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	<title>juvenil Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>juvenil Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>O Segredo do Licorne &#124; Hergé</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 13:57:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hergé]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tintim está passeando numa feirinha de rua quando vê uma miniatura de navio. Pensando no seu amigo Capitão Haddock, ele decide comprar o barco para presenteá-lo. Dois outros homens chegam e tentam agressivamente comprar o barco, primeiro do vendedor original, depois do próprio Tintim, com lances cada vez mais altos. Tintim se recusa e leva [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tintim está passeando numa feirinha de rua quando vê uma miniatura de navio. Pensando no seu amigo Capitão Haddock, ele decide comprar o barco para presenteá-lo. Dois outros homens chegam e tentam agressivamente comprar o barco, primeiro do vendedor original, depois do próprio Tintim, com lances cada vez mais altos. Tintim se recusa e leva o barco pra casa, ligando para o Capitão Haddock logo após.</p>
<p>Claro que o cachorrinho Milu prontamente derruba o barco no chão e quebra o mastro principal, mas Tintim consegue consertar. Quando o Capitão Haddock chega, fica maravilhado com a miniatura. É uma réplica exata do <em>Licorne</em>, barco do seu ancestral Cavaleiro de Hadoque, que navegou os mares no século XVII.</p>
<p>Enquanto o Capitão Haddock procura mais informações sobre o Cavaleiro de Hadoque, Tintim tem seu barco roubado e sua casa revistada. Os ladrões não levaram nada além do barco, e Tintim logo descobre o que eles estavam procurando: um pequeno papel enrolado, que estava dentro do mastro da miniatura.</p>
<p>No papel, há uma mensagem antiga e vários números.</p>
<blockquote><p>Três irmãos unidos, três Licornes navegando juntos ao sol do meio-dia falarão. Pois é da luz que há de vir a luz. E resplandecerá.</p></blockquote>
<p>Quando vai contar ao capitão o que descobriu, encontra-o num momento de lembranças, pois ele encontrou um antigo diário do Cavaleiro de Hadoque. Essa é a minha parte favorita da história, com o capitão Haddock contando a história da última viagem do navio Licorne, atacado pelos piradas de Rackham, o Terrível. A alternância entre o passado e o presente é maravilhosa.</p>
<p>O Segredo do Licorne é um dos melhores álbuns do Tintim, com a exata união entre aventura, investigação e humor que são característicos da história. Além disso, é claro que piratas no Caribe sempre foram fascinantes pra mim. Quem não ama um belo mapa do tesouro?</p>
<p><strong>Le Secret de la Licorne (1943) de Hergé | As Aventuras de Tintim #11</strong></p>
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		<title>A Filha do Rei Pirata &#124; Tricia Levenseller</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 21:02:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tricia Levenseller]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alosa é filha do rei pirata. Ela é encarregada de recuperar um mapa importante, e para isso se deixa ser capturada pela tripulação de piratas inimigos. Ela fica presa no porão, mas escapa toda noite para revistar o navio. O capitão desse barco é malvado, mas o irmão mais novo dele, Riden, é um pirata [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Alosa é filha do rei pirata. Ela é encarregada de recuperar um mapa importante, e para isso se deixa ser capturada pela tripulação de piratas inimigos. Ela fica presa no porão, mas escapa toda noite para revistar o navio. O capitão desse barco é malvado, mas o irmão mais novo dele, Riden, é um pirata mais conflitado. Ele se interessa por Alosa mas sente que ela não é o que parece.</p>
<p>Durante a narrativa, ficamos sabendo mais sobre Alosa: ela era órfã, o rei pirata a &#8216;resgatou&#8217; e a fez passar por treinamentos pesadíssimos, ela finalmente ganhou o comando de seu próprio navio, aos dezessete anos tem a missão de recuperar o mapa do lendário tesouro. E também ela é meio-sereia.</p>
<p>As sereias desse mundo são aquelas que atraem os homens para as profundezas. Alosa consegue mudar a voz e conquistar qualquer homem que quiser, mas ela precisa dosar seus poderes ou vai perder controle de si mesma e vai só entrar no mar e afogar todo mundo.</p>
<p>O livro é pra ser &#8216;<em>young adult</em>&#8216;, e eu admirei a tentativa da autora de pegar temas pesados como o pai abusivo, as ameaças de estupro toda hora, ela virar um monstro afogador de gente, todo mundo estar sempre lutando pela própria vida, de forma leve o suficiente para ficar uma leitura ágil e agradável. A trama é suficientemente inteligente, a ambientação das sereias é interessante, e todo o clichê fica no romance entre Alosa e Riden. Mas como ela tem dezessete anos e ele sei lá, dezenove? o choramingo, as dúvidas e os mal-entendidos ficam mais compreensíveis e menos irritantes.</p>
<p>Alosa é uma protagonista independente e forte, Riden é um par romântico adequado. A narrativa de pirataria clássica com uma pitada de fantasia funciona bem. No fim, a história fica em aberto para uma continuação, mas nada que estrague o divertimento. Eu me diverti.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Daugther of the Pirate King (2017) de Tricia Levenseller. Primeiro livro da série.</strong></p>
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		<title>Ensaio &#124; Mas Harry Potter Nem Era Bom</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:11:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[J. K. Rowling]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O maior fenômeno literário da nossa época é um aglomerado de ideias reacionárias permeado por tramas furadas e precisamos superar isso. O discurso em volta dos livros do Harry Potter parece que nunca some. Primeiro a autora ficava voltando atrás pra contar pra gente coisas que eram verdade mesmo que não estivessem no texto, pra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>O maior fenômeno literário da nossa época é um aglomerado de ideias reacionárias permeado por tramas furadas e precisamos superar isso.</h2>
<p>O discurso em volta dos livros do Harry Potter parece que nunca some. Primeiro a autora ficava voltando atrás pra contar pra gente coisas que eram verdade mesmo que não estivessem no texto, pra continuar na mídia e se fazer de progressista. Depois ela decidiu fazer a cruzada contra mulheres trans e se fazer de vítima após a reação da internet. E claro, os estúdios não viram a hora de lucrar em cima dos livros, e os filmes de Hollywood se transformaram num espetáculo à parte. Agora estão produzindo uma série remake e a discussão em 2026 é que querem fazer Snape negro e Voldemort mulher. Na era da pós-verdade, só vou acreditar quando sair a série.</p>
