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	<title>A Conan Doyle Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>A Conan Doyle Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>A Volta de Sherlock Holmes &#124; Contos &#124; Arthur Conan Doyle</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Nov 2023 17:43:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Terceire volume de contos com o detetive mais famoso do mundo, essa coletânea traz clássicos como Os Dançarinos e O Ciclista Solitário, além de finalmente trazer o detetive de volta à vida com A Casa Vazia após clamor popular. Assim como os livros anteriores, esses contos são incríveis e demonstram por que Holmes é tão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Terceire volume de contos com o detetive mais famoso do mundo, essa coletânea traz clássicos como Os Dançarinos e O Ciclista Solitário, além de finalmente trazer o detetive de volta à vida com A Casa Vazia após clamor popular. Assim como os livros anteriores, esses contos são incríveis e demonstram por que Holmes é tão essencial para a literatura.</p>
<h4>A Casa Vazia (<em>The Adventure of The Empty House</em>)</h4>
<p>Sherlock Holmes voltou! E depois de assustar Watson aparecendo do nada, ambos voltam a trabalhar juntos para resolver o assassinato de um jovem nobre.</p>
<h4>O Construtor de Norwood (<em>The Adventure of the Norwood Builder</em>)</h4>
<p>Um jovem advogado chega esbaforido, implorando a Holmes que ouça sua história: ele está sendo acusado de ter matado um construtor que no dia anterior havia pedido que ele fizesse um testamento; nele, o jovem se surpreende ao ver que o construtor deixava tudo para o próprio advogado!</p>
<h4>Os Dançarinos <em>(The Adventure of the Dancing Men)</em></h4>
<p>Um marido preocupado vai ao detetive com uma série de pequenas figuras dançantes, que haviam sido escritas em giz em seu jardim por algum desconhecido. Pareciam desenhos de criança, mas sua jovem esposa americana havia tido um colapso ao vê-los. Que significado terrível teriam os dançarinos para fazer a moça ter tanto medo?</p>
<h4>O Ciclista Solitário <em>(The Adventure of the Solitary Cyclist)</em></h4>
<p>Uma jovem governanta vai e volta da estação de trem todas as semanas de bicicleta, e durante um certo trecho do caminho, um ciclista de barba e óculos a segue, e depois desaparece. O que faria um completo desconhecido segui-la, e justamente apenas naquele trecho?</p>
<h4>A Escola do Priorado (<em>The Adventure of the Priory School</em>)</h4>
<p>Um professor em choque pede a Holmes que encontre um garoto da nobreza que foi sequestrado do internato que dirige. Além de sequestrarem o garoto, também mataram um dos professores! Conto que ficou famoso pela quantidade de cartas ao autor que gerou, especialmente reclamando das investigações de Holmes.</p>
<h4>Pedro Negro (<em>The Adventure of Black Peter</em>)</h4>
<p>Um notório marinheiro foi morto por um arpão. O principal suspeito é um homem franzino, o que faz com que Holmes duvide da teoria da polícia: apenas um brutamontes poderia ter cometido aquele crime.</p>
<h4>Charles Augustus Milverton (<em>The Adventure of Charles Augustus Milverton)</em></h4>
<p>Um dos meus contos favoritos, mostra um chantageador que tem cartas comprometedoras de uma dama em seu poder. Watson e Holmes decidem entrar para o time dos foras-da-lei quando o único curso de ação que resta a eles é invadir a casa do chantageador na calada da noite para roubar as cartas.</p>
<h4>Os Seis Bustos de Napoleão (<em>The Adventure of the Six Napoleons</em>)</h4>
<p>Estabelecimentos comerciais e particulares estão sendo invadidos. Alguém está roubando bustos de Napoleão feitos de gesso e estilhaçando-os no chão! Intrigado com a estranheza dos crimes, Holmes se prontifica a investigar.</p>
<h4>Os Três Estudantes (<em>The Adventure of the Three Students</em>)</h4>
<p>Alguém copiou as respostas das provas finais da universidade! E os suspeitos são os três estudantes que moram no prédio onde o crime foi cometido. Cabe a Holmes identificar o culpado para que a prova não tenha que ser cancelada.</p>
<h4>O Pince-Nez de Ouro (<em>The Adventure of the Golden Pince-Nez</em>)</h4>
<p>A única prova do crime é o dito pince-nez de ouro. Através do estudo desse objeto, Holmes é capaz de descobrir quem cometeu o crime, como e onde.</p>
<h4>O Jogador Desaparecido (<em>The Adventure of the Missing Three-Quarter</em>)</h4>
<p>Final de campeonato e o principal jogador do time desapareceu! O técnico e o dirigente vão desesperados a Holmes, a quem acham mais competente até do que a polícia, para que encontre o jogador antes do jogo decisivo.</p>
<h4>A Granja da Abadia (<em>The Adventure of the Abbey Grange</em>)</h4>
<p>A pedido de um inspetor de polícia, Sherlock Holmes vai a Abbey Grange, investigar o assassinato de um senhor, cuja morte ocorreu em presença de sua mulher amordaçada, a Scotland Yard desconfiava de um trio de ladrões que agia na região, mas Sherlock Holmes consegue solucionar o mistério.</p>
<h4>A Segunda Mancha (<em>The Adventure of the Second Stain</em>)</h4>
<p>Um tratado importantíssimo foi roubado da caixa de um nobre, e Holmes vai atrás de conhecidos espiões estrangeiros que podem se beneficiar do roubo. Quando descobre que um deles acabou de ser assassinado, ele assume que esse cara estava envolvido no crime. Mas onde estará o documento?</p>
<p><strong>The Return of Sherlock Holmes (1905)</strong></p>
