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	<title>O Senhor dos Anéis Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Guia de Capítulos &#124; As Duas Torres &#124; J.R.R. Tolkien</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 15:21:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É impressionante a quantidade de gente que me diz que desistiu de ler O Senhor dos Anéis porque &#8220;o começo é muito chato&#8221;. Em vez de me irritar eternamente, resolvi escrever um guia de capítulos pra você que tem preguiça poder ter a chance de pular algumas partes e ir logo pra onde interessa. Quando</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É impressionante a quantidade de gente que me diz que desistiu de ler O Senhor dos Anéis porque &#8220;o começo é muito chato&#8221;. Em vez de me irritar eternamente, resolvi escrever um guia de capítulos pra você que tem preguiça poder ter a chance de pular algumas partes e ir logo pra onde interessa. Quando chegamos no segundo volume da história, que é dividido em livro III e livro IV, a coisa já está avançando, a Sociedade do Anel está separada, e não tem nenhum capítulo que valha a pena pular.  A primeira parte segue a história de Aragorn, Gimli e Legolas (e depois Merry e Pippin), e a segunda parte segue Frodo e Sam.</p>
<h2>O Senhor dos Anéis &#8211; As Duas Torres</h2>
<h2>Livro III</h2>
<h3>I. A partida de Boromir</h3>
<p>Boromir morre de forma honrada; Aragorn interpreta os rastros de Frodo e faz a decisão importante de, com Legolas e Gimli, ir resgatar Merry e Pippin.</p>
<h3>II. Os cavaleiros de Rohan</h3>
<p>A corrida dos três perseguidores: Aragorn, Gimli e Legolas percorrem uma imensa distância correndo ininterruptamente, atrás do grupo de orcs que capturou os hobbits. Os três adentram a terra de Rohan, e encontram um grupo de cavaleiros liderados por Éomer, sobrinho do rei. Éomer diz que o grupo matou os orcs perto da floresta, comenta que não viram nenhum &#8220;hobbit&#8221;, e empresta dois cavalos pra eles.</p>
<h3>III. Os Uruk-hai</h3>
<p>Narrativa observa através dos olhos de Pippin o terror que foi a corrida dos orcs com os hobbits nos ombros. Pippin fica de ouvidos abertos e percebe que são pelo menos três grupos diferentes de orcs: os Uruk-Hai de Saruman, que querem levar os halflings para a torre do mago branco, os goblins de Moria que estão no rastro deles desde que o Gandalf morreu, e um grupo que segue &#8220;O Olho&#8221; e que Pippin se aterroriza ao deduzir que se trata de orcs vindos de Mordor. Os três grupos estão ficando cada vez mais preocupados com os cavaleiros que se aproximam, e estão também começando a brigar entre si. Um dos orcs de Mordor tenta revistar Pippin às escondidas e o hobbit manipula a conversa quando percebe que o orc sabe de algo sobre o anel através de Gollum. Os cavaleiros de Rohan atacam os orcs, há um grande combate, e Merry e Pippin conseguem fugir para a floresta.</p>
<h3>IV. Barbárvore</h3>
<p>Dentro da antiquíssima floresta de Fangorn, Merry e Pippin se recuperam dos dias terríveis que passaram, e logo sentem vontade de explorar. Sobem uma colina com o intuito de verem por onde estão, e conhecem o melhor personagem do livro todo: Treebeard, ou Fangorn, o líder dos <em>ents</em> (árvores que foram acordadas pelos elfos no início dos tempos e agora têm consciência). Treebeard é muito simpático e fica curiosíssimo com tudo o que os hobbits tem pra contar, e mesmo eles não tendo mencionado nada sobre o anel, fica claro que Saruman é um traidor. Treebeard convoca um <em>entmoot</em> para conversar com outros ents sobre lidar com o mago.</p>
<h3>V. O Cavaleiro Branco</h3>
<p>Aragorn, Legolas e Gimli chegam no local da luta dos cavaleiros de Rohan com os orcs de Isengard e de início ficam desolados com os corpos todos, achando que chegaram ao fim da jornada. Porém, as habilidades quase sobrenaturais de Aragorn para achar rastros o recompensa com a história dos hobbits, que fugiram do combate e entraram em Fangorn. Na velha floresta, eles encontram a prova definitiva: pegadas de dois halflings ao lado do rio. Antes que possam descobrir onde foram parar, no entanto, eles são encurralados por um velho mago de manto e chapéus brancos. E ficam imensamente surpresos quando o mago se revela como Gandalf!! Os quatro amigos se reúnem e Gandalf conta o que aconteceu com ele, mas o foco é em Sauron: eles precisam ajudar Rohan que está prestes a ser atacada por Saruman, para que Rohan consiga ajudar Gondor quando Sauron atacar.</p>
<h3>VI. O Rei do Palácio Dourado</h3>
<p>Gandalf, Aragorn, Legolas e Gimli vão até o palácio do rei dos cavaleiros, Meduseld. Lá eles encontram um rei idoso e pouco afável, completamente manipulado por Gríma, um conselheiro maléfico. Eles também conhecem Éowyn, a bela sobrinha do rei, que anseia por glórias da guerra. Gandalf consegue expulsar Gríma e convencer o rei Théoden a lutar. Um dos generais de Théoden está batalhando contra os exércitos de Saruman na fortaleza de Helm&#8217;s Deep, e Gandalf sugere que Théoden reúna todos os seus cavaleiros e rume para o campo de batalha. Éomer retorna para ajudar na luta. Gandalf diz que vai sair por aí pra achar mais gente.</p>
<h3>VII. O Abismo de Helm</h3>
<p>A batalha ocorre, e são hordas e mais hordas de homens e orcs seguidores de Saruman. Legolas e Gimli começam a competir pra ver quem matou mais inimigos. Gimli some no fim da noite. Aragorn convence Théoden a sair de cavalo. Gandalf um dia de manhã com um monte de cavaleiros que ele reuniu pelas planícies, rende os homens inimigos, e faz com que os orcs fujam.</p>
<h3>VIII. A estrada para Isengard</h3>
<p>Os orcs fugindo da batalha de Helm são confrontados por uma imensa floresta que surgiu da noite pro dia bem no caminho entre o campo de batalha e Isengard. Gandalf ordena que nenhum homem adentre pelas árvores, os orcs se desesperam e tentam fugir pela floresta. Ouve-se um barulho terrível de orcs morrendo esmagados. No dia seguinte, as árvores se abriram e há uma trilha larga por entre elas. A comitiva do rei passa por ali e os homens tem a impressão de que as árvores estão conversando entre elas. No caminho para Isengard, o rei encontra com vários sobreviventes e dá ordens para tentar reorganizar o reino. O objetivo é que todos se reúnam dali alguns dias para marchar para Gondor e auxiliar a grande cidade de Minas Tirith contra Mordor.</p>
<h3>IX. Escombros e destroços</h3>
<p>A comitiva do rei chega em Isengard e descobre tudo completamente destruído. Os membros originais da Sociedade do Anel finalmente se reúnem novamente, e Merry e Pippin recebem Aragorn, Legolas e Gimli em um almoço improvisado em cima dos escombros enquanto Gandalf e Théoden vão conversar com Barbárvore. Merry e Pippin narram o ataque impressionante dos ents contra Isengard algumas noites antes, que incluiu os ents mudando o curso de um rio para alagar todo o vale do mago.</p>
<h3>X. O &#8216;palantír&#8217;</h3>
<p>Todos vão falar com Saruman, que está dentro da sua torre. Saruman usa sua voz sedutora para convencer todo mundo a se odiar, mas não dá certo. Gríma joga uma pedra em Théoden mas erra, e Pippin pega a pedra do chão. É uma esfera perfeita que parece ao mesmo tempo ser sombria e reluzir. Gandalf pega a pedra da mão de Pippin e todos vão embora, deixando Barbárvore cuidando de Isengard. Durante o acampamento da noite, Pippin não resiste e pega a pedra enquanto Gandalf está dormindo. Pippin é imediatamente pego por Sauron, que é quem domina a pedra, e forçado a dizer o que sabe. Gandalf consegue interromper o acontecido, e decide levar Pippin pra Minas Tirith pra evitar mais problemas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Livro IV</h2>
