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	<title>L. Ron Hubbard Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Adaptação &#124; Campo de Batalha Terra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Mar 2013 14:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[L. Ron Hubbard]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Livro: Campo de Batalha &#8211; Terra Por mais que o livro seja rodeado de polêmicas &#8211; dizem que o autor escreveu o livro para dar início à sua religião louquinha, a cientologia &#8211; eu gostei mesmo e é isso aí. A história acompanha Terl, um alienígena ambicioso  no futuro da Terra quando os alienígenas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><b>O Livro: Campo de Batalha &#8211; Terra</b></h4>
<p>Por mais que o livro seja rodeado de polêmicas &#8211; dizem que o autor escreveu o livro para dar início à sua religião louquinha, a cientologia &#8211; eu gostei mesmo e é isso aí. A história acompanha Terl, um alienígena ambicioso  no futuro da Terra quando os alienígenas dominam o mundo e os humanos são pouco mais do que homens das cavernas, que resolve pegar uns humanos pra escravizar, minerar uns metais ilegalmente e deixá-lo rico.<br />
Pra que os humanos possam operar as máquinas necessárias para completar seu plano, Terl é obrigado a ensinar os humanos algumas coisas. Mas, como todos sabemos, os humanos aprendem rápido demais, e logo Johnny Tyler, o primeiro humano que Telr capturou, resolve ter idéias de livrar a terra dos ETs malignos.<br />
Longo, empolgante e interessante, pelo menos pra mim, esse livro foi um achado. Gostei muito da história, dos personagens e da pegada futurista de ets-dominaram-o-mundo-e-agora. Tem muita gente que não gosta do livro por causa do Hubbard, que de fato é um idiota, mas isso pra mim é preconceito. Eu não acho que vai sair uma mão maligna do livro entrando no meu cérebro me transformando em cientologista, então pra mim o livro é um bom passatempo e é isso aí.</p>
<h4><b>O Filme: A Reconquista (2000)</b></h4>
<p><span style="font-family: inherit;">Eu acho que eu ouvi falar tão mal desse filme e tava esperando um negócio tão pior que eu até me diverti. A Reconquista é considerado um dos piores filmes do universo em qualquer lista minimamente respeitável de piores filmes.</span><br />
<span style="font-family: inherit;">Enfim, também por causa do livro,  e sem esperar mais nada além de um “bom filme ruim”, saí nessa cruzada épica que é ver um filme que tanto </span><i style="font-family: inherit;">ninguém</i><span style="font-family: inherit;"> quis fazer, que o John Travolta &#8211; que é cientologista e queria mostrar pro mundo a grande mensagem do livro, será &#8211;  teve que tirar dinheiro do próprio bolso pra produzir a história.</span></p>
<div><span style="font-family: inherit;">Primeiro que o roteiro é ruim, os atores são ruins, a maquiagem é ruim e os efeitos especiais são ruins. Considerando que é um filme de ficção científica, fica difícil, vamos combinar.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Como líder nato dos humanos, Barry Pepper convence tanto quanto uma alface fervida, e como vilão mór dos ETs, John Travolta só consegue ser cômico com sua risada forçada de <i>evil overlord</i>.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Mas, no fim das contas, o filme nem é tão ruim assim. Já vi piores roteiros, piores efeitos e piores atores que receberam melhor crítica.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">É uma aventura descerebrada como qualquer outra, e se você é fã desse tipo de coisa (ou de colocar defeito em filme) vai se divertir à valer.</span></div>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Livro x Filme</b></h4>
<p>Ai, gente, por onde começar? Se o filme é ruim sozinho, como lidar com a questão da adaptação? Tá que o John Travolta ia fazer dois filmes, e portanto a história pára no meio (o filme foi um fracasso tão grande nas bilheterias que o segundo não foi sequer pré-produzido), e tá que o livro é gigante, mas humanos que lutam com tacapes aprenderem a usar caças de guerra em uma semana é meio forte demais pra qualquer um.</p>