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		<title>Um Estudo em Vermelho &#124; Arthur Conan Doyle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2013 15:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Conan Doyle]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esse é um dos livros mais famosos de todos os tempos mas que incrivelmente muita gente não leu ainda. Um Estudo Em Vermelho introduziu o personagem Sherlock Holmes ao público, aquele que viria a se tornar o mais famoso detetive da literatura. O livro começa com a narrativa de Watson, um médico do exército que, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é um dos livros mais famosos de todos os tempos mas que incrivelmente muita gente não leu ainda. Um Estudo Em Vermelho introduziu o personagem Sherlock Holmes ao público, aquele que viria a se tornar o mais famoso detetive da literatura.</p>
<p>O livro começa com a narrativa de Watson, um médico do exército que, por ter pouco dinheiro e nenhum lugar para morar, acaba conhecendo Sherlock Holmes através de um amigo em comum, que diz que Holmes também precisa de um lugar para ficar.</p>
<p>Holmes acabara de encontrar um apartamento providencial na rua Baker, cujo aluguel seria salgado para um mas que dois poderiam dividi-lo tranquilamente.<br />
Watson está de molho por ter sido ferido na guerra, então o seu hobby principal no início do relacionamento com Holmes é descobrir que diabos o cara faz da vida. Suas atividades e as pessoas que ele recebe são por demais estranhos para se encaixar em qualquer profissão que Watson conheça.</p>
<p>Um dia Holmes revela que ele é na verdade um detetive particular que recebe consultas, uma profissão que ele diz que foi ele mesmo que inventou. Ele demonstra seus poderes de dedução baseados na observação acurada, e Watson logo se empolga.</p>
<p>Quando Holmes é chamado pelo inspetor Lestrade, da Scotland Yard, para averiguar um estranho caso onde um homem parece ter morrido de causa alguma numa sala abandonada com sangue por todos os lados, é o momento de Watson acompanhar sua primeira investigação e comprovar pessoalmente o que faz do seu amigo o mais genial de todos os detetives.</p>
<p>A graça do livro pra mim foi a divisão. A primeira parte segue a investigação de Holmes &#8211; que já é divertida pra caramba, já que o inspetor Lestrade não confia em Holmes e fica tomando vários foras. Além disso o crime é dos mais interessantes. Mas a segunda parte vai para um cenário bem diferente: o desolado estado de Utah e uma comunidade de mórmons fanáticos.</p>
<p>Lá, seguimos a história do próspero fazendeiro John Ferrier e sua bela filha adotiva Lucy entre os mórmons. A história é muito impressionante. O cenário desértico, a pegada de <i>late western</i>, os personagens e o conflito final, quando os pastores da comunidade decidem que Ferrier não merece mais viver entre eles, são suficientes para transformar o livro num excelente suspense.</p>
<p>Enquanto na primeira parte existe o mistério de saber quem é o criminoso e como foi cometido o crime, na segunda parte o perigo fica mais real: é impossível não se importar com o destino de Ferrier, Lucy e do aventureiro Jefferson Hope, a quem ela entrega o coração. A sensação de perigo iminente e a perseguição que eles sofrem dos mórmons é de deixar o leitor grudado no livro.</p>
<p>Na época do lançamento da história, ninguém encanou muito com essa história dos mórmons, primeiro porque eram menos chatonildos com mensagens preconceituosas em livros e segundo porque o livro foi escrito depois de um massacre de 120 imigrantes promovido por mórmons perto de Salt Lake City, o que deixou o público bem menos inclinado a gritar &#8220;preconceito religioso!&#8221; quando o autor colocou mórmons como os vilões. O massacre foi tenso: os mórmons fingiram dar a bandeira branca pra tirar o pessoal do forte improvisado e mataram todos os homens, mulheres e crianças para não deixarem testemunhas. Apenas algumas crianças menores de sete anos foram poupadas, que foram adotadas pelos mórmons. Isso ocorreu em 1857, mas os culpados só foram julgados em 1874. Sem dúvida alguma a gangue de mórmons do livro foi inspirada nessa história.</p>
<p>Hoje em dia o livro foi retirado da lista de leituras de crianças porque houveram reclamações de que ele mostra os mórmons de forma preconceituosa e pejorativa, mas aparentemente o livro continua nas bibliotecas. Sobre a polêmica, o autor disse que 1) na época em que ele escreveu o livro, o fanatismo dos mórmons estava na mídia e 2) ele deu um nome específico para o grupo de assassinos no livro e deixou claro que eles eram assassinos porque eram maus e não porque eram mórmons e 3) que um trabalho de ficção é completamente diferente de um tratado histórico.</p>
<p>Polêmicas à parte, o livro junta uma boa história de detetive com um excelente suspense histórico, além de ser o primeiro livro a ter Sherlock Holmes como protagonista.<br />
O que você está esperando pra ler?</p>
<p><b>A Study in Scarlet (1887) </b><b>De Arthur Conan Doyle (Reino Unido)</b></p>
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		<title>O Cão dos Baskervilles &#124; Arthur Conan Doyle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2013 10:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Conan Doyle]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sherlock Holmes e Watson estão meio que sem fazer nada &#8211; na verdade eles estão brincando de deduzir o maior número de informações possível observando a bengala de um cliente que a esqueceu. O cliente é Dr. Mortimer, um médico do interior da Ingalterra, que quando volta para buscar a bengala e fala a Holmes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sherlock Holmes e Watson estão meio que sem fazer nada &#8211; na verdade eles estão brincando de deduzir o maior número de informações possível observando a bengala de um cliente que a esqueceu.</p>
