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	<title>Andrea Camilleri Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>Andrea Camilleri Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>O Ano Novo de Montalbano &#124; Contos &#124; Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 00:14:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andrea Camilleri]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ano Novo de Montalbano é o último conto desse livro. As histórias são todas protagonizadas pelo Comissário Montalbano, um investigador no sul da Itália que vive para comer iguarias da ilha. Entre procurar locais diferentes para comer, solucionar casos dramáticos ou engraçados, brigar com a namorada que mora longe, e se emputecer com tudo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ano Novo de Montalbano é o último conto desse livro. As histórias são todas protagonizadas pelo Comissário Montalbano, um investigador no sul da Itália que vive para comer iguarias da ilha.</p>
<p>Entre procurar locais diferentes para comer, solucionar casos dramáticos ou engraçados, brigar com a namorada que mora longe, e se emputecer com tudo e todos quando o dia está nublado, os contos são divertidos e tocantes.</p>
<h4>Gli Arancini di Montalbano</h4>
<p>O conto do título fala dos planos do comissário para a data, já que ele brigou com a namorada de novo, não quer ir na festa animadona que o seu colega convidou, e também não quer jantar com a família do ex-chefe.</p>
<p>O que ele quer mesmo é passar a virada com a família da diarista dele. Adelina cozinha maravilhosamente bem, vai cozinhar <em>arancini</em> e fez o convite feliz por ter seus dois filhos passando com ela. Adelina tem dois filhos adultos que são delinquentes profissionais. O comissário inclusive prendeu um deles mais de uma vez. Os dois estarem livres no ano novo podendo visitar a mãe é uma benção.</p>
<p>Tudo parece estar prestes a dar errado, porque Fazio, um dos agentes do comissário, fala que a polícia rodoviária soltou um mandato de busca por um dos filhos de Adelina, acusado de ter roubado um supermercado. &#8220;Doutor, imagina se o senhor está jantando na casa da sua empregada e a polícia aparece pra prender o filho dela e te encontra lá? Vai ficar chato.&#8221;</p>
<p>Decidido a não perder o jantar de ano novo por nada, o comissário se encarrega do caso do roubo do supermercado, desesperado para inocentar o filho da sua empregada.</p>
<p>Os outros contos são com esse tipo de humor. No entanto, também  há momentos até um pouco pesados demais. De qualquer forma, no final temos uma leitura dinâmica e divertida.</p>
<p>Gli arancini di Montalbano (1999) Montalbano &#8220;4.7&#8221; | Publicado entre o livro 4, A Voz do Violino, e o livro 5, Excursão a Tíndari.</p>
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		<title>A Voz do Violino &#124; Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 23:40:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andrea Camilleri]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Voz do Violino é o quarto livro de Andrea Camilleri com o Comissário Montalbano. Uma das coisas que mais irrita o comissário é a mania que um dos seus agentes tem de ficar dirigindo carro de polícia que nem um doido, achando que tá na Fórmula 1. Daí que um dia acontece o óbvio: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Voz do Violino é o quarto livro de Andrea Camilleri com o Comissário Montalbano.</p>
<p>Uma das coisas que mais irrita o comissário é a mania que um dos seus agentes tem de ficar dirigindo carro de polícia que nem um doido, achando que tá na Fórmula 1. Daí que um dia acontece o óbvio: dirigindo a milhão enquanto leva o comissário numa reunião em outro município, o agente perde o controle quando atropela uma galinha e enfia o carro num veículo estacionado.</p>
<p>Eles deixam um bilhete no carro com o telefone da delegacia e seguem caminho &#8211; apesar de que o comissário tem que levar o cara no hospital depois. Na volta de reunião, hospital, e todo o resto, Montalbano passa na frente do carro em que eles bateram.</p>
<p>Tá tudo igual. Nenhum sinal de gente na casa, nenhum sinal de que alguém mexeu no carro. Montalbano começa a desconfiar de que algo está errado. Ele dá uma volta na casa, vê se tem alguém perto. Nada. Decide que vai entrar e pronto. Pega as ferramentas de arrombamento que ele ganhou de presente de uma amigo ladrão de casas, faz o que precisa fazer na porta, e entra.</p>
