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	<title>Marissa Meyer Archives - A Devoradora de Livros</title>
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		<title>Scarlet &#124; Marissa Meyer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2014 10:00:48 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Scarlet Benoit é uma jovem que vive com a avó Michelle numa fazenda na França. Ela é linda, ruiva e esquentada, e anda muito preocupada porque sua avó desapareceu há duas semanas e ninguém parece se preocupar com isso &#8211; a polícia acha que ela foi embora porque quis ou se suicidou e as pessoas acham a avó de Scarlet completamente louca e não fazem questão de se envolver. Quando ela entra numa briga no restaurante que está entregando mercadoria, é ajudada por um bonitão tímido, silencioso e com hábitos estranhos que diz se chamar Wolf e pede emprego na fazenda. Reparando nos olhos profundos, na tatuagem no braço e nos músculos do cara, Scarlet no entanto é capaz de recusar empregá-lo porque aparentemente algum tipo de bom senso ela tem pra não pegar um completo estranho pra ficar sozinho com ela na fazenda.</p>
<p>Mas quando o pai dela &#8211; que havia sumido há anos &#8211; aparece todo machucado, falando que foi torturado pelos que raptaram a sua avó, Scarlet tem todas as suas piores suspeitas confirmadas. O pai dela está paranoico, dizendo estar sendo seguido, revirando todas as coisas da mãe pra encontrar o que o pessoal queria. E ele descreve  a tatuagem do seus torturadores: um símbolo idêntico ao que Scarlet viu no braço de Wolf. Ela manda o pai embora e vai atrás de Wolf pra exigir que ele a leve até sua avó, e ele fala que pode ajudá-la mas jura que não teve nada a ver com a história &#8211; ele saiu do grupo maligno antes mesmo deles terem pensado em raptar a avó dela &#8211; e ela acredita em tudo e resolve aceitar a ajuda dele.</p>
<p>Enquanto isso, Cinder consegue escapar da prisão onde tinha sido jogada com a ajuda de uma nova mão biônica e da nave de um conveniente ladrão com quem ela tromba durante a fuga. Ela resolve que vai pra Europa dar uma passadinha na casa de Michelle Benoit, que ela acha que a ajudou quando era criança, e aí tromba em vez disso com Scarlet e seu lobo de estimação.</p>
<p>Assim como aconteceu com Feita de Fumaça e Osso, essa série começou bem e teve um segundo volume bem do mais ou menos. É esperar pra ver, já que a autora já publicou um terceiro volume e prometeu um quarto, mas se for continuar desse jeito a coisa desanda fácil.</p>
<p>O meu problema com esse livro pode se resumir em dois pontos. 1 &#8211; protagonista burra. Tá que a história é pra ser uma releitura do conto da Chapeuzinho Vermelho e ela é uma das protagonistas mais burras da história dos contos de fadas, mas isso não justifica a idiotice dessa Scarlet. 2 &#8211; divisão de tramas. Eu gostei da <a title="Cinder" href="https://adevoradoradelivros.com.br/cinder-marissa-meyer/" target="_blank" rel="noopener">Cinder</a>. A história da Cinder é legal. Eu quero saber o que acontece com ela. E aí eu sou obrigada a dividir o meu tempo com a história chata e previsível da Scarlet? Aí não, né. Outro ponto incômodo é a aleatoriedade das decisões dos personagens, o que deixa muito a impressão de que a autora queria que as coisas acontecessem de um certo jeito e não fez o menor esforço pra justificar a trama. A Cinder precisa de uma nave? Beleza, vamos colocar um cara pra ela fugir junto, mesmo que ele não faça absolutamente mais nada na história além de ter a nave. A Cinder e a Scarlet precisam se encontrar? Beleza, a Cinder decide ir pra Europa porque sim, mesmo tendo todo um grupo pra ajudá-la na África.  Para quem gosta de romances melecosos do tipo &#8220;não posso ficar com ele mas não consigo resistir&#8221; , esse livro também é um prato cheio &#8211; e vocês sabem que não tenho a <em>menor</em> paciência pra isso.</p>
<p>Eu ainda li tudo muito rapidamente, ainda fiquei interessada num próximo volume, e ainda acho o mundo da autora muito legal. Mas essa segunda incursão mostrou que a moça ainda precisa de mais treino antes de se aventurar por uma trilogia e que ela não é tão boa assim de personagens.</p>
<p><strong>Scarlet (2013) de Marissa Meyer. Série Crônicas Lunares Livro 2.</strong></p>
