eu não fiquei muito chateada quando ela morreu não. Era só parte do livro, com a frustração extra de que ela não conseguiu resolver o caso.</p>
<p>E aí quando o caso é resolvido para o leitor, é só muito insatisfatório porque não faz sentido nenhum. Metade do drama-revelação já foi jogado fora porque sabemos que o Luke é um assassino. E aí o assassinato da Jet não tem nada a ver com o assassinato da irmã dela. Me lembrou aqueles livros de detetive que <em>todo mundo tem algo a esconder</em> mas no caso como todo mundo é da mesma família a coisa fica só inverossímil.</p>
<p>Achei o livro fácil de ler porque a premissa era interessante e me deixou querendo muito saber o final, mas a construção do mistério foi mal feita. Uma pena.</p>
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		<title>O Ano Novo de Montalbano &#124; Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 00:14:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andrea Camilleri]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ano Novo de Montalbano é o último conto desse livro. As histórias são todas protagonizadas pelo Comissário Montalbano, um investigador no sul da Itália que vive para comer iguarias da ilha. Entre procurar locais diferentes para comer, solucionar casos dramáticos ou engraçados, brigar com a namorada que mora longe, e se emputecer com tudo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ano Novo de Montalbano é o último conto desse livro. As histórias são todas protagonizadas pelo Comissário Montalbano, um investigador no sul da Itália que vive para comer iguarias da ilha.</p>
<p>Entre procurar locais diferentes para comer, solucionar casos dramáticos ou engraçados, brigar com a namorada que mora longe, e se emputecer com tudo e todos quando o dia está nublado, os contos são divertidos e tocantes.</p>
<h4>Gli Arancini di Montalbano</h4>
<p>O conto do título fala dos planos do comissário para a data, já que ele brigou com a namorada de novo, não quer ir na festa animadona que o seu colega convidou, e também não quer jantar com a família do ex-chefe.</p>
<p>O que ele quer mesmo é passar a virada com a família da diarista dele. Adelina cozinha maravilhosamente bem, vai cozinhar <em>arancini</em> e fez o convite feliz por ter seus dois filhos passando com ela. Adelina tem dois filhos adultos que são delinquentes profissionais. O comissário inclusive prendeu um deles mais de uma vez. Os dois estarem livres no ano novo podendo visitar a mãe é uma benção.</p>
<p>Tudo parece estar prestes a dar errado, porque Fazio, um dos agentes do comissário, fala que a polícia rodoviária soltou um mandato de busca por um dos filhos de Adelina, acusado de ter roubado um supermercado. &#8220;Doutor, imagina se o senhor está jantando na casa da sua empregada e a polícia aparece pra prender o filho dela e te encontra lá? Vai ficar chato.&#8221;</p>
<p>Decidido a não perder o jantar de ano novo por nada, o comissário se encarrega do caso do roubo do supermercado, desesperado para inocentar o filho da sua empregada.</p>
<p>Os outros contos são com esse tipo de humor. No entanto, também  há momentos até um pouco pesados demais. De qualquer forma, no final temos uma leitura dinâmica e divertida.</p>
<p>Gli arancini di Montalbano (1999) Montalbano &#8220;4.7&#8221; | Publicado entre o livro 4, A Voz do Violino, e o livro 5, Excursão a Tíndari.</p>
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		<title>A Voz do Violino &#124; Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 23:40:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andrea Camilleri]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Voz do Violino é o quarto livro de Andrea Camilleri com o Comissário Montalbano. Uma das coisas que mais irrita o comissário é a mania que um dos seus agentes tem de ficar dirigindo carro de polícia que nem um doido, achando que tá na Fórmula 1. Daí que um dia acontece o óbvio: [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/a-voz-do-violino-andrea-camilleri/">A Voz do Violino | Andrea Camilleri</a> appeared first on <a href="https://adevoradoradelivros.com.br">A Devoradora de Livros</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Voz do Violino é o quarto livro de Andrea Camilleri com o Comissário Montalbano.</p>
