Kissing Coffins | Ellen Schreiber

Alguém já leu O Pequeno Vampiro? É uma série de livros escrita por uma alemã, Angela Sommer Bronderburg. Ela fazia sucesso entre a molecada bem antes da Meyer inventar os vampiros dela.
Pois bem, esse livro me lembrou do Pequeno Vampiro, que depois eu comento aqui. Acontece que toda a graça do primeiro volume da série Vampire Kisses acabou nesse, pelo menos pra mim. A paródia dos livros românticos melecosos, a heroína não convencional e o herói misterioso são completamente estragados nessa história, em que Alexander, o amor da vida de Raven, some, deixando-a apaixonada e sem chão.

É claro que ela vai encontrar um outro vampiro adolescente, malvado, porém sedutor, que quer acabar com o Alexander e ficar com Raven só pra ele. E é claro que aparece uma vampirete gostosinha que é um antigo amor do Alexander, pra colocar fogo nas coisas.

Clichês à parte, esse livro me irritou profundamente primeiro pelo número de vezes que a personagem grita “Alexander?!” toda vez que vê uma sombra se movendo. Segundo porque, da gótica bem humorada e ‘contra o sistema’ do primeiro livro, ela virou uma menininha apaixonada chata pra cacete.

O terceiro ponto é uma controvérsia. Não descobri ainda (e nem sei se faço questão de descobrir) se os vampiros da Elle Schreiber são uma espécie à parte, com crescimento e maturidade diferentes dos humanos, ou se ela segue a ‘tradição’ da mitologia vampiresca, em que o povo ‘vira’ vampiro depois de um ritual sei lá como que inclui ter o seu sangue sugado por um vampiro. Nesse último caso, o esquema é o seguinte: um cara que virou vampiro há trezentos anos VIVEU trezentos anos, e continuar agindo como se tivesse 17 demonstra uma incapacidade mental incrível, falaê. E, sinceramente, tentar comer uma mina de 16 é pedofilia ao extremo. Irghti.

Se a mulher seguir o primeiro esquema, o de que na verdade o Alexander seria um ‘vampirinho’ que nasceu vampiro, – e é isso mais ou menos que o livro dá a entender – as coisas estão muito mal explicadas. Tipo, completamente subestimando os leitores mesmo.

Eu, que me apaixonei por vampiros lendo Anne Rice e já me embrenhei no mundo de Vampiro – A Máscara e similares – onde a regra é ter tudo MUITO bem explicado – acabei ficando de saco cheio de ficar tentando adivinhar qual era a desse livrinho.

Uma coisa é escrever histórias bobinhas visando um público adolescente. Outra, completamente diferente, é deixar pontos soltos (muito soltos!) na história dos personagens por que ‘o público nem vai sacar’.
Além disso, e só pra terminar. Porra, tava tão legal o primeiro livro! SEM romances melecosos, SEM vampiros de 17 anos, SEM amor maior que a vida entre pessoas que não têm discernimento nem pra comprar roupas. E aí, nesse segundo volume, fodeu tudo. Virou livro de crepusculete.
Perda de tempo.

Kissing Coffins (2005) de Ellen Schreiber. Série Vampire Kisses Livro 2

Renata

Nas horas vagas eu jogo RPG e faço meus desenhos. Quando dá, eu leio. Se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa ficar feliz com os livros como eu fico já estou mais do que satisfeita com essa vida.

5 thoughts on “Kissing Coffins | Ellen Schreiber

  1. Olá!Criei um Espaço do Leitor lá no Loucura Literária e gostaria muito que você participasse! É fácil! É só dizer-nos em 5 linhas qual foi a maior loucura que você já cometeu por um livro!Esse é um modo criativo que encontrei para nos conhecermos melhor e darmos boas risadas. Afinal, não somos livrólotras por acaso, não é mesmo? (rs)Beijos e conto com você,Lily

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