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	<title>ficção histórica Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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		<title>A Question of Death &#124; Contos &#124; Kerry Greenwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 12:11:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kerry Greenwood]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma série de contos ilustrados permeados de receitas de época, esse livro é uma gracinha. Phryne está sempre em sua melhor forma, e o fato de que a autora não precisa gastar tempo definindo quem ela é deixa espaço para os contos serem simples e rápidos. On Phryne Fisher &#8211; Um ensaio sobre como a autora [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma série de contos ilustrados permeados de receitas de época, esse livro é uma gracinha. Phryne está sempre em sua melhor forma, e o fato de que a autora não precisa gastar tempo definindo quem ela é deixa espaço para os contos serem simples e rápidos.</p>
<p><em>On Phryne Fisher</em> &#8211; Um ensaio sobre como a autora chegou até a personagem. É interessante ver o processo de criação que construiu de forma cuidadosa toda uma personalidade única que é Phryne.</p>
<p><em>Hotel Splendide</em> &#8211; Uma moça pede que Phryne encontre seu marido desaparecido. Apesar das suspeitas de que ele só largou dela, a moça jura que ele entrou em um quarto do hotel, enquanto o recepcionista alega que o quarto não existe.</p>
<p><em>The Voice is Jacob&#8217;s Voice</em> &#8211; Gêmeos que morrem juntos envenenados, durante uma festa na casa da Phryne. Suicídio em parzinho geralmente não é planejado pra acontecer em público, então ela precisa descobrir o que rolou.</p>
<p><em>Marrying the Bookie&#8217;s Daughter</em> &#8211; Um casamento da alta sociedade, roubo de joias, e uma participação especial de Lindsey (que eu achei muito irregular). A solução é interessante mas a parte pessoal não me convenceu.</p>
<p><em>The Vanishing of Jock McHale&#8217;s Hat</em> &#8211; O chapéu da sorte do treinador do time foi roubado. Claramente a autora já se deparou com a bruxaria dos esportistas; esse conto é bem divertido.</p>
<p><em>Puttin&#8217; On the Ritz</em> &#8211; Phryne está jantando e decide recuperar a herança do jovem que está com ela.</p>
<p><em>The Body in the Library</em> &#8211; Uma homenagem em nome para Agatha Christie, com Phryne e Robinson investigando uma loira encontrada morta na biblioteca de um político.</p>
<p><em>The Miracle of St Mungo</em> &#8211; Uma moça de passado controverso precisa de ajuda para recuperar evidência das suas indiscrições. Como Phryne não tem nenhum restrição a ter sua reputação levemente manchada, ela vai jogar cartas apostando pelas provas.</p>
<p><em>Overheard On a Balcony</em> &#8211; Um chantagista péssimo é assassinado, Phryne está mais preocupada em salvar reputações do que em achar o assassino. Claramente uma prévia de Urn Burial.</p>
<p><em>The Hours of Juana the Mad</em> &#8211; Alguém roubou um livro histórico na universidade. Outro protótipo de livro, dessa vez o Death Before Wicket.</p>
<p><em>Death Shall Be Dead</em> &#8211; Uma gangue de ladrões mata um velho nojento. O Inspetor Robinson participa bem da história, e o conto é divertido.</p>
<p><em>Carnival</em> &#8211; Outra prévia, dessa vez para <em>Blood and Circuses. </em>Não achei tanta graça, e se esse foi o momento em que Phryne ficou conhecendo os carnies antes do livro, esperava mais.</p>
<p><em>The Camberwell Wonder</em> &#8211; O filho &#8220;bobo da aldeia&#8221; da funcionária confessa ter matado seu chefe, mas ninguém encontra o corpo. Phryne não bota fé que o garoto seja o criminoso.</p>
<p><em>Come, Sable Night</em> &#8211; Phryne está participando de um coral e um dos cantores cai morto. Apesar do crime ser completamente diferente, o ambiente remete a outro livro, Murder and Mendelssohn.</p>
<p><strong>A Question of Death &#8211; An Illustrated Phryne Fisher Treasury (2007) de Kerry Greenwood. </strong><strong>Publicado entre Murder in the Dark (2006) e Murder on a Midsummer Night (2008).</strong></p>
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		<title>Série &#124; The Other Bennet Sister</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 13:31:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, ficamos sabendo não só da história da protagonista Elizabeth Bennet, como também de duas de suas irmãs, Jane e Lydia. No fim do livro, a narrativa comenta que Kitty passou a interagir muito mais com Jane e Elizabeth e isso &#8220;melhorou muito&#8221; a personalidade dela. Quanto a Mary, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, ficamos sabendo não só da história da protagonista Elizabeth Bennet, como também de duas de suas irmãs, Jane e Lydia. No fim do livro, a narrativa comenta que Kitty passou a interagir muito mais com Jane e Elizabeth e isso &#8220;melhorou muito&#8221; a personalidade dela. Quanto a Mary, ela foi a única que &#8220;permaneceu em casa&#8221; especialmente devido à &#8220;inabilidade da Sra. Bennet de ficar sozinha&#8221; mas que, como sua beleza não era constantemente comparada desfavoravelmente com as das irmãs, o Sr. Bennet imaginava que ela estava até que contente.</p>
<p>The Other Bennet Sister, baseada em um livro que ainda não li, começa imaginando como seria a vida de Mary &#8220;permanecendo em casa&#8221; enquanto todas as irmãs foram embora casar.</p>
<p>A história começa perto do início do livro, e os primeiros capítulos passam pelos eventos já conhecidos de todos: a chegada do Sr. Bingley, Caroline sendo nojenta, Mary passando vergonha no baile em Netherfield, Mary sendo &#8220;a mais feia&#8221; das irmãs, a Sra. Bennet sendo insuportável. Enquanto <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/adaptacao-orgulho-e-preconceito/">as duas adaptações mais famosas</a> de Orgulho e Preconceito colocam a Sra. Bennet como uma tola nervosa e obcecada, aqui a série a transforma numa narcisista bem mais maléfica. Da mesma forma, o Sr. Bennet, de gentil indulgente, passou a ser um apático impaciente. Kitty e Lydia se parecem com o livro, Jane e Elizabeth são auto-centradas e mal percebem a existência de Mary.</p>