<p>É impressionante como os livros e os filmes ficaram no imaginário coletivo dos millenials como sendo cristais intocados de boa literatura. A conversa é sempre &#8220;devemos separar o artista da arte&#8221;, &#8220;não vou consumir as obras porque não concordo com a autora mas ela nunca vai conseguir destruir minha memória afetiva&#8221;, &#8220;nunca vou perdoar ela por ter estragado meu fandom favorito&#8221;.</p>
<p>Será que não daria pra gente dar uma olhada nas obras com a nossa idade atual e perceber que não eram livros tão bons assim? A memória afetiva pode existir mas a gente também pode olhar pra trás criticamente. Os livros ajudaram toda uma geração a ler mais, se sentir melhor sobre si, fazer parte de um coletivo. Mas também são livros de trama simplificada, elementos fantasiosos mal colocados e moral duvidosa. Não era o livro que era bom, era a gente que era tonha. Já passou da hora da gente deixar a obra cair no esquecimento <em>não só</em> pra deixar de dar dinheiro pra ela <em>como também </em>porque nem é uma obra que mereça ser reapresentada para as novas gerações.</p>
<h2>A trama é mal feita</h2>
<p>Quando a gente é criança, não temos a habilidade de perceber furos nas histórias. Daí a gente cresce, conhece mais da vida, lê mais coisa, assiste filme bom. E assiste muito dos filmes do Harry Potter também. E compara as coisas. Eu era a criança mais chata do rolê e com sete anos reclamava que &#8220;o livro era melhor&#8221;, então é óbvio que fui assistir o primeiro filme com o pé atrás porque &#8220;o livro ia ser melhor&#8221; (e era mesmo). Mas isso aos poucos me fez ver que os problemas do filme eram muitos, mas vários vinham do próprio livro.</p>
<blockquote><p><em>Deus ex machina</em>: expressão em latim vinda do teatro grego que significa literalmente &#8220;deus surgiu da máquina&#8221;, utilizada para indicar uma solução inesperada/mirabolante (magicamente providenciada por uma divindade) para terminar uma obra ficcional.<br />
Com o tempo, o uso da expressão tornou-se amplo e passou a referir-se também não apenas ao surgimento de divindades, mas também de personagens, artefatos, ou eventos inesperados, artificiais ou improváveis, introduzidos repentinamente na trama com o mesmo objetivo: resolver uma situação intransponível ou simplificar o enredo.</p></blockquote>
<h3>A Pedra Filosofal</h3>
<p>O conto de fadas virando realidade: o garoto mal tratado que mora embaixo da escada descobre não só que na realidade faz parte de um mundo fantasioso incrível como também descobre que ele é nada mais nada menos que a pessoa mais especial desse mundo. Ele é o mais rico, o mais famoso, herdeiro de uma fortuna imensa e de pais sem defeitos. Ele não tem dificuldade alguma em fazer amigos, tem habilidade sobrenatural com o esporte do rolê, consegue escolher em qual grupo ficar, e o único conflito qu ee ele tem de início é que tem um professor que não gosta muito dele. Ele arranja um amigo que explica o mundo bruxo pra ele, e arranja uma amiga que faz a lição de casa dele.</p>
<p>A ideia do livro é ser uma história onde as crianças resolvem tudo enquanto os adultos são um bando de inúteis, o que é bastante comum em vários livros infantis. A narrativa bem humorada da autora pincelada com elementos fantasiosos funciona bem, e o livro certamente é divertido.</p>
<p>Mas não dá pra deixar de perceber que o Harry é um baita de um mimado privilegiado assim que ele pisa no mundo bruxo; Dumbledore é um incompetente de trazer a pedra pra Hogwarts; Hagrid não deveria ser responsável por coisa alguma; Harry escapou por que o livro quis;  e Dumbledore privilegia a Grifinória sem nenhuma vergonha.</p>
<p>Harry 0 x 1 <em>Deus ex machina </em>amor de mãe</p>
<h3>A Câmara Secreta</h3>
<p>Conhecemos os supremacistas bruxos escravocratas, tem também a irmã do Rony que existe pra ser obcecada pelo Harry, e descobrimos que a escola foi construída por um bruxo que queria assassinar os próprios alunos. Aparentemente nada foi feito pra encontrar a câmara secreta em todo esse tempo.</p>
<p>O ministério da magia sabe quando fazem magia na casa de um bruxo menor de idade mas não sabe quem fez essa magia. Um membro do ministério faz experimentos ilegais com invenções humanas mas é incapaz de ajudar o amigo do filho que está em cárcere privado.  Uma escola permite que um charlatão seja professor da matéria mais perigosa. Hermione descobre tudo mais uma vez, Hagrid dá mais pistas de que é um incompetente que não deveria ser responsável por nada, Dumbledore não consegue resolver coisa alguma e Harry é salvo por um chapéu e um passarinho.</p>
<p>Harry 0 x 2 <em>Deus ex machina</em> Fawkes</p>
<h3>O Prisioneiro de Azkaban</h3>
<p>Não nego que é o melhor livro da série, mas também é o final mais troncho. Sirius Black foi preso &#8220;em flagrante&#8221; injustamente e ficou na prisão por anos, mas ninguém usou <em>veritaserum</em> nele. Hermione quer fazer todas as matérias disponíveis e em vez de ter uma orientação acadêmica pra ajudar ela a escolher (já que na primeira semana ela já percebe que na verdade não se identifica com uma matéria), eles dão pra ela uma máquina do tempo.</p>
<p>O mapa do maroto mostra Pettigrew pro Lupin mas os gêmeos passaram anos sem perceber um maluco na cama com o Rony. Dumbledore contrata um lobisomem como professor e Lupin prontamente <em>esquece</em> de tomar a poção e ataca alunos. Dumbledore permite que monstros sugadores de almas fiquem passeando pela escola. Hagrid <em>novamente</em> sendo um profissional tenebroso.</p>
<p>Hermione resolve tudo com o giratempo (que nunca mais é visto), enquanto Harry percebe que quem salvou o dia foi ele mesmo com um pouco menos de ansiedade.</p>
<p>Harry 0 x 3 <em>Deus ex machina </em>Harry do futuro</p>
<h3>O Cálice de Fogo</h3>
<p>Vamos rever o plano do vilão? Vamos.</p>
<p>O Voldemort precisa voltar usando o Harry. Eles precisam que o Harry encoste na chave de portal que vai levar ele pro mato onde o Voldemort tá fazendo o ritual. O plano então é: sequestrar um professor, colocar um maluco disfarçado no lugar dele (mas o professor precisa estar constantemente preso desacordado pro impostor conseguir pegar cabelo dele pra poção de disfarce), o impostor vai obrigar o Harry a participar do torneio, o impostor vai ajudar o Harry a ganhar o torneio, e o Harry vai encostar na taça e ser levado pro Voltemort.</p>
<p>Desconsiderando as milhares de oportunidades que o vilão teria de fazer o Harry encostar num objeto qualquer; ignorando o RH de Hogwarts que é incapaz de perceber a diferença entre um professor qualificado e um psicopata que passou a vida escondido pela família; que tipo de plano imbecil incluiria ter que fazer um moleque idiota mais novo que todo o resto passar por provas impossíveis? E se o Dumbledore simplesmente falasse &#8220;não sabemos como esse doidinho colocou o nome no cálice de fogo, a segurança do torneio está em jogo, vamos reconsiderar&#8221;? E se o Harry não fosse ajudado por toda a escola (incluindo o infeliz do Cedrico) e fosse incapaz de chegar na final?</p>
