O Resgate do Morto | Ellis Peters

A guerra civil continua assolando a Inglaterra do século XII. A imperatriz Maude e o Rei Stephen se digladiam pelo trono, e no meio de tudo, os nobres poderosos espalhados pela terra tentam tomar proveito da situação.

Um deles é Cadwaladr ap Gruffydd, lorde galês que, prevendo os espólios do ataque, se une ao exército da imperatriz e entra na briga, na famosa batalha de Lincoln.

Nessa batalha fatídica, Gilbert Prestcote, o xerife de Shropshire, é capturado pelos galeses.

Na mesma semana, os galeses atacam um convento em Godric’s Ford. As freiras, no entanto, já prevendo o ataque, pedem ajuda aos homens que vivem nas florestas, colocam armadilhas em volta dos muros, enchem o rio de espetos e conseguem segurar o ataque.

Um dos atacantes que achavam ter se afogado no rio mas que depois se mostrou bem vivo, é um descendente de Cadwaladr, um jovem nobre galês que pode bem ser trocado pelo xerife de Shropshire.

Sabendo disso, o xerife substituto, Hugh Beringar, manda seu amigo, o monge Cadfael, até o País de Gales, para tentar convencer o rei galês a fazer a troca.

No entanto, Cadfael, um velho monge que já viveu muito nesse mundo, está interessado é no drama de quatro jovens pessoas: pois Elis, o jovem nobre galês, é atingido por um raio quando vê Melicent pela primeira vez  e pouco se importa que ela seja a filha do xerife Prestcote – ele se apaixona perdidamente por ela.

Em Gales, Cadfael conhece a prometida de Elis, a bela Cristina, que parece bem mal humorada que Elis tenha sido capturado e que Eliud, irmão de criação de Elis, se ofereça para ser a garantia da troca entre reféns.

Felizmente, então, Cadfael consegue conversar com o rei de Gales, a troca é combinada, e Eliud é levado, junto com Prestcote, até a cidade de Shrewsbury, onde Melicent e Elis se desesperam: ela sabe que o pai nunca consentirá que ela se case com um galês, e ele sabe que no momento em que o pai dela chegar ele terá de partir para Gales pra sempre.

O xerife chega, ferido da batalha e fraco, e é levado à enfermaria da Abadia, enquanto os emissários do rei de Gales e o xerife substituto almoçam com o Abade Radulfus.
E quando Cadfael entra novamente na enfermaria, o xerife está morto.

Não devido a um ferimento. Não devido à exaustão. Mas sim devido a um pano colocado no seu rosto, sufocando-o.

Agora é a vez de Hugh Beringar entrar em ação, pois um incidente internacional pode acontecer: a não ser pelos emissários oficiais do rei de Gales, que almoçavam com o abade, todos os outros são suspeitos, dos escudeiros galeses aos próprios monges; passando por Eliud e especialmente Elis, que é acusado por Melicent na frente de todos de ter matado o pai dela para poder se casar com ela.
Hugh não chega a levar a moça muito a sério, mas vai precisar de todos os poderes de observação, dedução e galês de seu amigo Cadfael para resolver esse caso.

Esse é um dos livros mais divertidos da autora, por ter um Cadfael interessado nas vidas dos jovens amantes, por ter a guerra civil tão próxima à trama, por ter Owain Gwynedd, o rei de Gales, que eu adoro, e, finalmente, por ter a irmã Madgdalen, ex-cortesã, fazendo uma ponta que rouba a cena.

Um romance policial medieval muito competente, o livro só peca pelo final, que achei meio bobo, mas que não chega a estragar todo o livro. Eu não sou galesa como Cadfael e não sou assim tão forgiving com os criminosos como ele foi.

Dead Man’s Ransom – de Ellis Peters – Crônicas do Irmão Cadfael Livro 9

Renata

Nas horas vagas eu jogo RPG e faço meus desenhos. Quando dá, eu leio. Se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa ficar feliz com os livros como eu fico já estou mais do que satisfeita com essa vida.

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