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	<title>Julia Quinn Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<title>Julia Quinn Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Simplesmente o Paraíso &#124; Julia Quinn</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 12:44:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Julia Quinn]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante todos os livros dos irmãos Bridgerton, os concertos das irmãs Smythe-Smith são famosos por serem terríveis. Ano após ano, a família obriga suas senhoritas a se apresentarem tocando os clássicos da estação, e toda aristocracia comparece. E é sempre péssimo. Todas as moças tocam mal. Esse fato é ponto importante em quase todos os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante todos os livros dos irmãos Bridgerton, os concertos das irmãs Smythe-Smith são famosos por serem terríveis. Ano após ano, a família obriga suas senhoritas a se apresentarem tocando os clássicos da estação, e toda aristocracia comparece. E é sempre péssimo. Todas as moças tocam mal.</p>
<p>Esse fato é ponto importante em quase todos os romances dos Bridgerton, tanto por Lady Bridgerton fazer questão que todos os seus filhos compareçam, quanto principalmente por jovens casais insistirem em ter cenas românticas durante o concerto.</p>
<p>E no entanto sempre tem uma das moças tocando que <em>sabe</em> quão terríveis elas são, para quem a apresentação vai ser sempre uma tortura. Uma dessas é a protagonista desse romance,  a jovem Honoria Smythe-Smith. Ela toca violino muito mal. E ela está apaixonada pelo amigo do seu irmão mais velho, Marcus Holroyd. <em>Será</em> que ela tem alguma chance com ele?</p>
<p>Ao contrário dos romances dos Bridgertons, que sempre têm uma cena de beijos proibidos assistidos por alguma matrona que exige casamento; ou algum drama terrível que ameaça a reputação das moças; esse livro é plácido e tranquilo.</p>
<p>Portanto, mesmo que eu estivesse esperando algo mais bombástico, o final tranquilo foi bem satisfatório.</p>
<p>Just Like Heaven (2017) | Quarteto Smythe-Smith Livro 1</p>
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		<title>Os Segredos de Colin Bridgerton &#124; Julia Quinn</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Nov 2023 21:26:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Julia Quinn]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Penelope Featherington é apaixonada desde sempre por Colin Bridgerton. Mas enquanto ele é bonito, agradável, popular e de uma das famílias mais ricas da aristocracia londrina, Penelope se sente excluída, feia, gorda e tímida. Claro que essa é a opinião dela sobre ela mesma, mas a mãe dela também não ajuda em nada. Ela obriga [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Penelope Featherington é apaixonada desde sempre por Colin Bridgerton. Mas enquanto ele é bonito, agradável, popular e de uma das famílias mais ricas da aristocracia londrina, Penelope se sente excluída, feia, gorda e tímida.</p>
<p>Claro que essa é a opinião dela sobre ela mesma, mas a mãe dela também não ajuda em nada. Ela obriga Penelope a usar vestidos que não combinam com ela e são cheio de babados. Penelope passa seus primeiros anos de disponibilidade ao casamento sendo mal tratada pelas populares, sempre nas bordas dos salões de baile.</p>
<p>Ela e Eloise Bridgerton são melhores amigas, e isso faz com que ela se aproxime de Colin. Ela está resignada em adorá-lo à distância, e fica feliz que ele pelo menos seja amigo dela.</p>
<p>Por outro lado, Colin tem dois irmãos mais velhos casados, e que acharam sua missão na vida. Apesar de levar uma rotina de solteirão conquistador, no fundo Colin anseia por algo que o faça se sentir completo.</p>
<p>Ele começa a perceber que Penelope é bem mais do que parece, mas ele não contava com um segredo.</p>