<p>O cliente é Dr. Mortimer, um médico do interior da Ingalterra, que quando volta para buscar a bengala e fala a Holmes o que o aflige, vem com uma história das mais estranhas.</p>
<p>Sir Charles Baskerville, dono de uma enorme propriedade em Dartmoor, morreu à noite no seu jardim. O médico do local disse que ele morreu de causas naturais: ataque do coração. O Dr. Mortimer, no entanto, tem motivos para acreditar que ele morreu foi é de medo. Explicando-se, ele mostra a Holmes um documento antigo contando que o antepassado de Baskerville, um maníaco chamado Hugo, foi amaldiçoado e morto nos pântanos por um cachorro enorme e sobrenatural. E o Dr. Mortimer jura que viu, ao lado do corpo de Sir Charles, que tinha uma expressão de puro terror no rosto, pegadas de um enorme mastim.</p>
<p>A preocupação do Dr. Mortimer é que o sobrinho de Sir Charles, Sir Henry Baskerville, está chegando do Canadá para assumir a propriedade, e o doutor quer que Holmes convença o rapaz a não ir para Dartmoor.<br />
Holmes não está muito convencido do perigo que o rapaz está correndo, mas aí algumas coisas acontecem: Sir Henry recebe uma carta anônima avisando-o para não ir ao pântano; ele tem uma de suas botas novas roubada e depois devolvida; somem com uma das botas velhas; e ele sofre um atentado por tiro que não dá certo mas não conseguem apanhar o atirador.</p>
<p>Convencido agora de que alguém quer a morte de Sir Henry, Holmes no entanto não se mexe muito: diante da impaciência do Dr. Mortimer e do ceticismo de Sir Henry, Holmes vai no meio termo e manda Watson para Dartmoor para acompanhar Sir Henry.</p>
<p>Watson, que sempre foi suscetível a atmosferas, fica imediatamente impressionado com o pântano: melancólico de dia e sombrio e sinistro à noite. Além disso, há um assassino à solta e soldados por toda parte procurando por ele, o que não faz muito para melhorar os sentimentos dos presentes.</p>
<p>Outra coisa que deixa Watson bastante preocupado é o cão: os habitantes da aldeia dizem que há um enorme cão sobrenatural que habita o pântano, e que podem até mesmo ouvir seus uivos à noite. Watso não demora muito a ouvir os tais uivos, e são apropriadamente aterrorizantes.</p>
<p>Holmes, no entanto, não parece preocupado nos telegramas que troca com Watson, e só depois é descobrirmos o motivo: Holmes tem se escondido no pântano para poder espionar melhor.</p>
<p>O livro é diferente dos outros do Sherlock Holmes por ter uma história inteira e não uma história dividida em duas partes. Foi escrito após a &#8220;morte&#8221; do detetive, mas se passa antes dela.<br />
Além do excelente mistério, o autor conseguiu construir um clima sombrio e sinistro de forma magistral, e esse continua sendo um dos livros mais assustadores que eu já li na minha infância.<br />
Até hoje, quando pego pra ler, a atmosfera bem construída é o que mais me afeta &#8211; mesmo sabendo o que vai acontecer.</p>
<p>Um dos melhores livros policiais de todos os tempos, contendo um dos mais famosos detetives, e como se não bastasse muito bem escrito, esse livro é necessário na estante de qualquer um.<br />
<b><br />
The Hound of the Baskervilles &#8211; 1901 de Sir Arthur Conan Doyle (Reino Unido)<br />
Série Sherlock Holmes Livro 3</b></p>
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		<title>Adaptação &#124; Sherlock Holmes &#8211; A Game of Shadows</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 14:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Conan Doyle]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Livro O Problema Final (1893)/A Casa Vazia (1903) Enquanto a maior parte dos contos de Holmes trazem o detetive resolvendo casos de forma brilhante, esses dois contos não fazem exatamente a mesma coisa. Em 1893, teoricamente por estar de saco cheio de Holmes fazer mais sucesso do que seus trabalhos mais sérios, Doyle, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><b>O Livro</b><br />
<i></i></h2>
<p><strong><i>O Problema Final (1893)/A Casa Vazia (1903)</i></strong></p>
<p>Enquanto a maior parte dos contos de Holmes trazem o detetive resolvendo casos de forma brilhante, esses dois contos não fazem exatamente a mesma coisa.<br />
Em 1893, teoricamente por estar de saco cheio de Holmes fazer mais sucesso do que seus trabalhos mais sérios, Doyle, o autor, assassinou-o. Não de qualquer jeito, claro.<br />
Foi através do gênio do crime organizado Professor Moriarty, arqui-inimigo de Holmes (que por algum motivo nunca havia aparecido em nenhuma história dele antes).<br />
O fato é que, um dia, Holmes aparece na casa de Waston com cara de assustado. Após explicar sobre a pessoa que o perseguia, Holmes parte para a Suíça junto com seu fiel companheiro procurando escapar de seu destino inexorável &#8211; e isso não adianta nada, pois, dois dias depois que chegam na aldeiazinha bucólica nos confins suíços, Watson encontra um despenhadeiro vazio e uma carta de Holmes endereçada a ele cuidadosamente colocada embaixo de uma pedra.</p>