<p>Lá ele encontra uma casa que está em fase final de construção. No térreo ainda tem material de pedreiro espalhado, alguns móveis. No andar de cima, quartos vazios. Exceto por um, onde ele encontra o corpo de uma mulher estrangulada.</p>
<h4>Começa a investigação</h4>
<p>Montalbano sai e faz aquele fingimento de pedir pra uma amiga fazer ligação anônima pra conseguir autorização do juiz pra arrombar a casa. Enquanto a vida pessoal dele só se complica, já que o namoro com Lívia está por um fio e o filho possível adotivo não quer saber deles, Montalbano mergulha de cabeça na investigação da morte da pobre Michela Scalzi.</p>
<p>Afora o casamento de conveniência com um médico idoso, Michela estava obcecada com a construção da casa, seu projeto pessoal apaixonado. Ao mesmo tempo que ela flertava com homens mas não ficava com nenhum. Tinha uma melhor amiga com quem jantava todas as vezes que visitava a casa.</p>
<p>E possuía um violino antigo que valia milhões.</p>
<p>Apesar de eu adivinhar o assassino logo cedo, achei o livro muito satisfatório. Enquanto os problemas pessoais do comissário deixam a história mais humana, o pano de fundo do sul da Itália é maravilhosamente construído.</p>
<p>La voce del violino (1997) Montalbano livro 4</p>
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		<title>O Ladrão de Merendas &#124; Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2025 00:20:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andrea Camilleri]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O comissário Montalbano está investigando a morte do senhor Lapecora, que levou uma facada no elevador do prédio onde morava. A esposa do morto diz sem preâmbulos que quem matou o velho foi a amante. O velho ainda mantinha o escritório aberto, mesmo aposentado, e ia lá três vezes por semana, receber &#8220;a puta&#8221;. Em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O comissário Montalbano está investigando a morte do senhor Lapecora, que levou uma facada no elevador do prédio onde morava. A esposa do morto diz sem preâmbulos que quem matou o velho foi a amante. O velho ainda mantinha o escritório aberto, mesmo aposentado, e ia lá três vezes por semana, receber &#8220;a puta&#8221;.</p>
<p>Em outro caso, um pesqueiro que <em>estaria</em> pescando em águas internacionais foi interceptado por uma patrulha tunisina, que abriu fogo e matou um dos tripulantes do pesqueiro italiano. Montalbano não quer ser enfiado nesse caso de jeito nenhum, já que detesta publicidade e políticos. Ele quer é o morto do elevador.</p>
<p>Ele descobre que a moça que visitava o escritório de Lapecora se chama Karima, uma imigrante tunisina que trabalhava como faxineira. Montalbano vai até onde ela morava, conhece Aisha, uma senhora que vive no andar de baixo do &#8216;cafofo&#8217;, só pra ouvir que tanto Karima quanto o filhinho de quatro anos, François, estão sumidos há dias.</p>
<p>Depois que pede que seu amigo jornalista mostre a foto de Karima no telejornal, Montalbano recebe informações de outros clientes de Karima, que claramente cobrava extra por serviços extras. Ele também fica conhecendo a digníssima senhorita Vasile-Cozzo, uma professora aposentada paraplégica que mora na frente do escritório de Lapecora. Ela revela a Montalbano que viu muitas coisas curiosas acontecendo no escritório em vários momentos da noite. Aparentemente Lapecora havia sido obrigado a reabrir sua firma como laranja pra uma operação com ramificações internacionais.</p>
<p>E aí um dia Montalbano é chamado para capturar um ladrão de merendas: moleques de escola estão sendo abordados por um garoto estrangeiro, que não fala italiano. Ele ataca os meninos e rouba as merendas. De início o comissário acha a história engraçada, até sua noiva falar &#8216;coitadinho do menino que está roubando os lanches, deve estar morrendo de fome&#8217;. Fulminado por uma realização, Montalbano monta uma verdadeira operação para capturar o ladrão de merendas, que é obviamente o filhinho de Karima, François.</p>
<p>Livia, a noiva de Montalbano, que fala francês fluente, se apega ao garoto e ele a ela. E logo no dia seguinte, quando estão mostrando o tunisino morto pela patrulha no barco, François aponta o dedinho para a TV e fala: &#8220;<em>mon oncle!&#8221;.</em></p>
<p>E aí Montalbano não tem escolha a não ser mergulhar na investigação fedorenta desse assassinato no meio do mar.</p>