<h3>I. Sméagol domado</h3>
<p>Frodo e Sam estão tentando passar pelas Emyn Muil, sem sucesso. Eles são atacados por Gollum, mas Frodo consegue convencer a criatura a ajudá-los. Obcecado com o anel, Gollum passa a ser o guia do grupo.</p>
<h3>II. A passagem dos pântanos</h3>
<p>Os três passam pelo pântano dos mortos, vêem luzes fantasmas e espíritos maléficos de batalhas antigas. Frodo está cada vez mais fraco.</p>
<h3>III. O Portão Negro está fechado</h3>
<p>Frodo tinha pedido pro Gollum levar eles até o portão de Mordor, mas chegando lá eles não conseguem dar conta de entrar. Gollum fica histérico e diz que se eles tentarem entrar pelo portão &#8220;ele vai ver&#8221; e &#8220;ele vai pegar o precioso pra ele&#8221;, e que eles devem ir por uma &#8220;passagem secreta&#8221; pra Mordor que ele, Gollum, descobriu sozinho. Sem muitas opções e apesar da relutância de Sam, Frodo concorda.</p>
<h3>IV. De ervas e coelho cozido</h3>
<p>Eles vão para o sul e passam por uma terra muito bonita, vêem uma batalha acontecendo entre homens do sul e homens de Gondor, comem coelho e são capturados por guardas de Gondor. Gollum não é visto. Frodo é levado ao capitão da guarda, Faramir, que não parece acreditar muito na história deles.</p>
<h3>V. A janela sobre o oeste</h3>
<p>Frodo e Sam são levados até um esconderijo dos homens de Gondor. Lá, Faramir conta que ele é irmão de Boromir e que Boromir morreu. Frodo está chocado, porém Sam fala demais e revela tudo sobre o anel e sobre Boromir ter tentado roubá-lo. Faramir demonstra tristeza pelo irmão, diz que não tem a intenção de ficar com o anel e que já tinha decidido ajudá-los.</p>
<h3>VI. O lago proibido</h3>
<p>Gollum é visto pelo pessoal de Gondor, e Faramir diz pro Frodo que se eles não conseguirem capturá-lo, terão de matá-lo. Frodo se vê obrigado a convencer Gollum a vir junto com ele, e Gollum é capturado pelos guardas. Faramir não gosta de Gollum e não confia no caminho que Gollum tem pra eles, mas não tem alternativa a não ser deixá-los ir.</p>
<h3>VII. Viagem até a Encruzilhada</h3>
<p>Gollum lidera o caminho e Frodo e Sam vão até Minas Morgul, uma cidade vizinha de Mordor. De lá, Gollum diz que dá pra subir uma escada secreta até a passagem secreta para a entrada secreta de Mordor. Frodo está praticamente um zumbi andando e Sam está racionando comida e água.</p>
<h3>VIII. As escadarias de Cirith Ungol</h3>
<p>Eles sobem escadarias intermináveis, observam as tropas de Minas Morgul saindo para a batalha, e chegam até um túnel maléfico e mal-cheiroso. Gollum logo some.</p>
<h3>IX. A Toca de Laracna</h3>
<p>Frodo e Sam são obrigados a passar pelo túnel, e são atacados um monstro gigante em forma de aranha. Frodo usa a luz de Galadriel pra espantar o bicho. Eles saem correndo mas a aranha usa uma passagem diferente para enfiar um ferrão nele. Frodo cai desacordado. Sam pega a espada e a luz de Frodo e ataca a aranhona. Ela se joga em cima dele para esmagá-lo com seu peso e nisso acaba se enfiando na espada élfica. Ela, que nunca tinha sentido tanta dor na vida, foge de ódio da luz e deixa os dois sozinhos.</p>
<h3>X. As escolhas de Mestre Samwise</h3>
<p>Sam está numa passagem escura perto de Minas Morgul. Frodo não reage, não responde e está ficando gelado. Sam começa a ouvir orcs vindo. Sem tempo pra decidir nada, Sam pega o anel e fica invisível. Os orcs chegam e pegam Frodo. Sam ouve os orcs conversando e um deles fala que Frodo não está morto, porque a aranha gosta de deixar as presas vivas pra poder sugar o sangue depois. Sam se desespera mas quando tenta chegar até Frodo os orcs já o levaram embora.</p>
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		<title>Guia de Capítulos &#124; A Sociedade do Anel &#124; J.R.R. Tolkien</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2021 02:37:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Segue uma resenha crítica por fã ensandecida, incluindo resumo de todos os capítulos do primeiro volume da série e bastante reclamação do Tom Bombadil. Um dos livros de fantasia mais famosos da história do planeta, esse clássico inspirou uma infinidade de outros autores e definiu o que é o ambiente de fantasia medieval em diversas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Segue uma resenha crítica por fã ensandecida, incluindo resumo de todos os capítulos do primeiro volume da série e bastante reclamação do Tom Bombadil.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos livros de fantasia mais famosos da história do planeta, esse clássico inspirou uma infinidade de outros autores e definiu o que é o ambiente de fantasia medieval em diversas mídias. Com personagens icônicos, uma trama simples e satisfatória, e uma ambientação tão maravilhosa que quase chega a ser perfeita, o livro ganhou popularidade imensa ao longo dos anos, teve uma adaptação para os cinemas que foi sucesso de público e crítica, e gerou dezenas de produtos que vão desde camisetas do Gandalf até sistemas de RPG, passando por quadrinhos, videogames, jogos de cartas, jogos de tabuleiro e uma equivocadíssima adaptação cinematográfica do outro livro do mesmo autor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas e o livro em si, hein, gente? Quem foi que leu essa gracinha com mais de mil páginas e nem estou falando das introduções e dos apêndices? E põe o dedo aqui quem foi lá com a maior boa vontade, comprou uma edição lindona, pegou o livro na convicção e dormiu logo no primeiro capítulo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem é fã sabe (e eu sou das fã doente mesmo) que o principal problema do livro é que ele começa <em>muito lerdo</em>. Com exceção de alguns momentos mais empolgantes pouquinha coisa, o livro só começa a engrenar lá pelo capítulo NOVE. Na minha edição de bolso favorito, isso é na página 188. O que significa que o jovem incauto vai ter que ler <em>quase duzentas páginas</em> pro livro ficar legal, gente. Me ajuda. Se você for daqueles leitores com <em>mais </em>preguiça ainda, dá pra falar que a <em>primeira parte inteira </em>do livro é lerda e chata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gente pode falar que o livro é <em>velho</em> e que antigamente as coisas era <em>lerda</em>, mas vamos comparar? Um Corpo na Biblioteca, da Agatha Christie, de 1942, começa com o corpo sendo encontrado (logicamente na biblioteca) na página UM do livro. Orgulho e Preconceito, da Jane Austen, de 1813, já manda a melhor citação da história da literatura na <em>primeira frase do livro</em>. E vou ser legal e mostrar que uma <em>outra </em>frase célebre da literatura, que todo mundo conhece, e que é considerada por críticos como sendo uma das melhores primeiras frases de um livro, aparece justamente naonde? No livro anterior a esse, o maravilhoso O Hobbit. Do mesmo autor, claro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então o que que rolou pro Tolkien resolver enlerdar e fazer a história começar só duzentas páginas depois do começo do livro?