<p>Os leitores se revoltaram. Doyle recebeu milhares de cartas de senhoras chorosas, jovens exaltados e moças alteradas: como ele pôde? Doyle não deu a mínima e continuou a publicar excelentes livros históricos e aventuras de fição científica. Mas nem ele pôde ignorar tanto barulho, e em 1902 publicou um livro, O Cão dos Baskervilles, que mostrava Holmes em plena forma, antes da queda nas cataratas de Reichenbach. O público, apesar de ter feito do livro um sucesso, não queria saber de um Sherlock Holmes póstumo e continuou com a pressão.</p>
<p>Em 1903 Holmes voltou com A Casa Vazia. No conto, um Watson entediado e cheio de saudades de seu falecido amigo continua a ler a coluna policial para ocupar o tempo e tentar resolver os crimes da forma que Holmes costumava. Um deles chama a sua atenção por se tratar de um jovem da alta sociedade que foi encontrado morto a tiros numa sala com as janelas fechadas e a porta trancada por dentro. Watson vai até a casa do rapaz para descobrir alguma coisa e tromba com um velho colecionador de livros que insiste em passar na sua casa para falar se desculpar de maneira apropriada. Não preciso dizer que o colecionador é na verdade Holmes disfarçado, que reaparece com uma história fantástica de ter escalado as Cataratas de Reichenbach na unha para conseguir escapar do terrível professor Moriarty. Holmes reinou na literatura policial por mais vinte anos.</p>
<h2><b>O Filme</b></h2>
<p><strong><i>Sherlock Holmes: A Game of Shadows (2011). D</i>e Guy Ritchie, com Robert Downey Jr, Jude Law, Noomi Rapace, Rachel McAdams, Jared Harris, Stephen Fry</strong></p>
<p>Nessa segunda aventura de Sherlock Holmes levada ao cinema pelo trio competentíssimo Richie-Downey Jr-Law, o excêntrico detetive está convencido de que os atentados por bomba que vêm assolado a Europa são obra de um único homem: o super vilão Professor Moriarty (um excelente Jared Harris). Com a ajuda de Watson e sua esposa, seu irmão Mycroft e a cigana Simza, que tem um irmão trabalhando para Moriarty, Holmes corre contra o tempo para achar um meio de angariar provas contra o famigerado professor.</p>
<p>A batalha de egos entre Holmes e Watson e Holmes e Moriarty dá gosto de se ver e dá a chance aos atores de fazerem um ótimo trabalho em meio a tantas cenas movimentadas e cheias de efeitos especiais. Pelo jeito os criadores resolveram dar um tempo no romance e Irene Adler sai de cena; a presença feminina de Noomi Rapace como Simza é bem vinda especialmente por não tirar o foco de Holmes.</p>
<p>Com um roteiro até que competente diante das circunstâncias,  atuações boas e cenas de ação bem coreografadas como sempre, Sherlock Holmes: A Game of Shadows foi uma continuação digna do filme anterior.</p>
<h2><b>Filme x Livro</b></h2>
<p>Nesse filme temos elementos que não existiam nos livros &#8211; todo a trama paralela com os ciganos foi coisa do filme, assim como os bombardeios. Mas também temos elementos que foram mantidos: Moriarty realmente foi o arqui-inimigo de Holmes, ele realmente tinha um lugar-tenente que era um exímio atirador do exército chamado Sebastian Moran e o combate final entre Moriarty e o detetive realmente aconteceu nas cataratas de Reichenbach.</p>
<p>Holmes tem um irmão chamado Mycroft que é ainda mais inteligente do que ele, e não o palhaço que aparece no filme, mas a participação de Stephen Fry é por demais especial para que eu reclame dela. A esposa de Watson, como eu já disse, existe e tem mais personalidade no filme. A lua de mel entre os dois, no entanto, nunca é narrada nos livros.<br />
Ao todo, na verdade, achei que o filme fez alterações compreensíveis que são certamente mais empolgantes. A carta seca de Holmes embaixo da pedra é certamente menos emocionante que a briga mental do jogo de xadrez entre Holmes e Moriarty no filme.</p>
<p>Assim como no primeiro, achei que se os roteiristas adaptaram Holmes para as novas gerações no cinema, o fizeram de uma forma que manteve o clima da história. Se os personagens mudaram, considerei uma mudança benéfica pelo motivo de que os atores realmente pareciam saber o que fazer e para onde ir, e não estragaram a personalidade básica de pessoas que são tão queridas pra mim. Se tenho uma objeção a fazer é como Holmes, do cínico depressivo engraçado do filme anterior, virou um neurótico engraçado nesse filme. Acompanha a mudança dos livros por causa do nervosismo de ser alvo de Moriarty, mas achei que o ator exagerou. Mas até aí.</p>
<p>Me diverti imensamente com tanto os livros quanto os filmes, e recomendo os dois.</p>
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		<title>Adaptação &#124; Sherlock Holmes (2009)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 10:18:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Livro Sherlock Holmes é o detetive mais famoso da história da literatura, e mesmo assim poucos leram suas histórias. No entanto ele aparece em quatro romances e mais de cinquenta contos, além de ter aparecido em inúmeros filmes e outras adaptações literárias. As tramas são complexas mas mantém o mesmo esquema: Holmes é chamado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><b>O Livro</b></h2>
<p>Sherlock Holmes é o detetive mais famoso da história da literatura, e mesmo assim poucos leram suas histórias. No entanto ele aparece em quatro romances e mais de cinquenta contos, além de ter aparecido em inúmeros filmes e outras adaptações literárias.<br />
As tramas são complexas mas mantém o mesmo esquema: Holmes é chamado por alguém para resolver casos dificílimos enquanto seu fiel companheiro Dr. Watson vai junto e depois escreve as aventuras dos dois.<br />