<p>Além dos momentos gastronômicos e dos momentos engraçados, o livro é tocante, inteligente e muito interessante. Montalbano é um personagem muito humano, e o sul da Itália, mesmo que fictício, que o autor cria, é fascinante. Recomendo muito!</p>
<p><i><b><span>Il ladro di merendine (1996) de Andrea Camilleri | Montalbano #3</span></b></i></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Cão de Terracota &#124; Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2025 21:33:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andrea Camilleri]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O comissário Salvo Montalbano recebe uma dica de seu colega de jardim de infância. Tano Grego, um notório mafioso, quer se encontrar com Montalbano em segredo. O encontro acontece. Tano Grego quer se aposentar: ele pede que Montalbano arme um fingimento de que descobriu seu esconderijo e assim ninguém fica sabendo que Tano Grego na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O comissário Salvo Montalbano recebe uma dica de seu colega de jardim de infância. Tano Grego, um notório mafioso, quer se encontrar com Montalbano em segredo. O encontro acontece. Tano Grego quer se aposentar: ele pede que Montalbano arme um fingimento de que descobriu seu esconderijo e assim ninguém fica sabendo que Tano Grego na verdade se entregou.</p>
<p>Mas a máfia não se deixa enganar, tem algum espião no departamento de polícia, os caras atiram no carro que está transferindo Tano Grego da prisão. No hospital, morrendo, Tano Grego consegue falar com Montalbano e entrega um monte de informações sobre um depósito secreto de armas. Montalbano age de acordo com o que se espera dele, e encontra a caverna secreta num terreno abandonado.</p>
<p>Mas uma das paredes da caverna é na verdade de tijolos, e Montalbano descobre uma outra caverna, tão antiga quanto,  fechada com essa parede na década de 40. Dentro da caverna, estão dois esqueletos abraçados. Sem roupas. De um lado, uma tijela vazia. Do outro, uma tijela com moedas da década de 40. E na frente dos pés do casal, olhando para a entrada da caverna, há uma estátua de terracota de um cachorro vigiando.</p>
<p>Enquanto tenta descobrir a trilha dos contrabandistas de armas do presente, Montalbano quer mesmo é descobrir o crime do passado. Pois de fato é crime: alguém atirou nos dois jovens, em algum outro local, e alguém colocou os dois sem roupas na caverna com aquelas cumbucas e um cachorro de argila.</p>
<p>O livro é engraçado, tocante e inteligente. As cenas em que Montalbano vai para a Trattoria San Calogero são de dar água na boca. O comissário é uma mistura de gênio com homem machista, mimado e sensível. É fascinante ler como ele consegue solucionar o crime das antigas, com intuição, esperteza e muita conversa com idosos.</p>
<p>Il cane di terracotta (1996) de Andrea Camilleri | Montalbano livro 2</p>
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		<title>A Forma da Água &#124; Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jun 2012 11:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andrea Camilleri]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois garis estão limpando uma fábrica abandonada que é usada como puteiro a céu aberto quando descobrem um senador morto dentro de um carro. Quem tem que resolver o caso é Salvo Montalbano, inspetor de polícia da ilha de Vigatà, na Sicília. Ele logo se depara com inúmeras pistas que apontam para Ingrid, a esposa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dois garis estão limpando uma fábrica abandonada que é usada como puteiro a céu aberto quando descobrem um senador morto dentro de um carro.</p>
<p>Quem tem que resolver o caso é Salvo Montalbano, inspetor de polícia da ilha de Vigatà, na Sicília. Ele logo se depara com inúmeras pistas que apontam para Ingrid, a esposa sueca de um colega do senador. Montalbano não se deixa convencer, no entanto, por achar que a coisa está óbvia demais. Além disso, a esposa do morto, uma distinta senhora, lhe dá informações bastante interessantes.</p>
<p>Esse é o primeiro livro do Montalbano, e algumas características dele foram sendo melhoradas com o tempo. No entanto, nesse já dá pra ver as duas coisas que eu mais gosto nele: seu amor pela comida e seu mal humor.</p>
<p>A ambientação, numa ilha fictícia da Itália, faz com que as situações relatadas tenham um tom muito familiar para mim que venho de família italiana. As melhores cenas são quando Gallo, o policial que adora dirigir como piloto de fuga, sempre se ferra porque os pneus das viaturas são constantemente furados pelos malfeitores locais e ele se esquece de checar.</p>
