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	<title>Ariana Franklin Archives - A Devoradora de Livros</title>
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	<description>Diário de leituras</description>
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		<title>Mistress of the Art of Death &#124; Ariana Franklin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jul 2012 13:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ariana Franklin]]></category>
		<category><![CDATA[ficção histórica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Inglaterra do século XII, uma criança é encontrada morta no rio. O crime toma proporções maiores quando se nota que a casa ao lado de onde o garoto foi achado pertence ao judeu mais rico da cidade. Logo as pessoas estão acusando os judeus de terem matado a criança, crucificando-a. A multidão enlouquece. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Na Inglaterra do século XII, uma criança é encontrada morta no rio.<br />
O crime toma proporções maiores quando se nota que a casa ao lado de onde o garoto foi achado pertence ao judeu mais rico da cidade. Logo as pessoas estão acusando os judeus de terem matado a criança, crucificando-a. A multidão enlouquece.<br />
O xerife, que sabe muito bem quanto os judeus contribuem para os cofres do rei, tenta abrigar todos os judeus no castelo de Cambridge, mas as pessoas estão furiosas e lincham o judeu mais rico e quando a esposa dele tenta intervir matam ela também.<br />
Os outros judeus ficam no castelo, sem poder sair por medo de serem mortos pela população. Enquanto isso, não podem fazer dinheiro e muito menos pagar os impostos ao rei.</p>
<p>Outras três crianças são achadas, com toscas estrelas de Davi perto delas. Os judeus são novamente acusados, e agora suspeitos de voarem por cima dos muros do castelo para torturarem as criancinhas.</p>
<p>O rei, no entanto, acredita que os judeus não são responsáveis pelas mortes das crianças, e, para resolver o problema de uma vez por todas, (um pouco mais preocupado com os impostos do que com o assassino, diga-se de passagem) manda uma mensagem ao rei da Sicília, pedindo um investigador e um médico especialistas em assassinatos.</p>
<p>Entram em cena Simon of Naples, o investigador, e Adelia, a médica especialista, junto com seu ajudante &#8211; e melhor personagem do livro &#8211; o eunuco muçulmano Mansur.</p>
<p>Salerno, a cidade de onde os dois vêm, é incrivelmente avançada para a época, deixando até mesmo mulheres lidarem com medicina, apesar da proibição da igreja.<br />
Adelia não só é médica como também especialista em &#8220;falar com os mortos&#8221;: ela observa aqueles mortos por violência e consegue descobrir como e onde eles foram mortos.</p>
<p>O principal que me incomodou foi a modernidade de pensamentos da Adelia. Ok que o leitor precisa de um personagem que &#8220;pense como a gente&#8221; pra nos identificarmos com a história, mas nesse caso eu achei a coisa exagerada de mais: Adelia é a Bones do século XII, com o ceticismo, o ateísmo e o amor pela lógica da famosa protagonista da série de TV.<br />
Isso acabou atrapalhando o livro, já que todos os personagens coadjuvantes têm personalidades bastante inseridas na época e só a protagonista, superior, é dona dos pensamentos modernosos.</p>
<p>Fora isso, o suspense é bem construído, com uma trama cheia de reviravoltas que não deixa o tédio tomar conta. Como eu adoro a ambientação da Inglaterra medieval e adoro romances policiais, foi uma leitura agradável assim que eu desencanei de esperar uma protagonista crível. Certamente que me identifiquei com a moça &#8211; como era a intenção da autora &#8211; e certamente vou ler os outros livros da série. Mas fica a questão: será que só gostamos dos livros com protagonistas que seguem a moral e a ética dos <i>nossos </i>tempos, em vez dos deles?</p>
<p>Uma informação extra: o livro foi vencedor do prêmio Ellis Peters de policial histórico (vocês não adoram um país que tem um prêmio desses?), Ellis Peters sendo a autora dos mais famosos policiais históricos e meus favoritos, as Crônicas do Irmão Cadfael.<br />
Que por acaso se passam logo antes da época relatada pela autora desse livro: Cadfael vive na horrenda guerra civil inglesa entre a Imperatriz Maud e o Rei Stephen. Já Adelia serve o Rei Henry II, filho de Maud. O horror da guerra ainda está bastante vivo nos personagens mais velhos do livro, e como um todo a ambientação histórica da autora é excelente.<br />
Faltou uma protagonista da época, em vez de uma modernosa feminista.</p>
<p>Mistress of the Art of Death (2007) de Ariana Franklin. Série Adelia Livro 1</p>
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