O Ídolo Roubado | Hergé

Uma pequena estatueta de madeira, originalmente de uma tribo de indígenas da América do Sul, é roubada de um museu na França. No entanto, no dia seguinte, o guarda do museu encontra a mesma estatueta em seu lugar, com um bilhete dizendo que havia sido roubada apenas devido uma aposta e agora devolvi, foi mal.

Tintim, o repórter, ao investigar o caso, percebe que a orelha do ídolo é diferente da orelha desenhada em um livro de expedições. Ele fica ainda mais intrigado ao ouvir da morte de um escultor por acidente com gás. O repórter vai até a casa do falecido, e descobre que ele fumava cachimbo e estava sempre de sobretudo preto. No entanto, Tintim encontra uma bituca de cigarro e um fiapo de sobretudo bege, provando que o escultor havia sido assassinado.

O escultor possuía um papagaio, e Tintim chega à conclusão de que esse papagaio pode falar pistas sobre o assassino. Mas há outras pessoas interessadas no papagaio e na estatueta. Tintim segue a investigação e vai parar até na América do Sul, passando por revoluções e visitas aos indígenas antes de conseguir descobrir o paradeiro da estatueta e a motivação para os roubos.

Hoje eu consigo ver as características do autor colonizador, que faz piada com as revoluções sul americanas. Inclusive no final o livro sugere que Tintim devolva o ídolo “ao museu a que pertence” em vez de à tribo original. Mas ele também mostra que por trás das guerras e revoluções tem é o dedo das empresas de petróleo e armas dos Estados Unidos, então eu dou aquela perdoada.

De qualquer forma é uma história de aventura e mistério que povoou minha imaginação quando criança e é um dos meus favoritos do Tintim.

L’oreille cassée (1937)

Renata

Nas horas vagas eu jogo RPG e faço meus desenhos. Quando dá, eu leio. Se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa ficar feliz com os livros como eu fico já estou mais do que satisfeita com essa vida.

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