<p>Até aí, direito da série de reimaginar as coisas. O que estava me incomodando era outro aspecto. Crescer &#8220;a mais feia&#8221; entre cinco é algo extremamente familiar pra mim, então me aproximei da série com esse interesse. Será que eu me identificaria com a história? E no primeiro episódio Mary tem um interesse romântico, que é logo destruído pela Sra. Bennet. No primeiro. Episódio. A &#8220;mais feia&#8221; tem um cara atrás dela. A partir dali já me deu um desânimo porque parte do problema de ser &#8220;a mais feia&#8221; é justamente querer fazer parte do mundo da atenção masculina e ser completamente ignorada. <em>Hoje</em> eu sei que essa necessidade de atenção é algo imposto socialmente, mas eu sou adulta. Quando a gente é jovem, a gente quer sim atenção do sexo oposto: é praticamente a base da nossa auto estima! Mary ser &#8220;a mais feia&#8221; era terrível pra ela justamente porque impedia que ela conseguisse a única &#8220;independência&#8221; possível para uma mulher da classe social dela naquela época, o casamento. Se no primeiro episódio ela já tem um mocinho querendo, cadê o conflito?</p>
<p>Aí a Mary da série decide que &#8220;não se  importa mais&#8221; com os homens e romance e casamento e começa a sua jornada de grande leitora. Passa a vergonha da vida em Netherfield. Não tem interesse no Sr. Collins mas aceitaria se casar com ele, mas a mãe proíbe. E antes que a proibição seja levantada, Charlotte já agarrou a oportunidade. As irmãs todas vão embora casadas e Mary sobra em casa. O Sr. Bennet morre, os Collins chegam no dia seguinte expulsando Mary e a Sra. Bennet, e começa uma nova parte da série.</p>
<p>Antes de continuar, queria elogiar muito a participação da Lucy Briers como Hill. Ela fez a Mary da série de 1995 e participa do melhor quesito dessa mini-série pra mim: as referências ótimas a outras adaptações de Austen. Indira Varma, a Sra. Gardiner, é a Caroline Bingley de Noiva e Preconceito. Richard E. Grant, o Sr. Bennet, é Sir Walter Elliot na tenebrosa adaptação de Persuasão (e única coisa boa do filme).</p>
<h2>A História Nova</h2>
<p>Nesse ponto da história finalmente nos livramos da linha do tempo de Orgulho e Preconceito e vemos pra onde Mary resolve ir. Felizmente ela vai para Londres passar um tempo com os Gardiners, que são os melhores personagens da série. Em Londres Mary imediatamente arranja um carinha, o Sr. Hayward, que está obviamente interessado nela mas depois ela descobre que ele está &#8220;semi-noivo&#8221; de uma outra moça. E aí <em>mais um cara </em>chega nela, o bonitão Sr. Ryder, pra ter um triângulo bem clichê.</p>
<p>Eu não tenho nada contra reimaginação de personagens conhecidos. Inclusive, um dos meus gêneros favoritos são as reimaginações de contos de fadas. Mary Bennet dos livros era moralista, afetada, olhava para tudo com superioridade, se aplicava nos estudos e na música para compensar o fato de &#8220;não ser bonita&#8221; mas não tinha vivência fora do círculo familiar para conseguir um discernimento melhor. Claro que a série deixa ela mais simpática, e muda totalmente a personalidade dela. Essas coisas não me incomodaram tanto; protagonistas simpáticas são importantes numa série de romance. O problema é a incongruência. A Mary da série se veste mal, não cuida da beleza, tem ansiedade social, é tímida. E a série prontamente recompensa tudo isso não com um mas com <em>dois </em>interesses românticos. Só não é verossímil, e fica óbvio que isso só acontece &#8220;porque o roteiro quis&#8221;.</p>
<p>A proposta do Sr. Ryder é completamente irreal e impossível de ter sido feita, a conversa em torno disso é incongruente, pensamentos modernos dentro de uma série que tenta ser histórica. Mary é justamente a irmã mais preocupada com o que é apropriado, e ela sequer considerar a proposta e ter aquela conversa dos anos de 2020 com Elizabeth foi outra coisa que quebrou o encanto da série pra mim.</p>
<p>No fim das contas o Sr. Hayward é um lerdo incapaz de se comunicar e o Sr. Ryder é um egoísta mimado. Nenhum deles melhora nada durante a história. Se tirarmos a maquiagem de época e só olharmos a trama, é tudo bem fraquinho. O figurino encanta mas as personalidades são modernas. E se tirarmos o pano de fundo de Orgulho e Preconceito, sobra uma menina que foi mal tratada pela mãe a vida toda e aprendeu a ter personalidade longe dela. A &#8220;falta de beleza&#8221; da Mary é muito menos importante que a falta de auto estima causada pela mãe terrível. Por um lado, eu entendo de onde a série vem, e nossas mães conseguem fazer um estrago considerável na nossa auto estima. Por outro lado, crescer &#8220;a mais feia&#8221; é muito afetado pela sociedade: são os amigos, os namoradinhos, as colegas de escola, que são o principal fator complicado, e a série só ignora isso.</p>
<p><strong>The Other Bennet Sister (2026) Roteiro &#8211; Sarah Quintrell, Maddie Dai; Direção &#8211; Jennifer Sheridan, Asim Abbasi</strong><br />
<strong>com Ella Bruccoleri, Ruth Jones, Indira Varma</strong></p>
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		<title>Magic Flutes &#124; Eva Ibbotson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 18:36:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eva Ibbotson]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guy Farne foi encontrado na rua quando bebê. Ele é criado num orfanato e aos doze anos ele é aceito por Mrs. Hodge. Muito determinado e bastante desenvolto, Guy cresce e se torna um jovem bonito e inteligente. Ele vai para Viena, de onde volta com o coração partido e uma única ambição: ficar milionário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Guy Farne foi encontrado na rua quando bebê. Ele é criado num orfanato e aos doze anos ele é aceito por Mrs. Hodge. Muito determinado e bastante desenvolto, Guy cresce e se torna um jovem bonito e inteligente. Ele vai para Viena, de onde volta com o coração partido e uma única ambição: ficar milionário para conseguir se casar com Nerine, a mulher que ama.</p>
<p>Com habilidade, sorte e sagacidade típicos do mais afortunado dos protagonistas, Guy em pouco tempo consegue chegar ao seu primeiro milhão. Dali pra frente é só sucesso financeiro, e ele chega em Viena com a intenção de comprar um castelo para oferecer à sua amada.</p>
<p>A Viena de 1922, logo após o fim da primeira guerra, é um local propício para se comprar um castelo. A Áustria pós-guerra tem uma série de nobres empobrecidos que não tem como se manter mais em suas construções infinitas. O secretário do Mr. Farne então faz o que precisa ser feito e adquire um belo espécime, o belo castelo Pfaffenstein. As duas nobres senhoras idosas que lá moram inclusive são convidadas a continuar morando lá até um certo evento ocorrer.</p>