<p>Os livros da Julia Quinn sempre parecem seguir os mesmos roteiros. Esse, no entanto, tem um mistério por trás de tudo que deixa a narrativa um pouco diferente. Colin é meu irmão Bridgerton favorito, Penelope é minha personagem favorita: não tinha como não achar esse livro fofo.</p>
<p>Romancing Mr. Bridgerton (2002) | Série Bridgertons Livro 4</p>
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		<title>Um Perfeito Cavalheiro &#124; Julia Quinn</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Nov 2023 20:16:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[erótico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sophie Beckett é filha ilegítima de um lorde. Ela é criada sob a guarda do pai sem saber direito onde está na hierarquia da casa, até que seu pai se casa com uma moça que já tem duas filhas. Depois disso ela passa a ser tratada como criada, e é dessa forma que ela vai [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sophie Beckett é filha ilegítima de um lorde. Ela é criada sob a guarda do pai sem saber direito onde está na hierarquia da casa, até que seu pai se casa com uma moça que já tem duas filhas. Depois disso ela passa a ser tratada como criada, e é dessa forma que ela vai para Londres durante a temporada das caça-maridos.</p>
<p>Um dia Sophie tem a oportunidade de roubar uma noite só pra ela. Ela se veste como uma lady, arranja uma máscara, e vai para o baile de máscaras dos Bridgertons, a família mais famosa da cidade. Lá, ela conhece Benedict, o segundo filho, e ambos se apaixonam perdidamente um pelo outro. Ela foge quando dá seu horário, e volta pra sua vida de criada. Ele passa a procurá-la em todas as moças que conhece, sem sucesso.</p>
<h3>Depois da Cinderella.</h3>
<p>Alguns anos depois, quando a madrasta de Sophie já tinha jogado ela na rua devido ir na festa etc, Benedict salva Sophie quando ela está em perigo de abusos numa casa de campo onde trabalha. Mesmo não a reconhecendo, ele a leva para um chalé que ele tem ali perto. Os dois pegam chuva no caminho e ele fica doente. O casal de caseiros do chalé acolhem a nova criada, e aos poucos Benedict vai gostando mais dela. E aí que chega o momento do título do livro, porque Benedict faz a oferta de que Sophie pode se tornar sua amante.</p>
<p><em>Será</em> que Sophie vai aceitar essa proposta terrível do homem que ama? <em>Será </em>que Benedict vai finalmente reconhecer que Sophie é a mulher da festa? <em>Será </em>que a madrasta de Sophie vai reconhecê-la e por tudo a perder?</p>
<p>Esse é um dos livros da série que eu gosto porque é igual Cinderela. A parte em que Sophie vira criada das moças Bridgerton achei um pouco estranho porque Benedict é um idiota e não gosto de romance de época que mostra como os empregados sofrem porque aí fica realista e não é pra isso que eu leio esse tipo de livro. Mas é fofo.</p>
<p>An Offer from a Gentleman (2001)</p>
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		<title>O Duque e Eu &#124; Julia Quinn</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Aug 2021 02:21:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Romance de época com cenas eróticas que se passa na Inglaterra do início do século XIX. O Duque de Hastings tem traumas de infância que podem impedi-lo de reconhecer a dádiva do amor; Daphne Bridgerton sofre da síndrome da melhor amiga e acha que nenhum homem olhará para ela sem ser dessa forma. Será que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Romance de época com cenas eróticas que se passa na Inglaterra do início do século XIX. O Duque de Hastings tem traumas de infância que podem impedi-lo de reconhecer a dádiva do amor; Daphne Bridgerton sofre da síndrome da melhor amiga e acha que nenhum homem olhará para ela sem ser dessa forma. Será que eles vão consegui ficar juntos?? Como em todo livro desse tipo, todo mundo sabe que eles vão ficar juntos no final, e o que interessa é a forma como o romance acontece.</p>
