Elric de Melniboné | Michael Moorcock

Elric de Melniboné é um clássico da fantasia curtinho com uma andada rápida que deixa fácil de ler. É o primeiro livro com o personagem, apesar dele ter aparecido em diversos contos antes dessa publicação.

Elric é o imperador albino e feiticeiro. Ele é líder de uma civilização que já chegou a dominar o mundo através de magia, carnificina, escravidão e guerras. Elric no entanto tem preguiça de tudo, anda por aí cansado, filosofando que nada vale a pena, tomando uns remédios pra conseguir ficar vivo porque a albinisse dele também deixa ele fraco. Ele não quer dominar o mundo. Ele não quer governar. Ele também não quer deixar o trono pra outra pessoa – tipo o primo sanguinário dele, Yrkoon, que vive conspirando contra o Elric porque ele acha que o Elric é um fraco que não tem interesse em dominar os outros povos. E, no caso, o Elric de fato não tem interesse. As filosofias na cabeça dele são sempre “até que ponto o povo de Melniboné é superior aos humanos; até que ponto temos a obrigação de liderar por sermos superiores; será que fica chato a gente escravizar os outros” e essas coisas.

Elric é apaixonado pela prima dele, a bonitona Cymoril, que apesar de não entender muito bem as filosofadas do Elric, gosta dele de volta e já disse que se ele quiser casar ela topa. Mas ele tá sempre enrolando porque tá pensando nas filosofias e nas dúvidas.

Aí o Yrkoon resolve fazer alguma coisa mais concreta e usa um ataque à ilha deles pra matar o Elric, que cai no fundo do mar mas usa magia pra pedir ajuda dos seres elementais. Daí Elric recebe ajuda do deus do mar e volta à sua terra natal, mas Yrkoon escapa levando a Cymoril. Elric faz um pacto com um deus-demônio e consegue pegar um navio mágico que anda na terra pra perseguir Yrkoon e resgatar Cymoril.

O livro tem menos de 200 páginas. A história alterna entre uma aventura tradicional de fantasia e uma energia de contos de fadas. Me senti lendo um livro de fairytale retellings só que pra meninos. Elric é o herói alternativo sensível e filósofo que na década de 60, quando ele apareceu nas publicações, era um contraste imenso com os gigantes agressivos tipo o Conan. Elric é fisicamente fraco, detesta violência, não gosta do poder. Mesmo assim ele é alto, musculoso, tem olhos vermelhos e longas madeixas brancas.

Eu gostei do livro, só que fiquei com um pouco de preguiça de toda a pretensão do protagonista. Entendo que muito da minha irritação vem de eu não ser o público alvo do livro. Além disso, fiquei com aquela sensação de que já li tantas coisas parecidas só que o original foi esse e os outros que foram cópias.

Por ser quase um conto de tão curto e ter elementos interessantes, o livro é um sólido três estrelas e as continuações estão na minha lista.

Elric of Melniboné | Michael Moorcock | 1972

Renata

Nas horas vagas eu jogo RPG e faço meus desenhos. Quando dá, eu leio. Se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa ficar feliz com os livros como eu fico já estou mais do que satisfeita com essa vida.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *