Adaptação | Um Corpo na Biblioteca

Miss Marple recebe uma repaginada na história de assassinato de duas jovens por motivos de ganância. Nessa adaptação de Um Corpo na Biblioteca, Geraldine McEwan faz o papel da senhorinha detetive amadora numa pequena cidade da Inglaterra, alguns anos depois da Segunda Guerra Mundial.

A história segue os mesmos pontos iniciais do livro – loira platinada é encontrada na biblioteca do Coronel Bantry; Mrs. Bantry empurra Miss Marple para descobrir as coisas; a loira era dançarina em um hotel de luxo; família rica com um patriarca inválido é central para a trama. As diferenças ocorrem de forma esperada de início: os atores são todos lindos maravilhosos e não se parecem nem um pouco com pessoas normais, o roteiro tem que mexer um pouco aqui e ali pra caber na TV; enfim, normalidade. Nesse ponto, pra mim, foi interessante tanto pela comparação quanto pelas participações especiais (Jack Davenport faz o superintendente, por exemplo). A adaptação é bem feita, sem muitos furos na história, o que para um filme baseado em Agatha Christie é um feito por si só, e nem diferenças gritantes, que fazem com que a história perca o charme.

Só que aí chega no final.

Tem que ser muito bom roteirista pra conseguir fazer direito uma história da Agatha Christie. Tentar mudar o final, e mudar quem é o assassino, deveria ser crime real oficial. Só que esse episódio tem o agravante da representatividade. Mas que saco que toda vez que me aparece lésbica elas tem que acabar mal. Além de ser uma história que só consegue fazer sentido com vários flashbacks, ainda me colocam trilha sonora e montagem que dá a impressão de que elas sofreram muito com o amor proibido delas. Só não esquece que esse amor lindinho fez elas estrangularem uma menina de dezesseis anos e jogarem outra num carro e tacar fogo. Romântico.

Um bom passatempo se você não se enfurece com esse tipo de coisa.

Um Corpo na Biblioteca (Agatha Christie Marple: The Body in the Library) [S1E1] – 2004 | de Andy Wilson | Com Geraldine McEwan, Ian Richardson, Tara Fitzgerald

Renata

Nas horas vagas eu jogo RPG e faço meus desenhos. Quando dá, eu leio. Se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa ficar feliz com os livros como eu fico já estou mais do que satisfeita com essa vida.

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