<p>A primeira coisa importante na história é o jornalzinho de fofocas da alta sociedade <em>Lady Wistledown&#8217;s Society Papers</em>, que é de autora desconhecida e fala mal de todo mundo usando os nomes próprios. Lady Wistledown é uma delícia de ler e são as melhores partes do livro.</p>
<p>A outra coisa importante nesse livro são os personagens coadjuvantes. Daphne é a quarta filha de uma família de oito, e as cenas em que todos interagem são muito bem escritas. Além disso temos a bem humorada e levemente assustadora Lady Danbury e a casamenteira Lady Bridgerton, duas mulheres ótimas.</p>
<p>Simon Basset é o bonitão Duque de Hastings. Ele teve muitos traumas na infância e odeia seu pai, que sempre preferiu o título à própria família. Por isso Simon não quer saber de se casar, já que no início do século XIX casamento é o mesmo que ter filhos e ele não vai dar ao pai a satisfação da continuidade da linhagem. Mesmo depois do pai dele ter morrido.</p>
<p>Daphne Bridgerton é a bela e inteligente mulher mais velha da enorme família Bridgerton. Apesar da beleza e personalidade agradáveis, Daphne sente que todos os homens pelos quais ela se interessa a consideram apenas como amiga, enquanto os que de fato pedem sua mão são ou velhos ou idiotas.</p>
<p>Daphne e Simon se conhecem e logo formam um combinado: Simon vai fingir que está interessado em Daphne e isso vai fazer com que ela pareça atraente aos outros cavalheiros. Aos poucos, Daphne vai percebendo que está se apaixonando de verdade pelo duque, enquanto ele também começa a sentir o mesmo.</p>
<p>No entanto há dois problemas na situação: ciúmes doentios por parte de Anthony, o irmão mais velho de Daphne e (ex) melhor amigo de Simon. E a questão dos filhos, já que Daphne sonha com uma família grande e feliz e Simon vive com o fantasma do pai. Será que Daphne vai conseguir conquistar a confiança de Simon e salvá-lo do trauma de infância?!</p>
<p>Como toda comédia romântica, o livro é um aglomerado de pessoas brancas que poderiam ter todos os problemas resolvidos com uma boa conversa &#8211; mas ela nunca acontece porque os personagens estão todos presos em cenas cheias de &#8220;não quero falar sobre isso&#8221;, &#8220;você não entenderia&#8221; e &#8220;isso não é o que você está pensando!&#8221; e daí o outro vai embora etc. Os conflitos do livro são construídos de maneira totalmente artificial, já que a motivação inicial dos personagens é idiota, e o livro tenta se desvencilhar da trama com explicações de &#8220;mas era assim que funcionava na época&#8221;.</p>
<p>Um exemplo. Simon quer muito ficar com a Daphne mas ele sabe que ela quer filhos e ele não quer, então ele fala pra ela que &#8216;não pode&#8217; se casar com ela. Mas numa noite festiva, Daphne pede que ele a beije e ele &#8216;perde o controle&#8217; e daí sem querer os dois tão se pegando fortemente quando são flagrados justamente pelo irmão de Daphne, Anthony. Depois dos apropriados socos na boca etc, Anthony fala pro Simon &#8211; agora você vai ter que casar com ela. E Simon vai lá e mete um &#8211; não posso. E aí o Anthony fala que vai ter que ter duelo blabla. E aí vocês imaginam o drama.</p>
<p>Fica claro no exemplo que a autora explica a inabilidade de comunicação dos personagens pelo fato de todos viverem numa época em que &#8216;não se falava sobre questões íntimas&#8217; e isso causa todos os mal entendidos do livro; mas a nota falsa ocorre porque a narrativa está numa posição contemporânea: ao descrever os pensamentos eróticos dos personagens, e as dúvidas existenciais dos protagonistas, e ao criar as motivações para o romance demorar para acontecer, a autora fica num meio termo. Não conseguimos nem ver os personagens como sendo exemplos típicos da regência britânica e nem pensar neles como pessoas tridimensionais com anseios próprios.</p>