<p>A trama policial em si é interessante, especialmente porque temos as pistas falsas sendo confundidas por pistas verdadeiras e pela personalidade da própria Ingrid, um achado.</p>
<p>Um romance policial inteligente, diferente dos tradicionais por ter personagens mais humanos, e um livro que não dá pra largar.</p>
<p>La Forma Dell&#8217;acqua (1994) de Andre Camilleri. Série Inspetor Montalbano Livro 1</p>
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		<title>A Paciência da Aranha &#124; Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 12:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andrea Camilleri]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O comissário Montalbano está se recuperando de um tiro que levou de um traficante, e o chefe de polícia pede que ele volte a trabalhar só por um tempo, enquanto todo resto do comissariado se mobiliza para encontrar uma garota sequestrada. Enquanto isso, Montalbano tem que driblar tanto o chefe de polícia quanto a noiva, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O comissário Montalbano está se recuperando de um tiro que levou de um traficante, e o chefe de polícia pede que ele volte a trabalhar só por um tempo, enquanto todo resto do comissariado se mobiliza para encontrar uma garota sequestrada.</p>
<p>Enquanto isso, Montalbano tem que driblar tanto o chefe de polícia quanto a noiva, Lívia, que está em Vigatá cuidando dele, quando se interessa pelo caso da garota desaparecida e vê que nem tudo é o que parece na trama. O namorado da garota, que quer ser policial quando se formar, o ajuda na tarefa.</p>
<p>Aí eu pensei assim: vou ler um pouquinho antes de dormir. E infelizmente me lembrei de que a aula no dia seguinte começaria um pouco mais tarde. Eu nem olhei o relógio antes de dormir. Mas não consegui largar o livro até terminar&#8230;</p>
<p>É um livro muito bom. Mas não sei se foi por eu conhecer o estilo do autor ou por eu estar acostumada a romances policiais ou pelo livro ser previsível mesmo, mas logo de cara já adivinhei o final. Não que isso tenha me feito gostar menos da história, mas perdeu um pouquinho da graça.</p>
<p>De qualquer forma é Montalbano, e eu sempre recomendo.</p>
<p>La pazienza del ragno (2004) de Andrea Camilleri | Montalbano 8</p>
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		<title>O Medo de Montalbano &#124; Contos &#124; Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 04:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andrea Camilleri]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um livro de contos do escritor italiano Andrea Camilleri tendo como protagonista o Comissário Montalbano. Alguns contos são curtos, outros mais longos, mas todos tem a mesma característica das histórias com esse personagem: são engraçados, sensíveis e denotam uma percepção do autor pela natureza humana. Acho que o conto de que mais gostei foi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um livro de contos do escritor italiano Andrea Camilleri tendo como protagonista o Comissário Montalbano. Alguns contos são curtos, outros mais longos, mas todos tem a mesma característica das histórias com esse personagem: são engraçados, sensíveis e denotam uma percepção do autor pela natureza humana.</p>
<p>Acho que o conto de que mais gostei foi o da garota. É o mais longo, mais bem explicado e com os personagens mais dimensionais de todos.<br />
Montalbano é sempre muito bom de ler. Só as trapalhadas do Catarella que depois de um tempo chegam a cansar, mas isso não chega a prejudicar o livro.</p>
<p>A tradução melhorou bastante desde a última publicação do autor &#8211; agora a gente não tem mais a sensação de estar lendo um livro escrito por alguém que não sabe escrever. Por outro lado, a excessiva utilização de palavras em italiano com notas de rodapé deixam a gente na dúvida se as outras traduções foram menos fiéis ou esta é que está ousada de menos.</p>
<p>De qualquer forma é um policial de primeiríssma qualidade que super recomendo. Vale a pena.</p>
<p>La paura di Montalbano (2009) de Andrea Camilleri | Montalbano 6.5</p>