<p>Que plano idiota senhor.</p>
<p>Harry 0 x 4 <em>Deus ex machina </em>varinha mística</p>
<h3>A Ordem da Fênix</h3>
<p>Na época que saiu o livro, o Harry revoltado com tudo me encantou. Adoro gente revoltada que odeia tudo. Mas aí mataram meu personagem favorito de maneira estúpida. Sacanagem.</p>
<p>O ministério da magia quer destruir a reputação do Harry então resolve expulsar o garoto da escola mesmo diante de uma situação óbvia de legítima defesa. Daí o ministério coloca uma psicopata torturadora de crianças dentro de Hogwarts (não se preocupem que ela vai ser devidamente est*pr@da por centauros depois).</p>
<p>A Ordem da Fênix está lutando contra os supremacistas bruxos mas mantém escravos (ele não quer ser libertado, deixa ele) pra daí o escravo ir lá e mentir ahahaha bem feito. Harry passa o livro ouvindo que tem que ignorar as visões do Voldemort, daí ele não ignora e coloca tudo a perder. Sirius é um mimado que deveria ter passado o tempo na prisão refletindo sobre as merdas que fez e não fazendo bullying com o Snape de novo.</p>
<p>Harry começa a fazer aula de oclumência mas é um inútil. Ele e Cho estão tendo um namorico mas Harry não tem paciência, ela só chora. Uma amiga da Cho trai o grupo que o Harry formou (aparentemente o talento dele é ser professor de defesa contra as artes das trevas). Dumbledore escapa com facilidade dos guardas do ministério da magia e deixa seus aluninhos à mercê de Umbridge.</p>
<p>Harry cai no conto do Voltemort e vai para o ministério, onde prontamente é cercado por comensais da morte. Felizmente a Ordem da Fênix aparece para salvar o dia mas a Bellatrix mata o Sirius, Harry sai atrás dela sozinho, Voltemort possui o Harry na intenção de fazer Dumbledore matar o Harry. Daí o Harry pensa no Sirius e Voldemort desiste porque &#8220;não conseguia suportar o contato com uma mente preenchida com amor&#8221;.</p>
<p>Harry 0 x 5 <em>Deus ex machina </em>o poder do amor</p>
<h3>O Enigma do Príncipe</h3>
<p>Dumbledore é incapaz de contratar um professor sem ajuda de um <em>aluno</em>. Harry acha um livro super suspeito mas ignora todas as tentativas da Hermione de avisá-lo. Dumbledore encarrega <em>um aluno</em> de descobrir a verdade sobre uma memória de um professor sobre o bruxo mais perigoso da terra. Dumbledore sai por aí com <em>um aluno</em> para destruir horcruxes.</p>
<p>Harry começa a namorar a Gina porque ela não é como as outras garotas: ela até gosta de esportes! E certamente não se importa dele passar o tempo livre mais com os amigos do que com ela, porque ela <em>entende</em>.</p>
<p>Malfoy tenta matar Dumbledore mas quem faz isso é Snape. Harry sai correndo atrás do Snape pra tentar se vingar pela morte de Dumbledore. Ainda não sabemos mas Snape é o maior herói da história e não mata o Harry porque foi apaixonado pela mãe dele. Na verdade todo o final desse livro só vai fazer sentido quando lermos o próximo (se é que <em>fazer sentido</em> é o termo correto nesse caso).</p>
<p>Harry 0 x 6 <em>Deus ex machina </em>o grande plano de Dumbledore</p>
<h3>As Relíquias da Morte</h3>
<p>Harry sai por aí procurando horcruxes junto com Rony e Hermione de forma mal organizada, sem contato com notícias correntes e sem planejamento. A &#8216;sorte&#8217; (objetos mágicos, pessoas ajudando do nada, pistas deixadas por Dumbledore, visões do Harry, etc) está sempre com eles e eles conseguem destruir o horcrux medalhão do Salazar Slytherin, o horcrux taça da Helga Hufflepuff e o horcrux diadema da Rowena Ravenclaw.</p>
<p>Durante a busca pelos horcruxes, o trio descobre sobre &#8216;as relíquias da morte&#8217;, cujo dono poderia dominar o mundo. As relíquias da morte seriam o manto da invisibilidade (que Harry convenientemente herdou do pai), a varinha das varinhas (que estaria com Dumbledore e teria sido roubada por Snape), e a pedra da ressurreição (que Dumbledore achou e entregou pro Harry via mensagem póstuma).</p>
<p>Harry vê Voltemort matando Snape e chega a tempo de pegar as memórias de Snape, descobrindo tudo o que rolou no passado desse pobre bruxo conflitado que levou um fora da mãe do Harry e se vingou virando nazista. Harry descobre todo o plano elaborado de Dumbledore que incluía não contar nada pro Harry e deixar o Harry crescer sem saber do poder do amor, do possível horcrux e do passado de Snape.</p>
<p>Sabendo de tudo isso, Harry resolve se entregar pro Voldemort, que mata ele. Porém na <em>realidade </em>o que rolou foi que Voldemort matou <em>o próprio horcrux dentro do Harry,</em> conforme Dumbledore explica pro Harry numa visão/sonho/experiência pós morte. Neville mata a cobra Nagini que é o último horcrux e agora Voldemort é mortal como qualquer outro homem. Começa a batalha de Hogwarts, muita gente mata e morre, e o confronto final de Harry com Voltemort tem o inimaginável resultado de que a varinha das varinhas nunca foi de Voldemort porque quem desarmou Dumbledore foi Draco que foi desarmado por Harry então quem é o verdadeiro dono da varinha é o Harry.</p>
<p>Harry 0 x <em>Deus ex machina </em>varinha técnica</p>
<h2>O final é lamentável</h2>
<p>E aí temos o infame epílogo. Harry Potter decide virar policial de bruxo, Hermione casa com o moleque burro que passou anos zoando com a cara dela por ela ser anti-escravidão (!), Ginny sai parindo vários filhos que vão ter nomes que o Harry escolheu (irmão dela que morreu protegendo o Harry certamente não merece nome de filho), e a história acaba &#8216;onde começou&#8217;, com as crianças entrando no trem pra Hogwarts.</p>
<p>Detalhe que o nome do infeliz do filho mais novo é Albus Severus &#8220;em homenagem aos bruxos mais corajosos que eu conheci&#8221; meu amigo um deles foi nazista que só resolveu ser agente duplo depois que a moça que ele queria foi assassinada pelos nazistas e o outro fez uma criança de cobaia por anos pra transformar ele numa arma depois. Vai fazer seu filho sofrer bullying a vida toda por ter nome ridículo e essa é sua motivação?</p>
<p>Claramente a autora achou que esse seria um final feliz pra sempre, porque na cabeça <em>late boomer</em> dela era isso que qualquer pessoa ia querer: casamento, filhos e vida estável. Mas ela estava escrevendo para os millenials, que viram o mundo pegar fogo, fazendo com que essa vida seja impossível pra gente.  Crescemos vendo que <em>vida padrão</em> não é necessariamente <em>vida melhor</em>, que casamento é terrível pras mulheres, que policiais são armas do sistema, e que lutar pelo que é certo não inclui estabilidade.</p>
<p>Mesmo eu que amava os livros fiquei com gosto amargo na boca quando li o epílogo na época da publicação.</p>
