Leitura 2010
No final de Heart of Light, o grupo enorme de aventureiros que conseguiu encontrar a pedra do título resolve que 1) Nigel ficará com a pedra, zanzando pelo mundo para que os malvados não o encontrem, e 2) Peter irá atrás da pedra gêmea, soul of fire. Depois os dois irão juntar as pedras e levá-las para o local secreto no coração da África.
Se o primeiro livro foi mais ou menos por Nigel e Emily serem protagonistas sem sal, esse totalmente não tem esse problema. Porque o protagonista é Peter Farewell, um dos personagens mais legais da literatura fantasiosa moderna. Ele é um lorde inglês gatérrimo e aventureiro. E, como se não bastasse, ele é um homem-dragão. Peter está atrás da pedra soul of fire, que devolverá o poder ao avatar de uma deusa fodástica e impedirá o mundo de explodir. Ele vai parar na Índia porque parece que foi lá que a pedra foi vista pela última vez. Enquanto isso, a jovem anglo-indiana Sophie vai ser entregue em casamento a um horrendo rajá local, que dizem ser capaz de se transformar em tigre. Aí ela se desespera e resolve pular da janela. E um dragão que passava por ali acaba salvando a moça da morte certa.
Então deixa eu contar que a graça desse livro é que a autora misturou um mundo de fantasia – onde magos, homens-dragões e tapetes voadores são comuns – com a cultura e sociedade do nosso mundo no século XIX. Sophie, portanto, é uma anglo-indiana que vive na Índia de Kipling, só que com magia.
Mas então, o dragão percebe que Sophie não quer voltar pra casa, e a leva para os campos para que ele possa se transformar no já mencionado gatérrimo Peter Farewell. Ela se assusta, mas acaba indo com a cara dele, e diz que vai fugir dos pais para não se casar com o rajá horroroso e vai se encontrar com um namoradinho dela (que havia partido para a Índia central com o exército). Peter, sempre cavalheiro – e também com seus interesses em mente, claro – diz que a acompanhará até a Índia central para que ela não seja capturada pelos homens tigre.
Esqueci de avisar que o rajá horroroso com quem os pais de Sophie querem que ela case é na verdade o líder dos homens-tigres da Índia.
Eu adoro a Índia vitoriana, adoro fantasia, adoro Peter Farewell. Então adorar esse livro não foi nenhuma surpresa. A autora continua colocando personagens demais na trama, mas dessa vez eles são mais interessantes e “vivos” do que no primeiro livro: a princesa Lalita, que se disfarça como criada de Sophie, e o tal namoradinho de Sophie, o soldado William, são coadjuvantes de peso.
O livro certamente fez a série subir vários níveis no meu conceito, e se transformou num dos meus favoritos.
Releitura 2021
Minhas considerações sobre o primeiro livro foram que o romance sem graça e a infinidade de pontos de vistas de personagens atrapalharam a ambientação interessante.
A história se passa na Índia durante o império vitoriano, mas numa história alternativa em que a magia existe e metamorfos andam soltos por aí. Na Inglaterra, metamorfos são considerados monstros e imediatamente executados quando descobertos, mas na Índia existem diversos grupos que se escondem dos ingleses e tem verdadeiras nações.
Sophie é uma jovem anglo-indiana desesperada para fugir de um casamento arranjado com um rajá local maligno.
O maravilhoso Peter Farewell, lorde inglês que tem o infortúnio de ser um metamorfo dragão, resgata Sophie por acaso e resolve ajudá-la, sem saber que ela na verdade é peça chave na sua busca pela pedra Soul of Fire.
Outro personagem que tem ponto de vista é William, um soldado inglês que conheceu Sophie em Londres. Ele faz parte do serviço secreto, e foi enviado para a Índia para descobrir a pedra Soul of Fire (já que Nigel e Peter sumiram sem dar notícias para a rainha). Ele tem o dom da premonição, e está certo de que vai haver uma rebelião de nativos e vamos todos morrer.