<p>O evento é uma apresentação da ópera A Flauta Mágica no teatro do castelo, que é quando Guy espera poder conseguir o &#8216;sim&#8217; da sua amada quando ele a pedir em casamento.</p>
<p>Enquanto isso, a companhia de teatro que Guy vai contratar está em situação crítica. Afinal, é preciso muito dinheiro para manter uma companhia, e dinheiro anda em falta em Viena naquele momento. Felizmente, o grupo tem uma fada: a jovem Tessa. Ela é a assistente do diretor, sempre trabalhando de graça e sempre a mais do que precisa. Sem ela, o maestro não teria seu botão da sorte (porque ele sempre perde), a cantora principal não teria sua peruca (porque Tessa corta seu próprio cabelo para a confecção), e o diretor não saberia como funcionar.</p>
<p>Ao visitar a produção para contratar o grupo, Guy conhece Tessa e fica impressionado com a paixão dela pela ópera, pelo teatro e pela música.</p>
<p>Quando finalmente conhecemos a belíssima Nerine, o leitor logo fica sabendo que ela não é o que Guy imagina. Ela é linda, claro, mas também é fútil, só se importa com sua beleza, seu bem estar e seu dinheiro, está muito desapontada que não conseguiu casar com ninguém da nobreza ainda, e só aceita ser cortejada novamente por Guy porque ele claramente é um endinheirado &#8211; mesmo que ela mantenha um conde escocês na geladeira.</p>
<p>Além disso, também descobrimos que Tessa é ninguém mais ninguém menos que a princesa de Pfaffenstein, que saiu da casa das tias-avós pra poder viver no teatro porque ela não acredita em nobreza e sim na democracia republicana. Ela também cansou de ser princesa, não gosta da &#8216;prisão aristocrática&#8217; e não tem o menor interesse em se casar com Maxxie, um jovem da nobreza com quem estava destinada, de acordo com os pais de ambos.</p>
<p>Então o livro alterna entre a) preparação para A Flauta Mágica; b) Tessa e Guy se conhecendo e evitando perceber que são perfeitos um pro outro; c) Nerine sendo nojenta enquanto Guy é incapaz de perceber; d) Maxxie tentando sem muito entusiasmo pedir Tessa em casamento. Quando Guy descobre que Tessa é a princesa de Pfaffenstein, ele reage mal, e Tessa passa pela fase &#8220;o que eu fiz pra que ele esteja tão bravo comigo&#8221;.</p>
<p>O que me incomodou no livro foi o tipo de clichê irritante. Tessa não se importa com a própria aparência mas por acaso ela também é de uma beleza diáfana impecável. Nerine é a vilã que se importa só com sua própria beleza e com roupas caras e títulos de nobreza. Guy é o milionário grosso que consegue tudo o que quer. Claro que Tessa fica muito insegura com Guy porque Nerine é &#8216;voluptuosa&#8217; enquanto Tessa se sente &#8216;reta como uma tábua&#8217;.</p>
<p>Tirando isso, o livro é muito fofo. A autora claramente é apaixonada por Viena e por Mozart, a história é divertida, com uma escrita leve. Os coadjuvantes são muito engraçados e a narrativa tem um humor característico da autora. Esse foi o primeiro livro dela que eu li que não é para o público infantil, tem uma pegada mais &#8216;jovem-adulto&#8217;. Achei uma ótima pedida. Recomendo.</p>
<p><strong>Magic Flutes (1982) de Eva Ibbotson &#8211; Reino Unido</strong></p>
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		<title>The Perks of Loving a Wallflower &#124; Erica Ridley</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 12:39:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Erica Ridley]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Thomasina Wynchester é uma mestra em disfarces. Ela pode se transformar em uma lady da alta sociedade ou num velhote mal humorado, dependendo do que for necessário para resolver os casos. Sua próxima missão envolve a decodificação de um código militar super secreto e um enigma que existe há séculos. Mas sua nova cliente é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Thomasina Wynchester é uma mestra em disfarces. Ela pode se transformar em uma lady da alta sociedade ou num velhote mal humorado, dependendo do que for necessário para resolver os casos. Sua próxima missão envolve a decodificação de um código militar super secreto e um enigma que existe há séculos. Mas sua nova cliente é uma jovem de excelente família que é justamente a crush eterna de Tommy.</p>
<p>Miss Philippa York não acredita no amor. Seu coração de gelo e jamais foi tocado pelo duque quando ela ficou noiva, e nem se quebrou quando ele terminou com ela pra casar com outra. O que ela mais quer fazer é decodificar o manuscrito histórico que ela encontrou, e desmascarar um vilão. Ela detesta ter que precisar da ajuda de um homem, então fica muito feliz de descobrir que o barão a quem ela pede auxílio é na verdade uma moça disfarçada. E de repente o coração de Philippa começa a dar sinais de vida amorosa.</p>
<p>O livro é fofo. As incongruências históricas são perdoáveis no mundo quase fantasioso que a autora criou. Dá pra ver que é o segundo livro da série porque os personagens que terminaram juntos no primeiro fazem a aparição, e até deu interesse de ler.</p>
<p>A ideia de um grupo de investigadores / vigilantes / heróis disfarçados é bem divertida, e a trama do vilão, mesmo sendo secundária, é interessante. O romance em si é bonitinho, com Tommy sempre com vergonha de interagir na frente de Philippa e o resto do grupo sem entender onde foi parar a Tommy independente e falante. (Ou um bonitão dos mais conquistadores em sua persona masculina.)</p>
<p>É um livro bonitinho e agradável. Quem sabe eu me animo com o universo da autora e começo a ver os outros.</p>
<p>The Perks of Loving a Wallflower de Erica Ridley | The Wild Wynchesters livro 2</p>
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		<title>Murder in Montparnasse &#124; Kerry Greenwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 20:43:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kerry Greenwood]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bert e Cec, os dois taxistas estivadores comunistas que são amigos de Phryne, pedem ajuda a ela para resolver um caso. Dez anos antes, eles estavam voltando da guerra com amigos soldados e passaram um dia de comemoração em Paris. Eles se reencontram todos os anos na mesma data para celebrar. Dois desses amigos foram [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bert e Cec, os dois taxistas estivadores comunistas que são amigos de Phryne, pedem ajuda a ela para resolver um caso. Dez anos antes, eles estavam voltando da guerra com amigos soldados e passaram um dia de comemoração em Paris. Eles se reencontram todos os anos na mesma data para celebrar. Dois desses amigos foram encontrados mortos, aparentemente por acidente.</p>
