Hercule Poirot, o grande detetive, também vai ao dentista como os pobres mortais. E também detesta, como muitos outros. Mas é só com ele que acontece de seu dentista ser encontrado morto com um tiro na cara logo depois de Poirot ter saído! A polícia aparece é fala que foi suicídio, mas é claro que o detetive belga logo percebe que não é bem assim.
Poirot visita seu dentista, Dr Morley, em um exame de rotina. Ao sair do consultório, Poirot encontra uma senhora saindo de um táxi; a fivela do sapato dela se solta e ele galantemente a devolve. Mais tarde no mesmo dia, o Inspetor Japp informa Poirot que Morley foi encontrado morto com um tiro na cabeça e a arma na mão. Entre a consulta de Poirot e a morte de Morley, o dentista havia recebido três pacientes. A atriz aposentada Mabelle Sainsbury Seale (a do sapato), o eminente financista Alistair Blunt, e um grego chamado Amberiotis.
No mesmo dia, o corpo de Amberiotis é encontrado, morto de overdose de anestésico. A polícia conclui que Morley acidentalmente injetou a overdose no grego e se suicidou de culpa. Poirot não tem a menor intenção de acreditar nessa visão.
Quando a senhora Sainsbury Seale também desaparece dias depois, Poirot percebe que a trama é muito mais complexa do que havia imaginado.
O livro é bastante movimentado, com sub-tramas envolvendo questões políticas, histórias antigas, troca de identidades, e um coitado de um esquerdista que é colocado de laranja do rolê todo porque todo mundo sabe que esquerdista é tudo violento.
Mais um livro da Agatha Christie com todas as reviravoltas necessárias e até algumas questões morais de Poirot. Não é um livro divertido ou engraçado como outros dela, dá pra ver que a preocupação com o estado do mundo estava incomodando, mas vale a leitura.
One, Two, Buckle My Shoe (1940) de Agatha Christie