O grande problema do filme é que o Tyrone Power é bonitão demais. Dá pra ver que os produtores não gostaram muito da ideia dele ficar a maior parte do filme com uma máscara, então ele aparece pouquíssimo como o Zorro.
Fora isso, o filme é bem bonitinho: o Diego está bem caracterizado (o ar de afetado do Power é ótimo!!), a Lolita é linda (se bem que o romance podia ter um pouquinho mais de mistério), e o Basil Rathbone, como sempre, está um vilão perfeito.
Na real, acho que o que mais me incomodou foi o roteiro. Entre Diego chegar na Califórnia e ele virar o Zorro demora tanto tempo que quando finalmente vemos o mascarado já tá quase no fim do filme – e logo depois vemos o Diego lutando com o capitão sem máscara nem nada, algo bastante idiota de se fazer com o governador assistindo. Dito isso, a luta é a melhor parte do filme, com uma coreografia impecável e violenta.
E eu sempre gosto dos romances, mesmo que o filme tenha poucas dessas cenas.
Além disso, tem que comentar o frei Felipe, gordo, bonachão e durão, que dá uns cacetes no capitão; Don Alejandro, indignadíssimo com o filho totalmente afetado; e, last but not least, o governador e esposa – bastante indecentes, diga-se de passagem – que roubam a cena.
Então apesar do filme se basear apenas de leve nas histórias do McCulley, ele deu bastante certo. O charme do elenco, com destaque para o Tyrone maravilindo, e a história ágil, fazem desse um excelente exemplar dos filmes capa-e-espada.
The Mark of Zorro (1940) de Reuben Mamoulian | com Tyrone Power, Linda Darnell, Basil Rathbone