<h2>Gordofobia, machismo, racismo, e as tentativas posteriores</h2>
<p>Todos os gordos são nojentos, engraçados, ou simplesmente pessoas malvadas. Todas as mulheres são &#8220;femininas bocós&#8221; ou &#8220;inteligentes que não-são-como-as-outras-garotas&#8221;. Todos os bruxos são supremacistas que querem ser superiores aos trouxas ou bonzinhos condescendentes que entendem que não é culpa dos trouxas que eles são inferiores. O sistema bruxo é escravagista e os elfos domésticos <em>gostam </em>de ser escravos e <em>não querem</em> ser liberados. Qualquer criatura não-humana no mundo dos bruxos ou não tem direitos ou é serviçal. O sistema bruxo é capitalista hereditário e Hogwarts perpetua e encoraja isso.</p>
<p>E aí depois que tudo foi publicado a autora veio falar que <em>na verdade </em>Dumbledore <em>sempre foi homossexual</em>. Veio dizer que <em>na verdade</em> ela nunca tinha falado de raça no livro mas se quiser enxergar a Hermione como negra fica à vontade. A Hermione. Que foi a única a defender elfos domésticos e foi ridicularizada por isso. Cuja única característica remotamente &#8216;não-branca&#8217; é que ela tem cabelo <em>armado</em>. Que na primeira oportunidade alisa o cabelo pra <em>ficar bonita</em>. Ela que é pra gente pensar que &#8216;sempre foi&#8217; negra. Enquanto que o cara do ministério da magia que de fato foi descrito como negro tem o nome de Kingsley&#8230; <em>Shackle</em>bolt.</p>
<p>Os livros do Harry Potter são reflexos da época em que foram escritos, e tá tudo bem. O que precisa mudar é essa falta de memória coletiva que coloca a obra como sendo intocável por causa da nostalgia enquanto ignora problemas que hoje não passariam no crivo dos mesmo leitores agora maduros.</p>
<p>O livro não é um pilar de ensinamentos para os jovens, mas é lembrado como tendo sido. O livro é um aglomerado de ideias fantasiosas e mitológicas jogadas sem crivo algum, com personagens adultos muito questionáveis, e personagens jovens totalmente criminosos (até os fãs mais fervorosos são incapazes de passar pano pra poção do amor dos Weasley).</p>
<p>Tem muita coisa boa nova sendo escrita, muitos autores fora do eixo branco do oeste global produzindo fantasia relevante. E tem muita coisa boa antiga não sendo lembrada. Vamos reler <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/category/ursula-k-le-guin/">Ursula Le Guin</a>, <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/category/robin-hobb/">Robin Hobb</a>, <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/category/diana-wynne-jones/">Diana Wynne Jones</a>, <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/category/suzanne-collins/">Suzanne Collins</a>.</p>
<p>E sobretudo vamos olhar para os livros do passado com senso crítico.</p>
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		<title>O Amuleto de Samarkand &#124; Jonathan Stroud</title>
		<link>https://adevoradoradelivros.com.br/o-amuleto-de-samarkand-jonathan-stroud/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 22:29:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jonathan Stroud]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nathaniel é um jovem aprendiz de mago que vive em Londres. O cenário é o mundo moderno, porém os magos detém todo o poder, e o império Britânico domina o planeta. Portanto, Nathaniel é um jovem que aprende que, se fizer tudo corretamente e for um excelente serviçal do império, poderá até mesmo se tornar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nathaniel é um jovem aprendiz de mago que vive em Londres. O cenário é o mundo moderno, porém os magos detém todo o poder, e o império Britânico domina o planeta. Portanto, Nathaniel é um jovem que aprende que, se fizer tudo corretamente e for um excelente serviçal do império, poderá até mesmo se tornar um dos membros do parlamento mais poderoso da terra. A forma como os magos conseguem poder é ao conjurar demônios usando círculos de convocação, obrigando os seres a virem do plano elemental onde habitam para o plano material. Conforme os magos vão adquirindo a habilidade de dominar demônios cada vez mais fortes, eles adquirem o poder que permite que subam pelos degraus do império.</p>
<p>A narrativa mostra a vida miserável de Nathaniel, que foi entregue aos cinco anos à família de um mago para aprender o ofício. Acontece que seu mestre, Underwood, é um mago medíocre, muito pouco capaz e praticamente ignorado nos corredores do governo. Ele não se importa com a educação de Nathaniel e trata o garoto com indiferença e negligência. Enquanto Nathaniel aprende tudo o que pode na intenção de impressionar o mestre, a única pessoa que é gentil com Nathaniel é Martha, a esposa de Underwood.</p>
<p>Aos dez anos, no entanto, Nathaniel é humilhado pelo jovem mago Lovelace sem que Underwood faça nada para impedi-lo. Espumando de raiva, Nathaniel usa todas as suas forças para conseguir convocar Bartimaeus, um djinni de mais de 5000 anos de idade que não tem paciência nenhuma para quem está começando. A ordem que Nathaniel dá deixa o djinni intrigado: Nathaniel quer que Bartimaeus roube o Amuleto de Samarkand da coleção de Lovelace.</p>
<p>Isso faz com que Nathaniel acabe trombando com uma conspiração gigante que pretende simplesmente substituir todo o corpo governamental do império.</p>
<p>A trama do livro é interessante e divertida, e a rapidez da história é o suficiente para deixar a leitura ágil. Mas nada disso importa porque o livro é Bartimaeus.</p>
<p>A cada capítulo, a narrativa muda para primeira pessoa, e a voz de Bartimaeus &#8211; sarcástico, inteligente, independente e maravilhosamente irônico &#8211; dá a versão dele dos fatos, deixando bem claro para o leitor que o regime dos magos é nada mais do que escravidão para os espíritos dos planos elementais para dar poder aos humanos ambiciosos. Bartimaeus é um narrador divertidíssimo que faz com que o livro seja infinitamente melhor, deixando tudo memorável.</p>
<p>Quando Nathaniel o chama pela primeira vez, Bartimaeus pergunta cadê o mago poderoso que te mandou ser boi de piranha. Quando Nathaniel é obrigado a fugir de casa, Bartimaeus fica o tempo todo relembrando o garoto que ele vai morrer de fome na rua porque magos são inúteis. Quando Nathaniel é roubado por uma gangue de crianças de rua lideradas por uma menina estranha, Bartimaeus ri dele e fala que ele perdeu pra <em>uma garota</em>.</p>
<p>Enquanto a narrativa pelos olhos de Nathaniel é sombria e meio depressiva, Bartimaeus entremeia sua história com lembranças dos tempos antigos, quando foi chamado por outros magos em outras guerras, sempre com comentários irônicos a cada frase e notas de rodapé explicando as piadas dele.</p>