<p>Um deles era mecânico e o macaco deu problema, o carro caiu em cima dele e o esmagou com a roda. O outro saiu de um bar e se afogou numa poça. Bert e Cec e seus amigos sobreviventes não acreditam que o mecânico iria entrar embaixo de um carro de noite, nem que o outro iria beber tanto a ponto de se afogar numa poça.</p>
<p>Phryne aceita o caso mas logo as coisas começam a entrar no caminho. Dez anos antes, ela também estava em Paris depois da guerra, e as memórias que estão voltando são muito desagradáveis. Parte do livro é esse flashback que Phryne vai tendo aos poucos e relutantemente. Ela tinha fugido da escola pra trabalhar numa ambulância durante a guerra, se recusou a voltar pra casa quando deu a paz, e saiu sozinha por Paris pra ver o mundo. E sofreu alguns momentos difíceis.</p>
<p>Ao contrário da Phryne chata e chorona de <a href="http://adevoradoradelivros.com.br/blood-and-circuses-kerry-greenwood">Blood and Circuses</a>, a Phryne desse livro tem dezoito anos e todas as desculpas pra chorar diante da adversidade &#8211; e além disso, a adversidade que ela tomou na cabeça foi muito pior do que ficar uma semana dormindo com o circo: Ela entra em um relacionamento abusivo, apanha do namorado, e sofre seu primeiro coração partido.</p>
<p>A vida pessoal de Phryne em 1928 sofre alguns novos baques: seu amante chinês, Lin Chung, informa que sua futura esposa está chegando da China. Phryne já recebeu permissão da família dele para continuar seu relacionamento &#8211; os chineses compreendem Phryne como uma concubina &#8211; mas seu mordomo Mr. Butler não vê as coisas dessa forma. Alérgico a cortes judiciais, para onde mordomos em casas com adultério fatalmente são obrigados a ir para falar do que rola com os patrões, Mr. Butler entrega sua demissão por achar inaceitável Phryne continuar vendo Lin Chung mesmo depois do casamento.</p>
<p>Como se não bastasse, quando vai olhar a lista de passageiros franceses que chegaram na Austrália nos últimos dias para investigar a morte dos amigos de Bert e Cec, Phryne bate o olho logo no pior personagem da vida dela: Renée, o namorado abusivo de Paris.</p>
<p>Afora a principal coincidência do problema principal, eu gostei muito do livro. As reminiscências de Phryne são boas, o mistério é bom, as aventuras de Collins no interior são fofas, a sub-trama de Camellia, a chinesa que chega pra casar com Lin Chung, é muito interessante. Aparentemente a autora aprendeu a fazer a Phryne ficar sensível sem deixar de ser sensata.</p>
<p><strong>Murder in Montparnasse (2002) de Kerry Greenwood | Phryne Fisher livro 12</strong></p>
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		<title>Away with the Fairies &#124; Kerry Greenwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 12:16:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kerry Greenwood]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Detetive Inspetor Robinson pede ajuda para a Honorável Miss Phryne Fisher para solucionar um caso. Uma senhora que escrevia e pintava histórias de fadas para uma revista feminina foi encontrada morta em sua residência. Os suspeitos são as outras moças da redação da revista e os outros moradores da pensão onde a vítima morava. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Detetive Inspetor Robinson pede ajuda para a Honorável Miss Phryne Fisher para solucionar um caso. Uma senhora que escrevia e pintava histórias de fadas para uma revista feminina foi encontrada morta em sua residência. Os suspeitos são as outras moças da redação da revista e os outros moradores da pensão onde a vítima morava.</p>
<p>Ela foi morta com um veneno poderoso mas ninguém sabe de onde veio. Também está difícil descobrir de onde vinha o dinheiro de Miss Lavender &#8211; ela recebe da revista, claro, mas o banco relatou diversos pagamentos vultuosos vindo de uma empresa misteriosa. Ao investigar o caso, Phryne também descobre que Miss Lavender gostava de descobrir segredos dos outros.</p>
<p>Enquanto isso, Miss Fisher também aceita trabalhar por um tempo na tal revista feminina, e conhecemos as outras moças interessantíssimas que trabalham lá; além do maravilhoso Clube das Aventureiras. A autora fala do futuro com bastante pessimismo &#8211; &#8220;os garotinhos de hoje (1928) vão crescer e querer o mundo de volta, e vamos ser idiotas o suficiente de permitir&#8221; &#8211; e do passado (1a guerra) como uma forma da mulher sair do lugar de serva da casa para fazer coisas memoráveis.</p>
<p>Como forma de descobrir mais sobre os suspeitos, Miss Fisher também passa a lidar com as cartas para &#8220;Artemis&#8221;, um pseudônimo que Miss Lavender usava para responder dúvidas das leitoras. Phryne descobre que algumas dessas cartas foram interceptadas e outra pessoa as respondeu, levando a tragédias desde possível divórcio, criança quase morrendo de doença e até um suicídio.</p>
<p>Mas a cabeça de Phryne não está totalmente no trabalho. Seu amante Lin Chung não retornou de uma viagem para comprar seda na China, ela está sendo perseguida por chineses, Madame Lin &#8211; matriarca da família e uma senhora deveras alarmante &#8211; revela que seu neto foi capturado por piratas e até chega a derramar discretas lágrimas na frente de Phryne. Desastre.</p>
<p>Eu gosto desse livro. Até os personagens maléficos são pessoas interessantes. A revista feminina é fascinante mesmo que deprimente quando vemos o que aconteceu nos anos subsequentes. E a sub-trama dos piratas é apropriadamente terrível.</p>
<p>Away with the Fairies (2001) de Kerry Greenwood | Phryne Fisher livro 11</p>
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		<title>Death Before Wicket &#124; Kerry Greenwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2025 22:02:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kerry Greenwood]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Phryne Fisher vai para Sidney junto com Dot a pedido de dois alunos da universidade. Alguém roubou tudo que tinha no cofre do diretor de artes, um dos colegas deles foi acusado, eles querem que Phryne resolva. Ela aceita o trabalho e passa a investigar. O roubo incluiu as provas finais, um livro medieval, uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Phryne Fisher vai para Sidney junto com Dot a pedido de dois alunos da universidade. Alguém roubou tudo que tinha no cofre do diretor de artes, um dos colegas deles foi acusado, eles querem que Phryne resolva. Ela aceita o trabalho e passa a investigar. O roubo incluiu as provas finais, um livro medieval, uma machadinha aborígene, um papiro egípcio raríssimo, e todas as anotações do balanço do departamento.</p>