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro que nada é por acaso. Os hobbits são apresentados não só como os protagonistas da história como também a ligação do leitor com esse mundo estranho. Apesar de pequeninos, de viverem em buracos, e de terem pés peludos, os hobbits são descritos como afáveis, gorduchos, amantes da boa comida e da boa companhia, interessados em fofocas e fumar cachimbo, gregários e avessos à aventuras. Os hobbits somos nós leitores, enrolados no cobertor e lendo o livro no sofá, enquanto ouvimos o fogo crepitar na lareira e deixamos as aventuras bem, bem longe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O autor precisa muito que o leitor <em>entenda</em> os hobbits, porque tudo o que acontece no livro depois vai ser explicado por esse começo. O começo do livro é como uma mini-aventura, em que os hobbits saem pelo mundo sozinhos, sem a ajuda das Pessoas Grandes, com uma missão obscura e um objeto mágico que eles não sabem como funciona, perseguidos por monstros muito mais poderosos do que eles. O começo do livro é chato porque os hobbits fazem pouca coisa, e dependem de outras pessoas para conseguirem se safar dos problemas; isso vai ser colocado em oposição aos momentos finais do livro, em que eles estão sozinhos de novo em situações infinitamente mais difíceis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, apesar de ser possível explicar esse começo mais lento, não se pode negar que <em>é</em> lento, e para os leitores jovens e dinâmicos de hoje em dia pode ser muito difícil ultrapassar esse prelúdio na unha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como eu sou a sua leitora mais legal que vocês conhecem, vou não só falar do livro como também dar aquela resumida nos capítulos, pra vocês saberem qual capítulo pular. Prometo que tudo fica mais fácil depois do capítulo nove.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os incautos é importante mencionar que o livro é dividido em seis partes, que são chamadas de livro I, livro II e tal até o livro VI. As mais de mil páginas intimidaram os editores, que decidiram publicar a história em três partes: os livros I e II viraram A Sociedade do Anel; os livros III e IV viraram As Duas Torres; e os livros V e VI viraram O Retorno do Rei. Ou seja, quando eu falei acima que o livro demora pra engrenar, levem em conta que na minha opinião o livro I inteiro é bem difícil e as coisas começam a melhorar <em>mesmo</em> só no livro II.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Resumo completo de A Sociedade do Anel</h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Tradução / Nota à Edição Brasileira. </strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das primeiras coisas que geralmente aparecem no livro é alguma nota sobre a tradução. Eu conheço a tradução da Lenita e eu sei que ela foi cuidadosa, e ela e o Kyrmse se esforçaram para manter tudo lindo e fazem questão de falar disso nesse começo &#8211; e acredito que qualquer edição brasileira contemporânea tenha o mesmo cuidado. As notas sobre a tradução podem incluir decisões sobre nomes de pessoas e lugares, e geralmente falam sobre a questão dos alfabetos. O Tolkien lindinho inventou <em>um alfabeto </em>para os idiomas élficos da sua ambientação, e ele usa esse alfabeto para escrever em inglês em várias partes do livro. Os especialistas em Tolkien (por exemplo o Kyrmse) fizeram um trabalho muito legal adaptando esse alfabeto para o português.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Prefácio. </strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o prefácio à segunda edição que o autor escreveu em 1965 (lembrando que o livro foi originalmente publicado entre 1954 e 1955). É aqui que ele explica que ele pensou no livro como continuação do seu outro livro, O Hobbit (publicado em 1937 e um sucesso tão grande que garantiu que os editores publicassem essa continuação tardia quase vinte anos depois), mas que o que ele queria mesmo escrever era sobre ‘o mundo antigo’ (que se tornou a coletânea O Silmarillion, publicada postumamente), e que a história daí foi se transformando em parte do que ele realmente queria escrever, só que com hobbits. Ele também fala da recepção do livro pelos fãs, e de como ele fica feliz com a atenção porém não gosta que entendam o livro como uma alegoria da Segunda Guerra Mundial. De novo, essa parte não é importante se você chegou agora, a não ser que você se interesse pelas motivações dos autores em geral quando escrevem seus livros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As versões atuais do livro tem a tendência de começar falando do histórico das edições, porque O Senhor dos Anéis tem uma característica que a maioria dos livros clássicos não tem: foi escrito por um acadêmico perfeccionista que fazia questão de que todas as partes do livro estivessem perfeitas. Considerando que foi um livro escrito à mão ao longo de mais de vinte anos; que foi datilografado e redatilografado por diferentes editores; e que contém nomes bizarros e idiomas inventados; não é à toa que ele fosse tão neurótico com isso. Mas claro que ser amigo dos editores – e ter vendido bilhões de cópias logo de início – ajudou bastante. Além disso, depois que ele morreu, um dos filhos dedicou a vida escrevendo uma série de livros documentando o o desenvolvimento da obra, e essa série se tornou outra campeã de vendas. Ou seja, não só a história do livro está documentada, como a história do processo criativo do autor está documentada – de uma forma que é pouco vista em outras obras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas como você é um leitor casual que acabou de chegar, pode pular essa parte com tranquilidade porque ela só interessa aos fãs hardcore.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Prólogo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">E só agora finalmente chegamos ao prólogo. Importante ressaltar que aqui o autor já está dentro da narrativa e fala como se estivesse escrevendo a história acadêmica dos hobbits como se tivesse realmente acontecido, já que, no universo do livro, O Senhor dos Anéis é uma tradução adaptada dos diários dos hobbits.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Parte 1: a respeito de hobbits.</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Se você leu O Hobbit, pode pular essa parte tranquilamente porque é um resumo do que são hobbits, seus costumes e história. Se você não leu O Hobbit e está sem vontade de ler um livro infantil escrito para ser lido para seus filhos antes deles dormirem, pode ler mas já aviso que é um monte de nomes de famílias (estabelecendo a preocupação provinciana dos hobbits com quem é primo de quem mas bastante entediante).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Parte 2: a respeito da erva-de-fumo.</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Nem lê. Primeiro porque tem spoilers, segundo porque ninguém se importa. Resumo: hobbits gostam de fumar cachimbo e a erva que eles usam é famosa.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Parte 3: sobre a organização do Condado.</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">História das famílias que formam as aldeias dos hobbits. Talvez possa dar uma ideia sobre a personalidade dos personagens Merry e Pippin, mas em resumo: pula.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Parte 4: sobre o achado do anel. </strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Única parte importante do prólogo; primeiro porque é curta, segundo porque mesmo tendo lido O Hobbit não custa lembrar o momento em que esse livro vira continuação daquele – já que, afora alguns personagens e a ideia dos hobbits, um livro não tem nada a ver com o outro, já que a ambientação, os temas, a narrativa, são todos completamente diferentes. <em>Mas</em>, se você quiser pular, tá tudo bem, porque o livro fala disso de novo várias vezes.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Parte 5: Nota Sobre os Registros do Condado. </strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><em>V</em><em>ocês sabia </em>que O Senhor dos Anéis é escrito como se fosse uma tradução de uma coleção de diários dos hobbits que participaram da história? Então aqui o autor fala disso, da sua &#8220;tradução&#8221;, da forma como contam as datas no Condado e como o “Livro Vermelho” (nome dos diários dos hobbits) foi composto e preservado pelos elfos. Ou seja. Pula. E aí AGORA começamos com a história eeee!!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><em><strong>A Sociedade do Anel</strong></em></h2>