<p>A situação vai ficando mais crítica, porque Lovelace não aceita ser roubado tão facilmente: ele simplesmente mata Underwood e sua esposa, e manda demônios muito mais poderosos que Bartimaeus atrás de Nathaniel. Apesar de detestar todos os magos, Bartimaeus começa a ter certa simpatia pela perseverança do garoto, que jamais desiste mesmo diante das piores adversidades.</p>
<p>A ambientação do livro é muito interessante, a trama é bem feita, e Bartimaeus é um dos narradores mais divertidos que já li. Um excelente livro de fantasia juvenil que recomendo fortemente.</p>
<p><strong>The Amulet of Samarkand (2003) de Jonathan Stroud (Reino Unido). Série Bartimaeus Livro 1</strong></p>
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		<title>Magic Flutes &#124; Eva Ibbotson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 18:36:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eva Ibbotson]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guy Farne foi encontrado na rua quando bebê. Ele é criado num orfanato e aos doze anos ele é aceito por Mrs. Hodge. Muito determinado e bastante desenvolto, Guy cresce e se torna um jovem bonito e inteligente. Ele vai para Viena, de onde volta com o coração partido e uma única ambição: ficar milionário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Guy Farne foi encontrado na rua quando bebê. Ele é criado num orfanato e aos doze anos ele é aceito por Mrs. Hodge. Muito determinado e bastante desenvolto, Guy cresce e se torna um jovem bonito e inteligente. Ele vai para Viena, de onde volta com o coração partido e uma única ambição: ficar milionário para conseguir se casar com Nerine, a mulher que ama.</p>
<p>Com habilidade, sorte e sagacidade típicos do mais afortunado dos protagonistas, Guy em pouco tempo consegue chegar ao seu primeiro milhão. Dali pra frente é só sucesso financeiro, e ele chega em Viena com a intenção de comprar um castelo para oferecer à sua amada.</p>
<p>A Viena de 1922, logo após o fim da primeira guerra, é um local propício para se comprar um castelo. A Áustria pós-guerra tem uma série de nobres empobrecidos que não tem como se manter mais em suas construções infinitas. O secretário do Mr. Farne então faz o que precisa ser feito e adquire um belo espécime, o belo castelo Pfaffenstein. As duas nobres senhoras idosas que lá moram inclusive são convidadas a continuar morando lá até um certo evento ocorrer.</p>
<p>O evento é uma apresentação da ópera A Flauta Mágica no teatro do castelo, que é quando Guy espera poder conseguir o &#8216;sim&#8217; da sua amada quando ele a pedir em casamento.</p>
<p>Enquanto isso, a companhia de teatro que Guy vai contratar está em situação crítica. Afinal, é preciso muito dinheiro para manter uma companhia, e dinheiro anda em falta em Viena naquele momento. Felizmente, o grupo tem uma fada: a jovem Tessa. Ela é a assistente do diretor, sempre trabalhando de graça e sempre a mais do que precisa. Sem ela, o maestro não teria seu botão da sorte (porque ele sempre perde), a cantora principal não teria sua peruca (porque Tessa corta seu próprio cabelo para a confecção), e o diretor não saberia como funcionar.</p>
<p>Ao visitar a produção para contratar o grupo, Guy conhece Tessa e fica impressionado com a paixão dela pela ópera, pelo teatro e pela música.</p>
<p>Quando finalmente conhecemos a belíssima Nerine, o leitor logo fica sabendo que ela não é o que Guy imagina. Ela é linda, claro, mas também é fútil, só se importa com sua beleza, seu bem estar e seu dinheiro, está muito desapontada que não conseguiu casar com ninguém da nobreza ainda, e só aceita ser cortejada novamente por Guy porque ele claramente é um endinheirado &#8211; mesmo que ela mantenha um conde escocês na geladeira.</p>
<p>Além disso, também descobrimos que Tessa é ninguém mais ninguém menos que a princesa de Pfaffenstein, que saiu da casa das tias-avós pra poder viver no teatro porque ela não acredita em nobreza e sim na democracia republicana. Ela também cansou de ser princesa, não gosta da &#8216;prisão aristocrática&#8217; e não tem o menor interesse em se casar com Maxxie, um jovem da nobreza com quem estava destinada, de acordo com os pais de ambos.</p>
<p>Então o livro alterna entre a) preparação para A Flauta Mágica; b) Tessa e Guy se conhecendo e evitando perceber que são perfeitos um pro outro; c) Nerine sendo nojenta enquanto Guy é incapaz de perceber; d) Maxxie tentando sem muito entusiasmo pedir Tessa em casamento. Quando Guy descobre que Tessa é a princesa de Pfaffenstein, ele reage mal, e Tessa passa pela fase &#8220;o que eu fiz pra que ele esteja tão bravo comigo&#8221;.</p>
<p>O que me incomodou no livro foi o tipo de clichê irritante. Tessa não se importa com a própria aparência mas por acaso ela também é de uma beleza diáfana impecável. Nerine é a vilã que se importa só com sua própria beleza e com roupas caras e títulos de nobreza. Guy é o milionário grosso que consegue tudo o que quer. Claro que Tessa fica muito insegura com Guy porque Nerine é &#8216;voluptuosa&#8217; enquanto Tessa se sente &#8216;reta como uma tábua&#8217;.</p>
<p>Tirando isso, o livro é muito fofo. A autora claramente é apaixonada por Viena e por Mozart, a história é divertida, com uma escrita leve. Os coadjuvantes são muito engraçados e a narrativa tem um humor característico da autora. Esse foi o primeiro livro dela que eu li que não é para o público infantil, tem uma pegada mais &#8216;jovem-adulto&#8217;. Achei uma ótima pedida. Recomendo.</p>
<p><strong>Magic Flutes (1982) de Eva Ibbotson &#8211; Reino Unido</strong></p>
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		<title>Tress &#8211; A Garota do Mar Esmeralda &#124; Brandon Sanderson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jan 2024 20:59:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brandon Sanderson]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um mundo fantasioso onde há várias luas e os mares são de esporos que explodem em contato com a água, Tress é uma garota comum. Ela limpa janelas, cozinha para os pais e é apaixonada por Charlie, o jardineiro da casa do duque. Só que Charlie na verdade, e ela sabe disso, é o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um mundo fantasioso onde há várias luas e os mares são de esporos que explodem em contato com a água, Tress é uma garota comum. Ela limpa janelas, cozinha para os pais e é apaixonada por Charlie, o jardineiro da casa do duque.</p>
<p>Só que Charlie na verdade, e ela sabe disso, é o filho do duque. E ele vai ter que casar com alguma nobre apontada pelo rei. E quando o duque o obriga a sair da ilha para procurar uma noiva, ele promete a Tress que vai ser o mais entediante de todos os pretendentes. Quando nenhuma princesa quiser se casar com ele, ele vai voltar para Tress.</p>