<p>Além de fazer social com os professores da universidade e de interagir com os artistas de um bar que quer ser boêmio, Phryne também ajuda Dot. Ela veio para Sidney para visitar a irmã casada, mas chegando lá o marido está xingando todas as mulheres de vagabundas, as crianças estavam abandonadas e a irmã da Dot sumiu. Temendo o pior, Phryne tem que se virar para encontrar a moça, já que não tem seus contatos no submundo igual em Melbourne.</p>
<p>O mistério em si é bastante complexo; Phryne comete erros básicos; a parte da magia negra não é bem a minha praia. Mas o que menos me interessou no livro foi o tema por trás de tudo. Os professores da universidade gostam muito de cricket, só falam disso, uma das tentativas de assassinato é justamente durante um jogo entre alunos e professores. Difícil um esporte que me interesse menos do que cricket.</p>
<p>O comentário social sobre as moças que trabalham com prostituição soa verdadeiro porém deprimente. A trama dos roubos me deixou ler até o final, mas esse é um dos que menos gosto das histórias da Phryne.</p>
<p>Death Before Wicket (1999) | Kerry Greenwood | Phryne Fisher livro 10</p>
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		<title>Blood and Circuses &#124; Kerry Greenwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 13:18:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kerry Greenwood]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mr. Christopher morreu com uma facada no coração. A porta do quarto está trancada. Não há arma do crime no local. A polícia encontra roupas de homem e de mulher no armário da vítima. E a faca ensanguentada escondida no guarda roupa de uma moça que mora na mesma pensão. A polícia está preocupada com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mr. Christopher morreu com uma facada no coração. A porta do quarto está trancada. Não há arma do crime no local. A polícia encontra roupas de homem e de mulher no armário da vítima. E a faca ensanguentada escondida no guarda roupa de uma moça que mora na mesma pensão.</p>
<p>A polícia está preocupada com guerras entre gangues e uma nova organização criminosa que está conseguindo auxiliar na fuga de prisioneiros perigosos. O circo de Farrell, no momento em Melbourne, está sofrendo com diversos problemas, e alguns dos membros que acompanham a vida circense vão pedir ajuda a Phryne Fisher. A única forma que eles acham que ela pode resolver os problemas do circo é se ela se disfarçar e entrar como uma das novas moças que fazem acrobacia em cavalos.</p>
<h4>A primeira vez eu gostei</h4>
<p>Quando eu li o livro pela primeira vez, ele me impressionou pela qualidade das descrições da vida circense. Eu tenho muita simpatia pelo circo e claramente a autora fez uma bela de uma pesquisa histórica local sobre pessoas do circo na Austrália de 1928. O livro me entristeceu porque cem anos depois o circo quase não sobrevive.</p>
<p>Isso me fez deixar o livro de lado nas minhas releituras porque só me sobrava o gosto ruim. Fui reler pela primeira vez depois de anos só agora. E daí eu descobri que o gosto ruim não tem nada a ver com o circo. O circo é a parte boa. O assassinato do Mr. Christopher também é a parte boa. A guerra de gangues foi uma tentativa nova da autora, e que eu não prestei muita atenção porque não vi graça. A sub-trama da organização que ajuda prisioneiros a fugir foi boa só porque nos apresentou aos melhores personagens do livro: o policial jovem, a Lizard Elsie e o relacionamento dela com a pobre lá que foi acusada injustamente. Essa parte foi mais de acordo com o tipo de livro-conforto que essa série é pra mim.</p>
<p>Eu não vou falar da questão trans porque não é meu lugar de fala.</p>
<h4>Agora, o problema</h4>
<p>PHRYNE É UMA INSUPORTÁVEL nesse livro. Insuportável e irreconhecível. Ela é mimada, chorona, manipuladora, burra, e completamente inconsistente com o resto dos livros da série. Phryne não é pra ser uma humana cheia de falhas: ela é a detetive que sempre resolve os casos. As fraquezas dela são conhecidas: ela gosta dos jovenos, ela gosta de boa comida, boas roupas, boa vida. Ela tem pouca paciência.</p>
<p>No entanto, para construir o drama desse livro, a autora decidiu que Phryne estava <em>entediada </em>com a vida fácil de milionária dela. Quando os <em>carnies</em> vem pedir ajuda com o circo e dizem que a única forma de investigar seria ela ficar <em>undercover</em>, e ela fala que não, uma das moças fala, com desprezo, que a Honorável Miss Fisher só quer saber de luxo e jamais que ia sair por aí sendo pobre. Phryne tenta se justificar falando que já foi pobre, fica se sentindo mal; o cara fala que ela tá com mão suave, de rica, e com os músculos moles. E ela cai nessa.</p>
<p>Devido a essa manipulação barata de um cara qualquer que ela deu faz tempo, ela decide ajudar e vira Fern, a acrobata de cavalo. Vai lá ser uma pobre que anda com roupa de segunda mão, mal tratada por todo mundo porque tá no final da hierarquia do circo, ignorada pela trapezista. E fica choramingando.</p>
<p>A primeira coisa que ela faz é quebrar as regras do circo. Regra: não é pra sair por aí dando porque daí vagabunda e os caras não vão te deixar em paz. Ela vai lá e dá pra um cara na primeira noite. Regra: não é pra dar pra palhaço porque palhaço não pode. Ela decide que o cara que ela vai dar é justamente o palhaço. Regra: não é pra se misturar com os <em>carnies</em> nem com os ciganos e muito menos com os meio-ciganos &#8211; ela vai lá e faz o quê? Dá pra um carnie-meio-cigano eu juro pra você amiga pelo a mor. Aí ela é ostracizada pelo povo do circo e fica ainda mais chateada se lamentando.</p>
<h4>Uma. Semana.</h4>
<p>Tudo isso é só reclamação minha, normal, mas o que MAIS me irritou foi: tudo isso durou uma semana. Uma. Semana. Uma apresentação. E ela lá &#8220;agora faço parte do circo&#8221;, &#8220;agora eu estou do lado de cá do palco&#8221;, &#8220;agora sei o que é estar sozinha e pobre&#8221; e mais um monte dessas bostas. Uma. Vez. Ela se achando parte do grupo. Sendo que foi descoberta em dois minutos pelos malvados, daí capturada, daí quase estuprada e deixada pra ser comida pelos leões literais e só sobreviveu por PURA SORTE. E aí fica &#8220;superei estar sozinha, superei viver longe do luxo, agora passei por essa provação&#8221;.</p>