As histórias são ótimas e mantém um nível muito bom com pouquíssimas exceções, e os contos, que podem ser achados em compilações ou em volume único, são ainda melhores que os livros (cujo meu favorito é sem dúvida O Cão dos Baskervilles).</p>
<h2><b>O Filme</b></h2>
<p><strong>Sherlock Holmes (2009) de Guy Richie. C</strong><strong>om Robert Downey Jr, Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong.</strong></p>
<p>Após dezenas de adaptações, Hollywood resolveu dar um &#8220;reboot&#8221; no personagem e começar do zero com um time muito competente: Guy Richie, Robert Downey Jr. e Jude Law.<br />
A Londres meio <i>steampunk</i>, as deduções relâmpago de Holmes, a química entre a dupla e a ação da narrativa transformaram Sherlock Holmes em ótimo filme da temporada.<br />
O charme feminino fica a cargo de Irene Adler, antiga paixão de Holmes, e o suspense fica com o personagem de Mark Strong (que faz um excelente vilão, não acham?), Lord Blackwood, um cara cheio de ciência estranha que quer dominar o mundo. Downey Jr, em plena ascensão após Homem de Ferro, faz um Holmes excêntrico e adorável, e Jude Law faz um Watson bonitão cheio de energia. Um excelente filme de ação.</p>
<h2><b>Filme x Livro</b></h2>
<p>Eu esperava tão menos que acho que gostei do filme pela falta de expectativa. Mas na verdade não tinha como eu não gostar do filme. Considerando isso, é importante lembrar que o personagem passou por uma &#8220;recriação&#8221;, e que se algo se mantém de sua personalidade excêntrica temos que agradecer pelas migalhas que Hollywood nos dá.</p>
<p>Claro que Irene Adler nunca foi amante de Holmes &#8211; Holmes nunca teve amantes. Mas do jeito que foi posto no filme não ficou ruim. Claro que Watson nunca lutou artes marciais. Mas ele <i>foi</i> do exército, e era sempre ele que andava por aí com uma arma para proteger o amigo. Só porque a narrativa de Doyle não incluía muita ação, não sinifica que ela não estivesse lá&#8230; O roteiro do filme adiciona muitas coisas que nunca existiriam nos livros, mas também adiciona muitas coisas que eu até conseguia imaginar acontecendo nos bastidores.</p>
<p>A esposa de Watson ter bastante tempo de tela foi muito bom, ela mal aparece nos livros, mas quando aparece dá pra ver que tem uma personalidade forte. Watson, que foi transformado num velho bocó nas primeiras adaptações para o cinema, ao longo das histórias conseguia fazer deduções muito boas baseando-se nos métodos de Holmes, e no filme isso aparece: ele acompanha muitas das explicações de Holmes e fica claro que ele poderia ter chegado nelas sozinho.</p>
<p>Downey Jr. focou-se mais na personalidade estranha de Holmes &#8211; que nos livros toca violino, usa cocaína e tem depressão profunda. Ele ficou um pouco mais cômico do que o personagem dos livros, claro, mas seu cinismo e cara de pau para mim deixaram o personagem mais adorável. O Holmes dos livros é tudo menos adorável.</p>
<p>No fim das contas, e apesar de tudo, eu gostei muito do filme. Não é uma adaptação fiel dos livros, mas Holmes nunca recebeu isso, e achei que o mais importante é que o filme não estragou o personagem. Tudo o que existe nos livros está lá, um pouquinho adaptado para a geração de hoje, mas está lá. E o que importa é isso. As motivações do personagem estão lá, e o que foi acrescentado não machucou nem sua reputação nem fez apitar minha revolta.</p>
<p>O filme e os livros são diferentes, mas ambos são  uma delícia de entretenimento e ambos tem o gostinho da Inglaterra da época misturado com bons roteiros policiais.</p>
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		<title>As Memórias de Sherlock Holmes &#124; Contos &#124; Arthur Conan Doyle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 10:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Conan Doyle]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As Memórias de Sherlock Holmes é uma coletânea de contos que foram publicados na revista Strand Magazine entre 1892 e 1893. O último conto, O Problema Final, foi causa de muita polêmica na época, e o autor recebeu inúmeras cartas de leitores revoltados. Todos os contos são muito bons, e na minha opinião rivalizam com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i>As Memórias de Sherlock Holmes </i>é uma coletânea de contos que foram publicados na revista Strand Magazine entre 1892 e 1893. O último conto, O Problema Final, foi causa de muita polêmica na época, e o autor recebeu inúmeras cartas de leitores revoltados. Todos os contos são muito bons, e na minha opinião rivalizam com a outra excelente coletânea de Holmes, <i>As Aventuras de Sherlock Holmes.</i></p>
<h4>O Estrela de Prata (<em>Silver Blaze)</em></h4>
<p>Um cavalo campeão de corrida desaparece na véspera do grande prêmio, e seu treinador é encontrado morto. Holmes é chamado para não só encontrar o animal como também o assassino do treinador. Eu gosto muito desse conto porque tem uma das melhores linhas de raciocínio de Holmes e um dos assassinos mais improváveis.</p>
<h4>A Face Amarela (<em>The Yellow Face</em>)</h4>
<p>Um distinto inglês recém casado vai a Holmes em desespero: ao voltar mais cedo do trabalho, viu através da sua janela um horrendo rosto amarelado. Mas quando entrou em casa, nada se via. Estaria sua esposa o traindo? Ou alguma outra solução mais sinistra se apresenta?</p>
<p>Eu adoro esse conto. Mostra que Doyle tinha a cabeça e o coração no lugar. Achei interessante saber que esse conto teve de ser mudado nos Estados Unidos por causa de seu final &#8220;polêmico&#8221; que poderia chocar os americanos preconceituosos mais sensíveis. Idiotas.</p>
