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	<title>Sarah A Hoyt Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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	<title>Sarah A Hoyt Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Heart and Soul &#124; Sarah A. Hoyt</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 11:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sarah A Hoyt]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No final dessa trilogia surpreendente, vemos agora Nigel, que saiu pelo mundo com a pedra Heart of Light &#8211; aquela encontrada pelo grupo no primeiro volume &#8211; para evitar que ela seja utilizada para o mal. No entanto, mesmo ele tendo quase certeza de que está fazendo um bom trabalho se escondendo em todos os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: left;">No final dessa trilogia surpreendente, vemos agora Nigel, que saiu pelo mundo com a pedra Heart of Light &#8211; aquela encontrada pelo grupo no primeiro volume &#8211; para evitar que ela seja utilizada para o mal. No entanto, mesmo ele tendo quase certeza de que está fazendo um bom trabalho se escondendo em todos os lugares, ele tem a distinta impressão de que está sendo seguido&#8230; por dragões.</div>
<p>Enquanto isso, vemos que Red Jade, filha do imperador-dragão chinês, vê seu mundo desmoronar quando descobre que seu irmão Wen, herdeiro do trono e viciado em ópio, provavelmente será substituído no trono pelo maligno general-dragão.</p>
<p>A terceira esposa de Wen e Red Jade passam a correr contra o tempo para tentar fazer com que Wen se livre do seu vício, mas quando Red Jade descobre que o inglês capturado num ataque possui uma das pedras do poder mágico do mundo, ela percebe que está ali a salvação para o seu povo.</p>
<p>Enquanto o primeiro livro da série pecava pelo excesso de personagens e o segundo é uma obra prima, esse acaba sendo um final meio sem graça.<br />
Tudo acontece e se resolve muito rápido e a tensão romântica é quase inexistente, fazendo com que o leitor se empolgue à menor menção de Peter Farewell&#8230; mas a aparição do herói é pouco inspirada e bem sem graça, levando o livro de volta às soluções fáceis e aos personagens rasos.</p>
<p>Um exemplo interessante de resolução &#8216;fácil&#8217; e pouco convincente: Red Jade fala inglês, porque sua mãe era uma das concubinas do imperador-dragão, mas Nigel não fala uma palavra de chinês. Aí um velhinho simpático resolve que o melhor que ele pode fazer pelo casal de desconhecidos cuja única coisa em comum é o desejo pela pedra Heart of Light é dar um cházinho pro Nigel que faz com que ele tenha acesso à uma parte da mente de Red Jade&#8230; e consequentemente entenda e fale chinês perfeitamente.<br />
Ou seja.<br />
1. Oi, invadiram meu espaço pessoal? Como assim, esse cara agora lê minha mente? 2. Conveniente maneira de aprender uma das línguas mais complexas do mundo. 3. Agora eles vão se apaixonar e ficar juntos, não vão?</p>
<p>Como sempre, o principal trunfo do livro é a ambientação, que é a de uma &#8216;história alternativa&#8217;, onde os ingleses dominaram o mundo no século XVIII porque a rainha Vitória possuía uma extraordinária jóia que concentrava o poder mágico nela e em sua linhagem e onde homens-dragões são comuns e onde o melhor meio de transporte é o tapete mágico.<br />
Leitura divertida, mas não chega aos pés do segundo volume.</p>
<p>Heart and Soul (2008) de Sarah A. Hoyt | Magical British Empire livro 3</p>