<p>Enquanto o livro segue alterando pontos de vista e dá pra se divertir especialmente com Lizard Elsie, Phryne virou uma personagem tão detestável e ridícula que a única razão de eu ter continuado a série foi eu ter simplesmente ignorado esse livro em todas as minhas releituras. Felizmente daqui pra frente a autora não escorregou mais porque olha. Esse daqui foi feio demais.</p>
<p>Blood and Circuses (1994) de Kerry Greenwood | Phryne Fisher livro 6</p>
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		<title>The Green Mill Murder &#124; Kerry Greenwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 00:30:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kerry Greenwood]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos clientes da casa noturna de jazz é assassinado durante a dança, com uma facada no coração. Ninguém estava perto dele quando ele caiu, e a polícia não encontrou a faca em lugar algum. A Honorável Miss Phryne Fisher, detetive da classe alta, estava dançando com Mr. Charlie Freeman no momento da morte. Ele [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos clientes da casa noturna de jazz é assassinado durante a dança, com uma facada no coração. Ninguém estava perto dele quando ele caiu, e a polícia não encontrou a faca em lugar algum. A Honorável Miss Phryne Fisher, detetive da classe alta, estava dançando com Mr. Charlie Freeman no momento da morte. Ele é filho de Mrs. Freeman, uma mulher rica da alta sociedade. Quando a polícia chega para investigar o assassinato, Charlie desapareceu, o que o transforma imediatamente em um suspeito.</p>
<p>Phryne vai até Mrs. Freeman contar que Charlie sumiu e recebe a missão de reencontrá-lo. Além disso, Mrs. Freeman diz que seu filho mais velho Victor, que ela falou pra todo mundo que morreu na guerra, na verdade voltou zoado da cabeça e foi morar no mato. Agora que o marido dela morreu, e o testamento deixa a casa e o dinheiro pro Victor, ela quer que Phryne encontre tanto Charlie quanto Victor.</p>
<p>Phryne começa a investigar o caso do morto no Green Mill só porque Charlie é suspeito. Ela não acredita que Charlie tenha matado o cara, mas inocentá-lo perante a polícia pode ajudar a convencer Charlie a reaparecer. Phryne também se envolve com Tintagel Stone, o líder da banda de jazz que estava tocando no dia do assassinato.</p>
<p>Quando ela descobre que o morto era um chantagista que tirava fotos de homossexuais em posições comprometedoras &#8211; já que homossexualidade era punida com prisão na Austrália dos anos 20 &#8211; e além disso percebeu que Mrs. Freeman é uma velha maléfica, Phryne resolve pegar um avião e ir pro mato ver se encontra o Victor.</p>
<p>Antes dela ir, no entanto, ela convida seus auxiliares comunistas estivadores motoristas de táxi para irem jantar na casa dela e pergunta sobre a guerra. A autora fez um bom trabalho de pesquisa e Bert e Cec contam histórias tenebrosas do que foram as campanhas de Galípoli e Pozières. Bert e Cec participaram de Galípoli e Victor de Pozières. Bert ficou com o joelho ferrado, Cec com problema no coração, e então foram mandados de volta. Já Victor, de acordo com as cartas que Phryne tinha lido na casa de Mrs. Freeman, tinha ficado <em>shell-shocked.</em></p>
<p>Shell-shock é um termo que surgiu na Primeira Guerra Mundial para descrever sintomas comuns aos soldados que voltavam do campo de batalha. Hoje em dia consideram que os sintomas relatados eram tipos de transtorno de estresse pós-traumático. Na época ganhou esse nome porque muitos soldados que haviam ficado muitos dias ouvindo o barulho da artilharia dos canhões (<em>artillery shells</em>) exibiam sintomas como tontura, tremores, zumbido e sensibilidade ao ruído. Isso que fez com que Victor fugisse da cidade grande e fosse para o interior no que ele descreveu em suas cartas como &#8220;o grande silêncio&#8221;.</p>
<p>Phryne pega um avião e vai até o meio do mato &#8211; literalmente, passando por algumas aldeias até chegar na base dos Alpes Australianos.</p>
<p>Eu gostei desse livro. Tem várias coisas excelentes: uma banda que toca em casa noturna, com toda complexidade de relacionamentos que existem em uma. Descrições maravilhosas do mato australiano. Pontos relevantes e momentos tocantes sobre o horror que foi a 1a guerra. E claro, Phryne, sempre alerta, inteligente, rica e pronta para um rolê com qualquer bonitão: seja jazzista inescrupuloso, seja eremita no alto da montanha.</p>
<p>E, o mais importante: tem Wom, o melhor personagem dos 20 livros.</p>
<p>The Green Mill Murder (1993) | Phryne Fisher livro 5</p>
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		<title>Adaptação &#124; Robin Hood (2010)</title>
		<link>https://adevoradoradelivros.com.br/adaptacao-robin-hood-2010/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 21:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fui assistir o esperado Robin Hood. Esperado por mim, que gostei de Gladiador, sou fã do Russell Crowe, adoro filmes de época e acho o Robin Hood o máximo. Então primeiro eu vou comentar o filme como uma apreciadora de blockbusters em geral. Os personagens são bem construídos. Os figurinos e cenários são muito bem feitos. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fui assistir o esperado Robin Hood. Esperado por mim, que gostei de Gladiador, sou fã do Russell Crowe, adoro filmes de época e acho o Robin Hood o máximo.</p>
<p>Então primeiro eu vou comentar o filme como uma apreciadora de blockbusters em geral. Os personagens são bem construídos. Os figurinos e cenários são muito bem feitos. Russell Crowe, Cate Blanchett e Mark Strong estão muito bem, e Max Von Sydow rouba a cena totalmente (como já era de se esperar). Os amigos do Robin, os já conhecidos Allan A Dale, Will Scarlet, João Pequeno e Frei Tuck estão todos lá, como alívio cômico e ajuda na pancadaria. A historinha, apesar de ser meio clichê, funciona, e as batalhas, que novidade, são um banho visual. Ou seja. Se você gosta de blockbusters, gosta de filmes de ação, gosta do Russell Crowe ou da Blanchett&#8230; Dá pra assistir tranquilo.</p>
<p>Eu só esperava uma coisa menos &#8216;maior&#8217; &#8211; tipo ele roubando dos ricos pra dar aos pobres, e não salvando o reino da Inglaterra dos malignos franceses numa batalha épica. Juro, tem <u>uma</u> cena em que eles fazem emboscada na floresta. E <em>duas</em> cenas onde ele atira com o arco, fora a batalha inicial, que não conta, e em uma delas ele <i>erra</i>.</p>