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		<title>Um Mês Com Montalbano &#124; Contos &#124; Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 01:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Andrea Camilleri]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salvo Montalbano é um comissário de polícia que vive em Vigàta, uma cidadezinha fictícia da Sicília. Os trinta contos presentes no livro são uma coleção de crimes diversos, sem ordem cronológica, que nem sempre são solucionados. Entre eles estão casos do início da carreira do comissário, casos que se passam em outras cidades, casos dramáticos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salvo Montalbano é um comissário de polícia que vive em Vigàta, uma cidadezinha fictícia da Sicília. Os trinta contos presentes no livro são uma coleção de crimes diversos, sem ordem cronológica, que nem sempre são solucionados.<br />
Entre eles estão casos do início da carreira do comissário, casos que se passam em outras cidades, casos dramáticos e casos cômicos.</p>
<p>Em comum entre eles há a presença de Montalbano, que como sempre demonstra ao mesmo tempo inteligência, ironia e piedade em suas atitudes.<br />
O principal a ser dito sobre Montalbano é que, como qualquer leitor contumaz de romances policias logo repara, ele é extremamente humano. Ao contrário dos Poirots e Sherlocks, Montalbano comete erros, tem raiva, tem medo, é injusto, mesquinho ou maldoso às vezes. Mas ele tem sempre o coração no lugar.</p>
<p>Entre outras características do comissário estão seu mau humor matutino quando bate o vento sudoeste; sua irritação extrema com seu colega Mimì Augello, que ele caracteriza como sendo um puxa saco, quando este comete a heresia de salpicar queijo ralado no macarrão com molho de frutos do mar; sua mania de jogar o catálogo telefônico em Fazio, seu subordinado, quanto este faz algum comentário óbvio; sua infelicidade ao ter de lidar com o telefonista Catarella, que nunca escreve corretamente os nomes de quem ligou; sua má vontade, aos quarenta anos, em se casar com sua namorada da mesma idade que mora em outra cidade porque não tem paciência pra largar a vida de solteiro&#8230;</p>
<p>Estas atitudes que na verdade parecem fazer parte da personalidade única de cada ser humano fazem com que de repente este livro de contos policiais seja uma leitura divertida, comovente e interessante.<br />
Muitos dos eventos cômicos que fatalmente acontecem numa cidadezinha são descritos com maestria pelo autor – como o fato de o local mais fácil onde se descobrir o motivo pelo qual Carlo Memmi e a mulher se separaram ser o salão do barbeiro.</p>
<p>Além disso, há, é claro, a máfia, sempre ali, apesar dos políticos na televisão negarem que ela detenha tanto poder assim. Em um dos contos, por exemplo, as duas famílias mafiosas de Vigàta, os Sinagra e os Cuffaro, têm uma tradição. Os chefões das famílias (octogenários) são tradicionalistas. Então os assassinatos são feitos com tiro de espingarda. Uma hora o morto é ligado à família Sinagra, e logo depois, num intervalo de poucas semanas, morre alguém que é ligado à família Cuffaro. Se a polícia tenta descobrir algo sobre estes cadáveres, é impressionante como ninguém viu, ninguém ouviu e ninguém sabe de nada. Até que, numa determinada ocasião, há <i>dois</i> mortos dos Cuffaro, e apenas <i>um</i> dos Sinagra.<br />
É o suficiente para o comissário tentar uma cartada audaciosa entre os mafiosos e para o autor expor com humor esta questão tão séria (como o trecho em que ele diz que, entre os Sinagra e os Cuffaro, a história de Romeu e Julieta passava pelo que realmente era – uma simples lenda).</p>
<p>Todas as histórias – que incluem traição conjugal, pedofilia, tráfico de drogas, brincadeiras de mau gosto, prostituição, estupro, mal entendidos e simples desonestidade – são permeadas pelo humor soturno de Montalbano, pela forma quase coloquial usada pelo autor em suas descrições e por palavrões ótimos que surpreendentemente nos aproximam do modo de pensar dos italianos.<br />
O leitor brasileiro (e paulistano) com certeza se identificará com as situações, com a linguagem e principalmente com o clima dessa cidade fictícia onde o crime é mais organizado do que os policias. E, no entanto, tudo parece tão real.</p>
<p>No fim das contas o livro é uma leitura fácil, divertida e inteligente, com sua estrutura de contos curtos, em que a paixão de Montalbano pela comida, seu mal humor crônico e suas intuições só o trazem mais próximo do leitor.</p>
<p><b>Un Mese Con Montalbano (1998)</b><br />
<b>De Andrea Camilleri (Itália)</b><br />
<b>Série Inspetor Montalbano Livro5 (ordem de publicação)</b></p>
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