<p>E aí tem a história do gás. Um dos pontos<span style="font-family: inherit;"> cruciais da trama é que os alienígenas não respiram o ar da Terra, e por isso usam uma máscara com o gás lá deles. E os humanos, claro, não respiram o gás dos ETs. Isso é importante por causa de um monte de coisas, mas teria dado pra tirar isso do filme sem problemas. </span><br />
<span style="font-family: inherit;">Só que não tiraram. Deixaram, só que só até a metade. Então no começo do filme os humanos têm que usar um respirador quando estão dentro de um prédio dos ETs e Terl tem que usar uma máscara quando vai sair na rua.</span><br />
<span style="font-family: inherit;">Mas isso é simplesmente ignorada do meio do filme pro final; desde quando humanos conseguem ficar QUATRO MINUTOS prendendo a respiração e <i>o que fazem </i>aquelas coisas engraçadas no nariz da galera? Filtra o gás pros humanos e o ar pros ETs? Sem o menor sentido.</span><br />
<span style="font-family: inherit;"><br />
</span><span style="font-family: inherit;">Outra dificuldade que os humanos têm para tomar a terra de volta é que os ETs são maiores que os humanos. Na verdade, de acordo com o livro, os ETs têm mais de três metros de altura, pesam mais de 300 quilos e são inteiramente peludos e de olhos amarelos. </span><br />
<span style="font-family: inherit;"><br />
</span><span style="font-family: inherit;">E aí, no filme, acho que por falta de orçamento, eles usam SAPATOS DE PLATAFORMA por baixo da calça pra ficarem mais altos, dreadlocks mal feitos e lentes cor de mel.</span><br />
<span style="font-family: inherit;">Como levar a sério um vilão que usa sapatos plataforma?</span><br />
<span style="font-family: inherit;"><br />
</span><span style="font-family: inherit;">E a lista continua. Na verdade a questão é que o filme é mais do que uma simples adaptação que deu errado: é um filme que deu errado por inteiro. Ser considerado o pior filme de todos os tempos não é pra qualquer um. Mas, se você gosta de assistir podreira, po que não? Mas considere-se avisado.</span></p>
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		<title>Campo de Batalha Terra &#124; L. Ron Hubbard</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 18:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[L. Ron Hubbard]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde que me conheço por gente que sou viciada em cinema. E uma das unanimidades raras no mundo dos cinéfilos é que o filme A Reconquista é ruim pra caralho &#8211; apesar de que eu nem achei tanto assim. Estava eu lá, escrevendo meu post sobre traduções de nomes de filmes, e me deparei novamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Desde que me conheço por gente que sou viciada em cinema.<br />
E uma das unanimidades raras no mundo dos cinéfilos é que o filme A Reconquista é ruim pra caralho &#8211; apesar de que eu nem achei tanto assim.</p>
<p>Estava eu lá, escrevendo meu post sobre traduções de nomes de filmes, e me deparei novamente com A Reconquista (cujo nome original, é claro, é Battlefield Earth, o mesmo do livro em que é baseado) como um exemplo de &#8220;tradução&#8221; idiota pro nome de um filme.</p>
<p>Quando fui no dia seguinte e vi Campo de Batalha: Terra por um preço módico em um sebo, falei, ué, por que não? Me deu a louca.</p>
<p>E não consegui mais parar de ler!</p>
<p>A primeira coisa que me chamou a atenção foi o tamanho do livro: um calhamaço de mais de 800 páginas. Num mundo em que qualquer história tosca merece ser &#8220;trilogia&#8221;, é um alívio ver um livro cujo começo, meio e fim estão no mesmo volume! Além disso, estava meio nostálgica por ficção científica, e nada melhor do que um livro semi clássico (já que foi escrito há pouco tempo, nos anos 80) pra relembrar. Terceiro que o nome do autor me parecia vagamente familiar.</p>
<p>Quando li a introdução escrita por ele, vi que ele escreveu o livro como uma espécie de comemoração de quarenta anos de carreira, que ele acha que a ficção científica na verdade ajudou a comunidade científica a melhorar a ciência e que ele não gosta de fantasia medieval.</p>
<p>A história pode ser dividida em cinco partes, apesar do livro ser dividido em umas trinta.</p>