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		<title>Soul of Fire &#124; Sarah A. Hoyt</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Nov 2010 15:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sarah A Hoyt]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leitura 2010 No final de Heart of Light, o grupo enorme de aventureiros que conseguiu encontrar a pedra do título resolve que 1) Nigel ficará com a pedra, zanzando pelo mundo para que os malvados não o encontrem, e 2) Peter irá atrás da pedra gêmea, soul of fire. Depois os dois irão juntar as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Leitura 2010</h2>
<p>No final de Heart of Light, o grupo enorme de aventureiros que conseguiu encontrar a pedra do título resolve que 1) Nigel ficará com a pedra, zanzando pelo mundo para que os malvados não o encontrem, e 2) Peter irá atrás da pedra gêmea, <i>soul of fire</i>. Depois os dois irão juntar as pedras e levá-las para o local secreto no coração da África.</p>
<p>Se o primeiro livro foi mais ou menos por Nigel e Emily serem protagonistas sem sal, esse totalmente <em>não tem</em> esse problema. Porque o protagonista é Peter Farewell, um dos personagens mais legais da literatura fantasiosa moderna. Ele é um lorde inglês gatérrimo e aventureiro. E, como se não bastasse, ele é um homem-dragão. Peter está atrás da pedra <i>soul of fire</i>, que devolverá o poder ao avatar de uma deusa fodástica e impedirá o mundo de explodir. Ele vai parar na Índia porque parece que foi lá que a pedra foi vista pela última vez. Enquanto isso, a jovem anglo-indiana Sophie vai ser entregue em casamento a um horrendo rajá local, que dizem ser capaz de se transformar em tigre. Aí ela se desespera e resolve pular da janela. E um dragão que passava por ali acaba salvando a moça da morte certa.</p>
<p>Então deixa eu contar que a graça desse livro é que a autora misturou um mundo de fantasia &#8211; onde magos, homens-dragões e tapetes voadores são comuns &#8211; com a cultura e sociedade do nosso mundo no século XIX. Sophie, portanto, é uma anglo-indiana que vive na Índia de Kipling, só que com magia.</p>
<p>Mas então, o dragão percebe que Sophie não quer voltar pra casa, e a leva para os campos para que ele possa se transformar no já mencionado gatérrimo Peter Farewell. Ela se assusta, mas acaba indo com a cara dele, e diz que vai fugir dos pais para não se casar com o rajá horroroso e vai se encontrar com um namoradinho dela (que havia partido para a Índia central com o exército). Peter, sempre cavalheiro &#8211; e também com seus interesses em mente, claro &#8211; diz que a acompanhará até a Índia central para que ela não seja capturada pelos homens tigre.<br />
Esqueci de avisar que o rajá horroroso com quem os pais de Sophie querem que ela case é na verdade o líder dos homens-tigres da Índia.</p>
<p>Eu adoro a Índia vitoriana, adoro fantasia, adoro Peter Farewell. Então adorar esse livro não foi nenhuma surpresa. A autora continua colocando personagens demais na trama, mas dessa vez eles são mais interessantes e &#8220;vivos&#8221; do que no primeiro livro: a princesa Lalita, que se disfarça como criada de Sophie, e o tal namoradinho de Sophie, o soldado William, são coadjuvantes de peso.</p>
<p>O livro certamente fez a série subir vários níveis no meu conceito, e se transformou num dos meus favoritos.</p>
<h2>Releitura 2021</h2>
<p>Minhas considerações sobre o primeiro livro foram que o romance sem graça e a infinidade de pontos de vistas de personagens atrapalharam a ambientação interessante.</p>
<p>A história se passa na Índia durante o império vitoriano, mas numa história alternativa em que a magia existe e metamorfos andam soltos por aí. Na Inglaterra, metamorfos são considerados monstros e imediatamente executados quando descobertos, mas na Índia existem diversos grupos que se escondem dos ingleses e tem verdadeiras nações.</p>
<p>Sophie é uma jovem anglo-indiana desesperada para fugir de um casamento arranjado com um rajá local maligno.<br />