<p>E isso leva à grande polêmica do livro: Daphne estuprona. Simon não quer ter filhos pra se vingar do pai. Acaba se enrolando e sem querer chupa os peitos da Daphne numa festa (quem nunca), e aí tem a confusão do duelo e eles casam, Simon o tempo todo falando que não pode ter filhos e por isso vai fazer Daphne super infeliz; Daphne se contentando com não ter filhos já que vai casar com o homem que ama choro e tal. Daphne, como toda boa moça de família, é super virgem e não faz ideia de como sexo funciona; a noite de núpcias é tensa mas no final super rola e é maravilhoso mas o Simon goza fora. Daí pra frente Daphne tenta se acostumar com seu papel de duquesa na propriedade histórica de Hastings enquanto transa com o duque pela casa toda; ele sempre goza nos lençóis ou no vestido dela. Até que a Daphne se toca de que tem alguma coisa errada, acusa o Simon de ter mentido pra ela, que ele pode ter filhos sim se quiser e que ele só <em>não</em> <em>quer</em>. Simon fala que é isso mesmo. Os dois brigam por horas até que ela tranca a porta do quarto e ele vai puto beber no bar.</p>
<p>Quando ele volta, totalmente bêbado, ele vai pra cima dela choramingando que nunca quis machucar ela, ama ela pra sempre, blabla papo de bêbado, quer transar e tal. Ele pede pra ela dormir com ele, e ela fica com pena e aceita. Algumas horas depois, Simon naquele dormindo meio acordado, Daphne resolve pegar essa super chance e subir nele &#8211; e segura as pernas no final para ele gozar dentro.</p>
<p>Ele acorda e fica sóbrio bem na hora ao se dar conta que ela fez aquilo de propósito; fica putasso; eles se separam e ela vai pra casa da mãe; acontece mais algumas bobices mas no fim das contas eles reatam e vivem felizes pra sempre. No epílogo já estão com três filhos.</p>
<p>O grupo de fãs dos livros era já bastante considerável nas internet, e a discussão da Daphne estuprona já existia &#8211; mas aí veio a série (que deu uma amenizada boa na cena) e a internet entrou em polvorosa de novo. O consenso parece ser de que Daphne estuprou o Simon sim e quem defende ela são só feministas que acham que tudo bem estuprar homem e golpe da barriga acontece direto e que tem um monte de mulher desonesta e não pode passar pano pra estupro nunca.</p>
<p>Mas como a internet preza por manter o nível mais raso possível, é importante fazer alguns apontamentos. A cena do livro é uma quebra de confiança absurda, e não tem desculpa para o que a Daphne fez. Mas vejam aqui comigo.</p>
<p><em>Hoje em dia</em>, se você de alguma forma drogar ou embebedar seu marido para ele gozar dentro e você talvez engravidar, acredito que isso seria sim considerado estupro. No entanto, me parece algo tão improvável de acontecer que não merece ser discutido. O &#8216;golpe da barriga&#8217; que todo mundo gosta falar que as moças tentam acaba sendo muito mais simples de ser consumado porque homem arranja qualquer desculpa pra não usar camisinha. É só a moça falar &#8216;relaxa, tô com a pílula&#8217; que eles pegam a chance na hora. E mesmo com o famigerado golpe da barriga, quem vai ter que engordar, ter dor, parir, amamentar, cuidar, ser julgada, ter dificuldade pra conseguir emprego, ter dificuldade pra arranjar um parceiro, tudo isso vai ser a moça, né. O infeliz que sofreu o golpe vai ter que jogar um dinheiro lá e no máximo tirar foto com a criança a cada quinze dias pra colocar no Instagram. Ou seja, essa ideia de que as moças fazem tudo para conseguir ter filho com um homem que tenha um mínimo de condição financeira é uma <em>falácia moderna</em> que os homens adoram perpetuar porque é muito mais fácil colocar todo o ônus da reprodução nas costas das mulheres.</p>