<h4>O Escrituário da Corretagem (<em>The Adventure of the Stockbroker&#8217;s Clerk</em>)</h4>
<p>Um dos casos de Holmes que chama a atenção pela originalidade do problema: um jovem profissional procura Holmes porque acha que sofreu um engodo; ao mudar de emprego, descobre que sua nova empresa não existe e imagina o porquê dessa farsa.</p>
<h4>A Tragédia do Glória Scott (<em>The &#8220;Gloria Scott&#8221;</em>)</h4>
<p>Outro dos casos da juventude de Holmes, esse trata do pai de um colega do detetive, que sofre um ataque ao ler uma carta. Cabe a Holmes descobrir o que foi tão perturbador na missiva aparentemente inofensiva e ver qual a relação entre o pai de seu amigo e o novo e rude empregado da casa.</p>
<h4>O Ritual Musgrave (<em>The Musgrave Ritual</em>)</h4>
<p>Holmes relata a Watson um de seus primeiros casos: o de um colega seu da faculdade que perdeu o mordomo, desaparecido no meio da noite. Um dos meus contos favoritos.<br />
Tanto esse quanto o anterior relatam casos da juventude de Holmes, mas esse tem uma charada que acho uma das melhores de Doyle e que povoou minha imaginação por anos.</p>
<h4>O Enigma de Reigate (<em>The Reigate Puzzle</em>)</h4>
<p>Quando Holmes vai passar férias no campo após um extenuante caso, acaba envolvido em outro problema: o vizinho de seu anfitrião foi assaltado durante a noite, e os locais insistem em que Holmes interfira no caso. Mas o que parecia um pequeno roubo toma proporções mais sérias diante das descobertas do detetive.<br />
Esse é um dos poucos contos em que Watson duvida de seu colega, que acabou de sofrer um colapso nervoso e pode estar com as faculdades prejudicadas. Mas é claro que Holmes está é enrolando todo mundo.</p>
<h4>O Corcunda (<em>The Crooked Man</em>)</h4>
<p>Um dos crimes mais chocantes do jornal da semana, um senhor é encontrado morto e sua esposa é acusada do assassinato. Mas Holmes não acredita que ela seja culpada por um motivo bastante especial: ao examinar a cena do crime, Holmes encontra rastros de um animal extraordinário. A resolução do caso vai passar por um triângulo amoroso na Índia revolucionária. Não adianta, tem Índia nessa época, me lembra de Kipling, que eu adoro, e daí não tem como não gostar.</p>
<h4>O Paciente Residente (<em>The Resident Patient</em>)</h4>
<p>Um médico procura Holmes com um problema singular: ele fez um trato com um senhor idoso, onde o médico usa o térreo da casa como consultório, o senhor paga as suas despesas e fica com uma parte do seu lucro. Tudo vai bem até que alguns pacientes muito estranhos aparecem e seu senhorio fica fora de si de medo.</p>
<h4>O Intérprete Grego (<em>The Greek Interpreter</em>)</h4>
<p>Essa história sempre me deu um pouco de medo por evocar partes da minha profissão. Um intérprete é chamado para interpretar a conversa entre dois homens mau encarados e um jovem grego que está sendo morto de fome. Temeroso, ele pede ajuda a Holmes, mas depois é vítima da vingança dos vilões. A resolução do caso não é das minhas favoritas, mas a situação é tão aflitiva que transforma o conto em uma história memorável.</p>
<h4>O Tratado Naval (<em>The Naval Treaty</em>)</h4>
<p>Um antigo colega de faculdade de Watson manda uma carta desesperada pedindo ajuda: um tratado de extrema importância foi roubado de sua mesa do escritório e ele não sabe o que fazer. Cabe a Holmes e à noiva do pobre coitado arranjarem um jeito de achar os papéis. Um conto muito bonitinho, que não contém assassinato mas tem uma resolução interessante.</p>
<h4>A Caixa de Papelão (<em>The Cardboard Box</em>)*</h4>
<p>Uma senhora recebe pelo correio uma caixa de papelão com sal grosso e duas orelhas humanas. Holmes é chamado para desvendar o estranhíssimo caso.<br />
As divagações sobre a individualidade de orelhas humanas chega a ser hilária de tão esdrúxula.</p>
<h4>O Problema Final (<em>The Final Problem</em>)</h4>
<p>Esse foi o pivô de todos os problemas do autor Conan Doyle. Cansado da popularidade extrema de seu personagem e querendo mais tempo para projetos mais sérios, Doyle cometeu esse assassinato para transtorno geral dos leitores. É um conto muito bom, muito tocante, que não perdeu sua tensão ao longo dos anos. Holmes está sendo caçado por seu arqui-inimigo Professor Moriarty, o maior vilão que a Inglaterra já conheceu.</p>
<p>*em muitas edições, o conto &#8220;The Cardboard Box&#8221; não é incluído nessa coletânea, tendo sido colocado na edição de &#8220;O Último Adeus de Sherlock Holmes&#8221;.</p>
<p>The Memoirs of Sherlock Holmes (1894)</p>
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		<title>O Mundo Perdido &#124; Arthur Conan Doyle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 19:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Conan Doyle]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem sabia que o autor do famoso detetive Sherlock Holmes também se aventurou por outros gêneros da literatura? Pois bem. Antes de Steven Spielberg ter feito todo mundo finalmente ter medo de tiranossauros no cinema (empurrado por John Grisham, que escreveu o livro Jurassic Park) Conan Doyle havia escrito uma aventura extremamente crível para a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem sabia que o autor do famoso detetive Sherlock Holmes também se aventurou por outros gêneros da literatura?<br />