<p>Uma das coisas que mais irrita o comissário é a mania que um dos seus agentes tem de ficar dirigindo carro de polícia que nem um doido, achando que tá na Fórmula 1. Daí que um dia acontece o óbvio: dirigindo a milhão enquanto leva o comissário numa reunião em outro município, o agente perde o controle quando atropela uma galinha e enfia o carro num veículo estacionado.</p>
<p>Eles deixam um bilhete no carro com o telefone da delegacia e seguem caminho &#8211; apesar de que o comissário tem que levar o cara no hospital depois. Na volta de reunião, hospital, e todo o resto, Montalbano passa na frente do carro em que eles bateram.</p>
<p>Tá tudo igual. Nenhum sinal de gente na casa, nenhum sinal de que alguém mexeu no carro. Montalbano começa a desconfiar de que algo está errado. Ele dá uma volta na casa, vê se tem alguém perto. Nada. Decide que vai entrar e pronto. Pega as ferramentas de arrombamento que ele ganhou de presente de uma amigo ladrão de casas, faz o que precisa fazer na porta, e entra.</p>
<p>Lá ele encontra uma casa que está em fase final de construção. No térreo ainda tem material de pedreiro espalhado, alguns móveis. No andar de cima, quartos vazios. Exceto por um, onde ele encontra o corpo de uma mulher estrangulada.</p>
<h4>Começa a investigação</h4>
<p>Montalbano sai e faz aquele fingimento de pedir pra uma amiga fazer ligação anônima pra conseguir autorização do juiz pra arrombar a casa. Enquanto a vida pessoal dele só se complica, já que o namoro com Lívia está por um fio e o filho possível adotivo não quer saber deles, Montalbano mergulha de cabeça na investigação da morte da pobre Michela Scalzi.</p>
<p>Afora o casamento de conveniência com um médico idoso, Michela estava obcecada com a construção da casa, seu projeto pessoal apaixonado. Ao mesmo tempo que ela flertava com homens mas não ficava com nenhum. Tinha uma melhor amiga com quem jantava todas as vezes que visitava a casa.</p>
<p>E possuía um violino antigo que valia milhões.</p>
<p>Apesar de eu adivinhar o assassino logo cedo, achei o livro muito satisfatório. Enquanto os problemas pessoais do comissário deixam a história mais humana, o pano de fundo do sul da Itália é maravilhosamente construído.</p>
<p>La voce del violino (1997) Montalbano livro 4</p>
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		<title>A Casa Torta &#124; Agatha Christie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2025 12:11:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Charles Hayward é apaixonado por Sophia Leonides. Eles se conheceram durante a guerra e Charles quis esperar para pedi-la em casamento. Quando a guerra acaba e ele faz o pedido, ela se recusa por um motivo terrível: o avô dela morreu, parece que foi assassinato, e todos da família são suspeitos. Charles, por ser filho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Charles Hayward é apaixonado por Sophia Leonides. Eles se conheceram durante a guerra e Charles quis esperar para pedi-la em casamento. Quando a guerra acaba e ele faz o pedido, ela se recusa por um motivo terrível: o avô dela morreu, parece que foi assassinato, e todos da família são suspeitos.</p>
<p>Charles, por ser filho de um policial importante na Scotland Yard, consegue autorização do pai para investigar o caso de maneira independente, já que a polícia percebe que não vai conseguir chegar muito longe diante da frente unida que a família apresenta.</p>
<p>A &#8216;casa torta&#8217; do título é a propriedade construída com arquitetura excêntrica por Leonides, um velho grego extremamente rico que mantinha todos da família em rédeas curtas. Todos habitavam partes diferentes da mesma casa. Leonides e sua nova esposa Brenda, cinquenta anos mais nova. O filho mais velho Philip, com a esposa atriz Magda, e os três filhos Sophia, Eustace e Josephine. O filho mais novo Roger com a esposa Clemency. E a cunhada, irmã da primeira esposa mãe dos filhos, a distinta Edith de Haviland.</p>
<p>Quando Sophia conversa com Charles, ela comenta que não vai ter problema se &#8220;as pessoas certas&#8221; forem culpadas do crime. No entanto, se não for assim, ela nunca vai poder se casar com ele. Charles logo percebe que &#8220;as pessoas certas&#8221; são Brenda, a esposa jovem, e um professor que dava aula para as crianças Eustace e Josephine. Porém, se os dois forem inocentes, o resto da família ficará sob suspeita para sempre, e Sophia não quer se casar com ele nessa situação.</p>
