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	<title>Matt Dinniman Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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		<title>Dungeon Crawler Carl &#124; Matt Dinniman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 00:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matt Dinniman]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Carl está de boas na sua casa de noite, de cueca e camiseta, quando a gata da sua namorada foge pela janela. Desesperado devido lá fora tá neve e a gata é campeã de competição de gato, ele sai correndo pra fora de casa tentando pegar a gata. E os alienígenas destroem a terra inteira.</p>
<p>Ele tem alguns segundos pra se adaptar, mas na verdade não tem muito o que fazer: os prédios e casas foram amassados, tem um túnel com uma voz falando que ele tem alguns minutos pra entrar na &#8220;masmorra&#8221;, e tá um frio abaixo de zero.</p>
<p>Carl é um cara comum de trinta e poucos anos, que gosta de video-game e cultura nerd, e não parece muito preocupado que sua namorada provavelmente morreu. Ele entra na masmorra e descobre que tudo é organizado por uma IA, que tem câmeras em todos os lugares, que os alienígenas pegaram a terra pra fazer essa masmorra e filmar pro resto do universo. Páginas e páginas do livro são gastas tentando explicar o sistema do jogo, como sobe nível, como ganha ponto, como funcionam os poderzinhos. A gata logo acha uma loot box e ganha uma tiara que faz ela ser inteligente, e agora temos a gata falante.</p>
<p>Carl encontra umas pessoas, todo mundo fudido tentando sobreviver. Os monstros que ele tem que matar são os piores estereótipos dos humanos porque &#8220;a IA alienígena fez um compilado das coisas que ela encontrou na Terra&#8221;. Então ele mata uma obesa acumuladora, umas goblins viciadas em droga, e vários vários insetos baratóides. Mais explicação de como sobe nível e ganha poderzinho. Mais encontros com gente que é obrigado pelos aliens a fazer parte da masmorra. A IA é obcecada com os pés de Carl (que acabou entrando na masmorra descalço devido correria de buscar a gata), então ele ganha poderes de esmagar monstro com os pés, e a IA tem uma voz estranhamente fascinada com os pés dele, um rolê meio sexual mesmo.</p>
<p>O livro segue Carl no primeiro nível da dungeon. Ele se une com uns enfermeiros tentando salvar os idosos (eles estavam do lado de fora do abrigo porque teve um incêndio no meio da noite), descobre mais sobre a politicagem por trás dos jogos; tem até uma cena que ele humilha um apresentador com cara de porco que tem audiência violenta, machista, e ensandecida, de alienígenas de pré-adolescentes que querem ver sangue e morte.</p>
<p>O livro acaba quando Carl e a gata conseguem descer para o segundo nível da masmorra.</p>
<p>A primeira coisa que todo mundo já sabe é que esse livro foi um fenômeno literário. Todo mundo quer ler, já vendeu os direitos pro cinema, já tem continuação até o nível infinito contratada pela editora. Então tem uma comunidade de fãs bastante feroz nas internets defendendo esse livro como uma das melhores coisas já feitas &#8211; não alta literatura, por óbvio, mas claramente algo que se você não gosta, é porque leu errado.</p>
<p>A próxima coisa que é relevante é que eu não sou o público alvo desse livro. É mais uma fantasia de videogame com elementos de &#8220;olha como o meu livro é realista, todo mundo é assassino, estuprador, drogado; ninguém se ajuda e todo mundo só quer se dar bem, chama realismo tá&#8221;. O protagonista é o mais padrão de todos &#8211; um cara comum, meio tapado, meio sem noção, que tem um coração bom e quer ajudar as pessoas, mas é meio burro então tem dificuldade de entender o que tá rolando. Além dele tem a gatinha que é o estereótipo do gato mala que se acha. Fora isso, temos aliados e antagonistas que mal aparecem, enquanto os grandes vilões são uma corporação nebulosa intergalática. Eu não vejo graça em livro que passa metade me explicando um sistema de jogo que não me interessa. Eu não tenho interesse em seguir a grande jornada de um cara branco padrão em rumo ao heroísmo. Eu não tenho interesse em ver IA tarada com pé, nem em um mundo alienígena que é exatamente igual ao nosso capitalismo tardio só que <em>maior</em>. Eu não tô na pegada de uma história em que as pessoas com maior acesso a tecnologia preferem usar isso pra matar as pessoas por entretenimento.</p>
<p>A trama é bem movimentada, apesar de um pouco sem graça, e o livro é bem rápido de ler. As interações com o videogame e as referências à cultura pop (amo que a IA fez uma mistureba com toda a cultura da raça humana e o resultado é: padrão Estados Unidos) não foram tão divertidas pra mim quanto pros outros leitores, aparentemente; mas meu incômodo mesmo é com a IA tarada assassina e todas as cenas de gore. Não vejo graça, não tenho vontade de continuar lendo.</p>
<p>Dungeon Crawler Carl (2020) de Matt Dinniman | Dungeon Crawler Carl #1</p>
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