Filme | Para Sempre Cinderella

Releitura modernosa e feminista do conto da Cinderella. Drew Barrimore, como a jovem órfã Danielle de Barbarac, divide a cena com a foda Angelica Huston, que se diverte loucamente interpretando a baronesa Rodmilla de Ghent, madrasta da garota. De brinde, vem um príncipe charmosérrimo, e tudo isso transforma esse filme em mais um dos meus favoritos no mundo inteiro!

A história todo mundo conhece, né? Na versão mais conhecida do conto, Cinderella vive como empregada da madrasta e das duas irmãs más, quer ir no baile do príncipe e a fada madrinha faz um vestido pra ela, com sapatinhos de cristal. Só que o feitiço dura só até meia noite, ela tem que ir embora e o príncipe roda o país com o sapatinho que ela perdeu no baile, declarando que se casará com a moça em quem couber o sapatinho. No filme da Disney a Cinderella ganha ajuda também dos animaizinhos, enquanto outras versões do conto mostram a moça recebendo o vestido de uma árvore que nasce em cima do túmulo de sua mãe. Mas enfim. Hoje em dia, é claro, árvores falantes e fadas madrinhas estão fora de moda, então Danielle recebe ajuda de alguém mais (?) plausível (ok, pelo menos é alguém real, vai).

Daí que no filme o pai de Danielle se casa novamente com uma baronesa, e logo depois morre do coração. Corta para anos depois, e Danielle é a empregada. Apesar disso, ela é politizada e inteligente, já que passa as noites em frente à lareira lendo os velhos livros do seu pai, e quando vai salvar um de seus amigos criados de ser levado para a América como criminoso por armações da malvada madrasta, conhece o príncipe Henry.

Que é maravilhoso, charmoso, irritante e infantil, e não quer saber de ser rei – principalmente por que seu pai, o rei da França, acabou de decidir que Henry deverá se casar com a princesa da Espanha para consumar um tratado comercial.

Vanja vai, vanja vem, os dois se apaixonam, e Danielle fingindo ser uma nobre que está visitando uma prima, enquanto se vira pra limpar a casa pras irmãs e pentear os cabelos da madrasta sem que ninguém descubra sua vida dupla.

Os animaizinhos foram substituídos pela gangue de amigos criados prestativos, as irmãs não são todas tão más assim, e Angelica está positivamente demoníaca, com frases dignas de Miranda Priestley: “Mamãe, relaxe, é apenas uma festa”, diz a irmã mais gordinha. “Sim. E você só está indo pela comida”, responde a mãe. “Você algum dia me amou, nem que fosse um pouquinho?” diz, chorando, a Cinderella. “Como alguém pode amar uma pedra no sapato?”. Oouch!

No fim fica um filme muito fofo, que só perde fôlego no final: Danielle dá uma de tonta, Angelica tira não sei de onde uma intenção cômica que não dá nem um pouco certo, e o príncipe Henry é privado de seu único ato heróico pelo roteiro feminista até o último momento. Mas enfim. Se príncipe assim existisse, hein…

Para Sempre Cinderella (Ever After) – 1998 | de Andy Tennant | com Drew Barrimore, Angelica Huston, Dougray Scott

Renata

Nas horas vagas eu jogo RPG e faço meus desenhos. Quando dá, eu leio. Se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa ficar feliz com os livros como eu fico já estou mais do que satisfeita com essa vida.

One thought on “Filme | Para Sempre Cinderella

  1. Nossa, eu amo esse, Rê!Adoro que ela é amiga do Leonardo da Vinci… amo tudo!E uma coisa que eu adoro sempre ver é a ereção do principe em uma das cenas finais quando ele está com uma roupa de lycra branca.

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