O maravilhoso Peter Farewell, lorde inglês que tem o infortúnio de ser um metamorfo dragão, resgata Sophie por acaso e resolve ajudá-la, sem saber que ela na verdade é peça chave na sua busca pela pedra Soul of Fire.</p>
<p>Outro personagem que tem ponto de vista é William, um soldado inglês que conheceu Sophie em Londres. Ele faz parte do serviço secreto, e foi enviado para a Índia para descobrir a pedra Soul of Fire (já que Nigel e Peter sumiram sem dar notícias para a rainha). Ele tem o dom da premonição, e está certo de que vai haver uma rebelião de nativos e vamos todos morrer.</p>
<p>Por fim também temos Lalita, a dama de companhia de Sophie, que no começo parece uma jovem indiana irreverente mas depois descobrimos que ela é herdeira do trono do reino dos homens-macaco. Ela recebe ordens do rei seu tio de ir atrás de Sophie e da pedra, e de impedir os homens-tigre que estão atrás disso tudo também. Os homens-tigre, inclusive, são os que iniciam toda a confusão, já que o rajá malvado de quem Sophie foge é na realidade o rei dos homens-tigre</p>
<p>Já somos quantos? Peter, Sophie, William e Lalita. Bem menos do que os do primeiro livro, mas desses quatro só Peter é levemente interessante &#8211; e mesmo ele se perde em choramingos de que ele está apaixonando pela Sophie que é uma jovem de boa família e nunca vai querer ficar com um homem-dragão que ainda por cima é um assasino blabla. Sophie é a garota mais imbecil da face da terra, só faz decisões estúpidas e coloca sempre tudo a perder. Lalita é legal, mas logo no começo ela é obrigada a ficar andando com um dos agentes do tio dela, que é jovem, bonito, fica chamando ela de princesa de forma irônica e gera diálogos sem graça e um romance forçadíssimo. William tem a parte menos interessante, já que fica o tempo todo surtado com as visões dele em que ninguém acredita.</p>
<p>Eu até entendi a tentativa dela de mostrar &#8216;o outro lado&#8217; da rebelião indiana. Mas desde o início o livro me incomodou pela visão colonialista. Não adianta muito você colocar personagens falando que os indianos devem se auto governar se todos os protagonistas são ingleses, né. Ai, mas a Lalita é indiana, e a bisavó da Sophie também era (sério ahaha). Mas os dois grandes heróis da história são quem? Nigel e Peter, os dois nobres ingleses que são os únicos capazes de salvar o mundo.</p>
<p>A história do William, no entanto, apesar dele ser um mala, deu um peso maior para o livro, com essa discussão sobre os motins e os problemas da colonização inglesa, além de colocar os homens-elefantes, que eu adorei, e de brinde ainda mostrar um casal gay! Não foi aquela execução primorosa em nenhum dos casos, mas acho importante dar pontos pela tentativa.</p>
<p>Eu gosto da Índia vitoriana. Eu gosto da ambientação da autora. Eu gosto do Peter Farewell. Isso quase foi o suficiente para redimir o livro dos problemas, mas não totalmente. No fim das contas, ficou um segundo volume infinitamente melhor do que o primeiro, mas ainda assim bastante irregular.</p>
<p><strong>Soul of Fire (2008) de Sarah A. Hoyt. Série Magical British Empire livro 2</strong></p>
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		<title>Heart of Light &#124; Sarah A. Hoyt</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 11:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sarah A Hoyt]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leitura 2010 Quando eu vi que em novembro precisaria ler algo de um escritor de Portugal, corri atrás de algum escritor português que escrevesse o tipo de livro que eu gosto de ler. Foi difícil, mas no fim das contas consegui achar a Sarah A. Hoyt, pseudônimo de Sara de Almeida, escritora portuguesa que vive [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Leitura 2010</h2>
