O Cão dos Baskervilles | Arthur Conan Doyle

Sherlock Holmes e Watson estão meio que sem fazer nada – na verdade eles estão brincando de deduzir o maior número de informações possível observando a bengala de um cliente que a esqueceu.

O cliente é Dr. Mortimer, um médico do interior da Ingalterra, que quando volta para buscar a bengala e fala a Holmes o que o aflige, vem com uma história das mais estranhas.

Sir Charles Baskerville, dono de uma enorme propriedade em Dartmoor, morreu à noite no seu jardim. O médico do local disse que ele morreu de causas naturais: ataque do coração. O Dr. Mortimer, no entanto, tem motivos para acreditar que ele morreu foi é de medo. Explicando-se, ele mostra a Holmes um documento antigo contando que o antepassado de Baskerville, um maníaco chamado Hugo, foi amaldiçoado e morto nos pântanos por um cachorro enorme e sobrenatural. E o Dr. Mortimer jura que viu, ao lado do corpo de Sir Charles, que tinha uma expressão de puro terror no rosto, pegadas de um enorme mastim.

A preocupação do Dr. Mortimer é que o sobrinho de Sir Charles, Sir Henry Baskerville, está chegando do Canadá para assumir a propriedade, e o doutor quer que Holmes convença o rapaz a não ir para Dartmoor.
Holmes não está muito convencido do perigo que o rapaz está correndo, mas aí algumas coisas acontecem: Sir Henry recebe uma carta anônima avisando-o para não ir ao pântano; ele tem uma de suas botas novas roubada e depois devolvida; somem com uma das botas velhas; e ele sofre um atentado por tiro que não dá certo mas não conseguem apanhar o atirador.

Convencido agora de que alguém quer a morte de Sir Henry, Holmes no entanto não se mexe muito: diante da impaciência do Dr. Mortimer e do ceticismo de Sir Henry, Holmes vai no meio termo e manda Watson para Dartmoor para acompanhar Sir Henry.

Watson, que sempre foi suscetível a atmosferas, fica imediatamente impressionado com o pântano: melancólico de dia e sombrio e sinistro à noite. Além disso, há um assassino à solta e soldados por toda parte procurando por ele, o que não faz muito para melhorar os sentimentos dos presentes.

Outra coisa que deixa Watson bastante preocupado é o cão: os habitantes da aldeia dizem que há um enorme cão sobrenatural que habita o pântano, e que podem até mesmo ouvir seus uivos à noite. Watso não demora muito a ouvir os tais uivos, e são apropriadamente aterrorizantes.

Holmes, no entanto, não parece preocupado nos telegramas que troca com Watson, e só depois é descobrirmos o motivo: Holmes tem se escondido no pântano para poder espionar melhor.

O livro é diferente dos outros do Sherlock Holmes por ter uma história inteira e não uma história dividida em duas partes. Foi escrito após a “morte” do detetive, mas se passa antes dela.
Além do excelente mistério, o autor conseguiu construir um clima sombrio e sinistro de forma magistral, e esse continua sendo um dos livros mais assustadores que eu já li na minha infância.
Até hoje, quando pego pra ler, a atmosfera bem construída é o que mais me afeta – mesmo sabendo o que vai acontecer.

Um dos melhores livros policiais de todos os tempos, contendo um dos mais famosos detetives, e como se não bastasse muito bem escrito, esse livro é necessário na estante de qualquer um.

The Hound of the Baskervilles – 1901 de Sir Arthur Conan Doyle (Reino Unido)
Série Sherlock Holmes Livro 3

Renata

Nas horas vagas eu jogo RPG e faço meus desenhos. Quando dá, eu leio. Se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa ficar feliz com os livros como eu fico já estou mais do que satisfeita com essa vida.

One thought on “O Cão dos Baskervilles | Arthur Conan Doyle

  1. Acabei de descobrir seu blog quando estava atrás de mais livros pra ‘devorar’. E sim, esse também foi um dos livros mais assustadores que li na minha infância também. Me lembro de ter sonhado com o cão duas ou três vezes e ter repetido pra mim mesma que “era só uma história” 😀 Realmente gosto dele.

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