<h2 class="wp-block-heading"><em><strong>Livro I</strong></em></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 1: Uma Festa Muito Esperada.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Já começa pulando esse capítulo. Bilbo Baggins é o excêntrico do rolê; depois de sair pra ter aventuras e voltar rico, ele adota um primo distante chamado Frodo que é um jovem hobbit gente boa; os dois preparam uma festa super especial pra comemorar o aniversário de 111 anos do Bilbo e de 33 anos do Frodo; a família Gamgee é de jardineiros respeitáveis e pai e filho cuidam do jardim dos Baggins há quarenta anos; Gandalf é um mago amigo de Bilbo que aparece na festa pra fazer os fogos de artifício; a festa é mesmo o máximo mas no final o Bilbo faz um discurso constrangedor e desaparece num truque de mágica de mau gosto, deixando os convidados largados, assustados e com raiva lá na festa. Na casa de Bilbo, ele e Gandalf conversam em segredo: Bilbo fez a festa de aniversário para ser de despedida e pretende ir embora do Condado sem ninguém saber. Bilbo tem uns ataques de raiva bizarros, ele e Gandalf quase brigam porque Bilbo não quer deixar seu anel mágico pra trás, mas no fim Bilbo vai embora de mochila, deixando anel em um envelope endereçado para o Frodo. Quando Frodo volta da festa, depois de acalmar os ânimos dos convidados ultrajados, ele encontra Gandalf dizendo que Bilbo de fato foi embora e deixou tudo de herança pro Frodo, inclusive o anel mágico. Galdalf diz pro Frodo que ele está bem preocupado com o anel, diz que precisa encontrar várias respostas para perguntas sérias e diz que vai embora pra cuidar disso. Ele avisa pro Frodo não usar muito o anel e que quando der ele aparece de volta. Fim do capítulo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 2: A Sombra do Passado.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse daqui tem que ler. Explica todas as motivações que levam a história a acontecer e é um dos melhores capítulos do livro todo. Era uma vez um cara malvado que queria dominar todos os povos através de magia, e ele consegue isso criando um anel mágico. Parece bobagem, mas os três grandes povos poderosos do continente também têm anéis mágicos que controlam tudo: os elfos têm três anéis, os reis anões têm sete anéis e os governantes humanos tem nove anéis. Sauron, que é o malvado, consegue fazer um anel que é mais poderoso que os outros, e domina quase tudo. Ele domina os nove reis humanos. Ele destrói ou captura os anéis dos anões. E os três anéis dos elfos não são páreo para o poder do Um Anel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tá mas e daí né o que tem a ver esse monte de história com os hobbits, já que isso tudo é coisa de milhares de anos atrás? Bom, um dia os elfos e os humanos se juntaram para fazer frente ao Sauron, e Sauron matou o rei humano, e o rei elfo tava morto também, e Isildur, filho do rei dos humanos, cortou fora o anel da mão de Sauron e pegou o anel pra ele. Sem o poder do anel, Sauron foi derrotado e o mundo voltou a ter esperanças. Até aí, outro monte de velharia. Isildur famosamente morreu numa emboscada voltando dos campos de batalha para seu reino, e o anel de Sauron se perdeu. <em>Lembra</em> que quando o Bilbo tio do Frodo saiu pra se aventurar com os anões ele encontrou um bicho estranho no meio das cavernas e achou um anel aleatório no meio de um túnel abandonado? Lembra que esse anel deixa o portador invisível quando usado? Pois é, esse anel aí, que o Bilbo usou pra desaparecer na sua festa de aniversário e depois deixou no envelope pro Frodo antes de ir embora, é justamente o anel de Sauron. O Um Anel. O Anel para todos governar, o Um Anel para a todos encontrá-los e <em>na escuridão aprisioná-los</em>. Gandalf conta tudo isso para um jovem Frodo atônito, joga o anel no fogo da lareira e mostra as letras mágicas que aparecem quando o anel fica quente; as letras do verso maligno que o próprio Sauron criou junto com o anel nas forjas da Montanha da Perdição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gente, que capítulo maravilhoso. De arrepiar. O livro passa de uma historinha fofa com criaturinhas baixinhas que gostam de comida e de fofocas, e passa a ser uma narrativa séria, sombria, com raízes históricas e elementos fascinantes: os elfos, Sauron, Mordor, o Um Anel. É <em>disso</em> que a gente fala quando ficamos empolgadas com O Senhor dos Anéis; é <em>isso</em> que faz o livro ser o máximo; é <em>essa </em>ambientação grandiosa e fantasiosa que a gente ama!</p>



<p class="wp-block-paragraph">E aí chega o capítulo três e tudo é sono de novo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 3: Três Não É Demais.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pode pular sem culpa. Gandalf foi embora depois de colocar pânico nos hobbits. Frodo decide que vai levar o anel para longe, pra tentar dar um jeito de destruir o artefato. Sam é um pobre jardineiro que ouviu parte da história pela janela e é obrigado por Gandalf a ir junto com Frodo. Pippin é um parente distante de Frodo que vem para o Condado para ajudar na organização de tudo, já que Frodo decide vender a casa e falar pra todo mundo que vai se mudar para perto de Pippin, numa outra aldeia hobbit. Os três começam sua jornada para Valfenda. Eles descobrem que cavaleiros de preto estão fazendo perguntas sobre um Baggins. Eles encontram elfos que contam que faz tempo que Gandalf não é visto e que os cavaleiros negros são servos do inimigo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 4: Um Atalho Para Cogumelos.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Zero coisas interessantes acontecem aqui. Pode pular. O trio de hobbits anda pelas matas tentando chegar na balsa e um fazendeiro ajuda eles. Cavaleiros negros são assustadores. Bora.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 5: Conspiração Desmascarada.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pula. Frodo cruza o rio de balsa, vê que escapou por pouco de um cavaleiro, descobre que seus amigos hobbits Merry e Pippin sabem de tudo sobre sua viagem e querem ir com ele. Ele aceita e eles decidem viajar pela floresta velha pra evitar a estrada e os cavaleiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os capítulos 3 a 5 são aquele problema que eu falei acima. Dá pra entender o objetivo de demonstrar a ameaça dos cavaleiros negros. Dá pra entender que o autor quis demonstrar como os hobbits são ao mesmo tempo indefesos e cheios de recursos que podem parecer bobos mas muitas vezes os salvam. Mas também dá pra pular.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 6: A Floresta Velha.