<p>Quando eu vi que em novembro precisaria ler algo de um escritor de Portugal, corri atrás de algum escritor português que escrevesse o tipo de livro que eu gosto de ler. Foi difícil, mas no fim das contas consegui achar a Sarah A. Hoyt, pseudônimo de Sara de Almeida, escritora portuguesa que vive nos Estados Unidos escrevendo literatura fantasiosa.</p>
<p>Esse é o primeiro livro de uma trilogia, e foi meio desapontador por dois motivos: a resenha da contracapa e a resenha da própria autora me levaram a crer que esse seria um livro completamente diferente.</p>
<p>No site da autora, ela propagandeia a própria série como sendo uma série de fantasia steampunk ambientada no Império Britânico ao mesmo tempo em que seria um tipo de Indiana Jones misturado com dragões e tapetes mágicos no Império Britânico Colonial. Uau, certo.</p>
<p>Enquanto isso, a contracapa do livro fala de um jovem casal inglês, Nigel e Emily, que vai passar a lua de mel no Cairo. Mas Nigel na verdade faz parte do serviço secreto de Sua Majestade, e foi enviado para a África para recuperar um valioso rubi que pode mudar o curso da magia no mundo.</p>
<p>Pois bem. Depois de tudo isso, é claro que não pude me conter e comprei logo todos os três da série de uma vez, também porque o último podia inclusive servir pro desafio de dezembro &#8211; já que tem a palavra &#8216;coração&#8217; no título.</p>
<p>Então vamos aos fatos. O cenário que ela criou é bem interessante, permeando a história da Inglaterra e da Europa em geral com eventos mágicos de forma bastante convincente. Apesar de toda a fantasia e magia e dragões e deuses, ela não se desviou dos dilemas morais e culturais da época, o que deixa a narrativa extremamente intrigante. A trama também é boa, apesar do número excessivo de personagens: no final o livro quer mostrar um final pra história de todo mundo e nem sempre isso dá certo.</p>
<p>Além disso os &#8216;personagens principais&#8217; acabam sendo irritantes e perdendo o charme justamente pelas questões morais do século XIX: Emily é uma típica moça inglesa de boa família da época. Ela é tímida, fala baixo, se veste sempre com &#8216;propriedade&#8217; e chora toda vez que Nigel a deixa sozinha e ela tem que decidir algo sem a opinião dele, já que ela foi ensinada que a vida dela será obedecer ao marido.<br />
Nigel, por sua vez, é um inglês preconceituoso, inseguro e covarde, que mesmo temendo pela vida da esposa a leva para o meio de um bando de radicais contra o império e depois fica se sentindo culpado.</p>
<p>Felizmente Peter Farewell aparece logo e as coisas começam a ficar animadas. É por esse personagem, o melhor amigo de infância de Nigel, que o livro acaba valendo a pena. Sardônico, corajoso, inteligente, bonito e um aventureiro de marca maior &#8211; além, é claro, de ter sangue azul &#8211; ele virou meu personagem favorito desde o primeiro momento em que apareceu. O fato do segundo livro ter ele como personagem principal me animou consideravelmente e me fez me forçar a terminar esse.</p>
<p>Eu acho, no fim das contas, que o que me irritou foi a mudança excessiva de pontos de vista entre personagens. Nigel e Emily <i>já são</i> uma dupla de protagonistas, e saber o que um pensa do outro e não ver os dois se falando já é suficientemente aflitivo sem ter que ler os dilemas morais de Peter Farewell, Kitwana, Nassira e nem sei mais quantos personagens. Pelo jeito isso melhorou no segundo livro, então veremos.<br />
Ponto pela originalidade do cenário, de qualquer forma.</p>
<h2>Releitura 2021</h2>
<p>Esse é o primeiro livro de uma trilogia que se passa numa era vitoriana alternativa, onde a magia toma conta do mundo. O casalzinho em lua de mel se vê envolto numa trama internacional para recuperar uma joia mágica, a <em>Heart of Light</em>, que pode mudar o destino do império.</p>