Pois bem. Antes de Steven Spielberg ter feito todo mundo finalmente ter medo de tiranossauros no cinema (empurrado por John Grisham, que escreveu o livro Jurassic Park) Conan Doyle havia escrito uma aventura extremamente crível para a época.</p>
<p>O Mundo Perdido conta a história de Challenger, um professor inglês que, numa viagem à Amazônia, encontra o diário de um defunto explorador americano que pode provar a existência de dinossauros na idade moderna. Ao tentar expor a seus colegas essa teoria, porém, Challenger é motivo de escárnio e acusações de fraude, e, sendo um homem pouco controlado, primeiro enfrenta os detratores no muque e depois propõe uma expedição ao local para que seja comprovada a existência de tais criaturas.</p>
<p>Partem então para a Amazônia o excêntrico professor Challenger, seu também temperamental colega Professor Summerlee, o aventuroso Lord John Roxton e o narrador do livro, um pacato jornalista levado à aventura pelo desdém de sua noiva, que diz só querer casar-se com alguém famoso ou cheio de vitórias.</p>
<p>Conan Doyle é um excelente escritor. As descrições dele, juntamente com as teorias científicas da época que dão base à sua narrativa são extremamente interessantes. É muito difícil fechar o livro e pensar que isso tudo na verdade <i>não </i>aconteceu. No entanto o que ele cria é uma realidade alternativa onde o platô no meio da Amazônia onde o tempo e a evolução pararam é perfeitamente possível (porém pouco provável, como diria Holmes), formando um livro impossível de largar.</p>
<p>Um clássico que vale a pena ser lido por todos os amantes dos bons livros de aventura.</p>
<p>The Lost World (1912) de A.C. Doyle</p>
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		<title>As Aventuras de Sherlock Holmes &#124; Contos &#124; Arthur Conan Doyle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Conan Doyle]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As Aventuras de Sherlock Holmes é uma coletânea de contos que foram publicados mensalmente na revista Strand entre Julho de 1891 e Junho de 1892. O autor já havia publicado dois livros com seu detetive Sherlock Holmes, mas apesar do sucesso moderado, havia recebido pouco pelas obras. Decidiu então mudar para o modelo de contos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As Aventuras de Sherlock Holmes é uma coletânea de contos que foram publicados mensalmente na revista <em>Strand</em> entre Julho de 1891 e Junho de 1892. O autor já havia publicado dois livros com seu detetive Sherlock Holmes, mas apesar do sucesso moderado, havia recebido pouco pelas obras. Decidiu então mudar para o modelo de contos, e a popularidade das histórias ajudou a aumentar a circulação da revista. Todas as histórias são narradas em primeira pessoa pelo Dr. Watson, amigo de Holmes, que o acompanha durante os casos.</p>
<p>Esse volume contém algumas das histórias favoritas do próprio autor. Muitos críticos mencionam que os contos apontam injustiças sociais e que Holmes é uma novidade dentro de um mundo aristocrático injusto onde a polícia oficial é incompetente e preconceituosa.</p>
<h4>Um Escândalo na Boêmia <i>(A Scandal in Bohemia)</i></h4>
<p>O rei da Boêmia pede que Sherlock Holmes recupere uma fotografia comprometedora. Ele havia sido indiscreto no passado ao se deixar fotografar ao lado de uma &#8216;aventureira&#8217;, e agora que quer se casar precisa recuperar a foto para evitar um escândalo que pode causar até mesmo guerras na Europa. Mas nada disso importa porque Watson já começa avisando: &#8220;To Sherlock Holmes she is always <em>the</em> woman.&#8221; Holmes, que se orgulha de almejar ser o mais perfeito cérebro, não tem o menor interesse em romance e só enxerga as mulheres como potenciais clientes ou criminosas. Watson no entanto é um romântico incurável, e enxerga o respeito que Holmes tem por Irene Adler de forma muito interessada.</p>
<p>Pois Irene Adler é uma moça muito famosa, não só pela beleza, como também pela carreira de cantora de ópera. Foi com ela que o indiscreto monarca tirou a foto, e é dela que Holmes precisa recuperar a relíquia. É claro que Holmes falha miseravelmente, e passa a admirar a mulher que não só o derrotou como o fez com habilidade delicada.</p>
<p>Holmes não tem nenhuma intenção romântica com Irene Adler. Ele a admira como igual, algo que não fez com qualquer outra pessoa, e tem respeito pela inteligência dela. Mais de cem anos depois e as adaptações continuam entendendo tudo errado.</p>
<h4>A Liga Ruiva <i>(The Red-Headed League)</i></h4>
<p>O senhor Jabez Wilson é dono de uma casa de penhores, e dono de uma formosa cabeleira ruiva. Um dia seu assistente mostra um anúncio inusitado no jornal: todos os ruivos de Londres que quiserem ganhar um dinheiro extra devem comparecer a um endereço no centro, por evento do falecimento de um proeminente milionário americano ruivo. Chegando lá, o sr. Wilson imediatamente é considerado &#8220;perfeito para a posição&#8221;, e mandado para um escritório para copiar a Enciclopédia Britânica! Quando pergunta sobre o que se trata, o ruivo que o contratou explica: o milionário americano que morreu tinha orgulho de ser ruivo e fez questão de deixar o dinheiro dele para outros ruivos do mundo. Então ele deixou no testamento que era pra achar homens ruivos para fazer trabalhos simbólicos em troca de um bom pagamento. Mas porque o sr. Wilson está procurando Sherlock Holmes? Porque, após duas semanas, ele foi ao escritório da Liga Ruiva e estava tudo vazio! Ninguém lá! Ele foi perguntar para o zelador, que disse que o aluguel estava pago até o fim do mês e só isso.</p>
