Com nomes alternativos como “Mesinha põe-te, burro de ouro e bordão sai-do-saco” ou “A mesa mágica, o asno que cuspia ouro e o porrete dentro do saco”, essa é mais uma das histórias favoritas da minha infância. Apesar de querer muito a mesa e o burrico, não dá pra descartar a maravilha que seria ter um porrete desses.
Um homem com três filhos pede que eles levem a cabra para pastar. O filho mais velho, depois de deixar a cabra pastar à vontade, pergunta a ela se está satisfeita. Ela responde que está tão satisfeita que não consegue comer mais nem uma folha. Chegando em casa, o pai pergunta para a cabra se ela comeu bem. A cabra chora que não comeu nada e está passando fome. Enfurecido, o pai manda o filho mais velho embora de casa por ter maltratado a cabra. Isso acontece com os outros dois filhos.
Estando agora sozinho, o pai leva a cabra para pastar, e pergunta no fim do dia se ela está satisfeita. A cabra repete o show: fala que está ótima e quando chega em casa mente dizendo que não comeu nada. O pai fica desolado por ter mandado os filhos embora e dá uma punição apropriada para a cabra mentirosa.
Enquanto isso, os três filhos saem por aí procurando o que fazer.
O irmão mais velho
O mais velho vira aprendiz de marceneiro. Ao fim do seu aprendizado, o mestre, muito contente com seu trabalho, lhe dá como recompensa uma mesa mágica. Quando estiver com fome, o jovem precisa apenas montar a mesa e dizer “mesinha: te arruma!” e um verdadeiro banquete vai aparecer.
O jovem, feliz com sua aquisição, resolve voltar para a casa do pai com seu presente, para ver se com banquetes eternos o pai resolve perdoá-lo. Parando numa estalagem durante a viagem, ele exibe sua magnífica mesa para os presentes. O estalajadeiro, invejoso, troca a mesa mágica por uma comum enquanto o jovem dorme.
Chegando em casa, o jovem pede que o pai chame todos os vizinhos e parentes. Ele grita “mesinha: te arruma!” mas a mesa não faz nada, ele passa vergonha e os parentes vão embora.
O irmão do meio
A mesma coisa acontece com o irmão do meio. Ele vira aprendiz de moleiro, ganha um asno mágico. Quando ele precisar, é só dizer “Briclebrit!” que o asno soltaria moedas de ouro. Ele passa pela mesma estalagem voltando pra casa do pai. O estalajadeiro espia o garoto dizendo “Briclebrit!” para o burrico nos estábulos e vê as moedas saindo. Quando o garoto dorme, o estalajadeiro troca o asno por um normal. Chegando em casa, o segundo irmão passa a mesma vergonha do primeiro. Todos os vizinhos vão ver o burro de ouro mas nada acontece!
O irmão mais novo
O terceiro irmão virou aprendiz de torneiro. Ele havia recebido cartas dos irmãos mais velhos, contando dos infortúnios e da certeza que seus itens mágicos haviam sido substituídos de alguma forma na estalagem. O terceiro irmão, ao fim do seu aprendizado, recebeu um bordão dentro de um saco. Pra que serve? Quando precisar, é só gritar “pula porrete!” e o pedaço de pau sai do saco e espanca todo mundo.
Com esse novo objeto, o terceiro irmão vai para a casa do pai. Na estalagem, ele fala pra todo mundo que tem algo infinitamente maravilhoso dentro do seu saco, um item que jamais fora visto. Ambicioso, o estalajadeiro espera o jovem dormir e tenta surrupiar o que há dentro do saco. O jovem, que estivera apenas fingindo, grita “pula porrete!” e o porrete mágico espanca o estalajadeiro até ele jurar que vai devolver o burro de ouro e a mesinha mágica.
O irmão mais novo chega na casa do pai triunfante com a mesa e o burro. Dessa vez os familiares e vizinhos não se desapontam quando chegam para o banquete e a chuva de moedas de ouro.
Tischlein deck dich, Goldesel und Knüppel aus dem Sack
RENATA, TUDO BEM?
VOCÊ TEM O LIVRO QUE CONTA ESSA HISTÓRIA, OU INDICA ALGUMA EDIÇÃO QUE CONTENHA EXATAMENTE COMO VOCÊ CONTOU POR GENTILEZA