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Olha, eu gosto desse capítulo, porque adoro a floresta velha. Mas se eu fosse você, eu pulava porque é um monte de hobbit sem noção andando no mato, aí eles são atacados por árvores malignas e são resgatados por um homem bizarro chamado Tom Bombadil. Ele usa botas amarelas e canta. E quando eu falo que ele <em>canta, </em>eu quero dizer isso mesmo: Tolkien adorava poesia e adorava música, e existe uma infinidade de poemas e canções ao longo do livro, muitas delas inclusive em <em>élfico</em>. Eu sempre pulo poesia em livro, então sou suspeita pra falar, mas se você curte, manda ver, tem de monte nesse capítulo e nos próximos dois. A minha birra com o Tom Bombadil é que ele poderia não existir que nada muda na história. E a outra parte chata é que, enquanto as canções dos elfos são todas melancólicas e belas, as do Tom Bombadil são assim, ó:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Ei boneca! Feliz neneca!</em><br /><em>Dingue-dongue dilo!</em><br /><em>Dingue-clongue! Não delongue!</em><br /><em>Largue logo aquilo! Tom Bom, jovial Tom, </em><br /><em>Tom Bombadillo!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desculpa, gente. Não dá. Para os puristas, nem em inglês rola, porque <em>hey, doll, merry doll, ring-a-dong-dillo</em> não melhora nada não. Eu nem sei se eu entendo qual é a do Bombadil; tem gente que ama e defende pra sempre; tem gente que tem altas teorias. Pra mim ele é só um idoso mala que tem uma loiraça em casa e canta as musiquinhas porque o Tolkien ainda não tinha decidido que O Senhor dos Anéis definitivamente não era pra criança e ainda estava tentando ser fofo. </p>
<h3>Capítulo 7: Na Casa de Tom Bombadil.</h3>
<p>Nada de relevante acontece aqui: os hobbits são recebidos na casa do Tom Bombadil, ele canta muito, ele ignora os poderes do anel, ele tem uma esposa linda e loira, ele dá conselhos sobre o caminho que eles devem seguir. Ele canta muito. A moça loira canta também. Fim.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 8: Névoa nas Colinas dos Túmulos.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Gosto. Mas pula. Os hobbits vacilam, são pegos por espíritos dos antigos reis mortos, são resgatados por Tom Bombadil e acompanhados por ele o resto do caminho até Bree. Importante: Tom dá a eles algumas espadas encontradas nos túmulos e isso é relevante no futuro. Eu poderia falar que o capítulo é importante só por isso; ou porque é arrepiante e dá um efeito de perigos horripilantes por todos os lados da ilha da fantasia do Bombadil, mas vamos ser realistas? Vamos. Lá na frente quando essas espadas forem importantes, a maioria dos leitores nem vai lembrar de onde elas vieram. O autor sabia disso e faz aquele remember esperto. Então pode pular aqui.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 9: No Pônei Saltitante. | Capítulo 10: Passolargo.</strong> | <strong>Capítulo 11: Uma Faca no Escuro.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Opaaa chegamos na parte bouaaaa urrul! Leiam esses porque vale a pena. Os hobbits chegam em Bree, a cidade onde hobbits e humanos convivem em harmonia, e vão jantar na estalagem do Pônei Saltitante, o lugar onde eles deveriam encontrar Gandalf. Nesse ponto, os hobbits estão preocupadíssimos com o atraso de Gandalf e com a perseguição dos cavaleiros negros. Frodo se sente observado por um cara estranho. Frodo ouve Pippin contando sobre a festa de aniversário do Bilbo e fica preocupado de alguém relacionar o desaparecimento mágico de Bilbo ao anel; decide subir na mesa pra cantar e desviar a atenção; ele tropeça, cai, o anel entra no dedo dele e ele desaparece. Geral fica atônito; mesmo ele saindo de debaixo da mesa depois como se nada tivesse acontecido, o pessoal fica desconfiadíssimo e Frodo acha que vai se ferrar. Os hobbits decidem ir pro quarto e ficar longe do tumulto. Aí chega <em>Strider</em>, ou Passolargo na tradução, um humano andarilho, que entra no quarto com eles e começa uma conversa muito suspeita. Sam se preocupa, achando que ele é inimigo. Nisso o taverneiro chega e entrega uma carta pro Frodo, que Gandalf pediu pro taverneiro mandar pro Condado meses antes. Na carta Gandalf está justamente falando pro Frodo que Passolargo é um amigo e um excelente companheiro. Os hobbits decidem aceitar a ajuda de Passolargo; a estalagem é atacada por cavaleiros negros mas graças a Passolargo ninguém se fere; eles decidem fugir no dia seguinte. Passolargo dá mais informações sobre os cavaleiros negros: eles são espectros malignos que são ligados ao Um Anel; são os nove reis humanos escravizados por Sauron tantos anos antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Agora </em>a coisa começa a andar. Passolargo é um dos melhores personagens do livro, a apresentação dele é memorável, e a aventura aumenta de intensidade; os inimigos parecem que estão por todos os lados e os cavaleiros negros vão de ameaças imaginadas a criaturas muito reais mas não menos ameaçadoras. É um dos poucos monstros que não perde o apelo <em>depois </em>da revelação do que eles são. Tolkien é mestre em criar cenas tensas, e os cavaleiros negros são vilões muito apropriados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fugir dos cavaleiros negros que estão patrulhando a estrada, Passolargo faz um atalho monstro pelos pântanos para levar os hobbits até um esconderijo dos elfos. Os cavaleiros estão na cola. Eu <em>adoro </em>a ambientação do Tolkien, então todas as descrições sobre as construções em ruínas feitas pelos povos antigos são fascinantes pra mim; entendo, no entanto, que para leitores <em>normais</em> elas sejam só chatas. Cena memorável: eles sobem num morro lá e os cavaleiros emboscam todo mundo e tem lutas e o Frodo é apunhalado por um dos cavaleiros!</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 12: Fuga Para o Vau.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Devo admitir que o fim do livro I é bem legal.  Eles escapam dos cavaleiros e passam dias andando pelos pântanos com o Frodo machucado ficando cada vez pior. Aí eles trombam com um elfo gente boa que troca umas novidades preocupantes com o Passolargo. Eles decidem arriscar uma última corrida. Cena memorável: o Frodo já quase delirante com a facada maligna sobe no cavalo do elfo e corre pela estrada, tentando chegar no rio. Passolargo e o elfo estão confiantes que assim que Frodo atravessar o vau, que é uma parte do rio que dá pra atravessar a cavalo, ele vai estar a salvo dos cavaleiros. Frodo olha pra trás e vê: nove cavaleiros na perseguição! Eles estão quase alcançando! Frodo está sem forças! À distância, ele vê Passolargo e um ser iluminado ao lado dele! Assim que Frodo atravessa o vau, o rio transborda. Os cavaleiros que estavam no rio são levados pra longe. Os cavaleiros que estavam na outra margem ficam com tanto medo do ser iluminado que preferem pular na água também. Frodo desmaia. Importante ressaltar a participação única e especial do Glorfindel, que mostra um pouquinho do quão poderosos os elfos são &#8211; que é algo que vemos raramente no restante do livro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><em><strong>Livro II</strong></em></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda parte de A Sociedade do Anel tem dez capítulos e são todos impecáveis. A trama é boa, a ambientação é incrível, os personagens são maravilhosos, e os <em>plot twist</em> é tudo inteligente. Até agora eu falei dos livros cheio de spoiler mesmo, já que o intuito era que o leitor incauto chegasse aqui no começo do livro 2 com a história fresca na cabeça pra poder começar daqui. Mas se você não quer spoiler pra poder ler sozinha, esse é o momento de você deixar de ler aqui pra poder ir ler o livro lá, porque eu vou contar o que acontece no resto da história. <em>Ain mais eu vi os filmes! </em>Então beleza, bora; mas eu avisei.