E ele não está errado; está certíssimo, na verdade : todo mundo gostaria de ter tido essa ideia, assim como todo mundo gostaria de ter tido a ideia de um bruxinho adolescente numa escola para bruxos no norte da Inglaterra.
Mas que os fãs de Harry me perdoem, mas a simples ideia de vampiros que são piratas e piratas que são vampiros é maneira demais pra ser deixada de lado.
Infelizmente o autor acaba escorregando um pouco, no primeiro livro, na hora de fazer a transferência entre a vida de Connor, num navio pirata comandado pelo Jack-wannabe Capitão Molucco Wrathe, e a vida de sua irmã gêmea Grace, presa no fantasmagórico navio dos Vampiratas. O livro não se decide entre os gêneros suspense e swashbuckling, e no fim das contas fica meio vazio – um vazio que, espero, será preenchido pela sequência.
A parte maneira do livro, ao invés de ficar com os Vampiratas, fica com os próprios piratas do Capitão Wrathe, e tudo lembra muito Piratas no Fim do Mundo, com aquela história do fim da pirataria e uma nova era para os piratas; enquanto que o capitão dos Vampiratas fica no meio termo entre um Fantasma da Ópera e um Barbossa.
Divertido e impossível de não ter na prateleira – nem que seja pelo nome.
Título: Vampiratas – Demônios do Oceano (2005)
Título original: Vampirates – Demons of the Ocean
De Justin Somper (Reino Unido)
Série Vampiratas – Livro 1