<p>Por outro lado, <em>na época em que o livro acontece</em>, não existe isso de mulher escolher não ter filho. Daphne seria julgada e mal vista por toda a sociedade por não ter sido capaz de ter tido filhos e herdeiros para o ducado. Simon foi egoísta do início ao fim de ter colocado a moça nessa situação. Ele fica repetindo várias vezes durante o relacionamento <em>eu avisei desde o começo; eu te dei todas as chances de escapar; eu preferia morrer do que te colocar nessa situação</em>. Tudo besteira. Ele seduziu a virgem e todo mundo viu. Ou ele casava com ela ou ela era a desgraçada da sociedade. Ele era o cara experiente que sabia muito bem o que estava rolando; era pra ele ter saído da cidade assim que percebeu que estava gostando dela e que ela queria uma família com doze crianças. Aí quando ela descobre que ele <em>não quer</em> ter filhos e acusa ele de deixar o pai mandar nele do túmulo (melhor sacada da Daphne, na minha opinião), ele fica puto e não quer mais falar disso e <em>quero encerrar essa conversa, </em>na melhor tradição de homens que não conseguem falar de sentimentos então só fazem bico e mudam de assunto.</p>
<p>Mas o mais importante de tudo é que <em>tudo isso é coisa da cabeça da autora</em>. Ela criou esse mundo paralelo que se parece com a regência britânica em alguns pontos, com um romance pornográfico em outros pontos, e com uma sitcom americana em outros pontos. Os personagens são dela e eles fazem o que ela decidiu para eles. <em>Ela </em>que inventou esse conflito idiota do Simon querer se vingar do pai não tendo filhos. Ele poderia ter se vingado de mil outras formas. Poderia ter gastado todo o dinheiro. Poderia esfregar na cara do pai que vendeu a mansão ancestral pra transformar em colégio de garotas. Podia ter tido dezoito filhos fora do casamento e falado &#8216;tó seu bosta tenho todos esses filhos super saudáveis e lindos e <em>nenhum</em> vai ser duque&#8217;; poderia ter ido no leito de morte do pai que não ia ter filhos nunca e ignorado cem por cento disso depois já que a vingança foi ter visto o pai puto na cama.</p>
<p>Ah, mas aí como que ia ter o conflito do casal e a reviravolta do final do livro, né? Pois é. Então é importante lembrar que nada faz sentido, que os personagens cometem as babaquices com o único intuito de cumprir um pré-requisito da trama, e que estupro de homem existe sim mas a cena do livro <em>não é </em>um exemplo típico de como isso acontece. É só uma romantização imbecil muito problemática que é esquecida pelos personagens logo depois, como em todas as comédias românticas de pessoas brancas que se conhecem &#8211; se apaixonam &#8211; um dos dois faz alguma coisa idiota &#8211; há falha de comunicação &#8211; rola uma perseguição de táxi até o aeroporto &#8211; todos vivem feliz pra sempre.</p>
<p>O Duque e Eu possui todos esses elementos supracitados, mas a perseguição de táxi na verdade é um acidente de carruagens (juro).</p>
<p>Se é pra ficar problematizando um livro desse, além de discutir Daphne estuprona dá pra gente falar da romantização dos homens fechadões que nunca querem falar dos sentimentos mas são muito quentes na cama; e dos romances de época que só tem gente branca como protagonista; ou das cenas de perda de virgindade que são sempre infinitamente maravilhosas, ao contrário de 98,7% das que acontecem na vida real (porcentagem realista); ou do fato de que uma autora que nasceu nos Estados Unidos em 1970 foi virar best-seller nos anos 2000 falando de brancos ingleses do início do século XIX &#8211; será que o apelo é que o pessoal da época não podia falar de sexo e nesse livro eles transam muito?</p>
<p>Pra quem não quer problematizar nada, o livro é um romance erótico de época bastante competente, com personagens coadjuvantes de peso e uma trama que dá pra levar na tranquilidade. Um começo sólido para uma série despretensiosa que agradou muitos leitores.</p>
<p><strong>The Duke and I (2000) de Julia Quinn. Série Brigertons Livro 1</strong></p>