<p>Ok. Agora eu vou falar do filme como sendo eu mesma, já que além de apreciar blockbusters, aprecio uma coisa chamada história medieval. Russell Crowe está com seus 40 e tantos anos. Cate com 40 e poucos. Na nossa sociedade é claro que ainda podem viver pra cacete, que estão na verdade na flor da idade &#8211; sim, estão ótimos, atraentes, charmosos e sou a maior fã deles no universo &#8211; mas, gente. Idade Média. Com quarenta anos eles seriam, tipo, <i>corocas</i>. Uma lady de 40 anos com todos os dentes? Até que possível. Um arqueiro do rei, de quarenta anos, com todos os dentes? Pouquíssimo provável. Tudo bem, o diretor quis dar um enfoque mais maduro ao filme. E narra o<i> início </i>da história do personagem? Ele estando com quarenta?? Vai terminar quando, quando os dois estiverem, pombinhos, lutando com espadas e arcos com seus sessenta? Gente, nada contra as pessoas de 60 anos, na boa. Só acho que o enfoque medieval pediria um elenco um pouco mais jovem ou um roteiro mais de acordo &#8211; como o excelente <i>Robin e Marian</i>, com Sean Connery e Audrey Hepburn.</p>
<h4>Arquearia medieval</h4>
<p>Os ARCOS. Ok, temos batalhas realistas. Certo?? ERRADO. Sabem porque a Inglaterra era tão foda na guerra? Por causa dos arqueiros de arcos longos. Motivo #1: os arcos longos tinham maior alcance do que seus irmãos menores, os arcos curtos, e que suas irmãs mais rápidas, as bestas. Motivo #2: ter um alcance maior adiantava bastante, mas o principal era que o arco podia ser desmontado. Era só desenvergar a corda, enrolá-la, guardá-la num local seco, e pronto! Uma arma à prova d&#8217;água! Ou vocês não sabiam que corda de arco molhada é tão efetiva quanto uma bicicleta quando usada pra transportar elefantes? As bestas, que não exigiam força do sodado, eram mais difíceis de serem armadas e desarmadas, e acabava que, quando chovia (algo comum na Inglaterra), elas ficavam inúteis. Ponto para os arcos longos. Agora me expliquem as batalhas do filme com arcos longos na chuva e no <i>mar</i>? Me expliquem a Lady Marion envergando um arco longo e atirando com ele, sendo que aquela porra pra envergar é tenso <i>pra caramba</i> e pra atirar pior ainda? Ou ninguém tentou atirar com arco e flecha na vida? Pois é, ninguém. Mas então não venha o sabichão do Ridley Scott me falar que o filme dele tem compromisso histórico.</p>
<h4>A dona Magna Carta</h4>
<p>Por falar nisso, vamos brincar de considerações históricas. Claro que Robin Hood é uma lenda. E claro que Hollywood nunca é simples e quis brincar de reinventar a lenda, pra audiência não ficar entediada &#8211; já que afinal de contas quem quer ver salteadores com arcos e flechas roubando dos ricos pra dar aos pobres (oi, eu! Eu quero ver um filme do <i>Robin Hood</i>!!). Só que ao reinventar a lenda, eles cometeram algumas incongruências.</p>
<p>A Magna Carta, assinada pelo rei João em 1215, falava dos direitos dos homens livres e dos servos, além de limitar o poder do rei perante a nobreza. Sabe quem era os homens livres? RICOS DONOS DE TERRA. Por mais que a magna carta seja considerada uma parte importante na história das leis constitucionais, ela ganhou muito mais nome porque os <em>revolucionários dos Estados Unidos</em> usaram ela de base pras coisas. Na prática, ela foi forçada a João pelos seus barões, que queriam mais liberdades, mas foi basicamente ignorada até o início da Guerra Civil inglesa do século XVII. Só que era principalmente sobre os direitos dos <em>nobres</em> e da <em>igreja</em>. A parte sobre os plebeus se limitava à proibição da prisão sem julgamento, que era, vamos combinar, um passo importante na época. Mas ops! Leram bem? <i>Assinada</i> pelo rei João. <i>Não</i> queimada em praça pública na frente de todos os barões. Nem o rei João seria tão estúpido a ponto de quebrar um combinado feito com todos os senhores de terras da região como se eles fossem meros suditetes sem poder. Isso é coisa de reis absolutistas, algo mais em voga&#8230; TREZENTOS ANOS DEPOIS. O príncipe João realmente traçou planos para usurpar o trono do irmão, o famoso Ricardo Coração de Leão. Mas o rei Filipe da França, que no filme é o maligno responsável por invadir a Inglaterra, estava&#8230; nas Cruzadas <i>com</i> Ricardo. E o digníssimo Ricardo, que morreu num cerco com uma flechada no ombro enquanto passeava em volta do castelo sem cota de malha (meus parabéns), havia nomeado seu irmão João como herdeiro legítimo. Não sem antes cercar o castelo de Nottingham e pedir gentilmente que João lhe devolvesse o local, <i>assim que chegou </i>das Cruzadas. Ou seja. Houve uma segunda coroação. Ricardo, que por sinal não falava inglês e só havia passado alguns meses do seu reinado na Inglaterra, voltou ao lar, foi coroado rei novamente e depois saiu de novo pra reconquistar suas terras na Normandia, que eram muito mais importantes que a Inglaterra.</p>
<p>Alguém se importa com isso? Ninguém. Aparentemente o povo se importa com o sotaque, no entanto, e qualquer pessoa com um mínimo de sangue inglês nas veias reclamou que o sotaque que o Russel Crowe cometeu era uma mistura que ele inventou pessoalmente. <em>Mas então não venha o sabichão do Ridley Scott me falar que o filme dele tem compromisso histórico.</em></p>
<p>Fora os arcos usados por mulheres; fora o rei João absolutista no século doze; fora a lady Marian de cota de malha; fora o Robin Hood atirando de arco com corda molhada; fora as batalhas <i>sem infantaria</i>; fora todos os personagens terem todos os dentes; fora ele ter usado o arco <em>duas</em> vezes e ter errado a primeira&#8230; fora tudo isso, ele sobreviveu ao tempo só porque foi salvo pela próxima adaptação estelar cometida, como fatalmente acontece em Hollywood.</p>
<p><strong>Robin Hood (2010) de Ridley Scott, com Russell Crowe, Cate Blanchett, Mark Strong, Max Von Sydow, William Hurt e Oscar Issac</strong></p>