Por fim também temos Lalita, a dama de companhia de Sophie, que no começo parece uma jovem indiana irreverente mas depois descobrimos que ela é herdeira do trono do reino dos homens-macaco. Ela recebe ordens do rei seu tio de ir atrás de Sophie e da pedra, e de impedir os homens-tigre que estão atrás disso tudo também. Os homens-tigre, inclusive, são os que iniciam toda a confusão, já que o rajá malvado de quem Sophie foge é na realidade o rei dos homens-tigre
Já somos quantos? Peter, Sophie, William e Lalita. Bem menos do que os do primeiro livro, mas desses quatro só Peter é levemente interessante – e mesmo ele se perde em choramingos de que ele está apaixonando pela Sophie que é uma jovem de boa família e nunca vai querer ficar com um homem-dragão que ainda por cima é um assasino blabla. Sophie é a garota mais imbecil da face da terra, só faz decisões estúpidas e coloca sempre tudo a perder. Lalita é legal, mas logo no começo ela é obrigada a ficar andando com um dos agentes do tio dela, que é jovem, bonito, fica chamando ela de princesa de forma irônica e gera diálogos sem graça e um romance forçadíssimo. William tem a parte menos interessante, já que fica o tempo todo surtado com as visões dele em que ninguém acredita.
Eu até entendi a tentativa dela de mostrar ‘o outro lado’ da rebelião indiana. Mas desde o início o livro me incomodou pela visão colonialista. Não adianta muito você colocar personagens falando que os indianos devem se auto governar se todos os protagonistas são ingleses, né. Ai, mas a Lalita é indiana, e a bisavó da Sophie também era (sério ahaha). Mas os dois grandes heróis da história são quem? Nigel e Peter, os dois nobres ingleses que são os únicos capazes de salvar o mundo.
A história do William, no entanto, apesar dele ser um mala, deu um peso maior para o livro, com essa discussão sobre os motins e os problemas da colonização inglesa, além de colocar os homens-elefantes, que eu adorei, e de brinde ainda mostrar um casal gay! Não foi aquela execução primorosa em nenhum dos casos, mas acho importante dar pontos pela tentativa.
Eu gosto da Índia vitoriana. Eu gosto da ambientação da autora. Eu gosto do Peter Farewell. Isso quase foi o suficiente para redimir o livro dos problemas, mas não totalmente. No fim das contas, ficou um segundo volume infinitamente melhor do que o primeiro, mas ainda assim bastante irregular.
Soul of Fire (2008) de Sarah A. Hoyt. Série Magical British Empire livro 2


Oi!!!Acabei de conhecer seu blog, eu amo fantasia e adorei os livros q vc lê!!!Já estou te seguindo!!!
Viva! Acabei por “tropeçar” neste louvável blog sobre leitura e, sem querer fazer dele um espaço de promoção própria, gostava de aproveitar para deixar o convite a descobrir o meu recente trabalho “Os Bárbaros” (http://www.fnac.pt/Os-Barbaros-Humberto-Oliveira/a320310) ou até, quem sabe, outras das minhas obras cujo lançamento se encontra para breve. Agradecido,Humberto Oliveira (Jimmy David).www.wix.com/jimmydavid/wixjimmy
Depois de conhecer o gatérrimo Peter Farewell. Capaz de me apaixonar tbm heuheuehue!!! Bahh adoro livros assim, fiquei super curiosa!
Tem um selinho para vc lá no blog!!!http://conversandocomdragoes.blogspot.com/
Muito interessante, gostei!!!Tem uma pesquisa de opinião lá no blog da uma passadinha lá e me ajuda please?!!Beijokas
qui blogaço heim, putz muito joia.si der da uma olhada no meu, mas nem espere grande coisa u.uhttp://www.tabernadoviking2.blogspot.com/
Impossivel entar via contato, o código nao deixa!Gostei muito de ter visitado o seu blog com mais tempo.Está muito bem montado e bonito, gostoso de de se ler pelo excelente conteúdo já conteúdo já postado.Foi um prazer ler as crônicas e textos entremeandcom de belas imagens. Gostei! Parabéns!Quando tiver um tempinho, gostaria de recebê-lo no meu blog: http://www.abestados1000anos.com.br/,e se gostou,receber seus comentários ou sugestões.Um abraço Ilmar
Adoro estorias com dragões….Maria Rodrigues