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	<title>Jane Austen Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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		<title>Adaptação &#124; Orgulho e Preconceito (2005)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptação mais famosa do imortal livro de Jane Austen, esse filme de 2005 é adorado por toda uma legião de fãs e hoje é considerado um clássico. Ele foi para muita gente a porta de entrada para o universo da autora e da literatura clássica. A família Bennet tem cinco filhas e não muito dinheiro, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptação mais famosa do imortal <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/orgulho-e-preconceito-jane-austen/">livro de Jane Austen</a>, esse filme de 2005 é adorado por toda uma legião de fãs e hoje é considerado um clássico. Ele foi para muita gente a porta de entrada para o universo da autora e da literatura clássica.</p>
<p>A família Bennet tem cinco filhas e não muito dinheiro, então quando um solteiro bonitão e rico se muda para ali perto, todas ficam em polvorosa: vai que o Sr. Bingley escolhe uma delas pra se casar? A trama conhecida de todos segue as batidas do livro: chegada de Bingley, Jane vai visitar e fica doente, Elizabeth vai dar apoio pra ela, ninguém gosta do Darcy, Caroline é uma esnobe, os Bingleys vão embora, Jane vai pra Londres mas é esnobada por Caroline, Wickam, os Gardiners, <em>the elopement</em>, Lydia entregando Darcy, a visita de Lady Catherine, a declaração final.</p>
<p>O elenco é talentosíssimo, o figurino é impecável, a trilha sonora é lindíssima, o resultado final é um dos filmes mais icônicos da geração. Mas é um filme de pouco mais de duas horas de duração é incapaz de mostrar algumas nuances da história, por melhor que seja o roteiro.</p>
<p>Acho que quem mais sofre é o relacionamento entre Wickham e Elizabeth. Alguma parte da história eles tinham que cortar pro roteiro ficar enxuto, e Miss King é deixada de lado, com toda a reflexão que isso trouxe a Lizzie. O casal Hurst também deixa de existir, e mais um exemplo de casamento entre duas pessoas incompatíveis fica de fora. Falando em pessoas incompatíveis, não gostei da modernização da Charlotte, que ficou mais simplória e impressionável e menos capaz de ser uma companheira da Lizzie.</p>
<p>Novamente elogiando o elenco, é uma das poucas adaptações em que as atrizes tem as idades certas, e é sempre refrescante ver Jane finalmente mais bonita que Lizzie. Keira Knightley é uma Elizabeth icônica. Rosamund Pike está impecável na sua atuação de beleza tradicional, delicadeza, bom humor e incapacidade de demonstrar sentimentos.</p>
<p>O filme também tem ótimos momentos que o roteiro e a atuação proporcionam: quando Lydia está correndo pela casa feliz que vai pra Brighton, Jane fala pra Elizabeth &#8220;with the <em>Forsters</em>&#8221; e a expressão dela deixa bem claro o tipo de pessoa que eles são mesmo sem que a gente veja nada deles. A exuberância distraída que Brenda Blethyn deu à Sra Bennet e a indiferença amável do Sr. Bennet de Donald Sutherland explicam perfeitamente a personalidade das cinco filhas. Tom Hollander é um Sr. Collins ideal.</p>
<p>O filme fez um trabalho excelente de trazer a história para o público moderno, mas recentes resenhas de jovens sobre o filme mostram que o que ficou foi muito mais a &#8220;aura&#8221; do que o comentário social. É um belo filme de romance, e um exemplo do que as mocinhas gostariam de ter em um relacionamento, mas toda o sarcasmo da autora em relação à sua época se perdeu. Orgulho e Preconceito não é <em>só</em> um livro de romance; é um tratado irônico e sagaz sobre toda uma classe social. Não é um &#8220;romance de época&#8221;, mas uma história contemporânea à autora que ela quebrou paradigmas ao publicar.</p>
<p>O filme é ótimo, mas só toca na superfície do que o livro representa.</p>
<p><strong>Pride and Prejudice (2005) de Joe Wright; roteiro de Deborah Moggach com Emma Thompson; com Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Brenda Blethyn, Donald Sutherland, Rosamund Pike, Jena Malone, Carey Mulligan, Tallulah Riley, Tom Hollander</strong></p>
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		<title>Mansfield Park &#124; Jane Austen</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Nov 2023 00:03:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fanny Price é de família pobre com vários irmãos, na Inglaterra dos anos 1810s. No entanto, uma das irmãs da sua mãe se casou com um homem rico e virou Lady Bertram, e a outra se casou com um respeitável vigário e se tornou Mrs. Norris. Quando soube da situação de miséria que sua irmã [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fanny Price é de família pobre com vários irmãos, na Inglaterra dos anos 1810s. No entanto, uma das irmãs da sua mãe se casou com um homem rico e virou Lady Bertram, e a outra se casou com um respeitável vigário e se tornou Mrs. Norris. Quando soube da situação de miséria que sua irmã se encontrava, Lady Bertram expressou sua vontade de ajudar, e Mrs. Norris sugeriu então que a família adotasse uma das filhas de Mrs. Price, e Fanny foi morar em Mansfield Park com os tios.</p>