<h4>Um Caso de Identidade <i>(A Case of Identity)</i></h4>
<p>Interessante e atual, essa história começa quando uma moça pede a Holmes que encontre seu noivo, que desapareceu do nada. Como ela tem um certo dinheiro, Holmes suspeita o pior. Bem interessante; uma história que não envelheceu. O fim, no entanto, é bastante desapontador.</p>
<h4>O Mistério do Vale Boscombe <i>(The Boscombe Valley Mystery)</i></h4>
<p>Em uma propriedade no interior da Inglaterra, um senhor é assassinado, e seu filho é o principal suspeito. A amiga do rapaz, filha do senhorio dele, tem certeza de que o rapaz é inocente, e a Scotland Yard, para agradá-la, pede uma segunda opinião de Holmes. Esse conto sempre povoou minha imaginação, como sempre acontece quando a história dos envolvidos vai além daquele cenário. No caso, tanto o morto quanto o senhorio dele eram australianos, e viveram na Austrália numa época em que o país nada mais era do que um “velho oeste” ainda mais selvagem. Muito legal.</p>
<h4>As Cinco Sementes de Laranja <i>(The Five Orange Pips)</i></h4>
<p>Esse é um dos contos que eu menos gosto. Tem um ritmo muito legal no começo, com o rapaz contando da morte do pai e do tio depois que haviam recebido cinco sementes secas de laranja pelo correio. Mas o desempenho de Holmes me pareceu pouco brilhante e o fim é insatisfatório.</p>
<h4>O Homem do Lábio Torcido <i>(The Man with the Twisted Lip)</i></h4>
<p>Uma história muito interessante e também bastante atual. Uma senhora perdeu o marido; a última vez que o viu foi no segundo andar de um edifício numa parte pouco respeitável da cidade e ele parecia estar sendo agredido. Desesperada, ela pede ajuda a Holmes. Acontece que o local onde o homem desapareceu é na verdade ua casa de ópio. Surpreendente do início ao fim, é uma história bem divertida, em que Holmes demonstra um humor pouco característico.</p>
<h4>O Carbúnculo Azul <i>(The Adventure of the Blue Carbuncle)</i></h4>
<p>Lá vai o ganso. O quê? O ganso. Aquele que estava na mão do homem que participou sem querer de uma briga de rua, perdeu o ganso, que voou, e o chapéu, que caiu, e saiu correndo pra não apanhar. O jovem que encontrou o chapéu – e o ganso – levou-os a Holmes, que colocou uma mensagem no jornal para que o dono do chapéu aparecesse. Quando abrem o ganso para assá-lo da forma adequada, há uma surpresa para todos: Dentro da barriga do ganso estava o famoso <i>carbúnculo azul</i>, uma preciosíssima pedra que sumira do quarto de hotel da Condessa de Morcar.</p>
<h4>A Faixa Malhada <i>(The Adventure of the Speckled Band)</i></h4>
<p>Sem a menor dúvida, o melhor conto de Holmes. Até hoje sinto um arrepio na espinha ao imaginar a moça dormindo numa casa solitária, rodeada de animais selvagens que o seu tio havia trazido da Índia, sabendo que sua irmã gêmea havia morrido sem explicação aparente naquele mesmo quarto. Enquanto Holmes vai descobrindo os fatos ligados à morte da gêmea da moça, o leitor fica cada vez mais nervoso: a moça sofrerá o mesmo fim que a irmã? Genial. Um conto que começa cômico e termina trágico, em que Holmes demonstra mais uma vez seus poderes de observação quase sobrenaturais. Um dos meus favoritos.</p>
<h4>O Polegar do Engenheiro<i> (The Adventure of the Engineer&#8217;s Thumb)</i></h4>
<p>Watson tem um papel mais ativo nesse conto: em vez de só ficar fazendo papel de idiota e errando todas as suposições, dessa vez ele é que leva o problema a Holmes: um paciente chega no meio da noite com o polegar decepado. A sanguinolência não impede que o moço descreva seus assaltantes e a estranhíssima aventura que o levou a perder o dedo. Um alemão enorme com um bigode ruivo e um machado fazem parte da minha imaginação até hoje depois desse conto. Muito legal.</p>
<h4>O Nobre Solteiro<i> (The Adventure of the Noble Bachelor)</i></h4>
<p>Dessa vez é a noiva que desaparece perante o altar. O noivo é um elegante e orgulhoso par do reino, e bastante difícil de agradar. A principal suspeita em relação ao desaparecimento da noiva, uma milionária americana, é uma ex do solteirão. Pior ainda, o vestido de noiva foi encontrado jogado no rio. Um conto bem legal, em que Holmes precisa de todas as suas habilidades não só para descobrir o mistério como também para aplacar o nobre.</p>
<h4>O Diadema de Berilos <i>(The Adventure of the Beryl Coronet)</i></h4>
<p>Um pobre banqueiro procura Holmes, desesperado. Um nobre confiou-lhe um preciosíssimo diadema de berilos, e o cara, com medo que o cofre do banco não fosse seguro o suficiente, levou a jóia pra casa. E é claro que a roubaram; o problema é que o principal suspeito é o próprio filho do homem. Os poderes de dedução de Holmes são postos a prova quando ele é levado à cena do crime. Bem legal.</p>
<h4>As Faias Acobreadas <i>(The Adventure of the Copper Beeches)</i></h4>
<p>Esse conto também começa de maneira bastante interessante, com Holmes irritado por estar sendo incomodado com assuntos triviais: uma jovem pergunta se deve ou não aceitar o trabalho de governanta em uma casa. Só que as coisas vão ficando cada vez mais complicadas. Podia ser final do século XIX, e a ciência podia não ser tão avançada. Mas o autor afirma e desde esse conto eu comprovei e acredito: se uma criança é mal educada e cruel, pode procurar nos pais que isso também vai estar sendo  manifestado de alguma forma. Sinistro.</p>
<p><strong>The Adventures of Sherlock Homes (1892)</strong></p>
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