<p>Alguns meses depois da partida, o duque retorna com seu herdeiro casado! Mas ele não é Charlie, e sim um primo distante. Charlie na verdade foi raptado pela Feiticeira, um ser terrível que vive no mar da meia noite. Tress então não tem outra escolha senão partir da ilhota onde vive para resgatar Charlie das garras da feiticeira.</p>
<p>Apesar de descobrir que seu navio é um navio de contrabandistas, a coisa fica ainda mais séria quando os contrabandistas são atacados por piratas, e Tess não tem escolha senão juntar-se a eles.</p>
<p>Eu poderia dizer que a história do livro é &#8220;só&#8221; essa jornada, já que as coisas vão acontecendo de forma previsível no sentido de que tudo acaba bem. Mas como assim, são quase quinhentas páginas contando uma simples viagem do mar esmeralda até o mar da meia noite?</p>
<h3>Fantasia e ficção científica &#8211; com piratas</h3>
<p>Brandon Sanderson conseguiu uma narrativa única, cheia de particularidades engraçadas, e ao mesmo tempo nojentas. Se bem que ele pede desculpas, dependendo da cena, por ter contado essa parte). A ideia de que é um livro que conta a história de Tress mas também está em primeira pessoa &#8211; e só sabemos quem é o narrador lá pelo primeiro terço do livro &#8211; é muito original, nunca tinha visto antes. Assim como o mar de esporos que caem das luas e explodem. Inclusive é assim que conseguem criar &#8220;armas de fogo&#8221;, com mecanismos de explosão de esporos em contato com a água.</p>
<p>Tress é uma garota fora do comum também justamente por aprender a mexer com esses esporos. Eu tenho que admitir que não entendi absolutamente nada da parte &#8220;científica&#8221; do livro, quando ela se mete a experimentar com os esporos. Sou mais da área da magia &#8211; gostei muito dos esporos da meia noite.</p>
<p>O que me atraiu a esse livro foi quando me disseram que seria inspirado por O Noivo da Princesa. Fui cética e quebrei a cara: a narrativa é uma modernização excelente de William Goldman, com o ponto exato entre estranho, fantasioso e divertido. Adorei o estilo conto de fadas, achei a ambientação fascinante e me apaixonei pela protagonista. Recomendo.</p>
<p>Tress of the Emerald Sea (2023)</p>
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		<title>Tintim no País do Ouro Negro &#124; Hergé</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Dec 2023 21:12:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hergé]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No início do álbum de quadrinhos Tintim no País do Ouro Negro, escrito e desenhado por Hergé, alguém está falsificando combustível, causando explosões nos motores. Tintim decide averiguar, e para isso passa por diversas aventuras e vai parar nas Arábias. Enquanto isso, os policiais Dupont e Dupond o acompanham, na esperança de também encontrarem os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No início do álbum de quadrinhos Tintim no País do Ouro Negro, escrito e desenhado por Hergé, alguém está falsificando combustível, causando explosões nos motores. Tintim decide averiguar, e para isso passa por diversas aventuras e vai parar nas Arábias.</p>
<p>Enquanto isso, os policiais Dupont e Dupond o acompanham, na esperança de também encontrarem os responsáveis pelos atentados.</p>
<p>Afora as peripécias pelas quais Tintim já é conhecido, essa história é ainda mais deliciosa pelo seguinte detalhe: Abdallah, filho querido do emir Mohammed Ben Kalish Ezab. O Emir está sendo assediado por diversas empresas interessadas no petróleo de seu país, e um desses agentes resolve apressar o Emir ao raptar Abdallah.</p>
<p>Tintim logo descobre onde o garoto pode estar escondido e vai resgatá-lo.</p>
<p>Abdallah é um moleque mal educado, irrequieto, mimado, traquinas e agitado. Ele acabou de ganhar um par de patins de rodas do seu captor, e não tem interesse algum em ser resgatado.</p>
<p>Mesmo sem as aventuras incríveis no deserto, e as participações especiais do Sr. Oliveira da Figueira e do Capitão Haddock, Abdallah é responsável por deixar o livro inesquecível.</p>
<p>Tintim au pays de l&#8217;or noir (1950) | As Aventuras de Tintim #15</p>
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		<title>A Ilha Negra &#124; Hergé</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 20:43:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hergé]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em A Ilha Negra, Tintim está passeando pelo campo quando vê um avião pousado, sem número de registro. Quando ele vai ver o que rolou, toma um tiro. No hospital, ele ouve que um avião sem registro caiu ali perto. Quase recuperado, ele vai investigar os destroços e encontra um bilhete rasgado com uma série [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em A Ilha Negra, Tintim está passeando pelo campo quando vê um avião pousado, sem número de registro. Quando ele vai ver o que rolou, toma um tiro. No hospital, ele ouve que um avião sem registro caiu ali perto. Quase recuperado, ele vai investigar os destroços e encontra um bilhete rasgado com uma série de informações crípticas.</p>
<p>Esse é o início de um dos melhores livros de Tintim, onde ele tromba sem querer com uma gangue de falsificadores de notas. Ao decidir ir atrás dos criminosos, ele pula em trem em movimento, cai de avião, leva tiro, ser atacado por gorila, cair de escadarias de torres medievais. Sempre aventureiro.</p>
<p>Milu também protagoniza altas peripécias, atrás de ossos enterrados, uma cabra maligna, e até mesmo uísque.</p>
<p>A ambientação final é maravilhosa: uma ilha na Escócia com um castelo abandonado, com um monstro que aterroriza a região, e de onde nunca ninguém volta. Os habitantes locais chamam o lugar de A Ilha Negra.</p>
<p>Excelente.</p>
<p><strong>L&#8217;île noire (1943) de Hergé | Aventuras de Tintim #7</strong></p>
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		<title>O Ídolo Roubado &#124; Hergé</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 13:06:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hergé]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma pequena estatueta de madeira, originalmente de uma tribo de indígenas da América do Sul, é roubada de um museu na França. No entanto, no dia seguinte, o guarda do museu encontra a mesma estatueta em seu lugar, com um bilhete dizendo que havia sido roubada apenas devido uma aposta e agora devolvi, foi mal. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pequena estatueta de madeira, originalmente de uma tribo de indígenas da América do Sul, é roubada de um museu na França. No entanto, no dia seguinte, o guarda do museu encontra a mesma estatueta em seu lugar, com um bilhete dizendo que havia sido roubada apenas devido uma aposta e agora devolvi, foi mal.</p>
<p>Tintim, o repórter, ao investigar o caso, percebe que a orelha do ídolo é diferente da orelha desenhada em um livro de expedições. Ele fica ainda mais intrigado ao ouvir da morte de um escultor por acidente com gás. O repórter vai até a casa do falecido, e descobre que ele fumava cachimbo e estava sempre de sobretudo preto. No entanto, Tintim encontra uma bituca de cigarro e um fiapo de sobretudo bege, provando que o escultor havia sido assassinado.</p>