<p>O assassinato foi cometido quando Brenda injetou veneno no marido com a seringa da insulina. Qualquer pessoa da família poderia ter acesso ao veneno, e qualquer pessoa poderia ter feito a substituição do veneno pela insulina no banheiro do casal de forma que Brenda matasse o marido sem querer.</p>
<p>Charles vê que todos na família também poderiam ter motivos para se livrar do velho Leonides. Mas o que mais o deixa preocupado é que Josephine, a neta mais jovem, é uma criança curiosa e intrometida. Ela está certa de que vai encontrar o assassino antes de Charles, e como resultado, ela pode estar correndo perigo.</p>
<p>Novamente, uma excelente premissa da Rainha do Crime, que cria um mistério de &#8216;casa fechada&#8217; dos mais eficientes. Os personagens são todos muito bem desenvolvidos, Charles tem um excelente motivo para querer resolver o crime, e Josephine rouba a cena.</p>
<p>Crooked House (1949) de Agatha Christie</p>
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		<title>O Ladrão de Merendas &#124; Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2025 00:20:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andrea Camilleri]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O comissário Montalbano está investigando a morte do senhor Lapecora, que levou uma facada no elevador do prédio onde morava. A esposa do morto diz sem preâmbulos que quem matou o velho foi a amante. O velho ainda mantinha o escritório aberto, mesmo aposentado, e ia lá três vezes por semana, receber &#8220;a puta&#8221;. Em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O comissário Montalbano está investigando a morte do senhor Lapecora, que levou uma facada no elevador do prédio onde morava. A esposa do morto diz sem preâmbulos que quem matou o velho foi a amante. O velho ainda mantinha o escritório aberto, mesmo aposentado, e ia lá três vezes por semana, receber &#8220;a puta&#8221;.</p>
<p>Em outro caso, um pesqueiro que <em>estaria</em> pescando em águas internacionais foi interceptado por uma patrulha tunisina, que abriu fogo e matou um dos tripulantes do pesqueiro italiano. Montalbano não quer ser enfiado nesse caso de jeito nenhum, já que detesta publicidade e políticos. Ele quer é o morto do elevador.</p>
<p>Ele descobre que a moça que visitava o escritório de Lapecora se chama Karima, uma imigrante tunisina que trabalhava como faxineira. Montalbano vai até onde ela morava, conhece Aisha, uma senhora que vive no andar de baixo do &#8216;cafofo&#8217;, só pra ouvir que tanto Karima quanto o filhinho de quatro anos, François, estão sumidos há dias.</p>
<p>Depois que pede que seu amigo jornalista mostre a foto de Karima no telejornal, Montalbano recebe informações de outros clientes de Karima, que claramente cobrava extra por serviços extras. Ele também fica conhecendo a digníssima senhorita Vasile-Cozzo, uma professora aposentada paraplégica que mora na frente do escritório de Lapecora. Ela revela a Montalbano que viu muitas coisas curiosas acontecendo no escritório em vários momentos da noite. Aparentemente Lapecora havia sido obrigado a reabrir sua firma como laranja pra uma operação com ramificações internacionais.</p>
<p>E aí um dia Montalbano é chamado para capturar um ladrão de merendas: moleques de escola estão sendo abordados por um garoto estrangeiro, que não fala italiano. Ele ataca os meninos e rouba as merendas. De início o comissário acha a história engraçada, até sua noiva falar &#8216;coitadinho do menino que está roubando os lanches, deve estar morrendo de fome&#8217;. Fulminado por uma realização, Montalbano monta uma verdadeira operação para capturar o ladrão de merendas, que é obviamente o filhinho de Karima, François.</p>
<p>Livia, a noiva de Montalbano, que fala francês fluente, se apega ao garoto e ele a ela. E logo no dia seguinte, quando estão mostrando o tunisino morto pela patrulha no barco, François aponta o dedinho para a TV e fala: &#8220;<em>mon oncle!&#8221;.</em></p>
<p>E aí Montalbano não tem escolha a não ser mergulhar na investigação fedorenta desse assassinato no meio do mar.</p>
<p>Além dos momentos gastronômicos e dos momentos engraçados, o livro é tocante, inteligente e muito interessante. Montalbano é um personagem muito humano, e o sul da Itália, mesmo que fictício, que o autor cria, é fascinante. Recomendo muito!</p>
<p><i><b><span>Il ladro di merendine (1996) de Andrea Camilleri | Montalbano #3</span></b></i></p>
<p>&nbsp;</p>
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