O Ano Novo de Montalbano é o último conto desse livro. As histórias são todas protagonizadas pelo Comissário Montalbano, um investigador no sul da Itália que vive para comer iguarias da ilha.
Entre procurar locais diferentes para comer, solucionar casos dramáticos ou engraçados, brigar com a namorada que mora longe, e se emputecer com tudo e todos quando o dia está nublado, os contos são divertidos e tocantes.
Gli Arancini di Montalbano
O conto do título fala dos planos do comissário para a data, já que ele brigou com a namorada de novo, não quer ir na festa animadona que o seu colega convidou, e também não quer jantar com a família do ex-chefe.
O que ele quer mesmo é passar a virada com a família da diarista dele. Adelina cozinha maravilhosamente bem, vai cozinhar arancini e fez o convite feliz por ter seus dois filhos passando com ela. Adelina tem dois filhos adultos que são delinquentes profissionais. O comissário inclusive prendeu um deles mais de uma vez. Os dois estarem livres no ano novo podendo visitar a mãe é uma benção.
Tudo parece estar prestes a dar errado, porque Fazio, um dos agentes do comissário, fala que a polícia rodoviária soltou um mandato de busca por um dos filhos de Adelina, acusado de ter roubado um supermercado. “Doutor, imagina se o senhor está jantando na casa da sua empregada e a polícia aparece pra prender o filho dela e te encontra lá? Vai ficar chato.”
Decidido a não perder o jantar de ano novo por nada, o comissário se encarrega do caso do roubo do supermercado, desesperado para inocentar o filho da sua empregada.
Os outros contos são com esse tipo de humor. No entanto, também há momentos até um pouco pesados demais. De qualquer forma, no final temos uma leitura dinâmica e divertida.
Gli arancini di Montalbano (1999) Montalbano “4.7” | Publicado entre o livro 4, A Voz do Violino, e o livro 5, Excursão a Tíndari.