<p>O escultor possuía um papagaio, e Tintim chega à conclusão de que esse papagaio pode falar pistas sobre o assassino. Mas há outras pessoas interessadas no papagaio e na estatueta. Tintim segue a investigação e vai parar até na América do Sul, passando por revoluções e visitas aos indígenas antes de conseguir descobrir o paradeiro da estatueta e a motivação para os roubos.</p>
<p>Hoje eu consigo ver as características do autor colonizador, que faz piada com as revoluções sul americanas. Inclusive no final o livro sugere que Tintim devolva o ídolo &#8220;ao museu a que pertence&#8221; em vez de à tribo original. Mas ele também mostra que por trás das guerras e revoluções tem é o dedo das empresas de petróleo e armas dos Estados Unidos, então eu dou aquela perdoada.</p>
<p>De qualquer forma é uma história de aventura e mistério que povoou minha imaginação quando criança e é um dos meus favoritos do Tintim.</p>
<p>L&#8217;oreille cassée (1937)</p>
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		<title>Geekerela &#124; Ashley Poston</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 19:56:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ashley Poston]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos romances mais fofos e lindos que eu li recentemente, com uma releitura de Cinderella muito incrível e a ambientação PERFEITA. Super recomendo! Elle Wittimer é muito nerd. Ela adora ler, assiste filmes de super-herói, acompanha quadrinhos e sabe de cor as falas dos seus personagens favoritos. Mas se tem uma coisa pela qual [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos romances mais fofos e lindos que eu li recentemente, com uma releitura de Cinderella muito incrível e a ambientação PERFEITA. Super recomendo!</p>
<p>Elle Wittimer é muito nerd. Ela adora ler, assiste filmes de super-herói, acompanha quadrinhos e sabe de cor as falas dos seus personagens favoritos. Mas se tem uma coisa pela qual ela é obcecada, essa coisa é Starfield. Ela era muito nova para ver a série original na televisão, mas seus pais eram viciados – inclusive se apaixonaram num evento de fãs. A mãe morreu quando Elle era pequena, e o pai dela alguns anos depois, não sem antes deixar seu legado: a <em>ExcelsiCon</em>, uma convenção anual onde fãs de todos os tipos se encontram para ver seus astros favoritos, comprar colecionáveis e ver pré-estréias concorridas. Depois que seu pai morreu, Elle passou a viver com a madrasta megera e suas duas filhas gêmeas super-populares na escola, e Elle se contenta escrevendo no seu blog sobre Starfield e juntando dinheiro com seu trabalho no food-truck Abóbora Mágica para quando fizer 18 anos se mandar dali.</p>
<p>MAS. Aí quando finalmente começam a produzir o aguardado filme de Starfield, depois de anos de espera – quando finalmente vão anunciar o ator que será o Príncipe Carmindor, líder da Federação e capitão da famosa nave da série – o jovem que será responsável por mostrar o mundo de Starfield a toda uma nova geração… esse jovem é Darien Freeman. O bonitão da série para adolescentes mais melosa da TV. O cara que tem um séquito de fãs enlouquecidas atrás dele onde quer que ele vá. Um cara que <em>obviamente</em> não sabe nada de Starfield. E que vai estragar tudo.</p>
<p>Cheia de raiva, Elle escreve um post longo no seu blog, dizendo porque Darien Freeman é totalmente errado para o papel. E de repente, o post viraliza.</p>
<p>Do outro lado da história, temos Darien Freeman. Um jovem de 18 anos que está atuando desde cedo sob pressão do seu agente, que é ninguém menos que seu próprio pai. Darien precisa fazer musculação e regime para ter o físico do seu personagem bonitão da série de TV, mas no fundo é só mais um nerd que adorava ir a convenções até que o assédio das garotas – e um certo ex-amigo – estragaram tudo. Ele aceitou o papel de Carmindor por ser apaixonado por Starfield, e morre de medo de não estar à altura do protagonista da série original. Ele já esperava a reação dos ‘verdadeiros fãs’ da série, mas não imaginava que isso fosse afetá-lo tanto. E aí uma postagem de um blog especializado em Starfield, dizendo que ele era a pior escolha para o papel, viralizou. E ele se sentiu ainda pior.</p>
<p>Entre uma filmagem e outra do filme, com um coadjuvante que o despreza e uma atriz incrível que é seu par romântico – mas que acha Starfield “muito coisa de nerd” e só quer usar o filme como trampolim; com o pai controlador que mal repara nele e um segurança seguindo todos os seus passos; com alguém vazando fotos da produção para a imprensa e gerando ainda mais estresse; Darien se sente cada vez mais sozinho. Até que resolve entrar em contato com os organizadores da ExcelsiCon pra ver se consegue escapar da mesa de autógrafos e acaba mandando mensagem para o número de Elle, que era do pai dela e nunca foi desativado.</p>
<p>Os dois começam uma amizade por mensagens que vai ficando cada vez mais intensa mesmo que um não saiba quem é o outro, e enquanto isso Darien luta para encontrar o Príncipe Carmindor dentro de si e Elle pensa num plano para escapar da vida horrorosa que leva com a madrasta.</p>
<p>Gente, que livro mais fofo. Eu adoro reimaginações de contos de fadas, e sou <em>meio</em> nerd (ha), e ainda por cima fã de Star Trek – e aquele pezinho no cosplay sempre existiu rs – ou seja, parece que o livro foi feito pra mim. Como se não bastasse, temos: uma história coerente e interessante; um príncipe que não é príncipe mas precisa ser príncipe, numa reimaginação irônica que ficou excelente; personagens coadjuvantes incríveis com direito a um romance lésbico muito lindinho; um protagonista negro; uma autora que respeita e faz uma homenagem incrível a todos os nerds desse mundo; a melhor idéia de baile+sapatinho da história das adaptações.</p>
<p>Eu me diverti muito com esse livro, e queria muito ter lido quando eu tinha meus quinze anos. Um romance delicado com uma mensagem incrível de que você pode e deve ser quem você quiser. Achei o livro a melhor forma de agradecer e incentivar quem é fã de qualquer coisa: a autora, uma assumida fangirl que escrevia fanfics, desenvolveu uma história ágil e tocante em vários momentos.</p>
<p>Recomendadíssimo!</p>
<p>Geekerella (2017) de Ashley Poston</p>