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		<title>Cinder &#124; Marissa Meyer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Mar 2014 10:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Marissa Meyer]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas reimaginados]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lihn Cinder é uma ciborgue &#8211; uma humana que sofreu alterações drásticas no seu corpo pela tecnologia: ela tem um pé e uma mão metálicos, com fios dentro do seu cérebro que servem de ligações nervosas. Ela tem uma câmera nos olhos e uma conexão com a internet e um pequeno computador no cérebro. O mais legal de tudo é que seus sensores internos são programados para reconhecer quando alguém está mentindo. Mas na sociedade onde ela vive, após a quarta guerra mundial, ciborgues são considerados menos do que humanos e cidadãos de segunda classe. A Terra está sendo ameaçada de uma invasão iminente pelos inimigos Lunares e também sofre com uma doença misteriosa que mata pessoas em poucos dias.</p>
<p>Cinder foi adotada por um cientista que morreu da peste logo depois, deixando-a para ser criada por sua esposa Adri. Adri detesta ciborgues, culpa Cinder pela morte do marido e faz a garota trabalhar como mecânica para pagar as contas da família. Quando Peony, a irmã mais gente boa de Cinder, contrai a peste, Adri &#8220;voluntaria&#8221; Cinder para os testes de vacinas que os médicos imperiais estão fazendo. Porque, como a peste é uma ameaça problemática e urgente, e o próprio imperador contraiu a doença mortal, os médicos imperiais fazem um esquema de &#8220;sorteio&#8221; de ciborgues para testes tentando achar uma cura.</p>
<p>O charmoso príncipe Kai está com muitas coisas na cabeça. Além da doença do imperador seu pai, e da situação crítica da doença em New Beijing, ele também tem que se preocupar com a constante ameaça Lunar. Mas mesmo assim ele se sente estranhamente atraído pela jovem mecânica que o ajuda a concertar sua andróide e tenta conseguir uma amizade com ela a todo custo. Ela, por outro lado, acha Kai muito legal, mas tem certeza que ele vai querer que ela suma assim que ele descobrir que ela é uma ciborgue.</p>
<p>Quando Cinder é &#8216;voluntariada&#8217; pela madrasta para ser testada com a vacina da peste, ela descobre ainda mais coisas sobre sua origem; coisas que podem colocá-la em perigo ou mesmo salvar o mundo.</p>
<p>Ultimamente tenho lido algumas releituras de contos de fadas e nem sempre foram agradáveis especialmente por causa da tendência à falta de originalidade. Felizmente esse não é o problema desse livro ótimo: original, inteligente e muito, muito divertido, é certamente um dos livros mais empolgantes que li recentemente.</p>
<p>A ideia, como pode ser sacado pelo nome, é ser uma releitura de Cinderela, mas a autora é esperta demais para se ater aos pontos exatos da trama do conto. Então tem sim uma órfã mal tratada pela madrasta e obrigada a trabalhar, tem as <i>step sisters, </i>tem um príncipe charmoso, e tem até o baile &#8211; mas felizmente as semelhanças acabam aí.</p>
<p>Cinderela ciborgue é um conceito legal demais, e isso, juntamente com a história movimentada, deixaram o livro impossível de largar. A autora criou um universo interessante, num futuro tecnológico meio decadente, que inclui controladores de mentes, andróides e ciborgues &#8211; uma mistura de Blade Runner com contos de fadas. E ainda por cima ficou muito bom!</p>
<p>Fora a ambientação genial, o livro também tem personagens interessantes, uma protagonista que não é mimimizenta, uma andróide FOFA que chama Iko e gosta de roupas, e uma história previsível mas que não deixa de ser boa por causa disso. (Ou vocês tinham alguma dúvida sobre quem seria a sobrinha misteriosa que morreu no incêndio mas talvez não?)</p>
<p>O pessoal da reclamação na internet tá dizendo que o livro é cheio de buracos na trama (tipo a mecânica esquecer dos freios e tal) e que a ambientação fica pouco explicada, mas eu não reparei em nenhum deles durante a leitura, só depois, o que é um ponto a favor do livro. Eu não fico muito lendo os comentários dos blogs porque tenho a mania de já chegar querendo não gostar quando o livro é famosete (tenho espírito de hipster), mas não achei nenhum dos problemas MORAIS aqui que achei em Across the Universe, por exemplo, apesar de gostar de ambas as ambientações e perceber problemas de trama em ambos os livros.</p>
<p>Acho que no fim das contas as melhores partes do livro são as que não remetem muito à história da Cinderela (que é bem idiota, vamos combinar) nem fica no romancezenho melequento dos protagonistas &#8211; ou seja, é uma adaptação de contos de fadas que não é muito fiel ao conto e um livro pra adolescentes bobocas que não é (tão) boboca. É uma boa diversão que <span style="font-size: 18px; line-height: 28.8px;">termina de um jeito que me deixou super ansiosa para ler o próximo livro da série. </span>Recomendo muito!</p>
<p><strong>Cinder (2012) de Marissa Meyer. Série Crônicas Lunares Livro 1.</strong></p>
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