<p>A família em Mansfield Park é Tom e Edmund e Julia e Maria, os quatro filhos de Lord e Lady Bertram. Próximo a Mansfield Park vive a tia Mrs. Norris, que mima os sobrinhos Bertram ao mesmo tempo em que trata Fanny super mal. Os anos passam, Tom vai morar longe, Edmund sempre trata Fanny como uma irmã querida, Julia e Maria ignoram Fanny ou fazem questão de excluí-la de tudo.</p>
<p>Quando todos estão crescidos, o marido de Mrs. Price vem a falecer e outro vigário vem morar na paróquia, o Dr. Grant. Sua esposa tem dois irmãos que logo visitam a região: os sofisticados, belos e bem vestidos Henry e Mary Crawford. Esses dois se aproximam da família Bertram e geram mais problemas do que vantagens.</p>
<p>Mansfield Park é um livro longo e cansativo. Fanny Price é uma chatinha, que é sempre vítima de tudo e nunca reage. A história se arrasta pela primeira metade, narrando as provações da heroína enquanto é maltratada pela família das tias. Depois do meio da história a coisa engrena, e finalmente vemos a que veio: o romance é um tratado sobre as mudanças sociais extremas que estavam acontecendo na Inglaterra da época, e a visão da autora do que era apropriado para pessoas de boa família.</p>
<p>Henry e Mary Crawford representam tudo de moderno e condenável na atitude das pessoas; Fanny e Edmund os corretos porém deslumbrados com a beleza e a atração do mundo novo. Eu <em>entendo</em> o que a autora quis fazer, mas só não concordo muito. Tradição é louvável até certo ponto; comportamentos novos e revolucionários podem ser bons, valiosos e vantajosos para uma sociedade; se fosse pra seguir sempre o que nossos pais seguiam, nada ia pra frente.</p>
<p>No entanto, ao mesmo tempo em que a narrativa coloca ideias novas como condenáveis, também coloca pessoas mesquinhas, mimadas e mau-caráter sofrendo consequências. Aqueles que agem sem pensar, de forma egoísta e visando apenas a própria felicidade são os principais vilões na visão da autora. A história em si, do sofrimento e finalmente felicidade de Fanny, onde todos reconhecem que ela sempre foi a mais correta da família, não deixa de ser satisfatória.</p>
<p>Mansfield Park (1814)</p>
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		<title>Orgulho e Preconceito &#124; Jane Austen</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2022 20:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife.&#8221; &#8220;É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro que possua uma boa fortuna deve estar necessitado de uma esposa.&#8221; E com essas palavras, Jane Austen começou um dos maiores romances da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<div style="clear: both; text-align: left;">&#8220;It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife.&#8221;</div>
</blockquote>
<p><em>&#8220;É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro que possua uma boa fortuna deve estar necessitado de uma esposa.&#8221;</em></p>
<p>E com essas palavras, Jane Austen começou um dos maiores romances da literatura. Ela é tão genial que nessa única frase dá pra perceber várias dos temas da narrativa: óbvio que a <em>verdade universal</em> está sendo dita de forma irônica, como grande parte das afirmações durante a história. E claro que o &#8216;<em>must be in want of a wife</em>&#8216; é uma afirmação que vem da sociedade, e não da realidade. E certamente que o solteiro rico procurando esposa é um dos temas centrais da história.</p>
<p>O conto de fadas segue Jane e Elizabeth, duas irmãs de classe média que não tem opção de futuro a não ser se casar, e de preferência com um homem abastado. Enquanto Jane logo se apaixona por Mr. Bingley, um jovem rico, bonito e atencioso, Elizabeth imediatamente se desentende com Mr. Darcy, um jovem rico, bonito e arrogante. O romance vai se desenrolando, cheio de desentendimentos e desencontros, com Jane crédula e Elizabeth sarcástica, Bingley inocente e Darcy presunçoso.</p>
<p>E o que é que faz de Darcy o favorito de todas as moças por quase duzentos anos? À primeira vista, ele é o que todos os chorões reclamam: ele é grosso e mala, mas vocês ignoram essa parte só porque ele é rico e bonito. Mas vamos olhar com calma. Darcy salvou a irmã e nunca a culpou pela indiscrição, numa sociedade em que ela teria tido a reputação destruída por suas atitudes. Ele se culpa pelo que aconteceu com Lydia, faz de tudo para resolver o problema, se une ao homem que ele mais detesta, tudo isso por que está apaixonado, e tudo isso sem querer ser identificado ou agradecido: ele faz as boas ações sem esperar nada em troca. Ele percebe sozinho como ele foi errado nas suas opiniões, tenta ao máximo desfazer o mal que fez com Jane e Bingley, até fica de birra com a própria família quando maltratam Elizabeth &#8211; em suma, demonstra através das suas ações que de fato <em>mudou</em> por ela, em vez de só falar que ia mudar. É essa atitude que as moças apreciam &#8211;  mesmo que sim, ele ser bonito, rico e <em>alto </em>tenha muito a ver com a história.</p>