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		<title>Dias de Despedida &#124; Jeff Zentner</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 19:23:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jeff Zentner]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carver Briggs é um jovem no último ano do colegial em uma prestigiada escola para jovens artistas. Ele forma um quarteto com os amigos Mars, Eli e Blake. Até que um dia os três morrem em um terrível acidente de carro. O pai de Mars é um juiz importante, e quando descobre que a última mensagem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Carver Briggs é um jovem no último ano do colegial em uma prestigiada escola para jovens artistas. Ele forma um quarteto com os amigos Mars, Eli e Blake. Até que um dia os três morrem em um terrível acidente de carro. O pai de Mars é um juiz importante, e quando descobre que a última mensagem lida no celular de Mars veio de Carver, ele instaura um processo criminal contra o jovem, acusando-o de ser responsável pela morte dos outros.</p>
<p>Agora além de sofrer com a culpa por ter mandado a mensagem e de lidar com a perda das três pessoas mais importantes na vida dele, ele também está sendo interrogado pela polícia e por jornalistas. A única parente dos garotos que o exonera de qualquer culpa é a avó de Blake, que pede que Carver passe um dia com ela fazendo as coisas favoritas do seu neto como se fosse um ritual de despedida.</p>
<p>Carver também começa a sofrer ataques de pânico, tem dificuldade de falar com os pais sobre seus problemas e não quer ir para a terapia por achar que aí vai ganhar &#8216;atestado de louco&#8217; &#8211; mas quando todos na escola o tratam mal, já que a irmã gêmea de Eli espalhou para todo mundo que ele é um assassino, ele começa a reconsiderar a história da terapia.</p>
<p>Como se não bastasse, a única amiga que ele tem é a namorada de Eli. E quando ele começa a gostar dela, a culpa que ele sente não ajuda em nada.</p>
<p>A coisa de que mais gostei nesse livro foi a tradução. A história é cheia de <em>flashbacks</em> com os quatro garotos fazendo bosta e dando risada, e não é fácil traduzir linguagem de adolescente de forma natural. Eu imagino que o autor seja bom em escrever diálogos &#8216;jovens&#8217;, mas a tradução poderia ter facilmente estragado tudo. De qualquer forma, a interação entre os adolescentes é muito natural, engraçada e tocante, e a amizade dos quatro é o que segura o livro.</p>
<p>Por outro lado, por mais que me doa dizer isso, o politicamente correto me irritou. (SPOILERS) Mars é negro e aí o pai dele faz um discurso sobre como os negros são sempre criminalizados não importa o que façam. Blake é gay e tem uma cena em que Carver decide contar isso para a avó dele, e ela diz que não fazia ideia mas que o ama de qualquer forma e que sente muito que sua religião talvez o tivesse impedido de contar a ela como ele se sentia. A namoradinha é feminista e passa o livro dando broncas no Carver por comentários machistas e racistas (ela é oriental e adotada) &#8211; mas tudo na brincadeira, ela não fica brava de verdade porque &#8216;ele não fez por mal&#8217;.  O terapeuta que Carver finalmente vai é gay, casado com um homem, tem filhos e chora ao lembrar a morte de um antigo namorado espancado por agressores homofóbicos.</p>
<p>Por mais que eu concorde com todas essas ideias, me incomodou a forma como os personagens coadjuvantes viram objeto de cenas que me parecem desenhadas para mostrar ao público alvo da obra &#8211; &#8220;jovens adultos&#8221; &#8211; o que é certo e errado. Eu não tenho nada contra literatura edificante, mas esse livro ficou forçado.  Ele passa o tempo todo reclamando da condescendência dos adultos (pois o livro é narrado por Carver), usa palavras difíceis pois ele quer ser um escritor famoso um dia e adora metáforas que aparentemente todos acham maravilhosas mas eu achei sem graça. &#8220;Ouvindo sua voz no telefone, eu podia sentir as baratas andando por sua pele e sentir o cheiro dos dentes sujos de nicotina&#8221; ou algo assim não me parece algo especialmente inteligente &#8211; apenas pretensioso.</p>
<p>No fim das contas o livro fala sobre perda, luto e superação, e tem momentos bacanas. Mas a maior parte dele é só pretensioso, artificialmente moralista e inverossímil. No entanto, eu li até o final &#8211; o que é mais do que se pode dizer de muito livro por aí.</p>
<p>Então se você curte dramas adolescentes, esse é um dos que eu até acho que você pode gostar.</p>
<p>Dias de Despedida &#8211; Goodbye Days (2017) de Jeff Zentner</p>
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		<title>O Cetro de Ottokar &#124; Hergé</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 19:16:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hergé]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos melhores livros do herói Tintim! Com intriga, aventura e um golpe de estado pra ninguém botar defeito: só amor. Participação especial dos melhores detetives Dupond e Dupont. Quando Tintim devolve uma pasta que encontra num parque, fica conhecendo o professor Alembick, especialista em selos. O velho simpático e agradecido explica a Tintim tudo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos melhores livros do herói Tintim! Com intriga, aventura e um golpe de estado pra ninguém botar defeito: só amor. Participação especial dos melhores detetives Dupond e Dupont.</p>
<p>Quando Tintim devolve uma pasta que encontra num parque, fica conhecendo o professor Alembick, especialista em selos. O velho simpático e agradecido explica a Tintim tudo sobre sua próxima viagem à Sildávia, onde pretende estudar os arquivos da biblioteca real.</p>
<p>Ao sair da casa do professor, Tintim recebe avisos misteriosos, uma visita de um homem que é atacado antes de chegar à sua casa e até mesmo um atentado à sua vida! Decidido a tirar isso a limpo e desconfiado de que a Sildávia está no centro de todos esses acontecimentos, Tintim se candidata a ser secretário do professor Alembick para viajar com ele ao tal país. E aí que Tintim descobre que há um plano maléfico para dar um golpe de estado, destronar o rei da Sildávia e tomar o país!</p>
<p>Quando eu estava aprendendo a ler, os álbuns do Tintim eram preciosíssimos, guardados cuidadosamente e relidos sempre que possível. Essa aventura era uma das minhas favoritas pela trama complexa porém sem momentos ‘impossíveis’, já que quando pequena eu já era chata e achava nada a ver o Tintim resolver os rolês sem esforço nenhum sendo só um cara normal. Nessa história, portanto, eu estava totalmente satisfeita com o papel dele quando cai de paraquedas (literalmente) no meio da confusão mas faz de tudo para descobrir como ajudar o rei nessa corrida contra o tempo. O bônus: ficamos conhecendo a diva Bianca Castafiore, que precisa de vidros reforçados no carro para poder cantar.</p>
<p>Para os que têm criança em casa ou estão num momento nostálgico, ou ainda os que querem apreciar o gênio do autor com os quadrinhos de aventuras excelentes, esse é obrigatório.</p>
<p>Le Sceptre d’Ottokar (1939 p&amp;b; 1947 colorido), de Hergé. Série Aventuras de Tintim Livro 8</p>
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