Adaptação | A Marca do Zorro (1940)

O grande problema do filme é que o Tyrone Power é bonitão demais. Dá pra ver que os produtores não gostaram muito da ideia dele ficar a maior parte do filme com uma máscara, então ele aparece pouquíssimo como o Zorro.

Fora isso, o filme é bem bonitinho: o Diego está bem caracterizado (o ar de afetado do Power é ótimo!!), a Lolita é linda (se bem que o romance podia ter um pouquinho mais de mistério), e o Basil Rathbone, como sempre, está um vilão perfeito.

Na real, acho que o que mais me incomodou foi o roteiro. Entre Diego chegar na Califórnia e ele virar o Zorro demora tanto tempo que quando finalmente vemos o mascarado já tá quase no fim do filme – e logo depois vemos o Diego lutando com o capitão sem máscara nem nada, algo bastante idiota de se fazer com o governador assistindo. Dito isso, a luta é a melhor parte do filme, com uma coreografia impecável e violenta.

E eu sempre gosto dos romances, mesmo que o filme tenha poucas dessas cenas.

Além disso, tem que comentar o frei Felipe, gordo, bonachão e durão, que dá uns cacetes no capitão; Don Alejandro, indignadíssimo com o filho totalmente afetado; e, last but not least, o governador e esposa – bastante indecentes, diga-se de passagem – que roubam a cena.

Então apesar do filme se basear apenas de leve nas histórias do McCulley, ele deu bastante certo. O charme do elenco, com destaque para o Tyrone maravilindo, e a história ágil, fazem desse um excelente exemplar dos filmes capa-e-espada.

The Mark of Zorro (1940) de Reuben Mamoulian | com Tyrone Power, Linda Darnell, Basil Rathbone

Renata

Nas horas vagas eu jogo RPG e faço meus desenhos. Quando dá, eu leio. Se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa ficar feliz com os livros como eu fico já estou mais do que satisfeita com essa vida.

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