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		<title>Raisins and Almonds &#124; Kerry Greenwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 13:06:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kerry Greenwood]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Honorável Phryne Fisher adora dançar, e seu parceiro atual é o jovem bonitão Simon Abrahams. Mas a diversão de Phryne na Jewish Young Peoples Society Dance acaba quando o pai de Simon a chama. O Senhor Abrahams pede que ela investigue a morte misteriosa de um jovem estudante judeu, na livraria da correta Miss Lee. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Honorável Phryne Fisher adora dançar, e seu parceiro atual é o jovem bonitão Simon Abrahams. Mas a diversão de Phryne na <em>Jewish Young Peoples Society Dance</em> acaba quando o pai de Simon a chama. O Senhor Abrahams pede que ela investigue a morte misteriosa de um jovem estudante judeu, na livraria da correta Miss Lee.</p>
<p>O primeiro problema é que Miss Lee foi correta de mais: ela não demonstrou emoção quando o jovem caiu em tremores, ela apenas colocou uma régua entre seus dentes para que ele não mordesse a língua. Ela não saiu correndo gritando; ela foi até a porta e pediu calmamente que a vizinha chamasse a polícia e um médico. Esse comportamento &#8220;anormal&#8221; fez com que a polícia desconfiasse dela, e ela foi presa.</p>
<p>O senhorio da loja de livros é o próprio Senhor Abrahams, que contratou Miss Fisher. Ele se preocupa com a situação dos judeus na Austrália, e sabe que ele sendo judeu e também a vítima, isso pode começar uma onda de opinião negativa contra eles.</p>
<p>Miss Fisher então começa a investigação com atividades trabalhosas como &#8211; identificar os compradores de livros no dia da morte; descobrir onde foi parar o veneno de rato que Miss Lee havia comprado; e traduzir o papel misterioso achado no bolso do morto.</p>
<h3>O Grande Problema</h3>
<p>Não é de hoje que o judaísmo, e a questão da Palestina, e os sionistas, são causa de inúmeras discussões. Em 2023, os sionistas estão novamente por baixo na opinião pública e arriscam ainda mais com as decisões tomadas em Israel. Da mesma forma, em 1997, quando o livro foi escrito, a situação na Palestina era de confusão.</p>
<p>Já em 1928, quando o livro acontece, Israel não existia. E a autora escreve de forma tentativamente neutra. Coloca  os judeus mais velhos falando que ir para a Palestina é besteira, que não tem nada lá. E tem os judeus mais jovens, que ficam com os olhos brilhando com a ideia de uma terra deles, que tem que comprar propriedade dos árabes e construir uma <em>homeland</em>.</p>
<p>Desde muito tempo que os judeus eram perseguidos, e em 1928 havia muitos <em>pogroms</em> (ataques massivos aprovados pelas autoridades a um grupo étnico ou religioso) na Europa. O medo dos personagens judeus é justamente algo parecido acontecer na Austrália.</p>
<p>Para tentar entender seus clientes e o moço assassinado, assim como a motivação para o assassinato, Phryne mergulha em diversos livros sobre o assunto, e o leitor também fica sabendo das suas descobertas. É uma questão complicadíssima que a autora tenta simplificar ao tentar dar uma resumida, como mencionei colocando opiniões conflitantes na boca de diferentes personagens.</p>
<p>No entanto, o livro tem uma visão bastante clara: os judeus sofreram muito, e merecem paz em sua terra. Não chega a ser um livro totalmente sionista, mas é definitivamente simpático à causa.</p>
<h3>A História</h3>
<p>Miss Fisher está curiosa, impecavelmente vestida e completamente independente como sempre. Além disso, a família de Simon é adorável. Miss Lee, a infeliz que foi presa, tem a vida mais incrível que eu sempre quis (fora ter sido acusada de assassinato, claro).</p>
<p>Afora a problematização acima, o livro é mais uma leitura confortável da série, com enredo satisfatório e personagens interesantes.</p>
<p>Raisins and Almonds (1997) | Série Phryne Fisher Livro 9</p>
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		<title>Crocodile on the Sandbank &#124; Elizabeth Peters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Nov 2023 22:32:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Elizabeth Peters]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Miss Amelia Peabody, ao receber a herança deixada pelo pai, tem a intenção de partir para os destinos clássicos. Em Roma, ela encontra Miss Evelyn, que está nas piores condições possíveis após se tornar uma fallen woman. Amelia não se importa com essas definições, e convida Evelyn para ser sua companheira de viagem. Chegando no Cairo, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Miss Amelia Peabody, ao receber a herança deixada pelo pai, tem a intenção de partir para os destinos clássicos. Em Roma, ela encontra Miss Evelyn, que está nas piores condições possíveis após se tornar uma <em>fallen woman. </em>Amelia não se importa com essas definições, e convida Evelyn para ser sua companheira de viagem.</p>
<p>Chegando no Cairo, as duas moças conhecem algumas pessoas. Entre eles, os dois irmãos Emerson, o mais velho um barbudo irascível, o mais novo um jovem atraente. Ambos são arqueólogos a caminho de uma escavação. Além disso, há o desagradável Alberto, responsável pela situação de Evelyn. E também tem o Senhor Lucas, primo de Evelyn e completamente obcecado a se casar com ela.</p>
<p>Amelia e Evelyn portanto começam seu cruzeiro pelo rio Nilo, e por acaso param na escavação dos irmãos Emerson. Uma das principais descobertas dos arqueólogos é uma nova tumba, de um conselheiro do faraó Akhenatem (tio ou padrinho de Tutankhamen). No entanto, a múmia encontrada desaparece do local onde o mais velho dos Emerson a estava estudando.</p>
<p>Uma série de aparições sinistras durante a noite deixam o grupo dividido: haveria uma presença sobrenatural desaprovando a escavação? Ou tem um agente bastante físico por trás de tudo, com motivos mundanos para que os escavadores saiam da região?</p>
<h3>Amelia Peabody feminista.</h3>
<p>Amelia Peabody é uma força da natureza. Ela usa sua personalidade forte e o dinheiro que herdou do pai para se certificar de que tudo aconteça da forma que ela quer, e geralmente ela consegue fazer com que tudo ocorra da forma correta. Ela não tem paciência para saias, despreza os homens por princípio, e não aceita um <em>não</em> como resposta. É muito refrescante ler um livro com uma protagonista como ela, depois de tantas jovens suspirantes que perdem a iniciativa assim que conhecem um homem.</p>
<p>Além do protagonismo de Amelia, temos a excelente ambientação do Egito, que, por mais que seja uma visão semi-moderna das dificuldades do país em se desenvolver, também tem a visão da antiguidade que me atrai tanto.</p>
<p>Muito bom livro que terminei em um dia. Recomendo.</p>
<p>Crocodile on the Sandbank (1975) Série Amelia Peabody Livro 1</p>
<p>&nbsp;</p>
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