<p>Afora o romance fofo, como pano de fundo de fundo da história temos a situação da mulher de classe média dentro da sociedade inglesa do início do século XIX; passando por duas visões de mundo opostas: o povo das antigas quer manter tudo como está, e não aceita mudanças de classe nem alpinistas sociais; o povo jovem e moderno está mais interessado em uma afinidade pessoal, respeito mútuo e relacionamentos baseados no amor e não no financeiro. Enquanto Eliza e Jane se divertem nas mansões, na vida real uma das irmãs delas é quase arruinada por um jovem de má reputação, e por pouco não fica destinada a ser abandonada pela família e virar prostituta, e a melhor amiga de Elizabeth não tem escolha a não ser se casar com um homem estúpido e desinteressante, já que nunca foi bonita e está ficando velha.</p>
<p>Há diversos personagens engraçados e caricatos, como Mrs. Bennet, a mãe das meninas, que só tem um assunto e um objetivo: ver as filhas casadas; ou Lady Catherine, um pilar de arrogância que faz questão de fazer caridade e receber os devidos elogios. Mas o livro também contém pessoas mais discretamente interessantes: Mr. Bennet, indulgente, omisso e sempre irônico, fadado a uma vida infeliz com a esposa com quem se casou e se arrependeu; Mary, &#8220;a irmã feia&#8221;, que também não é muito inteligente mas se dedica aos estudos como única forma de destaque; Mrs. Hurst, que se casou com um homem obviamente preguiçoso e gastador, e agora depende da boa vontade do irmão mais novo para manter o padrão social.</p>
<p>Toda vez que releio eu volto para um universo paralelo onde eu vejo as adaptações de 95 e 2005, e Bride and Prejudice, e The Lizzie Bennet Diaries, e Austenland pra fechar o arco. Cada releitura revela algo novo e interessante, e o livro nunca perde o charme. São duzentos anos de ironia que a gente nem sempre entende, de diálogos românticos imaginados, de frases deliciosamente irreverentes e da melhor cena de recusa de pedido de casamento, sem competição. A tradução da L&amp;PM Pocket está muito boa, e dá pra curtir a prosa da autora com tranquilidade. Certamente um dos melhores e mais favoritos livros no mundo inteiro, e um livro que nunca canso de recomendar.</p>
<p><b>Pride and Prejudice (1813) &#8211; de Jane Austen </b></p>
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		<title>Emma &#124; Jane Austen</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 00:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Emma Woodhouse é uma jovem bonita, rica e inteligente que está decidida a nunca se casar. Morando com o pai de quem gosta muito, ela acredita já ter toda independência que poderia desejar. Se tem algo que a deixa menos do que feliz, no entanto, é o certo tédio dos dias sempre iguais. Para resolver [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: inherit;">Emma Woodhouse é uma jovem bonita, rica e inteligente que está decidida a nunca se casar. Morando com o pai de quem gosta muito, ela acredita já ter toda independência que poderia desejar. Se tem algo que a deixa menos do que feliz, no entanto, é o certo tédio dos dias sempre iguais. Para resolver isso, ela usa seus maravilhosos (segundo ela) talentos de julgamento dos seus pares para fazer o papel de casamenteira. Q</span>uando ela conhece Harriet Smith, uma moça de status social mais baixo, ela decide ajudá-la a encontrar um pretendente que seja um verdadeiro cavalheiro.</p>
<p>Mas Emma vai descobrir que interferir na vida dos outros pode ser pouco recomendável, sem falar no fato de que sua própria vida começa a ter novidades mais interessantes.</p>
<div><span style="font-family: inherit;">O que eu mais gostei desse livro foi a personagem principal: &#8220;uma heroína da qual ninguém vai gostar&#8221;, disse a própria autora. Emma é inteligente, bonita, rica e bem educada. Só que acha que, por tudo isso, o mundo lhe pertence e ela pode fazer o que bem entender com as outras pessoas (todas, segundo ela, intelectualmente inferiores).</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">A história em si é bem previsível (pelo menos foi pra mim), mas a graça toda está na maneira como Emma só faz besteira com todo mundo à sua volta e de repente percebe como está sendo estúpida, arrogante e preconceituosa. O livro se trata das mudanças que ocorrem nela, e não necessariamente nas coisas que acontecem à sua volta.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Um livro que me deixou pensando nas coisas que eu fiz, nos preconceitos que eu<i> </i>tenho e nas atitudes que eu tomo. E isso de uma história que foi escrita há mais de duzentos anos&#8230;! Não é pouca coisa, né? </span><span style="font-family: inherit;">O livro é um retrato da burguesia campestre da época, que rodeava a autora, e narrado com uma ironia discreta que deixa a narrativa super divertida.</span></div>
<p><span style="font-family: inherit;">Emma (1815) de </span><span style="font-family: inherit;">Jane Austen </span></p>
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