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 1: Muitos Encontros.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Bilbo está vivo e bem. Gandalf também! Os hobbits se divertem entre os elfos. Frodo descobre que o Bilbo e Passolargo são amigos. Todos têm tempo de relaxar, colocar a fofoca em dia, e no caso de Frodo se recuperar de um ferimento que quase matou ele.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 2: O Conselho de Elrond.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecemos as raças que se unem contra Sauron, descobrimos o tamanho da ameaça que eles estão enfrentando, e finalmente chegamos na única solução possível: um grupo pequeno de pessoas deve se aventurar por metade do continente, ir até os domínios do próprio Sauron, e jogar o anel nas forjas da Montanha da Perdição, onde ele foi forjado e onde há o único fogo quente o suficiente pare derretê-lo. Eles podem contar com aliados em Lórien, uma floresta ao sul do outro lado das montanhas, mas não com Saruman, um mago que costumava ser legal mas agora está atrás do anel também.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 3: O Anel Vai para o Sul.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo de pessoas que vai com o anel é: 1) Gandalf; 2) Passolargo que agora todo mundo chama de Aragorn; 3,4,5,6) os quatro hobbits; 7) Boromir, um príncipe dos humanos do sul que teve sonhos proféticos sobre um artefato que poderia ajudar na guerra contra Sauron e viajou centenas de quilômetros para descobrir o que tava pegando. Ele quer que o grupo leve o anel para Gondor, a capital dos homens, para que de lá eles decidam o que fazer. 8) Legolas, um príncipe elfo das florestas do norte, que vem com a excelente notícia de que Gollum, a criatura doida que tinha ficado anos com o anel antes de perdê-lo para Bilbo e que estava preso entre os elfos, na verdade escapou eeee; 9) Gimli, um dos anões da Montanha Solitária, filho de um dos antigos companheiros de Bilbo nas aventuras com o dragão. Essas nove pessoas viajam para o sul com o intuito de cruzar as montanhas por uma trilha no topo dos picos mais altos ou de viajar para o sul e passar pela terra de Rohan; mas depois da traição de Saruman, o pessoal está meio assim. Eles decidem atravessar pela passagem das montanhas, mas a montanha está de mal humor, neva muito, a passagem é bloqueada e eles são obrigados a voltar. Resta uma única opção: as minas de Moria.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 4: Uma Jornada no Escuro. | Capítulo 5: A Ponte de Khazad-Dûm.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sem dúvida a melhor parte do livro inteiro. Durante a narrativa, os personagens passam por diversos locais, todos diferentes para os hobbits, e o autor se preocupou muito em criar as raças e culturas e idiomas do mundo dele. Mas a obra-prima vai sempre ser Moria. A imensa mina abandonada dos anões, com centenas de milhares de túneis escuros que se aprofundam pelas montanhas; o mistério do que aconteceu com a última expedição dos anões; a porta com o enigma; o guardião do lago; <em>drums in the deep</em>. E o momento mais triste da história, que me fez jogar o livro longe quando li pela primeira vez; que quase me fez largar a história pra sempre; é <em>impressionante</em> como o autor consegue fazer um personagem ser tão importante em tão pouco tempo e criar uma morte tão memorável. Ao contrário de <em>certos autores</em>, Tolkien não acredita em matar personagens só para chocar o leitor; as mortes são heroicas, emocionantes e <em>muito bem encaixadas </em>na narrativa. A cena do filme é maravilhosa e todo mundo já deve ter visto o meme; mas a experiência de ler a cena pela primeira vez; a construção do ambiente claustrofóbico; a corrida pelas escadas e pela ponte; <em>drums in the deep:</em> se você precisava de algum motivo para ler o livro, está aqui. Esses dois capítulos compensam todas as mil páginas e todas as descrições possivelmente chatas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expedição dos anões foi dizimada por goblins; os antigos construtores das minas foram destruídos por um demônio das profundezas antigas; o Pippin consegue atrair tudo isso de monstro pra cima deles porque é um moleque sem noção; todos fogem dos goblins; Gandalf se sacrifica para salvar todos do demônio e cai com o bicho numa cratera imemorial. Os outros conseguem fugir.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 6: Lothlórien. | Capítulo 7: O Espelho de Galadriel. | Capítulo 8: Adeus a Lórien.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da tragédia, um pouco de poesia. Tolkien se inspirou na mitologia nórdica e druídica para criar a Terra Média, e ele tinha um profundo respeito pela natureza. Essas duas coisas aparecem aqui, com a cidade dos elfos. Ainda abalados com a morte de Gandalf, o resto da comitiva chega até Lórien, onde têm um último momento de paz. Lórien é uma floresta mágica que parece parada no tempo, ali só há sentimento de paz e tranquilidade. O mal do mundo não chega. Eles conhecem Senhora de Lórien, Galadriel. Ela usa seu espelho mágico para ajudar Frodo, passa mensagens para todos os membros da sociedade e dá presentes valiosos. Gimli, que é mal tratado por ser da raça dos anões, que sempre teve inimizade com os elfos, é não só muito bem tratado por Galadriel como também fica fascinado pela beleza da elfa e quando ela oferece um presente ele só pede um cacho dos seus cabelos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capítulo 9: O Grande Rio. | Capítulo 10: O Rompimento da Sociedade.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para fechar essa primeira parte com chave de ouro, dois capítulos com várias animações. Gollum está vivo e perseguindo a comitiva. O grupo todo entra em desacordo sobre o que fazer e que caminho tomar. Boromir foi corrompido pelo anel e tenta atacar Frodo. Frodo foge e Sam vai com ele, eles atravessam o rio e decidem ir para Mordor sozinhos. Orcs atacam o restante da comitiva e levam Merry e Pippin embora. Boromir é morto tentando protegê-los. Aragorn, desconsolado, descobre que Frodo e Sam fugiram sem falar com ninguém e decide ir atrás de resgatar Merry e Pippin, deixando Frodo e Sam para continuarem o caminho sombrio sozinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse final excelente com o <em>cliffhanger</em> perfeito garante que ninguém que chegou até aqui consiga deixar de ir atrás do segundo volume &#8211; ou do livro III, dependendo da sua situação. A sociedade está dissipada, dois morreram e os que sobraram estão cada um num canto. Os caminhos dos dois vão para lugares completamente diferentes. Frodo e Sam vão tentar passar pelas escarpas afiadas e pelos pântanos dos mortos para chegarem até o portão de Mordor. Merry e Pippin estão sendo levados para o sul, talvez para Saruman? E Aragorn, Gimli e Legolas agora tem a impossível tarefa de perseguir um destacamento de orcs que tem horas de vantagem carregando os prisioneiros. O final mostra a angústia de Frodo, a lealdade de Sam, a insegurança de Aragorn e a corrupção de Boromir. Para quem é acusado de descrever mato e pedra, Tolkien é um excelente construtor de cenas de ação e personagens, mesmo que muitas vezes pareça rígido. Ele escreve como se estivéssemos lendo um livro de história, em vez de escrever literatura, e dá pra ver que o que faz os olhos dele brilharem são os povos antigos e a história do mundo que ele criou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se fosse só um amontoado de mato e pedra, o livro não teria sido tão essencial para a formação da fantasia contemporânea. O que é que ele fez de tão esperto? Os elfos serem altivos e tristes? Os humanos serem guerreiros honrados, inteligentes e orgulhosos? A mitologia da ambientação, que vaza pelas linhas a todo momento? Gandalf? <em>Moria?</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fico por aqui com esses questionamentos, e volto logo com o segundo volume da trilogia. Até lá.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>The Lord of the Rings &#8211; The Fellowship of the Ring (1954) de JRR Tolkien. Trilogia O Senhor dos Anéis Volume 1</strong></p>