<p>Terl, um dos alienígenas malvados da companhia de mineração que dominou a Terra há mais de mil anos, tem uma idéia genial: irá treinar os animais humanos (que estão quase extintos) a usar as máquinas de mineração, com isso conseguindo um monte de ouro que não será registrado pela companhia. Dessa forma, ficará rico e poderá voltar a Psychlo, seu planeta natal. A primeira parte mostra como um humano, Jonnie, é capturado por Terl e forçado a aprender de uma máquina supersônica. Acontece que, nos mil anos que os psychlos dominam a Terra, os humanos voltaram à idade da pedra lascada, e Jonnie tem certa dificuldade até para aprender a ler.</p>
<p>A segunda parte começa quando Terl resolve capturar humanos de outro lugar, consegue um grupo de 50 escoceses para minar mais ouro Jonnie convence-os a se organizarem para lutar contra os psychlos.</p>
<p>A terceira parte acontece depois da guerra dos humanos contra os psychlos, quando os humanos são obrigados a formar um governo, e um antigo inimigo de Jonnie quase põe tudo a perder ao se aliar a Terl.</p>
<p>A quarta parte é quando outros alienígenas tentam atacar a Terra, a mando do Banco Intergaláctico.</p>
<p>E a quinta parte é quando Jonnie e os outros tem de lidar com o próprio Banco Intergaláctico, uma organização tão ou mais terrível quanto a Companhia de Mineração de Psychlo.</p>
<p>Um livro de aventura e ação, onde os personagens são rasos e lisos como uma folha de papel, esse livro me divertiu e me manteve grudada nele por três dias. Pura diversão descomprometida, é um belo espécime de ficção científica <i>brainless</i>: muita ação, muitas teorias científicas impossíveis mas descritas de forma a parecerem &#8220;prováveis&#8221;, personagens fodões, personagens malvados, nenhum romance, nenhum conflito pessoal. O ódio que Brown Limper Staffor sente por Jonnie é tão mal explicado quanto o amor de Bittie MacLeod por Pattie &#8211; e os personagens vão aparecendo e ficando importantes na trama antes que o leitor consiga se identificar com eles. A mania do autor de contar o que vai acontecer antes de narrar a cena (do tipo, &#8220;Jonnie não sabia que, ao tomar a atitude que será narrada a seguir, todos os seus planos iriam por água abaixo&#8221; ou &#8220;a morte de tal personagem, como verão a seguir, causou uma enorme comoção&#8221;) é bastante irritante e faz com que a narrativa perca metade da graça.</p>
<p>O principal é não levar o livro a sério. O nacionalismo norte-americano presente no livro só não dá mais enjoo do que a idéia do livre comércio em oposição à guerra &#8211; a solução encontrada pelo herói para acabar com uma guerra intergaláctica nada mais é do que o puro capitalismo selvagem que vemos hoje, mas com o herói deixando bem claro que só chegou a essa solução porque não via mais outro jeito. Se eu fosse levar as idéias do personagem ao pé da letra e lesse o livro dessa forma tinha jogado tudo no lixo, porque as idéias capitalistas norte-americanas do autor ficam muito claras.</p>
<p>Mesmo assim me diverti loucamente, e recomendo o livro para todos que gostam de aventura, ficção científica e personagens heróicos maiores que a vida.</p>
<p>Só depois que li todo o livro é que vi que o tal autor cujo nome me era familiar é também o fundador da Cientologia (aquela nova religião que ficou mais famosa depois que o tonto do Tom Cruise e outras celebridades famosetes revelaram ser da seita), que o livro supostamente nada mais é do que uma pilha de alegorias e que, mais supostamente ainda, só ficou na lista dos mais vendidos porque os seguidores da seita eram obrigados pela igreja a comprarem um monte de cópias do livro.</p>
<p>Como eu acho que a Cientologia é um monte de besteiras, nunca percebo alegorias em livros (ou filmes) de aventura, e quase nunca acredito no que eu leio na Wikipedia, só fiquei um pouco com o pé atrás com essa história de &#8220;morte aos psiquiatras&#8221; que o autor propõe e que dizem que ele tenta demonstrar no livro: os psychlos são na verdade controlados por uma elite que altera os padrões de pensamento no cérebro deles de acordo com os interesses do governo &#8211; teoricamente, o autor acusa os psiquiatras e quetais de fazerem o mesmo com a gente = que cara bizarro.</p>
<p>De novo, não leiam pela alegoria, ou pelo simbolismo, ou por essa droga de religião bizonha que o autor criou. Leiam pela aventura bocó mas empolgante que faz com que você devore um calhamaço de 800 páginas como se ele fosse um gibi.<br />
Da hora.</p>
<p>Battlefield Earth (1982)</p>
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