<p>Logo de início o livro desapontador, já que a resenha da contracapa e a resenha da própria autora me levaram a crer que esse seria um livro completamente diferente. No site da autora, ela propagandeia a própria série como sendo uma série de fantasia steampunk ambientada no Império Britânico ao mesmo tempo em que seria um tipo de Indiana Jones misturado com dragões e tapetes mágicos no Império Britânico Colonial! Enquanto isso, a contracapa do livro fala de um jovem casal inglês, Nigel e Emily, que vai passar a lua de mel no Cairo. Mas Nigel na verdade faz parte do serviço secreto de Sua Majestade, e foi enviado para a África para recuperar um valioso rubi que pode mudar o curso da magia no mundo.</p>
<p>No entanto, o livro na verdade é um grande romance de mal entendidos que simplesmente não prendeu meu interesse. O cenário que ela criou é bem legal, permeando a história da Inglaterra e da Europa em geral com eventos mágicos de forma bastante convincente. Apesar de toda a fantasia e magia e dragões e deuses, ela não se desviou dos dilemas morais e culturais da época, o que deixa a narrativa bastante intrigante. A trama da busca pela pedra é boa, apesar do número excessivo de personagens, o que faz com que o livro tente mostrar um final pra história de todo mundo e nem sempre isso dá certo. Além disso, a mudança excessiva de pontos de vista na narrativa me irritou consideravelmente. Nigel e Emily já são uma dupla de protagonistas, e saber o que um pensa do outro e não ver os dois se falando já é suficientemente aflitivo sem ter que ler os dilemas morais de Peter, Kitwana, Nassira e nem sei mais quantos personagens.</p>
<p>Como se não bastasse, os ‘personagens principais’ acabam sendo irritantes e perdendo o charme não só pelo GRANDE MAL ENTENDIDO (os dois fazem suposições aleatórias um sobre o outro mas são incapazes de sentar e conversar a respeito) mas também pelas questões morais do século XIX: Emily é uma típica moça inglesa de boa família da época. Ela é tímida, fala baixo, se veste sempre com ‘propriedade’ e chora toda vez que Nigel a deixa sozinha e ela tem que decidir algo sem a opinião dele, já que ela foi ensinada que a vida dela será obedecer ao marido.<br />
Nigel, por sua vez, é um inglês preconceituoso, inseguro e covarde, que mesmo temendo pela vida da esposa a leva para o meio de um bando de radicais contra o império e depois fica se sentindo culpado.</p>
<p>Felizmente Peter Farewell aparece logo e as coisas começam a ficar animadas. É por esse personagem, o melhor amigo de infância de Nigel, que o livro acaba valendo a pena. Sardônico, corajoso, inteligente, bonito e um aventureiro de marca maior – além, é claro, de ter sangue azul – ele virou meu personagem favorito desde o primeiro momento em que apareceu. O fato do segundo livro ter ele como personagem principal me animou consideravelmente e me fez me forçar a terminar esse.</p>
<p>A originalidade do cenário; a forma como cada nação lida com magia; a tecnologia baseada em poderes mágicos (por exemplo, a história começa com o casal viajando para o Egito num tapete voador de luxo): tudo isso fez com que eu quisesse muito gostar desse livro. Mas infelizmente o livro é destruído pelos protagonistas bobos, pela enorme quantidade de mudança de pontos de vista, e pelo romance idiota que toma conta das páginas e obriga a trama da busca pela pedra mágica a ser compacta e ter resolução insatisfatória.</p>
<p>A curiosidade da vez é que a autora na verdade é portuguesa, Sara D&#8217;Almeida, e vive nos Estados Unidos escrevendo fantasia.</p>
<p><strong>Heart of Light (2008) de Sarah A. Hoyt | Magical British Empire livro 1</strong></p>
<p>The post <a href="https://adevoradoradelivros.com.br/heart-of-light-sarah-a-hoyt/">Heart of Light | Sarah A. Hoyt</a> appeared first on <a href="https://adevoradoradelivros.com.br">A Devoradora de Livros</a>.</p>
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