<p>The post <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/guia-de-capitulos-a-sociedade-do-anel-jrr-tolkien/">Guia de Capítulos | A Sociedade do Anel | J.R.R. Tolkien</a> appeared first on <a href="https://adevoradoradelivros.com.br">A Devoradora de Livros</a>.</p>
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		<title>O Hobbit &#124; J.R.R. Tolkien</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 23:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[J.R.R. Tolkien]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>In a hole in the ground there lived a hobbit. Com essa frase começa uma das sagas de fantasia mais famosas da literatura. O Hobbit foi publicado na década de 30, quando foi adorado pelos leitores, virou febre na Inglaterra e fez com que o autor recebesse diversas cartas pedindo continuações do livro. A história,</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>In a hole in the ground there lived a hobbit.</em></p>
<p>Com essa frase começa uma das sagas de fantasia mais famosas da literatura. O Hobbit foi publicado na década de 30, quando foi adorado pelos leitores, virou febre na Inglaterra e fez com que o autor recebesse diversas cartas pedindo continuações do livro. A história, como o título entrega, é sobre um hobbit, uma criatura engraçada de menos de metro de altura, amor pela boa comida e de pés peludos, que se envolve numa aventura que inclui resgatar tesouros e enfrentar dragões.</p>
<p>Tudo começa quando Bilbo Baggins, um hobbit respeitado e bem de vida, irrita um mago que passa por sua porta e o mago, como vingança, pinta um sinal na casa de Bilbo que significa &#8220;ladrão procurando emprego&#8221;.</p>
<p>Na noite seguinte, então, treze anões aparecem na casa de Bilbo certos de que o hobbit quer fazer parte da aventura deles, que é ir até a Montanha Solitária no norte selvagem e resgatar o ouro dos anões que foi roubado por um dragão.</p>
<p>É um livro para crianças que agrada à todas as idades. O jeito do autor descrever o que acontece é simples e divertido, e ao mesmo tempo as aventuras das quais Bilbo participa com os anões são muito emocionantes: passando por trolls famintos, bandos de goblins maléficos, aranhas gigantes, e elfos pouco amigáveis, o pacato Bilbo vai aos poucos provando aos anões que é bem mais do que parece.</p>
<p>Um clássico da literatura que deve ser lido por todos os amantes da fantasia, já que reúne todos os elementos do gênero de forma fora do comum: em vez do grande herói com sua espada mágica lutando com o malvado dragão, temos o simpático hobbit, todo bom senso e saudades da sua mesa cheia, no meio de tudo e ao mesmo tempo deixado de lado nas grandes guerras dos povos maiores. A moral da história, é claro, é que mesmo sendo pequeno e aparentemente sem valor, podemos fazer uma enorme diferença no decorrer das coisas.</p>
<p>Importante lembrar que esse livro não tem absolutamente nada a ver com sua continuação, tanto em tom quanto em personagens: os temas são mais pessoais e menos grandiosos do que em O Senhor dos Anéis, os personagens me parece mais humanos &#8211; mesmo sendo anões e elfos &#8211; do que no famoso épico e, finalmente, o decidido Bilbo me parece mais atraente do que seu intelectual herdeiro Frodo. E, é claro, temos um livro fisicamente mais acessível, sem as infinitas páginas da sequência e com uma história igualmente cativante.</p>
<p>The Hobbit (1937) de J.R.R. Tolkien</p>
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		<title>O Senhor dos Anéis &#8211; O Retorno do Rei &#124; J.R.R. Tolkien</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 02:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[J.R.R. Tolkien]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[O Senhor dos Anéis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eeebaa finalmente a resenha da última parte de O Senhor dos Anéis. Pra quem já leu os outros e só falta esse, o que acontece é o seguinte: as forças de Sauron se preparam para assolar o mundo dos homens. Saruman foi neutralizado, Theoden foi convencido a ajudar no combate contra Mordor unindo-se ao exército</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family: inherit;">Eeebaa finalmente a resenha da última parte de O Senhor dos Anéis.</span></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Pra quem já leu os outros e só falta esse, o que acontece é o seguinte: as forças de Sauron se preparam para assolar o mundo dos homens. Saruman foi neutralizado, Theoden foi convencido a ajudar no combate contra Mordor unindo-se ao exército de Minas Tirith. Enquanto isso, Frodo e Sam se arrastam pelas terras áridas de Mordor, fingindo fazer parte e um exército de orcs. Aragorn decide chegar a Minas Tirith por um caminho alternativo, acompanhado por Gimli e Legolas. Eowyn não se conforma em ser deixada para trás e Gandalf, acompanhado de Pippin, descobre que o regente de Gondor, Denethor, não é tão acessível quanto pede o momento. </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">É nesse volume que se concentram as maiores batalhas, os maiores feitos heróicos e aquele momento realmente de fechar o livro de nervoso pra ir tomar uma água e relaxar. A motivação dos personagens (pra não falar da identidade de alguns) fica revelada. O único &#8216;romance&#8217; do livro acontece. Os caras &#8216;do bem&#8217; estão encurralados e tentam uma última cartada desesperada. E Frodo e Sam, no pior lugar do mundo, são os que têm de fazer as piores decisões.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Da primeira vez que eu li, não gostei que Éowyn teve o destino que teve. Agora, que sei que o humano mais foda de todos é o Faramir, acho que deu tudo certo no final. Portanto, fica minha opinião: enquanto o cenário mais legal é Rohan, o personagem mais legal é Barbárvore, o personagem mais foda é Gandalf&#8230; o personagem mais humano é Sam e o humano mais foda é Faramir. Não sei se deu pra entender.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Esse livro encerra com maestria a trilogia (que na verdade é um livro só) mais famosa de fantasia. Todos os personagens têm seus destinos explicados, o que faz com que no final as coisas fiquem meio lerdas, mas isso era necessário para explicar de onde veio o livro. Afinal, Tolkien deixa bem claro que a história é verdadeira, ocorreu num passado distante do nosso mundo e foi escrita pelos hobbits, que repassaram o livro através de seus antepassados. </span></div>
<p><span style="font-family: inherit;">Obra-prima.</span></p>