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		<title>O Visconde Que Me Amava &#124; Julia Quinn</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2014 19:32:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo livro da série que acompanha a história dos bem aventurados irmãos Bridgertons, na Inglaterra do século XIX. Dessa vez, acompanhamos Anthony Bridgerton, o mais velho da família, na sua busca por uma esposa. Kate Sheffield é completamente ofuscada pela beleza de sua irmã mais nova, mas nem por isso pretende deixar que sua protegida [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo livro da série que acompanha a história dos bem aventurados irmãos Bridgertons, na Inglaterra do século XIX. Dessa vez, acompanhamos Anthony Bridgerton, o mais velho da família, na sua busca por uma esposa. Kate Sheffield é completamente ofuscada pela beleza de sua irmã mais nova, mas nem por isso pretende deixar que sua protegida se case com um mulherengo como Anthony, por mais rico e bonito que ele seja. E claro que o que acontece na história é muito menos importante do que os diálogos sutis e o romance fofo.</p>
<p>Anthony Bridgerton é um homem prático. Ele tem certeza absoluta de que vai morrer antes dos trinta e oito anos (pois seu venerado pai morreu aos trinta e sete), mas nem por isso ele tem a intenção de não se casar e não prover a família com um desejado herdeiro. Ele é, afinal de contas, o filho mais velho (de oito) e tem uma tradição a seguir. Mas, sabendo da sua morte tão iminente, ele pretende escolher uma esposa séria, bonita, inteligente e que ele nunca poderá amar &#8211; afinal, como se apaixonar por uma garota que ele vai ter que deixar para trás quando morrer? Ele viu o que a morte de um par amado fez com sua pobre mãe, e não pretende fazer o mesmo com sua futura esposa.</p>
<p>E então ele decide que Edwina Sheffield, a bela da temporada londrina de 1814, será sua esposa perfeita. Inteligente, bela e sensata, Edwina serviria muito bem. O problema é que a jovem, partindo de uma inacreditável admiração por sua irmã mais velha Kate, declarou a quem quisesse ouvir que só se casaria mediante aprovação da irmã. Cabe ao Visconde Lord Bridgerton então convencer Kate, a irmã séria e pouco atraente de Edwina, de que ele é um perfeito cavalheiro &#8211; apesar da sua fama de aventureiro e cafajeste.</p>
<p>Kate sempre foi conformada com a beleza superior da irmã, mas as duas irmãs eram muito afeiçoadas uma à outra para que isso fosse um problema entre elas. O futuro pouco ensolarado que Kate, Edwina e Mary (a mãe de Edwina e madrasta de Kate) sofreriam caso Edwina não arranjasse um marido rico também era algo a ser levado em consideração, mas nem por isso Kate abriria mão da felicidade da irmã: não admitiria que Edwina se casasse com alguém que não gostasse ou que não a respeitasse como merecia. Então quando o bonitão Lorde Bridgerton, notório por suas aventuras com mulheres da vida e totalmente seguro de si em seu cortejo de Edwina, tenta convencer Kate de que ele é um bom partido, ele encontra uma moça um pouco menos inclinada a ser conquistada por seus charmes. Na verdade, nem um pouco inclinada.</p>
<p>Bom, desde o primeiro livro da série que gostei muito dessa pegada &#8220;Jane Austen + sexo!&#8221; da autora. E esse livro, apesar de ter como protagonistas dois personagens de que gosto muito, acabou desapontando pela forma pouco original que a história se desenrola. Gostei que Kate é a mais velha conformada; gostei que Anthony sente a pressão de ser o mais velho; até comprei a ideia da certeza que ele tem de que vai morre. Mas o primeiro livro já teve a história do casamento forçado após beijo roubado, né; não precisava repetir exatamente a mesma coisa nesse. De resto, mesmo os protagonistas sendo o de sempre (homem másculo, alto, honrado, de voz grave, olhos penetrantes etc/ moça de personalidade forte, lábios carnudos, inocência virginal etc), o livro agrada em sua maior parte quando todos os outros personagens estão interagindo: a família Bridgerton é o máximo, Lady Violet é minha ídala, a dinâmica da madrasta e irmã de Kate é muito fofa.</p>
<p>Se você não gostou do primeiro volume da série, também não vai gostar desse. E se você gostou, grandes chances de adorar esse também. Com algumas exceções, Julia Quinn tem pelo menos essa capacidade de consistência.</p>
<p><strong>The Viscount Who Loved Me (2000) de Julia Quinn. Série Bridgertons Livro 2</strong></p>
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