<p><b><span style="font-family: inherit;">The Lord of the Rings &#8211; The Return of the King (1955)</span></b><br />
<b><span style="font-family: inherit;">De J.R.R. Tolkien (Reino Unido)</span></b><br />
<span style="font-family: inherit;"><b>Terceiro volume de O Senhor dos Anéis </b></span></p>
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		<title>O Senhor dos Anéis &#8211; As Duas Torres &#124; J.R.R Tolkien</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 16:09:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[J.R.R. Tolkien]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[O Senhor dos Anéis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O livro, dividido em duas partes, fala da continuação da jornada da agora separada Sociedade do Anel. A primeira parte fala de Aragorn, Gimli, Legolas, Merry e Pippin, na tentativa de salvar a terra de Rohan do poder de Saruman na torre de Orthanc. A segunda parte mostra Frodo e Sam, com a ajuda de Gollum,</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O livro, dividido em duas partes, fala da continuação da jornada da agora separada Sociedade do Anel.</p>
<p>A primeira parte fala de Aragorn, Gimli, Legolas, Merry e Pippin, na tentativa de salvar a terra de Rohan do poder de Saruman na torre de Orthanc. A segunda parte mostra Frodo e Sam, com a ajuda de Gollum, na sua jornada para entrar em Mordor pela cidade maléfica com a torre de Minas Morgul.</p>
<p>Enquanto Aragorn, Legolas e Gimli vão atrás dos hobbits Merry e Pippin, que foram raptados por orcs, Frodo e Sam vão através do labirinto dos montes escarpados das montanhas Emyn Muil em direção a Mordor.</p>
<p>Mas os orcs que raptaram os hobbits não são o que parecem; e as Emyn Muil são praticamente intransponíveis. Aragorn, Legolas e Gimli trombam com a tribo dos cavaleiros de Rohan; Frodo e Sam são obrigados a aceitar a ajuda de um guia no mínimo controverso.</p>
<p>Enquanto isso, Merry e Pippin vão parar na floresta Fangorn, imensamente enorme e antiga &#8211; e despertam uma força que ninguém esperava. E o trio de corredores acaba indo parar na capital de Rohan, onde o rei Théoden está malignamente sob a influência de um servo de Saruman.</p>
<p>Dos três livros em que O Senhor dos Anéis foi dividido, essa é a parte que eu mais gosto, porque adoro Rohan, Fangorn e o mago branco; e também tem meus personagens favoritos da trilogia inteira: Éowyn, princesa de Rohan, Barbárvore &#8211; a tradução do nome vai ficar pra sempre &#8211; e Faramir.</p>
<p>De qualquer forma, aqui toda a lerdeza aparente do início da história, em A Sociedade do Anel, desaparece por completo, e agora sabemos realmente qual a força da história e do mundo criados por Tolkien. É muito bonito a gente ler as descrições que ele faz dos elfos, mas é com o mundo verdadeiramente medieval fantástico da honra e da guerra em Rohan que percebemos os personagens mais interessantes da trilogia: os humanos.</p>
<p>The Lord of the Rings &#8211; The Two Towers (1954) | O Senhor dos Anéis &#8211; Parte 2</p>
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		<title>O Senhor dos Anéis &#8211; A Sociedade do Anel &#124; J.R.R. Tolkien</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 00:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[J.R.R. Tolkien]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[O Senhor dos Anéis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pois bem, é até difícil saber por onde começar a falar desse livro. Eu podia falar que foi a Bel quem primeiro me emprestou, e que eu derramei sopa no livro do Felipe, e todo o resto. Mas eu diria que isso tudo não vem bem ao caso.   Só sei que eu já estava</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family: inherit;">Pois bem, é até difícil saber por onde começar a falar desse livro.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Eu podia falar que foi a Bel quem primeiro me emprestou, e que eu derramei sopa no livro do Felipe, e todo o resto. Mas eu diria que isso tudo não vem bem ao caso.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Só sei que eu já estava <i>well into fantasy</i> quando a Bel veio falar que era um absurdo eu não ter lido o Senhor dos Anéis, e me tuchou o primeiro volume, daquela edição Europa-América que foi a de quase todo mundo que entrou em contato com a obra prima na década de 80 aqui no Brasil.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Então não posso dizer que foi esse livro que iniciou minha paixão.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Mas foi quase.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">E o que eu tenho a dizer ao leitor incauto é: não desista.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Tudo bem, o livro consegue ser bastante mala, mas prometo que assim que passar do Livro II você não vai conseguir parar de ler (explicando que o SdA é um livro só, dividido em seis partes e muitas vezes editado em três volumes, dos quais A Sociedade do Anel é o primeiro).</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">A história é a de um jovem hobbit (criaturas engraçadas que têm baixa estatura, pés peludos, apetite insaciável e bom humor quase permanente) que descobre que aquele anel que herdou do seu tio é a chave para o poder do evil overlord da área, Sauron, que precisa apenas do anel para cobrir a terra de escuridão.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Frodo, o protagonista, se une a mais outros hobbits, alguns humanos, um elfo, um anão e um mago para atravessar o mundo e tentar destruir o anel, o que só pode ser conseguido jogando-o no vulcão onde ele foi criado.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">É essa a premissa para O Clássico da literatura maravilhosa, que virou a base para todos os livros de fantasia medieval jamais criados.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">O problema é que o Tolkien, como criou o mundo onde se passa a história até os mínimos detalhes, faz questão de mostrá-los <span style="font-style: italic;">todos</span> ao leitor. Ou seja, passam-se parágrafos e mais parágrafos de descrições intermináveis sobre o caminhozinho que leva da aldeia até a floresta.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Quando nos acostumamos com o estilo dele, nem reparamos mais nas descrições detalhadas, mas pra quem não tem o hábito da leitura admito que deva ser dose.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">De qualquer forma é um dos meus livros favoritos no mundo inteiro, e essa primeira parte tem um dos capítulos mais legais do livro todo (A Sombra do Passado), e tem Moria e Galadriel, que são fodas, e se o livro não demorasse 200 páginas pra engrenar seria bem melhor.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div><span style="font-family: inherit;">Felizmente isso foi resolvido n&#8217;As Duas Torres.</span></div>
<div><span style="font-family: inherit;"> </span></div>
<div>
<p><span style="font-family: inherit;">Lembrando sempre que o livro deveria ser lido com um todo, sem dividi-lo em volumes. Mas como a editora fez assim, eu também faço.</span></p>
<p><b><span style="font-family: inherit;">The Lord of the Rings &#8211; The Fellowship of the Ring (1954)</span></b><br />
<b><span style="font-family: inherit;">De J.R.R. Tolkien (Reino Unido)</span></b><br />
<span style="font-family: inherit;"><b>Primeiro volume de O Senhor dos Anéis &#8211; Série Terra Média Livro 2</b> </span></p>
</div>
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